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terça-feira, 29 de junho de 2010

Você - Raul Seixas.


Parece que foi ontem, mas, 20 anos nos separam daquela segunda-feira de 21 de agosto de 1989. Neste dia, perdíamos o maior nome do Rock nacional, Raul Santos Seixas, o Raulzito, o maluco beleza, saía do palco da vida deixando órfão uma legião de fãs.

Baiano de Salvador, o menino Raul foi um homem além do seu tempo e do seu espaço, num estilo único, consagrou-se como um dos maiores nomes da música popular brasileira.
Como tantos outros, foi perseguido pela censura que imperava durante os governos militares, Raul Seixas imortalizou-se com músicas como: Você, Gita, Ouro de tolo, Mosca na sopa, Metrô linha 743 entre outras que veemente criticavam e protestavam contra o sistema opressor.

A grande diferença de Raul está além de seu estilo despojado, supera o homem aparentemente louco criticado pelo consumo excessivo de drogas. Raul se imortalizou pelo estilo próprio, por sua forma única e inteligente de fazer música. Neste deserto de artista de qualidade, nesta carência por músicas que fazem sentido, poucos nomes entraram e entrarão para a história como o nome de Raul Seixas.

Os fãs de Raul são muitos, fãs contemporâneos a ele, privilegiados que viram e ouviram o maluco beleza dar o seu recado. Raul Seixas fez fãs na vida e na morte, é grande o número de pessoas que postumamente se renderam, que reconheceram e aderiram ao Raulseixismo.

Talvez Raul Seixas não seja o modelo ideal a ser seguido; talvez. Talvez também, a sua forma de andar contra a ordem o faça um louco, isso depende do ponto de vista de quem o vê, muitos o consideram um gênio exatamente por ele ser o que foi. Mas com certeza Raul foi e será por longos anos um nome de referencia. 20 anos sem Raul, a música popular sente a sua falta. Viva Raul.

Mateus Brandão de Souza.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A realidade é esta:


Pertencemos à camada mais populosa da sociedade, onde a verdade se externa nua e crua, onde as dificuldades estão presentes e a palavra NÃO, nos acompanha constantemente.
Aqui o buraco é mais embaixo, caminhamos lado a lado com a injustiça. E as conquistas quando as temos, chega através de muita capacidade pessoal, muito equilíbrio e força para se levantar das puxadas de tapete, os triunfos se os temos, vem com muito peito e muita raça.
Nos desdobramos dia após dia para driblamos a forte zaga do sistema excludente, somos oprimidos, escravizados. Somos matéria prima, mão-de-obra barata para o benefício de uma outra camada abastada e deleitosa.
Somos a parte da sociedade onde existe um povo guerreiro, onde estão os verdadeiros heróis, onde com sol, chuva e vento, pessoas escrevem a sua existência. Existência esta, que poderia ser muito mais longeva e qualitativa, não fosse a falta de dignidade que nos mata a míngua sem nos assistir com a justiça a qual merecemos.
Aqui não nos rasgam sedas, não vivemos rodeados por bajuladores. Ai daqueles que aqui estão se por ventura mostrar-se insatisfeitos. Não nos é dado o direito á resistência, somos treinados a pacificação, somos adestrados a aceitarmos tudo em perfeita ordem, pois desde a nossa mais terna idade, estamos cientes que devemos ser ordeiros, pois a ordem é quem garante o progresso daqueles que estão onde não estamos.
Somos os excluídos dos excludentes. Não está para nós a parte boa do bolo, não desfrutamos das regalias que deliciam a poucos, somos peças, somos a plebe, somos o combustível que movimenta toda a máquina fazedora de riqueza.
Aqui, muitos bons médicos não serão médicos, muitos mestres, não serão mestres, muitos grandes profissionais não o serão, tudo pela falta de oportunidade, tudo pelo sistema cruel que nos cala e que enterra bons e verdadeiros talentos.
A verdade nauseabunda, revoltante e deprimente é esta: Foi assim com nossos antepassados, assim nós somos e assim serão nossos filhos, netos e toda geração futura. Estamos todos aprisionados, fadados ao fracasso de um beco sem saída.
Teremos uma esperança?
Talvez, talvez um dia apareça uma nova realidade, um novo sistema miraculoso que nos tire da lama a qual estamos atolados e que faça cair por terra toda realidade opressora, mas isto são apenas esperanças e esta parte da sociedade a qual nós estamos incluídos, a muito se alimenta de esperanças vãs. Até lá o povo continuará escrevendo sua sobrevivência, munidos de muita fé e muito sonho, horas acreditando no impossível e desta forma tirando forças para continuar existindo, assim é e assim será, desde que o mundo é mundo.
Por Mateus Brandão de Souza, sobrevivente.

sábado, 26 de junho de 2010

Faz me lembrar.



Certas músicas se tornam marcantes, por acontecer em tempos também marcantes em nossas vidas. A música San Francisco de Scott Mackenzie me remete ao ano 2000, quando, tomado pelo calor que motivava os sonhos de todos os sonhadores do meu lugar nesta época, resolvi jogar tudo o que tinha e buscar novos horizontes nas terras portuguesas.

E assim aconteceu, nos meados de fevereiro de 2000, eu e outro sonhador meu camarada e amigo José Darci, embarcamos num avião da empresa espanhola Ibéria e partimos com destino à distante capital do homem português.

Meu objetivo? Ganhar o dinheiro que nunca ganhei na minha terra mãe, o Brasil.
Porém, o que minha mente e minha emoção aventureira não contavam eram com as reações da ação mais insensata até então de toda minha vida. E somente lá, distante de tudo o que tinha de mais precioso foi que travei conhecimento com a crueza da solidão e da saudade. Na terra de Fernando Pessoa, eu, desvalido, desprotegido e ilegal foi que aprendi o quão valioso é aquilo que de fato me pertence. Em Portugal, em meio a uma multidão de estrangeiros, porém sozinho, foi que tive a certeza que o Brasil é o melhor país do mundo.

Uma saudade imensa varreu a minha alma, saudade de tudo que é meu, de tudo que me identifico, saudades de minha mãe, do meu velho pai e de todos e tudo que aqui deixei.
E durante todo este tempo, neste aprendizado inesquecível, uma música me acompanhava vinda dos carros, dos estabelecimentos e das tantas ruas da velha Lisboa ou das estações do comboio entre Cascais a Cais do Sodré. Não foram os fados melancólicos de Amália Rodrigues que embalavam minha incontida saudade, mas, Scott Mackenzie com San Francisco.
Nos inéditos, imprevisíveis e únicos momentos vividos naquela terra, esta música esteve quase sempre presente.

No dia do meu retorno para o Brasil, viajei sozinho, eu estava eufórico, pois voltava para o meu país e para tudo que me fazia falta. Em determinado momento da viagem, sobrevoando não sei que ponto do imenso oceano atlântico, percebi que havia no encosto da poltrona, um fone de ouvido onde se quisesse, poderia ouvir alguma música. Pois bem, coloquei o fone e para minha surpresa a música que soava era exatamente, San Francisco de Scott Mackenzie.

Portanto, definitivamente, não são os carimbós, nem os fados, nem mesmo o vira de Roberto Leal, que me faz recordar meu tempo em Portugal, mas, a melancolia externada por Mackenzie nesta música, mesclando-se à minha saudade no meu tempo de clandestinidade na terra de Cabral.
Viva o Brasil.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A sabedoria do mendigo.


(Autor desconhecido)
Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de Malhado
Serapião não pedia dinheiro.
Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.
Quando suas roupas estavam
imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranqüilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco.
Não tinham onde dormir; onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião.
Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram um certo dia
quando ambos andavam pelas ruas e falou:
- Nossa amizade começou com um pedaço de pão. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço; e ele agradeceu, abanando o rabo. Daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Curioso perguntei:
-Como vocês se ajudam?
Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, perguntei:
Serapião, você tem algum desejo na vida?
Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
- Só isso? Indaguei.
É, no momento é só isso que eu desejo.
Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço.
Não me contive e perguntei, intrigado:
Por que você deu para ao Malhado, logo a salsicha?
Ele com a boca cheia respondeu:
Para o melhor amigo, o melhor pedaço!
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e sai pensando.
Aprendi como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar.
Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.
*Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:
"PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO"

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Procura-se um amigo.

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.



Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.


Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.


Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

(Vinícius de Moraes)
Embalados pela poesia acima de Vinícius de Moraes, nos damos conta que: com a correria do dia a dia, com a competição deste mundo cão, ao qual somos inseridos e submetidos, muitos desses valores são ignorados, violados e sequer ensinados ou transmitidos.
Por onde andam os amigos? Onde estão os de fato humanos? os simples, aqueles que mesmo vivendo neste sistema competitivo e desumano, ainda possuem a virtude de enxergar e praticar as boas ações? aqueles que vivem naturalmente a vida? Que admira a natureza, um céu repleto de estrelas, a poesia e o valor de uma verdadeira amizade?
Procuremos por esses amigos, e se você se enquadra nessas qualidades, se você se deixa envolver por essas virtudes, saiba que és uma pessoa rara, as pessoas com tais qualidades, estão em extinção, isto é deprimente. Pense nisso.
Mateus Brandão de Souza.

sábado, 19 de junho de 2010

Morre José Saramago


"Hoje, sexta-feira, 18 de junho, José Saramago faleceu às 12h30 horas [horário local] na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila", diz uma nota assinada pela Fundação José Saramago e publicada na página do escritor na internet.
O autor de "O evangelho segundo Jesus Cristo" e "Ensaio sobre a cegueira" vivia em Lanzarote, no arquipélago espanhol desde 1993 com sua esposa.
Entre seus livros mais conhecidos estão "Memorial do convento", "O ano da morte de Ricardo Reis", "O evangelho segundo Jesus Cristo", "A jangada de pedra" e "A viagem do elefante". O mais recente romance publicado pelo escritor foi "Caim", de 2009. Seu estilo de escrita era caracterizado pelos parágrafos muito longos e escassez de pontuações.
Biografia
O português José de Sousa nasceu em 16 de novembro de 1922, na pequena aldeia portuguesa
de Azinhaga, no Ribatejo, região central do país. Ficou mais conhecido, no entanto, pelo sobrenome de sua família paterna, Saramago, que o funcionário do Registro Civil acrescentou após seu nascimento.Sua família mudou-se para Lisboa quando José tinha dois anos. Alunobrilhante, ele teve de abandonar o ensino secundário aos 12 anos, por causa da falta de recursos de seus pais.
Ateu, cético e pessimista, Saramago sempre teve atuação política marcante e levantava a voz contra as injustiças, a religião constituída e os grandes poderes econômicos, que ele via como grandes doenças de seu tempo.
"Estamos afundados na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista, ou é estúpido, ou insensível ou milionário", disse em dezembro de 2008, durante apresentação em Madri de "As pequenas memórias", obra em que recorda sua infância entre os 5 e 14 anos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nova Londrina - Vieira e Vieirinha.


Biografia
Cantores. Compositores.

Rubens Vieira Marques, o Vieira - Itajobi, SP-20/9/1926

Rubião Vieira, o Vieirinha - Itajobi, SP - 26/8/1928-São Paulo, SP- 7/4/1991


Os dois irmãos componentes dessa dupla sertaneja cresceram em Itajobi, sua cidade natal. A família Vieira tinha tradição musical. Todos cantavam ou tocavam algum instrumento, além de serem também conhecidos pela excelência na fabricação de instrumentos de cordas. Os irmãos começaram cantando em dias de festa e em reuniões familiares. Despertaram as atenções nas festas de São João, promovidas pela família. Em 1949, fizeram a primeira apresentação na rádio Tietê de Novo Horizonte. Nesse período montaram uma fábrica de instrumentos de corda. Permanecem na rádio por dois anos. Em seguida foram para a PRI-2 Rádio Clube em Marília, onde tiveram um programa exclusivo de 1950 a 1952. Participaram de comícios do candidato à Presidência da República, Getúlio Vargas. Em seguida ingressam na Rádio Nacional, estreando em um programa de auditório com a música “Rio Grande adorado”. Ficaram na Rádio Nacional por 22 anos. Assumiram os nomes de Vieira e Vieirinha, dados por Tonico e Tinoco. Em abril do mesmo ano gravaram o primeiro disco, um 78 rpm com o cururu “O canoeiro não morreu”, de Teddy Vieira e Ado Benatti e a moda de viola “Nova Londrina”, de Teddy Vieira e Serrinha. Começaram a atuar no programa de Nhô Zé, “Alvorada cabocla”, na Rádio Nacional. Nesse período também participaram do programa “Alma da terra”, de Ado Benatti, na TV Tupi. Em 1953, gravaram “Cravo na cinta”, de Antônio Padovani e Mário Bernardino e “Transporte de boiada”, de Ado Benatti e Rui de Oliveira. Gravaram o primeiro LP pela Continental, em que se destacou “Arraial da curva torta”, de Capitão Furtado, “São João Batista” de Benedito Seviero e Vieirinha, e “Galopando”, de Isaías Vieira e Arlindo Pinto. “Peão de boiadeiro”, de Alceu Maynard Araújo e Teddy Vieira, e “A grande verdade”, de Leo Canhoto, viriam no LP de 1967 pela Chantecler. A dupla lançou mais três discos, sendo os dois últimos em 1982. Atuaram na Rádio Bandeirantes com a apresentação mensal no programa “Na beira da tuia” e também na TV Cultura, no programa “Viola minha viola”. A dupla gravou aproximadamente 50 LPs. Com o falecimento de Vieirinha em 1991, Vieira passou a dedicar-se quase exclusivamente à venda de instrumentos musicais na cidade de São José do Rio Preto. Em 1996, fez dupla com seu filho Airton Estulano Vieira e lançou o CD “Dona de mim” pela Warner.

Fontes
http://www.dicionariompb.com.br/

Um pouco mais sobre a história desta música consulte:

http://books.google.com.br/books?id=30bSzJVe308C&pg=PA52&lpg=PA52&dq=nova+londrina+teddy+vieira+e+serrinha&source=bl&ots=0YU-7QXpTD&sig=lubHqZxEt3bsHCFuoyTGlgjMXJ0&hl=pt-BR&ei=YvcaTMeXGoOglAfaoaHUCg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=7&ved=0CDQQ6AEwBg#v=onepage&q=nova%20londrina%20teddy%20vieira%20e%20serrinha&f=false

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quanto a Traição.

“O último homem a andar na linha o trem pegou”

Este ditado é atribuído ao movimento feminista, aqui elas depreciam a conduta masculina afirmando que de forma alguma existe um homem honesto e que mereça o mínimo de confiança em lugar algum do mundo. Tomando emprestada a sabedoria criadora deste ditado popular, vamos aqui generalizá-la e lançar a inexistência de confiança não somente aos homens, mas, a toda raça humana.

A história nos menciona traidores célebres, pela bíblia tomamos conhecimento de Judas Iscariotes, delator do próprio Cristo. Nos livros de história nacional conhecemos Joaquim Silvério dos Reis, o homem que cantarolou para parte mais interessada, todo plano encabeçado por Tiradentes que mais tarde, seria esquartejado pelos anti inconfidentes.

O fato intrigante é que, existirá sempre os traidores de plantão, seja pelo prazer sádico de entregar e ferrar o próximo, pelo interesse de uma gratificação, ou ainda pela tortura física ou psicológica. A grande verdade é que o papel do cagueta sempre será exercido por alguém, a traição está penetrada no meio social através de nossa mente e também de nossa carne, é um tumor inoperável.

A grande dúvida é que, se medirmos a fidelidade das pessoas através de suas tentações e fraquezas, não sabemos se existirá algum justo. “Na tortura toda carne se trai”, já dizia Henri Charriere o Papillon.

Se for sob a tortura física ou psicológica que germinam os infiéis, logo concluiremos que a possibilidade de vivermos sem traidores é inexistente. O ser racional é pérfido por natureza, sob suas fraquezas ele trai a si próprio e seu semelhante, o homem se torna incapaz do auto controle, quando coagido ou tentado.

A condição de ser humano é falível, débil e limitada, o homem não suporta golpes ininterruptos lhe fustigando a mente ou a carne e assim, a raça humana se torna corrompida.

Não somos pessimistas nem desconfiados em demasia, somos realistas, enquanto não formos evoluídos, existirá as condições adversas que instigam e levam o homem a ser o traidor de seus princípios e de sua integridade. Tanto o trair, quanto o provocar a traição é prova de nossa carência de evolução.

No entanto, a desconfiança é um escudo protetor contra aos que fazem o mal, ter cautela não é sinal de insegurança, porém, uma maneira de se defender dos inevitáveis golpes da traição e da má fé.

Portanto prezado leitor, se a raça humana é violável, desconfie de tudo, nunca podemos nos desobrigar da prudência.

Vigiai, vigiai, a desconfiança é fundamental.

Por Mateus Brandão de Souza.

terça-feira, 15 de junho de 2010

PÃO E CIRCO.



Estamos vivendo em um tempo de euforia, onde todos estão concentrados em um dos maiores eventos esportivos do planeta, a Copa do Mundo de Futebol. O Brasil considerado obter o melhor futebol do globo, empolga e agita cento e noventa milhões de brasileiros.
Bandeiras, camisas da seleção são vistas a toda a hora nas ruas e na TV, o verde e o amarelo são as cores que predominam. Uma explosão de “patriotismo” contagia o país, algo que não vemos em datas como no dia de nossa “independência”, no dia da bandeira, nem o nosso descobrimento é tão comemorado, muitas vezes nem lembrado.
A grande festa do futebol causa o mesmo efeito que causava ao povo romano ao assistir no coliseu o duelo entre gladiadores, a euforia, que embriaga a massa fazia com que ela não percebesse a corrupção passeando livremente entre os corredores do senado nem sua permanência no seio da corte imperial.
É comum vermos populares em nossas avenidas em dia de jogos da seleção, bater no peito e dizer que somos os “melhores do mundo e que somos pentacampeões”, que nossos craques são os melhores já vistos. Podemos ser os melhores em campo, mas em alguns aspectos sociais temos muito que melhorar, pois ocupamos os últimos lugares.
Não podemos nos orgulhar do aumento da violência nas grandes e pequenas cidades, não são nada eufóricos os valores que investimos em educação, saúde, transporte e saneamento básico.
É de se envergonhar do enorme fosso que existe entre os ricos e os pobres, onde existe um pequeno número de pessoas que em suas férias vão fazer compras em Nova Iorque, e uma grande maioria que vive em grandes dificuldades por conta de mísero salário mínimo e pelo desemprego.
O orgulho de ser brasileiro também não aparece quando a mídia nos mostra a corrupção que existe no Congresso Nacional. Não podemos vibrar com a deficiência de nossas leis que não punem o que roubam o dinheiro público, nem pune da maneira merecida quem estupra nem aquele que mata.
Toda essa realidade adversa nos leva a depositar todo o nosso orgulho de sermos brasileiros no esporte, onde é nele que podemos “brincarmos de sermos potência mundial”, e nos faz esquecer de nossas misérias, nossos fracassos.
Estaremos concentrados em que? Eleições ou futebol? O que realmente pode mudar nossas vidas? Devido nossa descrença em nossos políticos, “Salve a seleção”!
Por: Lincoln de brito Santos.
Professor formado em história pela FAFIPA.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A teoria e a prática.


Um abismo separa os extremos teoria e prática. É peculiar nos jovens, nos imaturos, iniciantes e neófitos o planejar algo mirabolante, o pensar em fazer e acontecer antes de realmente ter acontecido, é uma realidade indiscutível, visível e própria dos que se julgam mais capazes que os outros.
Os iniciantes, os que planejam ser determinada coisa, muitas vezes elaboram acontecimentos miraculosos, esta é a fantasia dos primários, dos calouros, que tem a gana de mostrar serviço e convencer a si e aos demais que querer é poder, é ser melhor.
Se esquecem, porém os imaturos, das condições adversas, dos contra-tempos, dos obstáculos que muitas vezes freiam, impossibilitam e os tornam incapazes de realizar suas ações. É quando os iniciantes se dão conta que o planejar não é só contar com os fatores positivos, mas estarem cientes que as negatividades estão para os planos tal qual ou em maior medida estão os fatores positivos.
Na pratica, porém, é irremediável, virá a frustração, onde o despertar obriga o sonhador colocar os pés no chão, onde se reconhece que a fantasia e a realidade caminham separadas, é quando o sonhador se dá conta que fatalmente muito dos seus planos jamais serão concretizados.
Costuma-se opinar, criticar, apresentar soluções sem conhecimento de causa. Esquecem-se os leigos que somente quem palmilhou determinado caminho sentem e conhecem as dores nos pés que o caminhar proporciona.
Certa vez um ancião disse a um mancebo:
- “Quando eu era jovem, sonhava em tocar fogo no mundo”.
- E o que aconteceu? (perguntou o jovem ao velho)
- A vida me levou os fósforos”. (respondeu-lhe o velho).
Assim acontece com os iniciantes, com jovens, com os recém chegados. Eles planejam, sonham com a mudança, porém quando se dão conta da realidade, percebem que na prática quase nada do que se imaginou se concretiza. Nestes casos, colhe-se como frutos a decepção e o não atendimento as expectativas.
É preciso cautela, pois teoria e prática fatalmente se divergem.
Mateus Brandão de Souza.

sábado, 12 de junho de 2010

A coruja gaba o próprio toco


Respeitando-se em suas devidas qualidades os conhecimentos filosófico e cientifico, vamos nos atentar aqui tão somente a um outro conhecimento, o do senso comum, sem jamais menosprezá-lo, pois por mais que pensadores e cientistas possuam suas convicções, o senso comum sem a pesquisa nem a experiência aprimorada, não deixa de ser um conhecimento do qual podemos acumular aprendizagens.

O dito popular “a coruja gaba o próprio toco” nos remete às fábulas onde a coruja é uma personagem inteligente, dada ao diálogo, personagem esta que se auto-promove, que intenciona convencer terceiros que ela, a coruja, possui qualidades mil muito embora estas qualidades sejam inexistentes ou sejam vistas apenas no imaginário das corujas.

Foram das fábulas também, que tiramos a expressão “mãe coruja”, pois seus filhotes embora visivelmente horríveis, a mãe coruja os considera lindos. Portanto, quando o senso comum diz que a coruja gaba o próprio toco, obviamente concluímos que de forma alguma alguém em sã consciência propagará suas debilidades ou defeitos.

A propaganda busca convencer, evidenciar a um terceiro que determinado objeto, pessoa ou o que quer que seja possua qualidades ímpares, significativas e consideráveis. Quando a pessoa se comporta como a coruja das fábulas, muitas vezes ela está persuadindo aos quatro cantos sobre suas qualidades, qualidades muitas vezes inexistentes e vislumbradas apenas no imaginário daqueles que estão se auto-propagando.

“Sejam outras que te aplaudam, não as tuas mãos, seja outra que te louve, não a tua boca”. Assim nos ensina um dos provérbios atribuídos ao sábio Salomão. Ninguém jamais falará mal de si próprio, pois os próprios interesses estão sempre em jogo, é uma questão de lógica.

Portanto, prezado leitor, aproveitemos a sabedoria popular contextualizando seus ditados repletos de fundamentos. Em toda esta competitividade a qual estamos inseridos cada qual puxa a brasa para sua sardinha.

Pensemos nisso...


Mateus Brandão de Souza.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tudo por Dinheiro.


No sistema onde o dinheiro é a mola propulsora que tudo movimenta, fatalmente tudo se torna mercadoria, é pelo dinheiro que os fatos acontecem, não fosse por ele, não haveriam tantos desentendimentos, tantas discórdias, tantas corrupções e tantos sofrimentos.

O dinheiro é quem fala alto, quem dita as regras, é quem manda, por ele o homem explora a si próprio e os demais seres vivos. Numa sociedade sistematizada pelo dinheiro, os valores morais caem por terra, caráter, entre tantas outras virtudes, são coisas vãs, numa possível disputa entre quem tem caráter e quem tem dinheiro, vence quem tem dinheiro.

Por dinheiro o homem vende sua honra, sua dignidade e sua consciência. Pelo vil metal, pais entregam filhas ou supostos amores acontecem, por dinheiro, o impossível se torna possível e o inadmissível se torna aceito.

No sistema onde o dinheiro é quem dita as regras, o homem é avaliado e mensurado pelo montante de cifras que detém, o que se leva em consideração primeiramente são os valores materiais, valores morais ficam para segundo plano. Neste mundo cão, pouco importa a honestidade, tudo tem o seu preço e o dinheiro por sua vez compra tudo.

Por: Mateus Brandão de Souza.

COPA DO MUNDO.

Galeria dos Campeões

Essa seção disponibiliza um breve histórico dos campeões das Copas do Mundo de Futebol, com a classificação dos quatro primeiros colocados.

1930 1934 1938 1950 1954 1958

1962 1966 1970 1974 1978 1982

1986 1990 1994 1998 2002 2006

País sede em 1930: Uruguai

Campeão: Uruguai

Vice: Argentina

Terceiro: EUA

Quarto: Iugoslávia

País sede em 1934: Itália

Campeão: Itália

Vice: Tchecoslováquia

Terceiro: Alemanha

Quarto: Áustria

País sede em 1938: França

Campeão: Itália

Vice: Hungria

Terceiro: Brasil

Quarto: Suécia

País sede em 1950: Brasil

Campeão: Uruguai

Vice: Brasil

Terceiro: Suécia

Quarto: Espanha

País sede em 1954: Suiça

Campeão: Alemanha Ocidental

Vice: Hungria

Terceiro: Áustria

Quarto: Uruguai

País sede em 1958: Suécia

Campeão: Brasil

Vice: Suécia

Terceiro: França

Quarto: Alemanha Ocidental

País sede em 1962: Chile

Campeão: Brasil

Vice: Tchecoslováquia

Terceiro: Chile

Quarto: Iugoslávia

País sede em 1966: Inglaterra

Campeão: Inglaterra

Vice: Alemanha

Terceiro: Portugal

Quarto: União Soviética

País sede em 1970: México

Campeão: Brasil

Vice: Itália

Terceiro: Alemanha Ocidental

Quarto: Uruguai

País sede em 1974: Alemanha Ocidental

Campeão: Alemanha

Vice: Holanda

Terceiro: Polônia

Quarto: Brasil

País sede em 1978: Argentina

Campeão: Argentina

Vice: Holanda

Terceiro: Brasil

Quarto: Itália

País sede em 1982: Espanha

Campeão: Itália

Vice: Alemanha Ocidental

Terceiro: Polônia

Quarto: França

País sede em 1986: México

Campeão: Argentina

Vice: Alemanha Ocidental

Terceiro: França

Quarto: Bélgica

País sede em 1990: Itália

Campeão: Alemanha

Vice: Argentina

Terceiro: Itália

Quarto: Inglaterra

País sede em 1994: Estados Unidos

Campeão: Brasil

Vice: Itália

Terceiro: Suécia

Quarto: Bulgária

País sede em 1998: França

Campeão: França

Vice: Brasil

Terceiro: Croácia

Quarto: Holanda

País sede em 2002: Coréia do Sul / Japão

Campeão: Brasil

Vice: Alemanha

Terceiro: Turquia

Quarto: Coréia do Sul

País sede em 2006: Alemanha

Campeão: Itália

Vice: França

Terceiro: Alemanha

Quarto: Portugal

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Prostituição Infantil.


A questão relacionada à prostituição infantil tem sido um tumor para nossa sociedade. Onde está a raiz deste problema que tanto agride a dignidade humana? A quem devemos atribuir este mal?

Devemos culpar a sociedade?
Devemos dizer que é falta de projeção familiar?
Seria ainda a desestruturação do lar?
Ou ainda mais, a insanidade de adultos pervertidos que praticam, que instigam e participam deste erro?

De quem é a culpa?
Dos nossos líderes?
Dos nossos políticos?
Ou do egoísmo de todos nós?

A quem devemos responsabilizar à existência da prostituição infantil?
O que resulta esta prática?
O que motiva o ser humano se prostituir na sua mais terna idade?
O que gera esta pústula purulenta?
Seria o fácil acesso ou o uso desregrado das drogas?
Ou ainda a ausência de princípios morais e religiosos?

A quem devemos lançar a culpa?
Ao capitalismo excludente que gera desespero aos excluídos?
Seriam os excluídos pelo capitalismo os próprios responsáveis pela prostituição infantil?
Seria também, culpa daqueles que o capitalismo não exclui, mas, os corrompem?
Será que está no capitalismo a culpa de todo este mal?
Poderia ser também, culpa da ausência de escrúpulos no ser humano, que promove e proporciona a prostituição do menor, justamente por ser humano?
Será que a grande culpa é porque somos racionais?
Se fossemos desprovidos da razão, prostituiríamos as nossas crianças?

Onde está a saída?
Seremos capazes de um dia solucionar este problema?
Ou nos calaremos no conformismo, mesmo sabendo em nossas consciências, que vidas estão sendo ceifadas precocemente no lodo fétido da prostituição do menor?

Pensemos nisso, este é um problema de todos, providencias precisam ser tomadas e ações precisam se concretizar.


Por: Mateus Brandão de Souza.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Paisagem de interior - Jessier Quirino.



Nota: Jessier Quirino Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Apareceu na folhinha no ano de 1954 na cidade de Campina Grande, Paraíba e é filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, onde reside desde 1983.

domingo, 6 de junho de 2010

Histórias de Trancoso ou Literatura de Cordel.


A expressão histórias de trancoso aparece com freqüência na linguagem popular nordestina, denominando histórias de encantamento, de autor desconhecido ou mesmo lendas e crendices. As histórias de trancoso independente de autores recebem esta denominação, são contadas pelos pais aos filhos e foram a fonte de inspiração para muitas obras famosas conhecidas hoje como literatura de cordel.

O nome literatura de cordel provém de Portugal e data do século XVII, esse nome deve-se ao cordel ou barbante em que os livretos ficavam pendurados. No Nordeste brasileiro mantiveram-se os costumes e o nome, e os livretos são expostos à venda nas feiras pendurados e presos por pregadores de roupa em barbantes esticados entre duas estacas fixadas em caixotes.

Pouca gente contudo sabe que, histórias de Trancoso não é apenas uma expressão popular. Trancoso foi um famoso escritor português do século XVI, natural de guarda em Portugal, seu nome completo era Gonçalo Fernandes Trancoco, este escritor foi bastante divulgado no Brasil pelo Padre Antonio Vieira, segundo alguns historiadores, Trancoso foi quem primeiro escreveu novelas em Portugal e Espanha.

Em sua obra mais conhecida, publicada em 1585, que teve o título “Contos e histórias de proveito e exemplo” conforme os usos da época procurava dar lições de moral através das narrações.

Outra particularidade interessante de Trancoso e que ainda mais o liga a literatura de cordel foi ele ter apresentado a mais de 400 anos, um ABC em prosa, não em versos. Em seu ABC, Trancoso enumerava as virtudes que se exigiam então das mulheres, como nos ABCs do cordel, cada virtude tem por sinal uma das letras do alfabeto, seguindo a ordem do abecedário.

Gonçalo Fernandes Trancoso como se vê, pode ser considerado o precursor da literatura de cordel.

Fonte: Literaturas de Cordel da Editora Luzeiro ltda. São Paulo Brasil.

Por: Mateus Brandão de Souza.
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