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sábado, 31 de julho de 2010

Depois que morreu Miranda, olha como é que a coisa anda.

É um dito popular de conotação pejorativa que define uma mudança brusca, extremista no comportamento ou na posição de um indivíduo. Não se sabe ao certo a origem desta expressão, porém ela deixa às claras que está se referindo a um divisor de águas na vida deste ou daquele. Resumindo, é o mesmo que dizer, “veja como fulano mudou depois de certo acontecimento”.

Freqüentemente topamos com estes tipos de situações, é de certa forma a hipocrisia fazendo-se presente em nossa caminhada. Aquele que antes partilhava das mesmas idéias, hoje empunha outra bandeira é o mesmo que pregar tal coisa agora e amanhã viver outra completamente inversa.

Este tipo de situação é comumente encontrada, basta prestarmos atenção, basta termos o mínimo de memorização que notaremos as oscilações comportamentais. E é óbvio que isto está muito presente na política, mas, há também nos relacionamentos afetivos, nas amizades, nas hierarquias empresariais, ou seja: aqueles que antes te conhecia, parecia ser solidário contigo, hoje faz parte do time dos ímpios a quem tu tinhas aversão, fulano que outrora comia contigo o pão das dores, hoje se deleita com o manjar dos incluídos, esquecendo-se o que lá atrás viveu e partilhou contigo.

Chico Buarque de Holanda nos dá um exemplo clássico de situações como esta em “Quem te viu quem te vê”. Porém, resta-nos aprender a lidar com estes tipos, sermos pés no chão para não nos deprimirmos com estas decepções. É preciso cuidado, há muitos traidores do movimento, há muitos “Joaquim Silvério dos Reis”, há tantos “Judas Iscariotes”, há muitos demagogos que te diz tal coisa hoje e no frigir dos ovos se consolida contrário, Sem contar que há também muitos “Pedro” que negam te conhecer na hora que mais precisas.

Cautela minhas criancinhas, muitos dos que eram na teoria deixam de existir na prática, o conforto o dinheiro acomoda uns e corrompe a muitos. Na concepção de alguns anarquistas, muitos proletários aderem à revolução não por odiar a burguesia opressora, porém para derrubá-la e unicamente ocupar a posição desta. Os de fato virtuosos e verdadeiros são pouquíssimos.

Por: Mateus Brandão de Souza.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vida Moderna.

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.

Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.

O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.

Todos os dias deve-se comer fibra. Muita fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.

Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.

Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito.

As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por
experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu
estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo !
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher na cama.

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésia.

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo um jornal...Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

(Luís Fernando Veríssimo)

Xangai

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Antonio Conselheiro (Por Patativa do Assaré)

Reprodução de imagem das ruínas da Comunidade de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro no sertão da Bahia. É considerado o maior movimento popular do Brasil 




Cada um na vida tem seu direito de julgar.
Como tenho o meu também, com razão quero falar
Nestes meus verso singelos , mas de sentimentos belos
Sobre um grande brasileiro, cearense, meu conterrâneo.
Líder sensato, espontâneo, nosso Antônio Conselheiro

Este cearense nasceu lá em Quixeramobim.
Sei eu sei como ele viveu , sei como foi o seu fim.
Quando em Canudos chegou, com amor organizou
Um ambiente comum, sem enredos nem engodos,
Ali era um por todos e eram todos por um

Não pode ser justiceiro e nem verdadeiro é
O que diz seu conselheiro , enganava a boa fé
O conselheiro queria acabar com a anarquia
Do grande contra o pequeno. Pregava no seu sermão
Aquela mesma missão que pregava o nazareno.

Com a sua simpatia, honestidade e brio
Ele criou na Bahia um ambiente sadio
Onde vivia tranqüilo, ensinando tudo aquilo
Que a moral cristã encerra. Defendendo os desgraçado
Do julgo dos potentados, dominadores da terra.

Seguindo um caminho novo, mostrando a luz da verdade,
Incutia entre o seu povo, amor e fraternidade
Em favor do bem comum, ajudava a cada um
Foi trabalhador e ordeiro, derramando o seu suor.
Foi ele o líder maior do nordeste brasileiro.

Sem haver contrariedade, explicava muito bem 
Aquelas mesmas verdades que o santo Evangelho tem.
Calado em sua missão contra a feia exploração
E assim, evangelizando, com um progresso estupendo
Canudos ia crescendo e a notícia se espalhando.

O pobrezinho agregado e o explorado parceiro,
Cada qual ia apressado recorrer ao Conselheiro
E o líder recebia muita gente todo dia. Assim,
Fazendo os seus planos, na luta não fracassava
Porque sabia que estava com os direitos humanos.

Mediante a sua instrução, naquela sociedade
Reinava paz e união dentro do grau de igualdade
Com a palavra de Deus ele conduzia os seus
Era um movimento humano de feição socialista,
Pois não era monarquista, nem era republicano

Desta forma, na Bahia, crescia a comunidade
E ao mesmo tempo crescia uma bonita cidade
Já Antônio Conselheiro sonhava com o luzeiro
Da aurora da nova vida. Era qual outro Moisés,
Conduzindo os seus fiéis para a terra prometida

E assim, bem acompanhado, os planos a resolver
Foi mais tarde censurado pelos donos do poder
O taxaram de fanático, e um caso triste e dramático
Se deu naquele local. O poder se revoltou
E Canudos terminou numa guerra social.

Da catástrofe sem pá o Brasil já tá ciente
Não é preciso contar pormenorizadamente tudo quanto aconteceu.
O que Canudos sofreu nós guardados na memória
Aquela grande chacina, a grande carnificina
Que entristece a nossa história

E andar pela Bahia, chegando ao dito local
Onde aconteceu um dia o drama triste e fatal,
Parece ouvir os gemidos entre os roncos e estampidos.
E em benefício dos seus , no momento derradeiro
O nosso herói brasileiro pedindo justiça a Deus.


Antônio Conselheiro


Patativa do Assaré,
do LP "A Terra é Naturá"

Mateus Brandão de Souza.



domingo, 25 de julho de 2010

Oh senhor Deus pai dos pais.


“Oh senhor Deus pai dos pais
Eu não sei porque consentes
Se somos todos irmãos,
Destinos tão diferentes.”

Reza a cristandade, que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus e sendo assim, somos todos irmãos. Doutores, advogados e toda sorte de legisladores, buscam nos convencer que perante a lei somos todos iguais, a lei é para todos e o símbolo da justiça, traz seus olhos vendados, pois cega, ela é imparcial.

Assim nos é ensinado, assim nos dizem, assim nos fazem crer embora subliminarmente a realidade seja completamente oposta.

Geneticamente de fato somos iguais, pois pertencemos à mesma raça, sejam negros, brancos, vermelhos ou amarelos somos todos componentes da raça humana. Nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos, até aqui nos assemelhamos até mesmo com os animais, a grande diferença entre nós e aqueles, é nossa racionalidade.

O homem então é provido de razão, um animal racional, e por causa deste grande trunfo ele subjuga os demais seres e também aos demais homens. O homem é também um ser sociável e divide-se em classes.

Friamente pensado o homem promove a desigualdade, ele de forma calculista, articula a divisão de classes para o seu próprio benefício. Surge neste momento a separação entre dominador e o dominado, o primeiro por sua vez torna-se o parasita do outro.

Caem por terra toda doutrina e princípios religiosos, a justiça deixa de ser imparcial. Uma parte destes homens se tornam vítimas deste humano quadro seletivo, onde racionalmente pensada, as divisões de classes acontecem e o homem se torna um ser diferente (inferior) ao próprio homem.

Com o processo de seleção de classes, um pode mais que o outro. As regalias que deleitam a este, não favorecem aqueles, mas tudo é lícito, pois tudo está amparado na lei.

Tudo é tão humanamente pensado, tudo tão racionalmente programado, que o dominado como se tivesse com os olhos vendados, não enxerga, e de forma pacífica, aceita sua sujeição sem tomar conhecimento dos grilhões que o aprisionam.

Dominantes adestram dominados, os colocam rédeas, os escravizam, dominantes fazem leis que favorecem aos dominantes.

Dominados são marionetes de dominantes, são fáceis de conduzir, de manejar. É fácil de lidar com a massa dominada, aos finais de semana os colocam para dançar fazem uma festa, eles ficam saltitantes de alegria. Nos finais de ano, tudo se torna muito mais bonito, estamos todos felizes, uma sensação de fraternidade e igualdade contagia a todos.

Correm-se os dias, o ano e a igualdade é apenas ilusória, o labor e a luta continuam, as forças de trabalho são compradas por vis trocados. Mas, que importa? Tem a hora do recreio, todos brincam, riem, todos brindam a ilusória liberdade e pensam que a escravidão acabou.

Assim o somos, desiguais, porém "felizes".

Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nós Anti Sociais?

Erram os que nos taxam anti-sociais, pois nossa visão de mundo é socialista, nossas ideologias primam pelo bem comum, uma posição totalmente inversa daqueles que nos denominam insociáveis, eles ao contrário abominam a distribuição de rendas e não suportam que todos na sociedade desfrutem parcelas iguais de dignidade e bem estar.

A verdade é que nossos oposicionistas nos odeiam, nos acham chatos, pois enquanto expomos conceitos e reclamamos nossos direitos, eles vivem nos seus achismos. Eles nos acham pedantes, insuportáveis, agitadores, inflamadores e presunçosos, eles que acham tantos predicados depreciadores, também acham que nós nos achamos.

Nós, os supostos anti-sociais, somos caluniados, nos difamam, nos apontam como responsáveis por muitos erros, por tudo que é baixo, por todo jogo sujo, eles nos atribuem culpa, sem conhecer nossa conduta e integridade.

Nos são hostis os que não partilham de nossas idéias, odeiam nosso seleto grupo, dizem que somos as maçãs podres, que comprometemos e colocamos em risco toda coletividade. Querem a todo custo nos ceifar. Não somos anti-sociais, somos questionadores de supostas verdades, fazemos uso do direito de indignar-se.

Os que nos tem asco, dizem que nos achamos, não é verdade, apenas não gostamos do que é sem qualidade, vivemos no mundo real, não na fantasia. Primamos por boas leituras, ouvimos musicas que possuem fundamento, enfim, gostamos de coisas construtivas, e que nos edifique o raciocínio. Não somos a definição do pedantismo, como assim nos dizem, nossas rodas de bate-papo, ao contrario que muitos pensam, são regadas por diversos temas que abrangem a sociedade, mas há também muita descontração e conversa jogada fora, pois ninguém é de ferro.

Não há em nós o horrendo diabo que muitos pintam, somos na verdade, vítimas dos pré-conceitos e da forma errônea que nos julgam. Os que de fato nos conhecem, aqueles que conosco possuem estreita amizade, sabem que não somos nem desprezíveis, nem desgraçados, nem lazarentos e muito menos “filas da puta” como muitos dizem que somos.

Brindemos nosso seleto grupo. Quanto aos horrores que nos são atribuídos, fazem parte do imaginário maldoso daqueles que nos preferem à margem da sociedade.

Não somos nós os anti-sociais, somos na verdade opositores aos que combatem a socialização da dignidade comum.
Mateus Brandão de Souza.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Até tu Brutus?


As vezes o poder dá a quem o tem, a ilusória sensação de ser intocável. A posição confortável e invejável desperta no indivíduo o ilusionismo de ser imbatível, tornando-se assim um inconseqüente.

Foi assim com Julio César, o maior homem da Roma republicana e expansionista. Em seus melhores dias, César adquiriu status, títulos, poder e popularidade. Motivado pelo conforto de seus privilégios, César passou a não medir as conseqüências de suas ações, não se deu conta que suas atitudes despertavam perículosa ira e a mais cega inveja em seus subordinados mais próximos.

Numa fatídica tarde, em pleno senado romano, caía por terra, de forma imbecil, o homem mais poderoso de Roma. César, aquele que se julgou Deus, ditador perpétuo, o amante da rainha Cleópatra do Egito, poderoso, temido, foi assassinado por senadores com estocadas de punhais, dentre os agressores, Brutus, seu próprio filho.

Quando César se deu conta de que ali era o fim de sua jornada, fitou com as vistas turvas seu filho entre seus algozes e balbuciou estas últimas palavras:


“Até tu Brutus, meu filho”?


Esta frase sobreviveu aos tempos, tendo a conotação de decepção, desapontamento e admiração negativa.

Sendo assim, nos atentemos ao exemplo de César, para policiarmos nossos atos, para quando formos líderes, chefes ou senhores, sejamos convenientes, providos de noção e cientes dos nossos limites.

Saibamos que a humildade, a ponderação e a cautela, são degraus que destinam à sabedoria, estes são alicerces fortes que edificam grandes homens. A prudência, os pés no chão, são componentes, complementares de sábias consciências. Não esqueçamos a humildade, atentemos para o fato de que para todas as coisas, são estabelecidos limites. Cuidado para não inflamarmos a ira e o desgosto de outros, pois toda ação produz reação.

Não nos iludamos com o abuso, com o fazer e acontecer, há ainda muitos César, mas também há muitos senadores e Brutus, ávidos, prontos para fazer cair por terra todos os "Césares" inconseqüentes e que erroneamente se julgam imbatíveis.


Por: Mateus Brandão de Souza. 



domingo, 18 de julho de 2010

Peones de campo - Vea Patron - Alfredo Zitarrosa



Nota: Alfredo Zitarrosa (Montevidéu, 10 de março de 1936 — Montevidéu, 17 de janeiro de 1989) foi um cantor, compositor, poeta, escritor e jornalista uruguaio. É considerado uma das maiores figuras da música popular de seu país e de toda a América Latina.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Lado Oposto - INATURA.



Letra:

Tem sempre alguém pra me mostrar a trilha certa
Onde comprar, o que comer, como vestir
Pode ser o meu caminho complicado
Mas não insista, porque não vou por aí

Se pra ser alguém é requisito ter bom gosto
Eu quero ir pro lado oposto
Só quero dar uma volta do outro lado
Pra ver como é que tá

Quando Galileu provou que Deus estava errado
No capítulo I do Gênesis, quase foi queimado
A História é escrita pelas grandes transgressões
De quem mudou o mundo com suas inquietações

Se na nossa lei a ordem deve ser manter
Eu quero desobedecer
Só quero dar uma volta do outro lado
Pra ver como é que tá

Passando desapercebido na multidão do dia-a-dia
Acredita cumprir a função que nem sabe se escolheu
Procura a diversão fora, pois sua cama já é fria
É fruta amadurecida, caiu no chão e apodreceu

Se eu é que sou louco e você é que tem razão
Como é que cria sua própria prisão?
Só quero dar uma volta do outro lado
Pra ver como é que tá

Desconfio de qualquer autoridade
Política, religiosa, científica ou moral
Que elege os ignorantes e os detentores da verdade
Cria um muro que impede de ver o mundo se abrindo
colossal

Se pra ser feliz devo manter algum padrão
Vou seguir na contramão
Só quero dar uma volta do outro lado
Pra ver como é que tá

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Futebol, a força da América do Sul.

           Edifício da Confederação Sul-Americana de Futebol - Luque Paraguai.

Impossível não ser contagiado pelo evento denominado copa do mundo. Muito embora apresente uma única modalidade esportiva, a copa do mundo de futebol é o acontecimento esportivo mais envolvente e emocionante do planeta.
Podemos dizer, também, que o mundial de futebol é a melhor cartada criada pelo domínio capitalista para distrair e emocionar os povos do globo.
Particularmente, este que aqui escreve é um apaixonado por este evento, e embora sabendo que há toda uma segunda intenção por parte de seus comandantes, rendemo-nos, a copa do mundo de futebol é algo quase além do sensacional.
No entanto, estamos aqui em reconhecimento à nossa América do Sul, pois por estas terras está o melhor futebol do planeta.
O Brasil é o maior colecionador de títulos e junto com Argentina e Uruguai, detém para o continente, nove dos dezoito mundiais realizados pela FIFA. Obviamente que reconhecemos a força de italianos e alemães, as maiores potências futebolísticas da Europa, porém, nós sul americanos, somos maiorais. É daqui da nossa América que saem os melhores jogadores que abrilhantam os clubes europeus. Quanto aos mundiais, o máximo de seleções sul americanas que disputam uma copa são cinco, contra treze do velho continente, ainda assim, temos na América do Sul, a metade dos canecos disputados nas copas, prova cabal de nossa soberania.
Foi aqui, na América do Sul que nasceram os monstros sagrados da bola, Pelé, Garrincha, Maradona, Arsênio Érico, Romerito, Teófilo Cubillas, Héctor Scarone, Etchevery, Valderrama e tantos outros gigantes que brilharam e brilham nos gramados continentais e mundiais, e por ser aqui, o berço destes craques inigualáveis, que o nosso continente possui o melhor futebol do planeta.
Talvez o fanatismo ou a arrogância européia não queira render-se à nossa maestria, mas, a verdade salta aos olhos, somos os melhores. Em um continente onde se tem Brasil, não há como outro superar o potencial de nossa fantástica América, o Brasil detém sozinho, cinco dos dezoito títulos mundiais, somam-se a estes cinco, dois do Uruguai e dois da Argentina, ou seja, nove dentre dos dezoito estão aqui, nas mãos de três seleções continentais.
Ao que tudo indica, a copa do mundo será sempre a melhor modalidade esportiva de todos os tempos e o continente sul americano será seu grande protagonista, neste show que encanta e fascina multidões em toda terra.

Brindemos o melhor evento esportivo do planeta, e viva o futebol da América do Sul, o melhor, o mais apaixonante e envolvente futebol de todos os tempos.

Mateus Brandão de Souza.




sábado, 3 de julho de 2010

PARANÁ EDUCATIVA CANAL 09.

Nesta quinta-feira dia primeiro de julho, nossa região foi contemplada com o sinal da emissora de televisão Paraná educativa canal 9.
Este fato favorece principalmente o fundão da região noroeste do Paraná, uma vez que durante décadas tivemos que nos contentar com as duas únicas emissoras que transmitem a programação da globo (TV imagem) e do SBT (Rede Massa).

A Paraná educativa tem seu sinal transmitido pelas antenas parabólicas desde o início do governo Requião em 2003, porém, a partir de agora ela está presente em todos os aparelhos de TV com sinal aberto também para as antenas convencionais.
A emissora é, no entanto uma estatal, sua programação de cunho educativo, mescla as programações das TVs Brasil, Cultura, Senado além de sua própria programação.

Se os telespectadores souberem aproveitar a nova opção, perceberá que a programação da emissora contribui para um publico melhor informado e instruído, uma vez que ao contrário das emissoras comerciais, a emissora estadual volta-se para a informação educativa.

Outra particularidade da ‘nova’ emissora é o jornalismo. No horário da novela global das 19:00 h, por exemplo, a Paraná educativa apresenta o telejornal TELESUR, uma produção da Tv estatal venezuelana Canal Integracion. O TELESUR, nos deixa inteirado sobre o que se passa nos países que abrangem as três Américas, sob um ponto de vista jamais apresentada pelos telejornais tradicionais.

O sinal da Paraná educativa em nossa região, não deixa de ser motivo de comemoração, pois agora contamos com uma terceira opção, um passo além, algo a mais na tela.
A chegada do sinal da Paraná educativa beneficiará o público que não faz uso das parabólicas. O nosso desejo é que o sinal de outras emissoras apareça em nossa região para somar ao tão pouco que possuímos em matéria de sinal televisivo regional.

Paraná Educativa Canal 09, algo diferente está no ar.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Canto dos malditos.





Dois anos e meio depois de ter sido recolhido de todas as livrarias do país por ordem judicial, Canto dos malditos finalmente volta às prateleiras. O livro de Austregésilo Carrano Bueno é um precioso documento sobre os abusos cometidos em hospitais psiquiátricos brasileiros e serviu de base para o premiadíssimo Bicho de sete cabeças, da cineasta Laís Bodanzsky. A nova edição conta ainda com um posfácio inédito, que dá ainda mais profundidade e atualidade à obra.

Canto dos malditos é um texto autobiográfico em que o paranaense Austregésilo Carrano Bueno narra sua via-crúcis pelos hospícios de Curitiba e do Rio de Janeiro. Aos 17 anos, em 1974, ele era um jovem rebelde, habituado a fumar maconha e a se drogar com medicamentos de uso restrito, embora não pudesse ser considerado um viciado. Certo dia, o pai de Austry, como ele era chamado, encontrou uma trouxinha da erva alucinógena em sua jaqueta. Sem nem ao menos conversar a respeito do assunto com o filho, ele o internou à força num hospital psiquiátrico de sua cidade, Curitiba, para desintoxicação. Foi quando começou o horror do autor.

Ao longo de um ano de internação, Austry foi submetido a dezenas de sessões de eletrochoque, além de ser obrigado a ingerir cerca de 15 comprimidos diários. Ele, que então se preparava para o vestibular, passou a viver cercado de enfermeiros sádicos, psicopatas ameaçadores e loucos que defecavam e urinavam por toda parte. No fim do "tratamento", o jovem rebelde e cheio de vida havia se transformado num ser abobalhado, sem vontade própria, incapaz de se concentrar em qualquer atividade ou mesmo de abotoar uma camisa, com o organismo repleto de substâncias químicas cujos nomes ele jamais saberá. E tudo isso foi feito sem que médico algum o examinasse ou lhe dirigisse a palavra, nem mesmo no ato da internação.

Quando saiu da clínica, Austry já não tinha condições de conviver com as pessoas ditas normais. Desajustado pelos eletrochoques, pela sedação pesada e torturas variadas, ele acabou sofrendo também nas mãos da polícia, que lhe proporcionou doses extras de humilhação e espancamento. O próprio Austry pediu para voltar ao sanatório – ele agora preferia conviver com os loucos, pois haviam-no transformado num deles. Até os 20 anos, ele foi internado em várias instituições psiquiátricas, sempre tendo todos os seus direitos desrespeitados. Austry passou dias e dias amarrado à cama ou trancafiado em cubículos escuros e imundos, semelhantes às solitárias das penitenciárias. Ele recebia injeções diárias, aplicadas sem o menor cuidado, o que lhe rendeu feridas, inchaços e infecções. Por vezes, quando implorava por um sedativo que lhe amenizasse as dores insuportáveis, tudo o que ele obtinha era uma nova surra, aplicada por profissionais de saúde irresponsáveis e criminosos.

Em julho de 2001, superados todos esses horrores – mas com traumas e seqüelas irremediáveis – Austregésilo Carrano Bueno publicou Canto dos malditos, em que relata todos os horrores por que passou. Antes disso, em 2000, seus manuscritos já haviam dado origem ao filme Bicho de sete cabeças, que conquistou 57 prêmios, oito deles fora do Brasil. Entretanto, em abril de 2002, o livro foi cassado e proibido de ser comercializado e divulgado devido a uma ação judicial movida pela família de um dos médicos citados no texto. Sob a alegação de calúnia e injúria, a biografia saiu de circulação.

Agora, adotado em 12 universidades, colaborando para a formação de profissionais de medicina, psicologia, sociologia e direito, Canto dos malditos finalmente pôde voltar às livrarias e bibliotecas, acrescido de um posfácio em que o autor conta detalhes do processo de cassação, explica como o filme de Laís Bodanzsky colaborou para a aprovação da Lei Federal de Reforma Psiquiátrica, defende a tese de que a omissão da sociedade e o regime militar foram os maiores responsáveis pelo que lhe aconteceu e apresenta o Movimento da Luta Antimanicomial, do qual faz parte. A nova edição também omite, por precaução, os nomes verdadeiros das pessoas citadas, embora a obra tenha sido liberada pela Justiça em sua versão original e completa.

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