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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

KUSSONDULOLA LEGALIZEM A BULA

O MELHOR DO REGGAE ANGOLANO.


Quem já o conhece curta novamente, quem não, é um prazer apresenta-lo.


Postagem dedicada a Gilberto Gil e Fernando Henrique Cardoso.

Os primeiros 30 dias.

Por Marcos Coimbra. 
Faz sentido avaliar o primeiro mês de um governo? É possível tirar alguma conclusão de apenas 30 dias de trabalho?
Pela nossa experiência, esse começo pode ou não ser relevante. Às vezes, nele já são perceptíveis as principais características que o governo terá. Em outras, as coisas mudam tanto pelo caminho que ninguém nem se lembra do início.
O balanço deste começo de governo Dilma é claramente positivo. Ela confirma o que se esperava que faria de bom e surpreende de maneira sempre favorável. Até seus desafetos ficam com dificuldade de criticá-la.
Todos tinham a expectativa de que seu governo fosse de continuidade, mesmo quem não a desejava. Havia sido esse o compromisso que ela e Lula assumiram antes e durante a campanha, e não honrá-lo depois da eleição seria uma quebra de palavra.
A permanência de vários ministros e a ausência de anúncios bombásticos de novas políticas nunca foram problemas para a presidenta e seu governo. Apesar da incompreensão de parte de nossa “grande imprensa”, era isso que a opinião pública esperava que fizesse. Surpresa seria se ela se recusasse a continuar a trabalhar com seus antigos colegas de ministério e se achasse que era preciso começar do zero nas políticas de governo (algo que nem Serra faria se tivesse ganho).
Mas Dilma está dando à ideia de continuidade um conteúdo inesperado. Tudo que fez até agora mostra que, mantendo seu espírito, ela vai além da continuidade mecânica, em que as coisas ficam congeladas, imutáveis. Como se não pudessem ser melhoradas.
Veja-se o caso da educação, que andou na berlinda nas últimas semanas, em função das confusões do SiSU. Aparentemente, nela teríamos uma continuidade ortodoxa, pois permaneceu o ministro e foi mantida a política.
Mas o que vemos é que Dilma está fazendo, na educação, uma continuidade que se poderia chamar crítica. O ministro lá está, a política não mudou, mas, ao mesmo tempo, muita coisa ficou diferente.
Os problemas do SiSU não foram maiores que outros parecidos, na educação ou em outras áreas. Mas é possível que o MEC nunca tenha sido tão cobrado quanto neste mês de janeiro. A razão é que, no Planalto, estava alguém que não se satisfez com a explicação de que o ocorrido era “normal”.
Esse tipo de continuidade tem alguns pré-requisitos. Em primeiro lugar, exige uma instância acima dos ministros capaz de acompanhar o que cada um faz, em base cotidiana. Em segundo, que esteja disposta a intervir celeremente, antes que os problemas aumentem. Em terceiro, que tenha autoridade e energia para consertar equívocos e demitir responsáveis.
Tudo isso aconteceu no MEC em apenas 30 dias, prazo no qual, no passado recente, nada teria acontecido, pois todos (presidente, ministro e equipe) estariam ainda “tomando pé das coisas”. Ninguém cobraria de ninguém o que Dilma cobrou de Fernando Haddad e do ex-presidente do Inep (defenestrado por causa das antigas trapalhadas no Enem e das novas no SiSU0.
No episódio, temos o lado bom da continuidade (pois o fato do ministro ter permanecido tornou mais fácil a solução) e um estilo próprio de levá-la a cabo. Dilma continua com parte da equipe e o estoque de programas que herdou de Lula, aprovados pela quase unanimidade do país. Mas os dirige à sua maneira, corrigindo rumos e trocando pessoas sempre que achar necessário (e vai achar mesmo, pois se mantém informada sobre aquilo que o governo faz).
Há quem se queixe de que Dilma está “confinada” no Planalto, que só se preocupa com reuniões internas, relatórios e em sabatinar auxiliares. Que é “séria demais” e que dá pouca atenção à imprensa e ao lado festivo da Presidência.
Nada disso é problema para a opinião pública. Quem votou nela não a imaginava igual a Lula no comportamento pessoal. Quem não, apenas quer que ela trabalhe.
São apenas 30 dias, mas marcaram um bom começo.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi.


Do Blog  Amigos da Presidente Dilma - 

sábado, 29 de janeiro de 2011

30 de Janeiro é o dia da saudade.

"Ah que saudades que eu tenho
 da aurora da minha vida
da minha infância querida
que os anos não trazem mais"

(Cassimiro de Abreu)

Muito embora quem tem saudade a tem todos os dias, 30 de janeiro é dedicado a esta sensação tão impregnada e presente em nossas almas e corações. O que é este sentimento no qual nós da língua portuguesa definimos saudade?

Os espanhóis a chamaram de añoranza (anhoranssa). Seja em qual idioma for, a saudade nada mais é que a dor na alma, no âmago, é um vazio, uma falta de algo ou alguém, é o lamento de uma solidão, daquilo que deixou de fazer parte da nossa vida ou do nosso cotidiano.

A saudade tem as suas graduações, há a saudade leve, aquela quase gostosa de se sentir, há aquela que fere, que arranca impiedosamente pedaços da alma ou do coração. Morre-se de saudade também, isto é fato, nos tempos da escravidão, por exemplo, muitos negros morriam de tristeza, tristeza tão extrema a qual chamavam banzo. Banzo nada mais era, que as saudades dos africanos de sua África distante querida e inesquecível.

Pois bem, 30 de Janeiro é o dia da saudade, saudade daquele amor que marcou pra sempre a sua vida, saudade dos tempos da infância, dos amigos que perdemos contato, saudades dos tempos da escola, da antiga casa, daquela cidade, saudades da avó, do avô, saudades dos que já morreram.

Quem é que nunca sentiu saudade? Você que sempre se pega pensando em algum momento do seu passado, você que relembra pessoas, tempos e acontecimentos remotos, você é um saudosista. Portanto, 30 de janeiro é o seu dia. Comemore, brinde à sua maneira a sua saudade. Afinal, saudade, quem é que não tem?

Salve o dia da saudade.

Aproveitando o ensejo, segue uma música com o saudoso Mazzaropi.


Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

NEPOTISMO É COM BETO RICHA.

"Chupa essa manga Paraná"
O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) mostra para o que veio:

Mulher, irmão, filhos, tia da mulher, filhos dos compadres políticos do governador tucano Beto Richa... seus problemas acabaram... Todos encontram empregos com polpudos salários ou no estado do Paraná ou na prefeitura de Curitiba.

Beto Richa (PSDB) já nomeou:

- sua mulher, Fernanda Richa, para a Secretaria de Família e Assistência Social;

- seu irmão, José Richa Filho, para a poderosa Secretaria de Infraestrutura e Logística, englobando as importantes pastas de transportes e obras públicas;

- emplacou na prefeitura de Curitiba seu filho Marcelo Richa, como secretário de Esporte e Juventude;

- também na prefeitura, emplacou a tia de Fernanda Richa, Maria Christina Andrade Vieira, para Fundação Cultural de Curitiba (FCC);

Vários parentes de deputados e ex-deputados não ficaram sem uma vaga no segundo escalão de Beto Richa:

- José Lupion Neto, irmão do deputado federal Abelardo Lupion (DEMos) arrumou uma vaga na coordenação do Procon;

- Nelson Cordeiro Justus, filho do presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justos, foi alojado na Companhia de Habitação do Paraná, como diretor;

- a nora do presidente da Assembléia não ficou para trás. Se arrumou como coordenadora de Assuntos Internacionais na Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul;

- Antonio Carlos Salles Belinati, filho do deputado Antonio Belinati (PP), foi alojado na diretoria da Companhia Paranaense de Saneamento (Sanepar).

Só falta nomear o papagaio de estimação como porta-voz. 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

APARÊNCIAS


“Nem tudo que reluz é ouro, mas também é no lodo que se formam as lindas pérolas”

É no rústico frigir dos ovos que nos damos conta de quem é quem no palco da vida. Aparências mais que enganam, elas causam vertigem, elas muitas vezes nos deixam cegos. São nessas ocasiões que nos damos conta de que nossas fichas muitas vezes foram enganosamente apostadas.

 São contraditórias as aparências, é preciso aprendermos, que um livro não pode ser julgado pela capa, Temos que nos dar conta de que um rótulo nem sempre diz a realidade sobre o produto. “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”, assim nos dizia a vovó em sua sabedoria.

Mais tarde, o descuido nos fez acreditar que a primeira impressão é a que fica, pode até ser, mas isto só funciona se porventura não vermos mais a pessoa de quem tivemos a primeira impressão. Nada é mais revelador do que o convívio. Muitos casais só  revelam sua verdadeira personalidade após algum período do casamento, após um determinado tempo de convívio é que a realidade vem à tona.

A verdade deprimente ou satisfatória não está unicamente nos relacionamentos íntimos, está em nosso dia a dia, em nossas ocasiões, em nossas decisões, naquilo que julgamos ser uma coisa e que fatalmente ou surpreendentemente mostra-se outra.

Isto também funciona no lado oposto da moeda, a aparência é realmente enganadora, temos que duvidar, questionar, nos assegurarmos para não sermos vítimas de uma ilusão de ótica, muitas vezes o que se mostra ruim, com o tempo revela-se bom, é onde cabe o ditado de que: “o diabo não é tão feio como se pinta”. É onde aparece a necessidade de policiarmos nossos pré-conceitos.

A grande sacada de tudo isso, é que temos que ser bons juízes, bons analíticos, exímios observadores, não tomando decisões precipitadas, julgando tudo  na justa medida, com cautela, tendo uma opinião prudente sobre a isto ou aquilo, este ou aquele e assim por diante. É através do conhecimento que podemos expor nossas opiniões, formular nossos princípios e chegarmos aos nossos conceitos. Isto nos implica destreza, e necessariamente tempo, pois o tempo é que pode nos dizer verdades e nos faz cientes de toda realidade.                                                       


Mateus Brandão de Souza, Graduado em história pela FAFIPA.

O Pulso.

Composição: Arnaldo Antunes

O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa...
Peste bubônica
Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola
Tuberculose e anemia
Rancor, cisticircose
Caxumba, difteria
Encefalite, faringite
Gripe e leucemia...
E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa
Hepatite, escarlatina
Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo
Esquizofrenia
Úlcera, trombose
Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes
Asma, cleptomania...
E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim...
Reumatismo, raquitismo
Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose
Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide
Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie
Câimba, lepra, afasia...
O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Pulso
Pulso
Pulso
Pulso
Assim...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

HOMEM X MULHER.

A eterna Briga.

MULHERES – Dirigimos melhor…
HOMENS – Melhor que cegos

MULHERES – Não ficamos carecas…
HOMENS – Se cabelo fosse bom não nascia no…

MULHERES – Temos um dia internacional…
HOMENS – Os outros 364 são nossos

MULHERES – Temos prioridade em botes salva-vidas…
HOMENS – Nós sabemos nadar

MULHERES – Uma greve de sexo consegue qualquer coisa…
HOMENS – Inclusive um chifre

MULHERES – A programação da TV é 90 % voltada pra nós.
HOMENS – Nós temos DVD

MULHERES – Somos os primeiros reféns a serem libertados.
HOMENS – Porque nem os seqüestradores agüentam vocês

MULHERES – A idade não atrapalha nosso desempenho sexual.
HOMENS – Mas atrapalha para arrumar parceiro sexual (matou a pau!!!)

MULHERES – Se somos traídas, somos vítimas se traímos, eles são cornos.
HOMENS – Se somos traídos elas são putas, se traímos somos garanhões.

MULHERES – Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas.
HOMENS – Podemos dormir com suas amigas que elas não contam p/ vocês

MULHERES – Somos capazes de prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo .
HOMENS – Mas incapazes de executar ao menos uma de cada vez

MULHERES – 98 % da indústria de cosméticos e 89 % da indústria da moda são voltadas pra nós…
HOMENS – 98 % da indústria de cerveja e 89 % da indústria automobilística são voltadas para nós

MULHERES – Não nos desesperamos ante um campo de grama com 1 bola e 22 mulheres …
HOMENS – Nós não nos desesperamos frente ao pedal da embreagem

E por último:

MULHERES – Fazemos tudo o que um homem faz e de salto alto.
HOMENS – Quero ver mijar em pé !!!

Autor desconhecido.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Eric Hobsbawm elogia governo Lula e o Partido dos Trabalhadores.

O historiador inglês Eric Hobsbawm elogiou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores por terem mostrado ao mundo, desde 2003, que ainda é possível "que a classe trabalhadora forme o esqueleto de movimentos mais amplos de transformação social".

"O Brasil, que tem um caso clássico de partido trabalhista nos moldes do fim do século 19 -baseado numa aliança de sindicatos, trabalhadores, pobres em geral, intelectuais e tipos diversos de esquerda- que gerou uma coalizão governista notável. E não se pode dizer que não seja bem-sucedida, após oito anos de governo e um presidente em final de mandato [a entrevista foi feita no final de 2010] com 80% de aprovação", disse Hobsbawn, em entrevista ao jornal inglês The Guardian, republicada dia (25) de janeiro pelo jornal Folha de S. Paulo.

Aos 93 anos, Hobsbawm publica um novo livro e diz que , hoje, do ponto de vista ideológico, se sente mais em casa na América Latina. " É o único lugar no mundo em que as pessoas fazem política e falam dela na velha linguagem -a dos séculos 19 e 20, de socialismo, comunismo e marxismo", disse.

Leia a entrevista:

'Sinto-me mais em casa na América Latina', diz Hobsbawm

Hampstead Heath, em Londres, orgulha-se do seu papel na história do marxismo. Era lá que, aos domingos, Karl Marx subia o Parliament Hill com sua família. Nos dias de semana, Marx se juntava a Friedrich Engels para caminhar pelo parque. A ambição marxista permanece viva na casa de Eric Hobsbawm, numa rua lateral que sai do parque. Na última vez em que o entrevistei, em 2002, ele enfrentava outro ataque da mídia pela ligação com o Partido Comunista.

As coisas mudaram: a crise global transformou os termos da discussão, e a crítica marxista da instabilidade do capitalismo ressurgiu. Parecia não haver momento melhor para Hobsbawm reunir seus ensaios mais famosos sobre Marx em um volume, com material sobre o marxismo visto à luz do crash.

Guardian - Há no âmago desse livro um senso de algo que provou seu valor? De que, mesmo que as propostas de Marx possam não mais ser relevantes, ele fez as perguntas certas sobre o capitalismo?

Eric Hobsbawm - Com certeza. A redescoberta de Marx está acontecendo porque ele previu muito mais sobre o mundo moderno do que qualquer outra pessoa em 1848. É isso, acredito, o que atrai a atenção de vários observadores novos -atenção essa que, paradoxalmente, surge antes entre empresários e comentaristas de negócios, não entre a esquerda.

O sr. tem a impressão de que o que pessoas como George Soros apreciam em parte em Marx é o modo brilhante com que ele descreve a energia e o potencial do capitalismo?

Acho que é o fato de ele ter previsto a globalização que os impressionou. Mas acredito que os mais inteligentes também enxergaram uma teoria que previa o risco de crises. A teoria oficial do período, fim dos anos 90, descartava essa possibilidade.

E o sr. acha que o interesse renovado por Marx também foi beneficiado pelo fim dos Estados marxistas-leninistas?

Com a queda da União Soviética, os capitalistas deixaram de sentir medo, e desse modo tanto eles quanto nós pudemos analisar o problema de maneira muito mais equilibrada. Mas foi mais a instabilidade da economia globalizada neoliberal que, creio, começou a ficar tão evidente no fim do século.

O sr. não está surpreso com o fato de a esquerda marxista e a social-democrata não terem explorado politicamente a crise dos últimos anos?

Sim, é claro. Na realidade, uma das coisas que procuro mostrar no livro é que a crise do marxismo não é só do seu braço revolucionário, mas também do seu ramal social-democrata. O reformismo social-democrático era, essencialmente, a classe trabalhadora pressionando seus Estados-nações. Com a globalização, a capacidade dos Estados de reagir a essa pressão se reduziu concretamente. Assim, a esquerda recuou.

O sr. acha que o problema da esquerda está em parte no fim da classe trabalhadora consciente e identificável?

Historicamente falando, isso é verdade. O que ainda é possível é que a classe trabalhadora forme o esqueleto de movimentos mais amplos de transformação social.

Um bom exemplo é o Brasil, que tem um caso clássico de partido trabalhista nos moldes do fim do século 19 - baseado numa aliança de sindicatos, trabalhadores, pobres em geral, intelectuais e tipos diversos de esquerda- que gerou uma coalizão governista notável. E não se pode dizer que não seja bem-sucedida, após oito anos de governo e um presidente em final de mandato [a entrevista foi feita no final de 2010] com 80% de aprovação.

Ideologicamente, hoje me sinto mais em casa na América Latina. É o único lugar no mundo em que as pessoas fazem política e falam dela na velha linguagem -a dos séculos 19 e 20, de socialismo, comunismo e marxismo.

O título de seu novo livro é "How to Change the World". No final, o sr. escreve: "A substituição do capitalismo ainda me parece possível". A esperança continua forte?

Não existe esperança reduzida hoje. O que digo agora é que os problemas do século 21 exigem soluções com as quais nem o mercado puro nem a democracia liberal pura conseguem lidar adequadamente. É preciso calcular uma combinação diferente. Que nome será dado a isso não sei. Mas é bem capaz de não ser mais capitalismo, não no sentido em que o conhecemos aqui e nos EUA.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

TANTO MAR: VIVA 25 DE ABRIL.

Tanto mar, é uma música de Chico Buarque de Holanda composta em apologia à revolução portuguesa de 25 de Abril de 1974, conhecida como a Revolução dos cravos, a referida revolução derrubou o presidente português Américo de Deus Rodrigues Tomás, colocando fim a uma ditadura de 41 anos que começou com Antonio de Oliveira Salazar, este período é conhecido como Salazarismo.
Conta-se que o cravo tornou-se o símbolo deste levante, devido a uma florista que levava cravos para a decorar a inauguração de um hotel quando foi surpreendida por um soldado, solidário à revolução, que colocou um de seus cravos na ponta da espingarda, sendo imitado, logo após, por todos os outros.
Enquanto Portugal festejava o fim da sujeição imposta por Salazar, o Brasil amargava a ditadura militar com Ernesto Geisel na presidência.
Censurada pela ditadura brasileira, a música teve duas versões que em suma, contam a história de um português no Brasil, se comunicando por carta numa linguagem bem à moda portuguesa, usando a gíria “pá” com um amigo revolucionário em Portugal, aquele que está no Brasil lamenta não ter prestigiado nem participado da festa que derrubou a ditadura de Salazar, enquanto que aqui, vivia-se todos os horrores do regime militar.
Confiram a música em sua primeira versão comemorando em plena ditadura no Brasil,  a revolução de 25 de abril em Portugal que tanto incomodou os militares brasileiros.



Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

sábado, 22 de janeiro de 2011

É lei, no Paraguai o tererê tem dia nacional.

Por Guilherme Dreyer Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com

Foi aprovado na câmara dos Deputados do Paraguai projeto de lei que cria o “Dia Nacional do Tererê”, em homenagem à bebida de origens indígenas, amplamente consumida pela população do país como hábito gastronômico e cultural.
Pelo projeto de lei, que estava engavetado nos arquivos do Parlamento, o “Dia Nacional do Tererê” será comemorado, a partir de 2011, no último sábado de fevereiro, com a realização de festivais e eventos afins, para reforçar a tradição e incentivar o consumo pelas novas gerações.
A aprovação do projeto surge, curiosamente, após o anúncio de que o estado brasileiro de Mato Grosso do Sul irá declarar o tererê como parte de seu patrimônio cultural imaterial, em iniciativa que irritou grupos nacionalistas paraguaios, que consideram a medida como um “roubo” ou “apropriação”.
Cabe ressaltar, no entanto, que a inclusão do tererê como patrimônio sul-mato-grossense não significa que a bebida esteja sendo “roubada”, já que tombamento não significa exclusividade.
Amplamente consumido no Paraguai, no nordeste da Argentina e nos estados brasileiros de Paraná e Mato Grosso do Sul, o tererê é uma bebida gelada que combina mate e outras ervas refrescantes ou de uso medicinal, remetendo aos povos que habitavam estas terras antes da chegada de portugueses e espanhóis.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

LANDELL DE MOURA É HOMENAGEADO PELOS CORREIOS

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) colocou nesta sexta-feira (21) em circulação um selo em comemoração aos 150 anos do padre Landell de Moura, inventor do transmissor de ondas.

A arte do selo é de Lídia M. Hurovich Neiva, com colaboração de Marco Aurélio Cardoso Moura, e retrata Landell de Moura falando ao microfone em sua invenção. Ao fundo, são reproduzidas a patente obtida em 1904, nos Estados Unidos, e a planta do aparelho. No lado esquerdo inferior, uma onda de rádio modulada em amplitude (ou AM, do inglês Amplitude Modulation, transmissão da voz humana a longas distâncias sem utilização de fios).

O selo tem valor facial de 1º Porte Carta Comercial (R$ 1,05), tiragem de 300 mil exemplares e poderá ser adquirido na loja virtual, na Agência de Vendas a Distância ou nas agências dos Correios.

O padre Roberto Landell de Moura, considerado o inventor do rádio, nasceu em Porto Alegre no dia 21 de janeiro de 1861.

Guglielmo Marconi levou a fama, mas a obra do italiano foi o telégrafo sem fio, ou seja, pontos e traços do Código Morse sendo enviados pelo espaço. Já o padre Landell fez as primeiras experiências de transmissão da voz humana em 1893,  antes de Marconi e de Nicolá Tesla, gênio nascido na Croácia, que desenvolveu grandes experimentos e que é reconhecido nos Estados Unidos como o inventor do rádio.

A existência das ondas eletromagnéticas foi teorizada pelo escocês James Maxwell em 1873. O alemão Heinrich Hertz fez a primeira demonstração prática do fenômeno em 1888.

A década de 1890 fervilhava com a ideia da transmissão de mensagens a distância sem a necessidade de fios, fossem elas em código Morse, sons ou imagens.

Mas, mesmo que sejam desconsideradas as experiências pioneiras de Landell de 1893 e seja levada em conta apenas a transmissão de 3 de junho de 1900, na Avenida Paulista, em São Paulo, testemunhada e registrada na imprensa, vê-se claramente que o padre porto-alegrense foi o primeiro a levar a palavra do homem à distância sem o uso de fios. Só seis meses depois, em dezembro de 1900, haveria notícia de um feito semelhante, do canadense Reginad Fessenden, nos Estados Unidos.

O rádio nasceu pelas mãos de Landell. Apesar de ter obtido patentes para seus inventos no Brasil e nos Estados Unidos, no Brasil ele foi considerado louco e  féis da igreja como alguém que tinha pacto com o demônio.

Landell trabalhou com recursos próprios. O interesse do padre pela ciência já o havia colocado em contato com dom Pedro II, ainda durante o império. Pedro II foi um homem de visão e aficcionado pelas novidades científicas. No entanto, mais tarde, em 1904, já sob o regime republicano, quando Landell procurou o presidente Rodrigues Alves para obter auxílio em seus experimentos, foi visto como doido. Ele chegou a dizer que, futuramente, seu invento possibilitaria a comunicação interplanetária.

Landell estava certo. Existem hoje as espaçonaves não tripuladas Voyager, lançadas pela Nasa em 1977, saindo do sistema solar e enviando imagens e sons para a Terra.

Outro episódio marcante na vida de Landell foi a invasão e destruição de seu laboratório, construído a duras penas. Fiéis da igreja invadiram o local de trabalho e destruíram tudo.

Por volta de 1910, com outros cientistas estrangeiros levando as experiências adiante e ganhando as glórias pelo invento do rádio, Landell de Moura abandonou a ciência. Levou sua vida até 1928 apenas no exercício do sacerdócio.

Muito da sabedoria de Landell se perdeu por causa do descaso ou pela ação do tempo. Mas o jornalista Hamilton Almeida, maior pesquisador e autor de dois livros sobre o inventor brasileiro, registra que Landell tinha outras investigações científicas. Abordava até a possibilidade de comunicação entre as pessoas diretamente pelo que chamava de logus, ou "verbo mental". São mistérios que, como o próprio Landell disse, teria que levar para o túmulo.

Fonte: Agência Brasil

REVIVI

Esta noite viajei
Foi quando estava dormindo
Sonhei que eu era criança
Minha alma ficou sorrindo

Revi meus velhos amigos
Bom presente do destino
Contracenei com todos eles
O meu papel de menino

Corri descalço por ruas
Nadei no pequeno riacho
Local de felicidade
Que noutro lugar não acho

Então a emoção me envolveu,
A alegria deu-me asas
E este sonho colocou-me
Enfrente minha antiga casa

Senti quão doce é a paz,
Contemplando o rosto dela
Eu vi minha mãe sorrindo
No peitoril da janela.

MBS® Produções.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PERU

Esquerda se une e apoia Ollanta Humala para presidente

A eleição geral no Peru será realizada daqui a quatro meses e a esquerda vai unida na coalizão Ganha Peru, liderada pelo Partido Nacional Peruano, em apoio à candidatura presidencial do nacionalista Ollanta Humala.

Por Gonzalo Sánchez, no Tercera Información

Humala é um político e militar da reserva peruano cujas declarações e imagem são manipuladas pela mídia que se esforça para vinculá-lo com Hugo Chávez e Evo Morales com o objetivo de assustar o eleitorado com informações manipuladas sobre outros presidentes sul-americanos. Humala tem se posicionado como um antineoliberal em várias ocasiões; ele defende a integração da América Latina e quer a redação de uma nova constituição para garantir a democracia participativa, o acesso gratuito e universal à saúde e à educação e a nacionalização dos recursos naturais de seu país.

Há cinco anos ele venceu as eleições gerais no primeiro turno mas não alcançou a maioria necessária para evitar o enfrentamento com o segundo mais votado no segundo turno da eleição. Naquela ocasião, ele denunciou a gestação de uma fraude impulsionada por Alan García - atual presidente do Peru – devido a uma gravação telefônica em que García disse que faria o possível para impedir a chegada de Humala ao poder.

Dias depois, no segundo turno, o candidato do Partido Nacionalista Peruano, Ollanta Humala, perdeu a eleição 600 mil votos, obtendo contudo mais de 47% dos votos. Mais tarde, publicou-se que 1,2 milhões de votos haviam sido anulados.

Hoje, em plena campanha eleitoral, Ollanta Humala conseguiu obter o apoio da maioria do espectro político da esquerda peruana. A Unidade de Esquerda, formada pelo Partido Comunista Peruano, Partido Socialista, Partido Socialista Revolucionário, o Movimento Político Voz Socialista, o Movimento Político Lima Para Todos, dirigentes populares de diversas organizações sociais, assim como homens e mulheres independentes, de esquerda, além de várias organizações do movimento indígena, tornaram público seu apoio ao candidato de Ganha Peru, a coalizão criada pelo Partido Nacionalista Peruano, Ollanta Humala.

O vexame dos brasileiros que defenderam o golpe em Honduras

Se tivéssemos uma imprensa séria e profissional de verdade no país, determinados “comentaristas políticos” já teriam sido despachados e as empresas que eles trabalham veiculariam desculpas públicas pelas asneiras que disseram ou escreveram. Como não são e ainda duvidam da inteligência de quem os lê, vê e ouve, fica tudo por isso mesmo e quem falou ou escreveu a sandice continua ocupando espaço, ignorando solenemente a necessidade de se explicar ao distinto público.
Poderia citar aqui vários jornalistas e comentaristas que usaram os mesmíssimos argumentos, e isso mostra como a maioria reza pela mesma cartilha, mas dentre todos os entoadores de mantra ninguém defendeu o golpe em Honduras com mais paixão e afinco do que Alexandre Garcia e Arnaldo Jabor.
Quando em 2009 os milicos tomaram o poder em Honduras, expulsando o presidente eleito legitimamente, a opinião pública internacional condenou de imediato. O comportamento da imprensa nacional foi esquizofrênico, fazendo eco a princípio com a reação internacional, mas logo em seguida mudando lentamente de posição, até defender abertamente a “legalidade” de um vergonhoso golpe de estado.
Assim que o Brasil assumiu posição de protagonista ao enfrentar os golpistas e dar abrigo ao presidente legítimo na sua embaixada em Tegucigalpa, esse pessoal que ficou responsável por defender a legitimidade do golpe frente à opinião pública brasileira começou a repetir os argumentos fajutos dados pelos golpistas para tentar justificar o atentado contra a democracia daquele país.
Afirmaram enfaticamente que o golpe era legítimo porque Zelaya tentara mudar a constituição. Na verdade, o que Zelaya tentou fazer foi um plebiscito onde a população decidiria se o presidente poderia ser reeleito ou não. Muito mais democrático do que tentar o mesmo através de emenda constitucional, sem respaldo popular como fez FHC em 1997.
A desculpa oficial para justificar o golpe era uma cláusula pétrea na constituição que impedia a reeleição do presidente, portanto passaram a defender que não existiu golpe nenhum, e da mesma forma que vivem tentando reescrever a nossa história, determinaram que o que houve em Honduras em 2009 e no Brasil em 1964 foram “contra-golpes”.
Nem o fato do governo golpista ter fechado TV, rádios e jornais à força, além de ter reprimido com violência manifestações populares mexeu com os brios de quem trabalha com imprensa ou estimulou condenações contra a restrição às liberdades de imprensa. Até a população que protestava contra o golpe e tomou as ruas de Tegucigalpa, chegando a fazer um cerco de proteção à embaixada do Brasil foi classificada como “partidários de Zelaya” e não “dissidentes” como eles costumam classificar opositores de regimes que eles consideram ditaduras.
A humilhação já tinha vindo com uma das revelações do Wikileaks onde o embaixador americano em Honduras classificou o golpe como golpe, simples assim. Logo os EUA, por quem essas pessoas dedicam toda a sua reverência, vem a público ridicularizar suas teorias de “golpe branco”. Naquela ocasião já deveriam ter pedido o boné, como se diz no popular, mas o castigo tinha de ser maior.
Pois bem, nessa semana o governo atual de Honduras, eleito em pleito não reconhecido pela maioria dos países, inclusive o Brasil, e o congresso daquele país aprovaram, em uma ação pouco noticiada pela imprensa brasileira, uma modificação na constiuição que permitirá a reeleição do presidente. Exatamente o que Zelaya tentou fazer e virou desculpa para o golpe de estado.
Alexandre Garcia e Arnaldo Jabor não vão se explicar, vão continuar com espaço para falar o que o diretor de jornalismo da Rede Globo e os diretores da emissora gostariam de dizer, mas não tem coragem, no entanto, a cada dia mais gente vai entendendo o papel a que essas se prestam.

Do Blog ContextoLivre: http://contextolivre.blogspot.com/

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Matos têm olhos, paredes têm ouvidos.

O incomparável boca do inferno¹ já dizia:
“Não te abras com teu amigo, que outro amigo ele têm, e o amigo de teu amigo, possui amigos também”.

Tomar cuidado com o que se fala requer prudência e cautela, nem sempre o que falamos chega em ouvidos confiáveis e o que era sigiloso deixa de ser e torna-se público. A grande verdade é que nada que não seja individual fica escondido, no entanto, existem as coisas bem feitas, a confiança é algo precioso, raro como mosca branca, encontrar alguém altamente confiável é algo próximo do impossível. O silêncio é uma ferramenta que deve ser usada com cuidado, falar por falar é insensato, o ouvir é o grande trunfo dos homens prudentes, ver ouvir e calar tem evitado problemas, prolongado vidas e sustentado a paz em múltiplos seguimentos sociais.

Há por aí, muitas aves canoras cantando tudo que aprendem, tudo que ouvem, tudo que sabem e tudo que vêem, há pelos quatro ventos, caixas de ressonância instaladas em som audível, propagando como papagaios louros tudo que lhes chegam aos ouvidos, e na falta do que se falar, eles acrescentam o tempero extra, deixando muito mais picante o prato que será compartilhado por muitos.

Portanto meu prezado e minha prezada sejam discretos em suas práticas, aquilo que vocês fazem por baixo dos panos, tem que ser por baixo de espessas camadas de pano, nada de dar margem ao erro lembrem-se, parece que não, mas há sempre os espertalhões que pegam tudo no ar, já há outros tantos que possuem olhar clínico, visão de raio x, há pessoas que enxergam além das paredes opacas. Cautela minhas criancinhas, não pensem vocês que todo mundo nasceu ontem, há notícias que caem de mão beijada no colo de quem mais se interessa por elas, chegam como melodias deleitosas para ouvidos que não se cansam de ouvir e bocas que não cessam de falar. Cuidado, cuidado, como vovó já dizia, “os matos têm olhos e as paredes têm ouvidos”. Vigiai, vigiai...

Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

* ¹  Alcunha de Gregório de Matos: foi um advogado e poeta do Brasil Colônia. É considerado o maior poeta barroco do Brasil e o mais importante poeta satírico da literatura em língua portuguesa, no período.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

AMÉRICA.

José enrique Rodó.

“Yo creí siempre que en la América nuestra no era posible hablar de muchas patrias, sino de una patria grande y única; yo creí siempre que si es alta la idea de la patria expresión de todo lo que hay de más hondo en la sensibilidad del hombre: amor de la tierra, poesía del recuerdo, arrobamientos de gloria, esperanzas de immortalidad, en América, más que en niguna outra parte, cabe, sin desnaturalizar esta idea, magnificarla, dilatarla; depurarla de lo que tiene de estrecho y negativo y sublimarla por la propia virtud de lo que encierra de afirmativo y fecundo; cabe levantar sobre la patria nacional, la Patria americana, y acelerar el diá en que los niños de hoy, los hombres del futuro, preguntados cuál es el nombre de su patria, no contesten com el nombre del Brasil, ni con el nombre de Chile, ni con el nombre de Méjico, porque contesten con el nombre de América. Toda política internacional americana que no se oriente en dirección a este porvenir y no se ajuste a la preparación de esa harmonia, será una política vana y descarriada.”

José Enrique Rodó (1871-1917) escritor e político uruguaio.


É Proibido.

PABLO NERUDA.
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender os que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.



Pablo Neruda: (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tudo mudou.

Por Francisco Carvalho.

Tudo mudou. Homens, coisas e animais mudaram de lã ou de pele. As palavras já não são as mesmas do tempo em que estudávamos gramática com os olhos míopes das professoras. Nádegas e pernas das mestras -- objeto direto do nosso desejo -- ofuscavam o interesse pela didática. Olho o mundo de todos os ângulos possíveis e tudo me parece oblíquo. É a civilização globalizada, a cultura de massa, a sagração do factóide, a fragmentação dos idiomas. Corta-se a palavra em frações microscópicas. A vida, o amor, a morte, a realidade:
tudo agora virou fast food.

Sobre o autor: Francisco Carvalho nasceu em 1927 em São Bernardo das Russas, interior do Ceará. Poeta e ensaísta, é conhecido por seu valor literário e reverenciado pelos mais diversos críticos do país.


Fonte: Guilherme Cunha.

Um inseto a menos no ar - Luiz Carlos Prates é demitido da RBS.

Lembram do jornalista Luiz Carlos Prates? aquele comentarista da RBS de Santa Catarina que tem ódio de pobre e que ressaltou em um de seus comentários no jornal do almoço que pobre não pode ter carro?

Pois bem, Em nota oficial publicada no Diário Catarinense o Grupo RBS anunciou o desligamento do jornalista Luiz Carlos Prates, após 30 anos atuando no Grupo. "Em decisão conjunta com a empresa, o colunista Luiz Carlos Prates está deixando de atuar nos veículos do Grupo RBS", afirma o comunicado.
A empresa ressaltou que Prates se afastou para seguir com projetos pessoais. O jornalista também mantinha uma coluna no Diário Catarinense, jornal em que atuou por mais de 23 anos e começou escrevendo sobre esportes e cotidiano. 


Prates é considerado um dos jornalistas mais polêmicos da região Sul e em  2010, no televisivo "Jornal do Almoço" de Florianópolis (SC), ele atribuiu aos "pobres" os acidentes de trânsito na cidade. Em novembro o jornalista fez outra declaração, afirmando que "hoje qualquer miserável tem um carro. O sujeito jamais leu um livro, mora apertado em uma gaiola, que hoje chama de apartamento. Não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem". As declarações repercutiram na rede e levantou o pedido da demissão do comunicador por diversos telespectadores e o discurso, à época, da senadora Ideli Salvati (SC) que condenou o comentário. 


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

BBB 11 Ética pelo ralo.

Por:Washington Araújo

No dia 11/1/2011 a TV Globo levou ao ar seu programa de maior audiência no verão brasileiro: Big Brother Brasil 11. Sucesso de público, sucesso de marketing, sucesso financeiro, sempre na casa dos milhões de reais. Fracasso ético, fracasso de cidadania, fracasso de respeito aos direitos humanos fundamentais.



O prêmio será de R$ 1,5 milhão para o vencedor. O segundo e terceiro lugares levam, respectivamente, R$ 150 mil e R$ 50 mil. As inscrições para a próxima edição do BBB já estão encerradas. Ao todo, nas dez edições, foram 140 participantes. E já foram entregues mais de R$ 8,5 milhões em prêmios. Balanço raquítico, tanto numérico quanto financeiro para seus participantes, para um programa que se especializou em degradar a condição humana.


Aos 11 anos de existência, roubando sempre 25% do ano (janeiro a março) e agora entrando na puberdade como se humano fosse, o BBB começa anunciando que passará por mudanças na edição 2011. Se você pensou que as mudanças seriam para melhorar o que não tem como ser melhorado se enganou redondamente. O formato será sempre o mesmo, consagrado pelo público e pelos anunciantes: invasão de privacidade com a venda de corpos quase sempre sarados, bronzeados e bem torneados e com a exposição de mentes vazias a abrigar ideias que trafegam entre a futilidade e a galeria de preconceitos contra negros, pobres, analfabetos funcionais.


Após dez anos seguidos, sabemos que a receita do reality show inclui em sua base de sustentação as antivirtudes da mentira, da deslealdade, dos conluios e... da cafajestagem. Aos poucos, todos irão se despir de sua condição humana tão logo um deles diga que "isto aqui é um jogo". Outros ensaiarão frases pretensamente fincadas na moral: "Mas nem tudo vou fazer para ganhar esse jogo."


Como miquinhos amestrados, os participantes estarão ali para serem desrespeitados, não poucas vezes humilhados e muitas vezes objeto de escárnio e lições filosóficas extraídas de diferentes placas de caminhões e compartilhadas quase diariamente pelo jornalista Pedro Bial, ao que parece, senhor absoluto do reality show. Não faltarão "provas" grotescas, como colocar uma participante para botar ovo a cada trinta minutos; outra para latir ou miar a cada hora cheia; algum outro para passar 24 horas de sua vida fantasiado de bailarina ou para pular e coaxar como sapo sempre que for ativado determinado sinal acústico. O domador, que terá como chicote sua lábia de ocasião ou nalgumas vezes sua língua afiada, continuará sendo Pedro Bial que, a meu ver, representa um claro sinal de como as engrenagens que movem a televisão guardam estreita semelhança com aqueles velhos moedores de carne.


O último a sair da jaula
É inegável que Bial é talentoso. É inegável que passou parte de sua vida tendo páginas de livros ao alcance das mãos e dos olhos. É inegável também que parece inconsciente dos prejuízos éticos e morais que haverá de carregar vida afora. Isto porque a cada nova edição do reality mais se plasmam os nomes BBB e Pedro Bial. E será difícil ao ouvir um não lembrar imediatamente o outro. Porque lançamos aqui nosso nome, que poderá ter vida fugaz de cigarra ou ecoará pela eternidade. Imagino, daqui a uns 25 anos, em 2035, quando um descendente deste Pedro for reconhecido como bisneto daquele homem engraçado que fazia o Big Brother no Brasil. E os milhares de vídeos armazenados virtualmente no YouTube darão conta de ilustrar as gerações do porvir.



E, no entanto, essas quase duas dezenas de jovens estarão ali para ganhar fama instantânea, como se estivessem acondicionados naqueles pacotinhos de sopa da marca Miojo. Imagino cada um deles a envergar letreiro imaginário a nos dizer com a tristeza possível que "Coloco à venda meu corpo sem alma, meu coração quebrado e minha inteligência esgotada; vendo tudo isso muito barato porque vejo que há muita oferta no mercado". E teremos aquele interminável desfile de senso comum. Afinal, serão 90 dias de vida desperdiçada, ou melhor, de vida em que a principal atividade humana será jogar conversa fora. O que dá no mesmo. E não será o senso comum exatamente aquele conjunto de preconceitos adquiridos antes de completarmos 15 anos de vida?



Friederich Nietzsche (1844-1900) parecia ter o dom da premonição. É que o filósofo alemão se antecipava muito quando se tratava de projetar ideias sobre a condição humana. É dele esta percepção: "O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele". Isto porque Nietzsche foi poupado de atrações quase sérias e semi-circenses, como o BBB. No picadeiro, o macaco é aplaudido por sua imitação do humano: se equilibra e passeia de triciclo e de bicicleta, se veste de gente, com casaca e gravata, sabe usar vaso sanitário, descasca alimentos. No picadeiro do BBB, os seres humanos são aplaudidos por se mostrarem intolerantes uns com os outros, se vestem de papagaios, ladram, miam, coaxam, zumbem – e tudo como se animais fossem. Chegam a botar ovo em momento predeterminado. Se vestem de esponja e se encharcam de detergente a limpar pratos descomunais noite afora.



Em sua imitação de animal, o humano que se sobressai no BBB é aquele que consegue ficar engaiolado – digo, literalmente engaiolado – junto com outros bípedes não emplumados – por grande quantidade de horas. E sem poder satisfazer as necessidades humanas básicas, muitas vezes tendo que ficar em uma mesma posição, como seriemas destreinadas. E são os únicos animais que demonstram imensa felicidade em permanecer por mais tempo na gaiola. Não lhes jogam bananas nem pipocas, mas quem for o último a sair da jaula semi-humana ganha uma prenda. Pode ser um passeio de helicóptero, pode ser um carro, pode ser uma noite na Marquês de Sapucaí.



Heidegger reconheceria
O leitor atento deve ter percebido que em algum momento deste texto mencionei que o BBB 11 terá mudanças. Nem vou me dar ao trabalho de editar. Eis o quecopiei do site G1:



"Boninho, diretor do BBB, falou em seu Twitter nesta quarta-feira, 24/11, sobre a nova edição do programa, a 11ª, que estreará em janeiro de 2011. E ele adianta que, desta vez, as coisas vão mudar. ‘Esse ano tudo vai ser diferente... Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser’, postou Boninho em seu microblog. Questionado sobre o que estaria liberado no confinamento que não estava em edições anteriores, ele respondeu: ‘Esse ano... liberado! Vai valer tudo, até porrada’. Boninho também comentou sobre as bebidas no reality show: ‘Acabou o ice no BBB... Vai ser power... chega de bebida de criança’, escreveu."



Não terá chegado a hora de o portentoso império Globo de comunicação negociar com o governo italiano a cessão do Coliseu romano para parte das locações, ao menos aquelas em que murros e safanões, sob efeito de álcool ou não, certamente ocorrerão? E como nada compreendo de Heidegger, só me resta dizer que ao longo de toda sua vida madura Heidegger esteve obcecado pela possibilidade de haver um sentido básico do verbo "ser" que estaria por trás de sua variedade de usos. E são recorrentes suas concepções quanto ao que existe, o estudo do que é, do que existe: a questão do Ser (i.e. uma Ontologia) dependente dos filósofos antes de Sócrates, da filosofia de Platão e de Aristóteles e dos Gnósticos.



Quem sabe tivesse assistido uma única noite do BBB – caso o formato da Endemol estivesse em cena antes de 1976 –, o filósofo, por muitos cultuado, não apenas teria uma confirmação segura de que não valia mesmo a pena publicar o segundo volume de sua obra principal, O Ser e o Tempo, como também haveria de reconhecer a inexistência de algo anterior ao ser. Mas, com certeza, se fartaria com a miríade de usos dados ao verbo "ser".



*Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México. Também é dele o blog http://www.cidadaodomundo.org

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

AUGUSTO ROA BASTOS (1917 - 2005)

Por Renato Roschel.

Augusto Roa Bastos nasceu no dia 13 de junho de 1917, em Assunção, no Paraguai. Viveu parte de sua infância na vila rural indígena de Iturbe _a qual aparece em suas obras com o nome de Itapé_, onde seu pai, de temperamento autoritário, comandava uma refinaria de açúcar.

O gosto pela literatura foi incentivado por sua mãe, que o fez ler a Bíblia e as obras de Shakespeare, além de tê-lo iniciado na arte da narração ao contar-lhe lendas paraguaias no idioma guarani.

Já no colégio, seu tio o iniciou na leitura de clássicos espanhóis. Roa publico seu primeiro livro, a coleção de contos "El trueno entre las hojas", durante o exílio em Buenos Aires provocado por um governo militar repressor. Com fortes convicções ideológicas, foi voluntário na Guerra do Chaco, correspondente na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, e acabou obrigado a exilar-se na Argentina e depois na França, onde lecionou literatura Hispano-Americana e Língua e Cultura Guarani na Universidade de Toulouse. Em 1982, teve a sua cidadania paraguaia cassada, mas obteve um ano depois a cidadania espanhola. Com o fim da ditadura de Stroessner em 1989, retornou a Assunção, onde viveu até sua morte. Durante toda sua vida Roa trabalhou com jornalista, correspondente, roteirista de cinema, carteiro, dramaturgo e professor.

Doutor honoris causa por diversas universidade hispano-americanas, européias e norte-americanas, Roa Bastos teve a sua obra traduzida para 25 idiomas. Foi considerado um dos mestres literários do século, recebeu em 1989 o Prêmio Cervantes, o mais importante concedido a escritores de expressão hispânica.

Ele escreveu o melhor livro da literatura paraguaia e um dos melhores da latino-americana: "Eu o Supremo", uma obra que retrata magistralmente a figura de José Gaspar Rodrígues de Francia, um ditador que comandou o Paraguai durante 27 anos.

Para muitos, Francia foi uma espécie de fundador do Paraguai, que desafiou, na sua época, grandes potências como o Japão. Sua política de relações internacionais era baseada na desconfiança e sua idéia de nação buscava criar um país auto-suficiente, comandado apenas por ele e ninguém mais.

Francia não foi apenas objeto para uma obra de Roa. Ele também teve sua figura retratada pelo ensaio "Dr. Francia", escrito em 1844 por Thomas Carlyle, que, no texto, reclama das referências maldosas e incompletas que havia encontrado a respeito do ditador. Aliás, Carlyle afirma que se fazia mais que necessária "some biography of Francia by a native!" (uma biografia de Francia feita por uma nativo).

Roa Bastos, de certa forma, atendeu ao pedido de Carlyle e acabou por produzir uma obra fenomenal.

Exílio

Roa Bastos viveu exilado na Argentina e na França por mais de 40 anos, durante o regime do ditador paraguaio Alfredo Stroessner (1954-1989). Autorizado a visitar o país em três ocasiões durante seu exílio, o escritor foi definitivamente expulso em 1982 e só regressou à sua terra natal após a derrubada do ditador Stroessner que viveu exilado em Brasília até 16 de agosto de 2006 quando morreu.

Stroessner chegou a proibir a venda de "Eu, o Supremo" no país _para o público, o retrato que Roa Bastos fez de Rodríguez de Francia, que governou o Paraguai com mão-de-ferro após a independência do país, em 1811, repetia-se nos desmandos de Stroessner.

O exílio forçado marcou profundamente Roa Bastos. "Mesmo os cães sentem-se mal quando são expulsos de algum lugar. Imagine o que é isso para um homem", disse o autor em entrevista. Sua obra é intimamente ligada à sua terra natal.

Roa Bastos também foi marcado pela guerra entre Paraguai e Bolívia (1932-1935), pelo controle da zona desértica do Chaco, na qual participou como assistente de enfermagem, aos 15 anos. Ao fim do conflito, iniciou sua carreira no jornal paraguaio "El País", onde chegou a chefe de redação e correspondente em Londres, após a Segunda Guerra Mundial.

Paralelamente, ele começou a escrever poemas e publicou em 1941 sua primeira novela, "Fulgencio Miranda". O paraguaio era um leitor apaixonado por autores como Rilke, Cocteau e Faulkner.

Em março de 2005, Roa Bastos foi abandonado e roubado em mais de US$ 26 mil por sua ex-assistente, segundo uma denúncia apresentada na Justiça e divulgada pela imprensa do país.

A denúncia foi feita contra Cesarina Cabañas, mais conhecida como Karina Cabañas, a quem a filha do escritor, Mirta Roa Mascheroni, acusa de "furto agravado por lesão grave, abandono e exposição de pessoa a perigo de vida e integridade física", segundo publicou o jornal Ultima Hora.

A filha de Bastos residente na Venezuela, fez a denúncia em dezembro de 2004, quando foi visitar o pai nas festas de fim de ano, mas só em 2005 o caso tornou-se público. Segundo Mirta, seu pai foi hospitalizado em setembro de 2004 com um problema cardíaco, porque sua vizinha Aurora Mena, telefonou para o sobrinho do escritor Antonio Escalada Roa para informar sobre o estado de saúde do tio e dizer que a assistente que deveria cuidar dele não se encontrava em casa.

Segundo o jornal paraguaio, Roa Bastos foi encontrado pelo sobrinho em seu apartamento "em estado calamitoso e total abandono" e pediu à polícia que recupere os US$ 26,9 que o escritor guardava em uma maleta. Acrescenta que a maleta continha US$ 45 mil que o escritor ganhou por direitos autorais e conferências realizadas em Buenos Aires.

Segundo a denúncia, Karina Cabañas, dopava o escritor para que pudesse deixar a casa e construir outra, com o dinheiro do patrão. O juiz Oscar Delgado expediu um pedido de prisão contra ela.

O escritor e poeta paraguaio Augusto Roa Bastos, um dos principais autores latino-americanos, morreu no dia 26 de abril de 2005, aos 87 anos, em um hospital de Assunção. Roa Bastos faleceu devido a um ataque cardíaco oriundo de complicações da cirurgia a que foi submetido após cair e bater a cabeça em sua casa, quatro dias antes de sua morte.

Bibiografia

"Lucha Hasta el Alba" (1931) *

"El Ruiseñor de la Aurora" (1942) *

"La Inglaterra que Yo Vi" (1946) *

"El Trueno entre las Hojas" (1953) *

"Hijo de Hombre" (1960) *

"El Naranjal Ardiente" (1960) *

"El Baldío" (1966) *

"Madera Quemada" (1967) *

"Los Pies sobre l Agua" (1967)

"Moriencia" (1969) *

"Cuerpo Presente" (1971) *

"Eu o Supremo" (1974) Ed. Paz e Terra

"Los Juegos: 1: Carolina y Gaspar" (1979) *

"Antología Personal" (1980) *

"Contar un Cuento y Otros Relatos" (1984) *

"Carta Abierta a Mi Pueblo" (1986) *

"El Tiranosaurio del Paraguay da Sus Últimas Boqueadas" (1986)

"El Texto Cautivo: El Escritor y Su Obra..." (1990)

"Vigília do Almirante" (1992) ed. Mirabilia

"O Fiscal" (1993) Ed. Alfaguara

"Contravida" (1994) ed. Ediouro

"Madama Sui" (1995) *

"Metamorfosis" (1996) *

"La Tierra Sin Mal" (1998) *

Prêmios
- Concurso Internacional de Novelas Editorial Losada (1959)
- Prêmio de las Letras Memorial de América Latina (1988)
- Prêmio Cervantes (1989)

Fontes:
ROA BASTOS, Augusto. Eu o supremo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977
Folha de S. Paulo
Revista Época
www.estadao.com.br


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