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sábado, 31 de janeiro de 2015

31 de Janeiro na história

1962 - Dia do Brasil com Cuba                  

O Brasil, representado pelo chanceler Santiago Dantas, desafia os norte-americanos e se abstém de votar contra Cuba na Conferência pan-americana de Punta del Este, Uruguai. Mesmo assim a OEA, por imposição dos EUA, expulsa Cuba, até hoje.

1865:
A 13ª emenda da Constituição encerra a escravidão nos EUA.
1918:
Greve de 100 mil em Glasgow, Escócia, evolui para a insurreição. É vencida por tropas e tanques.
1946:
O general Eurico Dutra é o 1º presidente a tomar posse fardado. Fará um governo de implacável repressão, ilegalizando o PCB e intervindo em cerca de 500 sindicatos.
Dutra, por
Augusto
Rodrigues
1989:
Protesto em Maceió contra o favorecimento de usineiros e a demissão de 15 mil funcionários pelo gov. Fernando Collor.
1991:
A ministra Zélia Cardoso baixa o Plano Collor 2: feriado bancário, congelamento de preços, desindexação.
1995:
Empréstimo de emergência dos EUA ao México (US$ 20 bilhões) para contar a crise na América Latina.

Vermelho

Comitiva de Santa Isabel e Loanda esteve reunida com reitor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR pedindo um campus em Loanda

Comitiva de Santa Isabel e Loanda esteve reunida com reitor da UTFPR pedindo um campus em Loanda. Entre os pedidos da comitiva estava a instalação de um campus da UTFPR para atender a demanda da micro região de Loanda.

Comitivas de Loanda e Santa Isabel durante audiência com o reitor da UTFPR em Curitiba 
Durante a última semana, o vereador Caio Pacheco, presidente da Câmara Municipal de Santa Isabel do Ivaí, acompanhado dos vereadores Chiquinho Bezerra e Zé de Mãe, e do prefeito Beto Campos e vice-prefeito Claudenir Zorzi (Tuica), estiveram em Curitiba para participarem de uma audiência com o reitor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Carlos Eduardo Cantarelli. No encontro o deputado federal Zeca Dirceu apresentou as demandas educacionais das cidades de Loanda, Santa Isabel do Ivaí, Marechal Cândido Rondon e Guarapuava. “Uma das prioridades do Zeca, é defender a causa educacional para os jovens”, destacou o vereador Caio Pacheco.

A cidade de Loanda já havia pedido a implantação do campus da UTFPR, pedido reafirmado pela comitiva, todas as demandas foram debatidas durante a audiência e defendidas pelas autoridades do Noroeste e pelo deputado Zeca Dirceu.

O parlamentar salientou ainda que a ampliação do ensino superior no estado é de grande importância e assumiu mais este compromisso com a educação e com os jovens. “A instalação da universidade vem ao encontro das políticas públicas de educação do governo federal, e será uma ótima alternativa para as ações voltadas para o desenvolvimento educacional e profissional dos nossos jovens”, defendeu o deputado.

O prefeito de Santa Isabel do Ivaí, Beto Campos, considerou positiva a reunião. “Tenho certeza que teremos ótimo resultado para dar a população da nossa região. Agradeço o apoio que o deputado Zeca tem dado para que este sonho se torne realidade”.

Loanda também esteve presente na reunião com os vereadores Fábio Henrique, o presidente da Câmara Heber Harboleia e Donizete Ferri. Jorge Guedes, presidente do Sicredi Noroeste e o deputado estadual professor Lemos também acompanharam a reunião.

Rafaela Vicentin – A Bela da Semana


Ah, bendita sois vós mulheres, mulheres cujo a imagem é poesia, cujo o encanto é capaz de seduzir, bendita sois, mulheres, pela supremacia do vosso dom, o dom de nos tocar os sentidos, neste ensejo, bendita sois Rafaela Vicentin, pela honra de serdes mulher e pela formidável condição de bela.

Quanto à sua beleza, é óbvio que palavras são insuficientes, é claro que o que dissermos, ficará aquém da exatidão de sua maravilha, é evidente que em Rafaela estão presentes os predicados que a tornam Deusa e convém que lhe façamos esta homenagem, pois, em virtude de sua inenarrável imagem, nós somos seus súditos.

O pedestal das beldades sente-se honrado ao ser pisado pelos divinos pés de Rafaela, e ela, diante de seus olhos, presencia a numerosa legião dos admiradores de sua formosura. Rafaela é esculpida na sinuosidade impecável do criador, que em seu exímio esmero, fez da mulher a obra mais perfeita da criação.

Apreciar seus detalhes é um deleite, é uma magia, uma viagem capaz de nos trasladar ao mundo dos sonhos, Rafaela é poesia, é estrela de grandeza maior, estrela a guiar nosso instinto, rendemo-nos ao encanto feminino, prostremo-nos diante da rainha que fez menor as deusas gregas.

Ela é ‘Lela’, para aqueles que tem o privilégio de uma estreita amizade, ela é colírio a deleitar os olhos, ela é flor de grande beleza...

Bendita sois vós, Rafaela Vicentin, pela imagem indizível com a qual tornas magnífico o ser humano mulher, bendita sois, por fazerdes com que creiamos na existência divina...

...E a nós seres comuns, fica o regozijo por admirar o quão cheia de graça és tu.

Ela é o adorno natural, que torna melhor qualquer ambiente, ela é destaque, ela é evidência, Rafaela é referência... 

Os bons adjetivos não lhe estão ausentes, Rafaela Vicentin é a Bela da Semana.

*RAFAELA VICENTIN – Paranavaí/PR – Filha de Vera Cristina Vicentin e Darci Zuca (*in memorian) – Rafaela é Graduada em História pela FAFIPA – Pós graduada em Educação Especial, Libras e Gestão Escolar – Rafaela este ano também concluirá sua graduação em Pedagogia. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

30 de Janeiro na história

1629 - Dia do carniceiro de Guaíra          

O português Antônio Raposo Tavares, o mais feroz cabeça de entrada (bandeirante) da colônia, destrói as missões Guarani de Guairá (hoje Guaíra, PR) e escraviza 4 mil indígenas. Entre 1618-1641, esses ataques destroem 32 missões e escravizam 300 mil Guarani.

 
1887:O fazendeiro escravista Barbaças mata um homem pensando que é Carlos de Lacerda, numa conferência abolicionista em Campos, RJ.
  
1933:
Hitler torna-se 1º ministro da Alemanha. Ganha impulso a ofensiva mundial nazi-fascista.
  
1948: 
Um fanático brâmane (a elite privilegiada no regime de castas) assassina em Déli o Mahathma Gandhi, líder da recém-nascida independência da Índia.
Gandhi
  
1968:
A guerrilha vietnamita inicia a Ofensiva do Tet, que toma Hue e várias outras cidades.
  
1972:Domingo Sangrento: polícia inglesa atira em passeata na Irlanda; 14 mortos.
  
1984:Quebra-quebra de trens em São Paulo.

Vermelho

Governos Lula e Dilma transformaram o mercado de trabalho

Dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (29) revelam a evolução do mercado de trabalho brasileiro de 2003 a 2014. O país fechou o ano com a menor taxa média de desemprego da história pelo quinto ano consecutivo, com 4,8% em 2014, sendo que em 2013, o índice médio de desocupação foi de 5,4%.

Tendo como eixo o desenvolvimento social, os governo de Lula e Dilma promoveram resultados extraordinários do emprego e na renda
Quando comparamos esse mesmo índice com a taxa de 2003 - que era de 12,5% - é possível dimensionar o tamanho da evolução garantida ao longo de 12 anos dos governos de Lula e Dilma, com apoio das forças progressistas.

O percentual médio de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado em relação à população ocupada passou de 50,3% (11,6 milhões) em 2013, para 50,8% (11,7 milhões) em 2014. Em 2003 essa proporção era de 39,7% (7,3 milhões). Em 12 anos esse contingente cresceu 59,6% (ou mais 4,4 milhões).

Em dezembro de 2014, havia 11,807 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, apresentando estabilidade no mês e no ano.

A ação estratégica desses governos, tendo como eixo o desenvolvimento social, promoveu resultados extraordinários. O profundo processo de inclusão social, valorização da renda, com o aumento real do salário mínimo (74%) e a geração de mais 20 milhões de empregos promoveram a ascensão em todas as camadas da sociedade, mas principalmente daqueles que ganhavam menos.

Segundo o IBGE, todos os grupamentos de atividade econômica apresentaram ganhos no poder de compra do rendimento do trabalho. Mas os grupamentos com os maiores aumentos percentuais foram aqueles com os menores rendimentos.

A aprovação da Lei das Domésticas, por exemplo, teve impacto direto na renda desses profissionais, sendo o grupamento com maior aumento registrado de 2003 a 2014, com 69,9%. Ainda em relação a 2003, outro destaque foi a construção, composto em sua maioria por pedreiros, com ganho de 58,7%.

Em 2014, o rendimento médio real domiciliar per capita (R$1.425,63) aumentou 2,4% em relação a 2013 e 49,6% comparado a 2003. Esse processo de ascensão social contribuiu para o fortalecimento do mercado interno, estimulou investimentos e gerou mais empregos.

A frase do então presidente Lula, em 2008, de que a crise financeira internacional para o Brasil seria uma marola, já havia se revelado fato naquele período e, agora, os números reforçam a afirmação. A despeito dos pessimistas de plantão, o país manteve o emprego e a renda e, enquanto boa parte do mundo desempregava e reduzia salários e direitos – o que continua a acontecer -, o Brasil registrou a menor taxa de desemprego da sua história.

Estados

Especificamente no ano de 2014, os números também confirmam o que dizia a presidenta Dilma durante toda a campanha eleitoral, a contragostos dos pessimistas e gurus econômicos do sistema financeiro. O país estava enfrentando a crise com emprego e aumento da renda. As cidades com maior redução do desemprego em 2014 foram as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, com 23,4%; São Paulo, com 16,5% e Belo Horizonte, com 12,5%.

O salário médio das pessoas ocupadas também cresceu em 2014, chegando a R$ 2.104, 16. Um aumento de 2,7% em comparação com 2013. Quando comparado com o rendimento médio recebido em 2003, depois de 8 anos de recessão e arrocho do governo FHC, o crescimento chega a 33,1%.

Desafios a vencer

A pesquisa também fez um recorte por gênero e raça, apontando os desafios que ainda temos que vencer. O nível da ocupação da população economicamente ativa alcançou 53,3%, um aumento de 3,2%, comparada a 2003. Entre as mulheres, o nível de ocupação é de 45,4%, ainda inferior aos dos homens, que é de 62,6%.

No entanto, em relação a 2003, o crescimento entre as mulheres foi superior ao dos homens. Já entre os jovens entre 18 e 24 anos aumentou o nível da ocupação, subindo de 53,8% para 57,2% e da população de cor preta ou parda de 48,5% para 53,0%.•.
O desequilíbrio entre os salários pagos a homens e a mulheres diminuiu, mas elas seguem ganham menos. No ano passado, a média salarial das mulheres correspondia a 74,2% do pago aos homens. A proporção era de 73,6% em 2013 e de 70,8% em 2003.

Desigualdade racial

O rendimento médio da população negra no Brasil cresceu 56,3% nos últimos 12 anos, em comparação com a branca, que cresceu 30,4% no período. Mas as distorções também aparecem quando comparados os rendimentos médios entre brancos e negros (pretos e pardos). Em 2014, trabalhadores de cor preta ou parda ganham, em média, 58% do que era pago aos de cor branca, segundo o IBGE. Em 2013, essa diferença era de 57,4%.

Escolaridade aumentou

A faixa da população com 11 anos ou mais de estudo cresceu de 48,5% para 49,9%, nos últimos dois anos. Em 2003, essa fatia era de 34,3%. No mesmo sentido, o número de trabalhadores com esse nível de escolaridade subiu de 46,7% em 2003 para 65,4 % em 2014. A média de empregados que concluíram o ensino superior passou de 13,8%, em 2003, para 21,3% no ano passado.


Catadora encontra R$ 250 mil em cheques e devolve tudo

Catadora de recicláveis devolve a hospital R$ 250 mil em cheques achados no lixo. Ana Maurícia deve ganhar um novo emprego pelo gesto de honestidade

A catadora Ana Maurícia dos Santos Cruz ganha cerca de R$ 200 por semana

A catadora de recicláveis Ana Maurícia dos Santos Cruz encontrou uma agenda e um envelope com cheques nominais no valor de R$ 250 mil endereçados ao Hospital do Câncer de Barretos, no interior paulista. Ela devolveu a agenda e os valores, arrecadados num leilão no estado do Mato Grosso, à instituição. Ana Maurícia dos Santos Cruz ganha R$ 200 por semana separando material reciclável.

Os cheques foram encontrados quando ela chegou em casa, no final da noite. “Levei um susto. Fiquei tão ansiosa para devolver tudo que não consegui dormir. As crianças e os idosos atendidos precisam desse dinheiro”, conta Ana Maurícia. Ela encontrou o montante na sexta-feira, no pátio do hospital, e fez a devolução no sábado. Desde então, seu exemplo virou notícia e alvo de discussões na cidade. Enquanto uns aprovam seu ato, outros criticam. “Mesmo assim, sei que fiz a coisa certa.”

O dinheiro será usado para ajudar a custear o atendimento oncológico prestado para a população. A direção da instituição ficou tão satisfeita com o exemplo de honestidade de Ana que lhe ofereceu um emprego. Fazer a coisa certa vai ajudar a catadora a mudar a própria história. Para melhor.
Vida difícil

Ana Maurícia mora com o filho, de três anos, e os pais em uma casa humilde no bairro Dom Bosco. Após trabalhar como doméstica e babá, entrou em uma empresa do ramo da reciclagem há três meses, em troca de um salário de R$ 800. O pai ganha um salário mínimo. A família de quatro pessoas sobrevive com pouco menos de R$ 1,5 mil líquidos por mês. A situação, lembra a catadora, não é fácil.

Ela sonha em trabalhar em um emprego mais tranquilo, ter a casa própria e reunir condições financeiras para ajudar a família a levar uma vida mais confortável. “A gente vive sem luxo nenhum.” A direção do hospital ficou sensibilizada e promete ajudar Ana a realizar seus desejos, com oferecimento de um emprego na instituição. Ainda não definiu, porém, em qual setor ela será colocada. Pode ser na hotelaria ou nutrição.

Quem são e onde vivem os mais ricos dos mais ricos?


Relatório da entidade Oxfam causou polêmica ao prever que o grupo de 1% das pessoas mais ricas do mundo possuirá, em breve, mais do que o resto da população mundial. A estimativa foi baseada em pesquisa do banco Credit Suisse, que estimou a riqueza total das famílias em todo o mundo em 2014 em US$ 263 trilhões (R$ 678 trilhões).

Isso é riqueza, não renda. É calculado como ativos menos dívida.
Obviamente, bilionários como Bill Gates, Warren Buffett e Mark Zuckerberg fazem parte deste 1%. Mas quem mais? Segundo o Credit Suisse, outras 47 milhões de pessoas – todas com uma riqueza equivalente ou superior a US$ 798 mil (R$ 2,06 milhões).

Isso inclui muitas pessoas em países desenvolvidos que não se consideram ricas, mas que possuem uma casa quitada ou já tenham pago parte significante de suas hipotecas.
Entre elas, estão 18 milhões de pessoas nos Estados Unidos, o país com maior número de integrantes no grupo do 1%.

São 3,5 milhões na França, 2,9 milhões no Reino Unido e 2,8 milhões na Alemanha. A Alemanha tem a maior economia da Europa e a razão por ter menos pessoas ricas, segundo o Credit Suisse, é que tem níveis menores de pessoas com casa própria.

Há dois países asiáticos com mais de 1 milhão de pessoas entre as mais ricas: Japão (4 milhões) e China (1,6 milhão).

E aproximadamente 295 mil brasileiros fariam parte desse grupo seleto, de acordo com o Credit Suisse.
O país com a maior proporção de integrantes em relação à população é a Suíça: um em cada dez – ou 800 mil dos 8 milhões – tem patrimônio superior a US$ 798 mil.

Mas o relatório do Credit Suisse não conta a história inteira, já que não leva em conta o custo para comprar bens em cada país, por exemplo. Meio milhão de libras pode comprar um apartamento de um quarto no centro de Londres, mas em outros países compra uma mansão. O estudo também não leva em conta a renda.

Já para estar entre os 10% mais ricos, é necessário ter US$ 77 mil em ativos (R$ 198 mil). E para figurar na metade de cima dos mais ricos do mundo é preciso US$ 3.650 (R$ 9.408).

BBC

Investigadora continua presa após tentar agredir delegado em Santa Isabel do Ivaí

Está presa na Delegacia de Paranavaí uma investigadora da Polícia Civil acusada de desacato e tentativa de homicídio contra o delegado Juliano de Jesus Tamos, de Santa Isabel do Ivaí.

Foto ilustrativa
A mulher teria ameaçado o delegado com uma arma e também usado uma faca para tentar ferir a vítima. O motivo do desentendimento teria sido o registro de faltas ao trabalho por parte da policial.
De acordo com o delegado-chefe da 8ª Subdivisão Policial (8ªSDP) de Paranavaí, Luiz Carlos Mânica, a corregedoria de Maringá já instalou um procedimento administrativo que poderá terminar em advertência e até mesmo em demissão.

A investigadora já foi afastada de suas funções e também responderá a infração penal no Fórum da Comarca da cidade onde aconteceu o desentendimento.

A acusada não teve o nome divulgado. Ela sacou a arma de uso pessoal e precisou ser contida pelos colegas que estavam na delegacia. Em seguida ela se armou com uma faca e investiu mais de uma vez contra o delegado que conseguiu se esquivar e não se feriu.

A situação só foi contornada depois que uma equipe da Polícia Militar (PM) chegou e a investigadora entregou a faca. O delegado deu voz de prisão e acionou a chefia para relatar os fatos.

Imediatamente a Corregedoria da Polícia Civil de Maringá foi até o local e manteve a prisão da policial que por motivos de segurança foi transferida para Paranavaí.

30 de Janeiro, hoje é o dia da saudade...

"No dia 30 de janeiro se comemora o Dia da Saudade. A palavra vem do latimsolitate, que na tradução literal quer dizer solidão. Mas em nossa língua ela adquiriu um significado bem mais romântico, como nos mostra o Dicionário Aurélio:


Saudade: Substantivo feminino - Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia". (PortoWeb)


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Que saudade me dá

Dos meus tempos de criança...

Segue as brincadeiras de quando eu era menino, através dela quero homenagear a molecada que participaram desta época inesquecível. É pra vocês: Zé Carlos, Chicão e Bigalo, Zico Manco, Manjuba, Guinaldo, Maciel, Cido, Davi, Terezinha, Nilza, Ilson, Béba (in memorian), Paulo, Gil, Eurico, Nativa, Regina, Verônica, Sandra, Sandro, Tuca, Dêma e tantos outros que povoavam a rua Porto Alegre e adjacentes, lá na minha Marilena.








quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

29 de Janeiro na história

1999 - Dia do Real em pânico

Pico da instabilidade do Real, o dólar chega a R$ 2,15. Boataria, corrida aos bancos. O povo descobre que FHC não garante nem a badalada estabilidade monetária.

1895:
José Martí inicia a Guerra de Independência de Cuba.
1905:
Morre o jornalista e abolicionista José do Patrocínio, 52 anos, o popularíssimo Zé do Pato. Enorme massa vai ao enterro no Rio.
Patrocínio em
homenagem
da 
Revista
Ilustrada
1927: 
Combate da Fumaça, MT, o último da invicta Coluna Prestes antes de se internar na Bolívia.
1960:
Eisenhower, pres. dos EUA, visita o Brasil. Recebido com festa por JK e protesto pela UNE.
1975:
O ministro da Justiça, A. Falcão, anuncia a descoberta de gráficas comunistas (SP, RJ).
1979:
O líder chinês Deng Xiaoping visita Washington. Estabelecimento de relações diplomáticas China-EUA.
1985:
O MST realiza seu 1º congresso nacional (até 31/1), em Curitiba, PR.

Vermelho

O erro de português que virou caso de polícia

Um erro de quem escreveu um cartaz para anunciar uma promoção numa loja de eletrodomésticos criou uma grande confusão na cidade de Guarabira, no interior da Paraíba.

Erro de português em anúncio provocou confusão em Guarabira/PB. Caso foi parar na delegacia (reprodução)
No cartaz estava escrito “Oferta imperdível. Chip Vivo. R$ 1 com aparelho”. Ao ler, o professor Aurélio Damião, 38, considerou a proposta irrecusável.

Com R$ 4 no bolso, ele entrou na loja e pediu chips – com os quatro aparelhos celulares correspondentes. Ele havia registrado a oferta com uma foto antes de ir ao trabalho e decidiu fazer a compra no final do expediente.

“Passei na loja e pedi: me veja quatro aparelhos de R$ 1 da promoção”, contou Damião. O atendente da loja “explicou” o anúncio. Na verdade, disseram, o redator queria dizer que os chips da operadora em questão sairiam por R$ 1 no caso da compra de qualquer celular adquirido pelo preço normal de tabela.
O caso só foi resolvido na delegacia

“Eu quis mesmo era dar mais uma lição na loja do que qualquer outra coisa. Estava escrito errado, foi um erro de português. Cheguei e falei que queria comprar quatro celulares e o gerente começou a me destratar, me chamar de maluco. Disse que eu não era louco de pegar um celular de lá. Eu falei que não queria pegar, não ia roubar. Eu estava lá para comprar. Ele se recusou a vender e eu chamei a polícia”, explica Aurélio.

Uma viatura da polícia militar chegou ao local e convidou os dois — o professor e o gerente da loja — até a delegacia. Aurélio alegou que a loja estava fazendo propaganda enganosa e que tinha por direito, como consumidor, a receber o que estava escrito no cartaz.

Na delegacia, as partes chegaram a um acordo. Damião recebeu a doação de um vale de R$ 100 para aquisição de um aparelho. Com chip. “Caso não chegassem a um acordo, teria de se usar a Justiça e as partes resolveram se entender logo”, disse um agente do 4º DP.

Via Pragmatismo Político

Sobre o “nojo” a meninos negros e pobres e a covardia de uma elite vazia

Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde. Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa

(Imagem: Pragmatismo Político)
Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saia da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.

Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.

No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino “invadido“, pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa que criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.

É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que o ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.

Ah, mas os pobres da África a gente gosta

Em 2012, enquanto eu estava em Harvard, recebi a visita de uma orientanda do Brasil. Ela tirava fotos e se exibia no Facebook: “#Orgulho”, “Minha orientadora é pós-doutora por Harvard, e a sua?”. Em uma pausa, ela me perguntou em que escola eu havia estudado para ter chegado a uma universidade da elite internacional. Ela buscava identificação. Eu era um exemplo de uma mulher jovem, branca e “bem sucedida”, exatamente como ela se projetava nos próximos dez anos. Eu, sabendo que ela havia estudado do lado de dentro do muro, respondi que passei a parte mais rica da minha vida, dos 2 aos 17 anos de idade, do outro lado do muro. Ela não postou, mas bem que pensou: “#MinhaOrientadoraÉMarginalzinha…”.

A reação dela era de decepção, vergonha e certa pena de mim. Ela ficou vermelha, desconcertada, sem chão. Engasgou-se e começou a tossir para disfarçar a cor de suas bochechas. Isso tudo porque ela sabia muito bem que tinha passado aproximadamente quinze anos de sua vida chamando pessoas como eu de “tigrada”. Ela se socializou negando a alteridade e, portanto, nunca imaginou que a relação de poder entre os atores dos diferentes lados do mundo se inverteria. Tudo que ela havia aprendido sobre aquele Outro era simplesmente de que se tratava de uma não-persona. O motivo pelo qual o seus vizinhos tinham menos do que ela não cabiam em sua imaginação. Fazendo parte da meritocracia sem mérito, ela simplesmente merecia ter o que tinha.

Ela, então, tinha que desvendar um enigma: como uma pessoa que tinha vindo de um lugar tão ruim podia estar em uma Universidade tão boa? A única maneira de ela se reconciliar com seus próprios preconceitos era me classificar como um daqueles casos excepcionais de superação que aparecem Globo Repórter. Eu respondi que não, que o destino de quem sai de lá tem sido muito variado. Há quem entra para o crime e morre antes dos 18 anos, mas a maioria tem histórias de lutas, perdas, mas, sobretudo, conquistas. Uma pena que ela nunca quis saber dessas histórias e deixou de crescer por meio da alteridade.

Ironicamente, essa aluna estava voltando de um programa voluntário para ajudar uma comunidade miserável de Ruanda. Havia poesia – e alívio cristão – em (arrogantemente) querer salvar a África. Por algum motivo, os pobres e negros do lado de lá do oceano (que não assaltariam a sua caminhonete já adquirida aos 21 anos) eram mais dignos de sua profunda bondade do que os pobres e negros que ela havia ignorado por toda a sua existência.

Eu sempre me pergunto as razões pelas quais esse perfil de elite se comove com a pobreza romantizada, mas nega a solidariedade ao pobre da mesma cidade. Nessas horas, me vem à cabeça o dia em que meus colegas de escola estavam participando de um campeonato de futsal, mas não tinham quadra para treinar.

Marcamos uma reunião com a diretora da escola do lado no intuito de solicitar, em nome de nossa vizinhança, o uso da quadra durante a noite, que ficava inativa. Em um ato de profunda humilhação, fomos “escoltados” até o escritório e recepcionados com as piadas das outras crianças (que não teriam tido coragem de debochar fora da fortificação). Depois de muita resistência, a diretora liberou o uso do ginásio, o que foi vetado uma semana depois em função de uma bola que tinha desaparecido. Apesar de eu ter convicção de que não houve roubo, eu nunca vou poder afirmar isso com 100% de certeza. O que eu posso afirmar para o resto da minha vida é que, desde então, eu sou contra a pena de morte – e de toda a concepção de que bandido bom é bandido morto – justamente porque muitos inocentes terão suas vidas abortadas por causa do preconceito. Quinze jovens tiveram seu sonho de competir interrompido por causa de uma falsa verdade: a de que nós só poderíamos ser ladrões. Consequentemente, “não adianta mesmo querer ser generoso e dar oportunidade para marginal”.

Entender que o pobre do lado tem o mesmo valor do pobre da África é uma tarefa para uma vida toda, pois envolve uma postura política de grandeza reflexiva intelectual e o reconhecimento de nossa responsabilidade sobre o Outro. Reclama-se da ineficiência do Estado brasileiro, mas toda a violência estrutural gerada por este Estado é reproduzida por sujeitos covardes e apáticos que negam, estigmatizam e inviabilizam o Outro.

Faz vinte anos que eu deixei a escola. Em minha última visita, em 2014, as instalações estavam muito mais deterioradas. As goteiras continuam lá. Sem professores em sala de aula, os alunos não podem ir para área de esportes porque o lugar está interditado há seis anos por risco de o teto desabar. Mas o muro da escola do lado continua a crescer.

Desde pequena eu aprendi que a violência é holista. As elites não são vítimas da violência urbana. A agressão sofrida é a mesma que se pratica. O olhar de nojo é também assassino. E os muros ferem mais do que protegem. Será que as pessoas imaginam o quanto podem crescer derrubando muros?

Rosana Pinheiro-Machado, Carta Capital

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

28 de Janeiro na história

1943 - Dia da passeata pela guerra         
                              
Manifestação da UNE, no Rio, pelo ingresso do Brasil na 2ª Guerra. Graças à pressão popular, o Brasil será o único país latino-americano presente no campo de batalha para vencer o nazismo.

Na passeata, cartazes com os  líderes aliados
1808:
Abertura dos portos. Começa o processo de superação do domínio colonial do Brasil, que vai até 1831.
1824:
Ensaio, frustrado, de “pacificação” dos “botocudos” (Aimoré). Desde o s. 16 este povo guerreiro impede a conquista de suas terras no ES, sul da BA e MG.
"Botuocudos"
de Belmonte
1853: 
Nasce José Martí, notável poeta e dirigente revolucionário cubano.
1932:
O militarismo japonês ocupa Xangai.
1942:
O Brasil corta relações com a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini. Cresce a pressão pró-ingresso do país na guerra contra o nazi-fascismo.
1948:
Manifesto de Janeiro de Prestes. O PCB denuncia o caráter ditatorial do governo Dutra.
1979:
Bispos latino-americanos reúnem-se em Puebla, Colômbia. A teologia da libertação perde terreno.
1979:
O aiatolá Khomeini volta a Teerã após 16 anos de exílio em Paris.
1997:
A Câmara aprova (1º turno) a emenda da reeleição, que visa dar novo mandato a FHC. Para as oposições é um golpe branco, viciado pela compra de votos de deputados, nunca apurada.

Vermelho
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