sábado, 25 de março de 2017

LETYCIA MEDEIROS – A BELA DA SEMANA


Um dia a beleza de lendas e mitos se fez real passando a encantar olhos que testificaram a grandeza supra-humana contida na formosura feminina... Um dia a beleza sem igual personificou-se mulher e todo olho que a viu, regozijou-se diante de quem pelo fato natural da existência, possui o dom da sedução...

Num dia de sorte louvável, ela nasceu num espaço geográfico onde pudéssemos contemplar a beleza desmedida que atende pelo nome de Letycia Medeiros... Letycia compõe o seleto grupo das beldades que pela beleza tamanha, torna-se referência quando é preciso conceituar a formosura ideal.

Qual analista da beleza feminina desabonaria a impecabilidade externada em Letycia?
Suas qualidades dispensam nossas descrições, sua imagem equivale a tantas mil palavras que queiram definir seu exato encanto...

Letycia existe para causar admiração naqueles que a vê, isso, por conta de toda beleza que dela provém... Ademais, evidencia-se na flor morena que hora louvamos, a simpatia e a modéstia de quem sabe que é suprema, porém, a humildade que acompanha os que possuem a grandeza de espírito a fez confiar a nós a sua imagem para que a colocássemos  nesta vitrine de belas...

Letycia existe para favorecer olhares, Letycia está para marejar de gratidão nossas retinas sempre dilatadas por um colírio natural de quem tem em sua imagem a beleza capaz de fascinar...

Se um dia nos fosse pedido o conceito da beleza arrebatadora, daquela beleza que nos leva aos devaneios e faz com que esqueçamos nossas agruras, não procuraríamos em fontes longínquas, a beleza inebriante está diante dos nossos olhos, quando temos a graça de fitar Letycia Medeiros.

Quando, pois, nos for solicitado o conceito de beleza feminina, apontaremos para a bela em questão, pois, sua imagem externa as conclusões do que em síntese é a formosura em sua grandeza maior...

Tal formosura pisa hoje o pedestal que erigimos para as Deusas, para que Letycia tenha diante de seus olhos e sob seus pés, um séquito de súditos fatalmente maravilhados por sua beleza inenarrável...

Oriunda de uma estirpe de únicas, Letycia nos confia seu nome e imagem para que sigamos no dever de reverenciar a beleza feminina...

A beleza tem sim em sua composição o retrato de uma mulher, aqui, pois, difundimos tal supremacia... Para os olhos deleitosos existe um toque de classe em nossa página, Letycia Medeiros é a Bela da Semana.

*LETYCIA MEDEIROS SOARES – Nova Londrina/PR – Filha de Josiane Medeiros e José Aparecido A. Soares - Letycia estuda no Colégio Estadual Ary João Dresch, 3° Ano de formação de docentes.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Charge dos nossos dias

Por Renato Aroeira

Fascioculturismo...




COM FIM DA CLT, TEMER DESTRÓI DE VEZ O INSS

A precarização do mercado de trabalho, que será a consequência inevitável da terceirização irrestrita aprovada ontem na Câmara dos Deputados, terá um outro efeito colateral; como os empregadores não contratarão mais seus funcionários pela CLT, mas sim como pessoas jurídicas, ou "empreendedores individuais", as contribuições para o INSS cairão drasticamente, tanto de patrões como de empregados; ou seja, o suposto rombo da Previdência, que Temer diz pretender combater com sua reforma, será ainda maior nos próximos anos, pela falta de contribuições; leia a explicação do jornalista Ronaldo Lenoir


Por Ronaldo Lenoir
No Brasil 247

De acordo com matéria assinada pelo jornalista Raphael Di Cunto no site do jornal Valor Econômico, o projeto de terceirização aprovado pela Câmara não tem dispositivos para impedir a chamada "pejotização", ou seja, a demissão de trabalhadores no regime CLT para contratação como pessoas jurídicas (PJ).

Isso pode detonar de vez a Previdência Social, como explica Laura Carvalho, economista e professora da FEA-USP:

"Sustentar a Previdência passa necessariamente por manter altos níveis de emprego e formalização. A prioridade parece não ser nenhuma das duas coisas.

Aprovaram agora o PL da terceirização: imaginem um mundo de trabalhadores contratados como Empreendedores Individuais, contribuindo apenas 5% sobre o salário mínimo para a Previdência. E o empregador, nada.

Em meio a todo esse debate, um PL que pode reduzir a base de arrecadação do sistema e elevar o tal rombo na Previdência no curto prazo. Interessante".

FIM DA CLT: TERCEIRIZAÇÃO GERAL É APROVADA


Sob a presidência de Rodrigo Maia (DEM-RJ), a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira 22 o projeto de lei que regulamenta a terceirização no Brasil, permitindo que ela seja praticada na atividade-meio e na atividade-fim.

Deputados da base de Michel Temer argumentavam no plenário que o projeto criaria empregos, enquanto os da oposição protestavam, alegando que o projeto retira direitos históricos conquistados pelos trabalhadores.

O texto precariza de vez o mercado de trabalho no Brasil, permitindo que todas as atividades de uma empresa sejam terceirizadas, inclusive a principal. Numa escola, por exemplo, até os professores poderão ser contratados de forma terceirizada.

Com isso, patrões poderão contratar seus funcionários sem garantias como férias, décimo-terceiro, licença-maternidade, abono salarial e outros direitos trabalhistas. O trabalho temporário também foi ampliado de 3 para 9 meses.

Na primeira votação, com 275 votos a 28 e 46 abstenções, foi rejeitado dispositivo do texto do Senado e mantido trecho da redação da Câmara, sobre trabalho temporário, para deixar claro que essa modalidade poderá ser usada nas atividades-fim e nas atividades-meio da empresa.

Na segunda votação, 231 deputados aprovam o texto-base do projeto de lei, contra 188 que votaram "não" e 8 abstenções. O projeto foi apresentado durante o governo FHC e já foi aprovado pelo Senado, portanto segue agora, após as votações dos destaques, apenas para a sanção de Michel Temer.

Para o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, o Congresso aprovou nesta noite a "Lei do Gato".

Leia seu texto:

Quais são as diferenças em relação à terceirização existente hoje?

A primeira: permite a terceirização total da força de trabalho, ao contrário do que ocorre hoje, em que ela é possível nas atividades-meio da empresa – limpeza, vigilância, recepção e escritório, por exemplo –  e permite, em tese, que uma grande empresa não tenha sequer um funcionário próprio, subcontratando empresas locadoras de mão de obra.

A partir de agora, uma fábrica não precisa mais ter empregados próprios, uma grande loja não precisa ter mais vendedores, uma escola não precisará de professores, um hospital não precisará ter médicos, enfermeiros e nem mesmo auxiliares.

Não é preciso ser nenhum gênio para saber que para que isso signifique economia, mesmo pagando o lucro do intermediário, só há duas maneiras. Uma, contratar pessoas que ganham menos – e os terceirizados, segundo o Dieese, ganham em média 30% que os empregados diretos . Outra, reduzir encargos trabalhistas, o que significa, na prática, não recolher ou não pagar os deveres patronais.

O truque, neste projeto, é que a empresa contratante só passa a responder por dívidas trabalhistas se o “gato” que serviu intermediários tiver bens a  penhorar e não tiver “sumido” no mundo.

Mas há pior, porque legaliza dois absurdos.

O primeiro, a contratação indiscriminada como “pessoa jurídica” e, portanto,, sem direito a férias, 13°, FGTS, aviso prévio…

O segundo, o contrário temporário “eterno”. Hoje , o trabalho temporário é limitado a 180 dias, mas passa a ser de nove meses ou, se não houver proibição via convenção coletiva da trabalho, prorrogar-se sem limites. Este empregado não tem direito a aviso prévio, multa do FGTS…

Esta monstruosidade, numa incrível violação da Constituição, se estende também ao serviço público., exceto para o “marajanato” das chamadas “carreiras de Estado”, os bem pagos.

Por último, se aprovada – e deve ser – este regresso ao tempo pré-Vargas, é a consagração do “gato”.

Porque é a ressurreição de um projeto retirado de pauta há 15 anos, oriundo do período FHC, quando a Câmara aprovou outro, menos lesivo aos trabalhadores, há menos de dois anos.

Que é jogado no lixo, na falta de se poder jogar a Lei Áurea.

Não tendo mais como entregar a Reforma da Previdência, Temer correr para entregar o possível.

PS. O Governo acaba de aprovar o projeto, por 232 votos a favor, 188 contrários e oito abstenções. Venceu, mas com sabor de derrota, porque está pelo menos 76  votos de obter número para a Reforma da Previdência.

Via – Brasil 247

quarta-feira, 22 de março de 2017

Charge dos nossos dias

Por Carlos Henrique Latuff


Oposição protocola no Senado pedido de CPI da Previdência Social


Foi protocolado por senadores da oposição, nesta terça-feira (21), na Mesa Diretora do Senado, um requerimento do senador Paulo Paim (PT-RS) para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar desvios na Previdência Social.

O objetivo da CPI será analisar os números da Previdência no Brasil e identificar casos de fraudes e sonegações. “O objetivo é mostrar que há superávit, combater a fraude, a sonegação, combater a corrupção. Vamos ver quem são os 500 maiores devedores e quanto devem”, disse o autor do requerimento após o protocolo.

O requerimento tem 46 assinaturas de senadores – o mínimo necessário para que a comissão seja instalada é 27. No entanto, após a leitura do requerimento ao plenário do Senado, os senadores que apoiaram a criação da CPI terão até a meia-noite para retirar os apoios se desejarem. Não há previsão se a leitura será feita ainda nesta terça ou quarta-feira (22).

Otimista, Paim disse não acreditar que os colegas vão retirar as assinaturas de modo a impedir a criação da CPI. “Estou convicto que essa CPI será instalada no mês de abril”, disse.

Para a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que acompanhou o autor do requerimento, a CPI vai ajudar a provar o argumento da oposição, que é contrário à reforma da Previdência, de que os números que estão sendo apresentados pelo governo não estão corretos.

“A CPI será um instrumento importante para fortalecer a luta contra a proposta da Previdência que aí está e vai permitir passar a limpo esse argumento falacioso do governo de dizer que há rombo, déficit. É a hora da verdade prevalecer”, disse.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse, em oportunidades anteriores, que o governo não trabalhará pela retirada das assinaturas e nem pelo impedimento da instalação da CPI. Na opinião dele, a investigação provará que os números apresentados pelo Ministério da Previdência estão corretos e vai colaborar para a aprovação da reforma.

Fonte: Agência Brasil

"Moro Bola Nossa"


Carta aberta ao meritíssimo juiz Sérgio Moro

Por Geraldo Elísio, repórter

Na Capital das Minas Gerais, tempos passados existiu um juiz de futebol aficionado pelo Clube Atlético Mineiro. De tão apaixonado pelo Galo, certa vez ao definir de quem era a cobrança de um lateral durante um clássico Cruzeiro e Atlético pré-Mineirão, referindo-se a um jogador que segurava a bola ele disse:

- Me dá aqui... A bola é nossa – E passou a redonda às mãos de um jogador atleticano.

A Cidinho, o apelido do juiz foi acrescentado o “Bola Nossa”, Cidinho Bola Nossa virou lenda na história do futebol mineiro. Saiba Vossa Excelência que o Meritíssimo, quando se trata de delitos tucanos está sendo chamado de “Moro Bola Nossa”.

Cidinho Bola Nossa, ao centro, sorteia a moeda
Em futebol a partidarização de um arbitro não é correta, porém quando se trata de um Juiz de Primeira Instância Federal de Vara Civil o foro é outro, bem como as consequências. A atitude do Senhor Juiz que mais pareceu a de um “bandeirinha” em alto estilo no Maracanã contra o blogueiro Eduardo Guimarães, fundador do site Blog da Cidadania, ordenando a prisão coercitiva dele para tentar saber quais são as fontes do colega militante nas redes sociais é um tapa no rosto da democracia, da liberdade de imprensa e de expressão.

Um juiz que desconhece um princípio tão elementar do sigilo da fonte, garantido pela Constituição, deveria imediatamente ser rebaixado à condição de gandula. Por isso o jornalista e publicitário Marco Aurélio Carone, Geraldo Elísio Machado Lopes e eu, estamos aqui a protestar de público e nos solidarizando com o Eduardo Guimarães.

Foi ridículo e pífio o argumento de que ele não é jornalista, portanto não sendo protegido pela Constituição. E a liberdade de expressão onde fica? Em sua filosofia empírica o povo diz: “Diz-me com quem andas que direi quem tu és!” Além do mais nesta república de bananas onde vivemos o diploma de jornalismo foi jogado no lixo pelo Judiciário e inexistem Leis claras regulamentando a matéria.

O jornalista e publicitário Marcos Aurelio Carone foi preso sem nenhuma culpa formada e assim passou nove meses na prisão, os três últimos meses em cela de isolamento total, somente sendo libertado depois das eleições vencidas pela presidente legitima Dilma Rousseff. Tudo a mando deste pivete de rosto tarjado que anda dando sopa aí pelas redes sociais, o seu amigo Aécio Neves e a irmã dele, Andrea Neves. Dize-me com quem andas...

Da mesma forma como com uma ordem judicial eu tive a minha residência invadida, meus equipamentos eletrônicos apreendidos e até hoje não devolvidos, tudo porque o “Mineirinho” e “Dedéia Mãos de Tesoura” queriam saber quais eram as nossas fontes, que nunca dissemos quais.

Para nossa alegria vimos todas as verdades que dizíamos estampadas em jornais do mundo inteiro e tramitando em processos na PGR, no Supremo Tribunal Federal – STF – e aí na Vara de Guantánamo, em Curitiba. Sei que é bem provável que Vossa Excelência não vá gostar do meu texto, mas do alto dos meus 75 anos tenho 56 da prática de jornalismo investigativo, nunca fui acusado de favorecer o Banestado e nem trabalhar com e em função de interesses estrangeiros, além de ter um Prêmio Esso Regional de Jornalismo denunciando torturas praticadas contra um operário em 1977, quando ainda vigia o temível AI-5.

Mas ditadura é ditadura e todos os argumentos, por mais sérios e lógicos que possam ser podem cair por terra. Pouco antes de redigir ouvi a musa da Jovem Guarda, Wanderleia, cantar uma música em que em determinado momento ela diz: (...) Senhor juiz / pare agora (...). Acredito ser um boa sugestão de quem como eu, não tendo partido político por ser um anarquista filosófico (contraditório é verdade por ser um nacionalista), não querer ver o Senhor togado ao julgar casos similares escorregar na grama e dizer para os petistas: “Por favor, a bola é nossa..."

Via - Carcará

Especial Palestina: O drama das crianças presas pelo governo israelense

Em primeira reportagem de série sobre violações aos direitos humanos na Palestina, Ponte entrevista menina de 14 anos que passou 4 meses numa prisão em Israel.

Polícia israelense prende menino de 11 anos acusado de atirar pedras em Jerusalém Oriental | Foto: Majd Gaith/Human Rights Watch.

Por *Dani Ferreira
No Ponte

"Eu estava andando para a escola quando um carro da segurança do assentamento tentou me atropelar. Eu desmaiei. Quando acordei, havia uma faca do meu lado e eu estava cercada de pessoas perguntando porque eu tinha uma faca. Fizeram de um jeito que era para parecer que eu tinha uma faca. Eu estava algemada no chão e eles me chutavam e gritavam comigo o tempo todo. Eu falei para eles que eu não tinha uma faca."*

A menina K. tinha 14 anos quando isso aconteceu em uma manhã de dezembro de 2015. A criança foi detida e oito dias depois a corte militar israelense a condenou a 4 meses de prisão e pagamento de 5 mil shekels (cerca de R$ 4.300). Em 2015 houve um aumento no número de crianças palestinas presas após a onda de violência iniciada em outubro. Segundo a ONG Adameer, 156 menores foram presos em 2014 e outros 470 só em 2015; 2016 terminou com 400 menores palestinos presos por autoridades israelenses, meninos em sua maioria.

Levantamento de outra instituição, a ONG Defense For Children International – Palestina (DCI – Defesa de Crianças Internacional, em tradução livre) mostra que 2016 foi o ano com mais mortes de crianças palestinas por forças israelenses da última década: 32 mortos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Os palestinos que vivem na Cisjordânia estão sob as leis militares israelenses desde 1967, quando o território foi ocupado na Guerra dos Seis Dias. Já os colonos que moram em assentamentos estão sujeitos ao sistema legal civil de Israel. As leis militares aplicadas na Cisjordânia permitem que uma criança a partir de 12 anos seja presa. Dos 12 aos 13 anos, palestinos estão sujeitos a uma pena máxima de 6 meses; dos 14 aos 15, são potenciais 12 meses na prisão, com a exceção de crimes com sentença de 5 anos ou mais. Em 2011, o comando militar israelense aumentou a maioridade em seu sistema dos 16 para os 18 anos. Entretanto, palestinos na faixa de idade de 16 a 17 ainda são sujeitos às mesmas sentenças que adultos.

Segundo a ordem militar 1651, atirar “objeto, incluindo uma pedra” em uma pessoa, propriedade ou veículo, com a intenção de causar danos, pode levar a uma sentença de até 10 ou 20 anos de prisão. A razão mais comum para a prisão de crianças é justamente a acusação de atirar pedras em alvos militares ou assentamentos.

Naquela manhã, K. diz que foi retirada do chão por um segurança que, ao colocá-la no carro, bateu sua cabeça fortemente contra o veículo. “Ele estava falando muitos palavrões e coisas muito feias em árabe. Eu fiquei muito nervosa e respondi para ele”, conta a menina, em entrevista realizada pela Ponte em novembro do ano passado. Ela foi levada para outra estrada, dentro do assentamento, onde foi colocada no chão novamente e interrogada por cerca de 30 minutos.

Depois, soldados vendaram a criança e a colocaram em um jipe, em direção a alguma instalação militar, onde ela foi interrogada durante horas por dois homens que gritavam e a ameaçavam, dizendo que iriam demolir sua casa. Continuavam repetindo que K. tinha uma faca e que ela deveria confessar. “Eles me pressionaram muito, então eu falei que tinha uma faca. Eles me fizeram assinar uns papéis em hebraico”.

Segundo a ONG DCI – Palestina, a cada quatro crianças presas, três sofrem algum tipo de violência física durante a prisão, transporte ou dentro de bases militares. Além disso, segundo relatório da instituição, frequentemente a confissão dos supostos crimes é obtida de forma coercitiva e essa geralmente é a evidência utilizada.

Já era o final da tarde quando militares mediram a altura e o peso de K., que foi vendada novamente. Sem comida ou água, ela lembra que acordou apenas no dia seguinte, quando foi transportada para outro local.

Me colocaram dentro de um veículo, num lugar que parecia um caixão, do tamanho do meu corpo. Me deixaram lá no escuro. De tarde, comecei a gritar porque queria ir no banheiro, mas não me ouviram. Por volta das 18h me deixaram ir ao banheiro. Não trouxeram comida para mim e minha família ainda não sabia de nada. Eu estava no Kishon [centro de interrogação entre as cidades de Haifa e Nazaré, também conhecido pelos palestinos como Al-Jalameh].

Israel é signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança, que estabelece que nenhuma criança será “submetida a tortura ou a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes”, além de afirmar que a detenção ou prisão de uma criança “serão utilizadas unicamente como medida de último recurso e terão a duração mais breve possível”.

Em 2013, o UNICEF publicou um relatório chamado “Crianças em detenção militar israelense: observações e recomendações“, com 38 orientações às autoridades em relação às violações perpetradas. Concluiu-se que “os maus-tratos de crianças palestinas no sistema de detenção militar israelense é generalizado, sistemático e institucionalizado”. Em 2015, o UNICEF lançou boletim atualizando o documento, afirmando que houve avanços, mas reforçando a necessidade de melhorias.

“A pior parte era o caixão”

A Ponte entrou em contato com a embaixada de Israel no Brasil sobre os dados da DCI e do Unicef e recebeu um comunicado do vice-cônsul geral em São Paulo, Fares Saeb. O documento afirma que “Israel, o governo e as forças de segurança estão tomando todas as medidas para prevenir vítimas civis e desarmadas”. O vice-cônsul citou ataques com facas realizados por crianças como “resultado de décadas de incitamento do sistema educacional palestino, incluindo escolas administradas pela UNRWA” [Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, estabelecida em 1949].

O comunicado também menciona ações humanitárias de Israel e de entidades israelenses, e cita ações do Hamas na Faixa de Gaza. “Queremos ver crianças estudando e brincando em escolas e parques, não se escondendo dos foguetes do Hamas e sendo treinados em campos de verão militares desta organização terrorista”, afirma a nota do vice-cônsul (veja a íntegra abaixo). Os questionamentos sobre violações cometidas por Israel na Cisjordânia, entretanto, não foram respondidos.

Após o relatório de 2013 do Unicef, o conselheiro legal das Forças Armadas de Israel enviou carta a todos os comandantes de unidades reforçando os procedimentos existentes, entre os quais: vendas devem ser utilizadas somente quando necessário por questões de segurança; a família deve ser notificada imediatamente da prisão, e a criança deve ser transferida para as autoridades competentes.

A mãe de K. ficou sabendo do que ocorreu com a filha pela internet, algumas horas depois da detenção. A garota viu sua família apenas no terceiro dia, por cinco minutos, durante audiência na corte militar Salem, próxima à cidade palestina de Jenin. Durante os oito dias em que esperou sua sentença, K. foi transportada para audiências três vezes. Ela diz que ela e outras crianças tinham que gritar toda vez que queriam água e que não era possível comer as refeições servidas, pois a comida estava estragada.

A viagem entre o centro de detenção Kishon e a corte Salem dura cerca de uma hora e meia, em condições normais. Quando teve de fazer o trajeto, entretanto, K. demorou o dia todo, pois o veículo parava na estrada frequentemente. As condições de transporte dos presos palestinos são um aspecto adicional das violações às quais eles são submetidos. O veículo descrito por K. tinha divisões dentro dele que variam em número conforme o tamanho do caminhão. A pessoa viaja como se estivesse em um caixão, mas sentada.

A pior parte era ser colocada naquele “caixão” toda vez que ia para a corte. Era um lugar muito apertado, cabem apenas duas pessoas. Dava para ver alguma luz pela porta. Um dia, colocaram um cachorro dentro do veículo. Ele estava latindo e ficamos muito assustadas. Quando viram que estávamos chorando, levaram o cachorro embora.

A transferência de presos de um território ocupado é proibida pela 4ª Convenção de Genebra, conjunto de normas para a proteção da população civil em tempos de conflitos armados, da qual Israel também é signatário. Além de violar o direito internacional, tal deslocamento de detentos dificulta a visita dos familiares, que precisam requisitar autorização para entrar em Israel, onde a maioria das prisões estão.

Por “questão de segurança” as autoridades israelenses não permitiram que os pais de K. a visitassem na prisão Hasharon, para onde foi transferida. Durante o tempo em que ficou lá, a menina recebia apenas a visita da irmã mais velha a cada duas semanas. “Foi muito triste. Eu só pensava no momento em que a veria de novo. A pior coisa era quando a irmã ia visitá-la e eu não podia. Fui até o checkpoint três vezes, mas eles negavam a minha entrada”, diz a mãe de K.

A garota conta que havia 30 detentas em Hasharon na época e 12 eram menores de idade. Lina, palestina de cerca de 40 anos que está presa há 15, cozinhava e cuidava delas. K. diz que ainda mantém contato com algumas das meninas que cumpriram sentença com ela. “Nós nos apoiávamos muito. Eu pensava muito na minha família, nos meus irmãos, no que eles estavam fazendo”, conta.

A rotina na prisão consistia de orações e estudo de árabe de manhã até 14h, quando almoçavam a refeição preparada por Lina. De tarde, arrumavam os quartos e podiam brincar. Às 18h, militares faziam a contagem e checavam as paredes dos quartos com martelos, procurando por buracos ou túneis. Às 22h, todas se recolhiam.

A menina foi liberada em abril de 2016. Cumpriu “4 meses menos um dia” de sentença, pois foi liberada um dia antes – sem avisar sua família, as autoridades simplesmente a deixaram no checkpoint Jabara, no norte da Cisjordânia. Ela pediu ajuda a dois desconhecidos, que ligaram para seus pais irem buscá-la.

A mãe de K. resume a prisão da filha da seguinte forma: “Eu e o pai dela sabíamos que ela é uma menina forte. Isso apenas a tornou mais forte ainda. ” Sobre sua vida agora, K. fala com uma firmeza assombrosa, demonstrando a resiliência de quem vive em um lugar onde as violações de direitos são regra. “Está normal, voltei para a mesma escola e minha vida está de volta ao normal”, diz. “Nada mudou. Foi um período, já acabou”.

Leia a nota assinada pelo vice-cônsul geral em São Paulo, Fares Saeb

Israel, o governo e as forças de segurança estão tomando todas as medidas para prevenir vítimas civis e desarmadas.

No último ciclo de violência e atentados palestinos em 2016, jovens de até 12 anos de idade realizaram ataques com facas contra civis e forças de seguranças israelenses. Este é o resultado de décadas de incitamento do sistema educacional palestino, incluindo escolas administradas pela UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente), que glorifica ações violentas e terroristas contra os israelenses, encorajando-os a “agir” para se tornarem “heróis”.

Um triste exemplo é o ataque terrorista de Hasan Manasra, de 15 anos de idade, e Ahmad Manasra, de 13 anos de idade, que esfaquearam um garoto israelense de 13 anos, que ficou gravemente ferido. Logo depois, perseguiram, com facas nas mãos, outro israelense. Hasan foi baleado e parado por um oficial de segurança que estava no local.

Essas crianças deveriam estar na escola, mas a incitação da autoridade palestina e do HAMAS é responsável pelas vítimas de ambos os lados (vídeo do ataque: http://news.walla.co.il/item/2897851).

Infelizmente, testemunhamos muitos ataques e tentativas como essa em 2015 e 2016.

Agências governamentais e ONGs israelenses estão atuando em todo o mundo para ajudar e resgatar pessoas em zonas de desastre, zonas de conflito e refugiados, em lugares como África, Europa, Ásia e Oriente Médio, inclusive ajudando palestinos e crianças palestinas em necessidade.

A ONG “Save a child heart” (SACH) conseguiu ajudar mais de 4000 crianças com problemas cardíacos a receber tratamento e cirurgias em hospitais israelenses, incluindo crianças palestinas. Nosso ministro do Interior autorizou a absorção de crianças órfãs sírias, sobreviventes da guerra síria, em Israel.

Queremos ver crianças estudando e brincando em escolas e parques, não se escondendo dos foguetes do HAMAS e sendo treinados em campos de verão militares desta organização terrorista. Gostaríamos de ver Gaza construindo escolas, hospitais e criando infraestrutura, não túneis de terror e mísseis. Queremos que os ataques terroristas parem, pois, assim, não será necessário nenhum posto de controle em qualquer lugar. Desejamos que a Autoridade Palestina volte para a mesa de negociações, negociações diretas, para alcançar a paz que todos nós precisamos para o futuro dos nossos filhos.

Seguem alguns anexos:

Save a child heart
http://www.saveachildsheart.com/

Graduação palestina do jardim de infância
https://www.facebook.com/NYPost/videos/10157719122870206/

Acampamento de verão para jovens do HAMAS
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/gaza/11789734/Young-Palestinians-graduate-from-Hamas-summer-camp-in-pictures.html

Ataques terroristas contra israelenses
http://mfa.gov.il/MFA/ForeignPolicy/Terrorism/Palestinian/Pages/Wave-of-terror-October-2015.aspx

(*) A repórter Dani Ferreira viajou à Palestina como participante do Paepi (Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e em Israel).

Via - Jornal GGN

terça-feira, 21 de março de 2017

Professores da rede estadual do Paraná decidem suspender a greve


Os professores da rede estadual de ensino no Paraná decidiram encerrar a greve iniciada na quarta-feira (15), quando vários setores pararam as atividades no Dia Nacional de Paralisação, uma mobilização contra a reforma trabalhista e da Previdência proposta pelo governo federal.

A categoria optou pelo fim da greve durante uma assembleia realizada na manhã deste sábado (18), em Curitiba. Cerca de 1.500 professores participam.

A partir de segunda (20), as aulas voltarão ao normal nas escolas estaduais.

No terceiro dia de paralisação, 10% das escolas estavam fechadas. Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seed), 30% dos colégios funcionaram parcialmente e 60% ficaram abertos, trabalhando normalmente.

Os professores iniciaram a greve porque queriam que o Governo do Paraná voltasse atrás em relação às mudanças no sistema da hora-atividade, que tem sido alvo de polêmica na categoria.

Na quarta-feira, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, confirmou que o governo estadual iria descontar os dias parados dos servidores públicos.

Fonte: Globo.com

NOVA LONDRINA - Entrega de bolsas de estudos aos novos universitários nova-londrinenses

A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com Cespri e Fatecie, fez a entrega de bolsas de estudos aos novos universitários nova-londrinenses.

Na foto os universitários com o prefeito Vico e o secretário professor Roberto.
A oportunidade foi celebrada em parceria com a prefeitura de Nova Londrina e Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (Amunpar). Na ocasião da apresentação dos novos universitários, estiveram presentes o prefeito Otávio Henrique Grendene Bono (Vico) e o secretário de Educação, Roberto Mitsuru Tsunokawa.

Via - Diário do Noroeste

DIAMANTE DO NORTE - 23° Salão de Turismo do Paraná

O prefeito Daniel Domingos esteve participando do 23° Salão de Turismo do Paraná, realizado em Curitiba.


Durante o evento aconteceu a palestra de capacitação para o desenvolvimento do turismo regional sustentável com o presidente da Paraná Turismo, professor Jacó Gimenes e a presidenta da Retur, Wanda Piller, ambos representando a região do Corredor do Encontro das Águas.

Via - Diário do Nortoeste

segunda-feira, 20 de março de 2017

Charge dos nossos dias

Por Dalcio Machado


Os presos da "lava jato", os índios, o voyeurismo e a atriz global


Por Lenio Luiz Streck

Subtese: “Voyerar” presos é o mesmo que fazer selfie em velório.


O colunista Mauricio Lima (revista Veja) conta — notícia não desmentida — que os atores Bruce Gomlevsky e Flávia Alessandra, que representam os delegados Marcio e Erika no filme sobre a "lava jato", foram a Curitiba para filmar nas dependências da Polícia Federal. Feitas as tomadas — o local fora fechado para isso — o grupo da filmagem teve a “jenial” ideia de olhar alguns presos da "lava jato". Foram levados pelos carcereiros a visitar as celas de Eduardo Cunha, Palocci etc., mas a maior atração querida pelos atores e membros da equipe de filmagem era Marcelo Odebrecht. Este, segundo a matéria, escondeu-se para não ser visto (ou filmado). Depois de alguns minutos, a atriz, à socapa e à sorrelfa (socapa e sorrelfa são por minha conta) conseguiu ver o troféu.

Incrível. Quer dizer, crível, porque em Pindorama tudo é possível. Os franceses faziam isso com nossos índios, certo? Os carcereiros da Polícia Federal, violando a privacidade dos presos, permitiram que os membros da equipe de filmagem vissem os “enjaulados”? Qual é o limite da humilhação? Vale tudo pela fama? Vale tudo para “mergulhar” no personagem?

No Rio de Janeiro, rasparam a cabeça de Eike Batista. Explicação da juíza: só raspamos as cabeças de presos homens porque as mulheres são mais asseadas (está escrito em uma decisão proposta pela Defensoria). E o que dizer dos episódios de Cabral e Garotinho?

E o que dizer, também, do tratamento dado aos presos “comuns”, não famosos? Humilhação cotidiana nas masmorras medievais (a expressão é do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal). Vida nua, diz Agambem. Simbolicamente o “papel” desempenhado pela atriz representa o olhar da sociedade sobre os presos. A sociedade observa como experimento. Um zoo (des)humano. Um misto de exotismo e vingança. E as conduções coercitivas? Cultura do espetáculo.

O que está acontecendo com o país? Autoridades cada vez mais truculentas e autoritárias. Em um estado da federação, desembargador mandou prender um policial que perturbara seu filho (o filho do desembargador). No Rio de Janeiro, agente que, cumprindo seu dever, exigiu documentos de magistrado, foi condenada por dizer que “juiz não é Deus”, em resposta a uma atitude própria daquilo que Faoro tão bem chamou de “sociedade estamental”. Em São Paulo, advogado foi algemado por “entrar no elevador errado” no Tribunal Regional do Trabalho. No Rio de Janeiro, juíza concede mandado de busca e apreensão coletivo em favela.

Todos os dias advogados e partes testemunham coisas tipo-estamentais. Já escrevi aqui que advogar virou exercício de humilhação cotidiana. No plano do imaginário social, tudo isso está interligado. No fundo, “os carcereiros” de Curitiba se sentem “proprietários” dos presos. Assim como os atores da Globo pensam que podem fazer voyeurismo dos detentos. Uns pensam que podem exibi-los; outros, que podem “espiá-los” (vejam a ambiguidade do “espiar”). Como se estivessem à venda. Como no século XIX, Flávia Alessandra queria examinar os dentes do preso, para ver se podia comprá-lo e, quem sabe, chicoteá-lo. Afinal, “somos” os outros — olhamos de fora. Não somos parte disso. Eis o paradoxo: pior é que somos...

Consciente ou inconscientemente, é disso que se trata. Construímos esse imaginário, no interior do qual “cada um tem de saber o seu lugar”, porque alguns “eleitos” determinam as condições de ocupação desse lócus. Não é de admirar que continuamos com elevadores privativos, elevadores sociais e de serviço, estacionamentos privativíssimos, verbas especiais para tudo que é tipo de cargos. Como um dia disse a filósofa contemporânea Carolina Ferraz, justificando a separação entre elevadores sociais e de serviço, “as coisas estão muito misturadas, confusas, na sociedade moderna; algumas coisas, da tradição, devem ser preservadas”. Bingo. E que tradição, não? Ou o que disse a “promoter” Daniela Diniz: cada um deve ter o seu espaço; não é uma questão de discriminação, mas de respeito”. Como se aprende coisas com essa gente, não? É quase como olhar a GloboNews, com os filósofos Birnbaum, Kabina, Ontaime and Wolff. Nota: Promoter, até pela pronúncia (diz-se “promôôuuter), deve ser algo chique. Fazem festas para a burguesia cheirosa de Pindorama, que só usa perfumes oxítonos.

Sigo. A propósito, conto um episódio que ouvi no Rio de Janeiro há mais de 20 anos. Uma senhora, negra, fora impedida, pelo síndico, de usar o elevador social do prédio, porque empregada doméstica. Seu patrão entrou em juízo contra isso. E foi vencedor. A empregada ganhou uma espécie de “salvo conduto” para usar o elevador social. Dia seguinte à vitória, a senhora, com uma sacola das Casas da Banha a tiracolo, “embarcou” no elevador de serviço, ao que foi inquirida pelo seu patrão acerca do fato. Afinal, ganhara “permissão” para usar o elevador social. Ela respondeu: “— Doutor, eu sei o meu lugar”. Pronto. No fundo, é isso que as elites brasileiras, forjadas no patrimonialismo, conseguiram fazer. Na primeira metade do século XVI, Ettienne de La Bottie já escrevia o seu Discurso sobre a servidão voluntária. Ali ele já tentava explicar, antes da própria modernidade e dos direitos e garantias de igualdade que só surgiram séculos depois, as razões do “eu sei o meu lugar”.

Por isso não surpreende que tanta gente, aqui mesmo na ConJur, tenha dado razão ao juiz que disse que o advogado deveria prestar concurso para juiz, como se a profissão de advogado fosse inferior à profissão de magistrado (consciente ou inconscientemente, é isso que está por trás do discurso). Não surpreende que tanta gente tenha justificado a ação dos guardas que algemaram o advogado no TRT-2. Não surpreende que, atualmente, parcela considerável dos advogados consiga entrar no fórum mesmo quando as portas estão trancadas: sem espinha dorsal, passam por debaixo da porta. Mas, no fundo, não os culpo. Seu imaginário foi forjado desse modo. Sabem “o seu lugar”.

Não surpreende, portanto, a atitude da atriz global e dos carcereiros da polícia. Não que os carcereiros (não sei se tinha delegado na comitiva) e a própria atriz sejam elites no sentido estrito ou até que tenham consciência do que fizeram. Ocorre que, no plano do imaginário, é exatamente a incorporação desse corpus de representações que faz com que pensemos “como se fossemos”. Não esqueçamos que, com a ideologia, as coisas se invertem: por vezes quem tem mais medo da reforma agrária é quem só tem terra debaixo da unha, se me entendem a crítica à alienação (que é quando “alieno-a-minha-ação”; por isso, uma pessoa alienada “ali-é-nada”, com a permissão de minha LEER) e pedindo perdão pelo estagiário não levantar placa alguma.

E, afinal, não esqueçamos também que todos moram(os) em Pindorama. Que, como disse Millôr, tem como futuro um imenso passado pela frente.

Via - Carcará

sábado, 18 de março de 2017

Charge dos nossos dias

Dos semideuses da realidade paralela.

Por Quinho Cartum



Ação da PF contra setor de carnes ocorre após Brasil conquistar mercado nos EUA


A Polícia Federal admitiu que investiga o pagamento de propina por empresas brasileiras que produzem carne há cerca de dois anos, mas só deflagrou a "maior operação" de sua história no momento em que o Brasil vinha abrindo mercado no plano internacional. Em julho do ano passado, por exemplo, o País acertou com os Estados Unidos a venda de carne bovina in natura, encerrando uma negociação que se arrastava há 18 anos.

Reportagem de O Globo, publicada na tarde desta sexta (17), aponta que a operação Carne Fraca, contudo, pode derrubar as exportações brasileiras, pois as denúncias já são vistas por especialistas como uma ameaça a mais esta área da economia nacional. A Lava Jato, que hoje completa três anos, teve impactos negativos sobre a indústria de construção, ao implicar as maiores empreiteiras do País, inclusive no exterior.

Em 2016, 7,2% de tudo o que o Brasil exportou vieram especificamente do setor alvo da PF, rendendo 11,6 bilhões de dólares, se somadas as vendas de carne bovina e de frango (Brasil ocupa 1º lugar no ranking de exportadores, seguido pelos EUA) e de suínos (4º lugar).
Segundo o Globo, "as irregularidades na produção de carnes de gigantes do setor encontradas pela Polícia Federal afetam a imagem do Brasil no exterior e podem levar à criação de barreiras fitossanitárias."

A operação Carne Fraca alega que fiscais do Ministério da Agricultura receberam propina para reduzir a fiscalização sobre o comércio de carnes deterioradas. Marcas gerenciadas pela JBS e BRF, como Sadia, Perdigão e Seara, estão envolvidas.

Embora a PF alegue que as irregularidades são pontuais, "o dano à imagem do país já foi feito, o que pode levar tanto ao endurecimento das exigências para a importação de carne como suspensão temporária da compra do produto brasileiro".

"Não será surpresa se algum país suspender as importações de carne brasileira. As empresas terão de adotar uma política de esclarecimento e serem bastante agressivas comercialmente", disse José Augusto de Castro, presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil.

Via – Jornal GGN

Os Despossuídos, obra inédita de Marx chega ao Brasil

Em abril chega ao Brasil o terceiro volume da obra O Capital de Marx, intitulada Os Despossuídos: debates sobre a lei referente ao furto de madeira. A obra integra a programação editorial de 2017 da Boitempo que, segundo a editora, “já começa com pé o esquerdo”.


Os Despossuídos documenta a resposta intelectual de Marx a uma das primeiras experiências políticas decisivas de sua trajetória. Nas palavras dele, o conflito econômico e legal na situação da coleta de madeira realizada pelos pobres da província do Reno forneceu a ocasião, “pela primeira vez, de tratar de questões materiais”. Imbuído da noção de que o primeiro roubo se dá com a primeira apropriação privada, Marx, à época um jovem de 24 anos, recém-doutorado em filosofia na Universidade de Jena, começa a articular aqui de forma embrionária expressões como ‘valor’ e ‘mais-valor’, assim como o problema da transformação da natureza, da vida e do trabalho em mercadorias.

A obra vem acrescida de um longo prefácio de autoria de Daniel Bensaid que contextualiza os artigos de Marx historicamente e no interior da obra marxiana como um todo, além de atualizar as questões apresentadas nos textos traçando um paralelo forte com os impasses políticos do presente diante das privatizações e da globalização capitalista nos dias de hoje. Trata-se do 21º título da coleção Marx Engels, da Boitempo, que desde 1995 traz, em traduções diretas do idioma original, os trabalhos mais importantes dos filósofos alemães. Traduzido por Nélio Schneider, o texto de Karl Marx tem como base a edição de 1982 da MEGA-2. A tradução dos textos em francês, de Daniel Bensaïd, ficou a cargo de Mariana Echalar. A ilustração de capa é de Gilberto Maringoni.

Confira, abaixo, o texto de orelha escrito por Ricardo Prestes Pazello

A relação entre Marx e o direito é das mais controversas, no entanto é biograficamente constitutiva do pensamento do revolucionário alemão. Em Os despossuídos: debates sobre a lei referente ao furto de madeira, de 1842, Marx se encontra pela primeira vez, como ele mesmo diz, com os “interesses materiais”. Apesar de sua crítica à economia política ainda não ter sido construída, já aparecem, de forma embrionária, expressões como “valor” e “mais-valor”, assim como o problema da mercadorização da natureza, da vida e do trabalho.

Como se pode ver, a crítica à economia política nasce com a crítica ao direito e suas expressões – no caso, legais – e, mesmo não sendo a primeira vez que Marx escreve sobre o assunto, até porque foi estudante de direito, a série de textos que o leitor de língua portuguesa tem agora à disposição ganha importância à parte, por se tratar de debate jurídico atinente à questão da propriedade fundiária da terra.

Os artigos, que custaram a livre circulação da Gazeta Renana, da qual Marx foi redator, tematizam problemática tão importante quanto efêmera diante da avassaladora sanha do capital, qual seja, a do direito consuetudinário dos pobres, que no fundo era um não direito. Neles, Marx mostra como tal concepção se contrapunha às legislações do autointeresse e à jurisdição patrimonial da sociedade, que davam vida e direitos às madeiras para, assim, proteger os interesses de seus proprietários. Surge daí um verdadeiro direito do interesse pessoal, que abala de morte as possibilidades emancipatórias do direito, do Estado e da razão modernos.

Ao contrário, portanto, do que se costuma repetir, Marx aqui não é um mero racionalista, estatista e jusnaturalista, pois suas posturas, ao mesmo tempo que partem da razão, do Estado e do direito natural burgueses, também os ironizam; por outro lado, aqui ele esboçou um descolamento entre um uso estratégico e um uso tático do direito (consuetudinário dos pobres), lançando mão nitidamente de critérios sociais para sua reflexão, assumindo o lado dos pobres, daquela que ele chama ambiguamente de classe elementar (básica e mais baixa, de uma só vez). Logo, não se trata de um jusnaturalismo sem mais.

No atual estágio do capitalismo, em que os métodos de acumulação originária do capital se repristinam, ler o texto de Marx sobre o furto de madeira – acompanhado, aliás, do fundamental estudo de Daniel Bensaïd que atualiza o debate sobre os despossuídos – é renovar a reflexão sobre a necessidade de se insurgir contra a sociedade capitalista e suas instituições, tais como o Estado e o direito.

Do Portal Vermelho, com Boitempo

Relator da reforma trabalhista acena em SP pela terceirização total


Em debate com empresários da área de serviços, nesta quinta-feira (16), em São Paulo, o relator do Projeto de Lei (PL) 6.787, de reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), afirmou que o projeto sobre terceirização na Câmara, com votação prevista para a próxima terça (21), pode atender melhor às necessidades do setor e, inclusive, dispensar alterações previstas pelo próprio texto de reforma enviado pelo governo.

O encontro, com aproximadamente 100 representantes empresariais, teve muitas críticas dirigidas à Justiça do Trabalho e à legislação. O ex-ministro Almir Pazzianotto chegou a defender a revogação da Consolidação das Leis do Trabalho. Para Marinho, a CLT é uma "camisa de força" e o país precisa se adaptar "ao espírito do tempo".

O projeto a que o relator se referia é o 4.302, de 1998, segundo ele mesmo "ressuscitado" no ano passado. Sem ser arquivado, adormeceu na Câmara até ser retomado, diante da dificuldade de aprovar outro projeto, este no Senado, sob relatoria de Paulo Paim (PT-RS). "Hoje, meu sentimento é que, caso passe o 4.302, talvez a gente não precise levar em consideração o que o governo nos mandou", disse Marinho, para quem os conceitos de atividades meio e fim são uma "jabuticaba", ou seja, uma peculiaridade brasileira e desconectada da realidade. São esses conceitos, contidos na Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que vêm barrando processos de terceirização.

Prevendo terceirização irrestrita, o PL 4.302 é considerado pelas centrais sindicais ainda pior do que o 4.330, aprovado na Câmara e em tramitação no Senado, agora como PLC 30. Assim, o projeto relatado por Paim seria simplesmente deixado de lado. "A informação que eu tenho é que vamos votar apenas o 4.302", disse Marinho. Mediador do encontro, em um hotel no centro de São Paulo, o analista político Gaudêncio Torquato, consultor informal de Temer, disse que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) lhe garantiu que o PLC 30 também será votado.

O ambiente do encontro de ontem era hostil à Justiça trabalhista. "Para nossa sorte, (o projeto de reforma) caiu na mão certa", disse na abertura o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fernaserthh) e do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo (Sindeprestem), Vander Morales, queixando-se do "sistema perverso" representado pelo Judiciário.

"Um dos principais entraves para o desenvolvimento do país", classificou o presidente da Central Brasileira de Serviços (Cebrasse), João Diniz. "As empresas não suportam mais serem legisladas pela Justiça do Trabalho", acrescentou o presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo (Seac-SP), Rui Monteiro.

Ativismo ideológico

Para o relator da reforma, existe "ativismo ideológico doutrinário" na Justiça, expressado em decisões e súmulas, além de instruções normativas do próprio Ministério do Trabalho. O ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do TST Almir Pazzianotto, que iniciou como advogado de sindicatos, disse que o Judiciário trabalhista, o Ministério Público e o serviço público em geral, durante governos petistas, foram "aparelhados". Segundo ele, a reforma trabalhista só será aprovada se o presidente Michel Temer "dar um soco na mesa", empenhando-se pessoalmente. "A depender de mim eu revogaria a CLT", disse Pazzianotto, para quem os direitos estão assegurados na Constituição e nas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificadas pelo Brasil.

Sem dar detalhes, o relator disse que o "espírito" do PL 6.787, de reforma trabalhista, é positivo para a economia, mas deverá ter algumas alterações. Para ele, entre os eixos da proposta do governo está o fortalecimento da negociação coletiva. Segundo o deputado, os direitos trabalhistas já estão assegurados pela própria Constituição. "Temos uma camisa de força, um molde que deve ser vir para todo mundo, mesmo com a diversificação da economia", comentou, referindo-se à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). "Precisamos nos adaptar ao espírito do tempo."

O deputado tucano chamou a atenção para o que chamou de excessivo número de novas ações trabalhistas por ano, cerca de 4 milhões, sendo 1 milhão, segundo ele, relativas a danos morais. "Virou arroz de festa", comentou. "E agora inventou-se o dano existencial", acrescentou Marinho. "Que se reprima o mau empregador, mas é preciso ter parâmetros para evitar disparates dos julgamentos sem padrão."

Ele também defendeu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que na semana passada declarou que a Justiça do Trabalho "nem deveria existir". "Quando o presidente fez a crítica, foi descontextualizado. Ele falou desabafando falando de duas situações específicas. Aquilo foi um desabafo. Acho que a justiça deve ser aperfeiçoada. As decisões precisam ter normas claras."

Mal menor

O PL 4.302 trata de terceirização e trabalho temporário, o que motivou algumas preocupações por parte de empresários, defensores da Lei 6.019, que regula o trabalho temporário no Brasil e é considerada adequada pelo setor. "Do tempo da revolução", disse um empresário, referindo-se à lei de 1974, aprovada no período autoritário. "Ressuscitar o 4.302 é o mal menor. Votar o 4.330 seria a morte da terceirização", comentou Vander Morales. Marinho lembrou que o 4.302 tem itens também previstos no projeto do governo. "Se for aprovado, para quê uma sobreposição?", questionou.

Ele disse ainda não ter fechado questão quanto ao item do projeto do governo que traz 13 itens que podem fazer parte de negociação coletiva e se sobrepor à legislação. Existe a possibilidade, disse Marinho, de abordar o tema sob outro ângulo, apontando o que não pode ser negociado.

O parlamentar permaneceu em São Paulo para participar, na manhã desta sexta-feira, da abertura de reunião na Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). A segunda parte terá como tema a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma da Previdência. A comissão especial já realizou oito audiências públicas sobre o PL 6.787, e o relatório – que será apresentado em meados de abril – deverá ser votado no início de maio. O relator informou que já recebeu quase 250 emendas, e o total deverá ficar em torno de 500.

Depois disso, o texto seguirá para o Senado e, posteriormente, sendo aprovado, vai à sanção presidencial. Segundo o deputado, "se as coisas caminharem como imagino que podem caminhar", todo o processo será concluído até o final de junho, antes do recesso.

Via – Portal Vermelho

Igreja Católica confronta a “reforma” da Previdência de Temer

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a entidade dos religiosos (CRB), franciscanos, jesuítas e a Arquidiocese de Londrina posicionam-se contra a “reforma” da Previdência em termos duros.


Cresceram nos últimos dias e chegaram ao auge na quarta (15) as manifestações de segmentos da Igreja Católica no Brasil contra a “reforma” da Previdência. Leigos de comunidades das periferias, seminaristas, religiosos, padres e freiras participaram das manifestações em diversas cidades do país.

Frei Fidêncio Vanboemmel, OFM, superior da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, que reúne mais de 400 franciscanos nos Estados de SP, Rio, ES, PR e SC, lançou uma nota na manhã de quarta (15) na qual anuncia um “posicionamento frontalmente contrário à Reforma da Previdência Social”. O posicionamento, segundo Vanboemmel, é “baseado na realidade que nossos confrades encontram nos ambientes onde vivem e convivem e no compromisso com a Justiça, exigência irrenunciável do Evangelho”. Ele qualificou a emenda da Previdência de “ato de covardia com os mais pobres”.

A nota franciscana apresenta um retrato pungente dos efeitos da “reforma” sobre os mais pobres: “Basta olharmos para a luta diária de nossos irmãos agricultores, especialmente nas áreas rurais em que estamos presentes nos estados do PR (especialmente a Região Sudoeste), SC (Alto Vale do Itajaí, Planalto Central e Oeste) e ES (especialmente a região de Colatina), ou para a dureza da vida dos operários nas periferias urbanas do Rio de Janeiro (Baixada Fluminense) e São Paulo para percebermos o grau de insanidade presente em exigir que estes trabalhadores braçais se desdobrem em quase 50 anos de trabalho para, depois, receberem migalhas que mal custeiam os remédios que se fazem necessários depois de uma vida de trabalho intenso e extenuante.”

Um grupo de animadores vocacionais franciscanos reunidos em Bacabal (MA) distribuiu uma foto contra a “reforma” que circulou intensamente nas redes sociais (acima).

A Companhia de Jesus, ordem a que pertence o Papa Francisco e que reúne mais de 16 mil jesuítas ao redor do mundo, emitiu um comunicado em nome de todos os seus líderes que estavam reunidos no dia 15 em São Leopoldo (RS) afirmou olhas com “esperança de que mobilizações como a de hoje ajudem a sensibilizar os nossos governantes e congressistas a rever seus posicionamentos”.

Dezenas de integrantes do grupo de base Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM), da zona leste de São Paulo, estiveram na avenida Paulista, com a presença do padre Paulo Sérgio Bezerra, pároco de Itaquera e um dos fundadores do movimento. Eles carregavam um cartaz que informava: “IPDM contra a reforma da Previdência: Temer sai, Previdência fica”. Na foto (principal0, o padre Paulo Sérgio está no alto à esquerda, de cabelos brancos.

No Dia Internacional da Mulher, a Conferência dos Religiosos do Brasil, que reúne mais de 35 mil religiosos e religiosas de congregações, havia se posicionado em termos duros contra o projeto do governo. Sua presidente, irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, distribuiu uma carta na qual expressou-se “com o coração entristecido por, mais uma vez, ver os interesses de poucos solaparem os direitos de muitos, especialmente das crianças e jovens mais pobres e vulneráveis. Literalmente querem nos tirar as migalhas.” A freira convocou a mobilização de todos os religiosos e religiosas: “Ou nós nos mobilizamos e defendemos o direito das nossas instituições e dos pobres, ou mais uma vez pagaremos a conta dos desmandos palacianos”.

O apoio à mobilização contra o pacote do governo deu o tom da nota de dom Manoel João Francisco, administrador apostólico da Arquidiocese de Londrina: “comprometemo-nos com toda e qualquer iniciativa da classe trabalhadora e suas organizações que venham questionar e exigir o respeito aos direitos já conquistados e digam não a qualquer ameaça de uma suposta reforma que venha anular os direitos já adquiridos.”

O posicionamento de diversas instituições católicas nos últimos dias está alinhado com a posição da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Em outubro, a Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da entidade já havia se posicionado contra o “cenário de retrocessos dos direitos sociais em curso no Brasil.” -a íntegra da nota aqui.

Na quarta-feira (15), o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) distribuiu um parecer de sua assessoria jurídica apontando a inconstitucionalidade e perversidade dos efeitos da “reforma” contra os povos originários do país (aqui).

Via - Portal Vermelho

MARYANA FREITAS – A BELA DA SEMANA


Para que possamos suprir os anseios da visão, quando necessitados em contemplar a maravilha da beleza feminina, nos voltaremos para a imagem cheia de graça de Maryana Freitas.

Ela é ícone, indiscutivelmente merecedora de ocupar o rol daquelas que pela magnificência fazem a diferença onde quer que estejam.

Como não nos maravilharmos diante da perfeição de uma bela?

Maryana Freitas está para ser louvada, uma beldade que detém a beleza ímpar, onde a feminilidade nos deixa ainda mais seduzidos pelo tamanho encanto da grandeza de sua formosura, grandeza de detalhes, capaz de fazer inveja àquelas Deusas que no passado foram glorificadas em Atenas.

Maryana é um poema, ela nos confisca a atenção, beleza interestelar que pela imensidão do capricho, faz deleitosas nossas vistas.

Brindemos, pois a supremacia feminina, enaltecemos desta maneira a jovem musa que hora nos presenteia sua imagem para apossar-se deste espaço destinado a criaturas iguais à ela, que pela beleza desmedida, nos torna seduzidos ao tamanho encanto que dela procede.

Maryana, é oriunda do recanto das belas, ela é provida de luz, olhá-la, é fascinar-se, é estar diante da personificação da beleza, uma beleza que hipnotiza...

E este tamanho encanto, nos regala sua imagem para agraciar o panteão das belas, aqui onde a majestade feminina é reconhecida.

Nela está o encanto do colírio natural nos vivifica as retinas. Que difundida sua impecabilidade.

A realeza feminina está mais uma vez em evidência – Maryana Freitas é a bela da semana.

*MARYANA RAMOS DE FREITAS – Nova Londrina – PR – Filha de  Solange Fátima Ramos de Freitas e Jurandir Mariano de Freitas, Maryana é corinthiana e estuda o 1º  Ano do Ensino Médio no Colégio Ary João Dresch.

sexta-feira, 17 de março de 2017

NOVA LONDRINA 61 ANOS População de Nova Londrina participou das comemorações do aniversário da cidade.

O auge da noite foram as homenagens prestadas aos pioneiros Antônio João dos Santos (Antônio Grosso), Docelina Costa dos Santos (Dona Doça) e Francisco dos Santos (Chico Cerqueiro).

Homenageados da noite: Francisco dos Santos, Docelina Costa dos Santos e Antônio João dos Santos, ao lado da primeira-dama Lívia Ravache e do prefeito Otávio Grendene (Vico).

No Diário do Noroeste

“Amor e esperança, coragem e ação”. Foi com essa estrofe do hino municipal que o prefeito Otávio Henrique Grendene Bono (Vico), proferiu sua homenagem aos 61 anos de emancipação política administrativa de Nova Londrina. As festividades foram realizadas na noite da última terça-feira (14).

O chefe do executivo municipal deu as boas-vindas ao público presente para o show de “Ricky e Gleicy” e “Banda Brasil 2000” e ressaltou que Nova Londrina tem a terceira educação do Paraná - IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) na 21ª posição do estado -, além de ótima infraestrutura, saneamento e asfalto. “Tudo isso se deve ao trabalho e ao empenho de cada um de vocês nova-londrinenses”.

O prefeito creditou ainda o avanço de Nova Londrina a todos os ex-prefeitos, ex-secretários, ex-vereadores, funcionários públicos concursados e pioneiros que contribuíram para o desenvolvimento da cidade.

O presidente da Câmara Municipal de Nova Londrina, Márcio Fortunato, falou em nome de todos os legisladores, em especial a todos trabalhadores nova-londrinenses. Para o vice-prefeito o próximo ano será em busca de desenvolvimento e melhoria a cada cidadão que aqui reside.

O auge da noite se deu com uma demonstração de reconhecimento a três munícipes que contribuíram com a história do município - Antônio João dos Santos (Antônio Grosso), Docelina Costa dos Santos (Dona Doça) e Francisco dos Santos (Chico Cerqueiro).

A homenagem foi entregue pela primeira-dama, Lívia Ravache que ao conferir o título de cidadão pioneiro aos homenageados, prestou reconhecimentos a todos que desbravaram a cidade e construíram a história com muito suor e trabalho. 

Após as homenagens “Ricky e Gleicy” com apoio da prefeitura abrilhantaram a noite com um grande show, a dupla é prata da casa e ambos moradores do município, em seguida a “Banda Brasil 2000” animou a noite fechando a homenagem aos 61 anos de instalação do município com chave de ouro. (Ass. Pref - Willian Faria).

População tomou parte da avenida principal da cidade para a festividade.


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