Que teus contatos não passem teu
número a estranhos.
Que ninguém te adicione em um
novo grupo de whatsapp.
Que os que acham que entendem de
política, não te encontrem.
Que as piadas sejam boas...
Que novos convertidos não queiram
te convencer.
Que as visitas sejam breves...
Que os inconvenientes não te
façam perguntas...
Que os pra frentes, te errem...
Que os chatos não te vejam de
guarda chuva, não te vejam chegar atrasado e não queiram te mandar o vídeo do
gemidão.
Que os anti-vacinas não fiquem
com vontade de discursar perto de você.
Que os vídeos que você receba,
não venham com mensagem tipo: "A casa caiu, "bomba" "a
imprensa não vai mostrar" ou "cebola e alho fazem mal ou ainda,"margarina vira plástico."
Que acabem as correntes mandando
você repassar pra 30 amigos.
São mentes vazias e corações cheios de maldade, línguas que não se atém ao cuidado de refrearem-se, que não zelam em evitar o estrago daquilo que proferem, produzem conceitos pequenos, que em nada edificam para a formação de mentes evoluídas, como assim deveriam ser, uma vez que são providas de racionalidade, porém, preocupam-se antes em saber o que faz ou deixa de fazer o seu vizinho.
São pobres, não necessariamente pobres financeiros, pois, a chaga da pequenez de mente, caracteriza também aos que tem posses, São sobremaneira, pobres de espírito, desprovidos de sensatez e prudência onde abunda o egoísmo e a insanidade do prazer de gratuitamente deteriorar e promover a dor na vida alheia...
Um peido tem uma notória
representatividade, na sociabilidade ele tem forte significado, demonstra que
quem o expeliu se encontra em sua zona de conforto, isso quando solto perto de
outrem.
Um peido social representa confiança. Ninguém
peida na frente de quem não tem intimidade, a não ser que o mesmo escape
acidentalmente, e quando isso ocorre, gera constrangimento tanto por quem não
foi capaz de segurá-lo, quanto pra quem o ouviu.
Porém, nada nos faz sentir mais
em nosso território do que um sonoro peido perto de quem conhecemos.
Casais só se relaxam de fato,
quando começam peidar na frente do outro. Sendo assim, socialmente, o peido tem
boa representatividade, traduz confiança e significa que você já caminha
irmanado com aqueles com quem você os divide.
Se você peida na frente de alguém
sem receio algum e alguém faz o mesmo perto de você, brinde esta proximidade,
vocês são parceiros incondicionais. O peido é uma das práticas mais saudáveis
que existe. (P. T. S)
O povoado Arrasta Pé na velha
Bahia, foi berço de uma das mais belas cangaceiras, jovem de formosura imensa,
foram vários os interessados que arrastaram as asas para a moça bonita do
Arrasta pé, porém, seu coração e seus desejos palpitaram pelo figurão Virgínio,
membro da alta corte do cangaço lampiônico, Virgínio que inclusive era viúvo de
Anália, irmã de Lampião.
Depois de sua viuvez Virgínio
teve para si o amor de Durvinha, esta beldade que no calor de seus 15 anos,
deixou tudo para trás, para seguir os passos errantes daquele homem que foi o
amor de sua vida. Virgínio, o Moderno como foi batizado no cangaço, ganhou
notoriedade na guerra a qual estava mergulhado, por praticar a castração em
seus inimigos.
O eleito pela morena do Arrasta
Pé, tombou sem vida, se esvaindo em sangue após ser baleado na perna no ano
1936... A jovem viúva teve por opção acompanhar o cangaceiro Moreno, e ao lado
deste viveu por longos anos até o fim dos seus dias. Era Durvalina Gomes de Sá,
a encantadora cangaceira Durvinha.
(Foto colhida na internet, parte
do trabalho de Benjamin Abrahão)
Não se conta a fase lampiônica do
cangaço sem mencionar a pernambucana Dadá, companheira de Corisco, o diabo
loiro.
Dadá entrou para o cangaço após
ser raptada por Corisco, deu-se com ela o que mais tarde a ciência denominou
como Síndrome de Estocolmo, quando a vítima se apaixona por seu sequestrador.
Dadá é tida como a mais valente
das cangaceiras, a única que pegou em armas e exímia atiradora, sua destreza no
gatilho superou até alguns cangaceiros.
Foi também talentosa costureira, Dadá mudaria
a estética do cangaço com a costura, sendo responsável pelas cores nos bornais
e arreios dos cangaceiros.
Foi guerreira e defensora de
Corisco e lutou ao lado do diabo loiro até a morte deste em 1940, ocasião em
que ferida a bala no calcanhar, teve uma das pernas amputada. Sobreviveu ao
cangaço e forneceu entrevistas a renomados pesquisadores do tema.
Morreu na capital baiana rodeada da família
onde residia no ano 1994
Ela foi Sérgia Ribeiro da Silva,
a cangaceira Dadá...
Os antepassados diziam que
espíritos e entidades não entram em nossa casa sem nossa permissão. Eles ficam
parados nas portas e janelas, à espreita, esperando para serem convidados pelos
donos da casa, da maneira mais informal possível. Um exemplo disso, é quando a
porta de sua casa se abre sozinha. Muitas pessoas falam em tom de brincadeira:
"Pode entrar".
É neste momento que as entidades
entram e ficam por ali, encostados em você, até virarem obsessores. Se quiser
se certificar de que algo entrou em sua casa, ao anoitecer, acenda uma vela aos
pés de alguma porta de sua casa e sente-se em frente à ela. Acalme sua mente e
fale em um tom de voz mediano: "Se quiser entrar, a vela terá que
apagar". Caso a vela se apague, a entidade confirmou sua presença ali e
está pronta para entrar. (Não convide) Caso a vela continue acesa, não há
entidade alguma por ali. Agora, se a vela cair, a entidade já está, há muito
tempo, dentro de sua casa. Quer testar?
Segundo postagem no grupo
"Marilena amigos para sempre", elencando a foto estão:
Nelson Mazzotti, Cláudio
Mantuani, João Carlos Mendonça, Ernesto Mazzotti, José Vitor Maximiano, Cicero
da Silva e Wilson Marcos, Afonso Palma, José Gonzaga Tonon, Armando Romanzini,
José Chagas, Chiquinho Benteo e Osvaldo Pimentel.
Mulher de notável beleza, traços
delicados, contrastando com a realidade e acrueza do mundo em que vivera...
Esteve por entre as feras, ela
que com grandeza de detalhes foi o assunto das confabulações entre um
cangaceiro e outro, tinha suavidade na voz, pés pequenos, mãos macias...
Mesmo com a política hostil,
machista e injusta, teve em si a supremacia peculiar às mulheres, a deidade
consoante às belas..
Ela era Maria Adelaide de Jesus,
Maria Jovina ou ainda (Maria de Pancada, por ser a companheira do cangaceiro
que tinha esta alcunha.)
Registro original feito pela
lente de Benjamin Abrahão...
Mulher de tez morena, cabelos
ondulados. Em suas pupilas, o negrume das jaboticabas maduras, olhar fugaz,
nariz e boca pequenos, condizentes ao seu rosto.
Tinha nas veias o sangue dos
povos nativos, descendia dos índios Pancararés.
Em avançado estado de gestação,
foi ferida por arma de fogo e capturada em combate travado entrecangaceiros e a volante de João Bezerra em um
memorável 26 de Outubro de 1936, em razão de sua captura, caiu por terra seu
companheiro, o cangaceiro Gato, este, tombara na luta inglória pelo resgate de
sua companheira.
Baiana de Brejo do Burgo,
sobreviveu ao cangaço e segundo pesquisadores, teve sua vida abreviada no ano
de 1957 vitimada por doença no colo do útero.
Ela foi Inácia Maria das Dores,
acangaceira Inacinha ou ainda, Inacinha
de Gato.
(Foto do domínio público, na
ocasião de sua captura pela polícia de João Bezerra em Piranhas Alagoas no ano
1936)
Seus traços de moça bonita
prenderam muitos olhares, retinas banhadas pelo colírio procedente da beleza
daquela menina que nos seus verdes dias foi comprada pelo cangaceiro Criança e
a pulso viveu as agruras do cangaço.
Dulce, uma sergipana linda, uma
boneca que sobreviveu a periculosidade do movimento ao qual involuntariamente
foi inserida.
Esteve em Angico no fatídico 28
de Julho de 1938, dia da chuva de balas sem revide, de lá saiu ilesa, para
depois viver longevidade de dias, foi a última remanescente do cangaço
lampiônico, morreu de morte natural em 10 de Dezembro de 2022 quando contava
com 99 anos.
Foi talvez a mais bela das
cangaceiras, foi ela Dulce de Criança, Dulce Menezes dos Santos.
"Saiba o valor do seu tempo,
da sua presença, da sua companhia, dos seus esforços. Saiba o que serve pra
você, o que combina com a sua essência, o que se encaixa de maneira saudável na
sua vida. Saiba o que você merece, o que você aceita, o que faz bem.
É isso que eu te desejo hoje:
sabedoria para saber perfeitamente o que tem sintonia com seu propósito.
Que enxergue que mesmo no meio da
sua imperfeição, existe alguém incrível, que combina com coisas incríveis, que
merece sempre viver algo incrível." (Autor descomhecido)
Tão minha cara... O meu esperava ter o maior número de gente
em público pra exigir que eu o empurrasse... É igual ter piolho, só manifesta
no meio do povo.
Avoa, meu caboré, Peneira, meu gavião. Palmatória quebra dedo, Palmatória faz vergão. Quebra tudo, quebra pedra, Só não quebra opinião.
Vi mosca de camisola, Vi cavalo num debate, Vi uma traça alfaiate, Guaxinim tocar viola, Um siri jogando bola. Vi um píca-pau ferreiro, Um veado arruaceiro, Vi um mosquito tossindo, Vi uma gata parindo, E o cachorro era o parteiro.
Vi um peixe de chocalho, Uma perua discreta, Jabuti que era atleta Mais veloz que um atalho, Calango jogar baralho, Formiga tapando furo, A lagartixa no muro Dando uma de alpinista, E um preá capitalista Emprestar dinheiro a juro.
Avoa, meu caboré, Peneira, meu gavião. Palmatória quebra dedo, Palmatória faz vergão. Quebra tudo, quebra pedra, Só não quebra opinião.
Vi um jumento escrevendo, Vi preguiça trabalhando, Vi a besta reclamando. Eu vi um morcego lendo, Caranguejeira tecendo, Porca em água-de-cheiro, Vi um cururu faceiro, Coruja no oculista, Vi tatu ser maquinista.
No metrô lá de pinheiros Vi a pulga se coçando, Avestruz tirar encosto, Vi barata ter bom gosto, Um bode se barbeando, Um gambá se perfumando, Siriema ser modelo. Vi minhoca de cabelo, Vi cobra de suspensório, Macaco no escritório Organizar desmantelo.
Avoa, meu caboré, Peneira, meu gavião. Palmatória quebra dedo, Palmatória faz vergão. Quebra tudo, quebra pedra, Só não quebra opinião.
Vi onça vegetariana, Piolho coçar cabeça, Vi um burro prestar queixa, Leão comando banana. Vi a zebra de pijama, Eu vi um peba engenheiro, Guariba tocar pandeiro, Tanajura usando tanga, Vi o cão chupando manga, Batendo bombo em terreiro.
Natural de Recife, estudou violino clássico e canto lírico com professores renomados, chegando a tocar em orquestra. Nos anos 70 participou do Quinteto Armorial, com o qual gravou quatro discos e excursionou pelo mundo divulgando a música tradicional nordestina. A partir de 1976 começa a conceber seus próprios espetáculos, misturando dança, artes cênicas e música, participando na década de 80 de festivais de teatro. Pesquisador de dança e música brasileira, radicou-se em São Paulo em 1983 e ajudou a implantar o Departamento de Artes Corporais da Unicamp. Depois de ganhar prêmios no exterior, seu trabalho começou a ter repercussão no Brasil na década de 90 com os espetáculos "Figural", "Brincante" e "Segundas Histórias", os dois últimos estrelados por seu personagem Tonheta, uma mistura de clown e vagabundo que cativa o público. No final da década passou a se dedicar mais à pesquisa musical, e lançou em CD os shows "Na Pancada do Ganzá" (baseado na viagem etnográfico-musical de Mário de Andrade pelo Brasil) e "Madeira que Cupim Não Rói". Mantém em São Paulo a Escola e Teatro Brincante, um centro cultural que promove eventos e cursos ligados à dança, música e arte circense.