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terça-feira, 30 de abril de 2019

Centrais sindicais aprovam greve geral contra a reforma previdenciária

Para o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, “a unidade é essencial para o sucesso da greve geral e estamos dando passos decisivos nesta direção.


Em reunião realizada nesta sexta-feira (26) na sede da Força Sindical, em São Paulo, dirigentes das centrais sindicais bateram o martelo na convocação de uma greve geral em defesa das aposentadorias públicas e contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro, que na opinião dos sindicalistas significa um retrocesso inaceitável e só interessa ao empresariado e em particular a banqueiros e rentistas.

Participaram da reunião lideranças da CGTB, CSB, CONLUTAS, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central (NCST), E UGT. A paralisação nacional deve ocorrer no dia 14 de junho, mas a data só será oficializada no 1º de Maio Unificado programado para São Paulo, ocasião em que a decisão será anunciada.

Foi aprovado o seguinte calendário de mobilização:

– 1º de Maio: A partir das 10 horas, início do Ato Político do Dia Internacional da Classe Trabalhadora;

– 6 de Maio: 10 horas, reunião das Centrais Sindicais em São Paulo;

– 15 de maio: Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência e apoio à greve nacional da Educação.

Além dessas datas ficou deliberado que será realizado um encontro das centrais com os movimentos sociais para a preparação da greve geral; reuniões com os sindicatos do ramo de transportes, que constituem a espinha dorsal de uma paralisação nacional; visitas aos estados para conscientizar e mobilizar as bases e intensificação da coleta do abaixo assinado contra a reforma (objetivo: 1 milhão de assinaturas) e definição da data de entrega do mesmo ao Congresso Nacional.

Para o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, “a unidade é essencial para o sucesso da greve geral e estamos dando passos decisivos nesta direção. Vamos redobrar os esforços para conscientizar o povo brasileiro sobre os riscos embutidos nesta falsa reforma, que na verdade é o desmonte do sistema previdenciário, o fim progressivo das aposentadorias públicas e a privatização por meio do perverso sistema de capitalização. Temos a obrigação de empenhar todas nossas forças na luta para impedir mais este golpe contra a nossa classe trabalhadora.”

Segundo a coluna Painel da Folha de São Paulo, João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força, diz que “no movimento tem gente que está contra toda a reforma e tem uma parcela dos sindicalistas que quer a negociação”. Haverá ainda uma manifestação dia 15 de maio, em apoio aos professores. “Será um ‘esquenta’ para a greve geral de junho”, classificou a CUT.

 Fonte: Radio Peão Brasil

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Espanha: boca de urna aponta vitória do bloco da esquerda

As eleições gerais na Espanha aconteceram, neste domingo, sob forte indefinição. Segundo a pesquisa de boca de urna da GAD3, encomendada pela emissora TVE —a primeira a ser publicada após o fechamento dos colégios eleitorais— a vitória seria do bloco da esquerda por uma margem estreita de diferença. A pesquisa indica também a entrada dos ultradireitistas do Vox como quinta força no Congresso dos Deputados, com 12%.

Foto: Javier Lizón
O PSOE, do presidente Pedro Sánchez, seria o vencedor, conquistando de 116 a 121 cadeiras. Junto com Unidas Podemos somariam entre 158 e 166 deputados. Desta maneira, não chegariam, no entanto, à maioria absoluta (176) e precisariam do apoio dos partidos independentistas para governar.

A direita fica ainda mais longe do Governo, segundo a pesquisa: PP (69-73), Ciudadanos (48-49) e Vox (36-38) alcançariam no máximo 160 cadeiras e 153 no mínimo. A participação, às 18h (13h, no horário de Brasília) nas eleições gerais deste 28 de abril, foi de 60,76%, 9,5 pontos a mais que nas últimas eleições, celebrados em 2016. A mobilização na Catalunha na mesma hora era de 64,20%, quase 18 pontos a mais que nas anteriores. Os colégios eleitorais fecharam às 20h, 15h no horário de Brasília. Às 21h (16h) chegarão os primeiros dados oficiais da contagem.


sábado, 27 de abril de 2019

Centrais mudam 1º de Maio para o Anhangabaú e anunciam atrações

Manifestação terá artistas populares e ato político, com início previsto para as 10h, na região central de São Paulo.


São Paulo – O ato unificado do 1º de Maio das centrais sindicais será realizado no Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, em vez da Praça da República. A mudança foi confirmada na tarde desta quinta-feira (18) pelo presidente da CUT paulista, Douglas Izzo. Pela primeira vez, todas as forças políticas que atuam no movimento sindical participaram da mesma atividade, que tem como principal tema a proposta de "reforma" da Previdência.

Ao mesmo tempo, algumas das atrações musicais da manifestação começam a ser confirmadas pelas centrais. O palco do Anhangabaú deverá ter nomes comos os de Leci Brandão, Paula Fernandes, Ludmilla, Simone e Simaria e Maiara e Maraísa, entre outros. As atividades devem começar às 10h, com as apresentações dos artistas. O ato político será realizado à tarde.

Segundo a organização, a mudança ocorre por recomendação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Polícia Militar e de outros órgãos públicos, devido à expectativa de público, já que desta vez todas as centrais participarão, além das frente Brasil Popular e Povo sem Medo. As entidades não fizeram estimativas sobre o número de pessoas esperado.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados retomará na terça-feira (23) a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6. Nesta semana, o governo sofreu derrota no debate, e a oposição comemorou.


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Presidente do Supremo libera Lula para dar entrevistas

Parlamentares petistas e advogados do ex-presidente já solicitaram o cumprimento da decisão que autoriza entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo".



Por Cláudia Motta, da RBA

São Paulo – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tofolli, liberou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conceder entrevistas. O jornal Folha de S.Paulo e o jornalista Florestan Fernandes, da Rede Minas, estavam entre os que pediram autorização para falar com Lula na sede da Polícia Federal, onde o petista está preso desde 7 de abril de 2018. Na decisão, Tofolli suspendeu a liminar já que, após mais de seis meses de trâmites, a decisão de mérito que questionava o direito à entrevista transitou em julgado.

Os parlamentares petistas e advogados Wadih Damous (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP) já solicitaram ao Supremo que “determine o efetivo cumprimento da ordem emanada por este egrégio Supremo Tribunal Federal nesta Reclamação, diligenciando-se o necessário para tal”.

A solicitação menciona ainda manifestação recente do ministro Alexandre de Moraes, sobre a polêmica censura à revista Crusoé. “A Constituição Federal de 1988 protege a liberdade de expressão no seu duplo aspecto: o positivo, que significa o ‘indivíduo poder se manifestar como bem entender’, e o negativo, que proíbe a ilegítima intervenção do Estado, por meio de censura prévia”.

Briga jurídica
Em 30 de agosto, a juíza Carolina Lebbos proibiu o ex-presidente de dar entrevista. Quase um mês depois, em 28 de setembro, liminar concedida pelo ministro do Supremo Ricardo Lewandowski autorizou a entrevista com base na liberdade de imprensa e na Lei de Execução Penal. No mesmo dia, o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, suspendeu a decisão em julgamento de pedido feito pelo partido Novo.

A alegação era de que o PT apresentava Lula como candidato e que isso desinformaria os eleitores. Foi essa decisão de Fux que foi derrubada hoje por Dias Tofolli.

Florestan Fernandes e Carla Jiménez, do jornal El País, publicaram artigo sobre o assunto.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Professores estrangeiros exaltam Paulo Freire, atacado pelos bolsonaristas

Quem é, quem foi Paulo Reglus Neves Freire? Esta é uma pergunta que parece difícil de ser respondida por integrantes e simpatizantes do atual governo, que tentaram, inclusive, retirar do educador o título de Patrono da Educação Brasileira.


Via - DCM

 Em uma sucessão de textos obscuros nas redes sociais, houve até quem criticasse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter “indicado” Paulo Freire para seu governo, algo impossível de acontecer, já que o professor morreu em 1997, aos 75 anos, e o primeiro mandato de Lula começou em 2003.

Paulo Freire em tempos de fake news é justamente o tema de curso on-line oferecido pelo instituto que leva o nome do educador, que será realizado de 2 de maio a 24 de junho, com 18 docentes, do Brasil e do exterior. Serão 16 videoaulas, de até 30 minutos cada. Uma oportunidade para quem não conhece a obra e o pensamento de Freire, quem em 1994, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, disse que, em tese, o analfabetismo poderia ter sido erradicado do Brasil com ou sem ele, mas faltou decisão política.

“A sociedade brasileira é profundamente autoritária e elitista”, afirmou na ocasião. Para ele, o discurso da classe dominante mudou, mas “ela continua não concordando, de jeito nenhum, que as massas populares se tornem lúcidas”. Forçado a sair do país em 1964, Paulo Freire teve seu método chamado de “subversivo”, justamente por unir educação à percepção, pelos alunos, de suas condições de vida.

No retorno ao Brasil, o educador – nascido em 19 de setembro de 1921 no bairro Casa Amarela, em Recife – deu aulas na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e foi secretário municipal de Educação, na gestão da prefeita Luiza Erundina. Ganhou dezenas de títulos honoris causa e reconhecimento internacional por seu trabalho no campo da educação. O atual presidente da República já falou em usar um “lança-chamas” no Ministério da Educação “para tirar o Paulo Freire de lá”.

Freire era um “democrata radical”, na definição do professor Moacir Gadotti, responsável pelo instituto. Em entrevista, Ana Maria (Nita) Freire, viúva de Paulo, afirmou que ele nunca foi “comunista” e que nenhum dos Bolsonaro tinha conhecimento sobre o educador e sua obra para poder criticar.

Educação e justiça

Fora do Brasil, profissionais da educação se espantam com os ataques dirigidos a Paulo Freire. Mas têm explicações para o fenômeno. “Freire e a educação popular trabalham numa perspectiva de justiça social, com e pelos pobres. O atual governo brasileiro atua contra a justiça social e contra os pobres, é simples assim”, resume, por exemplo, o italiano Alessio Surian, professor associado da Universidade de Pádua, uma das mais antigas daquele país, e um dos docentes participantes do curso on-line.

Para Surian, o brasileiro “tem importância fundamental e fundamentalmente poética”, impossível de resumir em poucas palavras. “É preciso ler a sua obra e as obras que ajudam esta leitura. Penso nos trabalho feitos por (Carlos Rodrigues) Brandão, (Sonia) Couto, Gadotti, (Oscar) Jara, (Daniel) Shugurenky e tantos outros. Para mim, foi importante ler Freire e sobretudo a sua abordagem no trabalho com grupos, com círculos de cultura, em Educação como Prática da Liberdade em conexão com o trabalho do Orlando Fals Borda (professor colombiano). A educação precisa da atenção do Freire e do Fals Borda pela dimensão evolutiva da cultura, pelo papel da educação popular, pela práxis, as vivencias individuais e coletivas, a transformação da realidade gerada pela capacidade coletiva de ler, ao mesmo tempo, a palavra e o mundo.”

Professor aposentado da Universidade de Cabo Verde, Florenço Mendes Varela considera Freire, de certa forma,um dos patronos da educação mundial. E diz ver “com profunda angústia” o ataque ao educador. “Enquanto freiriano, interpreto esses falsos juízos sobre o que representa a herança de Paulo Freire como um atentado à educação no mundo global. As ideias pedagógicas de Paulo Freire se inscrevem na paisagem educacional global”, afirma, citando as referência ao brasileiro no cenário mundial.

“Mas convém observar de onde vem as críticas a Paulo Freire”, acrescenta Varela. “Seguramente, de pessoas adeptas de ‘educação baseada em conteúdo’, na trilha do imediatismo, portanto contrário à perspetiva freiriana de uma educação enquanto processo em construção permanente onde as pessoas se educam mutuamente, baseada numa educação como espaço de diálogo, que encara a escola como a ‘boniteza de um sonho’ que lida com ser humano e com sua transformação.” Segundo ele, vive-se a falta de pensamento crítico, “num contexto da pós verdade em que as pessoas aceitam com facilidade as informações sem análise crítica, sem a pedagogia dialógica ao invés de despertar a esperança e buscar o equilíbrio na escola”.

Doutor em Ciências da Educação e integrante do Fórum Mundial de Educação, Surian participava de evento na Espanha, em 1985, e estava hospedado na casa do diretor teatral Raymond Aldecosía, onde encontrou dois livros que chamaram a sua atenção: Educação como prática da liberdade (publicado originalmente em 1967) e Educação Libertadora (com Ernani Fiori e José Luis Fiori). “Na hora da despedida, o Raymond, que tinha reparado na minha atenção, quis que eu levasse os livros de presentes e foi me contando como as ideias do Freire foram ajudando o trabalho educativo dele na Guatemala. Muitas vezes na minha vida, encontrando educadores inspirados por Paulo Freire, fui marcado pela mesma generosidade humana, cultural, profissional que vivenciei com Raymond.”

Segundo o professor italiano, foram livros “inspiradores para trabalhar com grupos, seja nas lutas pelo direito a moradia, pela paz, de alfabetização de adultos”. Em julho de 1986, ele pôde conhecer Freire pessoalmente, em Assis, na Itália, “na época que ele também estava assessorando a educação popular na Nicarágua e com os Misquitos (povo indígena daquele país)”. “Um encontro que marca uma vida”, recorda.

Varela conta que teve “o privilégio” de trabalhar com o Instituto de Ação Cultural (Idac) entre os final dos anos 1970 e o início dos 1980, como coordenador nacional de alfabetização. “Como sabe, Paulo Freire esteve exilado durante 16 anos pelo regime ditatorial brasileiro, sendo 10 anos em Genebra, na Suíça, como membro do Departamento da Educação no Conselho Mundial das Igrejas. O Conselho Mundial das Igrejas foi relevante para fortificar e internacionalizar seu pensamento, através de conferências, pesquisas e escritos. Nesse contexto, Paulo Freire esteve em Cabo Verde em 1977 e 1979 dirigindo o seminário de formação dos educadores de adultos”, lembra o professor, acrescentando que o Idac, fundado por Freire, “servia de ponte para divulgar e debater suas ideias pedagógicas, com destaque para a África e em outras partes do mundo”.

“Paulo Freire foi o educador que lançou as bases para uma educação libertadora que contribuiu para formar a consciência crítica e estimular a participação responsável do indivíduo nos processos culturais, sociais, políticos e econômicos”, prossegue o educador cabo-verdiano. “Se Amílcar Cabral (político e escritor, assassinado em 1973) foi para Paulo Freire a expressão da teoria articulada à prática revolucionária, Paulo Freire foi para Cabo Verde a possibilidade de uma prática educacional reflexiva monitorada, portanto, teoricamente assistida. As ideias pedagógicas de Paulo Freire se inscrevem na nossa paisagem educacional.”

Sem partido?

Também chama a atenção o Escola sem Partido, movimento que prega um ensino “sem ideologia” e o cerceamento à atividade do professor. Não é um fenômeno apenas brasileiro. “As ciências da educação mostram claramente a vacuidade e a posição ideológica de quem fala de um ensino sem ‘ideologia’, diz Alessio Surian. “Precisamos encontrar formas coletivas e solidarias frente a estas ameaças a uma educação de qualidade, uma educação dialógica.”

Ele cita episódio na Alemanha, “onde o partido radical AfD convidou os alunos para fazer denúncias de professores que não mantenham ‘neutralidade política’, lançando um site onde estudantes poderiam enviar denúncias”. O resultado foi que milhares de docentes resolveram se “auto-denunciar” e escreveram uma carta aberta, na qual se lê: “Da história, sabemos que o que começa com denúncia e intimidação termina com a detenção de dissidentes em campos. Por todas essas razões, e porque não estamos intimidados, ficaríamos honrados se você pudesse colocar nossos nomes em sua lista de denúncias”.

Para o professor Varela, de Cabo Verde, a campanha contra Freire busca, na essência, “dissuadir as políticas públicas que têm educação como expoente”. Ele considera a Escola sem Partido uma invenção de conservadores. “Paulo Freire dizia é necessário ter a consciência de que toda educação é ideológica, e que a força dessa ideologia é ainda mais intensa quando ela fica oculta sob a máscara da neutralidade.”

Por fim, as notícias falsas, ponto de partida do curso. Surian conta que a Itália também enfrenta problemas, “muito graves”, com as chamadas fake news. “Também a forma que o ministro do Interior italiano utiliza as redes sociais se parece muito com a forma do presidente do Brasil de trabalhar com elas.”

O problema é mundial, observa o professor Varela, e Cabo Verde não foge à regra. “O conhecimento se tornou muito importante e principal fator de produção. Se por um lado temos uma conectividade planetária como imensa oportunidade, vale lembrar que apenas cinco grupos dominam o mundo digital através do chamado denominador Gafam: Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft. Curiosamente, todas norte-americanas e que controlam todas as mensagens, se apropriam da privacidade das pessoas e instituições e vendem esse privilégio em forma de publicidade para sistema de segurança e, naturalmente, para políticos que usam e abusam dessa imunidade.”

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Comediante e ator é eleito presidente na Ucrânia

Zelensky se tornou famoso pela série cômica Sluga Naroda (Servidor do povo) representando um professor secundarista que se torna presidente. Ele derrota o atual presidente militar relacionado ao velho sistema.

Propaganda da série Sluga Naroda. Ator principal da comédia, Vladimir Zelenski, se torna presidente da Ucrânia também na vida real

Jornal GGN – Pesquisa de boca de urna divulgada neste domingo (21) aponta o comediante e ator Vladimir Zelenski como novo presidente da Ucrânia. O país realizou hoje o segundo turno, e pesquisas feitas nos locais de votação apontam que Zelenski deve conquistar 73% dos votos.

Segundo informações de jornais locais, o presidente Petro Poroshenko, militar, já assumiu a derrota. Na primeiro turno, o ator tinha conquistado mais votos do que o atual presidente.

“Enquanto não sou formalmente presidente, como cidadão da Ucrânia, posso dizer a todos os países pós união Soviética: ‘Olhem para nós. Tudo é possível’”, ironizou Zelensky para o eleitorado.

Além de não possuir qualquer experiência política, o ator é considerado jovem para assumir o cargo: tem 41 anos. Zelensky se tornou famoso no país pela série cômica Sluga Naroda (Servidor do povo) representando um professor do equivalente ao ensino médio no Brasil que se torna presidente da Ucrânia. A terceira temporada foi lançada dias antes das eleições.

A análise para a ascensão dele é explicada porque o atual presidente representa para a população o velho sistema, considerado ineficaz. A Ucrânia é um dos países mais pobres da Europa, com 45 milhões de habitantes.

Via – Jornal GGN

terça-feira, 23 de abril de 2019

Aumento do diesel tira dinheiro dos pobres para dar aos ricos

Política de preços da Petrobras impacta cadeias produtivas.


O diesel vai subir, em média, 4,84% nas refinarias. O anúncio da Petrobras demonstra que a estatal continuará praticando sua política de reajustes de preços nos combustíveis, onerando as cadeias produtivas.

Mas a pressão exercida pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada fez com que o aumento ficasse quase um ponto percentual menor do que o anunciado (5,7%) anteriormente pela estatal. A atitude do presidente gerou uma grita dos porta-vozes do mercado, preocupados com o "ajuste fiscal" que transfere recursos públicos para a ciranda financeira.

O impacto do aumento sobre os caminhoneiros e no mercado poderá ser medido a partir de hoje. O último reajuste foi em 22 de março. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a política de preços é independente e continuará seguindo a cotação internacional do petróleo.

Essa política de preços é o indicativo mais claro de que a Petrobras deixou de atender prioritariamente aos interesses nacionais para servir de fonte de recursos para o mundo das finanças.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

PIB per capita despenca no Brasil, indica FMI

Uma matéria do Portal G1 diz que, estagnado, Brasil vê riqueza de colombianos e peruanos se aproximar. Em 2018, renda média da população da Colômbia e do Peru equivalia a 93% e 88% da brasileira, respectivamente. Distância vem diminuindo ao longo dos anos.


Em 2018, os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita da Colômbia chegou a US$ 14,943 mil, enquanto o do Peru foi a US$ 14,424 mil. A riqueza dois países equivaliam, respectivamente, a 93% e 88% da renda do brasileiro (US$ 16,154 mil) no ano passado. É a menor diferença já registrada pelo fundo.

A aproximação das economias colombiana e peruana marca mais um revés para o Brasil e deixa evidente que o país tem ficado para trás na região. Nas últimas décadas, a economia brasileira já foi superada pelo Chile e viu a distância de outros países latino-americanos, como México e Argentina, crescer em vários momentos.

O PIB per capita é um indicador que mede toda a riqueza produzida por um país e a divide pela quantidade de habitantes. Os dados foram calculados em Paridade do Poder de Compra (PPC) e, portanto, permitem a comparação entre os países porque exclui qualquer tipo de efeito do câmbio nas moedas locais.

Em 1980, quando o indicador começou a ser mensurado pelo órgão, a distância do Brasil para Colômbia e Peru era bem maior. O PIB per capita colombiano equivalia a 56% do brasileiro, enquanto o peruano correspondia a 64%. Naquele ano, o Brasil tinha um PIB per capita de US$ 4,9 mil, enquanto o da Colômbia somava US$ 2,762 mil, e o Peru tinha uma riqueza média de US$ 3,151 mil.

O Brasil também superava o Chile, cuja renda per capita era de US$ 3,441 em 1980. Em 2018, no entanto, o PIB per capita chileno avançou a US$ 27,059 mil – 60% superior ao brasileiro no mesmo ano. O mau desempenho do Brasil na comparação com os pares latino-americanos é explicado pelo baixo crescimento econômico ao longo dos últimos anos. O cenário foi agravado com a recessão de 2015 e 2016 e por avanços modestos do PIB nos dois anos seguintes, em 2017 e 2018.

Nas projeções do fundo, a diferença da Colômbia e do Peru para a economia brasileira deve continuar diminuindo e os países devem praticamente se igualar no quesito PIB per capital em poucos anos. Em 2024, a projeção do FMI é que o PIB per capita da Colômbia chegue a US$ 19,766 mil e alcance 99% da renda do Brasil (US$ 20,052 mil). Já o PIB per capita peruano (US$ 19,027 mil) deve equivaler a 95% do brasileiro.


domingo, 21 de abril de 2019

Ataques simultâneos em igrejas e hotéis matam mais de 200 pessoas no Sri Lanka

Templos católicos foram alvos de explosões enquanto celebravam a Páscoa; 13 suspeitos foram presos.

Três igrejas católicas sofreram explosões; cristãos formam 7% da população do país / STR / AFP


Três igrejas católicas, quatro hotéis e um complexo de casas no Sri Lanka sofreram, neste domingo (21), explosões simultâneas, que mataram mais de 200 pessoas. Pelo menos 470 ficaram feridas. Entre os mortos, ao menos 32 eram estrangeiros, da Bélgica, China, Estados Unidos, Índia, Holanda, Portugal, Reino Unido e Turquia.

A polícia prendeu treze suspeitos, todos moradores da ilha, mas, segundo o chefe de governo, Ranil Wickremesinghe, acredita-se que há conexão com outros países. Nenhum grupo reivindicou autoria das ações até o momento.

De acordo com informações oficiais, as 6 primeiras explosões aconteceram de forma coordenada por volta de 8h45 do horário local – 0h15 no horário de Brasília – na capital Colombo e nas regiões de Katana e Batticaloa. Horas mais tardes dois outros ataques ocorreram na capital. No momento das primeiras explosões, os templos celebravam o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

Como resposta aos ataques, o governo decretou toque de recolher em todo a ilha. Além disso, impôs bloqueio temporário de redes sociais, como Facebook e Instagram. Em mensagem oficial ao país, o presidente, Maithripala Sirisena, pediu calma à população. "Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores", declarou em mensagem à nação.

Ainda segundo o governo, as escolas do país não devem funcionar até a próxima quarta-feira. Todos os policiais que estavam de folga foram convocados.

*Com informações da Deutsche Welle e do G1
Edição: Aline Carrijo

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Comunicação pública, mais um tiro na democracia, alvejada sem resistência

Termina de forma melancólica um processo iniciado em 2007, que pretendia trazer para o Brasil experiências civilizadas de comunicação consagradas na Europa e nos Estados Unidos.


Por Laurindo Lalo Leal, para RBA

Uma das primeiras medidas do governo golpista ao tomar o poder em 2016 foi a de acabar com a comunicação pública no Brasil. Através de medida provisória, transformou a EBC em empresa estatal extinguindo para isso o seu Conselho Curador, órgão máximo da empresa, formado por 22 pessoas, sendo 15 indicadas pela sociedade, quatro representantes do governo federal, um da Câmara dos Deputados, um do Senado e um dos funcionários.

A composição do Conselho respeitava critérios geográficos e sociais trazendo para o interior da empresa e para suas políticas editoriais as experiências, reflexões e expectativas de amplos setores da sociedade brasileira.

Com o atual governo, o processo de desmonte foi institucionalizado. Ao arrepio da Constituição, que prevê a “complementaridade dos sistemas público, privado e estatal”, o presidente da EBC publicou portaria fundindo em uma só as TVs Brasil (pública) e a NBR (estatal). Esta última difere da pública por ser dirigida exclusivamente pelo poder governamental, sem nenhuma mediação da sociedade.

Ao mesmo tempo foi anunciada a programação da emissora resultante da fusão, marcada pela prevalência de programas oficiais voltados para propagandear ações do governo e de exaltação às Forças Armadas. Desaparece na prática, e de forma explícita, o caráter público com que foi constituída a EBC. A portaria, por incúria ou incompetência, só trata das televisões deixando de se referir aos demais veículos da empresa, suas oito emissoras de rádio e duas agências de notícias. Pode-se deduzir, obviamente, que seguirão a linha oficial imposta às televisões.

Termina de forma melancólica um processo iniciado em 2007, que pretendia trazer para o Brasil experiências democráticas de comunicação consagradas desde a primeira metade do século 20 na Europa e nos Estados Unidos.

Aqui o rádio, desde os anos 1930, e a televisão, a partir da década de 1950, consolidaram-se como empreendimentos comerciais, naturalizando a ideia de que apenas esse tipo de modelo institucional poderia operar no setor. Como consequência, o fato de tratarem-se de concessões públicas outorgadas pelo Estado em nome da sociedade esteve sempre obscurecido, prevalecendo a ideia de que famílias, grupos empresariais e religiosos são donos absolutos desse tipo de serviço, sem nenhum crivo social.

Com o crescimento do poder desses meios, tornando praticamente homogêneas as ideias correntes na sociedade, ficou impossível fomentar um debate mais amplo e aprofundado da importância da comunicação pública para a democracia.

As experiências regionais de emissoras não comerciais, conhecidas de modo geral como “educativas”, nunca se consolidaram como empresas de caráter público. Todas elas, inclusive a Fundação Padre Anchieta gestora da TV e da Rádio Cultura de São Paulo, gerida por um Conselho Curador, nunca assumiram uma personalidade pública na medida em que operam sob tutela dos governos estaduais. No caso paulista, a captura do Conselho pelo partido que governa o estado há mais de duas décadas é emblemática.

A primeira tentativa real de romper essas barreiras ocorreu com a realização do primeiro Fórum Nacional de TVs Públicas, convocado em 2006 pelo governo federal, constituindo-se no embrião da EBC. Tive o privilégio de participar do grupo de trabalho liderado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, onde não foi poupado em nenhum momento o debate aprofundado a respeito dos princípios que deveriam nortear a constituição de uma empresa pública de comunicação, comprometida com a diversidade e a pluralidade de ideias existentes na sociedade.

O governo, dessa forma, impulsionava a criação do sistema público de comunicação tendo a clareza de que não iria controlá-lo, dando à sociedade esse poder. Num país marcado pelo patrimonialismo, tratava-se de aposta ousada, daí a importância das referências internacionais, cuja modesta contribuição dei no meu livro A melhor TV do mundo, ainda nos anos 1990.

A ela, outras experiências vieram-se agregar, trazidas em seminário internacional realizado em Brasília, convocado pelo governo federal. A incompreensão e a ignorância de funcionários de emissoras comerciais presentes ao evento era tão grande, tanto que os vi fazendo chacotas com a rainha da Inglaterra, na tentativa de desqualificar o debate.

Isso tudo foi superado e a EBC, ainda que recebendo ataques de todos os lados, especialmente da mídia comercial, foi implantada. Durou cerca de nove anos. Pode demonstrar ao longo desse tempo a importância de levar ao público uma programação de rádio e TV, e um conteúdo informativo, através da Agência Brasil, fundados num olhar amplo e contextualizado da vida, atendendo necessidades simbólicas da sociedade, negadas pelos meios comerciais.

Nem tudo, no entanto, foram rosas. Ousou-se pouco na busca efetiva pela audiência que não deve ser obsessão na comunicação pública, mas também não pode ser desprezada. O sinal da TV Brasil em nenhum momento teve abrangência nacional, as emissoras de rádio não podiam ser ouvidas em São Paulo, por exemplo. Apenas nos últimos meses antes do golpe tentou-se de forma correta reverter essa situação, mas aí já era tarde. Mesmo assim, nesse período derradeiro, quando o jornalismo tornou-se mais ousado, refletindo anseios e expectativas de amplos setores da sociedade, foi possível constatar a ampliação do interesse público pelas emissoras da EBC.

Um apoio que poderia ter sido conquistado há mais tempo, se tais equívocos não houvessem sido cometidos. Com ele, talvez a destruição da comunicação pública não ocorresse com tanta facilidade como acabou acontecendo. Resta esperar que num novo momento histórico a experiência da EBC, seus erros e acertos, ajude a construir uma comunicação pública mais sólida e duradoura.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Fascismo no Leblon


Por Carol Proner

O moleque vinha da praia, pedalando desenfreado e tentando se livrar dos homens que o perseguiam, até que foi derrubado ali em frente, provocando a disparada de pessoas para ver ou até participar do castigo. Já estavam posicionados em torno do garoto negro que, depois da queda, tinha a cabeça presa sob o pé de alguém, um braço torcido e começava a ser chutado pela própria vítima em surto de ódio, justificando que havia trabalhado muito para ter aquele aparelho celular.

Escrevendo agora, tenho apenas flashes de memória, mas lembro que corri imediatamente para lá, com a convicção dos distraídos, gritando em nome de uma suposta comissão de direitos humanos: “ninguém machuca o garoto! Chama a polícia, mas não bate no garoto”.

Nessa de meter o corpo, não me dei conta do absurdo e que, ali, a tresloucada era eu. Não reparei nos brutamontes corpulentos que esticavam o ladrão imobilizado em posição de jiu jitsu e acabei provocando a ira de todos. Vários dedos apontaram para mim, os gritos migraram, a mulher roubada esteve a ponto de me bater até que alguém perguntou a idade do moleque. Aproveitei a resposta e emendei: “Tá vendo? 15 anos, menor de idade! Chama a polícia, mas não bate no garoto”.

O homem que perguntou a idade, provavelmente o comparsa, prometeu conduzir o moleque até a guarda municipal e, magicamente, o ladrão saiu da cena. Dali em diante, o foco passou a ser outro. Fazer triunfar o argumento fascista passou a ser mais importante que recuperar o celular roubado ou mesmo prosseguir o linchamento social.

Em debate circular, apareceram falsos advogados, um suposto delegado, um tal agente da polícia federal, um velho que passava por ali e meteu o dedo na minha cara porque era velho e sabia de tudo, mas a maior agressividade vinha das mulheres que acompanhavam os pitbulls tatuados, um ódio que eu nunca tinha visto.

Gisele veio ao meu socorro e nem mesmo uma mãe com um bebê no colo foi respeitada. Tentando me acalmar, ela lembrou do garoto estrangulado no supermercado Extra e disse que fizemos bem em interferir. Tremendo, decidimos voltar ao restaurante e terminar o nosso almoço, mesmo diante da provocação do bando que, soubemos depois, havia atravessado a madrugada consumindo álcool, drogas e cultivando ódio.

Nos surpreendemos com a solidariedade de algumas mesas e de dois garçons muito discretos, pois o gerente, certamente bolsonarista, não aprovaria manifestação explicita de humanidade.

Um casal solidário nos acompanhou até a saída e pudemos partir seguras, porém tristes, pensando nessa gente doente, no pobre garoto que arriscou a vida, na miséria da nossa sociedade.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Dieese diz que alteração no BPC prejudicará 2 milhões de idosos pobres

As mudanças que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer fazer nas regras de pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) “podem resultar em perdas entre 23,6% e 32,8% do valor presente dos benefícios para os idosos”, afirma o Dieese em nota técnica que analisou estudo da Secretaria de Política Econômica (SPE), ligada ao Ministério da Economia.


O Dieese refez os cálculos apresentados pelo governo, mantendo a mesma metodologia, mas com a adoção de parâmetros que, em consonância com declarações do ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, são mais adequados à realidade, segundo a nota divulgada pela entidade.

Em 12 de março, a SPE divulgou um estudo defendendo as alterações sugeridas pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019 no BPC destinado a idosos em situação de miserabilidade, aqueles que têm renda familiar igual ou menor de um quarto do salário mínimo.

De acordo com o texto da PEC, ao invés de pagar um salário mínimo (R$ 998,00) a pessoas com mais de 65 anos, que não conseguiram cumprir a regra de tempo mínimo de contribuição ao INSS de 15 anos para ter direito a aposentadoria, o governo pagaria R$ 400,00 a partir dos 60 anos. Só a partir dos 70 anos, esses idosos passariam a receber um salário mínimo. Além disso, só poderá se tornar beneficiário o idoso cuja família tenha patrimônio inferior a R$ 95 mil.

Os técnicos da secretaria fizeram simulações tentando demonstrar que essas medidas aumentariam o bem-estar dos beneficiários quando comparadas às normas hoje vigentes, uma vez que representariam ganhos significativos em valor presente.

O Dieese afirma que isso acontece, entre outros fatores, porque o governo considerou em seu estudo taxas de juros inadequadas por serem, segundo o próprio Guedes, distorcidas e absurdas, “o que leva a resultados completamente fora da realidade”.

“De fato, o ministro tem razão”, segue a nota técnica, “as taxas de juros praticadas pelos bancos no Brasil são mesmo absurdas e, ao adotá-las, o estudo chega a resultados que fogem ao bom senso. Para exemplificar, segundo os cálculos apresentados, R$ 400 hoje valem o mesmo que R$ 554.686, em 2029. Ou seja, segundo a lógica que orienta os técnicos do governo, seria mais vantajoso receber os R$ 400 hoje do que meio milhão daqui a 10 anos”.

Além disso, a SPE ignorou que o grau de esforço no trabalho aumenta com o passar dos anos. “Desconsiderou também que as atividades a que os idosos em situação miserável se submetem são especialmente desgastantes e penosas”, acrescenta o Dieese, concluindo a perda no valor, “o que significa uma redução do bem-estar desses idosos”.

Em um dos cenários descritos na nota técnica, com base em “parâmetros mais realistas”, o beneficiário receberia R$ 72.899 no período de 10 anos, considerando taxa de retorno da poupança e inflação (estimada em 4% ao ano). Pelo modelo do governo, o valor presente seria de R$ 51.026, diferença de quase R$ 25 mil, perda de 32,8%.

A mudança nas regras de acesso ao BPC, afirma o Dieese na nota técnica, afetaria de imediato as famílias dos mais de 2 milhões de idosos que hoje têm direito ao benefício. “Em valores nominais, caso a reforma seja aprovada, um beneficiário idoso do BPC receberia até R$ 20.034 a menos do que lhe seria devido pelas regras em vigência”.

E a tendência, prossegue a nota, é “atingir um número muito maior nos próximos anos, em função das mudanças nas regras de acesso à aposentadoria propostas pelo governo”, que dificultam o acesso de milhões de trabalhadores.

E a redução do valor do benefício “implicará, para boa parte desses idosos, a postergação do momento em que esperam deixar de trabalhar, uma vez que muitos se verão compelidos a continuar na ativa até os 70 anos”.

Fonte: CUT

terça-feira, 16 de abril de 2019

Agora, hoje, nestas horas sombrias

Estava pensando em escrever sobre o Buraco Negro em que se encontra o Brasil. Mas mudei de ideia ao ver este post de um amigo do Face:


Por *Urariano Mota

“Que dia triste! Uma vontade profunda de morrer!”.

Então ele recebeu mais de duzentos comentários, dentre os quais seleciono:

“Força, meu nobre amigo, enfrento isso também por várias vezes, dias e momentos, ainda mais com que o Brasil vem passando. Daí lembro que nós podemos somar e fazer a diferença. Não acabou, ainda há a esperança, e nós juntos somos essa esperança. Estamos juntos e não soltemos a mão um do outro, pois juntos nos fortalecemos e somos mais fortes. Vai dar uma volta, ver coisas boas, ver coisas que te façam rir, paisagens, e se fortaleça, melhoras!!!...

Levante, sacode a poeira e dá volta por cima. A vida e feita de altos e baixos. Um grande abraço pra você.....

Amigo, levanta a cabeça, isso passa!...

Se puder ajudar de alguma forma, estou às ordens, companheiro. Sei que não me conhece, mas em certa horas o que vale é ajudar....

Estou crônica com esse sentimento...

As vezes dá a sensação de estar lutando sozinho. Daí calculei +ou- o nº de amigos meus c/o nº de amigos deles, descobri que somos milhões! Somos milhões lutandopela mesma causa! Milhões de resistentes!!

É desse último comentário que parto. Em um caderno anotei sobre esse post:

É preciso pensar nos companheiros de jornada que fazem da sua dor um trabalho de reflexão, que fazem da sua dor um serviço para a construção da humanidade. Que nos sirva de inspiração o imenso Primo Levi, que escreveu

“Nesta grande engrenagem para nos transformar em animais, não devemos nos transformar em animais. Até num lugar como este pode-se sobreviver, para relatar a verdade, para dar nosso depoimento. E, para viver, é essencial esforçar-nos por salvar ao menos a estrutura, a forma da civilização.”

Então penso no poeta e crítico Regis Bonvicino que, depois da perda da filha Bruna Menconi Bonvicino, caiu, se levantou e participa com a sua revolta crítica. Então penso no incansável Celso Marconi, que na altura dos seus 89 anos escreve críticas luminosas de cinema sobre o mundo fora de Hollywood. Então penso nos fundamentais professores nas universidades, em mestres do nível de Alcir Pécora, Francisco Foot Hardman, José Antonio Spinelli, Izabel Nascimento, que trabalham em meio ao desgoverno que tenta acabar com a universidade. E que continuam a ensinar ainda assim, a esclarecer pessoas porque essa é a sua essência.

Então penso em minha particular experiência, e sei que chegar até o fundo do poço às vezes é bom. É dessa queda que recebemos impulso para subir, para fazer uma real mudança de rumos ou aprofundar o nosso destino na terra. Se comparo mal, é como ir até o fundo de uma piscina e nos empurrarmos de volta à vida com os pés, mãos e toda sensibilidade.

Então penso enfim nos militantes socialistas, democratas, comunistas, que vêm de ponta a ponta do Brasil, do exterior, e se levantam contra o fascismo. Não importa se viveremos o suficiente até a vitória. O que importa mesmo é

a nossa resistência. Nela, por nossa simples presença, já vencemos. È nossa razão de viver. Assim como no romance “A mais longa duração da juventude” no trecho:

“A resistência, que é vida, se faz na brevidade pelas ações e trabalho dos que partiram e partem. Mas nós, os que ficamos, não temos a imobilidade da espera do nosso trem. Nós somos os agentes dessa duração, o trem não chegará com um aviso no alto-falante, 'atenção, senhor passageiro, chegou a sua hora'. Até porque talvez chegue sem aviso, e não é bem o transporte conhecido. O trem é sempre de quem fica. E porque somos agentes da duração, a nossa vida é a resistência ao fugaz. Nós só vivemos enquanto resistimos".

Que dias tristes. Que momentos imperdíveis para o necessário trabalho.

* Jornalista do Recife. Autor dos romances “Soledad no Recife”, “O filho renegado de Deus” e “A mais longa duração da juventude”

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Prefeitura de Mandaguaçu - PR anuncia Concurso Público com 40 vagas

Inscrições deverão ser feitas entre os dias 22 de março de 2019 e 15 de abril de 2019, via internet, no site www.institutounifil.com.br. A taxa a ser paga pelos inscritos varia entre R$ 40,00 e R$ 100,00.


Podem participar profissionais de nível Fundamental, Médio/ Técnico e Superior.

A Prefeitura de Mandaguaçu - PR disponibiliza o edital do Concurso Público que tem como intuito contratar profissionais de nível Fundamental, Médio/ Técnico e Superior.

Serão preenchidas 40 vagas nos cargos de Agente de Serviços Operacionais - Feminino (4); Agente de Serviços Operacionais - Masculino (1); Eletricista/ Encanador (1); Mecânico Diesel e Gasolina (1); Motorista (3); Operador de Máquina Pesada (1); Pedreiro (1); Tratorista (1); Agente Administrativo (2); Auxiliar Administrativo (1); Auxiliar de Consultório Dentário (1); Técnico em Enfermagem (3); Técnico em Vigilância Sanitária (1); Técnico em Higiene Dental (1); Advogado (1); Assistente Social (2); Contador (1); Engenheiro Civil (1); Fonoaudiólogo (1); Médico Clínico Geral (2); Odontólogo (1); Professor de Educação Especial (1); Professor de Educação Infantil (3); e Professor de Ensino Fundamental (2).

Quando contratados, os profissionais atuarão em carga horária que varia de 20h a 40h semanais e receberão salários que partem de R$ 998,00 e podem chegar a R$ 4.759,02.

Inscrições deverão ser feitas entre os dias 22 de março de 2019 e 15 de abril de 2019, via internet, no site Unifil A taxa a ser paga pelos inscritos varia entre R$ 40,00 e R$ 100,00.

Prevista para ser aplicada no dia 19 de maio de 2019, a Prova Objetiva tem como conteúdo programático Língua Portuguesa, Matemática, Informática Básica, Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos. Para alguns cargos serão realizados ainda Teste de Aptidão Física (TAF), Redação, Prova de Títulos ou Prova Didática.

Conforme determina o edital a validade do certame é de dois anos, prorrogável por igual período. Para mais informações consulte o documento disponível em nosso site.

Jornalista: Daniel Alvarez
Via – PCI Concursos

sábado, 13 de abril de 2019

Reforma da Previdência pode levar ao desemprego mais meio milhão de pessoas

Recursos das aposentadorias fomentam desenvolvimento regional. Redução de valores pagos a idosos, rurais e BPCs agravaria crise de emprego em milhares de cidades por todo o país.


Por Cláudia Motta, da RBA

São Paulo – Num país desigual como o Brasil, os benefícios da Previdência pagos aos trabalhadores rurais, idosos e aos carentes ajudam a sustentar famílias inteiras e são o esteio da economia de milhares de pequenas cidades brasileiras. A reforma da Previdência 2019 proposta pelo governo de Jair Bolsonaro, no entanto, ignora isso e pode levar a um efeito cascata que aumentaria em mais meio milhão o já elevado número de desempregados no país.

De acordo com a PEC 6/2019 apresentada pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes, os benefícios previdenciários passariam a ser calculados sobre a média de 100% das contribuições – o que rebaixaria o valor final – e somente após contribuir por 40 anos ao INSS o trabalhador teria direito ao valor integral. Além disso, os benefícios assistenciais, como os de Prestação Continuada (BPC), seriam desvinculados do valor do salário mínimo e não teriam garantida nem mesmo a correção monetária.

“Isso deverá produzir um importante impacto negativo na renda disponível de um grande contingente de famílias brasileiras de baixa renda”, afirma o economista Marcelo Manzano.

Estudo realizado pela Fundação Perseu Abramo (FPA) em 2.077 municípios brasileiros indica que em 1.946 deles (ou 93,7%) os valores recebidos via benefícios previdenciários superavam os repasses realizados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A maior parte do dinheiro que circula nessas cidades vem das aposentadorias pagas aos idosos, aos trabalhadores rurais, aos carentes e pessoas com deficiência via BPC.

“A Associação Brasileira de Municípios realizou sua assembleia em março e os prefeitos presentes foram unânimes: a reforma da Previdência, tal como vem sendo colocada pelo governo Bolsonaro, prejudicará muito os municípios e as prefeituras, uma vez que o empobrecimento da população, bem como a queda na economia de boa parte dos municípios, principalmente os pequenos e médios, com maior incidência no Norte e Nordeste, provocará não apenas queda na arrecadação como aumento da demanda pelos serviços públicos, especialmente na assistência social”, informa o estudo da FPA.

Segundo Manzano, a redução dos valores pagos pela Previdência teria efeitos arrasadores também para o mercado de trabalho.

“Cada um ponto do crescimento do PIB no Brasil nos últimos 20 anos significou crescimento entre 0,5% e 1,4% do mercado de trabalho. Como nosso país tem 90 milhões de ocupados, quando o PIB cresce 1%, na pior das hipóteses (os 0,5%) significa a expansão de 450 mil empregos”, explica o economista. “Se o contrário acontece, ou seja, a redução do PIB em 1% conforme projetado, nosso país pode perder aproximadamente 450 mil ocupações por ano em decorrência do desmonte do sistema de proteção social que está em vigor no país desde a Constituição de 1988.”

O efeito multiplicador da Previdência

A Previdência não significa só gasto que pode quebrar o Brasil, ao contrário do que quer fazer crer o governo Jair Bolsonaro.

Para dar uma ideia da importância dos recursos pagos pela Previdência no desenvolvimento nacional, Manzano explica que para cada real que a União transfere aos aposentados via Regime Geral da Previdência Social (RGPS), a economia cresce 0,53 mais. Quando esse real vai para os beneficiários do BPC, que são muito pobres e imediatamente gastam esses recursos, o efeito multiplicador é da ordem de 1,78 a mais.

É como se cada real que o governo gasta com a Previdência se multiplicasse e voltasse para o mercado 1,53 reais no caso da aposentadoria paga aos trabalhadores em geral e 1,78 reais quando se trata do que é pago via BPC.

“São recursos que estimulam as atividades econômicas nos municípios. Como é um número muito grande de pessoas, isso leva a um efeito multiplicador, promovendo outras atividades e fazendo com que a economia cresça”, afirma o economista.

“Ou seja, se de fato a reforma da previdência proposta pelo governo for aprovada nos termos em que foi apresentada, deverá afetar severa e negativamente o mercado de trabalho brasileiro”, avalia Manzano.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O desmonte da ciência brasileira

Anos de cortes no Ministério da Ciência e Tecnologia atingem em cheio pesquisas em todas as áreas e já afetam parcerias com agências europeias. Governo Bolsonaro acelera processo com redução drástica no orçamento.

Cientistas desenvolvem pesquisa sobre o zika em laboratório da Fiocruz: saúde é uma das áreas ameaçadas
A ciência brasileira se encontra num momento crítico. O último corte de recursos anunciado pelo governo de Jair Bolsonaro agravou drasticamente uma situação que, há anos, já era tida como crítica. A medida mais recente atingiu em cheio o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), subordinado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O contingenciamento de 42,27% das despesas do MCTIC coloca em risco o financiamento de cerca de 11 mil projetos e 80 mil bolsas financiadas pela principal agência de fomento à pesquisa do país.

"Nunca vi cortes da magnitude dos que foram decretados recentemente. São cortes extremamente pesados e, se não forem revertidos, destruirão a ciência brasileira. Esses cortes representam um ataque sério ao desenvolvimento e à própria soberania nacional", afirma Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências.

A avaliação de especialistas do setor é de que pesquisas em todas as áreas, inclusive de humanas, estão em risco. As primeiras afetadas são as pesquisas dependentes de laboratórios, que já estão ficando sem manutenção, sem materiais e com uma infraestrutura defasada.

Os cortes também prejudicam cooperações internacionais e são observados com atenção na Europa. Segundo a diretora do escritório regional do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) no Brasil, Martina Schulze, no ano passado, em programas conjuntos da agência alemã com instituições brasileiras, não foi possível conceder bolsas de doutorado na Alemanha pelo CNPq, pois não havia garantias de que elas seriam pagas.

"A incerteza quanto às possibilidades de financiamento para as instituições de ensino superior brasileiras e a pesquisa no país provocou um comedimento das universidades alemãs, que ainda persiste. O DAAD pode notar isso devido ao menor fluxo de recursos para o trabalho conjunto no ensino superior e na pesquisa com o Brasil", diz Schulze.

De acordo com a diretora da agência alemã, em 2016, o DAAD destinou cerca de 11 milhões de euros para bolsas e projetos com parceiros brasileiros. Em 2018, esse valor foi de apenas 8,7 milhões de euros.

Esse cenário, descrito por pessoas da área como trágico, não surgiu de uma hora para outra, mas é fruto de uma série de cortes que está em curso há algum tempo.

Processo contínuo de cortes

Há cerca de 20 anos, as ciências no Brasil viviam tempos áureos. A partir dos anos 2000, mais recursos já começavam a ser investidos no setor, conta Ildeu de Castro Moreira, presidente da presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Mas foi durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2006, que o MCTIC viveu um período de real prosperidade, com o aumento progressivo nas verbas destinadas à pasta. Em 2010, os investimentos no ministério atingiram o ápice, chegando a aproximadamente 8,6 bilhões de reais (em valores atualizados, quase 10 bilhões de reais).

Marca semelhante foi alcançada em 2013. Na época, a cultura de investimentos em ciência parecia estar se consolidando. Porém, a partir de 2014, teve início a crise que se estende até os dias de hoje. O orçamento da pasta passou a sofrer cortes constantes durante os anos seguintes do último governo Dilma Rousseff.

Sob Michel Temer, o Ministério da Ciência e Tecnologia incorporou o das Comunicações e sofreu um contingenciamento de 44% das despensas previstas para 2017. Naquele ano, foram investidos apenas 3,77 bilhões de reais, o menor orçamento dos últimos 12 anos.

O impacto foi tanto que levou entidades de pesquisa a se articularem no movimento "Conhecimento sem cortes", que denunciou a morte lenta da ciência no país devido à redução constante dos investimentos.

No início de 2018, a situação parecia um pouco melhor com o anúncio de um investimento de 4,7 bilhões na pasta, porém, houve novamente cortes, o que chegou a atrasar o pagamentos de bolsas em dezembro do ano passado. Esse atraso levou o CNPq a entrar em 2019 com um rombo de 300 milhões de reais no orçamento.

Para este ano, o Congresso havia aprovado um orçamento de 5,1 bilhões de reais para o MCTIC, porém, há cerca de uma semana, o governo decretou o contingenciamento de 42% das despesas da pasta, reduzindo para cerca de 2,9 bilhões de reais os recursos disponíveis para o ministério.

O presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras, afirmou ao portal G1 que a agência deve ter verbas para pagar bolsistas apenas até setembro deste ano. A previsão, porém, ainda não incluía o novo corte. Especialistas estimam que esse valor cubra os pagamentos somente até julho.

Desde 2016, os repasses para o pagamento de bolsas concedidas pelo CNPq vem caindo, passando de pouco mais de 1,1 bilhão para 784,7 mil reais neste ano. Metade dos 80 mil bolsistas da agência fazem iniciação científica e recebem apenas entre 100 e 400 reais por mês.

Além de correrem o risco de ficarem sem receber, os mestrandos e doutorandos possuem ainda bolsas com valores muito baixos, defasados pela inflação. Os valores de 1,5 mil reais mensais para mestrado e 2,2 mil reais mensais para doutorado não são reajustados desde 2013.

Pesquisas de saúde em risco

Entidades ligadas à ciência também afirmam que os cortes anunciados pelo governo Bolsonaro atingem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que financia a infraestrutura de instituições científicas. O fundo teve 80% de seus recursos contingenciados.

"Está ocorrendo um desmonte do sistema nacional de ciência e tecnologia, colocando em risco grupos de pesquisa constituídos nos últimos anos. O atual corte pode afetar grandes projetos como o Sirius e o Laboratório Nacional de Luz Síncotron, que o Brasil construiu a duras penas, ou o Laboratório de Ciência e Computação (LCC), que podem não ter condições de operar sem manutenção", afirma Moreira, da SBPC.

O físico diz que, no futuro, o país pode ter dificuldades também para desenvolver pesquisas essenciais na área de saúde. Segundo ele, o Brasil só foi pioneiro nos estudos sobre o zika porque na época havia condições para a realização de pesquisas. Cientistas brasileiros foram os primeiros a descobrir a conexão entre o vírus e os casos de microcefalia.

Com a falta de manutenção de laboratórios, que se deterioram com o tempo, a redução dos investimentos também representa uma perda dos recursos já aplicados no setor. Além disso, impulsiona a fuga de cérebros, com pesquisadores deixando o Brasil para realizar seus trabalhos em países que ofereçam melhores condições.

"Atualmente, o protagonismo das nações está baseado muito mais no poder do conhecimento do que no das armas. A pergunta é o que vai acontecer no Brasil num mundo que valoriza cada vez mais o conhecimento. A resposta é óbvia: o país vai se atrasar cada vez mais em relação a outros países", afirma Davidovich.

O Brasil investe menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) na área de ciência, tecnologia e inovação. Em alguns países europeus, o percentual gira em torno de 3%, e nos Estados Unidos, é de cerca de 2%.


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Dengue: fique atento aos sintomas e saiba como se prevenir

A transmissão acontece pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que pode ingerir o vírus ao picar uma pessoa infectada. Depois do período de incubação, esse vírus pode ser transmitido para outras pessoas que forem picadas pelo mesmo inseto.


Via - Pfizer

O vírus da dengue não é transmissível de uma pessoa para outra, a não ser em casos de "transmissão vertical" (da gestante para o bebê, ou por transfusão sanguínea).

Sintomas e evolução da doença

A dengue pode variar desde uma doença assintomática (ou seja, sem manifestação de sintomas), até quadros graves com hemorragia e choque, podendo causar morte.

Normalmente, o primeiro sintoma da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início repentino, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. Também é comum ocorrerem náuseas e vômitos, que resultam em perda de peso.

Nessa fase febril, é difícil diferenciar a doença de outras enfermidades. Por isso, é importante consultar um médico em caso de suspeita.

No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos evoluem para a recuperação e cura da doença. Porém, algumas situações podem evoluir para as formas mais graves da doença, apresentado os seguintes sinais de alarme:

• Dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdome é tocado
• Vômitos persistentes
• Acúmulo de líquidos
• Sangramento de mucosas (principalmente nariz e gengivas)
• Letargia (perda de sensibilidade e movimentos) ou irritabilidade
• Hipotensão postural (tontura e queda de pressão em determinadas posições)
• Hepatomegalia (aumento do fígado) maior do que 2 cm
• Aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue)

Nos casos mais graves, esses sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma é perdido. Os sinais desse estado são pulso rápido e fraco, diminuição da pressão, extremidades frias, pele pegajosa e agitação. Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada.

Tratamento

Independente do estágio da doença, é preciso procurar a orientação de um médico, que pode recomendar um acompanhamento ambulatorial nos casos mais simples, até encaminhar o paciente para internação em unidade de terapia intensiva nas ocorrências mais graves.

Como não existem medicamentos específicos para combater o vírus, nos casos de menor gravidade, quando não há sinais de alarme, a recomendação é fazer repouso e ingerir bastante líquido, como água, sucos, soro caseiro ou água de coco.

Prevenção

Não existem medidas de controle específicas para o ser humano, já que não existe nenhuma vacina ou droga antiviral. Então, o único jeito de prevenir a doença é o combate ao mosquito da dengue.

Para isso, é fundamental manter o domicílio sempre limpo e atentar ao acúmulo de água em locais abertos, evitando assim a proliferação de mosquitos.

Em caso de surtos, roupas que minimizem a exposição da pele podem proteger contra as picadas do inseto, assim como mosquiteiros e telas para janelas e portas. Repelentes também podem ajudar, desde que usados conforme as instruções do rótulo.

Os inseticidas domésticos também são ótimos aliados para evitar as picadas dos mosquitos em ambientes fechados. Eles podem ser encontrados nas versões aerossol, espiral ou vaporizador.


Fontes:
Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo
http://www.saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/orientacoes-gerais-sobre-saude/guia-basico-de-dengue

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