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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Charge dos nossos dias

Por Renato Aroeira.


A Lava Jato pode barrar a candidatura de Lula em 2018?

Condenação em primeira instância não impediria o petista de assumir a Presidência.

Pesquisas apontam Lula como favorito para as eleições presidenciais de 2018 em todos os cenários / Ricardo Stuckert.
Daniel Giovanaz
Brasil de Fato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou várias vezes em entrevistas e pronunciamentos oficiais a pretensão de se candidatar pela sexta vez à Presidência da República. Réu em cinco ações penais – três delas no âmbito da Lava Jato –, o petista depende do prazo das decisões judiciais para viabilizar sua candidatura.

Sete anos após deixar a Presidência, Lula lidera em todos os cenários as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2018. Segundo os dirigentes do partido, não há um plano B, mesmo diante do risco imposto pelas acusações de corrupção e obstrução à Justiça.

A defesa do ex-presidente afirma que as investigações são resultado de uma perseguição política, orientada para impedir a candidatura do petista no ano que vem.

Dilema

O parágrafo 1º, inciso I do artigo 86 da Constituição prevê que “o Presidente ficará suspenso de suas funções, nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal [STF]”. Ou seja, nenhum presidente da República pode se tornar réu em ações penais. Se isso acontecer, o chefe de Estado deve ser afastado do cargo. Não há consenso, porém, sobre a situação inversa: o que deve acontecer quando um réu se candidata à Presidência da República.

O STF deve se reunir no período de oficialização da candidatura de Lula para definir se a chapa pode ou não ser eleita, conforme a interpretação de cada ministro.

Primeira instância

De todas as ações penais em que Lula é réu, o processo conhecido como “caso triplex” é o que está mais avançado no âmbito da operação Lava Jato. A decisão do juiz Sérgio Moro deve sair entre junho e julho deste ano, mas não é suficiente para tirar o petista da corrida eleitoral porque ocorrerá em primeira instância.

Ficha limpa

A Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio Lula em 2010, veta apenas a candidatura de cidadãos condenados por crimes em segunda instância. Mesmo se Moro decidir pela prisão temporária do ex-presidente, o quadro não muda: a Constituição Federal de 1988 e a Lei da Ficha Limpa permitem que candidatos que já estiveram presos assumam cargos eletivos.

Em caso de condenação no caso triplex, a defesa de Lula deve recorrer à segunda instância federal. Se Sérgio Moro houver optado pela prisão, no momento do recurso o ex-presidente seria solto, porque tem o direito de responder em liberdade até a nova sentença. Condenado nas duas instâncias, ele se tornaria inelegível – embora lhe restasse, como última opção, recorrer ao STF e tentar uma liminar que suspendesse os efeitos da decisão judicial.

Uma operação politizada

Desde o início da operação Lava Jato, a reportagem do Brasil de Fato ouviu vários juristas e pesquisadores que estudam o campo do Direito e constataram um processo de “politização” da operação nos últimos dois anos. Relembre as críticas mais recorrentes sobre diferentes momentos da Lava Jato:

“No processo de impeachment, houve um direcionamento focado no PT, quando se sabia que o problema era generalizado. Não se trata de livrar o PT, mas nós vemos agora que, aparentemente, há uma corrupção muito maior nos outros partidos” (Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo - Fesp).

“É um equívoco imaginar que a Lava Jato é seletiva e pretende criminalizar apenas o PT. A Lava Jato pretende criminalizar o sistema político como um todo, e atinge o Lula porque ele é o líder mais popular do Brasil. Derrotá-lo, hoje, significa derrotar a política” (Luiz Moreira, ex-membro do Conselho Nacional do Ministério Público)

“Para aqueles que acreditam no sistema democrático, temos de dar o mesmo tratamento a todos. Deve-se lembrar que a delação diz tudo, mas não prova nada. É a palavra de alguém que cometeu um crime. Eu não vejo a delação como uma verdade incontestável. Não podemos comemorar o arbítrio estatal” (Patrick Mariano, mestre em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília).

Edição: Brasil de Fato Paraná.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mãe Beata de Yemanjá deixa importante legado religioso e social

Sua liderança é reconhecida tanto por religiosos de matriz africana, quanto em outras religiões e até mesmo na política.

"Uma mulher de fala amorosa e muito valorosa para a sociedade”, disse o padre Luís Corrêa Lima sobre a ialorixá / Vânia Laranjeiras | SECRJ
Fania Rodrigues
Brasil de Fato

Mulher, negra, cidadã com preocupações sociais e liderança religiosa importante. Assim será lembrada a Mãe Beata de Yemanjá, que faleceu no último sábado (27).  Ela deixou um importante legado na defesa das religiões de matriz africana, na luta contra a intolerância religiosa e no combate à discriminação racial.

Uma devota do candomblé, Mãe Beata era admirada por pessoas de variados setores da sociedade. “Ela era uma das mais notáveis ialorixás do Rio Janeiro”, afirmou o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ).

Para o padre católico Luís Corrêa Lima, a Mãe Beata de Yemanjá era fonte de inspiração, símbolo de resistência cultural e religiosa. “Sem dúvida ela exercia um papel de liderança. Além disso, uma mulher de fala amorosa e muito valorosa para a sociedade”, disse o padre, que também é professor de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ele explica ainda que participou, junto com a Mãe Beata, de algumas passeatas contra a intolerância religiosa, realizadas todos os anos, sempre em setembro, na orla de Copacabana.

“Para além da questão religiosa, Mãe Beata de Yemanjá tinha uma preocupação social e desenvolvia muitos projetos comunitários de combate à pobreza. Seu legado é enorme, tanto do ponto de vista religioso e da herança ancestral, quanto do social”, destaca o babalaô Ivanir dos Santos, que conviveu de perto com ela. Para Ivanir, Mãe Beata nunca vai morrer. “Seu corpo se foi, mas ela continua entre nós, nos inspirando a cada dia”, destaca o líder religioso.

Mãe Beata nasceu no Recôncavo Baiano e chegou ao estado do Rio no final dos anos 1960. Fundou o terreiro Ilê Omi Oju Aro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em 1985, e o comandou até o último dia. O local virou patrimônio cultural e entrou para o mapa da cultura do estado do Rio. A ialorixá também foi presidente da ONG Criola (organização de mulheres negras), integrante do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher – CEDIM e conselheira do Projeto Ató Ire – Saúde dos Terreiros e também da ONG Viva Rio.

Edição: Vivian Virissimo

Deputados do Mercosul defendem democracia e que "povo decida” futuro do Brasil

Resolução aprovada nesta 2ª pede que Comissão de Direitos Humanos acompanhe “crise institucional e política" no país.

Parlamento do Mercosul, Montevidéu / Reprodução | Facebook Parlasur
Redação
Brasil de Fato

O Parlamento do Mercosul (Mercado Comum do Sul), Parlasul, aprovou um documento no qual ressalta que os problemas do Brasil devem ser resolvidos “sem ingerência e que, no exercício de sua soberania, o povo decida”. A votação, ocorrida na tarde desta segunda-feira (29), teve apoio de 51 parlamentares; três votaram contra.

O entendimento de que a população brasileira deve decidir os caminhos para a solução dos problemas econômicos, sociais e políticos é o mote da campanha realizada pelos movimentos sociais e partidos políticos progressistas do Brasil que pedem a saída do presidente golpista, Michel Temer (PMDB), e a realização imediata de eleições diretas, de forma que a cidadania possa eleger seu próximo representante.

A declaração do Parlasul, que ressalta a soberania do Brasil, ocorre no marco da forte repressão verificada no país durante as manifestações realizadas nas últimas semanas contra o governo Temer e diante da violência policial marco do conflito pela terra, que ocasionou recentemente a morte de 11 camponeses no Estado do Pará. Assim, o texto, de iniciativa da bancada progressista do bloco, também pede que a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos acompanhe a “crise institucional, política e social no Brasil”.

Com base nesses fatos, o Parlasul avalia que há uma “grave crise institucional e política”, que gera “incerteza política e social não apenas no país irmão, mas em toda a região do Mercosul”. E “rechaça a militarização e repressão violenta às manifestações pacíficas dos movimentos sociais”.

Os deputados fazem coro à manifestação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e do Escritório Regional para a América do Sul do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) que “condenam o uso excessivo da força por parte da Polícia Militar para reprimir manifestações pacíficas no Brasil”.

No Facebook, o senador Humberto Costa (PT - PE) e o deputado Jean Wyllys (Psol – RJ) comemoraram a decisão do Parlasul, considerando que a mesma é um instrumento importante para fazer o enfrentamento, no Brasil, pela defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores e minorias.

Via – Brasil de Fato

Charge dos nossos dias

Por Renato Aroeira.


Vacinação contra a gripe é prorrogada até 9 de junho


A campanha de vacinação contra a gripe, programada para acabar nesta sexta-feira (26), foi prorrogada até o dia 9 de junho. Crianças de seis meses a quatro anos de idade, gestantes, mulheres que tenham passado por parto há menos de 45 dias, idosos maiores de 60 anos, doentes crônicos (mediante prescrição médica), profissionais de saúde e professores em atividade terão mais duas semanas para se vacinar.

O Estado do Paraná já vacinou 80% do público prioritário para a vacina. O percentual equivale a 2,4 milhões de doses aplicadas. A meta para este ano é chegar a, pelo menos, 90%. A maior preocupação é com as crianças e gestantes, que foram os que menos buscaram as unidades de saúde para serem vacinados. Os índices estão em 62% e 64%, respectivamente.

De acordo com o coordenador estadual de imunização, João Luís Crivellaro, a procura pela vacina está mais baixa este ano. “Com as ótimas coberturas vacinais que o Paraná vem apresentando nos últimos anos, os casos e óbitos estão cada vez menores. Entretanto, as pessoas precisam continuar se vacinando para que esses números reduzam ainda mais”, enfatiza.

Crivellaro explica que a vacina demora de 10 a 15 dias para garantir imunidade, por isso a campanha é promovida antes da chegada do inverno. “A população deve ir até uma das 2,2 mil unidades de saúde o mais rápido possível para que quando as temperaturas caírem, eles já apresentem a proteção adequada”, comenta.

CASOS - Do início do ano até a última sexta-feira (19), o Paraná registrou 66 casos de gripe com dois óbitos. A maior parte causado pelo vírus Influenza A (H3) Sazonal, com 57 registros em 12 Regionais de Saúde. Também foram contabilizados oito casos de Influenza B e um caso de H1N1. Mais informações AQUI, clicando no link “Boletim da Gripe”.

Via - Portal Loanda

sábado, 27 de maio de 2017

JOSIANE MEDEIROS – A BELA DA SEMANA


Neste mês de maio onde se dedicam honras as mães, seguimos louvando as mulheres que chegaram a este estágio da vida, convém destacarmos aquelas que pela condição de ser mulher e pela graça de ser bela, atingiram, pois, ao ápice da condição humana e tornaram-se mães, mães amorosas e admiráveis de filhos privilegiados por possuírem progenitoras que são modelos no amor, dedicação e na beleza feminina.

Os olhos mais atentos dão conta que o tempo não conta para determinadas mulheres e a beleza magistral da adolescência, permanece como característica principal em mulheres que mesmo sendo mães e em especial no caso desta que hora homenageamos que é também avó, continua chamando a atenção pela notável formosura...

Assim é Josiane Medeiros, beleza inegável geradora de beleza, do ventre desta formosa dama nasceram as belas Tayná e Letycia Medeiros, filhas que aqui estiveram, pisando o pedestal das belas, como as filhas, Josiane contribui para agraciar nossas retinas...

Louvemos, pois a flor mamãe, ela também é mãe do Victor Medeiros, através de Josiane afirmamos que a mulher sendo bela, já se torna merecedora de admiração, sendo mãe, ela supera suas próprias perfeições, e nós, reconhecemos nestas beldades o retrato fidedigno da perfeição que delas se originam.

Josiane Medeiros, visível beleza na condição de mãe, sendo, pois detentora deste invejável título, é justo que ela ocupe este espaço ao qual temos como uma vitrine de belas, e nós, consequentemente nos tornamos súditos destas majestosas criaturas que em seus ventres geraram vidas...

Se ser mulher já é um privilégio, ser bonita é fazer-se divina, doutra forma, ser mãe é materializar-se na perfeição e na santidade pela qual o ser humano sempre terá o respeito e a devoção dos bons filhos...

Através deste respeito, seja dada reverência à beleza desta mãe, esta magnificente Josiane... Fechamos com chave de ouro este mês de maio, expondo o capricho e a dedicação daquelas que atravessam gerações sendo destaque pela imagem que favorece olhares, A beleza das mães é presenciada nela... Josiane Medeiros é a Bela da Semana.

*JOSIANE MEDEIROS – Nova Londrina Paraná – Josiane é mãe da Tayná, Victor e Letycia Medeiros.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Presidente do IBGE desmente Temer: economia não melhorou

Ao tentar explicar a polêmica revisão dos indicadores relativos ao desempenho do comércio e dos serviços em janeiro, o economista Paulo Rabello de Castro, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), terminou se contrapondo ao discurso oficial do governo. De acordo com ele – e ao contrário do que diz Michel Temer -, o cenário “é muito ruim” e o ambiente econômico "não melhorou".


“O mercado já não aguenta mais as idas e vindas de um país que, de fato, não consegue acordar do sono da grande recessão em que ainda está metido”, disse Castro, em entrevista ao Valor Econômico. As declarações desmontam a tese de que o Brasil já passa por uma recuperação econômica, algo que a equipe de temer insiste em repetir.

De acordo com o economista, o quadro atual tende a agravar “a síndrome de confiança” e justifica preocupação. “Tudo o que essa administração tem tentado fazer desde o dia 1, que foi comemorado há dias o primeiro ano, foi reinstituir a confiança. E, no momento em que politicamente essa confiança é desmontada no seu aspecto mais visceral, que é a confiança na atitude do governante, realmente é para ficarmos muito preocupados”, afirmou.

Questionado sobre como avaliava o futuro político com a crise e a eleição em 2018 para a economia, ele defendeu que a reportagem reformulasse a pergunta. “Porque diante de tamanha hecatombe não se pode mais projetar 2018 como sendo ano eleitoral. Há uma hipótese de que eleição possa vir a ser antecipada, inclusive por uma decisão unilateral do nosso presidente atual, na medida em que se sinta desconfortável. A gente realmente não sabe nesse momento o que tende a acontecer”, analisou.

Em abril, o IBGE revisou os indicadores relativos ao desempenho do comércio e dos serviços em janeiro e terminou gerando questionamentos e dúvidas. A princípio, o órgão havia anunciado que, no primeiro mês do ano, as vendas do comércio caíram 0,7% em relação a dezembro, e os serviços recuaram 2,2%. Com a revisão, houve uma mudança brusca nos resultados. O comércio teria crescido 5,5% e o setor de serviços, 0,2%.

Ao ser indagado sobre o assunto, Castro buscou “explicações técnicas e enumerou três razões para o que chama de "condição excepcional": uma amostra menor que a usual, um resultado do mês de dezembro muito ruim, e a não retropolação do índice”, publicou o Valor.

A respeito de uma possível interferência do governo, em um momento em que se buscam números melhores na economia, ele defendeu o instituto: "Que se dane o governo. Eu não 'tô' aqui nem para produzir dados bons nem dados ruins para ninguém. Os dados são o que são."

Do Portal Vermelho, com Valor Econômico


"Meu" blogue faz sete anos


No decorrer de sete anos com apresentações diárias, procurei expor a opinião que não é somente minha, mostrei as notícias de nossa comarca (Itaúna Do Sul, Diamante do Norte, Marilena e Nova Londrina) para o mundo e do mundo para nossa comarca. O blogue que tornou-se a maior vitrine da beleza feminina no extremo noroeste do Paraná. Meu intuito foi promover  a boa leitura. Solidarizei-me com a indignação de muitos, sei que minha opinião não é importante para todos e nem sempre vai de encontro com os conceitos de muitos dos que leem o que aqui é postado.

Importa-me, no entanto que este blogue seja um canal onde possamos fazer uso de um direito que nos assiste, o direito de nos informarmos e nos indignarmos contra tudo aquilo que não contribua para uma sociedade justa e igualitária.

Até hoje publicamos 8.073 postagens, no presente instante contamos um milhão, trezentos e setenta mil e quatrocentas e quarenta e três visualizações. 302 mulheres adornaram o Bela da Semana... Em sete anos, postamos nossas vitórias, derrotas, alegrias e tristezas, eu não consigo parar. Aos leitores obrigado por fazer parte desta história.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Vendido como mocinho pela irmã, Aécio garantiu blindagem da imprensa por 30 anos

Para entender a figura do político, é preciso conhecer Andrea Neves, a irmã do senador, presa na semana passada.

Senador Aécio Neves durante discurso na tribuna do Senado / Lula Marques/Agência PT.
Lucas Figueiredo

Esqueça por um momento o espetáculo grotesco: um senador da República, presidente de um dos maiores e mais importantes partidos do país, já formalmente investigado pela maior operação anticorrupção do Brasil, se encontra em um hotel de luxo com um megaempresário e combina com ele o pagamento de uma propina de R$ 2 milhões. Na ação, o senador age em família, ajudado pela irmã e por um primo. Antes de encerrar as tratativas com uma frase lapidar – “isso vai me dar uma ajuda do caralho” –, o senador diz ao empresário, entre risadas, que mandaria matar o primo, encarregado de recolher a propina, caso este um dia resolvesse fazer delação premiada. O dinheiro, embalado em maços, é enfim entregue em malas ao tal primo, e o destino final da bolada são os cofres da empresa da família de outro senador, um político de péssima fama (quatro anos antes, o helicóptero de sua família, registrado em nome de uma pessoa jurídica, havia sido apreendido com 445 quilos de pasta de cocaína).

Esqueça tudo isso só por um momento. Não falaremos aqui do Aécio Neves que a grande maioria do público que se informa pelo noticiário das TVs, dos jornais, das rádios e da internet conhece há apenas cinco dias. O que nos interessa é o outro Aécio, aquele que, em 32 anos de vida pública, foi “vendido” pela quase totalidade da mídia como um político honesto, moderno, “diferente” (no bom sentido) e até mesmo encantador.

Claro que é importante conhecer o “novo” Aécio que aparece agora dirigindo megalicitações, pegando propina, tentando bloquear as investigações da Lava Jato. Mas é igualmente fundamental entender o processo que garantiu três décadas de blindagem ao “antigo” Aécio. É preciso esmiuçar a armação que fez com que a grande maioria do público consumisse um político holograma, uma mentira.

Para compreender esse fantástico case de construção de imagem, é preciso jogar luz em uma personagem que, no sentido inverso ao de Aécio, passou essas últimas três décadas nas sombras: Andrea Neves, a irmã do senador que foi presa na semana passada suspeita de participar da operação de pagamento de propina descrita no início deste texto.

Tancredo Neves, com os netos, Andrea e Aécio Neves, em Cláudio, Minas Gerais (1984). (Foto: Divulgação/Flickr aecioneves).
Aécio começou a ser embalado em papel celofane pela grande mídia em 1985, quando seu avô Tancredo Neves, escolhido presidente da República em eleição indireta, foi internado em um hospital de Brasília às vésperas de assumir o cargo. Nessa época, atuando como porta-voz da família, Aécio, o jovem neto de Tancredo que lhe servia de secretário particular, começou a entrar nas casas e no coração dos brasileiros. O país parara em frente à TV para acompanhar o drama de Tancredo. Durante 38 dias – entre 14 de março, data da internação, e o fatídico 21 de abril, quando o presidente eleito morreu –, Aécio Neves, recém-completados 25 anos, narrou com olhos marejados a desgraça do avô e, por tabela, a tragédia de um Brasil que se preparava para dar fim a 21 anos de ditadura militar.

Aécio saiu do episódio com um enorme potencial eleitoral. Um mês depois da morte do avô, ele começou a faturar seu prêmio ao ser nomeado diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal por seu primo Francisco Dornelles, então ministro da Fazenda do governo José Sarney (1985-1990). Daí ele não parou mais – no ano seguinte, Aécio conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Novo, inexperiente na política, ele era uma espécie de mascote do Congresso.

Andrea Neves entrou em cena no princípio da década de 1990 e, partindo de um início promissor, começou a transformar o irmão em um Robocop da política nacional. Seu objetivo: moldar a imagem de Aécio como o mocinho da fita e, sobretudo, blindá-lo na mídia não apenas contra possíveis ataques, mas também contra a mais singela das críticas.

Quando o irmão gastava energia pegando onda nas praias no Rio de Janeiro, Andrea já se revelava um animal político.

Se Aécio era inexperiente e pouco afeito às coisas da política, o mesmo não podia ser dito em relação a Andrea. Um ano e 23 dias mais velha que o irmão, ela era a verdadeira herdeira das artimanhas de Tancredo. Desde muito jovem, no alvorecer dos anos 1980, quando o irmão gastava energia pegando onda nas praias no Rio de Janeiro, Andrea já se revelava um animal político – seu début se dera na fundação do PT fluminense, da qual participara. Formada em jornalismo pela PUC do Rio, ela gostava de discutir, conchavar, compor. Amava esse jogo e era muito boa no que fazia.

Em meados da década de 1990, Andrea já era a principal mentora do irmão. Foi quando uma segunda tragédia familiar catapultou a carreira de Aécio: a morte prematura, por infarto, aos 48 anos de idade, do deputado Luiz Eduardo Magalhães (PFL-BA), filho do todo-poderoso senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Habilidoso, carismático e afinado com os interesses do grande capital, o filho de ACM era a principal aposta política do establishment. Na toada em que ele vinha (três mandatos consecutivos como deputado federal, um mandato bem-sucedido como presidente da Câmara e, logo adiante, uma barbada que o elegeria governador da Bahia), Luiz Eduardo haveria de ser presidente da República, muitos pensavam. A morte, contudo, mais uma vez bloqueou o acesso à rampa do Palácio do Planalto.

Com o desaparecimento de Luiz Eduardo Magalhães, Aécio se viu no posto de reserva estratégica do establishment. É bem verdade que, nos campos de centro-direita e direita, ele não era o primeiro da fila. Havia Fernando Henrique Cardoso, presidente em primeiro mandato, então com 66 anos, e outros nomes que ainda seriam testados, como José Serra, 56 anos, e Geraldo Alckmin, 45. Mas, aos 38 anos de idade recém-completados, Aécio podia não ser o amanhã, mas estava escrito em algum lugar que ele seria o depois de amanhã. Bastava fazer uma conta de padaria para ver a potencialidade daquele jovem político. Se FHC fosse reeleito em 1998, como de fato o foi, e o status quo gastasse as três eleições presidenciais seguintes apostando em nomes mais óbvios, Aécio poderia ser jogado no tabuleiro político principal na eleição de 2014. Se perdesse, como de fato perdeu, teria ainda 2018, 2022 e, quando seria então um jovem senhor de 66 anos, 2026.

Posse de Aécio Neves após ser reeleito governador de Minas (2007). (Foto: Eugênio Sávio).
Em 1998, portanto, quando Luiz Eduardo Magalhães morreu, o neto de Tancredo era, para o establishment, como um vinho de uma boa região produzido em uma safra afortunada: bastaria guardar alguns anos, em condições ideais de temperatura e pressão, para no futuro desfrutar com gosto. O principal responsável por guardar esse tesouro, para impedir que algo de ruim acontecesse durante o processo de “envelhecimento”, era Andrea Neves. E ela cumpriu a missão com louvor.

Andrea guiou o irmão no trajeto luminoso que fez dele presidente da Câmara dos Deputados (2001-2), governador de Minas por dois mandatos (2003-10), senador (a partir de 2011) e candidato a presidente da República, em 2014. Andrea liderava pessoalmente a articulação com alguns dos maiores empresários do país e autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Em alguns casos, como mostram agora as gravações feitas por Joesley Batista, sócio do grupo JBS, ela também levantava recursos para Aécio. Em outros, negociava apoio em troca de apoio. Assim, trabalhando como uma formiga enquanto Aécio bancava a cigarra, ela edificou uma estrutura política e financeira poderosa em torno do irmão.

Em grande medida planejada, criada e gerenciada por Andrea, a couraça que protegia Aécio o fez flanar liso durante três décadas. As nebulosas conexões de Aécio com empresas públicas de números superlativos (como Furnas), as suspeitas de envolvimento com obras superfaturadas (como as do estádio do Mineirão) e a proximidade com corruptos notórios (como o operador financeiro Marcos Valério) não eram assunto de interesse das autoridades. Não havia delegado, promotor ou juiz que lhe criasse problemas. Na grande mídia, por sua vez, salvo raríssimas e honrosas exceções, Aécio era retratado com um homem sem máculas.

Aécio Neves, Ronaldo e Luciano Huck. (Foto: Foto: Omar Freire/Imprensa MG)
Foi na construção da imagem pública de seu irmão que Andrea se revelou um ás. Durante os dois mandatos de Aécio no governo de Minas e na campanha presidencial de 2014, ela comandou com mão de ferro a área de comunicação. Fazia marcação cerrada em contato direto com os donos e com diretores de TVs, jornais e rádios conseguindo assim barrar reportagens já escritas, derrubar pautas e criar dificuldades para repórteres que se punham em seu caminho. Não é que Andrea conseguisse apenas evitar a publicação de denúncias relativas ao irmão, ela não deixava que ele fosse sequer levemente criticado – uma obsessão à lá Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte. Na mídia, por um esforço hercúleo de Andrea, Aécio era descrito como um novo Juscelino Kubitschek: amigo dos artistas, bem-humorado, um político “do bem” que almejava o poder para construir um Brasil moderno.

Modernizada era a chave da propaganda.

Em seu plantão permanente para blindar o irmão, Andrea vigiava desde uma pequena rádio do interior até o Google. Para isso, construiu uma musculosa estrutura de comunicação/imagem/imprensa que chefiava com rigor marcial.

Não raro, a fixação de Andrea em plastificar a imagem do irmão conduzia a exageros. Em 2011, por exemplo, em mais um de seus dias de cigarra, Aécio levou um tombo de um cavalo. Nada que pudesse comprometer a imagem do senador, mas ainda assim Andrea queria evitar a piada pronta: Aécio caiu do cavalo. A assessoria do senador divulgou então uma nota meticulosamente construída: “O senador Aécio Neves sofreu um pequeno acidente quando montava a cavalo”. Ou seja, o senador sempre estivera em cima da montaria.

Aécio Neves após cair de cavalo e fraturar costelas e clavícula. (Foto: Assessoria de Imprensa).
Para reforçar a mensagem, jornalistas que contataram a assessoria do senador foram informados de que quem havia caído foi o cavalo, e este acabou por levar Aécio ao chão. Ainda assim, para Andrea, era pouco todo aquele esforço para evitar com que Aécio fosse retratado como um homem que, mesmo que diante em um acidente corriqueiro, pudesse parecer vulnerável. Dessa forma, horas depois da queda, a assessoria do senador distribuiu uma foto dele com o braço na tipoia e um sorriso aberto nos lábios, fazendo sinal de positivo com o polegar esquerdo. O cenho franzido, contudo, entregava a verdade: com uma clavícula e cinco costelas quebradas, o homem estava com dor.

No mesmo ano, aconteceu outro imprevisto, desta vez mais grave. Em uma madrugada de domingo, no Rio de Janeiro, Aécio foi pego em uma blitz da Lei Seca e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Mais uma vez Andrea entrou em cena para abafar o caso. Não havia apenas uma questão delicada em jogo (Aécio havia bebido antes de dirigir?). Quando foi pego na blitz, o senador guiava um dos carros de luxo (Land Rover) da frota de uma rádio da qual ele era sócio. Havia mais: naquele fim de semana, Aécio viajara ao Rio nas asas do jato Learjet prefixo GAF, que pertencia a uma empresa que tinha como sócio o presidente da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), Oswaldo da Costa Borges Filho.

Cidade Administrativa de Minas Gerais, que teria processos de licitação fraudados. (Foto: Renato Cobucci/Imprensa-MG).
A Codemig não era uma empresa pública qualquer. Como gerenciadora dos bilionários recursos arrecadados com os royalties minerários do Estado, a companhia controlava algumas das maiores obras do governo de Minas, como a Cidade Administrativa, a megalomaníaca construção feita na gestão de Aécio como governador de Minas que consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Borges da Costa Filho, por sua vez, também não era um subordinado qualquer. Ele era aparentado de Aécio (era casado com uma filha do padrasto do senador).

Durante anos, o caso dormiu em berço esplêndido nas gavetas das grandes redações do país. Você não ficou sabendo se Aécio havia bebido naquela noite, assim como não ficou sabendo nada sobre a rádio, muito menos sobre o avião. Nesses seis anos, houve tempo suficiente para investigar as relações de Aécio com Borges da Costa Filho, mas curiosamente também nenhum grande jornal, revista ou TV se interessou pela história. Os laços que uniam ambos só começaram a vir à tona neste ano, quando Marcelo Odebrecht afirmou, em delação premiada, que, mesmo antes de a licitação da Cidade Administrativa ser oficializada, a obra havia sido repartida entre um grupo de megaempreiteiras, entre elas, a Odebrecht. Segundo contou Marcelo Odebrecht, parte da propina, de 3% do valor da obra, foi paga em dinheiro a Borges da Costa Filho.

Ainda em 2011, em meu blog, fiz vários posts sobre o Bafometrogate. Levantei informações sobre a recusa de Aécio em fazer o teste do bafômetro, sobre a rádio e sua frota de carros de luxo, sobre o jatinho e sobre as relações turvas de Aécio com Borges da Costa Filho. Aécio nunca respondeu de forma objetiva às questões por mim levantadas. Meu blog, por sua vez, começou a ser alvo de uma guerrilha de trolls, com uso agressivo de robôs, comandada pela militância do PSDB mineiro.

A blindagem da mídia gerenciada por Andrea produziu um político artificial com índices oficiais de aprovação dignos de um Saddam Hussein, chegando à casa dos 90%.

Por cima, tudo estava dominado. Mas, por baixo, havia quem teimasse em revelar a verdade. Isso aconteceu pela primeira vez de maneira mais efetiva em 2006, quando o rei foi colocado a nu por um estudante de graduação de jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Naquele ano, cumprindo a obrigação acadêmica de apresentar um trabalho final de conclusão do curso, Marcelo Baêta se aventurou a fazer um documentário em vídeo sobre as relações de Aécio com a imprensa. Tendo Andrea Neves como personagem principal, o trabalho (Liberdade, essa palavra) escancarou o esquema de manipulação da mídia para proteger Aécio. Baêta conseguiu entrevistar jornalistas – inclusive um ex-diretor da TV Globo Minas – que diziam ter sido perseguidos e/ou demitidos por ousar divulgar informações que não eram do interesse de Andrea.

Coube, portanto, a um estudante de jornalismo mostrar que a mídia estava amordaçada. O documentário, claro, durante anos foi solenemente ignorado pela grande mídia. E Baêta depois sofreria na pele sua cota de repressão.

Em Minas, até as palmeiras imperiais da Praça da Liberdade sabiam que era um risco para os jornalistas desagradar a família Neves.

Em Minas, até as palmeiras imperiais da Praça da Liberdade sabiam que era um risco para os jornalistas desagradar a família Neves. A lista de repórteres e editores demitidos ou perseguidos é grande, e o clima de terror, verdade seja dita, acabou por produzir uma nefasta cultura de autocensura entre os profissionais mineiros. A blindagem comandada por Andrea era tão eficaz que a própria Andrea rarissimamente era notícia. Se Aécio tivesse sido eleito presidente da República em 2014, o que quase aconteceu, uma das figuras mais importantes de seu governo seria uma desconhecida da quase totalidade da população. Sem exagero, seria o mesmo que FHC ser eleito sem que ninguém soubesse da existência de seu fiel escudeiro Sérgio Motta ou como se Lula chegasse ao Planalto sem que o público tivesse ouvido falar em José Dirceu. Andrea inventou um Aécio teflon e ainda por cima cobriu-se com um manto de invisibilidade.

No ano passado, contudo, o escudo começou a falhar. No início do governo Michel Temer, em uma conversa gravada com o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, em que discutiam uma forma de paralisar as investigações da Lava Jato, o ex-senador do PSDB Sérgio Machado disse duas frases que entrariam para a história: “quem não conhece o esquema do Aécio?” e “o primeiro a ser comido vai ser o Aécio”. Para a grande maioria dos 51.041.155 eleitores do político mineiro, foi um susto. Aécio? Impossível!

Meses depois, Benedito Jr., ex-presidente da Odebrecht, contou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que Aécio recebera dinheiro sujo na campanha eleitoral de 2014, inclusive por meio de contratos de prestação de serviço forjados com o marqueteiro Paulo Vasconcelos, parceiro de Andrea Neves na construção da imagem do político mineiro. O testemunho que incriminou Aécio foi dado no processo aberto pelo próprio PSDB para questionar os gastos de campanha da chapa Dilma-Temer. O que fez Aécio? Apesar de o conteúdo das declarações já ter sido tornado público pela imprensa, ele pediu ao TSE para cobrir com uma tarja preta as menções a seu nome no depoimento, o que lhe foi concedido.

A blindagem estava comprometida, mas Andrea e seu irmão preferiam agir com um avestruz que enterra a cabeça na terra.

Andrea Neves ao ser presa em Minas Gerais. (Foto: Reprodução).
No fatídico 17 de maio de 2017, o planeta avatar ruiu. Naquele dia, com a divulgação pelo jornal O Globo do conteúdo da conversa de Aécio com Joesley Batista, o grande público finalmente descobriu que a realidade era feia e suja.

Para aqueles que nada sabiam, bem-vindos à Matrix.

Edição: The Intercept Brasil

MARCHA SOBRE BRASÍLIA FOI TREMENDA VITÓRIA POPULAR

A mídia monopolista e o governo usurpador tratam de inventar sua narrativa sobre a formidável mobilização sindical e popular que tomou conta de Brasília desde o final da manhã.


Por Breno Altman 
Opera Mundi

Seu esforço é marcar o protesto como bagunça e vandalismo, em manobra para ocultar sua dimensão e propósito.

O que assistimos foram mais de 100 mil trabalhadores de todos os cantos do país marchando para a capital com o intuito de lutar, organizada e pacificamente, contra o governo Temer, as reformas da previdência e trabalhista, por diretas já.

As forças repressivas desde ontem preparavam uma emboscada contra o direito de manifestação dos trabalhadores, armando provocações e se preparando para reprimir o ato como cães selvagens.

Um pequeno grupo de mascarados, infiltrado na marcha, foi escalado ou estimulado para servir de pretexto às cenas de repressão inconstitucional promovidas pela PM do DF e a Força Nacional.

Se não fosse esse o pretexto, outro seria.

O governo estava decidido a reprimir os trabalhadores e demonstrar que ainda controla o monopólio estatal da violência.

Não foi à toa que, rapidamente, depois de suposto pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, logo desmentido pelo próprio parlamentar, Temer promulgou decreto que permite a convocação das Forças Armadas para enfrentar o povo em luta, pela primeira vez desde a redemocratização.

Seria insensatez se homens e mulheres de esquerda, caindo no jogo do governo usurpador e da mídia conservadora, aceitassem discutir a versão de vandalismo e violência que se vende ao país, transformando os black blocs no assunto do dia.

Hoje foi uma data histórica.

Antes de mais nada, porque os trabalhadores ocuparam a capital da república e fizeram ouvir sua voz.

Mas também porque o governo e seus aliados revelam, de uma vez por todas, seu caráter antidemocrático e golpista, ao jogar tropas policiais contra manifestantes, além de acenar com a convocação do Exército.

No mais, não tenhamos ilusões. Como em todo processo golpista, o povo irá lutar e o os usurpadores irão reprimir. Teremos choques, conflitos e tensões gravíssimas.

Onde está escrito, afinal, que resistir à usurpação seria tranquilo como um passeio no parque?

*Breno Altman é diretor editorial do site Opera Mundi.

Charge dos nossos dias

Por Renato Aroeira.


Defesa de Dilma pede que STF anule processo de impeachment

O caso será apreciado por Alexandre de Morais; para Cardozo, denúncias da JBS mostram que Temer não tem legitimidade.

Dilma Rousseff em um ato político em Salvador / Roberto Stuckert Filho.
Redação
Brasil de Fato

Na tarde desta quarta-feira (24), a defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento da ação sobre a legalidade do impeachment, ocorrido em 2016.

A ação foi apresentada em setembro do ano passado pelo ex-ministro da Justiça e ex-advogado Geral da União José Eduardo Cardozo, que defendeu Dilma no Congresso durante o processo de impeachment.

O caso está com o ministro Alexandre de Morais desde que o ministro Teori Zavascki faleceu, em janeiro. Zavascki negou a concessão da liminar para anular o processo contra a então presidenta e agora a defesa pede uma reconsideração.

Cardozo alega fatos novos com a divulgação do conteúdo da delação dos empresários da JBS. Segundo ele, as denúncias de corrupção e de tentativa de obstrução da Justiça envolvendo o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), evidenciam a impossibilidade do peemedebista permanecer no exercício da Presidência.

Além disso, o advogado aponta que o processo de impeachment foi "escandalosamente viciado e sem motivos jurídicos" e que Dilma foi afastada pelo Congresso "sem que tenha sido praticado qualquer ato que configure crime de responsabilidade.

"Uma renúncia desejada pela mais ampla maioria da população brasileira, mas que fica aterrorizada pela possibilidade de uma eleição indireta, feita pelo Congresso Nacional, onde muitos de seus membros são acusados de terem incorrido na prática de atos ilícitos”, observa Cardozo.

Via – Brasil de Fato

terça-feira, 23 de maio de 2017

DESIGUALDADE SOCIAL - ONU: 6,5% da população global continuará na pobreza extrema até 2030

Relatório alerta que isso acontecerá se as atuais taxas de crescimento e políticas permanecerem inalteradas.



Edgard Júnior
Rádio ONU

O relatório da ONU sobre Financiamento para o Desenvolvimento 2017, divulgado esta segunda-feira (22), afirma que 6,5% da população global continuará na pobreza extrema até 2030, se a atual taxa de crescimento e políticas para o setor permanecerem inalteradas.

Para as Nações Unidas, novos esforços multilaterais são necessários para tirar 550 milhões de pessoas dessa situação.

Durante evento no Conselho Econômico e Social, Ecosoc, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, fez um pronunciamento por vídeo aos participantes do encontro.

Mohammed disse que Agenda de Adis Abeba, a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável e o Acordo de Paris, sobre mudança climática, representam um mapa para um futuro melhor.

ODS

De acordo com o relatório da ONU, se a tendência permanecer como agora, irá prejudicar seriamente os esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, principalmente o de eliminar a pobreza até 2030.

Os países menos desenvolvidos, chamados de LCDs, devem ficar muito abaixo das metas estabelecidas.

Por exemplo, as projeções indicam que o Produto Bruto Global, o PIB mundial, deve crescer menos de 3% pelos próximos dois anos. O relatório diz que com o lento avanço do comércio internacional, o PIB global avançou menos de 2% em termos de valor anual entre 2011 e 2014.

Ação

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ação imediata dos países para combater o problema. Ele disse que "apesar dos grandes esforços na luta contra a pobreza, a desigualdade aumentou em todo o mundo".

Além disso, "os conflitos estão proliferando e outros problemas como mudança climática, insegurança alimentar e escassez de água estão colocando em risco os progressos alcançados nas últimas décadas".

O relatório diz que muitos dos desafios que os países enfrentam, incluindo o lento crescimento econômico, mudança climática e crises humanitárias, têm efeitos através das fronteiras ou até mesmo globais.

Cooperação

Segundo os especialistas, esses desafios não podem ser enfrentados por apenas uma nação. A solução é uma cooperação multinacional para o desenvolvimento sustentável.

O documento inclui experiências, análises e dados de mais de 50 instituições internacionais que formam a Força Tarefa Interagência sobre Financiamento para o Desenvolvimento.

Neste grupo estão ainda o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a Organização Mundial do Comércio, o Programa da ONU para o Desenvolvimento e a Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Edição: Rádio ONU
Via – Brasil de Fato

Janot recorre no STF e defende prisão preventiva de Aécio e Rocha Loures

Na semana passada, o ministro Edson Fachin rejeitou o pedido de prisão e aceitou apenas o afastamento dos parlamentares.

Em depoimento de delação premiada, empresário Joesley Batista disse que pagou este ano R$ 2 milhões em propina a Aécio Neves / Valter Campanato/Agência Brasil.
Jéssica Gonçalves*
Radioagência Nacional

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou, nessa segunda-feira (23), um recurso para o plenário do Supremo Tribunal Federal para defender a prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves e do deputado federal licenciado Rodrigo Rocha Loures.

Na semana passada, o ministro Edson Fachin rejeitou individualmente o pedido de prisão e aceitou apenas o afastamento dos parlamentares do mandato. As acusações tem como base as informações prestadas no acordo de delação premiada dos executivos da empresa JBS.

No recurso, Janot afirma que a prisão de Aécio e de Loures é “imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal”. O procurador justifica que há no inquérito aberto pelo Supremo escutas telefônicas e outras provas que demonstram que eles atuaram para obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Em depoimento de delação premiada, o empresário Joesley Batista disse que pagou este ano R$ 2 milhões em propina a Aécio Neves, para que ele atuasse em favor da aprovação da Lei de Abuso de Autoridade e anistia ao caixa 2 em campanhas eleitorais. Também em depoimento, os donos da JBS afirmam que Rocha Loures recebeu R$ 500 mil para interceder em assuntos de interesse do grupo.

A defesa de Aécio informou em nota que, com relação ao pedido da PGR, aguarda ser intimada para apresentar seus argumentos, e que vai demonstrar a impropriedade e o descabimento do pedido. E acrescentou que ainda hoje vai entrar com um agravo contra a decisão de Fachin que afastou o senador do cargo.

Já os advogados de Rocha Loures argumentam que não há qualquer motivo para a prisão do deputado, e afirmam que Loures vai prestar todos os esclarecimentos devidos no momento oportuno.

Via - Brasil de Fato
(*) Com informações da Agência Brasil.
Edição: Radioagência Nacional

Independente há 15 anos, Timor Leste enfrenta desafios sociais e econômicos

País comemorou restauração da independência com eleição de novo presidente, um ex-guerrilheiro.

Mulher timorense exibe marca no dedo após votar para presidente no último sábado / U.S. Embassy - Dili, Timor-Leste.
Júlia Dolce
Brasil de Fato

Um dos países mais novos do mundo, a República Democrática do Timor Leste comemorou, no último sábado (20), os 15 anos da restauração de sua independência. No mesmo dia, foi eleito, com 70% dos votos, o novo presidente do país, o ex-guerrilheiro Francisco "Lú-Olo" Guterres. Localizado no sudeste asiático, o país tem 1,2 milhão de habitantes.

O novo presidente é uma aposta popular para o futuro do país. Em seu discurso de posse, ele, que é membro da Frente de Libertação de Timor-Leste Independente, ressaltou que ainda há muito a ser feito no país: "Nós deveríamos ter orgulho do tanto que foi feito nos últimos 15 anos, mas devemos estar atentos ao fato de que ainda há muito a ser feito".

Antero Benedito, professor da única universidade pública do país, a Universidade Nacional Timor Lorosa'e (UNTL), concorda, em entrevista para o Brasil de Fato. Para ele, embora a restauração da independência tenha sido muito importante para o país, ainda há muitos desafios sociais e econômicos a serem enfrentados pelo novo governo:

“A 50 minutos de viagem fora da cidade [de Díli, capital do país] há um município totalmente diferente, uma estrada muito ruim, onde algumas pessoas não têm luz. [Elas têm] uma vida ainda de subsistência economicamente”, relata. Ele pontua ainda outras dificuldades enfrentadas: “as pessoas não podem frequentar a escola da universidade por conta da distância e não têm meios econômicos para continuar os estudos. A sociedade ainda não conseguiu chegar a um lugar ideal".

Benedito conta que organizou um encontro entre estudantes universitários e camponeses que vivem próximos de Díli para celebrar o aniversário da independência. "Eu, como professor da universidade, também trabalho com os camponeses em zonas de café onde existem latifundiários e celebramos de uma forma diferente: Nós levamos por volta de 100 pessoas, entre grupos de estudantes universitários e camponeses e celebramos os 15 anos da restauração da independência".

Independência

Além da eleição, neste sábado também ocorreu a inauguração da estátua do primeiro presidente do país e fundador da Frente de Libertação de Timor-Leste Independente, Francisco Xavier do Amaral, que governou o país entre 1975 e 1977.

“A combinação entre os dois eventos: a eleição do novo presidente e a inauguração da estátua do lendário Francisco Xavier do Amaral, fez a data ainda mais especial. A sua capacidade de fazer discursos públicos e influenciar as comunidades indígenas para apoiarem a luta de independência foi lendária. Ele foi uma pessoa muito importante.", explicou.

Ele pontua que a memória e importância da revolução ainda segue forte para os timorenses. O país foi uma colônia portuguesa por pouco mais de 400 anos, tendo conquistado sua independência com a Revolução dos Cravos, em Portugal, em 1974.

No entanto, o país foi invadido pela Indonésia no ano seguinte, o que levou ao processo de resistência armada que conquistou a restauração da independência em 2002. "O movimento lançou uma resistência armada, política diplomática e uma resistência civil na clandestinidade dentro das cidades da Indonésia. Essa resistência foi de natureza popular, um movimento do povo de todas as frentes", conclui.

Edição: Vanessa Martina Silva

Governo sofre novos abalos, com críticas de Ferraço e cancelamento de sessão conjunta

Apesar de o Planalto ter considerado debandadas do PSDB e do DEM controladas, senador tucano defendeu hoje saída do governo; sessão conjunta do Congresso foi cancelada há pouco.


Por Hylda Cavalcanti, da RBA

Brasília – Mesmo com a entrada e saída constante de autoridades dos gabinetes do Palácio do Planalto para discutir as próximas estratégias de defesa do presidente Michel Temer para se manter no cargo, e das investidas feitas junto ao Congresso para garantir apoio da base, o governo sofreu nova derrota nesta terça-feira (23). Diante do ambiente de tensão, a sessão conjunta do Congresso Nacional que iria discutir e votar 17 vetos presidenciais foi cancelada. O que se diz nos corredores do Senado é que a equipe de Temer sofreu o impacto da fala do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), durante a manhã. Ferraço declarou oficialmente que sua posição é de rompimento dos tucanos com o governo.

Na noite de ontem, ministros e assessores mais próximos de Temer consideravam controlada a relação com as bancadas do PSDB e do DEM, que teriam se comprometido a só tomar posição a respeito de deixar a base aliada depois da votação da cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E procuraram passar um tom otimista com o argumento de que, se conseguirem manter deputados e senadores dessas duas siglas, conseguirão manter os outros partidos.

Ferraço, que é relator da proposta de reforma trabalhista, adotou nesta terça-feira uma postura de “morde e assopra”: ao mesmo tempo em que trabalhou pela manutenção do curso das reformas, chegou no Senado criticando o presidente. O senador recuou em sua decisão, tomada na última semana, de suspender a tramitação da proposta e deu andamento aos trabalhos. Mas não segurou as palavras. Segundo ele, o PSDB precisa “dar continuidade à reforma e ajudar a estabilizar o país, mas isto não significa que deva ficar no governo”.

Para muitos, sua fala foi um recado, para substituir declaração mais enfática de algum líder tucano, enquanto se mantém o “pacto” feito pelo partido de aguardar a decisão do TSE. E, dessa forma, evitar maiores constrangimentos para o PSDB – já desgastado com as gravações que incriminam o senador suspenso de suas atribuições e ex-candidato presidencial Aécio Neves. “Sei que o tema ainda não é consenso dentro do meu partido, mas não vejo outra saída a não ser entregarmos todos os ministérios, diante da gravidade da crise. Até porque o compromisso da gente não pode ser com um ou outro governante de plantão, mas com a sociedade”, afirmou.

Enquanto a fala de Ricardo Ferraço esquentou provocou mal-estar no líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), as conversas de bastidores são de que a divisão entre as bancadas como um todo tomou mais corpo. O que já tinha começado a ser observado com a visita de surpresa que Temer fez, ontem, à casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante reunião com vários deputados.

Presença inoportuna

“O clima foi de constrangimento. A gente queria ponderar no encontro se quer ficar ou sair do governo, conversar com Maia sobre a situação que encontramos nos nossos estados durante o final de semana. Não era o momento de o presidente chegar, nem lugar para ele estar. Foi inoportuno, para dizer o mínimo, e demonstrou insegurança. Uma tremenda bola fora da assessoria de Temer”, contou um deputado do PRB que estava no encontro.

Como se não bastasse a declaração de Ferraço, há pouco o deputado João Gualberto (PSDB- BA), autor de um dos pedidos de impeachment, defendeu que seja dado ao presidente da República tratamento igual ao que foi dado à ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. “O crime que possivelmente Temer cometeu cabe a convocação de um processo de impeachment Está tudo muito claro, não se pode esperar”, disse.

Na última sexta-feira, o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), do partido de Temer rompeu o silêncio e afirmou que “o presidente deve explicações ao país”. Também o senador Cristóvam Buarque (PPS-DF), que apesar do desembarque do PPS vem mantendo defesa da continuidade das votações das reformas, disse no sábado, após o segundo pronunciamento do presidente, que Temer deveria “ter a humildade de reconhecer para os brasileiros que errou”.

Senadores se agridem, manifestantes protestam e sessão sobre reforma é suspensa

Discussões entre oposicionistas e base do governo sobre reforma trabalhista, com interferência de pessoas que acompanhavam trabalhos, aumentaram de temperatura. Surpresa foi declaração de Renan.

Senadores da oposição se rebelam contra tentativa de Ferraço de tratorar tramitação de projeto que reduz direitos
Por Hylda Cavalcanti, da RBA

Brasília – Apesar de Senado e Câmara estarem em pleno período de trabalho, cada um de um lado do Congresso, desde as 16h vários deputados estão no Senado, para onde correram na tentativa de acalmar os ânimos de senadores e manifestantes que acompanhavam a leitura do relatório da proposta de reforma trabalhista, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Embora seja comum em dias tensos como hoje (23) a troca de farpas e agressões verbais entre os parlamentares, o ambiente esquentou ao máximo em função dos gritos dos cidadãos que ocupavam a CAE em frases como “Fora Temer”, “Ou param as reformas ou paramos o Brasil”, “Queremos Jucá preso e “Golpistas”, além de discussões entre os próprios parlamentares – o que levou a sessão a ser suspensa.

O relator da reforma, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), foi aconselhado pelo líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), a deixar a sala e aguardar numa sala em anexo à CAE, enquanto tentam apaziguar a confusão, mas oposicionistas dizem que não tem jeito: vão obstruir a votação. Jucá, por sua vez, tenta recorrer aos aliados pela continuidade dos trabalhos.

O ponto forte do embate foi a briga entre os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que só não se esmurraram porque foram impedidos por colegas. “Bandido”. “Bandido é você, moleque” – esse foi o "diálogo" observado entre os dois.

Fator Renan

Numa cena que surpreendeu, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que já tinha se manifestado há meses contra as reformas, mas vinha abordando a crise política de forma discreta, manifestou-se ao lado dos oposicionistas de forma contundente. Renan afirmou que considera “inadmissível um governo que possui tamanha rejeição fazer uma reforma com características tão unilaterais”. Acrescentou que atual proposta foi feita, a seu ver, “para os empresários e não para os brasileiros”.

Renan também criticou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Disse que Meirelles passou para o mercado a impressão de que, mesmo com a saída de Temer, as reformas teriam tramitação continuada no Congresso. “Esse ministro deveria ter sido demitido por isso, se fosse eu o presidente. Foi uma declaração que passou do ponto”, ressaltou. Apesar disso, o senador destacou ser contrário ao impeachment de Temer por achar que será “mais um desgaste para o país”. Ele defendeu a busca por “uma solução constitucional” para a crise política.

Lindbergh Farias (PT-RJ), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) argumentaram que, apesar de terem sido vencidos na apreciação de um requerimento que pediu o adiamento da votação do relatório de Ferraço, consideram necessário que a comissão vote todos os outros requerimentos protocolados na mesa, com o mesmo propósito. Isso porque, de acordo com eles, cada um menciona motivos diferentes.

Gleisi lembrou a importância de serem respeitadas regras regimentais e Farias disse que não foi honesto o relator da matéria, depois de ter anunciado na última semana a suspensão dos trabalhos, resolver apresentar o relatório sem ter conversado com os líderes. “Não é assim que se trabalha neste Congresso. Exigimos respeito”, reclamou.

Sem trégua
Embora a situação esteja aparentemente mais calma, a discussão continua, porque os dois grupos insistem em suas colocações e não abrem trégua. A base que dá sustentação ao governo tenta garantir a retomada da sessão da CAE para a votação do relatório ainda hoje. A oposição diz que não irá permitir.

“Daqui a pouco vão queimar pneus aqui dentro”, reclamou Jucá para os jornalistas, ao falar sobre a tensão que impera na Casa. “Argumentem da forma que quiserem, deem as desculpas que quiserem. O que eles desejam, que é validar essa reforma diante de um ambiente de instabilidade desse presidente ilegítimo, não vai acontecer dessa forma. Até ser formalizado o pedido de impeachment do senhor Michel Temer os trabalhos ficarão obstruídos”, provocou Lindbergh Farias.

Relatório é 'dado como lido', e oposição contesta

O relatório da "reforma trabalhista" não foi apresentado formalmente, mas a bancada governista considerou o texto "dado como lido", o que provocou contestação dos oposicionistas. O relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), não apresentou mudanças, apenas sugeriu alguns vetos, para evitar que o projeto tivesse de retornar à Câmara. Tumultuada, a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) foi encerrada sem que o texto fosse lido.

A confusão começou depois que a CAE rejeitou requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pedindo que o relatório não fosse lido, alegando questões do regimento interno. A votação foi apertada: 13 votos a 11. Em seguida, Ferraço não conseguiu apresentar seu parecer. Alguns parlamentares trocaram empurrões.

"Não quero crer que aquele relatório foi lido. Não existe essa figura no regimento interno da Casa", afirmou, já em sessão no plenário, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). "O que o Parlamento não pode fazer é tentar fazer de conta que não tem problema nenhum e que a Casa está trabalhando normalmente."

Os governistas querem manter a tramitação das reformas, apesar da crise que atingiu frontalmente o governo na semana passada, com a divulgação de denúncias vindas de executivos da JBS. A oposição alega que não há clima político para discutir temas dessa complexidade. Também no plenário, Humberto Costa (PT-PE) pediu que o presidente do Senado convoque uma reunião de líderes. "Não creio que o melhor caminho, antes da solução da crise, seja fazer a votação dessas reformas", afirmou, dizendo que o Congresso vive uma situação sui generis.

"Vocês não vão tirar direitos dos trabalhadores na mão grande, não", reagiu Gleisi Hoffmann (PT-PR). "O que temos de fazer aqui é ter espírito público e antecipar as eleições de 2018."

Entre os pontos em que Ferraço sugeriu vetos presidenciais, estão a regulamentação do trabalho intermitente e a possibilidade de acordos individuais fixarem jornada de 12 por 36 horas. Além disso, está o dispositivo que permite a gestantes e lactantes trabalharem em locais insalubres e o item que acabava com descanso de 15 minutos para as mulheres antes de iniciar um período de horas extras. (Vitor Nuzzi).
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