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sábado, 30 de abril de 2011

Linha do Horizonte

É...
Eu vou pro ar
No azul mais lindo
Eu vou morar.
Eu quero um lugar
Que não tenha dono
Qualquer lugar.
Eu...
Quero encontrar
A rosa dos ventos
E me guiar.
Eu quero virar
Pássaro de prata
E só voar.
É...
Aqui onde estou
Esta é minha estrada
Por onde eu vou.
E quando eu cansar
Na linha do horizonte
Eu vou pousar.


AZIMUTH.

Não sei quantas almas tenho.

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vigário ou Vigarista?

Celebra a missa,

Dá comunhão, evangeliza.

Ouve a confissão.

Batiza, crisma, casa, abençoa;

Comunga, canoniza, exorciza.

Dá extrema-unção,

Sermão, excomunga...

Coleta o dízimo,

Cobra serviços caros...

Impostos, não paga!

Recebe honorário justo.

Anda sempre de carro de luxo...

Faz bingo, rifa, festas...

Mora em casa de rico,

E tem sempre um serviçal por perto.

Nem sempre é celibatário...

Vende como ninguém a bíblia.

Prega o respeito à família...

Grava disco, canta no carnaval.

É pop, é sábio, é artista?

É o profeta ou o Judas de Cristo?

Se for moral ou imoral, juro que não sei!

É Vigário ou vigarista?!


Professor Osmar Soares Fernandes.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mar para Bolivia.

Demanda por saída ao mar será levada a corte internacional, diz Evo Morales
O presidente da Bolívia, Evo Morales, tem insistido na questão de uma saída para o mar para o seu país e tem dados constantes declarações sobre o impasse que mantém com o Chile.

Em duas oportunidades, a primeira há três dias quando concedeu uma entrevista ao jornal chileno El Mercurio, e a segunda, hoje, em um pronunciamento oficial por ocasião do Dia do Mar, Morales afirmou que não desistirá da pauta.

Nas declarações à imprensa do Chile, o presidente afirmou que nas negociações chileno-bolivianas "o tema da soberania não nos distancia, mas sim nos põe um freio, como um bloqueio".

Ao jornal, ele admitiu a dificuldade de encontrar uma resposta para o impasse. "Me coloco no lugar no companheiro [Sebastián] Piñera. Como querer um corredor que vai dividir meu país? O debate está aberto para encontrar uma solução".

O mandatário também ressaltou a relevância da comissão bilateral de alto nível criada recentemente por ambos os governos para negociar os temas pendentes. "A comissão permanente deve ser para isso: analisar e buscar caminhos que permitam resolver com propostas".

Morales ainda afirmou que priorizava uma "decisão política" mais do que levar a questão aos tribunais internacionais. "Nisso eu não acredito tanto", declarou há três dias.

No entanto, hoje seu discurso mudou. Em um ato cívico, o presidente anunciou que o governo levará sua demanda do acesso marítimo a organismos e tribunais internacionais, sem suspender o diálogo bilateral com o Chile.

"Chegou o momento de que a imensa ferida que significa a clausura da Bolívia se fecha em base a um processo justo que lhe devolva sua qualidade marítima", ressaltou.

Segundo o líder do país da América do Sul, "o direito internacional avançou. Agora há tribunais para os quais os Estados podem reclamar e demandar o que em direito lhes corresponde. É possível conseguir que se faça a justiça sem recorrer a nenhuma forma de violência".

A Bolívia perdeu sua saída para o mar durante a Guerra do Pacífico, contra o Chile, no final do século XIX. O ato cívico do qual Morales participou hoje é justamente para homenagear o herói dessa guerra, Eduardo Abaroa, que morreu na defesa da região de Calama, em 23 de março de 1879, no início do confronto.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Você tem que conhecer Jessier Quirino.


Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Apareceu na folhinha no ano de 1954 na cidade de Campina Grande, Paraíba e é filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, onde reside desde 1983.
Filho de Antonio Quirino de Melo e Maria Pompéia de Araújo Melo e irmão mais novo de Lamarck Quirino, Leonam Quirino, Quirinus Quirino e irmão mais velho Vitória Regina Quirino.
Estudou em Campina Grande até o ginásio no Instituto Domingos Sávio e Colégio Pio XI. Fez o curso científico em Recife no Esuda e fez faculdade de Arquitetura na UFPB – João Pessoa, concluindo curso em 1982. Apesar da agenda artística literária sempre requisitada, ainda atua na arquitetura, tendo obras espalhadas por todo o Nordeste, principalmente na área de concessionárias de automóveis.  
Na área artística, é autodidata como instrumentista (violão) e fez cursos de desenho artístico e desenho arquitetônico. Na área de literatura, não fez nenhum curso e trabalha a prosa, a métrica e a rima como um mero domador de palavras.
 Interessado na causa poética nordestina persegue fatos e histórias sertanejas com olhos e faro de rastejador. Autor dos livros: “Paisagem de Interior” (poesia), “Agruras da Lata D`água” (poesia), “O Chapéu Mau e o Lobinho Vermelho” (infantil), “Prosa Morena” ( poesia e acompanha um pires de CD ), “Política de Pé de Muro - O Comitê do Povão” ( legendas e imagens gargalhativas sobre folclore político popular ), CDs: “Paisagem de Interior 1 e Paisagem de Interior 2”, o livro: “Bandeira Nordestina” (poesia e acompanha um pires de CD), A Folha de Boldo Notícias de Cachaceiros - em parceria com Joselito Nunes – todos editados pelas Edições Bagaço do Recife - além de causos, músicas, cordéis e outros escritos.

Preenchendo uma lacuna deixada pelos grandes menestréis do pensamento popular nordestino, o poeta Jessier Quirino tem chamado a atenção do público e da crítica, principalmente pela presença de palco, por uma memória extraordinária e pelo varejo das histórias, que vão desde a poesia matuta, impregnada de humor, neologismos, sarcasmo, amor e ódio, até causos, côcos, cantorias músicas, piadas e textos de nordestinidade apurada.

Dono de um estilo próprio "domador de palavras" - até discutido em sala de aula - de uma verve apurada e de um extremo preciosismo no manejo da métrica e da rima, o poeta, ao contrário dos repentistas que se apresentam em duplas, mostra-se sozinho feito boi de arado e sabe como prender a atenção do distinto público.

Nos espetáculos com fundo musical, apresenta-se acompanhado de músicos de primeira grandeza, entre os quais, dois filhos, que dão um tom majestoso e solene ao recital. São eles: Vitor Quirino (violão clássico), André Correia (violino) e Matheus Quirino (percussão). Os músicos Letinho (violão) e China (percussão) atuam nos espetáculos mais elaborados.
Apesar de muitos considerá-lo um humorista, opta pela denominação de poeta, onde procura mostrar o bom humor e a esperteza do matuto sertanejo, sem, no entanto fugir ao lirismo poético e literário.
Sobre Jessier, disse o poeta e ensaísta Alberto da Cunha Melo: "...talvez prevendo uma profunda transformação no mundo rural, em virtude da força homogeneizadora dos meios de comunicação e das novas tecnologias, Jessier Quirino, desde seu primeiro livro, vem fazendo uma espécie de etnografia poética dos valores, hábitos, utensílios e linguagem do agreste e do sertão nordestinos. ... Sua obra, não tenho dúvidas, além do
valor estético cada dia mais comprovado,  vai futuramente servir como documento e testemunho de um mundo já então engolido pela voragem tecnológica."

Fonte: Site de Jessier Quirino. http://www.jessierquirino.com.br/

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cuba e a repórter da Folha: quem afunda?

Por Gilson Caroni Filho

Alaine Gonzáles e Reinel Herrera são trabalhadores autônomos cubanos. Ambos foram escolhidos pela jornalista Flávia Marreiro, enviada especial da Folha de São Paulo a Havana, como personagens errantes de uma economia em frangalhos. Seguindo um padrão de cobertura vigente há 50 anos, a repórter da elabora um texto com pouca informação e direcionamento enviesado, não somente sobre o país, no sentido político e econômico, mas principalmente sobre o povo, sua história, sua cultura e seus hábitos.

A enorme propaganda orquestrada contra o regime cubano acabou por criar, como subproduto previsto e planejado, uma imagem distorcida sobre os habitantes da Ilha, apresentados ora como guerrilheiros ferozes, desconhecedores de fronteiras, ora como prisioneiros, tristes e infelizes, de uma ditadura. É compreensível o sucesso desse tipo de campanha, quando se avalia o poder da rede de comunicação capitalista.

É natural que o jornalismo nativo não possa perceber a dinâmica que se apresenta aos seus olhos. Se Flávia Marreiro conseguisse se desvencilhar da viseira ideológica, talvez conseguisse enxergar os personagens com outras roupagens e expectativas. Alaine e Reinel, como o restante do povo cubano, têm consciência das suas dificuldades. Por outro lado, crêem na revolução porque sabem que são participantes ativos de um processo tão rico quanto denso. Não se sentem impotentes diante dos problemas: reclamam e atuam dentro de uma estrutura política que lhes permite, independentemente do poder econômico ou dos conchavos políticos, resolver problemas que os afligem.

Como cidadão esclarecido, bem informado e politizado, o cubano é o verdadeiro crítico do regime. Critica e aponta saídas. Trabalha e, quando a nação necessita da sua presença, lá está ele, pronto para defender sua revolução com o seu próprio sangue. Aqueles que não quiseram trabalhar pela coletividade ou que sequer queriam trabalhar se foram pelo Porto Mariel, iludidos pela falsa propaganda que vinha dos Estados Unidos, onde pensavam encontrar dinheiro fácil. Flávia chegou tarde, com uma pauta envelhecida.

Nem Alaine, nem Reinel Herrera viveram os problemas da etapa anterior a 1959, quando o desemprego era superior a 16,4% e o subemprego estava em torno de 34,8%. Eles já vieram ao mundo num país de - praticamente- pleno emprego. Também não conviveram com as taxas de analfabetismo de 23,6%, nem com o sistema escolar que, de 100 crianças matriculadas nas escolas públicas, deixava 64 no meio do caminho, sem terminarem o 6º ano. Hoje, apesar de todos os problemas, a taxa de analfabetismo não chega a 3% e não existem crianças em idade escolar sem colégio.

Com uma assistência médica nacionalizada, nenhum dos dois conheceu o pais que concentrava 65% da população nas áreas urbanas, que tinha 70% da indústria farmacêutica controlados por empresas estrangeiras, em que a expectativa de vida era de 62 anos e a mortalidade infantil de 40 por mil nascidos vivos. Já a mortalidade materna era de 118,2 por 10 mil nascidos. Esses dados, por certo, não estão no departamento de pesquisa dos jornais dos Frias, Marinhos e Mesquitas. Flávia, a nossa brava repórter, talvez não disponha de outras informações que lhe seriam de extrema utilidade na cobertura da reunião do Partido Comunista Cubano.

Antes da revolução, menos de 2.500 proprietários possuíam 45% das terras do país e 8% das fazendas concentravam 71% da área disponível. Até 1959, somente 11,2% dos trabalhadores agrícolas tomavam leite, 4% comiam carne,1% consumia peixe. Na Cuba de Alaine e Herrera, o consumo de leite e carne é superior a todos os outros países do continente. Se nos anos 1980, quando os dois entrevistados nasceram, a implementação do processo revolucionário continuava, foi a década de 1960 que abriu caminho ao desenvolvimento econômico e, sobretudo aquela em que se resistiu às agressões armadas, bombardeios e à tentativa de invasão norte-americana que definiu o caráter socialista da revolução.

Todo o conjunto de medidas políticas e econômicas custou a Cuba o bloqueio econômico e diplomático imposto pelos Estados Unidos. A situação voltaria a se agravar após o fim da URSS e do bloco socialista, mas o colapso tão esperado pelo Império e seus sócios não veio.

O sistema econômico procurou proporcionar o desenvolvimento e o crescimento do país de uma forma igualitária. Ernesto Che Guevara, quando ministro da Indústria, ilustrou bem qual a diferença entre sistema econômico e desenvolvimento. Para ele, um anão enorme com tórax enchido é subdesenvolvido, porque seus curtos braços e débeis pernas não se articulam com o resto de sua anatomia. É produto de um desenvolvimento teratológico que distorceu suas formações sociais. A descrição sobre o restante da América Latina não podia ser mais precisa.

Se, de fato, o Partido decidir demitir 500 mil funcionários, enxugar o Estado e aumentar a produtividade, como relata a grande imprensa, a anatomia cubana não permite vislumbrar um mergulho na lógica fria dos ditames do mercado. A perspectiva que só a história dá, para avaliar em toda a sua dimensão, os erros e acertos, o processo que implantou, pela primeira vez, o socialismo na região, mostra um organismo social saudável, preparado para mudanças necessárias.

O célebre "mudamos ou afundamos" atribuído a Raul Castro não é, como supõe a matéria da Folha, a expressão dramática de uma situação. As crises permanentes que a revolução atravessou, impostas para fazê-la fracassar, fizeram com que a retificação de rumos e a concepção de novas idéias se tornassem elementos constitutivos da nação caribenha. Fátima Marreiro pode ter uma certeza: Cuba não afundará.

* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil.

Fonte: Carta Maior - http://www.cartamaior.com.br

sábado, 23 de abril de 2011

Chico César, secretário da cultura de Pernambuco se recusa a patrocinar bandas de forró estilizado.

Coisa boa, que sirva de exemplo para o resto do Brasil que abandonou suas origens.

“Concordo totalmente com a decisão de Chico César. Seria bom que todos governadores do Nordeste assim também decidissem.Pernambuco é um desses estados que não sabe dar valor ao artista da terra, prefere dar valor a essas bandas eletrônicas.Uma terra que tem Maciel Melo, Petrùcio Amorim, Flávio Rangel, Anchieta Dali, Paulo Matricó, Israel Filho, Alcymar Monteiro, Irah Caldeira, Nádia Maia, Cumadre Fulozinha, Quinteto Violado, Herbert Lucena, Almir Rouche, Tiné, Azulão, Camarão, Genaro, Jacinto Silva, Silvério Pessoa, Accioly Neto, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Cristina Amaral, trio Nordestino, etc, não precisa de Aviões do Forró, Mastruz com Leite, Noda de Caju, Calcinha Preta, Calpso, Arreio de Prata, etc.” (Gilvan Freitas em O Terror do Nordeste)
O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, reforçou, ontem, a posição do seu secretário de Cultura, o cantor Chico César, de não patrocinar as chamadas "bandas de plástico" nos festejos juninos deste ano.

Além de ressaltar que o estado não tem condições financeiras para arcar com as despesas de contratação dessas bandas, o governador salientou que se houver algum recurso disponível será para ajudar na valorização do forró regional, também conhecido como forró pé de serra. A atitude do secretário já tivera o endosso, no "twitter", da primeira dama, Pâmela Bório, que não vê "identidade" nessas bandas.


Chico César entende que além de não refletirem a realidade nordestina, as "bandas de plástico" podem se prestar a irregularidades na prestação de contas por parte de administradores sem maior compromisso com o interesse público. Alertou, igualmente, para a poluição sonora e para o alto custo cobrado pelas referidas bandas.

Ontem, o compositor e secretário advertiu prefeitos que insistirem em buscar financiamento estatal para agremiações musicais de fora que haverá a rescisão de contratos celebrados, supostamente envolvendo a administração estadual.

Leia nota oficial divulgada por Chico César:

"Tem sido distorcida a minha declaração, como secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição. São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava "Zezé, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".

Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.

Secretário de Estado da Cultura – Chico César"

Ponto para o bom senso.

Fonte: jornal O Norte, por Nonato Guedes e Blog o terror do Nordeste.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

22 de abril de 1500: Verdades e mentiras.

Por Lincoln de Britto Santos

Nos meus tempos de escola o dia de 22 de abril de 1500 ainda era lembrado pelos professores, afinal a data marcava o descobrimento do Brasil pelos portugueses, um marco na nossa história e na história mundial. Infelizmente não era esclarecido como e porque que nossos irmãos lusitanos vieram para cá, sempre houve  a dúvida do descobrimento ter sido ou não um acidente, e esta tal duvida nunca fora respondida, ainda que  muitos professores preferiam afirmar que tudo realmente não passava de um acidente.
A resposta de que tudo não passou de um acidente era mais conveniente, afinal era só dizer que “os lusitanos estavam em direção as Índias e no meio de sua rota houve uma tempestade e eles acabaram desembarcando em terras tupiniquins”. Fácil não é? Amputamos mais da metade da história, fatos que todo brasileiro deveria conhecer.
Antes de sabermos como foi à chegada lusitana em terras brasileiras deveríamos conhecer como era a Europa do século XV e XVI e qual era o contexto que Portugal vivia. A Europa do século XV e XVI passava por um momento de grande importância no campo político, econômico e religioso.
Tinha-se uma Europa marcada pela formação dos Estados nacionais, conquista marcada por diversas guerras feudais. Um período bastante instável afinal não só os problemas políticos afligiam o Velho Mundo mais também doenças como a Peste Negra que levou a morte milhões de pessoas, desastres climáticos que prejudicou fortemente o setor agrícola.
Outro problema era um perigoso inimigo externo: o islã. O mundo muçulmano neste período estava em crescente expansão constituindo seus domínios pelo Oriente Médio, marcado pela conquista da cidade de Jerusalém, e conquistando o norte da África e partes do sul da Europa, sendo assim dominando as principais rotas comerciais que dava acesso ao mercado indiano e chinês via Mar Mediterrâneo.
As cruzadas nascem desse choque de civilizações, onde o mundo muçulmano lutava por crescimento econômico e por Allá, e onde a Europa também lutava pela prosperidade, mas também defendendo a cruz de Cristo.
Portugal nesse contexto histórico também buscava por estabilidade econômica e independência política, durante séculos se envolveu em guerras contra seus vizinhos, Leão e Castela em prol de sua independência, e sua expansão territorial foi marcada pela luta contra os muçulmanos desde a tomada de Lisboa em 1147 a conquista de Ceuta em 1415.
 Vasco da Gama que em 1497 tomou posse em nome de Portugal de uma nova rota comercial que ligava a Europa as Índias contornando o cabo da Boa Esperança no sul da África navegando pelas águas do Oceano Índico.
Em meio dessa busca pela conquista e pela estabilidade, outra potencia cristã também procurava seu “lugar ao sol” que era a Espanha. Com uma história bastante semelhante à portuguesa, várias foram as guerras que resultaram sua unificação que teve fim em 1492 quando conquistaram Granada localizada no sul, do país.
Com a conquista da América no mesmo ano por Cristóvão Colombo, o Papa Alexandre VI sob a pressão da Espanha usou do poder que lhe cabia, e dividiu o mundo em duas partes desta vez traçando um meridiano vertical e não horizontal como foi posto pela bula Æterni regis do Papa Sisto IV em 1481, afinal segundo o tratado anterior Colombo atracou em terras que pertenciam a Portugal.
A bula Inter Coetera de 1493, obra do Papa Alexandre VI foi à proposta da Igreja Católica para beneficiar a Espanha, afinal diante desse novo acordo, todo o continente americano ficaria sob o julgo da coroa espanhola, mas graças os conhecimentos cartográficos e geográficos adquiridos por Portugal, segundo alguns autores graças a Escola de Sagres, o rei João II de Portugal contesta o acordo e exige que ele deve ser revisto.
Dessa contestação nasce o Tratado de Tordesilhas que desde 1494 começou a ser estabelecido através de muitas disputas diplomáticas entre representantes das duas coroas junto o papado. Sendo assim um novo meridiano foi traçado a 370 léguas ou 1770 km das Ilhas de Cabo Verde, agora oferecendo parte das terras americanas ao reino lusitano.
Satisfazendo finalmente o desejo das duas coroas, agora o Papa Júlio II em 1506, seis anos depois da chegada de Pedro Álvares Cabral no Brasil, oficializa o tratado que é a certidão de nascimento do Brasil, proporcionando a difusão da língua portuguesa, da expansão do catolicismo e contribuindo com a formação do primeiro império global do mundo que foi o Império Português.

Prof. Lincoln de Britto Santos
22.04.2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Brasil já tem mais de 210 milhões de linhas de celulares.

Agencia Brasil.

“O número de assinaturas de telefonia celular no país chegou a 210,5 milhões em março”. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foram registradas 7,6 milhões de novas habilitações nos três primeiros meses do ano, o maior número para o período nos últimos 11 anos.

No mês de março, foram registradas 2,9 milhões de habilitações, com crescimento de 1,42% em relação a fevereiro. Do total de acessos em operação no país, a maioria (82,18%) são pré-pagos e 17,82% são pós-pagos.

A tele densidade, que é o número de assinaturas para cada 100 habitantes, foi de 108,34 em março, com crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. “A maior tele densidade continua sendo no Distrito Federal, que é 184,92.”

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Você já se viu no espelho?

Por Osmar Soares Fernandes.
Tem gente que, ao se olhar no espelho, humilha-se... Ou porque é alto ou baixo, gordo ou magro, branco ou negro, comum ou diferente... Você já se viu no espelho?

Já agradeceu a Deus por ter conquistado a sua maior vitória, a vida? Já O agradeceu por ter nascido fisicamente perfeito? Tem gente que tem vergonha da própria imagem, evita o espelho e a balança a qualquer preço. Esse sentimento negativo pode levar qualquer pessoa ao precipício do estresse, e até a morte. “Se eu me odiar, quem vai me amar? Se eu me achar feio, quem vai me achar bonito? Se eu me depreciar, quem vai me valorizar?”

Um cego de nascença nunca se viu no espelho. Jamais discernirá o belo do feio...Nunca poderá ver a beleza do pôr-do-sol, nem as cores irradiantes do arco-íris... Jamais viu o rosto da mulher amada e a face do filho querido... Mas consegue enxergar a vida com os olhos da alma. Agradece ao Todo Poderoso por ter nascido. É feliz assim.Você já pensou nisso alguma vez?

Um surdo-mudo, vive num planeta construído e preparado para os fisicamente perfeitos. A todo instante tem que enfrentar barreiras e vencê-las ou adaptar-se a elas. A cada conquista agradece a Deus... É um guerreiro vencedor. Estuda ferozmente cada passo do mundo, adquirindo conhecimento e sociabilizando-se para entender a linguagem e a política da sociedade em que vive.

Um ser humano sem pernas e sem braços, para ir ao banheiro fazer suas necessidades fisiológicas, precisa da ajuda eterna de uma pessoa qualquer. Alguém tem que levá-lo nos braços, despi-lo (nunca vai poder manter sua vergonha em secreto). Depois, sentá-lo no vaso, segurá-lo (pois não tem ponto de apoio), e após defecar, necessita que este alguém limpe o seu bumbum e suas genitálias. Ele vive sua vida dependente vinte e quatro horas por dia. Como você viveria numa situação dessas?

Um deficiente vive desafiando o seu limite a todo o momento. Busca forças inimagináveis para a realização do seu objetivo. Trava batalhas de vida e morte na superação de uma tarefa, seja ela qual for. Ter nascido é a sua maior vitória, é o seu pódio, sua medalha de ouro. Aceita seu corpo, como é. Estar vivo é sua felicidade sem preconceitos, seu presente, ele agradece ao céu por isso.

Se você nunca se viu no espelho, veja-se agora. Nunca é tarde demais para nascer de novo. Ninguém está isento de se tornar um deficiente. Em verdade, digo que o verdadeiro pobre coitado é o pobre de espírito; que o pior assassino não é aquele que mata o inimigo: é aquele que mata a si mesmo, o próprio sonho. Enfim, é aquele que só carrega o ódio no coração e morre de inveja dos perfeitamente felizes.

Você realmente já se viu no espelho?!!!

Para alguém muito deprimido, estressado, tenho dito: Antes de fugir de si mesmo, cometer qualquer bobagem ou até pensar em suicídio – visite uma APAE, UM ASILO, UM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO, UM LIXÃO, UM PRESÍDIO, UM ORFANATO, UMA IGREJA, UM CEMITÉRIO OU UM HOSPITAL QUALQUER...e seja voluntário por um dia. Tenho certeza que vai sair de lá com vergonha do seu problema, e vai agradecer a Deus pelo seu livre arbítrio, por ver, ouvir, falar, andar, amar e ser amado. Vai redescobrir o valor incalculável de viver. Vai reaprender a ter respeito, humildade e o amor por si mesmo; tornar-se-á um ser humano espiritualizado a tal ponto que voltará a sorrir de novo e a ver nas pequenas coisas o verdadeiro sentido da vida – a dádiva de Deus.

Abrigo de vagabundos - Adoniran Barbosa e Demônios da Garoa.

Ao meu irmão e amigo José Cardoso - (Zé Bolacha)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Todo dia era dia de índio - Jorge Ben.

Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis
Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora
Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
Da alegria de viver!
Da alegria de viver!
E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!

A independência do Paraguai faz 200 anos.

Mário Maestri

Em maio de 1810, Buenos Aires rejeitou a substituição do soberano espanhol por Napoleão Bonaparte, rompendo de fato com a administração metropolitana ibérica. Sob o domínio da burguesia comercial do grande porto, a nova junta revolucionária organizou-se para estender de qualquer modo sua autoridade sobre as províncias do antigo vice-reinado do Prata – os atuais Uruguai, Paraguai e Bolívia. Quando a província paraguaia se pronunciou em favor do realismo, a Junta portenha enviou expedição militar para submetê-la, derrotada irremediavelmente em março de 1811.

Nesse então, o Paraguai era dominado por quatro facções político-sociais. O partido espanholista opunha-se à Junta portenha e era favorável ao Conselho da Regência espanhol e à dependência à metrópole. Ele era formado sobretudo por funcionários, comerciantes e grandes proprietários espanhóis que dependiam da metrópole para manter seus privilégios. A facção portenhista, formada principalmente por comerciantes ligados ao comércio com o grande porto, era favorável à manutenção do Paraguai como província de estado dirigido por Buenos Aires.

O partido crioulo, de patriotas autonomistas, era composto pelas famílias de colonizadores proprietárias de terra, dedicadas à agricultura e sobretudo ao pastoreio. Ele opunha-se ao domínio espanhol e portenho e era favorável à independência ou à confederação, na qual o Paraguai mantivesse autonomia real. Os crioulos gostariam de emancipar-se dos pesados tributos portenhos, mas temiam romper totalmente com Buenos Aires, pois sonhavam aprofundar as exportações de erva-mate, tabaco, açúcar, aguardente, madeira através daquele porto.

Pequenos e Médios Camponeses

Os proprietários crioulos defendiam a manutenção e o aprofundamento de relações comerciais, nas melhores condições possíveis, com Buenos Aires. Mesmo se encontrando mais próximos do que os espanholistas dos pequenos proprietários e arrendatários camponeses, os proprietários crioulos possuíam claros antagonismos com esses chacareros, quanto ao controle das terras e da mão de obra. Divergiam com eles quanto às relações desejadas com a oligarquia comercial de Buenos Aires.

Ao igual que os proprietários crioulos, os pequenos e médios agricultores e criadores proprietários e arrendatários eram favoráveis aos direitos de propriedade. Porém, orientando-se suas explorações ao auto-consumo e ao comércio local, as exportações-importações e as relações com Buenos Aires eram-lhes questões estranhas e, até mesmo, ameaçadoras. As disputas na bacia do Prata significariam arrolamento da força de trabalho familiar, com terríveis seqüelas para as suas pequenas e médias explorações. O fim das barreiras alfandegárias e as importações desenfreadas arrasariam a produção doméstica, artesanal e pequeno mercantil.

Os chacareiros sofriam a pressão dos estancieiros crioulos sobre suas terras, gados, direitos de pastagem, mão de obra familiar. Esses camponeses necessitavam de terras para sustentar sua reprodução demográfica e sonhavam com o fim das rendas pagas aos grandes proprietários e dos impostos devidos ao Estado. Os chacareiros falavam guarani e descendiam fortemente das populações nativas. Eles tinham relações de sangue, familiares e territoriais com os peões desprovidos de terra, que trabalhavam eventualmente em suas propriedades.

Liberdade a Ferro e Fogo

A Junta de Maio enviou contra a província rebelde Manuel Belgrano e um pequeno Exército Libertador de uns mil e cem homens. O comandante improvisado era um fino político, sem experiência militar. Em verdade, os revolucionários portenhos não acreditavam na belicosidade paraguaia. Eles também esperavam forte adesão às tropas liberais libertadoras por parte dos crioulos proprietários da província. Entretanto, desde há muito, estes últimos sofriam a forte tributação sobre seus produtos de Buenos, que gozava de direitos monopólicos sobre o import-export paraguaio.

A expedição portenha cruzou as fronteiras da província sem conhecer as adesões prometidas, enquanto seus soldados desertavam. O que obrigou a Manuel Belgrano a reconhecer que, recebido como conquistador, apenas à “fuerza de balas” se imporia sobre os “selvagens paraguayos”. As ordens recebidas por Belgrano da Junta de Buenos Aires eram claras e duras: “[...] que la provincia del Paraguay debe quedar sujeta al Gobierno de Buenos Aires como lo están las Provincias Unidas”. Acompanhavam a expedição alguns poucos paraguaios natos.

Após vencer frágil resistência paraguaia, em 19 de dezembro de 1810, na batalha de Campichuelo, na travessia do rio Paraná, a expedição enfrentou o governador espanhol Bernardo de Velasco , no comando das forças da província, em 19 de janeiro de 1811, na batalha de Paraguarí, próxima da aldeia do mesmo nome, formada em torno de antigo colégio jesuítico, a pouco mais de cem quilômetros da capital.

Vitória Crioula

As forças mostravam-se desequilibradas em favor dos paraguaios, que contavam com uns seis mil soldados, enquanto os portenhos, sem adesões na província rebelde, não alinhavam, então, mais do que dois mil homens. Porém, os paraguaios eram em geral milicianos, ou seja, camponeses arrolados como combatentes, sem experiência militar, e, não raro, apenas armados com os tradicionais laços e boleadeiras guaranis. Ao contrário, as tropas de Buenos Aires constituíam-se de soldados fogueados, com bom armamento, enquadrados por oficiais competentes.

Inicialmente, a sorte sorriu ao enviado portenho e às suas tropas, devido à facilidade com que dispersaram as forças realistas paraguaias e a rapidez com que o governador Velasco e os oficiais espanhóis fugiram para Asunción. Talvez já não confiasse muito sobre a adesão a causa espanhola de seus oficiais e soldados paraguaios. Na capital, apenas correm boatos sobre a possível derrota, os realistas embarcam-se com os familiares e bens em dezessete navios, prontos para partirem para Montevidéu, centro da resistência espanhola e espanholista na bacia do Prata.

A batalha terminou sendo salva pelo esforço dos oficiais e combatentes crioulos e paraguaios. A luta, que durara quatro horas, não teria sido muito violenta, não morrendo mais do que trinta combatentes, no total. Diante da debandada do governador espanhol e de seus oficiais, os heróis do confronto foram sobretudo os crioulos paraguaios Fulgencio Yegros,  Juan Manuel Gamarra e Manuel Atanasio Cabañas.

Sedução Autonomista

Após o fracasso, Manuel Belgrano recuou para o rio Tacuarí, onde, em 9 de março de 1911, após um combate derradeiro, capitulou diante das tropas realistas paraguaias. A batalha foi mais cruenta, com quatorze mortos paraguaios e um número certamente superior de argentinos. Antes de abandonar a província, Belgrano proclamou as vantagens de união com Buenos Aires, em um regime de livre-comércio. Durante sua estada no Paraguai, trocara estreita correspondência com os oficiais patriotas paraguaios e, após o combate de Tacuarí, literalmente se rendera às tropas da província. Entretanto, surpreso, recebeu a proposta de armistício honroso, enviada por Manuel Atanasio Cabañas, grande plantador de tabaco, muito interessado no fim do monopólio colonial do produto e nas exportações por Buenos Aires.

Depois do combate de Tacuarí, as tropas paraguaias e portenhas confraternizaram, para horror do governador e dos espanholistas, que criticaram, ferozmente as concessões desnecessária a Belgrano, irremediavelmente derrotado. Em Assunção, o doutor José Gaspar de Francia, dirigente dos patriotas intransigentes, também recriminou o armistício. Aqueles e este temiam adesão dos crioulos a Buenos Aires. Durante as discussões entre portenhos e crioulos teria maturado a disposição dos oficiais paraguaios, oriundos das ricas famílias crioulas da província, de porem fim à dependência à Espanha. A revolta teria sido marcada para 25 de março, aniversário do mote de Buenos Aires. Portanto, a expedição de Belgrano

Uma Pátria para os Camponeses

A campanha que resultara satisfatória para a província do Paraguai e, sobretudo, para os militares crioulos, teria pesado fortemente sobre a população camponesa. A mobilização de mais de dez mil paraguaios se dera “a costa de ellos mismos y con total abandono de sus particulares ocupaciones y atenciones”, pois “nunca se les efectuó a paga”, sendo eles despachados pelo governador Velasco sem qualquer retribuição pelos oito meses de serviço militar.

Durante a mobilização, “ganados, caballadas y carrajes, todo se tomaba y se quitaba por fuerza o de grado, y todo se consumía o se perdía sin paga, sin compensación y sin arbitrio”, como reconheceu a Junta governativa paraguaia, mais tarde, em oficio de 26 de setembro de 1811. Realidade que certamente contribuiria para conformar a visão política difusa da população plebéia sobre os malefícios da guerra e os benefícios de uma efetiva independência nacional.

Os combates desprestigiaram fortemente as forças espanholistas, cobrindo ao contrário de prestígio os militares criollos. Após a vitória, o governador espanhol e realista Bernardo de Velasco dissolveu o exército vitorioso, requisitou as armas nas mãos dos cidadãos, concentrou suas forças em Asunción. Nesse momento, temia sobretudo a ação de portenhistas e autonomistas paraguaios, os últimos sob a direção do capitão Pedro Juan Caballero, de ilustre família crioula;  do capitão espanhol mas patriota Juan Valeriano Zeballos e do doutor José Gaspar de Francia, advogado de grande prestígio.

Conta a tradição que o doutor Francia,  filho de mãe de velha cepa paraguaia e pai de origem luso-brasileira desconhecida, ao discutir a orientação a ser tomada diante da ofensiva portenha, colocara sobre a mesa duas pistolas, segundo ele, uma para combater a Espanha e a outra para dar a luta a Buenos Aires! E não se tratava de patriotada, nascida da exaltação bélica passageira – por longos anos, o advogado culto e de corpo franzino comandaria, com mão de ferro –  contra espanholista, portenhos e crioulos – a luta dos patriotas autênticos e das classes plebéias pela independência política e econômica da ex-província guarani.

Mário Maestri, 62, é historiador e professor do Curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF, RS.  E-mail: maestri@via-rs.net

Fonte: Diário Liberdade - http://www.diarioliberdade.org

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Soneto do amigo.


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Autor: Vinicius de Moraes

Hoje, 18 de Abril é o dia do amigo. Celebre com ele.

domingo, 17 de abril de 2011

FHC desafia Lula a disputar uma eleição contra ele.

Fernando Henrique Cardoso volta a disparar. Em entrevista ao jornalista Alexandre Machado em seu programa "Começando o Dia", que estréia na rádio Cultura FM, na segunda, desafia Lula para disputar uma eleição contra ele. Diz que Lula, "lá de Londres, refestelado em sua vocação nova [de palestrante]", se "dá o direito de gozar" de FHC. "Ele se esquece que eu o derrotei duas vezes. Quem sabe ele queira uma terceira. Eu topo." Deu na coluna da Mônica Bergamo
FHC deve estar fora de si. Ele derrotou o Lula quando tinha os bancos, as empreiteiras e a mídia toda do lado dele.Quando o povo era amordaçado e pensava que Lula era um comunista que comia criancinha,hoje as criancas são estudantes e tem e acesso á internet. As coisas mudaram  com  as novas mídias, (Blogs, orkut, Twitter, Facebook). E tem mais um detalhe; o povo, que Fernando Henrique mandou o PSDB abandonar, está mais consciente.O "povão" não esqueceu da compra de voto para reeleição e ás privatizações.

 FHC, como sempre, apoiado pela grande midia, tenta sobreviver politicamente criando frases jocosas sem nenhum respaldo na realidade, porém, sempre amplificada pela imprensa a seu serviço e as fileiras reacionárias que o acompanham.O resultado dessa eleição podemos analisar pela aceitação que ambos deixaram o cargo: FHC 26% Lula 87%!..

Os meus queridissímos leitores, o que acham da proposta de FHC?


sábado, 16 de abril de 2011

Lula recebe o prêmio Libertad Cortes de Cádiz.


Do blog  Os Amigos do Presidente Lula.



O presidente Lula, ganhou mais um prêmio, na Espanha.

A prefeita da cidade espanhola de Cádiz, Teófila Martínez, entregou o prêmio "Libertad Cortes de Cádiz" em reconhecimento por sua luta contra a pobreza e a exclusão social.

Em cerimônia realizada na Casa de Hispanoamérica, Lula culpou a crise econômica dos governantes que não fiscalizaram os sistemas financeiros e de deixaram os bancos quebrarem por excesso de especulação.

Ele disse que políticas como as desenvolvidas em seu governo no Brasil, para vencer a crise, transmitem aos jovens expectativas e esperança para o futuro.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ex-ditador argentino é condenado a prisão perpétua.

Por Agencia Estado.

O ex-ditador argentino Reynaldo Bignone também acabou condenado à prisão perpétua no processo que resultou em sentença similar contra o ex-subdelegado e ex-torturador Luis Abelardo Patti. Além de Patti e Bignone, também receberam sentença de prisão perpétua os ex-militares Santiago Omar Riveros e Martín Rodríguez. Um ex-policial foi condenado a seis anos de reclusão.

As sentenças foram decididas pelo Tribunal Oral Federal Número 1 da cidade de San Martín, na Grande Buenos Aires. Todos foram condenados a cumprir as sentenças em prisões comuns.

Os réus foram levados a julgamento pelos assassinatos do militante da juventude peronista Gastón Gonçalvez e do então deputado Diego Muniz Barreto no fim da década de 1970, entre outros crimes.

Bignone já cumpre pena de 25 anos de prisão pelos crimes cometidos no centro de detenção clandestino operado pelo exército argentino no complexo militar de Campo de Mayo. Ele sucedeu Leopoldo Galtieri e foi o último militar a governar a Argentina antes do fim da ditadura.

Segundo números oficiais, em torno de 13.000 dissidentes foram assassinados durante a última ditadura militar na Argentina, vigente entre 1976 e 1983. Familiares e sobreviventes afirmam que o número verdadeiro gira em torno de 30.000. As informações são da Associated Press.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Descoberta aponta que macedônios inventaram o cimento antes dos romanos.

Deu no site da BBC Brasil http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/04/110412_video_grecia_descobertas_cc.shtml


Objetos da civilização helênica estão em exposição no Museu Ashmolean de Oxford, na Grã-Bretanha. Mas alguns deles, recém-descobertos, nunca foram vistos pelos próprios cidadãos gregos.
Os novos artefatos foram encontrados em um complexo real que pertencia a Alexandre, o Grande e a seu pai Felipe, da região grega da Macedônia.
Novas descobertas revelaram detalhes sobre os macedônios da antiguidade
Após a análise dos artefatos, os arqueólogos determinaram que os macedônios não eram somente grandes guerreiros, mas também foram construtores revolucionários.
Evidências mostram que eles usavam cimento três séculos antes dos romanos, a quem, até então, se atribuía a invenção do composto.

O repórter da BBC Malcolm Brabant foi a Vergina, no norte da Grécia, para conhecer o complexo de Alexandre

ORAÇÃO AO TEMPO

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

(Caetano Veloso)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

VOCÊ TEM MENTE POLUÍDA?

Observe a imagem:




















Caso você esteja vendo nesta foto uma mulher pelada escondida atrás da gordinha que está vestida de preto e branco, você está redondamente enganado, tudo não passa de pura ilusão de ótica ou fruto de sua mente pervertida. Observe atentamente e você perceberá que não há ninguém sem roupa nesta foto, o que parece ser o corpo nu da moça que está por trás da gordinha, é o próprio braço da sorridente gordinha. Portanto, cuidado com as interpretações e os julgamentos das coisas que você vê por aí, nem sempre o que parece ser, realmente é.

(Créditos ao meu irmão Antonio Aires, o Sassá de Santa Cruz de Monte Castelo)

EU TAMBÉM JÁ FUI BRASILEIRO.

Eu também já fui brasileiro
moreno como vocês.
Ponteei viola, guiei forde
e aprendi na mesa dos bares
que o nacionalismo é uma virtude.
Mas há uma hora em que os bares se fecham
e todas as virtudes se negam.

Eu também já fui poeta.
Bastava olhar para mulher,
pensava logo nas estrelas
e outros substantivos celestes.
Mas eram tantas, o céu tamanho,
minha poesia perturbou-se.

Eu também já tive meu ritmo.
Fazia isso, dizia aquilo.
E meus amigos me queriam,
meus inimigos me odiavam.
Eu irônico deslizava
satisfeito de ter meu ritmo.
Mas acabei confundindo tudo.
Hoje não deslizo mais não,
não sou irônico mais não,
não tenho ritmo mais não.

Carlos Drummond de Andrade (De alguma poesia 1930)

terça-feira, 12 de abril de 2011

A tragédia sensacionalista


Por Flávia Nascimento

A necessidade de fabulação e de dramatização do real é inata ao ser humano. Este fenômeno é explicitado nas narrativas jornalísticas que cotidianamente fazem da realidade um espetáculo. As catástrofes contadas nos jornais, chamadas vulgarmente de tragédias, não são nada mais do que o mais puro exemplo dessa dramaticidade da realidade.

A tragédia é em princípio, um gênero dramático, cuja origem é obscura, mas, no entanto, sabe-se que derivou de cantos e danças realizadas ao deus grego Dionísio. Conta-se que estas apresentações foram criadas pelos sátiros – criaturas meio bode que cercavam Dionísio em suas orgias. O termo tragédia deriva das palavras gregas "trago", que quer dizer bode; e "ode", que significa canto; as quais combinaram-se na palavra tragoidia (canções de bode).

De acordo com Aristóteles, a tragédia defini-se como uma “imitação da ação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com as várias espécies de ornamentos distribuídas pelas diversas partes (do drama), (imitação que se efetua) não por narrativa, mas mediante atores, e que, suscitando ‘o terror e a piedade, tem por efeito a purificação dessas emoções’”. Em outras palavras, a tragédia dramatiza os sofrimentos humanos acerca da inexorabilidade do destino, onde o drama é regido por sentimentos como vingança, ódio, honra e glória. O que move a tragédia grega, inglesa, medieval ou moderna são sempre os sentimentos humanos que tomam conta da representação dramática trágica.

É comum usarmos a palavra tragédia para nos referirmos a um acontecimento doloroso, catastrófico, acompanhado de muitas vítimas, ou ainda para caracterizar uma paixão que resultou em um horrível assassinato. Esse tipo de aplicação ao termo tragédia ocorre geralmente nas narrativas jornalísticas, onde os atores sociais são os heróis e personagens que fazem mover a tragédia no teatro real da vida. O jornal faz da realidade um espetáculo, e em sua narrativa moderna real dramatiza a vida desses atores sociais. A mídia faz da narração dos fatos um sensacionalismo, ou seja, mexe com o sistema emocional do público através da exploração do sofrimento alheio, com a finalidade que qualquer outra instituição de fins lucrativos deseja: lucro. Nesse caso: audiência.

Fazer dos fatos reais um espetáculo é comum nos meios de comunicação, principalmente nos jornais, sejam eles impressos, televisivos ou online. As “tragédias” contadas nas narrativas jornalísticas são partes fundamentais desse sensacionalismo midiático, pois o que poderia mexer mais com o lado emotivo do público do que a tristeza causada por uma catástrofe na vida de uma pessoa?

A tragédia foi tirada do seu habitat natural, o gênero dramático, e foi introduzida na mídia por puro sensacionalismo. Quantas “tragédias” reais acontecem pelo mundo? Quantas são notificadas? Quantas são escolhidas a dedo para serem exibidas? Digo exibidas, por que é literalmente um exibicionismo mostrar o sofrimento e ainda lucrar com ele. Tragédia no jornalismo não está em sua forma natural, não é uma tragédia ... é antes modo de fazer sensacionalismo. Mas no fim é isso que acontece: A vida imita a arte, e o jornalismo tenta imitar a tragédia.

FONTE :http://www.canalpb.com.br - http://comunycarte.blogspot.com/

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Terezinha.


Lembrei-me de ti, não que eu seja saudosista ao extremo. Sinto saudades sim, de muita coisa, afinal, saudades todos nós temos. Hoje, porém, senti falta de um tempo que era nosso.

Aurora de vida foi aquela, quando nossa existência estava centrada em uma singularidade incomparável, quando tínhamos as nossas idades pequenas e quando éramos pessoas importantes naquele nosso pequeno grande mundo, mundo aquele suficiente para abranger nossas fantasias, nossos sonhos e as nossas inocências.

Aurora de vida foi aquela, dos nossos verdes dias, dos nossos verdes campos, da nossa vida azul. Saudades dos nossos olhares puros, da ausência da maldade, saudades de quando tudo era riso, de quando as preocupações e os medos eram apenas com as almas do outro mundo ou de não encontrarmos o caminho de nossas casas quando saíamos da escola.

O tempo do nosso tempo hoje me faz muita falta. Lembras dos dias em que o céu anunciava chuva forte? Tu te lembras dos ventos uivantes varrendo do chão os grãos de areia que salpicavam nossas canelas? Quantos risos e quão magnífico era aquilo para nós.

Foi um mundo sem igual, foi um tempo sem par. Com o passar dos anos a gente chega à conclusão de que a busca de cada um por dias melhores é uma cruel ilusão. Na época da ternura somos completos, felizes, plenos. Ofuscados pela luz de novos horizontes, a gente corre atrás do muito e os deslizes são tantos, que por fim concluímos que o ideal para vida era exatamente o pouco que tínhamos em nosso ponto de partida.

Nossos olhares eram puros, nosso mundo era nivelado, não havia vaidade, não havia maldade, não havia divisões, não havia imposições e tudo era igual em justa medida, pois naquela época nem julgávamos e nem éramos julgados...

Pois é, por um momento ou outro me pego mergulhado nas lembranças do outrora, me é comum sentir falta daquela que foi a aurora da minha vida. E hoje me bateu saudades de você que conheces tão bem estas reminiscências, você que viveu e partilhou aqueles momentos efêmeros dos primeiros anos de nossa jornada.

...Teu cabelinho enrolado lembras?

Ah, aurora de vida foi aquela... Vou parar por aqui, mas saiba, sinto imensas, desmedidas saudades de você, minha terna Terezinha.

Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

sábado, 9 de abril de 2011

Cerimônia do adeus?



Por Maurício Dias

Há muito tempo um discurso não criava tamanha expectativa no Congresso como criou a fala inaugural de Aécio Neves na tribuna do Senado. O ex-governador mineiro, 51 anos, tornou-se a esperança de criação de um ponto aglutinador para a oposição. Aécio foi brindado com elogios protocolarmente inexpressivos dos aliados oposicionistas e dos adversários governistas.

Mas esse coro de congratulações traduziu mais rejeição ao tucano paulista José Serra do que propriamente uma adesão ao comando de Aécio. Mesmo assim, a longa sessão transmitida na íntegra pela TV Senado e replicada nos telejornais da noite de quarta-feira 6 ganhou o sabor de cerimônia de adeus às pretensões do ex-governador paulista em relação às ambições que ele guarda pelas eleições presidenciais de 2014. Se puder, fará uma terceira tentativa apoiado no argumento, discutível, de que puxou 45 milhões de votos no segundo turno.

Serra, por sinal, estava presente à sessão. Fingiu-se de morto e pôde conferir de perto quem se apresentou naquele pretendido enterro político dele. Ficou o tempo todo cochichando com o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira, de São Paulo. Foi citado duas vezes por Aécio, que ganhou um elogio do petista Lindberg Farias, envolvido em aparte de sutil ironia: “Vossa Excelência é o futuro. Vai liderar essa oposição… Por muitos anos”.

A insinuação, embora inteligente, é precipitada. Serra, como qualquer político, não se aposenta voluntariamente. Getúlio foi tirado do poder em 1945 pelos militares. Voltou cinco anos depois como presidente eleito pelo voto popular. Jânio Quadros renunciou à Presidência e, posteriormente, se elegeu prefeito de São Paulo derrotando Fernando Henrique Cardoso. Um resultado que levou muita gente a prenunciar a morte política de FHC. Alckmin parecia carta fora do baralho com a derrota para a Presidência em 2006. E, por fim, Lula perdeu a disputa para a Presidência por três vezes. Após a segunda derrota houve setores do PT que pretenderam lançar Tarso Genro. Lula perdeu na terceira e ganhou na quarta tentativa.

A política, no caso de Serra, é vocação essencialmente. Embora tenha sofrido uma segunda derrota na disputa para a Presidência, ele transita pela política e ambiciona disputar a presidência do PSDB contra Sérgio Guerra, que quer ficar no posto. Continua a travar uma luta interna com Aécio Neves.

Aécio vive, no momento, um apogeu. Ele permaneceu na tribuna por mais de cinco horas em razão das dezenas de apartes que concedeu. O discurso dele teve, exatamente, 3.321 palavras e, como anotou o publicitário carioca Hayle Gadelha, a palavra que mais usou foi “oposição”: 11 vezes. Seguiram-se “ética” (sete vezes) e “Minas” e “mineiro” (cinco vezes). Citou oito políticos e, como lembrou Gadelha, cometeu um erro capital nas homenagens que prestou: não fez menção ao mineiro José Alencar, ex-vice-presidente da República, falecido recentemente.

O discurso de Aécio consolida dois pontos. De um lado fica provado que ele se apresentou como novo líder da oposição e, para isso, exibiu seus dotes de bom articulador político.
Por outro lado, a fala dele mostra que a oratória parece ser mesmo uma arte agonizante. Dificilmente um discurso lido, como fez Aécio, empolga os ouvintes. E, como ensinam os manuais, ele pecou pela falta de emoção.

Nota: Maurício Dias é jornalista, editor especial e colunista da edição impressa de CartaCapital.
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