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sábado, 31 de março de 2018

NATHÁLIA TIETZ – A BELA DA SEMANA

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É dela a típica beleza cativante, alento para os olhos que anseiam pelo formidável, sua formosura é admirada por aqueles que se deixam maravilhar pelo encanto proveniente da mulher ideal, daquela mulher que por seus caprichos, se faz atraente, ela é exemplo incontestável da grandeza feminina. 

Nathália Tietz, apaixonada pela equitação os cavalos lhe encantam, e ela, com o dom natural da doma, faz das rédeas terapia, a bela amazona que adestra equinos, é musa que nos fascina, e nós, também adestrados e domados, somos guiados pelas rédeas da formosura visivelmente externada em sua imagem de musa...

Musa de beleza poética, composta para o propósito de nos encantar, louvada por sua condição de mulher, por sua posição de bela, ela que por justiça pisa o pedestal das impecáveis beldades que semanalmente estão aqui para suprir os anseios de quem tem na beleza feminina um alento para seus ais...

Impossível esquecermos Nathália Tietz quando o tema é a beleza feminina, no seleto grupo onde brilham as criaturas fascinantes, ela tem seu lugar de honra. Embora sejamos pequenos para falarmos de sua grandeza, jamais omitiremos a verdade, a bela que hora confiou-nos sua imagem merece aplausos.

Nesta semana, esta vitrine que propaga a beleza feminina é enfeitada com a imagem sem igual de Nathália Tietz, ela que por méritos, sobe ao pedestal daquelas que indiscutivelmente são apontadas pela beleza.

Portanto, brindemos esta ditosa oportunidade em poder decantar todas as virtudes contidas na bela de bom papo e bom gosto, sua presença neste espaço nos envaidece, pois, sabemos que neste ensejo, louvamos o ser humano mulher, ápice da criação divina.

A beleza de lendas se fez real, se fez morena, se faz simpática, tudo isso para dar um toque de classe a tudo que a rodeia. Reverenciada seja a majestade mulher, Nathália Tietz, é a Bela da Semana.

*NATHÁLIA PEREIRA TIETZ – Diamante do Norte/PR – Filha de Claudemir Tietz e Paula Zampollo Pereira Tietz. Nathália estuda o 2° Ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Reynaldo Massi.

quarta-feira, 28 de março de 2018

EUA comemora derrubada de presidente do Peru e inicia "acordos"

Entenda o que está por trás da valorização e dos aplausos das autoridades norte-americanas na suposta "democracia" com a derrubada de Kucyznski.


Patricia Faermann

A derrubada de Pedro Pablo Kucyznski da Presidência do Peru, por investigações desdobradas da Operação Lava Jato no Brasil com ilícitos envolvendo a Odebrecht aonde a empreiteira tem presença comercial, foi comemorada pelo governo dos Estados Unidos. Nesta sexta-feira (23), a saída de PPK, como é chamado o agora ex-presidente do país latino-americano, e a entrada com a posse de Martín Vizcarra mostra "a democracia", afirmou em comunicado o Departamento de Estado dos EUA.

O Congresso peruano aceitou nesta sexta a renúncia de Kuczynski, após a pressão feita por parlamentares e pelo próprio partido do ex-mandatário, com a divulgação de vídeos e áudios em que aliados de PPK estariam tentando subornar outros parlamentares em troca de barrar o impeachment que já estava tramitando no Parlamento peruano contra o então presidente.

Após a divulgação da mídia, Pedro Pablo Kucyznski foi pressionado: caso não renunciasse, seu impeachment seria inevitável, indicavam os aliados. A carta de renúncia foi apresentada nesta quarta-feira e, na sexta, os parlamentares aprovaram a saída do presidente. No mesmo dia, foi realizada a posse de Martín Vizcarra.

Para o contentamento do Departamento de Justiça norte-americana, Vizcarra carrega a bandeira "contra a corrupção", a exemplo do que adotou a própria Operação Lava Jato no Brasil para angariar apoios, apesar de questionáveis os métodos de atuação.  "A justiça deverá atuar com independência, responsabilidade e rapidez", pontuou o novo mandatário.

Na outra ponta do continente, os EUA aplaudiram. "O respeito à Constituição durante essa transição reflete a força do país como uma democracia resiliente, compatível com os princípios articulados na Carta Democrática Interamericana", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert.

Mas por trás da comemoração à "democracia resiliente", os EUA vem adotando um projeto de dominação judicial, por meio de colaborações com autoridades dos países latino-americano, e sob a bandeira de combate à corrupção. Como consequência, os países que não adotam as regulamentações consideradas padrão para os Estados Unidos, com a responsabilização, multas e prisões de dirigentes, ocorre a automática derrubada de empresas nacionais, como no caso do Brasil, a empreiteira Odebrecht, que possuía ampla presença de atuação mundial.

A sequência do discurso de Heather Nauer, porta-voz norte-americana, trouxe a confirmação da extensão dos aplausos: "Trabalharemos com o Peru na Cúpula das Américas de abril, em Lima, onde reafirmaremos o compromisso coletivo de nosso hemisfério com a democracia".

Via - Jornal GGN


terça-feira, 27 de março de 2018

Conflito entre indígenas e ruralistas no Oeste do Paraná tende a acirrar em 2018

Grupo de Trabalho, convocado por Funai e Ministério Público, realiza laudo sobre a demarcação de terras.

Pedro Carrano

“- Ei, índio.

- O que foi?

- Verdade que você vai invadir minha casa?

- Não é assim”

O diálogo acima, relatado por uma liderança indígena, não é eventual, mas uma realidade do dia a dia para as 14 comunidades indígenas Avá Guarani, ocupantes de territórios no entorno das cidades de Guaíra e Terra Roxa, região Oeste do Paraná, na relação tensa com a comunidade local e com produtores rurais da região.

O racismo e a hostilidade local contra os povos indígenas são constantes. Embora a repercussão da mídia local seja recente, o conflito iniciou há treze anos com a ocupação da aldeia Marangatu, em 2005. Hoje, 14 áreas foram recuperadas pelo movimento indígena, onde hoje vivem 2100 guaranis.

Atualmente existem 15 ações de despejo forçado emitidas às ocupações. Por enquanto, a partir de intermediação do Ministério Público, não acontece a execução de despejo, mas novas ocupações também não serão realizadas pelos guaranis.

Esse frágil acordo permanece ao longo da realização de um Grupo de Trabalho (GT) nacional, convocado por Funai e Ministério Público, que tem um ano para realizar um laudo sobre a demarcação de terras na região.

Um 2018 turbulento
“Se sairmos, vamos voltar”, avisa o jovem cacique Nei*, da aldeia Pohã Renda, em Terra Roxa, uma aldeia de quase noventa pessoas. Ele define como irreversível o atual movimento de retorno dos povos guarani para Guaíra, que consideram sua região de origem.

Caso as terras não sejam demarcadas, em 2018, a disputa na região entre os Avá-Guarani, proprietários e empresas locais deve se intensificar. Na avaliação de Paulo Porto Borges, vereador de Cascavel (PC do B), o poder público, a prefeitura e câmara de vereadores de Guaíra tem alimentado o discurso de medo e ódio na comunidade local, ao não tratar o conflito de maneira objetiva e tomar partido contrário aos indígenas.

Para o vereador, como a demarcação é um fato irreversível, o poder público deveria preparar as condições nesse sentido. “A relação (dos indígenas) com a prefeitura é muito ruim, a prefeitura apenas tolera a presença indígena, posicionada ao lado do agronegócio. A prefeitura e a casa legislativa, em vez de se colocarem como órgãos mais independentes, são entidades posicionadas, o que alimenta o preconceito”, critica.

Borges enxerga que o discurso do medo tem sido galvanizado politicamente na região, o que avalia como temerário. “Evandro Roman (PSD), Osmar Serraglio (MDB) veem no aumento da disputa formas de colher votos em cima do medo. São figuras que, caso aconteça alguma tragédia em Guaíra, a responsabilidade passa por eles”, afirma Porto. No final de 2017, Serraglio recebeu no seu gabinete, em Brasília, o prefeito de Terra, Roxa Altair de Pádua, e representantes do agronegócio local, da OAB de Guaíra e Wagner José Rodrigues, do Sindicato Rural de Terra Roxa.

Desconfiança com encaminhamentos
Os indígenas, por sua vez, não demonstram muita confiança no processo de grupos de trabalho e nos encaminhamentos para a demarcação.

A família de Juçara*, vice-cacica da aldeia Y Hovy, próxima ao centro de Guaíra, critica a lentidão da Fundação Nacional do Índio (Funai) e de Itaipu, e aponta que 2018 pode ser marcado por resistência das aldeias se não houver demarcação. “Não dá para mostrar que tudo está tranquilo, vamos mostrar resistência”, aponta.

Tensão histórica
Especialistas ouvidos pela reportagem enxergam um componente particular no caso de Guaíra. Diferente do Mato Grosso do Sul, o conflito no Oeste do Paraná acontece entre ocupantes, pequenos e médios produtores. Mas as áreas ocupadas também se dividem entre uma antiga empresa do agronegócio, caso da Mate Larangeira, a Itaipu Binacional e a mineradora Andreis LTDA.

Josemar Ganho, ex-secretário de planejamento de Guaíra, defende que parte da responsabilidade pela vinda de guaranis para a região é dos próprios proprietários, que contratavam “parte da mão de obra indígena, precária, que não apresentava ameaça trabalhista”, denuncia.

Num olhar histórico, os povos afirmam que a região, banhada pelo Rio Paraná, na fronteira com Salto del Guayrá (Paraguai) é um local onde sempre viveram e se refugiaram, desde o período da invasão colonizadora. É terra de seus antepassados. 

Juventude indígena assume relação com a sociedade
Nas comunidades visitadas pela reportagem, as lideranças são jovens, característica comum a muitas áreas. Eles possuem contas atuantes em redes sociais, articulam-se via celular e conhecem a situação em outras regiões do país.

“Eu mesmo não fazia ideia da luta pela terra, luta política grande, não só em Guaíra, mas em todo o Brasil”, afirma Claudio*, liderança da comunidade Y Hovy.

Nei explica que houve uma separação entre o contato político dos indígenas com o mundo da política e dos brancos, a cargo de lideranças jovens como ele. “Desde pequeno, converso com os brancos”, enfatiza. Ele passou no curso de Direito da Unioeste, em Cascavel, e é um dos dez estudantes oriundos de comunidades que passaram na universidade em 2017.

Problemas imediatos
Ao lado do problema estrutural de violência, racismo e tentativa de expulsão dos territórios, há questões imediatas que dificultam a vida nas comunidades indígenas.

José*, liderança da comunidade Marangatu, elenca uma série de problemas para os quais a prefeitura de Guaíra não dá resposta. Desde o fornecimento de telhas até a atual ausência de funcionários da Funai na cidade.

A falta de documentação para jovens, adultos e recém-nascidos e conflitos em torno do acesso à água também são frequentes.

Plataforma Logística de Guaíra: mais um conflito?
A ampliação Plataforma Logística de Guaíra também coloca mais insegurança para os indígenas O projeto de integração de cidades paranaenses com estados como Mato Grosso do Sul  para transporte começou há 10 anos, com a construção da Ferroeste. Esse corredor que prevê integrar modais como hidrovias, ferrovias, rodovias e aerovias passa onde está instalada umas das aldeias de Guaíra.

Josemar Ganho, secretário de planejamento de 2013 a 2014 em Guaíra, durante gestão do ex-prefeito Fabian Venduscrolo, não vê o projeto como contraditório à posse dos indígenas pela terra. Responsável pelo plano diretor e levantamento territorial de toda a situação do município, Ganho defende a execução do projeto e, ao mesmo tempo, a garantia da alocação das comunidades para o que classifica de “pequenos assentamentos”. “São comunidades tradicionais que têm que ter direito a essas áreas”, aponta.

*Seguindo metodologia de outros estudos na região, os nomes foram alterados para evitar qualquer forma de perseguição ou ameaça contra os entrevistados.

Edição: Franciele Petry e Júlia Rohden

segunda-feira, 26 de março de 2018

Gleisi: "Faremos uma denúncia internacional sobre as milícias organizadas no Brasil"

Presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores fala sobre os atos violentos durante caravana de Lula pelo sul do país.


Presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, a senadora Gleisi Hoffmann / Wilson Pedrosa/Fotos Públicas.
Leonardo Fernandes

Desde o começo da Caravana Lula pelo Brasil – etapa sul – na segunda-feira (19), na cidade gaúcha de Bagé, grupos de extrema-direita têm provocado violência durante a passagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na sexta-feira, algumas dezenas de pessoas bloquearam a entrada da cidade de Passo Fundo (RS), armadas com paus, pedras e correntes, dispostos a atacar os ônibus da comitiva do ex-presidente. Lula e a ex-presidenta Dilma Rousseff tiveram que mudar a rota e ir direto a São Leopoldo (RS), último destino da caravana no Rio Grande do Sul, depois da Secretaria Estadual da Segurança Pública do Estado ter afirmado que não poderia garantir a segurança do ex-presidente.

Relatos de pessoas que estiveram na entrada de Passo Fundo, deram conta da postura condescendente da Polícia Militar do Estado em relação às manifestações violentas da direita.

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), lamentou a ausência de autoridade do Estado em relação à segurança dos ex-presidentes e sua comitiva. Hoffmann afirmou que o PT está investigando quem está por trás das manifestações e anunciou que fará uma denúncia internacional sobre a presença de milícias armadas no sul do Brasil. Leia a entrevista na íntegra:

Brasil de Fato: Senadora, qual a leitura que o Partido dos Trabalhadores faz sobre a postura das autoridades estaduais e da Polícia Militar em relação à segurança da caravana?

Gleisi Hoffmann: A gente lamenta muito que o Estado não tenha tido força suficiente e autoridade para garantir a presença do ex-presidente Lula em Passo Fundo. O Estado foi avisado das manifestações violentas, porque não se tratavam de manifestações pacíficas de oposição; quanto a isso nós não temos problema nenhum e sabemos enfrentar; e não tivemos, por parte do policiamento, a efetiva correspondência a esse nosso pedido. Lamentamos muito isso, que demonstra que o Estado não consegue impor a ordem que necessita. Estávamos com dois ex-presidentes da República, já havíamos oficiado ao governo do Estado sobre isso e também às forças de segurança nacionais. Então a gente lamenta.

Foram divulgadas imagens de pessoas armadas entre esses manifestantes da direita. O que vocês pretendem fazer em relação a isso?

Estamos fazendo uma denúncia internacional sobre a existência de milícias organizadas no Brasil, que se mostraram agora de forma clara no sul do país e que tem a clara intenção, não de fazer o embate, a disputa política, mas de impedir que o presidente Lula, que o PT, que as forças populares possam ter trânsito, falar com a população, inclusive ameaçando a integridade física de militantes e dos próprios ex-presidentes.

Vocês já conseguiram identificar se existe algum grupo ou força política por trás dessas manifestações?

Nós estamos levantando isso. Ainda não temos isso definido. Temos indícios, que ainda precisam de provas. Mas temos indícios de que forças da extrema-direita, sobretudo grupos que necessariamente não são da política, mas são de movimentos de extrema-direita atuando. Inclusive grupos de skinheads foram detectados. Então, nós nos preocupamos muito com isso, porque vemos que se trata de uma ação organizada de grupos de extrema-direita, de ideologia fascista, nazista.

Qual a diferença entre o bloqueio de rodovia realizado pela direita durante a caravana e os bloqueios realizados por movimentos de esquerda na luta por direitos?

Eu desconheço qualquer manifestação da esquerda que envolva o bloqueio de vias ou de locais que tenham o objetivo impedir pessoas de falarem. Nós defendemos radicalmente a democracia e o direito de todos falarem, ainda que falem contra nós. Fomos governo neste país e jamais tivemos qualquer atitude de limitar o direito de ir e vir das pessoas. Muito pelo contrário, achamos que isso é fundamental para a democracia. Todas as vezes que movimentos sociais de esquerda fecharam rodovias ou fizeram manifestações foram sempre em razão de uma causa: em defesa dos seus direitos, em defesa da conquista de terra, em defesa das águas, em defesa da liberdade de expressão, em defesa dos direitos trabalhistas. Jamais foi para agredir, para impedir alguém de se manifestar. Jamais foi no intuito de querer agredir quem quer que seja. Então acho que tem uma diferença muito grande, muito relevante com o que está acontecendo. O que estamos vivendo hoje é algo de ideologia fascista, de grupos que pregam a violência como modus operandi da vida.

A postura das forças de segurança em relação a estas manifestações também difere da maneira como lidam com as manifestações de esquerda?

Eu nunca tinha visto a polícia agir sem força, sem firmeza contra movimentos, principalmente os violentos. Muito pelo contrário. Lembro da passeata que houve aqui em frente ao Congresso Nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência: era uma manifestação pacífica, quando alguns infiltrados dentro do movimento começaram a jogar pedras dentro dos ministérios, a polícia não separou eles, veio para cima da multidão. Então há sim uma diferença de tratamento. Mas nós estamos identificando os movimentos que estão por trás, para que a gente possa fazer a denúncia.

Em razão desses episódios, há previsão de novas alterações no trajeto da caravana?

Não pretendemos fazer outras alterações na programação da caravana. Hoje nós conversamos novamente com as forças de segurança nacionais, conversei pessoalmente com o ministro Jungmann [Segurança Pública], conversei com o ministro [interino] da Defesa [Joaquim Silva e Luna], relatei o ocorrido, solicitei que nos estados de Santa Catarina e Paraná nós tivéssemos a segurança nos aeroportos, nas estradas, para que possamos nos locomover, e também nas cidades. E falamos com as autoridades estaduais para que deem respaldo e guarida à caravana. Estamos fazendo uma caravana pacífica, uma caravana de debates políticos, não estamos afrontando ninguém. Temos o direito de andar pelo Brasil. E o governo, as forças de segurança não podem permitir que o Brasil fique refém de milícias, de grupos de extrema-direita que acham que podem definir quem pode entrar ou não numa cidade, passar ou não por uma determinada rodovia. Isso é uma coisa absurda. Precisamos ter as garantias constitucionais asseguradas.

Edição: Mauro Ramos

sábado, 24 de março de 2018

AMANDA SANTOS – A BELA DA SEMANA


Em fração de segundos, nossas agruras são substituídas pela benevolência do colírio natural que nos da graça ao olhar... É quando contemplamos a beleza feminina contida na fisionomia destas divinais mulheres de formosura sem igual, a exemplo disso, propagamos por merecimento obvio a beleza arrebatadora desta que passa a ocupar o lugar das musas a quem guardamos admiração e reverência.

Amanda Santos ocupa o seleto grupo das magnificentes, faz parte daquelas que, quando passam, tem o dom de nos chamar a atenção, à ela os vivas, pois, pelo dom  proveniente  de sua imagem, é capaz de nos hipnotizar, se ser mulher é uma honra, ser bonita é somar a honra um privilégio dentro do próprio privilégio de ter nascido nesta superior condição de mulher...

Conduzimos nossa semana, na beleza de Amanda, nela nos orientaremos, através de sua imagem, seguimos estes sete dias com a certeza de que embora os problemas cotidianos confisquem nossa capacidade de apreciar as cores da vida, a graça de presenciar a beleza das mulheres, nos serve de alento.  Acrescido a isso, olhar a beleza feminina é uma forma de cultuarmos a criação divina...

Apreciar tal formosura é sem dúvida uma maneira de mostrarmos nossa reverência a um ser supremo capaz de criar seres cuja existência faz cair por terra toda a descrença em uma divindade...

A beleza feminina nos contagia, uma bela mulher tem a capacidade de deixar o mundo melhor, à estas formidáveis criaturas somos cativos, é impossível não deixar-se encantar pelo efeito causado por elas, neste rol de divinas mulheres, Amanda Santos está presente, ela possui os predicados almejados por todas as que querem o status de bela.

Prezados leitores que buscam a fonte onde destila o encanto, o pedestal das belas é ocupado por ela que merecidamente destinamos elogios, não há olhar que não se encante com a imagem de uma bela, e ela com seus adjetivos, supre essa necessidade em olharmos para o que fascina...

Um brinde a esta valorosa sorte, por sermos contemporâneos à ela, celebremos a oportunidade que nos é dada ao divulgarmos a imagem de tão impecável moça...

Ela é um toque de classe neste espaço onde a beleza feminina é costume, ela segue tendo os méritos destinados às escolhidas, regozijemo-nos por esta imperdível oportunidade, a beleza tem vez e tem nome, Amanda Santos é a Bela da Semana.

*AMANDA SANTOS DE JESUS – Nova Londrina/PR – Filha de José Oliveira de Jesus e Maria Cristina dos Santos – Amanda é santista e cursa Ciências Biológicas na UNESPAR.

Cristian: de atingido pela Usina do Baixo Iguaçu a militante pelo direito à água

Jovem faz parte de delegação do Paraná presente no Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), que ocorre em Brasília (DF).

Ednubia Ghisi

Cristian Junior Vozniak tem 22 anos, mora em Planalto, há 300 metros do Rio Capanema, afluente do Rio Iguaçu, região Sudoeste do Paraná. A família e os vizinhos do jovem estão entre os mais de mil impactados pela hidrelétrica do Baixo Iguaçu, erguida na divisa entre Capanema e Capitão Leônidas Marques, já em fase de conclusão.

Ele saiu de casa às 7h30 da manhã do dia 17, junto com o irmão de 18 anos, para se juntar à caravana de mais de 50 pessoas do Paraná que está no Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA). O grupo chegou à capital federal às 1h30 no dia 19, para se somar a outras 3 mil pessoas, também vindas do interior e de grandes cidades brasileiras. Nas terras de outro Planalto, Cristian e outras pessoas atingidas pela obra do Baixo Iguaçu vieram participar do maior movimento mundial em defesa da água.

Desde o início da construção da obras do Baixo Iguaçu, em 2013, a vida dos atingidos se transformou. Os pais de Cristian pararam de investir na propriedade e temem pelo risco de perder o lugar onde vivem, sem receber indenização ou reassentamento digno: “As famílias estão sofrendo, bate o desespero e a depressão. A minha mãe começou a tomar remédio pra hipertensão. Com 37 anos, tomar remédio pra hipertensão é complicado, né? A situação nossa é bem crítica e preocupante”, disse Cristian.

Hoje vizinho do rio, Cristian lamenta por imaginar a construção das cercas: “Querem cercar a água e não querem nem liberar para quem vai ficar nas regiões ribeirinhas”, relata o jovem.

Há quatro anos, Cristian e a família participam do Movimento dos Atingidos por Barragens, na luta por reassentamento coletivo dos atingidos e por indenização. “Na verdade, foi o pai que começou a participar. Depois ele deixou [a luta] pra nós também, está cansado”.

Maior rio do Paraná

A Usina do Baixo Iguaçu será a sexta de grande porte a funcionar ao longo do Rio Iguaçu. Já estão cravadas no leito do maior rio do estado as hidrelétricas Foz do Areia, Governador Ney Aminthas de Barros Braga (antiga Salto Segredo), Salto Caxias, Salto Osório e Salto Santiago.

Além de Planalto e dos municípios onde estão as obras, o lago da hidrelétrica vai impactar a vida da população e da biodiverdidade de Realeza e Nova Prata do Iguaçu, na região Sudoeste do Paraná.

O consórcio que construiu a Usina do Baixo Iguaçu é formado pela Neoenergia e pela Copel, com participação de 70% e 30%, respectivamente. As empresas poderão explorar a usina por 35 anos.

A briga dos pequenos agricultores é com uma gigante do setor elétrico: a Neoenergia é o maior grupo privado do setor do Brasil, tendo como acionistas a Previ - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (maior fundo de pensão da América Latina) com 49,01% de participação, a espanhola Iberdrola, com 39% (uma das cinco maiores companhias elétricas do mundo), e o Banco do Brasil Investimentos (11,99%).

Edição: Guilherme Weimann

quinta-feira, 22 de março de 2018

Déficit de empatia: a incapacidade da direita de se solidarizar com a dor alheia

Quem defende "direitos humanos para humanos direitos" na verdade há muito perdeu a humanidade, se é que algum dia a possuiu.


Que país é este? Uma mulher negra, bonita, inteligente, uma política eleita, uma mãe, uma filha, o amor de alguém, recebe quatro tiros na cabeça numa emboscada. Pam, pam, pam, pam. Seu crânio ficou tão destroçado que não foi possível abrir o caixão no funeral para que seus entes queridos se despedissem do seu rostinho. Sua filha adolescente não pôde lhe dar o último beijo. Qualquer ser humano se sentiria tocado com uma brutalidade dessas. Menos a direita brasileira.

Qualquer ser humano com sensibilidade para sentir a dor do outro, para se colocar no lugar do outro, se sentiria indignado com a covardia de matar uma mulher não porque ela estivesse armada, ou cometendo algum crime, mas por pensar e por expor suas ideias. Os únicos “crimes” de Marielle Franco: ser contra o sistema e ser negra; defender os irmãos da favela da violência policial; denunciar o genocídio dos jovens negros. Qualquer ser humano se sentiria indignado com a tragédia da morte de uma inocente. Menos a direita brasileira.

Percebe-se, pelas reações de direitistas nas redes sociais, que quem defende “direitos humanos para humanos direitos” na verdade há muito perdeu a humanidade, se é que algum dia a possuiu. É gente incapaz de sentir compaixão pelo próximo, a não ser que sejam pessoas de sua própria família. Que desconhece o significado da palavra “empatia” simplesmente porque não possui em si este sentimento. São aleijados de empatia. Não só são incapazes de se solidarizar com a dor e a tristeza alheias, como tripudiam delas, pisam em cima. Em vez de chorar a perda sofrida pelo outro, dizem que é “mimimi”.

Isso não é só impressão: estudos feitos nos Estados Unidos mostram que existe um “déficit de empatia” por lá. Nas últimas três décadas, a capacidade de se sentir solidário à dor do outro vem caindo dramaticamente entre os jovens. Um estudo de 2010 da Universidade de Michigan mostrou que os estudantes norte-americanos de hoje possuem 40% a menos de empatia do que os jovens de 1979. De acordo com o estudo, os estudantes em geral se descrevem cada vez menos como “sensíveis” ou “preocupados” com seu semelhante, e admitem que a “desgraça alheia” não os perturba.

Assistimos no Brasil um fenômeno similar em relação à execução da vereadora do PSOL. Com a participação de um deputado, presidente do DEM do Distrito Federal, de uma desembargadora e de (de)formadores de opinião reacionários, estes seres humanos desumanizados dedicaram os últimos dias a achincalhar e vilipendiar a memória de Marielle Franco, a ponto de um portal de grande audiência passar o domingo com o desmentido no alto da homepage: “Marielle não foi casada com Marcinho VP nem eleita pelo Comando Vermelho”. Algo inútil, porque o mais grave não é que se espalhem boatos, é que os espalhadores de boatos sabem que os boatos são boatos. Espalham mentiras propositalmente.

Faz parte da estratégia de “melhorar” a execução de Marielle caluniá-la, transformando a vítima em culpada, costume manjado da extrema-direita. A mulher é culpada de seu próprio estupro porque “provocou” ao usar roupa curta e sexy; a mulher é culpada de seu próprio espancamento porque “provocou” o marido; a mulher é culpada de sua própria execução porque “provocou”. São raciocínios gêmeos de “é pobre porque não se esforçou”.

Todos os dias, desde a última quarta-feira, tenho recebido prints de postagens abomináveis sobre a vereadora executada. Da síndica de um prédio em Curitiba ao bolsominion do Pará, perfis de direita compartilham mentiras e enxovalham a biografia de uma pessoa barbaramente assassinada que tudo que fez na vida foi lutar contra a violência, apenas porque tinha uma ideologia diferente da sua.

O racismo fica explícito nas calúnias. Ora, Marielle não pode ser uma mulher negra que estudou e se tornou uma socióloga reconhecida, uma vereadora campeã de votos no Rio de Janeiro. A “meritocracia” que eles tanto elogiam não serve para ela. Marielle tem que ser “bandida”, usuária de drogas, ter ligações com o tráfico e com o crime organizado. Assim eles podem dormir com a consciência tranquila.

Eu não vou dar voz a estas aberrações, não vou fazer com que seu discurso de ódio reverbere ainda mais. Só vou lamentar a perda de sentimentos como solidariedade, amor ao próximo, respeito, tolerância. O pior é que muitas destas pessoas sem coração se dizem “cristãs”. Esta, no fundo, é a maior mentira de suas vidas.

Cynara Menezes

quarta-feira, 21 de março de 2018

Chefia da EBC censura editores e jornalistas na cobertura sobre Marielle Franco

Trabalhadores foram "orientados" a não cobrir os atos e manifestações em homenagem a Marielle Franco, sob a alegação de "exploração política", e devem agora se restringir à cobertura apenas das investigações. Jornalistas fizeram ato repudiando a censura.


Editores e jornalistas da Agência Brasil, site da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foram surpreendidos na manhã desta terça-feira (20) com um e-mail da chefia, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do governo Temer, orientando os trabalhadores a restringirem a cobertura sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco às investigações e ao que dizem as autoridades.

O blog Nocaute, de Fernando Morais, revelou um e-mail que foi enviado aos editores. “Precisamos reduzir matérias da morte da vereadora Marielle Franco Essas homenagens do PSOL são para tirar proveito do momento. Ou outras repercussões do gênero. Devemos nos concentrar nas investigações e naquilo que dizem as autoridades”, diz um dos comunicados.

Os jornalistas da redação da Agência Brasil em Brasília, então, resolveram fazer um protesto contra a restrição da cobertura e ergueram uma faixa [foto em destaque] com os dizeres: “Não vão nos calar! Marielle presente”.


Jornalistas e radialistas da EBC fazem ato contra restrição da cobertura da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes
Chefes da Agência Brasil orientaram editores e repórteres a não cobrir os atos em decorrência do episódio. Os empregados se reuniram para questionar o veto à cobertura, reduzida apenas às investigações.
ATUALIZAÇÃO: Representações de trabalhadores da EBC publicaram nota repudiando a captura do jornalismo da empresa: http://www.sjpdf.org.br/…/3610-nota-o-jorna...

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Via - Contexto Livre

terça-feira, 20 de março de 2018

DIAMANTE DO NORTE - Vila dos Pescadores está ganhando galerias

O Governo Municipal iniciou as obras de instalação de galerias de captação das águas pluviais na Vila dos Pescadores. O projeto prevê a construção de 300 metros de galerias, beneficiando as famílias que residem no local e contribuindo no combate a erosões.


As galerias melhoram o escoamento das águas superficiais, reduzindo danos às propriedades, vias e alagamentos em razão das chuvas. A obra era uma antiga reivindicação dos moradores ribeirinhos.  

O prefeito Daniel Pereira em visita ao canteiro de obras ressaltou a importância da construção das galerias. "Era imprescindível a construção dessas galerias, o volume de águas de chuvas que desce pra parte baixa da Vila é imenso e causava alguns transtornos, com as galerias se resolve mais este problema". 

Daniel mencionou ainda o projeto de organização que vem sendo implantado, segundo o prefeito as medidas irão gerar mais qualidade de vida à população. "Além das galerias, estamos ainda empenhados em outras medidas para organizarmos a Vila e com a graça de Deus, ao final da gestão estaremos com um lugar ainda melhor pra se viver, este é o nosso compromisso e nossa missão".

Via - Diário do Noroeste



Temer quer privatizar o ensino médio

Não havia exagero nenhum quando dissemos que a reforma do ensino médio do governo golpista de Michel Temer destruiria a formação dos estudantes nesse nível de ensino. A pretexto de resolver os problemas do ensino médio, a começar de sua falta de identidade para os estudantes (uma vez que não forma adequadamente para a continuidade dos estudos e tampouco para o mundo do trabalho), Temer optou por transformá-lo em mero estágio de formação de mão de obra, esvaziando-o de todos os conteúdos necessários à formação integral de nossos jovens para o pleno exercício da cidadania.


Por Maria Izabel Azevedo Noronha

A reforma do ensino médio nega aos estudantes o direito de acesso ao conhecimento historicamente acumulado, retirando do currículo a obrigatoriedade da oferta de disciplinas como Sociologia, Filosofia e Artes e tornando optativas Química, Física e Biologia. Ao mesmo tempo, a reforma permite que 40% do currículo seja flexível, ou seja, que se componha de conteúdos da chamada “parte diversificada”. O que defendemos, junto com outras entidades e especialistas comprometidos com a educação de qualidade, é que a parte diversificada seja de no, máximo, 30% do currículo.

Além desses absurdos, a propaganda do governo federal induz a sociedade a acreditar que os estudantes poderão traçar seus próprios itinerários formativos a partir do segundo ano, quando, na realidade, cursarão as disciplinas que forem oferecidas pelas Secretarias de Educação em cada unidade escolar. Como afirma reportagem publicada nesta terça-feira, 20 de março, no jornal Folha de S. Paulo, mais da metade dos Municípios do país só tem uma escola de ensino médio, dificultando a oferta de cinco opções para os estudantes.

Agora, de acordo com a mesma reportagem, “Temer quer 40% do ensino médio a distância”, o que significa dar um tiro mortal nesse nível de ensino brasileiro, abrindo mão de qualquer perspectiva de qualidade e de respeito aos direitos da juventude trabalhadora, que necessita da escola pública, de ter um ensino à altura de suas necessidades, condenando-os a permanecer na periferia da nossa sociedade, com grandes dificuldades para almejar postos de comando, tendo em vista a precarização de sua formação escolar básica.

De acordo com a reportagem da Folha, a mudança seria parte de uma nova resolução do Conselho Nacional de Educação, modificando as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, que já foi totalmente desrespeitada na reforma promovida pelo ilegítimo comando do Ministério da Educação, liderado pela ex-Secretária Estadual de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, hoje Secretária Executiva do MEC, que, lembremos, foi demitida da Secretaria de Educação de São Paulo após sucessivas investidas contra as professoras e os professores da rede estadual de ensino.

O que está por trás desse projeto é, mais uma vez, a inaceitável privatização do currículo da escola pública. O currículo é a essência do processo ensino-aprendizagem, alma do projeto político-pedagógico das escolas, definindo os conteúdos a serem trabalhados com os estudantes, metodologia, didática. A adoção da educação a distância para 40% do currículo do ensino médio vai permitir que empresas privadas vendam seus “pacotes” para as redes públicas e isso não existe em educação.

O processo educativo é uma relação dialógica entre professores e estudantes, uma troca que se dá na relação interpessoal, no ambiente escolar. As tecnologias podem ser utilizadas como meio para que esse processo ocorra e não como fim. No caso do projeto do governo Temer para o ensino médio, a educação a distância é um fim, cujo objetivo é conduzir a terceirização na educação pública, dinheiro público revertido para iniciativa privada. Curiosamente, quando se trata de privatização, todo o processo acontece com celeridade impressionante, o que ocorre quando se trata da melhoria da qualidade da educação, valorização de seus profissionais e a garantia dos direitos dos estudantes.

Não vamos aceitar mais esse ataque. Se reforma do ensino médio já era desastrosa para o país, com essa possível alteração ela significará um verdadeiro genocídio cultural de nossos jovens filhos e filhas da classe trabalhadora.

O ensino a distância pode ser admitido como uma forma de complementar as atividades desenvolvidas pelos professores com seus estudantes em sala de aula ou, em casos muito excepcionais, como alternativa para o processo ensino-aprendizagem em regiões remotas, de difícil acesso, como em alguns locais da Amazônia. O que pretende o governo golpista de Temer, além da óbvia desqualificação do ensino médio para a classe trabalhadora, é a redução do número de professoras e professores da educação pública no país, visando o enxugamento da máquina pública. Essa medida se combina com a institucionalização do credenciamento de pessoas para o magistério por “notório saber”, o que permitirá a desprofissionalização da docência e consequente aviltamento dos salários e da carreira do magistério público.

Como professora, Presidenta da Apeoesp, cidadã brasileira e ex-Conselheira do Conselho Nacional de Educação, que muito contribuiu para a elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, não me calarei. De imediato, buscarei a reafirmação da aliança entre professores, estudantes, pais e movimentos sociais para construir uma mobilização capaz de impedir que esse crime se concretize no estado de São Paulo, assim como atuarei junto à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais entidades nacionais para que esse projeto de Temer, assim como o conjunto da reforma do ensino médio, sejam definitivamente derrotados.

* Maria Izabel Azevedo Noronha, Professora Bebel, é presidenta da Apeoesp.

Via - Blog do Miro

sábado, 17 de março de 2018

JAQUELINE ACOSTA – A BELA DA SEMANA


Não existe olho que não se encante com a formosura imensurável da mulher indiscutivelmente bela.

Contemplar tal beleza é divagar sob os encantos divinais que fazem das belas mulheres, os seres mais sublimes a compor a natureza...

A beleza que toca os limites da perfeição é sem dúvida a beleza feminina, ser mulher é um privilégio, nascer bela é algo além do que possa expressar as palavras... Na necessidade de definirmos o que é fascinante, obviamente apontaremos para os encantos presentes na morena Jaqueline Acosta. Despreocupados com equívocos, poderemos afirmar verdadeiramente que ela compõe o seleto grupo das belas.

Qual olhar não se prende à imagem de Jaqueline Acosta? Quem discordaria da sua obvia condição de bela? Ela possui grandezas de detalhes que nos fascinam, ela é bem vinda, ela é adorno, vê-la, é um regozijo aos nossos olhos, colírio natural e bendito que nos favorece as retinas, Jaqueline tem por méritos o nosso respeito.

É impossível não notá-la entre as demais, pois, ela tem para si um excedente, sua beleza é ápice, a genética regalou-lhe a condição desejada por tantas e que por ser única, ela possui a formosura inalcançável para muitas.

Não há olhar que não a reverencie, não há quem não pare para observar sua imagem, ela é beldade que fascina gregos e troianos, não há contestação, Jaqueline Acosta está entre as notáveis mulheres que tornam este espaço a maior vitrine da beleza feminina o extremo noroeste do Paraná.

Há uma crença de que as águas do corvo sejam místicas, tais águas, tornam belas as mulheres da terra por elas banhadas, talvez seja esta a razão pela qual Diamante do Norte seja uma cidade destacada bela beleza de suas jovens... Lendas a parte, a verdade é que constantemente a imagem de uma diamantense enriquece de beleza esta página.

E aqui está mais uma destas belas, o mundo pertence a elas, por elas prostram-se os súditos mortais extasiados pela divinal beleza que faz de Jaqueline uma sumidade, Jaqueline se apresenta com toda deidade que faz da mulher um ser supra-humano.

Deleitem-se todos os dotados de visão, os sete dias que seguem tem o charme, a sedução e o encanto da mulher morena, a semana é dedicada a ela, referência digna de reverência, Jaqueline Acosta é a Bela da Semana.

*JAQUELINE LIMA ACOSTA – Diamante do Norte-PR – Filha deIlda de Lima Belém e Bruno Acosta – Jaqueline é santista e mãe da  Ingridy vitoria que tem 1 ano e dez meses.

sexta-feira, 16 de março de 2018

"Marielle é vítima da barbárie que ela dedicou a vida a combater"

“Marielle é vítima da barbárie que ela dedicou a vida a combater”, lamenta Ignacio Cano, doutor em sociologia e pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Colega de militância da vereadora carioca, assassinada na noite desta quarta-feira (14), ele defende que é preciso o esclarecimento rápido do crime para que possa haver “alguma fé no sistema de justiça criminal e no Estado democrático”.


Por Joana Rozowykwiat

“Todas as mortes têm o mesmo valor – a da Marielle a do Anderson e todas as outras que acontecem no país a cada ano. Mas, se a morte de uma pessoa com essa visibilidade ficar impune, o que poderemos esperar de tantas milhares de mortes de anônimos que acontecem no estado do Rio a cada ano? Se essa morte não for esclarecida, a degradação da confiança no Estado será ainda maior”, alerta, em entrevista ao Portal Vermelho.

Mulher negra, cria da Maré, defensora dos Diretos Humanos, socióloga e vereadora pelo PSOL. Assim Marielle Franco se descrevia em seu perfil no Twitter. Nomeada no fim do mês passado como relatora da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio, criada para acompanhar a atuação das tropas na intervenção federal, ela foi morta a tiros dentro de um carro, na região central do Rio. O motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu.

Segundo a polícia, um outro carro emparelhou com o veículo em que Marielle estava e efetuou ao menos nove disparos em sua direção. Ela encontrava-se no banco de trás, foi atingida por quatro projéteis e faleceu na hora. Uma assessora da vereadora, que também estava no automóvel, teve ferimentos leves. Os criminosos fugiram sem levar nada. O quadro faz com que a polícia trabalhe com a ideia de que se tratou de uma execução.

Representante dos que não têm voz

“Para nós, é um momento muito doloroso, ela era uma companheira de longa data, de muita militância juntos, então esse é um dia devastador”, diz Ignacio Cano. Para ele, contudo, a morte prematura da vereadora é um golpe, especialmente, para uma parcela da população particularmente oprimida, que se via representada por Marielle.

“Ela era negra, favelada, mulher – um grupo que não tem voz pública. E ela deu voz a esse grupo, que agora ficará privado dessa voz da maneira pior possível. Então é um dia de muita tristeza, para o Rio de Janeiro, para os Direitos Humanos e para qualquer um que acredite na democracia e na justiça e que pretenda lutar contra a barbárie”, afirma.

O sociólogo é cauteloso ao ser questionado sobre indícios de que se tratou de um crime político. “É uma hipótese, não tenho dúvida. Mas temos que aguardar e cobrar as investigações. É preciso que as investigações andem rápido”, defende. “É um contexto anômalo e a responsabilidade agora é federal, então o governo federal tem que apresentar uma resposta logo sobre esse crime”, completou.

A referência é ao fato de que o homicídio ocorreu num momento em que o estado do Rio passa por uma intervenção militar federal. Ao comentar a morte da vereadora, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse que ela não terá impacto na intervenção. “Foi uma tragédia, mais uma tragédia diária no Rio de Janeiro. Lamentável”, declarou.

“Para eles, é mais uma tragédia, para nós, que convivíamos com ela, não é mais uma tragédia. De qualquer forma, o Estado tem a obrigação de esclarecer todos os homicídios. A gente quer passar de uma taxa de esclarecimento que hoje é inferior a 8% dos casos, para uma taxa civilizada, em que você consiga esclarecer pelo menos mais da metade dos crimes de homicídios. Há países que conseguem isso. A nossa realidade é complexa, mas é uma cobrança legítima e necessária exigir que o Estado consiga identificar e processar a maioria dos assassinos. Sem isso, a esperança de acabar com a barbárie será remota”, diz Cano.

Os vulneráveis de sempre

A morte de Marielle reforça o que dizem os números da violência no Brasil. De acordo com o Atlas da Violência 2017, por exemplo, de cada 100 pessoas assassinadas, 71 são negras. E, segundo a Anistia Internacional, o Brasil é um dos países com o maior registro de mortes de ativistas dos direitos humanos. “É um retrato muito perturbador”, avalia o sociólogo.

No caso de Marielle, nem sua posição de destaque a afastou das estatísticas: “Era uma mulher, negra, favelada, que a princípio tinha muitas dificuldades para atingir um lugar de visibilidade, uma expressão pública. Mas, quando ela consegue chegar lá, nós esperávamos que ela estivesse protegida, justamente pelo cargo que exercia. Mas descobrimos que não era bem assim, que ela continuava com a vulnerabilidade de sempre. Isso é uma tragédia e temos que nos mobilizar para que isso não continue assim. Para que pessoas que tenham essa origem não continuem tendo uma probabilidade de morte superior à das pessoas que têm origem social mais favorecida”, afirma.

Intervenção, uma operação político-eleitoral

Segundo o professor da Uerj, que é crítico da presença do Exército nas ruas do Rio, a morte da vereadora do PSOL mostra que o Estado precisa de investigação, não de tanques. Na sua avaliação, a intervenção é “claramente uma operação política”.

“A gente chama de autointervenção, porque é o PMDB do Rio, com o PMDB de Brasília, tentando arrumar uma bandeira eleitoral para esse ano. Então, num momento em que tinham dificuldades para abraçar a bandeira da reforma da Previdência, optaram por içar a bandeira da segurança como uma bandeira política”, opina.

De acordo com ele, se o governo federal realmente tivesse vontade de melhorar a segurança do Rio, havia outras medidas a serem tomadas, que não envolvem o Exército. “Podia criar uma força-tarefa de investigação, por exemplo. A morte da Marielle mostra, como tantas outras, que o que a gente precisa é de investigação. A gente não precisa de soldados nas ruas, de tanques na frente das comunidades. A gente precisa de investigação para identificar os responsáveis pelos crimes violentos”, aponta.

Cano prevê que a ação militar provavelmente não vai ter nenhum impacto positivo. Ele destaca que operação anteriores do Exército não surtiram efeito, além de que tiveram custos muito elevados. “Mas é essa aposta numa recepção popular favorável do Exército como um poder moderador, um braço forte, que faz com que os governantes, vira e mexe, recorram a esse expediente”, lamenta.

O sociólogo sublinha ainda que o problema da violência não está localizado no Rio, pelo contrário. “Basta lembrar que o Rio é o 11º estado do Brasil em taxa de homicídio e mortes violentas. Ou seja, tem dez estados em situação mais dramática. Se eles quisessem ajudar, há outros mecanismos que não colocar o Exército numa função que não é dele.”

Uma agenda agressiva de segurança

Ignacio Cano se diz muito preocupado com falas e sinalizações vindas de altas autoridades federais. Ele mencionou como exemplo o fato de o comandante Eduardo Villas Bôas ter defendido mudanças nas regras de engajamento do Exército, permitindo a um militar matar pessoas que estejam armadas nas ruas do Rio. O sociólogo também se referiu à mudança na legislação que faz com que crimes de homicídio cometidos por militares em operações de segurança pública sejam julgados pela justiça militar e não mais pela justiça comum.

“Há todo um projeto político para transferir uma responsabilidade crescente da segurança pública para as mãos do Exército e de uma forma cada vez mais violenta. Não à toa há deputados promovendo o que chamam de Lei do Abate, para poder matar pessoas só porque estejam armadas, mesmo que nesse momento não estejam ameaçando ninguém. Tem também a tentativa de conseguir um mandado de busca coletivo, colocando sob suspeição todas as comunidades”, enumera.

Para Cano, este é um projeto “extremamente perturbador”, que lembra a ele, inclusive, o cenário vivido na Venezuela, antes do Caracazo. Na ocasião, um protesto popular contra o pacote neoliberal do governo foi duramente reprimido pelo Exército e pela polícia, em 27 de fevereiro de 1989, com um saldo de centenas de mortos.

“Até agora, isso tem ficado na retórica, e esperamos que continue lá. Mas há um grupo que tem uma agenda extremamente agressiva de segurança e essa agenda seria terrível para os moradores do Rio de Janeiro. Vamos torcer e nos mobilizar contra isso”, encerra.

Do Portal Vermelho

quinta-feira, 15 de março de 2018

Manuela: Democracia, liberdades e as consequências da prisão de Lula

Caso seja efetivada, a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva será o ponto alto da ruptura do pacto democrático no Brasil iniciada com o golpe de Estado de 2016. Trata-se de um processo constante e dirigido de esvaziamento da democracia e das liberdades mais elementares.


Por Manuela D´Ávila

A resultante dessa arbitrariedade será uma fratura na sociedade brasileira, cuja responsabilidade inicial é daqueles que retiraram da Presidência uma mulher democraticamente eleita para implementarem o desmonte da Nação e dos direitos do povo. Ao promoverem essa ruptura, ultrapassaram uma faixa muito perigosa, rompendo com um princípio básico do regime democrático, que é a aceitação dos resultados eleitorais pelos grupos vencidos nas urnas.

O ambiente fratricida criado por este ato tem se desdobrado em uma ofensiva que inclui perseguições à liberdade artística, religiosa e de pensamento em uma escala assustadora. Quem seria capaz de imaginar, pouco tempo atrás, professores universitários tendo de depor na polícia em função de suas pesquisas?

Em um tempo tão desafiador como o que vivemos, no qual a crise internacional tem levado as nações a defenderem com cada vez maior denodo seus interesses, enfraqueceremos o país escancarando um verdadeiro abismo entre os brasileiros. Um país que prende injustamente um homem como Lula se torna mais fraco economicamente, porque será permanentemente instável. Será mais violento, porque muitos dos que sofrem com a atual situação perderão as esperanças em um sistema capaz de encarcerar um líder popular dessa importância através de um processo de exceção. Será um país enfraquecido internacionalmente, por manter encarcerado o preso político mais importante e popular do mundo.

O processo contra Lula, nunca é demais reafirmar, foi de exceção, porque levou a cabo procedimentos que contrariaram os princípios mais básicos das garantias penais. Isso foi denunciado por grande número de juristas, das mais diferentes correntes de opinião, no Brasil e no mundo. A prisão, se confirmada, levará essa perseguição ao paroxismo e abrirá espaço para outras arbitrariedades.

Em muitos momentos da história líderes populares sofreram perseguições análogas. Como a violência contra Lula acontece nas proximidades de um abril, podemos pensar em Tiradentes, que foi preso, julgado injustamente, enforcado, esquartejado e teve seu corpo espalhado pela cidade. Ou em Frei Caneca, que, condenado à forca, teve de ser fuzilado, porque não houve carrasco em Pernambuco disposto a entrar para história como autor daquele ato indigno. Tempos depois venceram a Independência, sonho de Tiradentes, e a República, quimera de Caneca. A história mostra que a luta de Lula também vencerá, cedo ou tarde, com ele livre ou encarcerado. Mostra também que o Judiciário brasileiro terá a chance de decidir, nos próximos dias, como vai entrar para a história.

A ofensiva contra a democracia e as liberdades pode ser derrotada se seguirmos o exemplo imperecível de líderes como Leonel Brizola na luta pela legalidade. Vamos, como ele, levar a cabo a resistência — pacífica e firme —, em defesa da liberdade, da democracia, do Estado de direito, da população pobre e da realização de eleições livres em 2018.

*Manuela D’Ávila é deputada estadual pelo PCdoB no Rio Grande do Sul e pré-candidata do partido à Presidência da República.


quarta-feira, 14 de março de 2018

Kim Jong Un e Donald Trump anunciam que se reunirão em maio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou (para a surpresa de todos, inclusive de sua Administração) um convite do líder da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong Un, para realizar uma reunião. China elogia decisão de aderir ao diálogo em chamada telefônica, além de discutir as relações bilaterais com os EUA.


O diretor de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Jong Ui Yong, difundiu a informação desde a Casa Branca, onde disse que o mandatário norte-americano concordou em se reunir com Kim em maio próximo.

Jong, que encabeçou uma delegação enviada por seu país à RPDC há poucos dias, teve um encontro na quinta-feira (8) com o governante norte-americano a quem informou os detalhes das conversações com o líder norte-coreano. De acordo com Jong, Kim lhe comunicou seu compromisso com a desnuclearização e sustentou que a RPDC se absterá de realizar novas provas nucleares ou de mísseis.

Kim expressou seu desejo de reunir-se com o presidente estadunidense logo que seja possível. “O presidente Trump apreciou a informação e disse que se encontraria com Kim Jong Un em maio com a finalidade de alcançar uma desnuclearização permanente”, disse Jong.

O enviado sul-coreano se mostrou otimista sobre a continuação de um processo diplomático para tentar a possibilidade de uma solução pacífica. Depois do importante e surpreendente anúncio, a Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump aceitou a reunião com Kim Jong Un “em local e momento a ser definido”. Apesar disso, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que as sanções e a máxima pressão continuarão sobre a República Popular Democrática da Coreia.

A RPDC sempre reiterou o caráter defensivo de seu arsenal frente às provocações de Washington e seus aliados. O encontro seria o primeiro entre chefes de Estado dos dois países, que permanecem em estado formal de guerra desde a década de 1950, e ocorreria depois de uma reunião prevista para abril próximo entre Kim e o mandatário sul-coreano, Moon Jae-in.

O mundo entra em expectativa sobre o que prevalecerá no comportamento estadunidense, se a fórmula “fogo e fúria”, anteriormente proposta pelo presidente Trump, ou a lógica da diplomacia.

No telefone: Xi Jinping e Trump discutem sobre Península Coreana e relações bilaterais

O presidente da China Xi Jinping Trump conversaram na última sexta-feira (9) por telefone sobre a situação da Península Coreana e as relações bilaterais.

Durante a conversa, Xi afrmou que aprecia a intenção manifestada por Trump de resolver a questão coreana pela via política, e desejou que os Estados Unidos e a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) possam dar início ao diálogo o quanto antes.

Xi acrescentou esperar que todas as partes envolvidas demonstrem boa vontade e evitem a tomada de qualquer medida que possa afetar ou dificultar a melhoria da situação na península, intercedendo pela manutenção do atual momento positivo na região.

Xi disse também a Trump que a China e os EUA devem focar na cooperação, mediação de diferenças, promoção da cooperação econômica de benefício mútuo, e impulso das suas relações bilaterais durante este ano.

No que concerne à situação da Península Coreana, Trump disse que a questão nuclear apresentou desenvolvimentos positivos recentemente, acrescentando que um encontro de alto nível entre os EUA e a RPDC vai ao encontro dos interesses de todas as partes.

Donald Trump constatou, que o presidente Xi estava correto ao insistir na via do diálogo entre os EUA e a RPDC, acrescentando que os EUA valorizam o papel significativo da China na resolução do problema da Península Coreana. O presidente estadunidense anunciou a sua disponibilidade para reforçar a comunicação e a coordenação com a China na questão.

As alterações positivas verificadas na península, estão, segundo Xi, em concordância com as estipulações do Conselho de Segurança da ONU.

“Acredito que, enquanto todas as partes aderirem à direção geral do acordo pela via política e diplomática, conseguiremos, com certeza, fazer com que a questão da Península Coreana assuma o rumo que a comunidade internacional deseja”, disse o chefe de Estado chinês.

Donald Trump congratulou-se ainda com a China pelo sucesso dos encontros políticos anuais chineses, conhecidos como “Duas Sessões”: a primeira sessão da 13ª Assembleia Popular Nacional e a primeira sessão do Comité Nacional da 13º Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.


Do Portal Vermelho, com informações do Resistência.

terça-feira, 13 de março de 2018

A nova legislação trabalhista e os jogadores de futebol

Em julho de 2017, o Congresso Nacional aprovou a lei que libera a Terceirização até as atividades-fim, alterando significativamente as relações de trabalho. Dentre outros problemas, a Terceirização também abriu espaço para a ampliação da “Pejotização”, que transforma o trabalhador em empresário de si mesmo, tendo que montar empresa (CNPJ) e, consequentemente, emitindo nota pelos serviços prestados.


Por Ricardo Flaitt*

A questão é: considerando que todo jogador é, em si, a sua atividade-fim, os clubes não precisarão mais registrá-los?

Atualmente, a imensa maioria dos jogadores recebe seus salários em uma combinação que se forma entre o registro em Carteira Profissional, conforme determina a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, geralmente a menor parte, para diminuir os encargos; e a maior parte, por meio de emissão de nota fornecida pelo atleta, sob o nome de “Direito de Imagem”.

Diante do novo cenário das relações trabalhistas, o Blog Crônicas do Morumbi conversou com Dr. Firmino Alves Lima, Juiz do Trabalho Titular da 1ª Vara de Piracicaba, para esclarecer sobre os contratos de trabalho dos jogadores de futebol.

Dr. Firmino Alves Lima é mestre e doutor em direito do trabalho pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, ex-presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 15ª Região – AMATRA XV, é integrante da Comissão de Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA, filiado ao Instituto Brasileiro de Direito Desportivo – IBDD, é autor de obras individuais e coletivas, bem como de artigos publicados no Brasil e no exterior em diversas áreas inclusive sobre temas desportivo

Confira, a seguir, esclarecimento do Juiz do Trabalho, Dr. Firmino Alves Lima, sobre a legislação e os vínculos empregatícios dos jogadores:


A “reforma trabalhista” é derivada de duas Leis sancionadas em 2017 (Leis 13.429 e 13.467) e uma Medida Provisória (808) editada no final de 2017. Trata-se de uma substancial alteração legislativa que, a pretexto de gerar mais empregos, promove ampla precarização das relações de trabalho no Brasil. Tratam-se de propostas legislativas apresentadas pelo empresariado brasileiro, tendo como mote o anacronismo e os altos custos que a legislação trabalhista anterior impunha ao empregador.

Este modelo de precarização de contratos de trabalho infelizmente não teve muito sucesso em diversos países europeus, e acredito que aqui não será diferente, somente piorando a condição dos trabalhadores, que já não dispõem de muita proteção trabalhista, eis que somente um terço da população economicamente ativa possui vínculo trabalhista formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho e, metade dos trabalhadores brasileiros que teriam direito a um vínculo empregatício formal, atuam na informalidade.

Curiosamente, baseada neste pretexto de melhorar as relações do trabalho, ela tem dois corpos principais de normas: Um que trata das relações jurídico trabalhistas em si, e uma segunda, que trata do processo trabalhista.

A primeira reduziu drasticamente diversos direitos e permitiu a criação de figuras de contratos alternativos ao contrato de trabalho, o que são apelidados em alguns países vizinhos como “contratos lixo” (contratos basura), envolvendo contratação autônoma, ampla contratação temporária e terceirizada, a figura da “pejotização” (transformar contratos de trabalho em contratos mercantis). Entre eles, a Lei 13.429/17, depois complementada pela Lei 13.467/17, abriu um campo enorme para facilitar a terceirização, que era regulada por uma súmula do Tribunal Superior do Trabalho, a de número 331. Os novos diplomas permitem a terceirização em qualquer fase produtiva, o que era proibido pelo referido precedente.

Em que pesem as reformas terem sido sancionadas, no campo da regulação dos contratos de trabalho desportivo, pouca coisa pode ter sido alterada. É que, por conta do chamado “princípio da especificidade desportiva” nos contratos de trabalho, as relações jurídico-trabalhistas dos atletas profissionais possuem regulação própria pela Lei 9.615/98 (que já sofreu inúmeras alterações, parecendo uma colcha de retalhos), observando-se características específicas dos contratos de trabalho desportivos.

O contrato de trabalho desportivo está regulado pelos artigos 27 a 46-A da referida Lei, que não sofreu qualquer alteração por parte da “reforma trabalhista”. No caso dos contratos de trabalho desportivos, eles são regulados por este diploma e o § 4º do artigo 28 da Lei 9.615/98 aponta para o uso da legislação previdenciária e trabalhista em casos omissos da Lei em questão, desde que não venha ferir uma série de princípios.

No caso dos atletas profissionais, e tão somente aos atletas de futebol de campo (a discussão para atletas de futsal é muito grande nos Tribunais trabalhistas), o contrato de trabalho formal continua sendo obrigatório (art.94), firmado entre o atleta e a entidade de prática desportiva (clube), com diversos requisitos, em especial o registro do contrato na CBF, a anotação da CTPS, prazo determinado de duração, estipulação de salário e das multas rescisórias envolvidas em caso de rescisão (cláusulas indenizatórias e compensatórias).

Lamentavelmente, a obrigatoriedade de registro de contrato formal restrita ao futebol de campo tem permitido uma precarização generalizada dos contratos de trabalho desportivos de outras modalidades importantes como vôlei e basquete, por exemplo, onde os porteiros dos respectivos clubes chegam a ter mais direitos que os próprios atletas, especialmente em caso de acidentes de trabalho, como contusões graves.

Diante de tal situação, não vejo como seja possível terceirizar ou “pejotizar” (contratar mediante pessoa jurídica) um contrato de trabalho desportivo de atleta de futebol, pois a legislação específica é clara em apontar sua impossibilidade.

Não há como abrir mão do registro, pois a prática em tais condições não dá permissão ao atleta atuar por determinado clube afinal, sem o vínculo empregatício não poderá ser constituído o vínculo desportivo. Talvez essas possibilidades precarizantes possam ocorrer com maior intensidade nos contratos de trabalho desportivos de outras modalidades, como já acontece na atualidade, já que a obrigatoriedade do contrato de trabalho formal restringe-se exclusivamente ao futebol.

Quanto à parcela paga como direito de imagem, esta se encontra prevista como de natureza civil conforme o artigo 87-A da Lei 9.615/98, respeitadas as limitações ali estabelecidas no entanto, a falta do seu pagamento pode gerar a rescisão do contrato de trabalho por parte do atleta, tal qual se o clube devesse salários

*Ricardo Flaitt é jornalista e escritor.
Fonte: blog Crônicas do Morumbi

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