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sábado, 31 de março de 2012

MAYARA GREGÓRIO – A BELA DA SEMANA


Não nos omitimos da obrigação de dar destaque à beleza feminina nestes confins do Paraná. Deixamos claro que o Brasil em todos os seus recantos, é um país de belas mulheres.

Nesta semana, os louvores são dedicados à Mayara Gregório, mais uma vez a cor morena é evidente nas criaturas que aqui chegam para ganhar nossa atenção. Muito além da beleza física, May Gregório se faz notável pela aptidão ao escrever, Mayara é colaboradora deste blog, e os textos de sua autoria que postamos aqui, são garantias de acessos e comentário de nossos leitores.

Os atrativos da morena Mayara excedem sua beleza visual, sua simpatia faz com que suas amizades se acumulem, quando Mayara nos brinda com seus escritos, aqueles que com ela dividem o privilégio de sua amizade, logo manifestam seu contentamento e identificam-se com a mensagem deixada pela morena flor dos bons devaneios.

Hoje, portanto, Mayara foi mais além. Para nosso privilégio ela brindou-nos com sua imagem e as próximas 168 horas esta página terá a presença magistral de Mayara.

Uma honra para nossos olhos sempre insaciáveis por enxergar o que é belo.

Aprecie dileto leitor a beleza natural de Mayara Gregório, para nosso prazer, brindemos a sorte de termos a sua presença no rol daquelas que por aqui nos regalaram a graça de sua imagem.

Nosso respeito e admiração à Mayara Gregório a ela o merecido posto de A BELA DA SEMANA.

Mayara Gregorio da Silva, 18 anos, Marilena PR – Filha de  Manoel Gregorio da Silva  e Marcilei Borges da Silva – Mayara é estudante 2ª ano do ensino médio do Colégio Estadual Princesa Isabel.

sexta-feira, 30 de março de 2012

MARECHAL CÂNDIDO RONDON NO PARANÁ "HOMENAGEIA" O GOLPE DE 1964


CONTRA BURGUÊS


É BEM ISSO.

Uma sociedade desigual, organizada de modo a continuar reproduzindo e aprofundando as desigualdades.
Via Movimento Direito Para Quem

Caso Vladimir Herzog: Brasil é denunciado por não apurar morte do jornalista

Do Pragmatismo Político.

Na denúncia, as entidades afirmam que o jornalista foi executado após ter sido arbitrariamente detido por agentes do DOI/CODI de São Paulo e lembram que a morte foi apresentada à família e à sociedade como um suicídio.
Vladimir Herzog: 
Fotos reveladas anos após a morte de 'Vlado' indicam 
que ele foi torturado até a morte

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Unidos (OEA) abriu oficialmente investigação sobre as circunstâncias da morte do jornalista Vladimir Herzog. O governo brasileiro recebeu na última terça-feira notificação da denúncia apresentada no ano passado ao órgão internacional por quatro entidades brasileiras – o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), a Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FIDDH), o Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e o Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo.
As entidades divulgaram nesta quinta-feira informe conjunto em que dizem considerar que a notificação ao Estado brasileiro ocorre em “momento fundamental”, quando “os órgãos competentes são chamados tomar decisões que podem assegurar a manutenção do Estado Democrático de Direito, e a garantia da consolidação da democracia no Brasil”. Nesta quinta-feira o Supremo Tribunal Federal deve apreciar recurso apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questionando validade da Lei da Anistia. Será a primeira vez que o STF se posicionará sobre o tema depois da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que, em novembro do ano passado, condenou o Brasil por não ter punido os responsáveis pelos crimes contra os direitos humanos cometidos durante a ditadura militar (1964-1985).



quinta-feira, 29 de março de 2012

SANTA CEIA COMUNISTA


DE W.J. SOLHA


Está exposta no sindicato dos bancários da Paraíba.

MANÉ LARANJEIRA


Um ancião octogenário foi para mim, um dos melhores amigos que tive na infância. Não havia outro alguém mais caricato por aquelas paragens do meu tempo de menino.

Trajava roupas surradas, um surrado conga azul nos pés e um velho embornal onde fazia questão de guardar um mistério jamais revelado.

Alagoano de nascimento, adotou Marilena como sua terra, e lá entrou para o rol das personalidades típicas e peculiares daquele pedaço de chão.

Um timbre de voz forte e os termos nordestinos que proferia, o velho Mané Laranjeira prendia a atenção de muitos, mesclava em sua personalidade, lucidez e loucura, características típicas dos grandes gênios que não saíram do anonimato.

Exímio contista das histórias de assombração em noites enluaradas onde na varanda de casa, ele as narrava para meu pai e minha mãe, e eu, dominado pela curiosidade, tudo ouvia apavorado de medo.  Falava de casas mal assombradas, do padre que virou porco, de lobisomens, do bravo João soldado. Em uma dessas noites, confidenciou-nos que fez parte da volante do tenente Bezerra, aquela que matou Lampião e seu grupo em Angicos no Sergipe.

Amante do futebol tinha em Pelé seu maior ídolo e jamais perdoou Zico por ter perdido no tempo normal, um pênalti nas semifinais do mundial de 1986 contra a França de Platini.

Locomovia-se auxiliado por um cajado. Paupérrimo e sem dentes, o velho amigo desdenhava da morte e sorria para a vida. Beleza ausente, outros tantos meninos tinham medo de sua presença, porém a mim, era um prazer tê-lo e ouvi-lo  declamar literaturas de cordel.

Zombava de fantasmas e espíritos do outro mundo, a noite, freqüentava o cemitério em busca de paz e reflexão, respeitador das famílias, Laranjeira era uma figura comum, mas ao mesmo tempo única.
Vivia em um casebre sem água nem luz elétrica, quase solitário, não fosse a companhia de leão, seu fidelíssimo cão vira-lata. . .

Hoje depois de tanto tempo, ainda reconheço que Laranjeira foi uma das personalidades mais brilhantes que conheci, lamento apenas ele ter feito parte de minha história em tão verde época de minha vida, eu teria aprendido muito com o velho das Alagoas, se eu não fosse tão menino.

Deixou-nos em meados de junho do ano 1987, saiu de cena o velho artista da vida real, o mundo nunca mais produziu outro igual.

Deixo aqui registrada essa homenagem em memória do memorável Manoel Alves da Silva.

Muitas saudades, a  sua benção meu velho e querido MANÉ LARANJEIRA.

Mateus Brandão de Souza – Graduado em história pela FAFIPA.

TATUADAS - CONTRA O PRECONCEITO


quarta-feira, 28 de março de 2012

Morre Millor Fernandes


O escritor e cartunista Millôr Fernandes, de 88 anos, morreu em sua casa, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com o filho do escritor, Ivan Fernandes, ele morreu de falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca no fim da noite de terça-feira. O velório será das 10h às 15h no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária. O corpo do escritor será cremado.

Millôr Fernandes era escritor, jornalista, desenhista e dramaturgo. Aos 14 anos, começou a colaborar na revista "O Cruzeiro", além de trabalhar como tradutor, jornalista e autor de teatro. Foi um dos fundadores do jornal "O Pasquim", no final da década de 1960, onde fez oposição ao regime militar.

Escreveu diversos tipos de peças e foi o principal tradutor dos textos de William Shakespeare no Brasil. Atualmente, Millôr mantinha um site com textos de humor e tiras de cartuns, além de um acervo de 50 anos de trabalho.


Via O Esquerdopata

“Cachoeira e Demóstenes armaram o mensalão”

Quem diz é o ex-prefeito de Anápolis (GO) Ernani de Paula, que conviveu com os dois; ele foi amigo do contraventor e sua mulher Sandra elegeu-se suplente do senador do DEM em 2002; “Cachoeira filmou, Policarpo publicou e Demóstenes repercutiu”, disse ele ao 247.

O Mensalão, maior escândalo político dos últimos anos, que pode ser julgado ainda este ano pelo Supremo Tribunal Federal, acaba de receber novas luzes. Elas partem do empresário Ernani de Paula, ex-prefeito de Anápolis, cidade natal do contraventor Carlinhos Cachoeira e base eleitoral do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

“Estou convicto que Cachoeira e Demóstenes fabricaram a primeira denúncia do mensalão”, disse o ex-prefeito em entrevista ao 247. Para quem não se lembra, trata-se da fita em que um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo uma propina de R$ 5 mil dentro da estatal. A fita foi gravada pelo araponga Jairo Martins e divulgada numa reportagem assinada pelo jornalista Policarpo Júnior. Hoje, sabe-se que Jairo, além de fonte habitual da revista Veja, era remunerado por Cachoeira – ambos estão presos pela Operação Monte Carlo. “O Policarpo vivia lá na Vitapan”, disse Ernani de Paula ao 247.

O ingrediente novo na história é a trama que unia três personagens: Cachoeira, Demóstenes e o próprio Ernani. No início do governo Lula, em 2003, o senador Demóstenes era cotado para se tornar Secretário Nacional de Segurança Pública. Teria apenas que mudar de partido, ingressando no PMDB. “Eu era o maior interessado, porque minha ex-mulher se tornaria senadora da República”, diz Ernani de Paula. Cachoeira também era um entusiasta da ideia, porque pretendia nacionalizar o jogo no País – atividade que já explorava livremente em Goiás.

Segundo o ex-prefeito, houve um veto à indicação de Demóstenes. “Acho que partiu do Zé Dirceu”, diz o ex-prefeito. A partir daí, segundo ele, o senador goiano e seu amigo Carlos Cachoeira começaram a articular o troco.

O primeiro disparo foi a fita que derrubou Waldomiro Diniz, ex-assessor de Dirceu, da Casa Civil. A fita também foi gravada por Cachoeira. O segundo, muito mais forte, foi a fita dos Correios, na reportagem de Policarpo Júnior, que desencadeou todo o enredo do Mensalão, em 2005.

Agora, sete anos depois, na operação Monte Carlo, o jornalista de Veja aparece gravado em 200 conversas com o bicheiro Cachoeira, nas quais, supostamente, anteciparia matérias publicadas na revista de maior circulação do País.

Até o presente momento, Veja não se pronunciou sobre as relações de seu redator-chefe com o bicheiro. E, agora, as informações prestadas ao 247 pelo ex-prefeito Ernani de Paula contribuem para completar o quadro a respeito da proximidade entre um bicheiro, um senador e a maior revista do País. Demonstram que o pano de fundo para essa relação frequente era o interesse de Cachoeira e Demóstenes em colocar um governo contra a parede. Veja foi usada ou fez parte da trama?

Via Brasil_247, Com Texto Livre eBLOG DO SARAIVA

terça-feira, 27 de março de 2012

LEMBRANÇAS

Por Mayara Gregório

O cheiro da chuva molhada, o barulho da chuva, me traz uma paz, uma paz passageira, mas entre ela, um sentimento difícil de compreender, um aperto no coração, que as vezes nem é só o coração, são os órgãos inteiros se contorcendo por dentro, numa dor feroz, e o que parece uma dor psicológica, é completamente física, como se apertassem meu coração, até estourar de dor, uma saudade do tamanho do universo, uma vontade de abraçar e nunca mais soltar, vejo as nossas fotos, que lembram nós dois e automaticamente um sorriso radiante no meu rosto brilhando  de felicidade, o silêncio de um sorriso meu, vale mais que a angustia que me invade, esqueço qualquer coisa ruim, só vejo coisas boas, só levo coisas boas comigo,  e um sentimento de que olhar pra trás, as lembranças que você me deu vale mais que poesia, lembro do seu cheiro, do seu beijo, do seu amor, do nosso amor, com a certeza de que valeu a pena.

* Mayara Gregório da Silva , tem 18 anos é de Marilena e colaboradora deste blog.

EDUCATIVO

SOMOS TODOS IGUAIS

27 DE MARÇO - DIA DO CIRCO

Palhaço Piolim

A data de nascimento de Abelardo Pinto, Palhaço Piolin - pioneiro na introdução do circo nas artes cênicas no século XIX -, 27 de março, é o dia Nacional do Circo, comemorado em diferentes cidades do Brasil.

Abelardo Pinto nasceu em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo em 27 de março de 1897 e viveu sua infância dentro do circo, envolvido nas mais diferentes atividades. Seu treinamento teve início desde muito cedo, e aprendeu as modalidades de ciclista, saltador, casaca de ferro, acrobata e contorcionista, tendo se destacado nesta última enquanto criança. Aos oitos anos de idade apresentava-se no circo de seu pai como “o menor contorcionista do mundo”. Mesmo obtendo sucesso, o menino Abelardo não gostava de suas exibições, como revela mais tarde em seu depoimento ao Museu da Imagem e do Som: “Com oito anos fazia um contorcionismo primário, que só criança pode fazer”.

Em entrevista dada ao Jornal Folha de São Paulo em 1957, diz:
“Não fui como os outros meninos, que entravam no circo por baixo do pano. Nasci dentro dele e levava uma vida que causava inveja aos outros garotos. Eu, do meu lado, tinha inveja deles. Eles tinham uma casa, tinham seus brinquedos comuns e podiam ir diariamente à escola. Eu começava a freqüentar um colégio e o circo se transferia. Lá ficava eu sem escola”.

Revela ainda ao mesmo jornal que seu sonho era ser engenheiro, queria construir casas, pontes, estradas e castelos. Construiu apenas castelos de sonhos de muita gente. “Sou, de qualquer maneira, um engenheiro e estou feliz com isso.”

O circo Americano estava sem seu principal numero: o palhaço havia ido embora. Então. O Sr. Galdino Pinto foi a São Paulo com o intuito de tentar conseguir um substituto. O filho Abelardo, diante dessa situação, resolveu assumir a profissão de palhaço e sobre essa decisão revela mais tarde – “Pensei: se ele fez, eu também posso fazer palhaçadas”.

A partir deste momento, o Circo Americano adquire um artista que seria, mais tarde, aclamado como “O Imperador do Riso”.

O “Palhaço Piolim” – apelido dado por uns artistas espanhóis que, ao verem o pequeno trabalhador Abelardo, diziam que ele parecia um “piolim” (barbante muito fino) – surgiu em 1918. Uma outra versão da história, contada pelo Jornal Folha de São Paulo, diz que o apelido foi devido a um favor que Abelardo fez ao um cômico e músico violinista espanhol que se apresentou com ele em um espetáculo beneficente da Cruz Vermelha: a corda do violino do espanhol quebrou-se em cena e Abelardo correu para o camarim e trocou a corda quebrada, substituindo-a por uma de seu próprio violino.

Pelo seu caráter de líder e artista, junto à associação do circo do qual foi um dos incentivadores, instaurou práticas de luta pela manutenção e perpetuação da linguagem circense, chegando a ser exemplo para toda a comunidade circense, através da sistematização de suas técnicas circenses, servindo de parâmetro, até hoje, para novos aprendizes.

A história das artes brasileiras mostra o papel deste homem. A transformação que provocou na época chegou num reconhecimento nacional, quando da Semana da Arte Moderna no Brasil, em 1922.

Desde cedo, Piolim já revelava sua capacidade de comunicador social. Foi um seguidor de suas tradições familiares, um incansável ator, sempre repensando junto ao seu público, os valores de sua época.

No ano de 1971, o Sr. Waldemar Seyssel, o Palhaço Arrelia, organizou um evento nacional e internacional*, que teve por objetivo homenagear Piolim com um “colarinho de ouro”. A vida de Piolim foi marcada por inúmeras homenagens, segundo consta nos documentos, assim como em vídeo que se encontram no Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do arquivo do Jornal Folha de São Paulo.

* O evento foi promovido pelo Circo do Arrelia, em conjunto com a Associação dos Artistas de Espetáculos de Diversão de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo.
Piolim teve três filhos de dezesseis netos. Ele sempre dizia que ser palhaço no Brasil não era grande coisa em razão da falta de amparo.

O grande sonho de Piolim foi criar uma escola de circo. Não conseguiu ver seu desejo concretizado. Faleceu no ano de 1973, aos 76 anos. A escola foi aberta em 1978 e levou o seu nome. Quando morreu morava em um velho camarim de madeira, com pintura, roupas, onde passava o dia todo só, recordando épocas passadas no velho circo da Freguesia do Ó, onde durante muitos anos brilhou o Circo Piolim.

Este texto é parte integrante de um projeto de pesquisa desenvolvido em 1997 por Luiz Rodrigues Monteiro Júnior sobre a história dos palhaços brasileiros, através de Bolsa de Pesquisa do Prêmio Estímulo "Memória da Atividade Circense no Brasil", e publicado pelo DACH – Departamento de Artes e Ciências Humanas da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

SE OS HOMENS MENSTRUASSEM

Por Gloria Steinem

Morar na Índia me fez compreender que a minoria branca do mundo passou séculos nos enganando para que acreditássemos que a pele branca faz uma pessoa superior a outra. Mas na verdade a pele branca só é mais suscetível aos raios ultravioleta e propensa a rugas.
Ler Freud me deixou igualmente cética quanto à inveja do pênis. O poder de dar à luz faz a “inveja do útero” mais lógica e um órgão tão externo e desprotegido como o pênis deixa os homens extremamente vulneráveis. Mas ao ouvir recentemente uma mulher descrever a chegada inesperada de sua menstruação (uma mancha vermelha se espalhara em seu vestido enquanto ela discutia, inflamada, num palco) eu ainda ranjo os dentes de constrangimento. Isto é, até ela explicar que quando foi informada aos sussurros deste acontecimento óbvio, ela dissera a uma platéia 100% masculina: “Vocês deveriam estar orgulhosos de ter uma mulher menstruada em seu palco. É provavelmente a primeira coisa real que acontece com vocês em muitos anos!”
Risos. Alívio. Ela transformara o negativo em positivo. E de alguma forma sua história se misturou à Índia e a Freud para me fazer compreender finalmente o poder do pensamento positivo. Tudo o que for característico de um grupo “superior” será sempre usado como justificativa para sua superioridade e tudo o que for característico de um grupo “inferior” será usado para justificar suas provações. Homens negros eram recrutados para empregos mal pagos por serem, segundo diziam, mais fortes do que os brancos, enquanto as mulheres eram relegadas a empregos mal pagos por serem mais “fracas’. Como disse o garotinho quando lhe perguntaram se ele gostaria de ser advogado quando crescesse, como a mãe, “Que nada, isso é trabalho de mulher.” A lógica nada tem a ver com a opressão.
Então, o que aconteceria se, de repente, como num passe de mágica, os homens menstruassem e as mulheres não? Claramente, a menstruação se tornaria motivo de inveja, de gabações, um evento tipicamente masculino.
Os homens se gabariam da duração e do volume. Os rapazes se refeririam a ela como o invejadíssimo marco do início da masculinidade. Presentes, cerimônias religiosas, jantares familiares e festinhas de rapazes marcariam o dia. Para evitar uma perda mensal de produtividade entre os poderosos, o Congresso fundaria o Instituto Nacional da Dismenorréia. Os médicos pesquisariam muito pouco a respeito dos males do coração, contra os quais os homens estariam, hormonalmente, protegidos e muito a respeito das cólicas menstruais. Absorventes íntimos seriam subsidiados pelo governo federal e teriam sua distribuição gratuita. E, é claro, muitos homens pagariam mais caro pelo prestígio de marcas como Tampões Paul Newman, Absorventes Mohammad Ali, John Wayne Absorventes Super e Miniabsorventes e Suportes Atléticos Joe Namath — “Para aqueles dias de fluxo leve”.
As estatísticas mostrariam que o desempenho masculino nos esportes melhora durante a menstruação, período no qual conquistam um maior numero de medalhas olímpicas. Generais, direitistas, políticos e fundamentalistas religiosos citariam a menstruação (”men-struação”, de homem em inglês) como prova de que só mesmo os homens poderiam servir a Deus e à nação nos campos de batalha (”Você precisa dar seu sangue para tirar sangue”), ocupariam os mais altos cargos (”Como é que as mulheres podem ser ferozes o bastante sem um ciclo mensal regido pelo planeta Marte?”), ser padres, pastores, o Próprio Deus (”Ele nos deu este sangue pelos nossos pecados”), ou rabinos (”Como não possuem uma purgação mensal para as suas impurezas, as mulheres não são limpas”).
Liberais do sexo masculino insistiriam em que as mulheres são seres iguais, apenas diferentes. Diriam também que qualquer mulher poderia se juntar à sua luta, contanto que reconhecesse a supremacia dos direitos menstruais (”O resto não passa de uma questão”) ou então teria de ferir-se seriamente uma vez por mês (”Você precisa dar seu sangue pela revolução”). O povo da malandragem inventaria novas gírias (”Aquele ali é de usar três absorventes de cada vez”) e se cumprimentariam, com toda a malandragem, pelas esquinas dizendo coisas tais como:
— Cara, tu tá bonito pacas!
— É, cara, tô de chico!
Programas de televisão discutiriam abertamente o assunto. (No seriado Happy Days: Richie e Potsie tentam convencer Fonzie de que ele ainda é “The Fonz”, embora tenha pulado duas menstruações seguidas. Hill Street Blues: o distrito policial inteiro entra no mesmo ciclo.) Assim como os jornais, (TERROR DO VERÃO: TUBARÕES AMEAÇAM HOMENS MENSTRUADOS. JUIZ CITA MENSTRUAÇÃO EM PERDÃO A ESTUPRADOR.) E os filmes fariam o mesmo (Newman e Redford em Irmãos de Sangue).
Os homens convenceriam as mulheres de que o sexo é mais prazeroso “naqueles dias”. Diriam que as lésbicas têm medo de sangue e, portanto, da própria vida, embora elas precisassem mesmo era de um bom homem menstruado. As faculdades de medicina limitariam o ingresso de mulheres (”elas podem desmaiar ao verem sangue”). É claro que os intelectuais criariam os argumentos mais morais e mais lógicos. Sem aquele dom biológico para medir os ciclos da lua e dos planetas, como pode uma mulher dominar qualquer disciplina que exigisse uma maior noção de tempo, de espaço e da matemática, ou mesmo a habilidade de medir o que quer que fosse? Na filosofia e na religião, como pode uma mulher compensar o fato de estar desconectada do ritmo do universo? Ou mesmo, como pode compensar a falta de uma morte simbólica e da ressurreição todo mês?
A menopausa seria celebrada como um acontecimento positivo, o símbolo de que os homens já haviam acumulado uma quantidade suficiente de sabedoria cíclica para não precisar mais da menstruação. Os liberais do sexo masculino de todas as áreas seriam gentis com as mulheres. O fato “desses seres” não possuírem o dom de medir a vida, os liberais explicariam, já é em si castigo bastante.
E como será que as mulheres seriam treinadas para reagir? Podemos imaginar uma mulher da direita concordando com todos os argumentos com um masoquismo valente e sorridente. (’A Emenda de Igualdade de Direitos forçaria as donas de casa a se ferirem todos os meses : Phyllis Schlafy. “O sangue de seu marido é tão sagrado quanto o de Jesus e, portanto, sexy também!”: Marabel Morgan.) Reformistas e Abelhas Rainhas ajustariam suas vidas em torno dos homens que as rodeariam. As feministas explicariam incansavelmente que os homens também precisam ser libertados da falsa impressão da agressividade marciana, assim como as mulheres teriam de escapar às amarras da “inveja menstrual”. As feministas radicais diriam ainda que a opressão das que não menstruam é o padrão para todas as outras opressões. (”Os vampiros foram os primeiros a lutar pela nossa liberdade!”) As feministas culturais exaltariam as imagens femininas, sem sangue, na arte e na literatura. As feministas socialistas insistiriam em que, uma vez que o capitalismo e o imperialismo fossem derrubados, as mulheres também mens-truariam. (”Se as mulheres não menstruam hoje, na Rússia”, explicariam, “é apenas porque o verdadeiro socialismo não pode existir rodeado pelo capitalismo.”)
Em suma, nós descobriríamos, como já deveríamos ter adivinhado, que a lógica está nos olhos do lógico. (Por exemplo, aqui está uma idéia para os teóricos e lógicos: se é verdade que as mulheres se tornam menos racionais e mais emocionais no início do ciclo menstrual, quando o nível de hormônios femininos está mais baixo do que nunca, então por que não seria lógico afirmar que em tais dias as mulheres comportam-se mais como os homens se portam o mês inteiro? Eu deixo outros improvisos a seu cargo.*
A verdade é que, se os homens menstruassem, as justificativas do poder simplesmente se estenderiam, sem parar.
Se permitíssemos.

Via Cloaca News.

* Gloria Steinem (Toledo, 25 de março de 1934) é uma jornalista estadunidense, célebre por seu engajamento com o feminismo e sua atuação como escritora e palestrante, principalmente durante a década de 1960. (Fonte Wikipédia)

domingo, 25 de março de 2012

Aluna de universidade de RR diz ter sido vítima de intolerância religiosa

Aula de direito foi suspensa por causa de seu traje e objetos.
Universidade Estadual de Roraima aguarda análise da assessoria jurídica.

Uma estudante de direito da Universidade Estadual de Roraima acabou na delegacia na tarde desta sexta-feira (23), em Boa Vista, depois que uma das professoras do curso se recusou a dar aula para a turma do 10º semestre do curso por causa, segundo ela, de seus trajes e objetos pessoais. Raymunda Gomes Damasceno Bascom, de 44 anos, reclama ter sido vítima de discriminação religiosa. A universidade aguarda o relatório da professora sobre o incidente e uma análise da assessoria jurídica para se pronunciar oficialmente.

A universitária diz que segue uma religião de matriz africana e, por isso, todas as sextas-feiras veste saia branca, blusa azul, colares e adornos na cabeça, e carrega consigo objetos como uma pequena bíblia, uma pequena boneca. Além disso, ela diz que sempre carrega livros, dicionários, frutas e uma caneca para evitar o desperdício de copos descartáveis.

Ray, como é conhecida entre os colegas, contou ao G1 que tem aulas de direito administrativo com a mesma professora todas as quintas e sextas-feiras desde a segunda semana de fevereiro, mas que seu modo de vestir e seus objetos nunca foram motivo de conflito. Nesta sexta, sua turma teve aula de direito processual constitucional no primeiro período e, entre as 10h e as 11h50, teria a aula de direito administrativo.
"Quando ela chegou, depois de dar bom dia, ela virou para mim e perguntou 'o que é isto?'. Eu não sei a que ela se referia, então respondi 'este é o meu jeito de vestir na sexta-feira', e ela disse que era para eu tirar as coisas, inclusive da minha mesa, tudo o que não tivesse que ter com direito administrativo, senão ela não ia dar aula", disse a estudante.
Em um vídeo enviado à TV Roraima e filmado por uma aluna que estava presente na classe, a professora diz após ver os objetos sobre a mesa de Ray: "Isso não faz parte da aula. Você vai ficar só com o seu caderno e sua caneta". Após a reação dos alunos, a professora afirma: "Se vocês querem fazer qualquer tipo de manifestação utilizem os meios cabíveis. Eu sei que só tem uma pessoa aqui que está fazendo este tipo de coisa, mas como tenho que falar com a sala inteira. Eu não vou dar aula com este tipo de coisa aqui. Isto não faz parte da aula de direito administrativo. Vou dar dois minutos para você retirar. Se você não retirar eu não vou dar aula."
Segundo a estudante, os colegas da turma a impediram de retirar os objetos e, depois de uma discussão, a professora pegou seu material e deixou a sala de aula. Por causa do evento, Raymunda registrou um boletim de ocorrência de segregação no 1º Distrito Policial de Boa Vista, assinou um termo de declarações na Promotoria de Educação do Ministério Público Federal e, na tarde de sexta-feira, buscou a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Roraima.
Procurada pelo G1, Ênia Maria Ferst, diretora de graduação da Pró-Reitoria de Ensino da Universidade Estadual de Roraima, afirmou que a Uerr só vai se manifestar após receber o relatório oficial da professora sobre o ocorrido, e encaminhá-lo à assessoria jurídica da instituição, para que ela dê o encaminhamento de acordo com o código de ética da universidade.
Apoio dos colegas
Uma colega da turma, que preferiu não se identificar, afirmou que estava sentada no fundo da sala e ouviu a professora dizendo que daria dois minutos para que Raymunda retirasse da carteira todos os objetos sem relação com a disciplina de direito administrativo. "Ela foi bem categórica, disse 'isso não tem nada a ver com a aula, eu lhe dou dois minutos para você retirar'", contou a colega.

Ainda de acordo com ela, Raymunda se levantou para obedecer a ordem da professora, mas a turma se manifestou em apoio a ela, afirmando que não havia, no regulamento da universidade, qualquer proibição desse tipo e que a posição da professora era inconstitucional. "Alguns alunos se exaltaram com a professora, e ela também, e então falou que não ficaria lá batendo boca com os alunos e saiu da sala", contou a aluna, que classificou a professora como "bem rígida" e afirmou que diversas situações de conflito entre ela e a turma já vinham acontecendo desde o início do semestre. "Por isso todo mundo ficou a favor da Ray."
Raymunda, que tem mãe indígena e pai negro, e descende da etnia Kraô, contou que leva frutas como banana consigo porque gosta de se alimentar de maneira saudável, um hábito que guarda desde a época em que vivia em Goiás, onde nasceu. Ela se mudou para Roraima em 1991 e afirma participar da religião de matriz africana como participante.
Segundo ela, nesta sexta-feira, o único adorno diferente que ela usou, em relação às outras sextas-feiras, foi trocar um prendedor de cabelo com pena por um lenço branco, amarrado na cabeça em forma de turbante.
A colega afirmou que Raymunda sempre chamou a atenção pelo modo "alternativo" de se vestir, mas que tanto os estudantes quanto os professores já estavam acostumados com o seu jeito. "Ela é uma pessoa que se veste de forma alternativa, tem comportamento diferente, incomum dos demais, mas é o jeito dela mesmo, saias longas, bastante colar, não é surpresa. Às vezes ia com mais apretrechos, outros dias com menos, mas a professora nunca tinha falado nada", contou.

ADESTRADOS - DOMADOS - DOMINADOS

SINA DE PROFESSOR 2

Palmeirenses jogarão clássico com nome dos personagens de Chico Anysio na camisa

Contra o Corinthians, volante Marcos Assunção será o Professor Raimundo e atacante Barcos encarnará Pantaleão. Goleiro Deola carregará os dizeres "Chico Anysio eterno"
Palmeirense, o humorista Chico Anysio, que morreu na última sexta-feira (23), será homenageado pelo clube no clássico diante do Corinthians, neste domingo, às 16 horas, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista.

Os jogadores disputarão a partida com camisas que levarão nomes de personagens do humorista. Um dos líderes do grupo e principal responsável pelos gols da equipe há quase dois anos, o experiente volante Marcos Assunção será o Professor Raimundo, personagem que comandava a clássica "Escolinha do Professor Raimundo".

Outro destaque alviverde, o atacante Barcos também terá em sua camisa um dos principais personagens de Chico Anysio. Abaixo do número 29 que o jogador utiliza, estará o nome de Pantaleão, um aposentado que vivia contando histórias mirabolantes na companhia de sua esposa, Tertuliana. Pantaleão ficou muito famoso pelo bordão: "É mentira, Terta?".

Ainda como parte da homenagem, o goleiro Deola não levará o nome de nenhum personagem em sua camisa, mas o do próprio Chico Anysio, acompanhado da palavra "eterno".

O Palmeiras também lembrará de Roberto Laudisio, brasileiro de 21 anos assassinado pela polícia australiana. Os jogadores entrarão em campo segurando uma faixa, com os dizeres: "Roberto Laudisio, fique com Deus e em nossos corações."

sábado, 24 de março de 2012

Humorista e palmeirense Chico Anysio falece no Rio de Janeiro

LUTO
Agência Palmeiras
Fernando Galuppo
23/03/2012 16h27
O humorista Chico Anysio faleceu, aos 80 anos, na sexta-feira (23), no Rio de Janeiro, confirmou o hospital Samaritano, onde o ator, escritor e diretor estava internado desde dezembro por problemas respiratórios. Com mais de 200 personagens, era um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira.
A saúde de Chico Anysio começou a mostrar sinais de fragilidade em agosto de 2010, quando teve que retirar parte do intestino após apresentar hemorragia digestiva. Desde então, teve vários outros problemas. No ano passado, ficou internado por quase quatro meses por causa de complicações cardiorrespiratórias.
Em entrevista a Programa Jô Soares, da TV Globo, em 2008, Chico falou sobre seu amor pelo futebol e revelou a sua paixão pelo Palmeiras. “Eu sou Palmeiras, eu sou Palestra Itália”, disse Chico, na ocasião, respondendo à provocação de Jô sobre os vários times que o cearense já adotou em sua vida.
Eis aqui como se define o gênio na biografia "Sou Francisco":
“Fora isso, sou o que sou: palmeirense, vascaíno, ariano, cearense, maranguapense, tímido, razoável pintor, bom ator, mau perdedor, humorista, poeta, letrista, contista, romancista, bom contador de histórias, bom filho, bom pai, irmão regular, bom sujeito, peemedebista, cardíaco, trabalhador, ótimo profissional, péssimo amigo, telespectador assíduo, amante de todos os esportes, comentarista da Rádio Tupi, reconhecido aos muitos que me ajudaram, sem rancor, melhor ex-marido do que marido, enfim... sou Francisco.”
Na entrevista, Chico afirmou que se encantou pelo Palestra Itália - que depois passaria a ser o Palmeiras - em 1938, quando seu pai era presidente do Ceará e convidou o clube paulista para jogar em Fortaleza. O Palestra Itália venceu todas as partidas e conquistou o Torneio de Fortaleza.
Biografia
Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho nasceu em Maranguape, no Ceará, em 1931. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 8 anos com a mãe e três irmãos, depois que a empresa de ônibus de seu pai pegou fogo. O pai ficou na cidade natal para tentar refazer a vida.
Sua vida humorística começou na Rádio Guanabara, em meados dos anos 1940, quando ficou em segundo lugar nos testes promovidos pela emissora, ficando atrás apenas de Silvio Santos, atual dono do canal SBT, e passou a imitar vozes e atuar em programas de humor.
Mudou-se para a Rádio Mayrink Veiga, onde escrevia três programas semanais. Foi lá que nasceu a Escolinha do Professor Raymundo, um dos seus principais personagens que, segundo o próprio Chico, foi "o primeiro gol da minha vida".
Com o sucesso no rádio, o quadro do "professor" ganhou uma versão na televisão no fim dos anos 1950 e chegou à TV Globo na década de 1970, fazendo parte de outros programas. Após passar por várias adaptações, o quadro estreou como programa em 1990, e a Escolinha do Professor Raimundo abriu espaço para humoristas da velha guarda e ajudou a descobrir novos talentos.

"VOU-ME EMBORA PRO PASSADO

BRUNA BOITO - A BELA DA SEMANA


De uma genética sempre  generosa as integrantes femininas de uma linhagem que se evidencia pela beleza,  Bruna Boito nos regala sua imagem e nos dá a honra de tê-la  neste espaço onde a formosura da mulher ganha destaque e louvores.

Engrandecer Bruna Boito por suas visíveis atribuições de beleza, é apresentar à  ela nossa gratidão, pelo bem estar que sua beleza  concede aos nossos sentidos,  nossa visão, principal beneficiada pela indizível beleza  de Bruna, está sempre revigorada pelo colírio natural que sua imagem  se torna.

Se há belezas que se tornam poesias, esta contida em Bruna, deve ser cantada em versos e em prosas. Semanalmente neste espaço, louvamos a supremacia destes seres delicados e formidáveis, seres que iguais a Bruna nasceram para ser o diferencial, por intermédio da bela Bruna concluímos que a mulher é o mais sublime dos seres vivos.

A formosura de Bruna Boito, seu sorriso contagiante, são predicados notáveis de quem naturalmente tem o poder e a força de seduzir-nos.

Está claro que na genealogia a qual Bruna faz parte, a beleza feminina se evidencia. Obviamente, Bruna sempre terá seu nome mencionado quando o assunto estiver pautado na beleza feminina.
Ergamos um brinde em virtude da sorte dos nossos olhos afortunados,  agraciados, quando contemplamos a essência natural de uma beleza real e absoluta.

Através de Bruna Boito nossas pupilas se dilatam, os sete dias seguintes ganham um tempero especial, a presença cativante e sedutora de Bruna Boito, A BELA DA SEMANA.

BRUNA BOITO PLIZZER  - 20 anos – Nova Londrina PR – Filha de Gilberto Pelizzer e Marli Boito Pelizzer. Bruna cursa o 4º ano de nutrição na Uningá.

sexta-feira, 23 de março de 2012

ADEUS A CHICO ANYSIO

Morreu nesta sexta-feira (23), aos 80 anos, o humorista Chico Anysio. Ele estava internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio, havia três meses. Ao longo de seus 65 anos de carreira, Chico Anysio criou mais de 200 personagens e foi um dos maiores humoristas do Brasil com destaque no rádio, na TV, no cinema e no teatro (abaixo, nesta reportagem, relembre sua trajetória). Ele deixa oito filhos.

Anysio apresentou uma piora nas funções respiratórias e renal na quarta-feira (21) e voltou a respirar com ajuda de aparelhos durante todo o dia. Ele estava no CTI do hospital carioca desde 22 de dezembro do ano passado por conta de um sangramento. O comediante chegou a ter o problema controlado, mas apresentou uma infecção pulmonar e retornou à internação. Ele seguia em sessões de fisioterapia respiratória e motora diariamente, somadas a antibióticos. 

Não vai dar no Jornal Nacional: MP investigará repasses do governo de Minas para rádio de Aécio Neves


“Propriedade da emissora por parte de Aécio veio a público quando senador teve a CNH apreendida

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

O Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais instaurou inquérito civil para investigar repasses feitos pelo governo do Estado à Rádio Arco-Íris entre 2003 e 2010, época em que o tucano comandou o Executivo mineiro. Além de Aécio, também consta no inquérito civil MPMG-0024.12.001113-5, o nome de sua irmã, Andrea Neves, atual presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social do governo, responsável pelo controle do gasto com comunicação, inclusive a publicidade oficial, durante a gestão do irmão.

A propriedade da rádio por parte de Aécio e Andrea veio a público em abril do ano passado, quando o senador teve a carteira de habilitação - vencida - apreendida e foi multado em R$ 1.149,24 após se recusar a fazer o teste do bafômetro ao ser parado em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. Ele dirigia o Land Rover placas HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora, que detém uma franquia da Rádio Jovem Pan FM em Belo Horizonte.

Na ocasião, o governo confirmou que havia feito repasses à emissora em 2010, mas afirmou que os pagamentos foram legítimos. O caso levou a oposição ao Executivo tucano na Assembleia Legislativa de Minas a tentar, sem sucesso, criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Agora, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do MPE vai apurar se foram repassadas verbas públicas á rádio também nos outros anos em que Aécio esteve à frente do governo e os critérios usados para a liberação dos recursos. O inquérito foi instaurado na sexta-feira, 16, após o órgão receber, em fevereiro, nova representação contra Aécio e Andrea.”

Matéria Completa, ::Aqui:: 

Do Blog BRASIL! BRASIL!  Via  BLOG DO SARAIVA 

Teste sua predisposição para o mal de Alzheimer

quinta-feira, 22 de março de 2012

FELICIDADE...

22 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA ÁGUA.


Hoje se comemora o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. Mas, por que a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido?

Apenas cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Devido à poluição, distribuição desigual e ao tratamento inadequado dos recursos hídricos, mais de um bilhão de pessoas no planeta não têm acesso à quantidade mínima de água tratada para suprir as necessidades básicas diárias. Dados da ONU apontam que, se não houver mudanças no padrão de consumo, dois terços da população mundial podem sofrer com a falta de água até 2025. O Brasil tem papel preponderante neste debate, já que concentra 13,7% das bacias hídricas mundiais, a maior parte na Amazônia. Além disso, o Pantanal, maior área úmida continental do mundo, é prioridade global em termos de conservação de biodiversidade aquática, já que abriga sistemas hídricos de enorme biodiversidade.

A data deve ser comemorada todos os dias do ano com atitudes diárias que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Por Kakao em AtualidadesMeio AmbienteSaúde VIA revistadeciframe.com

Fonte: Wikipédia e Sua Pesquisa


quarta-feira, 21 de março de 2012

Nua, a ex-panicat Aryane Steinkopf para o trânsito em São Paulo

Ex-panicat para o trânsito para a 'Playboy'


A ex-panicat Aryane Steinkopf, que será capa da revista "Playboy" de abril, desfilou totalmente sem roupa entre carros, nas ruas da cidade de São Paulo, nesta quarta-feira (21).

A moça fotografava para o ensaio nu, e as imagens dos bastidores foram divulgadas pelo diretor de arte da "Playboy", Alexandre Ferreira, por meio do Twitter. Pelo local, estavam passando pessoas comuns, e a ex-panicat literalmente parou o trânsito.

Mais cedo, no mesmo dia, Alexandre Ferreira havia avisado sobre a nudez em público da loira. "Se você estiver em SP e encontrar uma linda mulher nua andando pela cidade... Não é sonho! É só PLAYBOY", escreveu no Twitter.


No TERRA BRASILIS 

SIMPLIFICANDO A QUESTÃO DO ABORTO


No Movimento Direito Para Quem

CANÇÃO DE OUTONO



Perdoa-me, folha seca, 
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
 
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
 
se havia gente dormindo
 
sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
 
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
 
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

21 de Março, dia Internacional da Síndrome de Down


Por THAÍS SABINO


Rosto típico, dificuldade para falar e aprender. No passado, por volta de 1947, estes traços indicavam uma vida curta, entre 12 e 15 anos. O diagnóstico da Síndrome de Down - uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21 - era muito mais aflitivo do que é hoje para os pais. Atualmente, a expectativa de portadores da alteração genética está entre 60 e 70 anos, de acordo com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Nesta quarta-feira (21), é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Ao mesmo tempo, os casos se tornam cada vez mais frequentes, afirmou a fisioterapeuta pediátrica especialista no desenvolvimento de portadores da Síndrome de Down, Fernanda Davi. "Estão mais comuns, pois as mulheres têm filhos cada vez mais tarde, acima dos 35 anos", justificou. De acordo com a Fundação Síndrome de Down, há maior probabilidade da ocorrência do problema em relação à idade materna, quanto mais idade a mulher tiver, mais risco de a Síndrome de Down se manifestar.

Exames podem diagnosticar a alteração genética ainda no período de gestação, mesmo assim, existem casos em que a Síndrome de Down é descoberta apenas ao nascimento do bebê. "Assim que a criança sai do hospital, já começamos o tratamento", disse Fernanda. Com acompanhamento de um fisioterapeuta e de um fonoaudiólogo o portador pode andar, falar e frequentar uma escola normalmente, disse a fisioterapeuta.

O principal problema apresentado pela criança com SD é a falta de tônus muscular. "Eles são mais moles", disse Fernanda. Esta carência interfere nas habilidades motoras, por isso, exercícios de fisioterapia e fonoaudiologia são importantes para o paciente andar e falar como uma criança normal. "Aos dois anos e meio, três, eles já conseguem fazer tudo, andar, correr, se equilibrar em um pé só", descreveu Fernanda sobre a evolução dos pacientes.

O tratamento usado pela fisioterapeuta é o Cuevas Medek Exercise (CME), que desenvolve movimentos como segurar o pescoço, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em pé, andar e correr, segundo Fernanda. "Primeiro eu gero o desequilíbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o equilíbrio do próprio corpo. Com apenas algumas caixas e pedaços de madeira, eu monto um cenário no qual as crianças brincam ao mesmo tempo em que vão se desenvolvendo", explicou.

Características

Achatamento da parte de trás da cabeça, dobras nos cantos internos dos olhos, ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca pequena, mãos e pés pequenos, rosto redondo, cabelos lisos, pescoço curto, flacidez muscular, prega palmar única e pele na nuca em excesso são as características físicas usualmente apresentadas por pessoas com Síndrome de Down.
As pessoas com a diferença genética têm tendência à obesidade, cardiopatias, hipotireoidismo, problemas renais e alteração dos glóbulos brancos no sangue. A dificuldade de cognição também é comum, porém, apesar de levar mais tempo que uma pessoa normal, quem tem Síndrome de Down é perfeitamente capaz de aprender e absorver conhecimento sobre diversas áreas, afirmou Fernanda.
Segundo a psicóloga Juliana Siqueira Baida, do Serviço de Formação e Inserção ao Mercado de Trabalho da Fundação Síndrome de Down, "todos conseguem se desenvolver profissionalmente. As maiores dificuldades apresentadas são nas relações interpessoais, devido às barreiras impostas pela sociedade e muitas vezes pela equipe de trabalho", disse ela. Outro ponto, é o relacionamento de casal entre pessoas com Síndrome de Down. "Eles exprimem a sexualidade de forma inadequada devido à constante repressão", afirmou Juliana.

Papel de mãe

"Como eu já tinha passado por um parto normal, cheguei ao hospital e me falaram que seria bem rápido, porque seria parto normal de novo. Começou a demorar demais. Depois de seis horas ele nasceu. Quando ele saiu, virou uma bolinha, todo mole, minha outra filha já saiu durinha, totalmente diferente. Olhei nos olhinhos dele e percebi na hora". O relato é de Renata Camargo, mãe de Guilherme, 1 ano e 11 meses, que apesar de não apresentar qualquer alteração nos exames durante a gestação, nasceu com Síndrome de Down.

"Vem aquele sentimento de desespero, de que não quer acreditar. Me perguntava como iria ser e como iria contar para as pessoas. Mas quando peguei ele nos braços, senti o mesmo amor que tenho pela minha filha", contou Renata. Ela confessou que foi difícil evitar questionamentos dos motivos que levaram aquilo a acontecer com ela mas, passado um tempo, Renata decidiu parar de sofrer, cuidar de Guilherme e dar todo amor possível a ele.

Encantada pelo avanço do filho com os tratamentos de fisioterapia, ela disse que em um mês ele "subiu dois degraus". Guilherme começou a andar há cerca de três meses e só frequenta as sessões fisioterapêuticas para aperfeiçoar o que já sabe. "Ele está subindo rampas e escadas", disse. Sobre o desafio de aceitar um filho com Síndrome de Dawn, Renata questionou: "se uma pessoa tem um filho completamente normal e acontece alguma coisa que o deixe com algum problema, ela deixará de amá-lo?".

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