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sábado, 30 de abril de 2016

DUDA MARTINS A BELA DA SEMANA


Impossível não nos seduzirmos ante a grandeza desta musa de cabelos negros cujos caprichos são obras divinamente produzidas com o propósito de encantar. Sim, ao contemplarmos tamanha beleza, dá-se diante dos nossos olhos um espetáculo e este evento torna incontestável a afirmação de que a mulher tem em si o dom da supremacia.

Neste mundo onde a beleza feminina é um show a parte, reinam absolutas as morenas, elas comandam com maestria a questão beleza feminina, este fenômeno natural que tem para si nossa atenção, nossa dedicação e nossos propósitos. E não diferente disto, reina com elegância a fascinante Duda Martins.

Maria Eduarda, (Duda)  é a própria poesia a descrever para os nossos olhos a beleza explícita retratada em sua imagem. Duda Martins está entre as seletas, ela é adorno a valorizar qualquer local. Ela está para que a admiremos, sua condição de bela dá à ela o direito da certeza de estar além das limitações do senso comum.

A formosura de Duda Martins é algo que está além das nossas tímidas definições, ela é aquela que tantas sonham em ser, onde ela coloca os pés é local que indiscutivelmente se voltarão os olhos, pois, onde ela estiver, consta a beleza no teor da fascinação absoluta.

Duda está, pois, para os olhos venturosos, para aqueles que regozijam-se no privilégio de apreciar minuciosamente os detalhes destes seres fantásticos e no rol destas generosas em beleza, Duda Martins  está presente e faz com que lhes sejamos cativos.

Cativos aos fascínios contidos na magnificência de seres que nasceram para fazer diferença, para compor aquele grupo seleto que foge a regra do que é comum e fazem-se donas de nossa admiração.

Apreciemos, pois, a flor morena de encantos infindos, que sua beleza seja reconhecida, que as delícias cabidas as Deusas assista esta que tem em si a deidade das belas. À ela nosso respeito além da gratidão pela honra que nos concede em estar neste pedestal de únicas.

Sendo assim, que a beleza desta beldade aqui apresentada, seja propagada em benefício de todos os olhos carentes do efeito causado por uma bela mulher.
Para isto ela existe, para poder fazer-nos súditos da realeza única das musas... Um toque de classe se faz presente nesta página, somos grandemente gratos, Duda Martins  é a Bela da Semana.

*MARIA EDUARDA MARTINS – Nova Londrina-Pr - Filha de Juliana Almeida - Duda é Corintiana, estuda 1° Ano do Ensino Médio no Colégio Ary João Dresh e é mãe do Henzo Mateus.

Criolo condena impeachment e critica Cunha

Em turnê em Londres (Reino Unido), o rapper paulistano Criolo concedeu, no último domingo (24), uma entrevista à BBC Brasil em que se posiciona contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e ainda faz fortes críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


“Não concordo [com o impeachment de Dilma Rousseff]. Se fosse pelos motivos certos, sim. A questão não é limpar o país da corrupção. Parece que descobriram que só há corrupção agora. Mas o presidente da Câmara é o primeiro parlamentar citado na Lava Jato”, disse o músico, que na volta ao Brasil fará uma turnê do seu primeiro álbum, o “Ainda há tempo”.

De acordo com Criolo, uma parte da sociedade se aproveita do momento de crise, articulado por pessoas “inteligentes, que têm na mão um regimento e sabem como mexer com esse regimento”, para trazer à tona um clima de ódio que fortalece, por exemplo, a homofobia, a xenofobia e o racismo.

“Os caras fizeram uma manobra monstra, monstra, e que se exploda a favela. Que morra todo mundo: acho que é isso que passa na cabeça dos caras, talvez com um pouco mais de poesia e vernáculo mais apurado”, explicou.

Para o rapper, esse clima de ódio só foi “criado e alimentado porque existe uma elite”, e quem paga o preço pela corrupção são os mais vulneráveis.

“Cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada que é assassinado, que se envolve com o que não tem que se envolver (…) Quando morre um, ninguém está lá com a mãe, descendo o caixão para a vala. O Cunha não está lá descendo o caixão para a vala”, pontuou.

Ao longo da conversa, apesar de se esquivar de fazer uma avaliação do governo, Criolo fez questão de recordar legados do governo petista. “Nunca vi na minha vida tanta gente tendo oportunidade de estudar na universidade”, disse.

 Fonte: Revista Fórum


Senadora provoca Anastasia sobre pedaladas em Minas quando ele era governador

Uma breve discussão entre a senadora Fátima Bezerra (PT-MG) e o relator do processo de impeachment no Senado, senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), desviou o foco da defesa da presidenta Dilma Rousseff, que está sendo apresentada hoje (29) por ministros à comissão especial que analisa o pedido de impedimento.



Por Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

Fátima Bezerra acusou o relator de ter ele próprio praticado manobras fiscais proibidas, as chamadas pedaladas, quando foi governador de Minas Gerais, e alegou que esse instrumento é usualmente utilizado por prefeitos e governadores de todo o país.

“Inclusive, o senhor usou fartamente esse instrumento quando governou o estado de Minas Gerais. O senhor usou de muita contabilidade criativa quando era governador, tanto é que os documentos do Tribunal de Contas do seu estado e de outras instâncias provam que, infelizmente, o senhor não cumpriu preceitos constitucionais sagrados como a destinação de 12% para a saúde e 25% para a educação”, disse a senadora a Anastasia.
O tucano se defendeu dizendo que Dilma é acusada de ter utilizado bancos públicos, que estão sob seu comando, para fazer operações de crédito irregulares – o que é considerado pedalada. “No momento em que vossa excelência diz que Minas ou até municípios promoveram pedaladas, eu indago: que município brasileiro tem banco comercial? Eu não conheço nenhum. Minas Gerais não tem banco comercial desde a década de 90. Então cuidado, nós estamos num processo que é jurídico também”, respondeu.

Jurisprudência

Pouco antes do entrevero com o relator, Fátima Bezerra tinha questionado os ministros sobre o que eles achavam da jurisprudência que poderia ser gerada, a partir de uma eventual condenação da presidenta Dilma, sobre as administrações estaduais e municipais que também praticaram atos fiscais semelhantes ao dela.

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, consideraram que prefeitos e governadores podem sim ficar em situação jurídica vulnerável depois de um eventual impeachment motivado pelas pedaladas fiscais.

“O impeachment nessas condições trará a dimensão da insegurança jurídica, da insegurança governamental, a todas as pessoas do mundo. Acho que a jurisprudência que se constrói a partir disso é realmente muito delicada, com efeitos colaterais perversos para o Estado brasileiro”, disse Cardozo.

Barbosa disse que decisões administrativas corriqueiras poderão passar a ser questionadas em todas as esferas do Estado. “Se no final [desse processo] começar a se criminalizar decisões contábeis e administrativas corriqueiras de qualquer administração, seja do nível presidencial, estadual ou municipal, isso vai gerar uma grande incerteza jurídica. Acho que mudanças de entendimento, aperfeiçoamentos, são normais em qualquer democracia. Mas quando elas ocorrem, devem ser aplicadas para frente, nunca de forma retroativa”, argumentou.

Edição: Luana Lourenço

Temer quer “privatizar tudo” e reduzir beneficiários do Bolsa Família

O processo de impeachment ainda está em debate no Senado, mas o vice-presidente Michel Temer – que conspira para se tornar titular – já consolidou até um documento com suas propostas para um eventual governo pós-golpe. A plataforma Travessia Social fala em privatizar “tudo o que for possível” na área de infraestrutura, reduzir o total de atendidos no programa Bolsa Família, desindexar benefícios sociais da variação do salário mínimo, flexibilizar leis trabalhistas e reformar a Previdência.


O pacote de maldades trocou de nome, mas, na prática, assimila o conteúdo neoliberal e antipovo do documento Ponte para o Futuro, apresentado pelo PMDB no ano passado. As diretrizes da hipotética gestão Temer deverão ser formalmente divulgadas na próxima semana. Mas os principais jornais do país já anteciparam seu conteúdo nos últimos dois dias.

Matéria publicada por O Globo, nesta sexta, reproduz um trecho da Travessia Social, que deixa claro o caráter entreguista do projeto defendido pelo vice.

“O Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura. Quanto às competências que reservará para si, é indispensável que suas relações com contratantes privados sejam reguladas por uma legislação nova, inclusive por uma nova lei de licitações. É necessário um novo começo das relações do Estado com as empresas privadas que lhe prestam serviços”, diz o texto, segundo o jornal.

A transferência de atividades do Estado para a iniciativa privada vai estar, em um eventual governo do PMDB, sob a responsabilidade de “um grupo técnico” vinculado à Presidência da República, a ser comandado por Wellington Moreira Franco.

O Globo cita ainda que o Plano Temer é composto por 17 páginas, que tratam de temas como Educação, Saúde, Corrupção, Benefícios Sociais e Economia. “Os investimentos privados são considerados, no documento, fundamentais para ajudar a resolver ‘a maior crise da História’”, diz o jornal.

40 milhões de pessoas vão perder Bolsa Família

Também nesta quinta, O Estado de S.Paulo publicou uma notícia de forma enviesada sobre a condução dos programas sociais proposta por Temer. O texto afirma que o vice pretende, se vier a assumir, "aumentar os benefícios à camada mais pobre da população". Segundo o jornal, ele irá manter o Bolsa Família, focando nos “10 milhões de brasileiros que compõem 5% mais pobres”.

O que o jornal decidiu não destacar, mas que fica claro no decorrer do texto, é que o peemedebista quer, na verdade, diminuir o número de famílias atendidas. O próprio Estadão traz a informação de que hoje 14 milhões de famílias – ou quase 50 milhões de pessoas – fazem parte do programa. Fazendo as contas é fácil perceber o malabarismo que o periódico fez para esconder a verdadeira notícia: 40 milhões de brasileiros pobres podem perder o Bolsa Família, no que depender do Plano Temer.

“Para o PMDB, a camada situada acima do limite de 5% até o de 40% mais pobres está ‘perfeitamente conectada à economia’ e deve ter benefícios com uma eventual retomada da atividade econômica”, afirma o Estadão. Em resumo, a fatia da população que está acima dos tais 5% poderá deixar de receber o benefício, cujo valor médio hoje é de R$ 163,57 por família. Ficará desprotegida, à mercê do mercado – um passo atrás no programa que é exemplo para o mundo.

Em entrevista há alguns dias, o conselheiro da área social do PMDB, o economista Ricardo Paes de Barros, já havia sinalizado mudanças no programa. “É evidente que o Brasil não tem tantos pobres assim quanto tem hoje no Bolsa Família. É claro que o Bolsa Família está inchado”, disse ele, a O Estado de S.Paulo.

Contra direitos sociais

Conforme já vinha sendo divulgado nas últimas semanas, o “Travessia Social” incorporou de fato as propostas do Ponte para o Futuro que atentam contra os trabalhadores.

Textos publicados na mídia nesta sexta reforçam que o documento de Temer para o dia seguinte ao golpe prevê “reforma da Previdência, com a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, a desvinculação do Orçamento, a desindexação dos benefícios sociais da variação do salário mínimo e a flexibilização do mercado de trabalho - com a proposta de mudança da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) para que o que for negociado na fábrica possa se sobrepor à legislação”, confirma o Valor Econômico.

De acordo com o jornal, a correção dos benefícios sociais, que hoje acompanha os reajustes do salário mínimo, passaria então a ser feita pela variação do IPCA. Assim, o aumento real concedido ao mínimo “não causaria impacto em outros itens do orçamento”. Na opinião dos economistas que estão desenvolvendo o programa de Temer, “as reformas, sobretudo na área fiscal, darão um choque de credibilidade” a uma eventual gestão do peemedebista.

Pesquisa reforça benefícios do vinho para a saúde cardiovascular

O resveratrol parece ser o grande responsável entre a associação do vinho com a redução do risco de doenças cardíacas.


Correio Braziliense

O paradoxo francês é uma expressão disseminada entre nutricionistas para descrever a contradição entre a boa saúde cardiovascular da população do país europeu e a sua gastronomia rica em gorduras e açúcares. Um dos elementos que não falta na dieta deles é o vinho, usado tanto na preparação de alimentos quanto para acompanhá-los. Agora, cientistas da China dão os primeiros passos a fim de mostrar que essa bebida alcoólica exerce papel-chave além das refeições. Um composto encontrado nela, o resveratrol, parece ser o grande responsável entre a associação do vinho com a redução do risco de doenças cardíacas, acreditam pesquisadores da Third Military Medical University (TMMU), na cidade de Chongqing.

No estudo publicado recentemente na revista mBio, organizada pela Sociedade Americana de Microbiologia, os investigadores realizaram uma série de experimentos em ratos para determinar os efeitos protetores do resveratrol contra a aterosclerose (o acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias) e descobriram que o mecanismo estava relacionado a mudanças no microbioma intestinal, o ecossistema formado pelos micro-organismos que habitam o sistema gástrico das cobaias.

Nos últimos anos, pesquisadores descobriram que os diversos organismos que moram no intestino dos homens desempenham um papel importante na acumulação de placas de lipoproteínas de baixa densidade (LDL), também conhecidas como colesterol ruim, dentro das artérias. Apesar de o resveratrol já ser conhecido pelas propriedades antioxidantes, o modo que ele age no sistema gástrico é um mistério. A partir do experimento chinês, descobriu-se que esse composto inibe a produção da trimetilamina (TMA) pelas bactérias intestinais. A TMA é necessária para a produção de N-óxido de trimetilamina (TMAO), componente conhecido na literatura médica por colaborar com o desenvolvimento das placas de colesterol.

“Nossos resultados oferecem novos insights sobre os mecanismos responsáveis por efeitos anti-aterosclerose do resveratrol e indicam que o microbioma intestinal pode se tornar um alvo interessante para intervenções farmacológicas ou dietéticas a fim de diminuir o risco de desenvolver doenças cardiovasculares”, disse Man-tian Mi, principal autor do estudo e pesquisador do Centro de Pesquisa em Nutrição e Segurança Alimentar do Instituto de Medicina Preventiva Militar da TMMU.

“A grande novidade desse trabalho é demonstrar como o resveratrol age na flora intestinal. Esse composto, assim como outros polifenóis, diminui as placas formadas pelo colesterol nos vasos sanguíneos, impedindo a inflamação de veias e artérias, que, muitas vezes, pode levar ao rompimento desses vasos”, complementa Marcus Bolivar Malachias, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Os pesquisadores pretendem replicar em humanos os testes realizados com roedores e chamam a atenção para o fato de que esse polifenol natural não tem efeitos colaterais. Malachias, porém, sugere cautela. “Existem muitos outros fatores, como a hipertensão e a predisposição genética, que estão envolvidos no surgimento de um quadro de aterosclerose e não estão necessariamente ligados à biota intestinal”, justificou o médico brasileiro.

Suplemento
O resveratrol também pode ajudar indiretamente o coração. Ele potencializa os efeitos das atividades físicas, segundo pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá. Os cientistas submeteram dois grupos de ratos a exercícios, sendo que um deles recebeu suplemento do polifenol. Depois de 12 meses de testes, os roedores que ingeriram o composto apresentaram um rendimento melhor em relação àqueles que somente se exercitaram.

“Ficamos animados quando vimos que o resveratrol apresentou resultados semelhantes aos obtidos por meio de treinos intensos de resistência. Vimos imediatamente o potencial desses benefícios e acreditamos ter descoberto uma forma de ampliar os efeitos da atividade física com uma pílula do composto”, explicou Jason Dyck, coordenador do projeto.

O artigo publicado no periódico Journal of Physiology, editado pela instituição inglesa The Physiological Society, explica que o composto serve como tonificante devido a sua ação antioxidante. Mas é necessário parcimônia, ressalta Dyck: “Para obter a mesma quantidade que estamos dando aos roedores, a pessoa teria de beber de 100 a mil garrafas por dia”, explicou.

Integrante do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Gustavo Trindade também recomenda cautela: “Apesar de existirem muitos estudos sobre a ação do resveratrol, é necessário ter cuidado. Não existe uma prova cabal de seus efeitos e suas propriedades. São experimentos que mostram possíveis relações. Nós não podemos receitar para uma pessoa que passe a beber vinho ou suco de uva, seja para evitar a aterosclerose seja para melhorar seu condicionamento físico, porque não sabemos qual dose seria a melhor para um ser humano”.

Droga dissolve o colesterol
Um composto utilizado na fabricação de medicamentos para que eles sejam dissolvidos mais facilmente no corpo pode ser uma nova solução para reduzir placas de gordura nos vasos sanguíneos. A partir de um experimento realizado com ratos, verificou-se que a ciclodextrina, encontrada em vegetais ricos em carboidratos, poderá ser utilizada no combate à aterosclerose. Publicado recentemente na revista Science Translational Medicine, o estudo foi encabeçado pela Universidade de Bonn, na Alemanha, e contou com colaboradores de universidades e hospitais norte-americanos.

A obstrução do sistema circulatório devido à grande concentração de lipídios é uma das causas mais comuns de ataques cardíacos, acidente vascular cerebral, entre outras doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte no mundo. A estimativa é de que, por ano, o infarto do miocárdio responda por 29,4% de todas as mortes registradas no país. Porém, os tratamentos atuais, como drogas para baixar o colesterol, só funcionam em alguns pacientes. Cientistas de diversos centros de pesquisa buscam soluções mais eficazes para essa limitação clínica.

Em testes em camundongos com aterosclerose, a ciclodextrina conseguiu dissolver parte do colesterol e reduziu em até 45% as placas de lipídios nas artérias, mesmo quando os animais foram alimentados com uma dieta rica em gordura. A experiência revelou que o composto ativa o gene LXR no fígado, aumentando capacidade de ação dos macrófagos, responsáveis por destruir elementos estranhos ao corpo. Essas células do sistema imunológico também devoram o colesterol e o devolvem ao fígado, onde ele pode ser transformado em bile e escoltado para fora do corpo nas fezes.

Cautela
Apesar de a substância já ser utilizada em larga escala pela indústria farmacêutica, os pesquisadores são cautelosos quanto à utilização dela contra a aterosclerose. “No geral, parece valer a pena explorar a ciclodextrina de forma terapêutica, embora muito cuidado deva ser tomado. Ela é potencialmente boa, pois combina a redução do colesterol no sangue com a dissolução do colesterol pré-formado em placas, mas essa opção ainda precisa ser explorada em ensaios clínicos”, defendeu Elena Aikawa, bióloga vascular do Hospital da Mulher em Boston.

Outro dificultador é que a ciclodextrina não é um composto patenteável. Por isso, há poucas empresas farmacêuticas que queiram patrocinar estudos clínicos necessários para o novo uso clínico do composto, segundo Aikawa, mesma com a Food and DrugDrug Administration (FDA), órgão governamental dos Estados Unidos responsável pelo controle de medicamentos, autorizando novas aplicações.

30 de Abril na história

1981 - Dia do Riocentro

Caso Rio-centro: bomba em show de 1º de Maio no Rio explode no colo dos terroristas em "acidente de trabalho". As apurações acobertam tudo e o militar sobrevivente sai condecorado. O episódio desmoraliza em profundidade a "abertura" do gen. Figueiredo e engrossa as filas oposicionistas.

Destroços do carro onde explodiu a bomba       
1825: 
Fuzilado no Recife o padre Mororó, revolucionário cearense de 1817 e 1824.
1838: 
Os revolucionários farroupilhas tomam Rio Pardo, RS. Mais de mil imperiais mortos.
1912: 
Inaugurada a ferrovia Madeira-Mamoré. A obra custou 6 mil vidas.
1923: 
Cessar-fogo na Irlanda, que obtém a independência, exceto o Ulster (norte da ilha).
1945: 
300 sindicalistas de 13 estados criam o MUT (Movimento de Unificação dos Trabalhadores). Lançam manifesto por liberdade sindical e direitos sociais.
1968: 
A polícia invade a Univ. de Columbia, Nova York, ocupada pelos estudantes.
1975: 
Derrota final dos EUA e seus aliados no Vietnã. Saigon torna-se Cidade Ho Chi-min.
Americanos
fogem da sede
da CIA em Saigon
1977:
Familiares de vítimas da ditadura argentina criam a Associação das Mães da Praça de Maio. A ditadura chama-as "locas de la plaza"
1989: 
Rogério Magri toma a direção da CGT em manobra violenta e contestada. A central cinde-se em 2.
1991: 
Collor envia projeto de lei sindical: fim da unicidade, sindicato por empresa.
1998: 
Começa a distribuição de cestas básicas a vítimas da seca nordestina.

Glória Perez receberá R$ 480 mil de indenização por assassinato da filha

O crime executado por Guilherme de Pádua e Paula Thomaz ocorreu em 1992

Na época do crime, Daniella Perez estava fazendo a novela da mãe, 'De corpo e alma'
Diário de Pernambuco

A autora Glória Perez, responsável por novelas como Salve Jorge, Caminho das Índias e O clone, venceu na Justiça uma indenização por danos morais e materiais de Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, assassinos da filha da escritora, Daniella Perez, que morreu em 1992.

A ação foi julgada pela 7ª Câmara Cível do TJ/RJ, sob a relatoria do desembargador Paulo Gustavo Horta.
Guilherme e Paula foram condenados a pagar 500 salários mínimos, equivalente a R$ 480 mil para cada um dos autores por dano moral. O ator Raul Gazolla, casado com Daniella na época, também tem direito à indenização.

As despesas do sepultamento e funeral também passaram a ser de responsabilidade dos réus.

A decisão foi publicada no Diário Oficial em 2002, mas nenhuma das partes havia recebido o valor. Por isso, Glória e Raul entraram novamente na Justiça exigindo o pagamento.
Em 2005, Paula Thomaz ajuizou ação de autoinsolvência, em que argumenta não possuir patrimônio para pagar a dívida.

Em 1992, Daniella foi assassinada com golpes de tesoura por Guilherme Pádua, com quem contracenava na novela De corpo e alma, e a esposa, que tinha ciúme obsessivo da atriz. Condenados por homicídio duplamente qualificado, os dois cumpriram seis dos 19 anos da sentença.

charge dos nossos dias

Por Henfil
Charge atemporal


Em comissão do impeachment, defesa de Dilma alinha discurso de que não há crime

Em sessão que começou na manhã desta sexta-feira e durou quase dez horas, a Comissão Especial do Impeachment ouviu a defesa da presidente Dilma Rousseff, na acusação do crime de responsabilidade. Foram ouvidos os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa; e da Agricultura, Kátia Abreu, além do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. 

(foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Por Marcelo Ernesto

O responsável pela AGU, disse que o processo não consegue comprovar culpa ou dolo da Dilma no processo. “Não há dolo, não há crime”. Já Barbosa, sustentou que os recursos foram realinhados dentro do governo e que todas as medidas foram submetidas às áreas técnicas. Coube a Kátia Abreu falar justificar que no caso do Plano Safra os contratos não podem ser tratados como empréstimos e por isso, não configuram irregularidades.
Cardozo acabou respondendo à maioria dos questionamentos durante a sessão, que, em vários momentos ficou tumultuado, mas nada que se compare com os enfrentamentos e tensões da sessão dessa quinta-feira.

Hoje, em um dos momentos, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) questionou as ações do advogado-geral da União. Para ele, se o argumento é de que se trata de um golpe, Cardozo, como advogado da presidente, já deveria ter tomado atitudes. "O que está fazendo vossa excelência? Por que não procurou o Ministério Público? O que faz vossa excelência que afirma que é golpe e não toma providências?", disse.

Cardozo explicou que tomou todas as medidas possíveis até o momento e ressaltou que agora quer convencer o Senado a decretar a nulidade do processo de impeachment de Dilma. Mas ponderou: "Não afasto possibilidade de ir ao Judiciário".

Dólar volta a cair e fecha no menor valor em nove meses

Em um dia marcado pela volta das intervenções do Banco Central, a moeda norte-americana voltou a cair e fechou no menor nível em nove meses. O dólar comercial encerrou a sexta-feira (29) vendido a R$ 3,44, com queda de R$ 0,058 (-1,65%). A cotação está no valor mais baixo desde 31 de julho do ano passado (R$ 3,425).



Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*

O dólar operou em queda durante toda a sessão. Com o desempenho de hoje, a divisa encerra abril com queda de 4,34%. No ano, o recuo chega a 12,86%.

A desvalorização do dólar só não foi maior porque o Banco Central (BC) atuou para conter a queda da moeda norte-americana. Depois de quatro dias sem intervir no mercado, a autoridade monetária fez quatro leilões de swap cambial reverso, que equivale à compra de dólares no mercado futuro. Durante a tarde, o BC atuou no sentido oposto e leiloou contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda de divisas no mercado futuro, com compromisso de recompra.

Além do clima político interno, a cotação do dólar foi influenciada por notícias externas. A inflação nos Estados Unidos desacelerou em março, o que indica que o Federal Reserve (Fed, Banco Central do país), pode adiar o aumento de juros básicos da maior economia do planeta, atualmente entre 0,25% e 0,5% ao ano. Taxas mais baixas nos países desenvolvidos estimula o fluxo de capitais financeiros para países emergentes, como o Brasil, onde os juros são mais altos.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu pelo segundo dia seguido. O indicador fechou o dia com queda de 0,74%, aos 53.911 pontos. Anteontem (27), o Ibovespa tinha encerrado no maior nível desde o fim de maio do ano passado, o que fez investidores venderem ações para embolsarem os lucros. Apesar da queda de hoje, o Ibovespa terminou abril com alta de 7,7%. Em 2016, a bolsa acumula ganhos de 24,36%.

* Com informações da Agência Lusa

Temer não vai poder nomear ministro

Nem Cerra nem ninguém
Saiu na Carta Maior:


Temer não poderá nomear ministros, caso Dilma se afaste para defesa!

Em caso de afastamento da presidenta da República para se defender no processo de impeachment no Senado, Vice-presidente não pode nomear novo ministério

Na hipótese de o Senado Federal aceitar o pedido de abertura do processamento de impeachment da Presidenta Dilma Roussef,  é necessário esclarecer à opinião pública que:

1)     Dilma Roussef não deixará de ser a Presidenta da República Federativa do Brasil, pois o que terá início é somente o julgamento  do pedido de seu afastamento do cargo, pelo Senado Federal, sob a presidência do Presidente do Supremo Tribunal Federal (artigo 52, I e seu parágrafo único da Constituição). Esse afastamento deverá ocorrer em respeito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência (artigo 5.º, LIV e LV e LVII, da Constituição).

2)     Aceito o prosseguimento do processo de impeachment, inicia-se o julgamento, durante o qual a Presidenta da República apenas ficará suspensa das suas funções (artigo 86, parágrafo 1.º , II, da Constituição). Ou seja, a Constituição não diz que o seu governo estará destituído. O governo eleito permanece, com os ministros nomeados pela Presidenta, que devem permanecer até o julgamento final do processo de impeachment. Da mesma forma, a Presidenta da República deverá continuar ocupando os Palácios do Planalto e da Alvorada, de onde somente deverá sair se o Senado Federal vier a condená-la. Sendo certo que a Presidenta retomará as suas funções, caso o Senado não a julgue em até 180 dias (art. 86, parágrafo 2.º, da Constituição Federal).

3)     As funções e atribuições do Presidente da República estão previstas no artigo 84 da Constituição Federal e dentre elas constam: nomear e exonerar ministros de Estado; iniciar processo legislativo; sancionar leis, expedir decretos, nomear ministros do Tribunal de Contas etc.

Prestados estes esclarecimentos, é importante salientar que o vice-presidente da República somente substituirá o presidente no caso de seu impedimento ou o sucederá em caso de vacância do cargo presidencial. Além disso, o vice-presidente auxiliará o presidente quando convocado por este para missões especiais. É o que dispõe o artigo 79 da Constituição Federal. Suspensão de atribuições não implica impedimento ou sucessão por vacância. São três hipóteses distintas.

Ora, o impedimento presidencial somente ocorrerá caso haja condenação  por  2/3 dos Senadores da República, depois de concluído todo o devido processo legal; só então se dará a hipótese  da perda do cargo, com a inabilitação, por 8 anos, para o exercício de função pública. (Artigo 52, parágrafo único)

A substituição do(a) presidente(a) da República somente ocorrerá no caso de condenação definitiva no processo de impeachment (depois de esgotadas todas as etapas do impedimento) e em caso de vacância por morte ou renúncia.

Ressalte-se que impedimento não é a mesma coisa que suspensão das funções, pois esta não tem o condão de retirar o status de presidente da República.

Portanto, o vice-presidente somente sucederia a presidenta Dilma, e só então poderia constituir um novo governo, nos casos de condenação definitiva por impeachment (impedimento), ou havendo vacância por morte ou renúncia.

Fora disto, não existe possibilidade constitucional de o vice-presidente constituir um novo governo, com a nomeação de novos ministros, na medida em que o Brasil ainda tem uma Presidenta eleita pela maioria do povo brasileiro, que apenas estará afastada das suas funções para se defender das acusações no Senado Federal.

Então, o que vem sendo veiculado pela imprensa tradicional é mais uma tentativa de implantar o golpe institucional no Brasil, com o estabelecimento de um ilegítimo governo paralelo. Assim, por meio de factóides, tem sido anunciado que o vice-presidente nomeará ministério e já teria um plano de governo, anunciado em 28 de abril de 2016, que não procura esconder seus objetivos de redução dos direitos trabalhistas e previdenciários, além de cortar programas sociais, como o Bolsa família.

Sendo assim, claro está que o vice-presidente não tem atribuição para instituir novo governo nem nomear ou desnomear ministros de Estado e, desta forma, deverá se limitar a aguardar, em silêncio e com todo o decoro possível, o resultado final do julgamento do impedimento, no Palácio do Jaburu, sua residência oficial.

Jorge Rubem Folena de Oliveira - Advogado constitucionalista e cientista político

sexta-feira, 29 de abril de 2016

29 de Abril na história

1965 - Dia da traição a S. Domingos        

Intervenção armada dos EUA na República Dominicana. Dura 17 meses e conta com os serviços de 1.450 soldados brasileiros enviados pelo gen. Castelo Branco.

1920:
3º Congresso Operário, no Rio; 135 delegados
Delegados
ao 3º
Congresso
1940: 
Inaugurado o estádio do Pacaembu, S. Paulo.
1945: 
Tropas dos EUA libertam Dachau, campo de concentração nazista. Ainda encontram 33 mil prisioneiros com vida.
1977: 
Arquivado o inquérito sobre as bombas da Ação Anticomunista Brasileira.
1991: 
Manifestação de 5 mil sem-terra contra o fechamento de frentes de trabalho em PE.
1999: 
A Ford desiste de instalar fábrica em Guaíba , RS, culpando o gov. Olívio Dutra. Opta pela BA, cujas ofertas de generosas facilidades abrem crise no governo FHC.

Charge dos nossos dias

Por Quinho Cartum


Dilma decide não fazer transição com vice


Brasília - O Palácio do Planalto e a cúpula do PT já começaram a traçar estratégias de reação a uma eventual gestão do vice-presidente Michel Temer e decidiram que não farão qualquer tipo de transição de governo. A ordem no Planalto para todos os ministérios controlados pelo PT é deixar Temer "à míngua", sem informações sobre a administração, e acelerar programas em fase de conclusão para que sejam lançados pela presidente Dilma Rousseff.

Em reunião a portas fechadas com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, e com o presidente do PT, Rui Falcão, deputados foram informados na quarta-feira, 27, de que a atual equipe não vai respaldar um governo "ilegítimo" e, por isso, não haverá transição para Temer. Até arquivos com dados estratégicos da administração estariam sendo apagados.

Com a certeza de que Dilma será afastada por até 180 dias no primeiro julgamento no plenário do Senado, que deve ocorrer em 11 de maio, governo e PT já preparam os próximos passos do divórcio litigioso. A ideia é reforçar a estratégia de carimbar Temer como "golpista" e "vice 1%", numa referência à sua falta de densidade eleitoral.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Dilma, com quem almoçou na quarta, um "pente-fino" em todos os programas sociais dos 13 anos do PT no governo, desde o seu primeiro mandato. A intenção é bater na tecla do legado do partido, com vitrines como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, em contraposição ao programa "ortodoxo" de Temer, que, no diagnóstico dos petistas, prevê mais sacrifícios aos menos favorecidos.

Apesar de ser alvo da Operação Lava Jato e ter perdido capital político, Lula é o único nome forte de que o PT dispõe para a sucessão presidencial de 2018 e tudo será feito pelo partido para construir a narrativa de que Dilma foi "apeada do poder".

Proximidade

"Se o PMDB não figurasse na chapa, em 2014, dificilmente a presidente Dilma venceria aquelas eleições", rebateu o ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha, um dos dirigentes mais próximos de Temer nas fileiras do PMDB.

Padilha ajudou o vice na articulação política do governo com o Congresso, de abril a agosto do ano passado, mas saiu do posto por considerar que o PMDB era sabotado no Planalto. Na época, Temer também deixou a função, semanas após dizer que o Brasil precisava de "alguém com capacidade de reunificar" o País. Nome certo na equipe de Temer, Padilha foi um dos principais articuladores dos votos pró-impeachment na Câmara, ajudando a atrair antigos aliados de Dilma.

"Não se pode falar em golpe quanto tudo está sendo feito conforme a Constituição", insistiu Padilha. "A luta política é legítima, desde que não queiram acirrar o clima do 'quanto pior, melhor'."

Embora a equipe de Temer suspeite que petistas estejam deletando arquivos contendo indicações políticas para diversos cargos, isso não é considerado um problema. Motivo: antes de deixar o governo, o próprio Padilha entregou a Dilma e a Berzoini planilhas contendo todos os cargos do primeiro, segundo e terceiros escalões. As listas continham os padrinhos de cada um e como cada deputado e senador de partido aliado havia votado nos principais projetos de interesse do Planalto.

Eduardo Cunha

Na reunião com Berzoini, que contou com 45 dos 57 deputados da bancada petista, na sede do partido, houve muitas críticas ao Supremo Tribunal Federal, que ainda não se posicionou sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República para afastar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Réu no Supremo, acusado de desviar recursos no esquema na Petrobras, Cunha enfrenta processo de cassação do mandato no Conselho de Ética e foi o algoz de Dilma ao conduzir o impeachment na Câmara.

"Como a gente pode fazer transição para um governo desses, que tem Cunha como sócio de Temer?", perguntou um deputado, confirmando a estratégia petista de "exportar" o desgaste do presidente da Câmara para o vice. "Transição é quando há um governo eleito, com legitimidade. Não é este o caso."

Em conversas reservadas, Dilma deu sinais de que está disposta a enviar ao Congresso uma proposta de antecipação das eleições para encurtar o próprio mandato. O vazamento dessa estratégia, porém, aborreceu Dilma. Os movimentos sociais são contra, sob o argumento de que isso enfraqueceria nas ruas a "batalha" contra o impeachment. Apesar de apoiar o plano, até para "emparedar" Temer, o PT decidiu não erguer agora a bandeira das "diretas já".

Corte Constitucional da Colômbia aprova casamento gay

A Corte Constitucional da Colômbia aprovou o casamento homossexual, nesta quinta-feira, por seis votos a três.


Na votação, os juízes consideraram que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não viola a Constituição.

"Os juízes da sala plena sustentaram, por maioria, que não viola a ordem constitucional vigente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aplicando por analogia a instituição do casamento contemplada na lei civil na atualidade para os casais de pessoas de sexo diferente", disse a presidente da alta instância, María Victoria Calle.

Na sessão desta quinta-feira, os magistrados da Alta Corte decidiram que "toda pessoa é livre e autônoma para constituir uma família (...) de acordo com sua orientação sexual, recebendo igual tratamento e proteção sob a Constituição e a lei", acrescentou Calle.

Há duas semanas, a Corte havia dado um passo decisivo para a aprovação formal do casamento gay, ao revogar uma comunicação contrária a igualar os direitos de matrimônio de casais hetero e homossexuais.
O texto votado hoje representa uma sentença definitiva e estabelece a jurisprudência para o tema.

Na Colômbia, existia um vazio legal desde que expirou, em 20 de junho de 2013, o prazo dado ao Congresso por essa mesma Corte para legislar sobre a matéria.

Desde então, os casais de mesmo sexo podiam recorrer a um juiz, ou tabelião, para formalizar seus laços com efeito de união civil. Poucos funcionários se arriscavam, porém, a registrar uniões nesses termos, o que motivou a mobilização da comunidade gay.

Nesta quinta, a Corte decidiu que, perante o ato do matrimônio, juízes e tabeliães do Estado Civil "devem assegurar o exercício dos direitos fundamentais dos cidadãos, concedendo a todos eles tratamento igualitário".

Dilma confirma participação em ato do dia 1º de Maio em São Paulo


A presidente Dilma Rousseff acertou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da silva a ida dos dois às comemorações do dia 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. O governo quer transformar este ato em mais uma grande manifestação em defesa do mandato da presidente Dilma, com discursos inflamados e grande presença dos movimentos sociais.

Neste dia, a presidente pretende também anunciar medidas que possam beneficiar os usuários do Bolsa Família, com objetivo de fazer um contraponto às promessas que estão sendo feitas pelo vice-presidente Michel Temer.

O acerto foi feito em reunião no Palácio da Alvorada, na tarde desta quinta-feira, 28, quando os dois fizeram mais uma reunião com os ministros da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, e da Chefia de Gabinete, Jaques Wagner, para discutir estratégias para os próximos dias.

Lula, em sua nova passagem por Brasília, intensificou as conversas com senadores de vários partidos. Ao mesmo tempo, dão prosseguimento às discussões sobre o "melhor momento" de levar adiante as discussões sobre a proposta de antecipação das eleições presidenciais.

Mais dois ministros saem antes do fim do governo - o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, e a da Agricultura, Kátia Abreu. Ambos senadores, eles deixarão seus cargos poucos dias antes da votação em plenário da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O objetivo é assegurar mais dois votos e ajudar a fazer a defesa da petista, na reta final, no Senado.

Conheça a história do mineiro que mora dentro de um fusca

Em um enredo que lembra roteiro de filme inglês, ex-caminhoneiro e operador de guindaste reuniu há anos toda a sua vida no interior do Volks em que mora em Santa Luzia, e no qual cabem suas lembranças, mágoas, aprendizados e sonhos.

'Trabalhei em Caiena (capital da Guiana Francesa), estive na Serra do Navio (AP), no Monte Roraima e no Iraque, sempre operando guindastes pesados, de 300 toneladas'. (Lourival Silva Teixeira, de 61 anos, o Penosa, que deixou as andanças pelo mundo e construiu seu universo em um carro estacionado em uma esquina de Santa Luzia) (foto: Beto Novaes/EM/DA.Press)

Por Gustavo Werneck

Foram muitas idas e vindas pelas estradas do Brasil e de alguns cantos do mundo até que Lourival Silva Teixeira, de 61 anos, natural de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, decidisse estacionar o carro e puxar o freio de mão. Há “quatro, cinco anos”, não se lembra mais com exatidão, o ex-operador de guindastes e motorista de carretas parou o seu Fusca sob uma árvore, num bairro de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e deixou o tempo ultrapassar, sem pensar no conforto de casa, aconchego da família e aspectos bem práticos da vida, como CEP e contas de água e luz. Quando alguém pergunta onde mora, Lourival, conhecido como Penosa, aponta o veículo verde-claro e responde: “É ali”. E é ali mesmo, porque no interior do modelo 1983 tem roupas de cama e banho, com espaço suficiente para camisas sociais, discos de vinil, sapatos, produtos de higiene e um extenso “etc”.


Com 1,60 metro de altura e pesando 45 quilos – “em outras épocas, cheguei aos 60”, orgulha-se –, Lourival se encaixa perfeitamente no Fusca, apelidado de Pois é. Para dormir, ele desce o banco do carona e estica o colchonete, retirando cobertor, colcha e travesseiro do bagageiro ao fundo. Se vem a vontade de ler, basta abrir o porta-luvas, uma verdadeira caixinha de surpresas: lá tem Bíblia, gravatas, remédios... Se a vida imita a arte ou a arte imita a vida, ninguém foi capaz ainda de responder, mas, sem dúvida, a história de Lourival, guardadas as devidas proporções, se parece muito com a da inglesa interpretada pela atriz Maggie Smith no filme A senhora da van (The lady in the van), em cartaz na cidade.

Lourival não viu o filme. Há muito não vai ao cinema. Mas sabe que sua trajetória renderia páginas de livro, talvez um bom roteiro. Até estacionar na Rua Coronel Galvão quase esquina com a Rua São Francisco, no Bairro Santa Matilde, ele provou do doce e do amargo, com doses maiores no segundo prato. Puxando pelo fio da memória, conta que o estopim foi um desentendimento familiar, que o deixou sem eira nem beira. Pior: sem endereço. Com uma vida estruturada, embora não negue que tenha passado oito meses no programa de recuperação Alcoólicos Anônimos, Lourival relata que tinha lotes, os quais foram invadidos, e hoje se bate na Justiça para reaver seu pedaço de chão. E por que tudo isso aconteceu? A resposta que tem é bem simples: “As coisas acontecem”.

No carro há espaço para os discos, a Bíblia, o descanso diário e muito mais. O 'quintal' Penosa reserva para receber amigos (foto: Beto Novaes/EM/DA.Press)
Enquanto a vida não engata uma primeira, o homem de barba comprida e cabelos fartos, sem um fio branco na cabeça, vive da caridade alheia. É um vizinho que serve um prato de comida, o comerciante que não cobra pelo cigarro picado, outro morador pronto para ajudar no que pode... O banheiro é o de um bar, de porta branca, no bairro que ele conhece bem, pois residiu lá há alguns anos antes de dar seta e estacionar.

Se lhe faltam posses, não é raro vê-lo rodeado de amigos. Alguns levam até cadeira para ouvir os casos. “Trabalhei em Caiena (capital da Guiana Francesa), estive na Serra do Navio (AP), no Monte Roraima e no Iraque, sempre operando guindastes pesados, de 300 toneladas”, gaba-se o hoje solitário morador do Fusca. Como um recado do destino, a placa do veículo traz o nome Porto Firme, município da Zona da Mata. “Antes, o carro ficava uns metros mais abaixo, até que uma árvore caiu e tive que me mudar. Não tenho medo de ficar aqui, confio em Deus. Só uma vez, no meio da noite, acordei com um cara dizendo que ia pôr fogo no Pois é, mas nada aconteceu. Afinal, não mexo com ninguém”, explica, mineiramente.

MARCAS DA VIDA Se escapou das chamas, devido ao sol pleno o verde da lataria do Pois é já vai perdendo o brilho, o que não desencoraja o olhar de carinho de Penosa – o apelido vem do gosto que ele tinha, sempre na volta das viagens, “do Oiapoque ao Chuí”, de preparar o popular galopé. “Eu chegava e o povo já dizia: ‘Vamos pegar uma penosa (galinha)’”, diverte-se. Passada a época das viagens, o ex-motorista lamenta já não poder sair com o carro, ainda no nome do antigo proprietário. “Além disso, preciso renovar meus documentos”, diz, mostrando a primeira carteira de habilitação, datada de 15 de abril de 1979. Mas nem tudo parou no tempo: Penosa tem seus compromissos, vai regularmente ao dentista e ao médico, em BH. Se há necessidade de sair mais arrumado, pega a calça social no banco de trás e pede a alguém para passar. Só a vida amorosa, garante, saiu de cena.

Diante do castigo de sol e chuva, como proteção do interior da “residência” há pedaços de papelão nos vidros; do lado de fora, sobre a entrada de ar, entre o para-brisa e o capô, Pois é exibe uma telha de cerâmica. “É para não passar água de chuva. No porta-malas, guardo minhas ferramentas”, explica, no momento em que aponta também uma marca no para-choque dianteiro: “Foi coice de uma égua”.

Nas suas andanças de “cigano”, Lourival viu que “o ser humano, viajando, aprende”. E, entre viagens e aprendizado, o rosto oscila em meio a momentos de profunda tristeza, rasgos de alegria e pontos de interrogação. De repente, Lourival busca os óculos de grau –, filosofa e se declara “um católico, apostólico, romano” que não renega outras religiões. Com a Bíblia na mão e voz empostada, lê um trecho do Salmo 91: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”. Em seguida, põe lentes redondas e escuras, à Raul Seixas, senta-se numa cadeira azul e abre os braços, numa celebração à vida.

Poesia e saudade A música tem lugar de destaque no Fusca – e na vida de Penosa. Na frente, estão enfileirados discos de vinil de Roberto Carlos, Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Simone, trilhas de antigas novelas, de Roxette, dupla pop sueca, e do cantor português Francisco José. “Tem também muitas fitas cassete por aí”, conta Lourival, que, na procura, encontra um dicionário grosso. O volume é a deixa para ele contar mais sobre seis décadas de vida.

Lourival perdeu a mãe cedo, foi criado pelos avós em BH e estudou nas escolas estaduais Barão de Macaúbas, na Floresta, e José Bonifácio, em Santa Tereza, ambas na Região Leste. Completou só o antigo primário, mas mostra que foi bom em português. Tanto que recita, sem errar, os versos da poesia Bárbara bela, de Alvarenga Peixoto (1744-1792): “Bárbara bela/do Norte estrela/que o meu destino/sabes guiar/de ti ausente/triste, somente/as horas passo/a suspirar”.

Pausa e mais um capítulo da história. Aos 22 anos, Lourival conta que foi trabalhar numa grande empresa de guindastes e transportes. Casou-se no ano seguinte. Dessa união, foram duas filhas e um filho; outra gerou cinco filhas. Ao falar da família, com a qual diz não manter contato, Lourival fecha os olhos. “Sente saudade?”, pergunta o repórter, que não ouve palavras, apenas vê lágrimas sentidas. Enxugando os olhos, Lourival lembra que completará 62 anos no próximo dia 30. Tudo o que quer de presente é um abraço.

O comerciante João da Cruz de Oliveira, proprietário do Bar do João, a quem Penosa considera “um pai”, acredita que viver assim é muito triste. Dono de um depósito de material de construção, Ronaldo Otoni Arêdes diz que Lourival é muito “gente boa” e trabalhou para ele como carreteiro. Morador de casa em frente do Fusca, o aposentado Antônio Donizete de Oliveira o olha com simpatia e não entende o porquê de uma situação como essa.

Morando a poucos metros de Penosa, a professora de história Haidê Mendes conta que viu o filme A senhora da van e logo identificou semelhanças entre os tipos, mas com uma diferença marcante: “Meu vizinho fez vários amigos aqui, ao contrário da inglesa Mary Shepherd, que muitos não toleravam”. Com seu jeito manso, Lourival avisa que gostaria de recuperar o lote, vender o Pois é e construir dois cômodos e um banheiro. “Tenho esperança”, confessa.

A ARTE E A VIDA

Atriz de primeira grandeza, a inglesa Maggie Smith, de 81 anos, é mais conhecida pelos papéis de mulheres finas, aristocráticas, com um quê de arrogância e altivez. Mas no filme A senhora da van, do diretor Nicholas Hytner, ela desconstrói totalmente essa imagem, encarnando com a costumeira sensibilidade a personagem que viveu por 15 anos dentro do seu veículo, no bairro londrino de Camden Town, mantendo um segredo que é de bom tom não revelar. Um escritor a observa, a tolera e relata sua vida. A história se passa nas décadas de 1970 e 1980. Hoje, bem longe, do outro lado do Atlântico, o mineiro Lourival também faz do carro o lar onde abriga lembranças, segredos, histórias e – claro – esperança.

Comissão do impeachment ouve hoje defesa de Dilma

A reunião começa daqui a pouco, às 9 horas, com as presenças do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e o ministro Nelson Barbosa.

Advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa (foto: José Cruz e Marcelo Camargo/ Agência Brasil )
Daqui a pouco, nesta sexta-feira, os senadores da comissão especial do impeachment ouvem o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Eles representam a defesa da presidente Dilma Rousseff. A reunião está prevista para começar às 9 horas.

Cardozo tem reiterado que a base para o impedimento da presidente é "infundada" e "contrária à Constituição Federal". "Nossos argumentos atestam a absoluta inocência de Dilma e a injustiça que seria o seu afastamento, mesmo que provisoriamente. Seria uma ruptura institucional para o País, inclusive aos olhos do mundo, que tem tirado as mesmas conclusões".

Ele ainda se disse satisfeito por poder fazer a defesa antes e depois da apresentação do relatório do senador Antônio Anastasia, conforme decisão da comissão. "Acho correto. A defesa sempre deve falar por último. Só na Câmara que não foi assim", criticou.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

CONTRA MANOBRAS, DEPUTADAS “DESTITUEM“ CUNHA DA CÂMARA

Deputadas federais de partidos de esquerda se revoltaram contra mais uma manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ocuparam a Mesa Diretora, levando assim à suspensão da sessão da noite desta quarta-feira (27).


A confusão iniciou quando Cunha decidiu manter a votação do projeto que cria comissões na Casa, contrariando manifestação dos deputados em plenário, majoritariamente contrária.

Deputados e deputadas de partidos de esquerda se revoltaram e subiram à mesa do plenário. Eles ocuparam também as duas tribunas do plenário, inviabilizando a fala de outros deputados. Moema Gramacho (PT-BA) e Luiza Erundina (PSOL-SP), entre outras, permaneceram todo o tempo ao lado de Cunha, na mesa, protestando contra a decisão.

Acuado, o peemedebista suspendeu a sessão e chamou uma reunião de líderes em seu gabinete. Ele deixou o plenário debaixo de gritos de "fora, Cunha". Quando ele saiu, Gramacho sentou-se na cadeira do presidente da Câmara. Depois, Luiza Erundina. As duas exibiram cartazes "fora, Cunha".

O deputado federal Orlando Silva (PC do B) comentou o fato: "Hoje, com uma ação combativa de nossas deputadas, houve a destituição simbólica de Eduardo Cunha. Acuado, Eduardo Cunha foi posto pra fora do Plenário. É o começo do fim."

Abaixo relato do deputado Chico Alencar no Twitter:

Cunha acabou de perder uma votação no plenário. Qual foi sua solução para isso? Fingir que ganhou, claro. Não é óbvio? #ironia #golpes

1. @luiza_erundina e outras parlamentares ocuparam a mesa da Câmara após mais uma tentativa de manobra de Cunha

2. Na pauta, a criação de comissões da Mulher, do Idoso, da Criança e do Adolescente, da Juventude e Minorias

3. O problema ñ é o surgimento das comissões, mas a finalidade e atividades propostas no projeto.É um retrocesso nos Direitos Humanos

4. A retirada de pauta tinha vencido a votação, mas Cunha adulterou o resultado. O protesto foi tão grande que a sessão está suspensa.

5. Cunha no momento está reunido com os líderes dos partidos. Em tempo: @luiza_erundina ficou muito bem naquela cadeira...


Veja vídeo aqui.

Via - Brasil 247

DILMA VAI EDITAR MP PARA EVITAR FIM DO MAIS MÉDICOS

O Programa Mais Médicos foi anunciado em julho de 2013 após as manifestações que levaram milhares de pessoas as ruas naquele mês e hoje chega a 4.058 municípios com 18.240 profissionais, atingindo uma cobertura de 63 milhões de brasileiros, o que corresponde a 30,7% da população.


Com o eminente afastamento da presidenta Dilma Rousseff, o Mais Médicos corre sério risco de aos poucos se tornar um programa menor. Ou mesmo acabar.

O receio de que isso aconteça não é só do atual governo, mas de prefeitos em todo o país que sabem que as entidades médicas já estão em intenso lobby para isso junto ao vice-presidente Michel Temer.

A forma simples de definhar o programa é atacar a lei que permite a atuação no país de médicos, por exemplo, de Cuba. A Lei 12.871, de 22 de outubro de 2013, estipulou uma ordem para o chamamento de médicos. Primeiro as vagas são oferecidas aos profissionais com registro no Brasil, depois aos brasileiros formados no exterior e na sequência a médicos com registro no exterior.

Caso não se verifique o preenchimento das vagas por essas modalidades, fica autorizada a celebração de convênios com organismos internacionais, a exemplo do que foi celebrado com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), que viabilizou a vinda de médicos cubanos.

A baixa procura dos médicos com registro profissional no Brasil fez com que fossem abertas vagas a 12.966 médicos com registro no exterior para possibilitar a ocupação das 18.240 vagas do Programa. Esses médicos representam 71% dos médicos do Programa, sem os quais muito município vai ficar sem um profissional sequer.

O que Dilma vai fazer para que o programa não acabe daqui a alguns meses?

A Medida Provisória que criou o Mais Médicos prevê que em três anos o médico intercambista teria que revalidar seu diploma. Como há imensa má vontade das corporações médicas brasileiras, as dificuldades são imensas para que isso ocorra. Ou seja, agora em julho de 2016 o Brasil poderia perder mais de 10 mil médicos por conta de uma ação corporativa de um grupo que quer manter seus privilégios e está pouco se lixando com as vidas de milhões de brasileiros.

Para que isso não aconteça, Dilma vai editar uma MP excluindo a necessidade da revalidação do diploma do intercambista para que ele fique no Brasil por mais 3 anos, ou seja, até 2019.

Preparem-se para a polêmica, vai ter médico berrando por aí que Dilma é uma canalha. Mas engana-se quem acha que ela está sozinha neste luta. Prefeitos de todo o Brasil vão defender a ação.

Os primeiros locais que esses médicos ocuparam ao chegar foram justamente os municípios menores, mais distantes e mais pobres. Ampla maioria no Norte e no Nordeste.

Antes do Programa os gestores davam nota média de 6,6 à atenção à saúde da população do seu município e após o Programa dão nota média de 8,7.

Ou seja, se Temer e Cunha quiserem derrubar essa MP de Dilma terão de enfrentar o bafo quente desses prefeitos em suas nucas. E terão de mostrar que vieram para isso, para fazer com que o pato seja pago pelos que podem menos.

Via - Brasil 247
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