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sábado, 30 de dezembro de 2017

IASMYN GOMES – A BELA DA SEMANA


Agraciados são os olhos que podem testemunhar o espetáculo externado nos traços que compõe a formosura sem igual... A beleza inenarrável de quem nasceu para despertar admiração. Não há pupilas que não se sintam gratas ao contemplar o mais sublime colírio, colírio este que hora temos a honra em apresentar...

Neste ensejo, a beleza autêntica de Iasmyn Gomes, com seus caprichos e sua grandeza de detalhes capazes de hipnotizar, a beleza poética de quem tem a seu favor, olhos tomados pela admiração de quem assiste a um espetáculo...

Espetáculo mulher, esmero da natureza que ao compor os seres dotados de feminilidade, deixou obvio que elas superam comparações, quando belas, elas nutrem devaneios, elas povoam sonhos, elas fascinam...

No intuito de descrevermos o que é perfeito, Iasmyn nos serve de inspiração, contemplando a precisão de seus traços, viajamos pelas linhas que dão forma a imagem aprazível de ser contemplada.

Olhar para ela é, pois, agradável, seus detalhes não passam despercebidos. Quando diante dos nossos olhos há alguém admirável é impossível sermos indiferentes, a beleza de Iasmyn tem este poder de nos fazer cativos e a sedução que dela provém é uma peculiaridade daquelas que tem para si o privilégio da formosura.

Apreciar a beleza feminina é estar em sintonia com o criador, é louvá-lo através da exímia forma de sua criação, por isso, não nos furtemos do dever de prestar culto a quem é digna de louvores, por isso, coloquemos Iasmyn Gomes entre as seletas, pois, é por conta de mulheres iguais à ela que este espaço difundi a beleza e o encanto unicamente visto entre as belas...

À ela nossa admiração e respeito...

Quando ela nasceu, a beleza se fez notória, deste modo, que a formosura desta beldade seja propagada e apreciada, para isto ela existe, para testemunhar que grandeza feminina é desmedida, e que a mulher é um ser supremo, pelo evidente fato de ser mulher... Continua nossa reverência a supremacia feminina, Iasmyn Gomes é a Bela da Semana.

*IASMYN GOMES DE MORAIS – Nova Londrina/PR – Filha de Isabel Gomes Morais e Alonso Alves Martins. Iasmyn torce pelo Corinthians e está cursando Formação De Docentes (magistério).


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Globo vai perder a exclusividade já na Copa de 2022

"O que diabos você está fazendo? Não vai votar no Catar?"


O Conversa Afiada acompanha com atenção os desdobramentos do escândalo da MaFifa, no qual a Globo está enterrada dos pés à cabeça.

Na última sexta-feira, 22XII, a Justiça dos EUA condenou o ex-presidente da CBF José Maria Marin em seis das sete acusações movidas contra ele.

Marin é aquele que a Globo subornou com a inestimável ajuda de Marcelo Campos Pinto.

Como contou Jamil Chade no Estadão, ao ser surpreendido pela polícia em seu quarto de hotel em Zurique, na Suíça, em maio de 2015, Marin ouviu dos agentes que a mala que ele estava preparando seria pequena demais. "Faça uma maior. Existe o risco de que isso não termine muito cedo".

É certo entre os investigadores que a condenação de Marin anuncia um inferno para Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero.

Mas, e a Globo?

Neste domingo, 24/XII, David Conn traz no Guardian novos detalhes sobre como os dirigentes sulamericanos fizeram lobby para escolher o Catar como sede da Copa do Mundo de 2022, em esquema regado a propina paga por emissoras de TV (quais emissoras, amigo navegante? Ó, dúvida cruel...):

As revelações mais surpreendentes e tentadoras do julgamento da Fifa no Brooklyn, em Nova York, não têm nada a ver com a condenação de dois dos três réus na última sexta-feira. Eles eram peixes pequenos diante dos tubarões dos negócios envolvendo o futebol.

Com muitas evidências vivas de suborno endêmico na venda de direitos de televisão para campeonatos da América do Sul, essa realidade miserável já havia sido admitida por 23 executivos do futebol nas Américas.

Ainda assim, quase ao mesmo tempo, um dos réus revelou que importantes barões do futebol sulamericano ligados à Fifa receberam propinas para votar a favor do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. As alegações foram deixadas de lado, levando apenas a mais perguntas, no momento em que os réus José Maria Marin e Juan Ángel Napout, condenados por terem recebido propina por acordos com TVs da América do Sul, aguardavam para receber suas sentenças e o juri continuava a deliberar sobre o terceiro réu, Manuel Burga.

As denúncias sobre o Catar foram feitas anteriormente a partir de evidências mostradas por Alejandro Burzaco, um dos executivos envolvidos na negociação dos direitos de transmissão, preso pelas autoridades dos Estados Unidos após se declarar culpado pelo pagamento de propina a dirigentes de futebol. As revelações de Burzaco foram fundamentais para condenar Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Napout, paraguaio e ex-presidente da Confederação Sulamericana de Futebol, a Conmebol. Eles foram considerados culpados por receber propina pela negociação dos direitos de transmissão da Copa América e da Copa Libertadores - além disso, no caso de Marin, a Copa do Brasil.

Mas Burzaco também declarou que um dos mais importantes executivos da Fifa, Julio Grondona, presidente da Federação Argentina de 1979 até a sua morte, ainda no cargo, em 2014, era especialmente corrupto. Burzaco disse que enquanto ele estava distribuindo propinas em 2011 para a Copa América, Grondona disse que ele deveria ter mais R$ 1 milhão, que deveriam ir para a o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

(...) Burzaco disse ter viajado para a votação (de escolha da sede da Copa-2022) em dezembro de 2010 com Grondona, Teixeira e o paraguaio Nicolás Leoz, presidente da Conmebol por 27 anos, e não era "nenhum segredo" que todos eles votariam no Catar. Ele afirmou no depoimento que durante os primeiros momentos da votação Grondona e Teixeira repreenderam Leoz, dizendo: "O que diabos você está fazendo? Não vai votar pelo Catar?" Leoz, então, votou pelo Catar, de acordo com Burzaco. Ele também disse que Grondona estava irritado com reportagens adversas e que ele [Burzaco] tinha visto seu compatriota exigir que executivos do Catar pagassem $80 milhões ou escrevessem uma carta atestando que nunca pagaram propina a ele.

(...) Marin foi presidente da CBF por três anos, tendo assumido o controle em março de 2012 no lugar de Teixeira, que pode ser condenado com muito mais rigor por montanhosos recebimentos de propina. Genro de João Havelange, um corrupto brasileiro que foi presidente da Fifa de 1974 a 1998, Teixeira, que se agarrou ao comando da CBF por 23 anos, sempre negou ter cometido qualquer crime e continua em seu país sem qualquer intenção de encarar a justiça dos EUA.

(...) Outro peixe grande que ainda está fora de alcance, mas tem seu nome nas acusações, é Jack Warner, que por 21 anos foi presidente da Concacaf, responsável pelo futebol nas Américas do Norte e Central e no Caribe.

O resultado dessas denúncias terríveis segue desconhecido, assim como as novas acusações de que Leoz, Teixeira e Grodona receberam propinas para votar a favor do Catar.

A questão-chave é se essas evidências, oferecidas quase de passagem em uma corte do Brooklyn, têm bases sólidas ou são apenas uma anedota de segunda mão sobre um barão da Fifa que não está vivo para responder. E se o FBI, que agora acrescentou duas condenações à lista de 23 culpados, continuará a investigação.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Balanço-2017: o que você não viu na mídia

2017 vai chegando ao fim de forma melancólica para o Brasil. Foi um ano em que os homens que tomaram o poder em Brasília sacramentaram as mesmas políticas públicas rejeitadas reiteradamente pelo povo nas urnas.

Em vez de fazer uma retrospectiva dos principais acontecimentos do ano, resolvi fazer uma que traga alguns assuntos que foram estrategicamente esquecidos pelos conglomerados de mídia do país. Como acontece todos os anos, assuntos de grande importância não ganham o merecido destaque e acabam morrendo em notinhas de rodapé.


Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:


Os escândalos de José Serra


Em 2016, escrevi duas colunas intituladas “O fenômeno José Serra” e “O fenômeno José Serra – Parte II”, que basicamente tratavam da capacidade de escapar ileso na grande mídia mesmo tendo seu nome envolvido em grandes escândalos. É o Houdini brasileiro! Nesses artigos tentei demonstrar que as notícias desfavoráveis ao senador seguem o padrão snapchat: ficam 24 horas no ar e depois somem.

Em 2017, José Serra continua sendo um fenômeno. Seu nome aparece em diversos casos de corrupção, mas não vemos colunistões da Globo especulando e vociferando contra ele, nem capas de revistas semanais lhe tratando como um criminoso.

Nunca mais se falou a respeito da suposta conta na Suíça em que ele teria recebido R$ 23 milhões em propinas da Odebrecht. Depois de uma manchetinha aqui e outra ali, escândalos do Serra caem em um buraco negro – um fenômeno que nunca ocorreu com Jucá, Geddel e até mesmo Aécio, que até pouco tempo atrás também desfrutava da amnésia midiática.

Eu aposto que você nem se lembra que Serra contratou uma funcionária fantasma para seu gabinete. Sim, o nome dela é Margrit Dutra Schmidt, uma grande amiga que Serra prefere chamar de Mag. E quem é a Mag? Bom, ela é ex-mulher do ex-lobista Fernando Lemos e irmã de Miriam Dutra – a polêmica ex-amante de FHC. Ela recebia salário sem jamais ter comparecido ao trabalho. Fosse qualquer outro político o protagonista desse escândalo, nós já estaríamos sabendo até a marca da ração preferida do cachorrinho da funcionária fantasma.

Nesse ano, enquanto o Titanic de Temer afundava na lama, Serra pediu demissão e saiu à francesa alegando problemas de saúde. A imprensa respeitou e ficou um bom tempo sem tocar em seu nome. Depois desse período sabático, o tucano reaparece saudável, já articulando uma candidatura para o governo de São Paulo. Há até quem fale em seu nome para a disputa do Planalto.

Graças a esse paparico midiático – e a total falta de interesse do Ministério Público em São Paulo em investigar a sério o PSDB – Serra chega ao final de 2017 mais antiaderente que panela de teflon. O tucano continua ostentando a mesma imagem dos anos 1990: um cidadão correto, pai de família, trabalhador, filho de feirantes da Móoca. Agora feche os olhos por um momento e tente imaginar como seria o tratamento midiático se o protagonista desses mesmos escândalos atendesse pelo nome de Luis Inácio.

O depoimento de Rodrigo Tacla Duran

Este é um assunto que definitivamente não interessou nem um pouco à imprensa. Tacla Duran é um ex-advogado da Odebrecht acusado pela Lava Jato por envolvimento nas fraudes de licitações da Petrobrás. Segundo o Ministério Público, o seu escritório era responsável por lavar a grana das propinas das construtoras envolvidas no esquema.

Ele atuava como doleiro e foi preso no final de 2016 na Espanha, mas não pôde ser extraditado por ter cidadania espanhola e, portanto, responde o processo em liberdade.

Desde agosto, Tacla Duran tem acusado o advogado Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Sergio Moro e ex-sócio de sua mulher, de negociar clandestinamente uma delação premiada. O doleiro afirma que Zucolotto teria oferecido abrandamento da pena e diminuição da multa em troca de um pagamento de R$5 milhões, que seria feito por caixa dois.

Sergio Moro se pronunciou apenas uma vez sobre o caso. Afirmou que o amigo é “sério e competente” e que é “lamentável que a palavra de um acusado foragido da Justiça brasileira seja utilizada para levantar suspeitas infundadas sobre a atuação da Justiça”.

Ora, ora. Se a espinha dorsal da Lava Jato está baseada em delações de criminosos, por que justamente agora devemos desqualificar a declaração de um? É claro que, como qualquer delator da Lava Jato, Tacla Duran pode estar mentindo. Mas depois das provas apresentadas por ele em uma sessão da CPI da JBS, fica difícil desacreditar completamente no doleiro.

Durante depoimento de quase quatro horas via teleconferência, Duran apresentou imagens de conversas por celular em que o padrinho de casamento de Sergio Moro admite que está intermediando os detalhes do acordo de delação com um misterioso “DD”. Duran submeteu as imagens à perícia da Associação Espanhola de Peritos, que garantiu serem verdadeiras.

E qual foi a reação de Zucolotto, Moro e cia diante do depoimento de Duran na CPI? Nenhuma. Silêncio absoluto. Zucolotto não apareceu nem para negar que houve a conversa.

Os integrantes da Lava Jato, que reiteradamente opinam sobre acontecimentos políticos que estão fora da sua alçada de trabalho e só faltam convocar coletiva para comentar rodada do Brasileirão, se calaram diante das acusações.

Curiosamente, no mesmo dia em que Duran prestou depoimento na CPI, a esposa de Sergio Moro deletou a página “Eu moro com ele”.

A grande mídia, que nunca viu problema em dar manchete às declarações de delatores, silenciou sobre o caso de forma constrangedora. Tirando uma notinha aqui e outra ali, o depoimento de Tacla Duran na CPI foi tratado com o mais absoluto desprezo e passou longe das capas dos jornais e portais. Não teve uma grande empresa interessada em mandar um jornalista para Espanha e fazer uma grande reportagem sobre o assunto. Essa tarefa coube aos sites de jornalismo com estrutura infinitamente menor, como DCM, GGN , O Cafezinho, Nexo e outros.

Cúpula da Igreja Universal é acusada de comandar rede internacional de tráfico de crianças

Um repugnante silêncio tomou conta da imprensa brasileira diante das gravíssimas acusações que a emissora TVI, líder de audiência em Portugal, está fazendo contra Edir Macedo e a cúpula da Igreja Universal. Depois de uma investigação que durou sete meses, as jornalistas Alexandra Borges e Judite França reuniram fartas e contundentes provas que sustentam a participação da Igreja Universal em tráfico internacional de crianças.

Atuando desde 1989 em Portugal, a Igreja Universal administrava um abrigo para crianças carentes em Lisboa, batizado de Lar Universal, que funcionou ilegalmente entre 1994 e 2001. Mães em situação de vulnerabilidade deixavam seus filhos aos cuidados do abrigo, mas depois de algum tempo nunca mais os viam. Sem o consentimento das mães, as crianças eram adotadas por bispos e pastores da Igreja Universal ao redor do mundo.

Segundo a TVI, os três netos de Edir Macedo foram roubados de suas mães biológicas. O bispo Romualdo, integrante da cúpula da igreja, também teria adotado uma criança da mesma maneira.

A reportagem virou um documentário de dez episódios que vêm sendo exibidos na TV portuguesa durante as últimas duas semanas. Há apresentação de diversos documentos e depoimentos de pais e mães que tiveram seus filhos roubados. A Igreja Universal nega tudo e diz que irá processar a emissora.

No Brasil, não há um grande veículo sequer tratando seriamente do assunto. Nem o MBL, sempre muito preocupado com as criancinhas, se pronunciou sobre esse caso tenebroso. A Folha de São Paulo foi a única que, ainda que timidamente, publicou algo sobre o assunto. Todas as outras grandes empresas de comunicação estão caladas. Até mesmo a Globo, que nunca perdeu uma oportunidade de tirar uma casquinha da Record, noticiou a acusação. Como a Globo foi recentemente envolvida no Fifagate, fica até parecendo que foi firmado um acordo de cessar-fogo entre as empresas.

É um caso assombroso envolvendo o dono de um império. Edir Macedo é dono de emissora de televisão, comanda (mesmo que não oficialmente) um importante partido político e está a frente de uma igreja que possui aproximadamente 9,5 milhões de fiéis em mais de 100 países. Trata-se de uma bomba nuclear, mas nossos oligopólios de mídia silenciam como se fosse uma biribinha de festa junina.

Os 10 episódios podem ser vistos no Youtube. A jornalista Cynara Menezes tem abordado o assunto em seu blog.

Escolhi esses três assuntos, mas há vários outros importantes que também não tiveram uma cobertura adequada dos grandes grupos de mídia. Escreva nos comentários qual pauta relevante que você acha que foi relegado a segundo plano no noticiário em 2017. Desejo um bom final de ano a todos!

domingo, 24 de dezembro de 2017

6 motivos por que a religião faz mal para a sociedade

Em 2010, o sociólogo Phil Zuckerman publicou o livro “A Sociedade sem Deus: O que as nações menos religiosas podem nos dizer sobre o Contentamento”. Zuckerman alinhou provas de que as sociedades menos religiosas tendem também a ser as mais pacíficas, prósperas e justas, com políticas públicas que ajudam as pessoas a florescer, enquanto diminuem o desespero e a gula econômica.


No DCM

Por  Phil Zuckerman e Gregory Paul.

Podemos discutir se a prosperidade e a paz levam as pessoas a ser menos religiosas ou vice-versa. Na verdade, as evidências apóiam a visão de que a religião prospera com a ansiedade existencial. Mas, mesmo se este for o caso, há boas razões para suspeitar que a ligação entre religião e sociedades com problemas vai nos dois sentidos. Aqui estão seis indicativos de que religiões fazem com que seja mais difícil alcançar a prosperidade pacífica.

1. A religião promove o tribalismo. Infiel, selvagem, herege. A religião divide entre conhecedores e estranhos. Ao invés de boas intenções, os adeptos muitas vezes são ensinados a tratar estranhos com desconfiança. “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos”, diz a Bíblia cristã. “Eles querem que você não creia como eles não creem, e então vocês serão iguais; portanto, não sejais amigos deles “, diz o Alcorão (Sura 4:91).

Na melhor das hipóteses, ensinamentos como esses desencorajam ou mesmo proíbem os tipos de amizade e casamentos mistos que ajudam clãs e tribos a passarem a fazer parte de um todo maior. Na pior das hipóteses, os forasteiros são vistos como inimigos de Deus e da bondade, potenciais agentes de Satanás, sem moralidade e não confiáveis. Os crentes podem se amontoar, antecipando o martírio. Quando tensões latentes entram em erupção, sociedades se dividem com falhas sectárias.

2. A religião ancora crentes à Idade do Ferro. Concubinas, encantamentos mágicos, povo escolhido, apedrejamentos… A Idade do Ferro foi uma época de superstição galopante, ignorância, desigualdade, racismo, misoginia e violência. A escravidão tinha sanção de Deus. Mulheres e crianças foram literalmente posses dos homens. Pessoas desesperadas sacrificavam animais, produtos agrícolas, e os soldados inimigos organizavam holocaustos com o objetivo de apaziguar os deuses.

Os textos sagrados, incluindo a Bíblia, a Torá e o Alcorão, preservaram e protegeram os fragmentos da cultura da Idade do Ferro, colocando o nome de Deus para endossar alguns dos piores impulsos humanos. Qualquer crente que queira desculpar o seu próprio temperamento, senso de superioridade, belicismo, intolerância ou destruição planetária pode encontrar validação nos escritos que afirmam ser de autoria de Deus.

Hoje, a consciência moral da humanidade está evoluindo, fundamentada em uma compreensão cada vez mais profunda e mais ampla da Regra de Ouro. Mas muitos crentes conservadores não podem avançar. Eles estão ancorados à Idade do Ferro. Isto os coloca contra as mudanças em uma batalha interminável que consome energia e atrasa a resolução criativa de problemas.

3. A religião faz da fé uma virtude. Confie e obedeça pois não há maneira de ser feliz sem Jesus. O Senhor opera de formas misteriosas, dizem os pastores a pessoas abaladas por um câncer no cérebro ou um tsunami. A fé é uma virtude.

Como a ciência ganhar o território que já foi da religião, crenças religiosas tradicionais exigem cada vez maiores defesas mentais contra informações ameaçadoras. Para ficar forte, a religião treina os crentes para a prática do auto-engano, afastando evidências contraditórias. Esta abordagem se infiltra em outras partes da vida. O governo, em particular, torna-se uma luta entre ideologias, em vez de uma busca para descobrir entre soluções práticas, baseadas em evidências que promovam o bem-estar.

4. A religião desvia impulsos generosos e boas intenções. Sentiu-se triste sobre o Haiti? Doe para nossa mega-igreja. Grades campanhas em tempos de crise, felizmente, não são a norma, mas a religião redireciona a generosidade a fim de perpetuar a própria religião. Pessoas generosas são incentivadas a dar dinheiro para promover a própria igreja, em vez de o bem-estar geral. A cada ano, milhares de missionários atiram-se ao duro trabalho de salvar almas em vez de salvar vidas ou salvar o nosso sistema de suporte de vida planetária. O seu trabalho, livre de impostos, engole capital financeiro e humano.

Os judeus ortodoxos gastam dinheiro em perucas para mulheres. Os pais evangélicos, forçado a escolher entre a justiça e o amor, chutam adolescentes gays para a rua.

5. A religião promove a inação. O que há de ser, será. Confia em Deus. Todos já ouvimos essas frases, mas às vezes não reconhecemos a profunda relação entre religiosidade e resignação. Nas maioria das seitas conservadores do judaísmo, cristianismo e islamismo, as mulheres são vistas como mais virtuosas se deixarem Deus gerir o seu planejamento familiar. As secas, a pobreza e o câncer são atribuídos à vontade de Deus, em vez de às decisões erradas; fieis esperam que Deus resolva os problemas que eles poderiam resolver por si próprios.

Essa atitude prejudica a sociedade em geral, bem como os indivíduos. Quando as maiores religiões de hoje surgiram, as pessoas comuns tinham pouco poder de mudar as estruturas sociais, quer através da inovação tecnológica ou da defesa. Viver bem e fazer o bem, em grande parte, eram assuntos pessoais. Quando essa mentalidade persiste, a religião inspira piedade pessoal sem responsabilidade social. Os problemas estruturais podem ser ignorados, enquanto o crente é gentil com amigos e familiares e generoso para com a comunidade tribal de crentes.

6. As religiões buscam o poder. As religiões são instituições criadas pelo homem, assim como empresas com fins lucrativos. E, como qualquer empresa, para sobreviver e crescer uma religião precisa encontrar uma maneira de construir poder e riqueza e competir por participação de mercado. Hinduísmo, Budismo, Cristianismo, qualquer grande instituição religiosa duradoura é tão especialista nisso como a Coca-cola ou a Chevron. E estão dispostos a exercer seu poder e riqueza no serviço de auto-perpetuação, ainda que prejudiquem a sociedade em geral.

Na verdade, prejudicar a sociedade pode realmente ser parte da estratégia de sobrevivência da religião. Nas palavras do sociólogo Phil Zuckerman e do pesquisador Gregory Paul, “nem uma única democracia avançada que goza de condições sócio-econômicas benignas mantém um alto nível de religiosidade popular.” Quando as pessoas se sentem prósperas e seguras, a dependência da religião diminui.


sábado, 23 de dezembro de 2017

FRANCIELLY KOGLER – A BELA DA SEMANA


Uma beleza autêntica, aquela que procede unicamente do encanto feminino, uma beleza incontestável, encantadora, típica beleza digna de louvores.  Como não nos encantarmos? Como não atermos nosso olhar quando ela surge provida de todos os quesitos que definem a imponência feminina? No céu das beldades ela é estrela de grandeza maior, reverência a quem é referência, por isso a louvamos, por isso é direito dela compor este rol de impecáveis...

Francielly Kogler nasceu assim, divinamente linda, naturalmente bela, geneticamente escolhida para estar entre as que fascinam nosso olhar, e por falar em olhar, como não admirar o olhar esverdeado desta menina? A natureza tem seus caprichos, seus esmeros, Francielly foi moldada, desenhada e esculpida com o propósito de encantar-nos, deste modo, ela é encantadora, por seus méritos ela ocupa o pedestal das belas, por um direito que lhe assiste, ela tem para si uma miríade de admirados contatos um a um  onde quer que ela esteja.

A beleza feminina é bem vinda em qualquer lugar, qualquer terra sente-se honrada ao ser pisada pelos pés de uma bela, por isso a mulher quando bonita ela é apátrida, não há fronteiras, todas as limitações geográficas e humanas cedem espaço para elas e este espaço onde impera a formosura feminina, em hipótese alguma poderia ficar órfão da beleza existente em Francielly Kogler.

O que falar da imagem que fala por si? Deus quando a desenhou, fez seus traços com o mais fino pincel, a tez de seu rosto foi em molde único, composto por adereços que fascinam, impossível nos referirmos aos seus olhos em uma única vez, já os seus lábios fazem inveja ao rubi, seu sorriso tem o lume que nenhuma outra estrela tem, é tarefa impossível definir a sinuosidade das linhas que definem seu corpo, em síntese, ela é única, produto decorrente da inspiração divina.

A beleza feminina tem um poder terapêutico de desocupar nossa mente dos nossos problemas, quando a vemos, somos abduzidos, ficamos fora da órbita dos problemas do nosso universo, é como se tudo fizesse silêncio em respeito a superioridade proveniente de uma bela, essa mesma sensação é sentida quando contemplamos a beleza de Francielly.

Assim, que seja dela os louvores e os vivas, que para Francielly esteja reservada a boa sorte e a longevidade de dias a inebriar olhares, segue nossa gratidão pela permissão ao nos deixar externar a grandeza da mulher tão bem representada em sua imagem.

A nós é dada a honra em contemplar o que é louvável, ela é sorte à nossas pupilas, ela é adorno a nossa página, viva o fascínio proveniente ela, Francielly Kogler é a bela da Semana.

*FRANCIELLY KOGLER DA CRUZ – Nova Londrina/PR – Filha de Ivoneide Kogler e Paulo Sérgio Gonçalves da Cruz. Corinthians é o time do coração de Francielly Kogler.





sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Pagu, a atualidade de sua luta após 55 anos

Jornalista, tradutora, poeta, escritora, diretora de teatro e desenhista. Há 55 anos da morte de Patrícia Rehder Galvão, relembramos a artista que revolucionou o Brasil juntando-se ao movimento modernista, sem nunca deixar de lado a causa pela justiça social


Por Alessandra Monterastelli *

Ela morreu em Santos, em 12 de dezembro de 1962, vencida pelo câncer. Em 1910, nascia: São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Ao longo de 52 anos de vida, Pagu deixou uma herança e tanto, não só pelos seus feitos no campo da escrita, da arte e da militância pelo Partido Comunista, mas também pela sua trajetória pessoal.

Começou a escrever com 15 anos, como colaboradora de um jornal de bairro em São Paulo. Celebrada como musa do movimento modernista, adere ao movimento antropofágico aos 19 anos. Conviveu com figuras como Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade (com quem se casa e tem o seu primeiro filho) e Mario de Andrade (seu professor no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo). Como jornalista escrevia sobre tudo um pouco com facilidade, publicando seus textos em diversos jornais; opinava de maneira pontual sobre política, o proletário e a sociedade. Escreveu sobre a temática LGBT, até hoje alvo de ataques por parte de conservadores: “Há meninas que nasceram errado, mas que não querem se conformar em seguir à lei da natureza. Querem continuar meninas”.

Foi correspondente de vários jornais, viajou para os Estados Unidos, Japão e União Soviética, entre outros países da Ásia e da Europa. Na França, tem contato com o escritor André Breton e outros surrealistas; entrevistou Sigmund Freud e assistiu à coroação de Pu-Yi, o último imperador chinês, e com ele conseguiu sementes de soja, que foram enviadas ao Brasil e introduzidas na economia agrícola brasileira. Em 1930 viaja para Buenos Aires para encontrar Luís Carlos Prestes, líder comunista que vivia no exilio, e acaba conhecendo o escritor Jorge Luis Borges (encontraria Prestes apenas mais tarde, em Montevidéu, no Uruguai).

Dona de caráter irreverente, não tinha medo em ser. Feminista, se dizia uma “mulher de ferro, com zonas erógenas e aparelho digestivo", isso no Brasil de 1930; a defesa da mulher pobre e a crítica ao papel conservador feminino na sociedade permearam sua vida e todas as suas obras.

Em 1931 lançava duras críticas à burguesia paulistana na coluna “A mulher do Povo”, seção batizada como contraponto ao título do jornal criado e dirigido por ela e Oswald de Andrade, O Homem do Povo. Aliás, Pagu tornou-se nesse momento também uma grande expoente dos quadrinhos, área até hoje majoritariamente masculina. Inspirada especialmente nas obras de Tarsila do Amaral (chegou, inclusive, a ilustrar a Revista de Antropofagia), fez ilustrações e tiras para cada uma das 8 publicações do Homem do Povo; entre elas, Malakabeça, Fanika e Kabelluda contam a história de um casal rico que não teve filhos e começa a morar com a sobrinha pobre, a Kabelluda, que protagoniza cenas de subversão e contestação dos valores morais da sociedade do início do século XX – criticas, aliás, que servem facilmente à sociedade atual. Como conclui Roberta AR, zienira e escritora na cena de quadrinhos independentes, as tiras de Pagu “mostram bem a veia política da autora, que não era de meias palavras”. Por fim, seu nome batizou o primeiro selo de quadrinhos feito somente por mulheres.

Pagu entrou para o Partido Comunista em 1931, junto de Oswald, e foi morar em uma vila operária, onde trabalhou como tecelã e metalúrgica. Participou da organização de uma greve de estivadores em Santos e, na ocasião, como conta o jornalista Fernando do Valle em seu artigo “Viva Pagu”, o estivador Herculano de Souza foi morto pela polícia durante a homenagem aos operários anarquistas Sacco e Vanzetti, injustamente acusados de homicídio nos Estados Unidos e executados na cadeira elétrica. Herculano caiu nos braços de Pagu, que pediu a todos que cantassem a Internacional. Ela foi presa pela polícia de Getúlio Vargas, tornando-se a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas. Em 1935, após participar do Levante Comunista, foi detida, torturada e condenada a dois anos de prisão. Três anos mais tarde foi novamente condenada e, ao todo, foi presa 23 vezes, chegando, inclusive, a ser presa como militante comunista estrangeira quando estava na França, militando pelo partido comunista francês. Logo após a sua filiação, foi morar em uma vila operária.

Mais tarde fez suas críticas ao Partido, mas nunca deixou o idealismo de lado, sempre defendeu um socialismo pacífico e libertário e nunca deixou de lutar. O jornal que tinha com Oswald foi tomado por estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e proibido pela polícia. Em 1933, Pagu lançou seu primeiro romance, “Parque Industrial”, focado em uma narrativa urbana sobre a vida das operárias da cidade de São Paulo, e assinou a obra sob o pseudônimo de Mara Lobo. Segundo a antropológa Mariza Corrêa, o texto tem forte estilo cinematográfico e “poderia ser lido hoje como se fosse o roteiro de um vídeo”. A narrativa denuncia a suposta “moral” que exigia castidade das mulheres ao passo em que estimulava a liberdade sexual dos homens, que muitas vezes enganam e abusam das mulheres.

Em 1935, se separa de Oswald de Andrade, em uma época em que o divórcio ainda era motivo de tabu e julgamentos. Mais tarde se casa com o jornalista Geraldo Ferraz e lhe dedica diversas cartas de amor.

Nos anos 40 e 50 continua sua produção jornalística, escrevendo crônicas, artigos, poemas e críticas literárias no jornal “A Tribuna” de Santos. Divulgou autores marcados pelo inconformismo e de vanguarda como Alfred Jarry, Fernando Arrabal e Samuel Beckett. Também foi pioneira na tradução de autores como Artaud e Apollinaire.

Mas, como relembra a jornalista Camila Alam, as memórias pessoais de Pagu também ganharam muita visibilidade. Na sua autobiografia, intitulada “Paixão Pagu”, a escritora revela intimidades e confissões. Nas passagens são relatadas algumas prisões, doenças e casos amorosos. “Uma personalidade fugaz e intensa, que, ao longo de seus 52 anos, revelou-se coerente, objetiva, idealista e apaixonada” finaliza Camila Alam.

“Luminosa agente subversiva de nossa modernidade”: foi assim que o poeta concretista Augusto de Campos descreveu Pagu na abertura da nova edição de “Pagu: vida-obra”, em que ele conta da contribuição da escritora também para a poesia concreta, com a publicação de diversos poemas. Em entrevista para O Globo em 2014, quando questionado do título referido à escritora de “primeira mulher nova no Brasil”, ele explica: “Por todo o seu passado revolucionário (...)nenhuma assumiu até o fim ideias tão radicais e renovadoras, nenhuma correu os riscos e sofreu o que sofreu por elas, nenhuma defendeu com tanto ardor a arte de vanguarda, nenhuma se pode comparar, em termos de atuação ética e estética, como ela”.

Pagu marcou presença: nunca deixou o espírito revolucionário adormecer, nem na arte, nem na política. Jamais se deixaria calar ou censurar por nenhum conservador ou moralista. Diante de suas enormes contribuições, vale o questionamento: como seria sua reação diante do atual momento vivido pelo Brasil?

*Estagiária no Portal Vermelho

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Folha descobre que reforma trabalhista quebra a Previdência


A Folha de S.Paulo publicou neste domingo uma reportagem em que mostra os efeitos negativos da precarização do trabalho nas contas da Previdência.

Ou seja: parece que o jornal da família Frias descobriu as consequências nefastas da reforma que ela mesmo apoiou.

"Mudanças no mercado de trabalho brasileiro têm ampliado a fatia dos "sem previdência" e contribuído para o rombo no sistema de aposentadorias e pensões.

Os números do INSS mostram que vêm minguando os contribuintes assalariados de maior renda. De 1996 a 2015, o contingente dos que recebem acima de sete salários mínimos (equivalente a R$ 6.559 em 2017) encolheu 14%.

Numa faixa superior, a dos que ganham mais de 15 salários mínimos, a redução foi mais que o dobro: 33%.

Isso significa que um número menor de pessoas paga contribuições mais altas, num sistema em que, ano a ano, as despesas crescem em velocidade superior à das receitas (veja quadro acima).

Um dos principais motivos para o "sumiço" dos contribuintes assalariados com valor mais alto é que eles estão virando empresas, dizem economistas, num movimento que vem se agravando."

Fonte: Brasil 247


quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Nova Londrina - Vaga de emprego em aberto até o dia 22/12

No Supermercado Slaviero em Nova Londrina:

REFIS/PRAZO - Nova Londrina: Pagamento de dívida em atraso pode ser parcelado


Quem possui dívida com a Prefeitura de Nova Londrina tem até a próxima sexta-feira (22) para aderir ao Programa de Incentivo à Recuperação Fiscal (Refis). Os munícipes que aderirem ao programa poderão escolher a forma de pagamento que, dependendo da dívida, pode ser parcelada em até 48 vezes.

Além de ter a situação regularizada, contribuinte vai concorrer a uma motoneta Honda Biz Foto: Willian Faria.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, quem optar em realizar o pagamento à vista terá desconto de 100% nas multas e juros de mora e ainda contar com desconto de 10% do valor principal.

Quem possui dívida com a Prefeitura de Nova Londrina tem até a próxima sexta-feira (22) para aderir ao Programa de Incentivo à Recuperação Fiscal (Refis). Os munícipes que aderirem ao programa poderão escolher a forma de pagamento que, dependendo da dívida, pode ser parcelada em até 48 vezes.

A renegociação só pode ser realizada para as dívidas anteriores ao ano de 2017. Além de ter a situação regularizada, o contribuinte que fizer sua renegociação ainda concorrerá através de sorteio a uma motoneta Honda Biz.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, quem optar em realizar o pagamento à vista terá desconto de 100% nas multas e juros de mora e ainda contar com desconto de 10% do valor principal.

O contribuinte que parcelar em até seis vezes terá desconto de 80% nas multas e juros de mora e ainda terá desconto de 5% do valor principal. No caso da parcela em até 12 vezes, o desconto será de 60% nas multas e juros de mora.

A prefeitura ainda oferece ao contribuinte a opção de parcelar a dívida em 24 vezes. No caso da dívida ser referente à contribuição de melhoria os valores poderão ser parcelados em até 48 parcelas.

Unespar abre 101 vagas para professores colaboradores


A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) está com as inscrições abertas do teste seletivo para contratação temporária de 101 professores. Os candidatos devem inscrever-se até 15 de janeiro de 2018 em formulário eletrônico disponível, exclusivamente no site da universidade.

O recolhimento da taxa de inscrição, no valor de R$ 100, deverá ser efetuado até 16 de janeiro, em qualquer agência da rede bancária ou casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal.

De acordo com o edital divulgado pela Comissão Permanente de Processo Seletivo (CPPS), as vagas estão divididas entre 80 disciplinas e atenderão os sete campi da instituição.

A maioria das vagas é para carga horária de 20 ou 40 horas. Considerando a tabela de vencimentos, os salários poderão variar de R$ 811,45 a R$ 8.208,58 conforme a carga horária disponível e titulação dos aprovados.

O processo é constituído de prova escrita, didática e de títulos. A prova escrita será aplicada no dia 20 de fevereiro de 2018, às 8h30, com duração de 4 horas e os locais serão divulgados em edital após a homologação das inscrições.

VAGAS E ÁREAS - As 14 vagas disponíveis para o campus de Apucarana contemplam as áreas de Ciência da Computação, Contabilidade, Ciências Econômicas, Sociologia, Direito, Psicologia, Libras e Letras (Língua e Literatura Inglesa, Língua Espanhola).

Para o campus de Campo Mourão está prevista a contratação de 16 colaboradores nas áreas de Ciências Contábeis, Matemática, Letras (Latim e Língua Portuguesa), Geografia, Administração, Turismo, Engenharia de Produção e Pedagogia.

As áreas contempladas no campus de Curitiba I (Embap) são Música (canto, percussão, composição, etc), Artes Visuais, Libras e Educação que no total somam 14 vagas.

O campus de Curitiba II (FAP) tem 16 vagas que estão divididas entre Libras, Música e Musicoterapia (instrumentos de sopro, bateria e percussão, canto, metodologia, etc), Cinema (direção, produção e roteiro), Teatro e Dança.

As cinco vagas do campus de Paranaguá são para História, Letras (Língua e Literatura Inglesa) e Libras.

Em Paranavaí estão em oferta 26 vagas para Enfermagem, Pedagogia, Matemática, Informática, Letras (Literatura em Língua Portuguesa e Língua Inglesa), História, Geografia e Ciências Biológicas.

Por fim, o campus de União da Vitória prevê a contratação de 10 professores para as áreas de Filosofia, Libras, Pedagogia, Química e Matemática.

Sucateamento de universidades públicas no Brasil é parte de plano para privatizá-las

Processo de desgaste do ensino superior no país seria etapa do projeto de Temer de cobrar mensalidade em federais.


Por Juliana Gonçalves*

De Sergipe ao Rio Grande do Sul, a situação do ensino superior público no Brasil é de precarização. Ao longo de 2017, diversas universidades denunciaram a situação de sucateamento pelo qual as universidades estão passando.

Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, diz que o processo de desgaste das universidades é um passo importante para o projeto de Temer, já que elas seriam grandes instrumentos de resistência à política subalterna que o golpista quer imprimir ao Brasil. "Sucatear a universidade é um aspecto estratégico dentro do plano de poder e projeto econômico do governo Temer."

Algumas das instituições federais vieram a público denunciar problemas administrativos graves causados pela falta de repasse de recursos do governo federal.

A Universidade Federal de Sergipe, por exemplo, teve de emitir uma nota negando que a instituição fosse suspender as atividades por falta de dinheiro, o que demonstra o tamanho da crise orçamentária.

A UnB, Universidade de Brasília, disse ter um déficit acumulado de mais de R$ 100 milhões de reais. E a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, demitiu trabalhadores e suspendeu obras em andamento por falta de dinheiro.

Em nota, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) disse ter destinado quase R$10 bilhões de liberação orçamentária para as instituições, sendo R$ 6,3 bilhões apenas para as universidades. O repasse total das verbas, no entanto, só ocorreu em novembro.

Para Daniel, que também compõe o conselho de docentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o sucateamento tem como objetivo abrir caminho para a privatização total do ensino superior: "O governo federal tem feito algumas sinalizações muito claras de que ele deseja colocar em debate a questão da cobrança das mensalidades".

Encomendado por Temer, o Banco Mundial produziu um relatório divulgado em novembro sobre administração dos gastos públicos. Ao afirmar que um estudante de universidade pública custa de duas a três vezes mais do que um universitário de instituição privada, o documento concluía que acabar com a gratuidade da universidade pública seria um caminho para evitar gastos.

Situação de São Paulo

O desmonte da educação pública atinge também as universidades estaduais, como é o caso da Universidade de São Paulo (USP).

Diana Assumpção, diretora de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP, afirma que diante da crise de orçamento, os trabalhadores das instituições sofrem sanções graves. Além disso, ela fala comenta a falta de transparência da administração da universidade:

"Essa questão orçamentária é muito importante porque eles falam em crise, uma crise que não foi criada pelos estudantes, pelos trabalhadores e professores da universidade e não abrem as contas para mostrar para onde está indo todo o dinheiro."

Assumpção diz que a reitoria da USP está alinhada ao tucano Geraldo Alckmin, que está no quarto mandato à frente do governo do estado. A dirigente sindical considera que há um projeto para sucatear a universidade e cita o desmonte do Hospital Universitário como exemplo.

"É sim um plano de sucateamento e privatização da universidade com o qual a gente precisa se enfrentar e apresentar outro projeto de universidade, com mais verbas para educação; uma universidade que esteja a serviço dos trabalhadores e da população."

O plano de demissão voluntária, o fim das creches para as mulheres trabalhadores e estudantes são, segundo ela, apenas mais alguns exemplos do descaso do estado e da ausência de uma gestão mais democrática.

*Do Brasil de Fato

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Reforma trabalhista e redução do Fies: Faculdades preparam demissões

O clima entre os trabalhadores de instituições de ensino superior, após a demissão de 1.200 professores anunciada pela Estácio no início deste mês, é de muita preocupação com a expectativa de cortes em outras instituições de ensino superior.


De acordo com matéria publicada na Folha de S. Paulo deste domingo (16), a Metodista mandou embora cerca de 50 professores, conforme cálculos do Sinpro-ABC (sindicato do ABC), que relata atrasos nos salários e no 13° desde 2015.

A Cásper Líbero, uma das maus renomadas instituições de comunicação, foram desligados 13 docentes.

O Mackenzie anunciará perto de cem demissões, segundo a instituição, por conta da implementação de novos projetos pedagógicos "cujas matrizes curriculares foram atualizadas para vigorar a partir do primeiro semestre de 2018".

A Laureate, dona da Anhembi Morumbi e da FMU, tem reunião marcada com o sindicato dos trabalhadores na terça (19), /segundo o Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), Celso Napolitano, "o que eles estão garantindo é que farão o mínimo possível de demissões e de estrago na remuneração dos professores".

De acordo com a Laureate, a Anhembi Morumbi altera o quadro de docentes no encerramento de cada semestre letivo em razão de um "ciclo natural do segmento".

"As instituições alegam que é a crise, mas a gente pensa que é a reforma trabalhista", diz José Maggio, presidente do Sinpro ABC, ao jornal.

"Estão aproveitando a nova lei. Não acredito que vão usar o trabalho intermitente. Acho que o objetivo é trocar quem ganha mais por outros que ganhem menos ou reduzir carga horária para cortar custos", afirma Napolitano.

Para Silvia Barbara, diretora do Sinpro-SP (sindicato de São Paulo), as demissões são resultado da redução do Fies e ao avanço do ensino a distância. "As instituições tiveram um ciclo de expansão grande devido ao financiamento público, em especial desde 2010. Após 2014, os financiamentos ficaram mais restritos, e as instituições estão buscando manter suas margens de lucro", afirma Barbara.

Do Portal Vermelho, com informações de agências.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Invenções


Luís Fernando Veríssimo

Fernando Pessoa, como se sabe, não era um poeta português, era vários poetas portugueses. Escrevia sob outros nomes, e a cada poeta inventado, que chamava de heterônimo, dava uma biografia e um estilo diferente. O que pouca gente sabe é que, pelo menos uma vez por ano, Pessoa reservava uma mesa num café de Lisboa para reunir seu plantel, e servia bebidas e pastéis de Belém para todos – que ninguém via, ou só ele via.

Os frequentadores do bar se espantavam com aquele homem numa grande mesa vazia que falava sozinho enquanto bebia e comia. Não podiam saber que Pessoa conversava com suas criaturas invisíveis, que comentavam a vida e os tempos, e muitas vezes trocavam insultos, pois o único traço comum aos heterônimos – Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Bernardo Soares – era que um não suportava o trabalho do outro. Pessoa não tomava partido nas discussões, apenas recomendava tolerância e paz, enquanto comia todos os pastéis.

Um dia, no meio de um desentendimento entre os heterônimos sobre o papel da poesia na política, aproximou-se da mesa um homem que Pessoa achou remotamente familiar. Talvez um colega de escola? O homem pediu para sentar-se. Pessoa disse que todas as cadeiras estavam ocupadas, e o homem pegou uma cadeira da mesa ao lado. Anunciou seu nome. Identificou-se como “um poeta menor” e disse que lamentava não ter sido convidado para aquela reunião.

– Mas você não é meu heterônimo – protestou Pessoa.

– Não – disse o homem. – Você é meu heterônimo.

– O quê?!

– Eu inventei “Fernando Pessoa”, e vi minha criação tornar-se mais conhecida do que eu. “Pessoa” todos conhecem. É o maior poeta de Portugal. Eu, quem conhece?

Pessoa lembrou-se de onde vira aquela cara antes. Numa obscura antologia de poetas provincianos, ilustrando um poema horrível.

Foi Álvaro de Campos quem expressou a perplexidade do grupo, depois de alguns segundos de silêncio atônito diante daquela revelação.

– Quer dizer que nós somos invenções... de uma invenção?!

O homem explicou:

– Eu só inventei “Fernando Pessoa”. Ele inventou vocês por conta própria. Eu, pobre de mim, não teria a capacidade. Mal posso com um heterônimo, que não para de escrever. O que dirá de cinco.

Ricardo Reis virou-se para Pessoa, ou “Pessoa”, e protestou.

– E você, ó Pessoa. Não vai dizer nada? E essa confusão em que nos meteu?

– Eu só estava pensando – disse “Pessoa”, pegando o último pastel – que desta vez não vou ser eu a pagar a conta.


domingo, 17 de dezembro de 2017

PARANÁ ABRE EDITAL PARA PROFESSORES PSS


INFORMAÇÕES
Cadastro no Sistema PSSRequisito para inscrição, podendo ser realizado a qualquer tempo, no endereço eletrônico www.pss.pr.gov.br.
Período de InscriçõesDas 09h de 02/01/2018 às 18h de 12/01/2018 no endereço eletrônico www.pss.pr.gov.br.
Taxa de inscriçãoInscrições gratuitas e realizadas somente pela internet.
ProvasO PSS da SEED não realiza provas escritas. O processo consiste em informação dos dados de escolaridade, aperfeiçoamento profissional e tempo de serviço e quando convocado, o candidato comprova os títulos informados.
Disciplinas e Funções para inscriçãoAs disciplinas e funções disponíveis para inscrição estão descritas no Anexo II deste Edital, nas Etapas correspondentes.
Inscrições em todos os NRE do ParanáPara um único NRE, em até 2 (dois) municípios e, em cada município, para até 3 funções desde que haja mais de uma função disponível para inscrição.
Inscrições no NRE de Curitiba- nas etapas onde há setorização por bairros, as inscrições podem ser feitas para até 2 setores, e, em cada setor, para até 3 disciplinas ou funções.
- nas etapas de Formação de Docentes, Educação Especial e de Educação Profissional estará disponível apenas setor Curitiba (sem bairros).
- na opção pelo setor Curitiba, será possível escolher mais um setor das etapas setorizadas.
Reserva de VagasO PSS 2018 da SEED disponibiliza reserva de vagas como Pessoa Negra (PN) e Pessoa com Deficiência (PcD).
Ao se inscrever por uma das opções de reserva de vagas, o candidato estará automaticamente inscrito na lista de ampla concorrência.
VagasMínimo de 10.000 vagas, divididas entre os 32 NRE, com possibilidade de ampliação de acordo com a necessidade de substituição na Rede Estadual de Educação.
Publicação da Classificação Provisória16/01/2018, após as 16h, no endereço www.educacao.pr.gov.br.
Impressão de Comprovante de InscriçãoEstará disponível a partir da publicação da classificação provisória no endereço eletrônico www.pss.pr.gov.br.
Prazo para recursos17 e 18/01/2018, até as 17h, no NRE de inscrição.
Classificação Final23/01/2018, após as 16h, no endereço eletrônico www.educacao.pr.gov.br.
Convocação para comprovação de títulosA partir de 23/01/2018.
De acordo com a necessidade do NRE, via edital, no endereço eletrônico www.nre.seed.pr.gov.br.
O candidato inscrito em mais de um local e/ou disciplina ou função deste Edital deverá cumprir as exigências de cada inscrição separadamente.
Distribuição de aulas ou vagasA data será fixada em edital, pelo NRE, no endereço eletrônico www.nre.seed.pr.gov.br.
ContrataçãoAno de 2018, contrato por prazo determinado.

Caros Amigos chega ao fim


É o pior editorial que um jornalista pode escrever: anunciar o fim de um projeto acalentado por 20 anos. A revista Caros Amigos resistiu o quanto pôde, mas não resistiu ao golpe, ao cerco ideológico do governo ilegítimo, ao aprofundamento da crise deste ultraneoliberalismo que pune a nação com vingança, ódio e descaramento institucional contra os avanços e conquistas sociais. Circula esta, sua última edição, também diante de um mercado editorial em profunda transformação, com queda nas vendas em todos os nichos, e o avanço das mídias digitais, dominadas por grandes corporações e assoladas por fake news e ações de rapina ideológica. Mas também é da necessidade de bom jornalismo nesses tempos de “mídias da confusão” e ambiente digital bruto que a editora vai manter o site de Caros Amigos e continuar oferecendo nas bancas republicações de suas edições temáticas, produzidas ao longo dessa jornada.

A última edição de Caros Amigos aproveita para olhar para este contexto da era digital e suas “novidades”. A guerrilha virtual das fake news, robôs e novos hábitos de busca e consumo de informação, como os da plataforma de vídeos YouTube, que cria celebridades de conversas banais e por vezes racistas e discriminatórias e é contudo, sonho de fama das novas gerações. Como questiona o teórico da contemporaneidade Massimo Canevacci, em uma das reportagens, não era pra ser assim — para ele, a era digital cria a “personalidade digital autoritária” de um “fascismo sem controle”.

Esta edição tem ainda a história dos jornais da resistência, publicações que desafiaram ditadores, governos, censura e mesmo o mercado, para manter acesa a chama por um mundo mais justo e plural. E, ainda, artigos sobre a democratização da mídia e análise dos governos petistas e seus laços com projetos neoliberais, seus impactos na geopolítica na América Latina. Além das colunas dos colaboradores, que também se despedem de Caros Amigos, alguns deles, sem falhar em nenhuma das 248 edições. Fique aqui registrada uma profunda admiração e nosso agradecimento. A todos que passaram pelas páginas e redação de Caros Amigos, jornalistas, articulistas, são tantos; aos anunciantes que acreditaram na marca e ajudaram na sobrevivência, FNAE, CNTE, entre outros. Também aos caríssimos e fiéis leitores. Valeu a caminhada!

A revista se vai nesse vendaval de mudanças tecnológicas e seus impactos nas relações sociais, na comunicação de massa, na reorganização das sociedades e mercado. O site vai manter a chama dessa batalha no ciberespaço selvagem e sempre manipulável das novas plataformas e atores da informação. Embora de outra forma, o sonho continua.

Boa leitura!

Nas bancas de todo o Brasil ou se preferir na loja virtual.


Foram 20 anos na trincheira com "a primeira à esquerda", conforme o slogan da publicação.

Acompanhei com alegria seu lançamento.

Li com brilho nos olhos a primeira edição, com Juca Kfouri na capa, e as que se seguiram. Adorava as longas entrevistas, fantásticas, ao estilo "Pasquim". Nessa época, comprava todo mês. Achei incrível quando a direção decidiu fotografar a mesma criança para as capas das edições comemorativas de 1 ano, 2 anos e 3 anos. Caros Amigos foi também a primeira revista que eu assinei, com meu dinheiro, acho que aos 18 anos, no finalzinho de 1997. Por muito tempo, guardei a coleção completa das 36 primeiras edições. Também tive a oportunidade, como estudante de jornalismo, de participar de uma das entrevistas intermináveis, com o ator Pedro Cardoso, que acabava de interpretar Fernando Gabeira no filme "O que é isso, companheiro?", num período anterior a Agostinho Carrara, e que coincidentemente voltou ao noticiário no mês passado, manifestando-se contra o desmonte da EBC. Jovem, conheci muitos gigantes da imprensa brasileira por meio de suas páginas, colunistas e repórteres. O fundador Sérgio de Souza, Roberto Freire (o escritor e psicoterapeuta, não o político), seu filho Paulo Freire, Alberto Dines, José Arbex Jr., Frei Betto (esse eu já conhecia!), Marina Amaral, Guto Lacaz, Myltainho, João Pedro Stédile e tantos outros.

Acompanhei com agonia seu crepúsculo.

Reconheço com tristeza que já não lia a revista com assiduidade nem com o mesmo interesse. Nos últimos anos, me parecia faltar ali o tesão, a irreverência e a genialidade dos gigantes que encontrei nos primeiros tempos. Mas não era raro me deparar em suas páginas com análises maduras e críticas bem embasadas, sobretudo ao golpe. De vez em quando, encontrava o Wagner ou a Ciça, que invariavelmente traziam informações tristes, sobre dificuldades financeiras, quebra iminente, tentativas de renegociação. A equipe que a tocava nos últimos anos fazia dela sua militância e sua profissão de fé. O modelo de negócios ruiu, não sei dizer exatamente quando, mas tenho certeza de que o fim da Caros Amigos — e de outros jornais, revistas e sites que ainda se debatem pela democracia neste país — atende com carinho aos desejos mais íntimos do fascismo agora aquartelado no Jaburu, nos MBLs, no Escola Sem Partido, na Cidade Linda, na Justiça de Curitiba, no tribunal regional de Porto Alegre.

Caros Amigos sobreviveu a 2016, mas não suportou 2017. Sucumbiu por falência múltipla de órgãos. Sua última edição chega às bancas com esta capa (foto) e com um editorial de despedida que pode ser lido aqui: https://www.carosamigos.com.br/index.php/edicao-atual/11555-edicao-248-editorial-e-sumario

Muito obrigado aos que fizeram a revista ao longo dessas duas décadas e, por extensão, contribuíram para minha formação como jornalista e como cidadão.

"É pirueta pra cavar o ganha-pão
E a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão"
(Chico Buarque em "Meu Caro Amigo")

Camilo Vannuchi

sábado, 16 de dezembro de 2017

LIDIANE TRAVASSOS – A BELA DA SEMANA


Impossível não deixar-se seduzir pelo encanto proveniente destas dádivas, impossível é não contagiar-se ao fascínio quando diante de nós apresenta-se o ser supremo denominado mulher, impossível não prostrarmo-nos diante do visível espetáculo, impossível é ter o domínio da razão, quando diante de nós há os seres de infinda beleza, seres que nasceram com o dom natural da superioridade, daquela superioridade que encanta os olhos repercutindo toda a definição de sua real grandeza.

Assim ocorre com Lidiane Travassos, parte do seleto grupo daquelas que dada a imensidão da formosura, faz da mulher o maior espetáculo manifesto pela natureza, na grandeza dos detalhes que compõe tamanha supremacia, Lidiane é ícone e  têm para si a atenção de olhos sempre seduzidos pelo encanto proveniente de mulheres que caprichosamente existem para fascinar.

fascínio é o que não falta a estes seres supremos que semelhantemente a Lidiane, estão para os louvores, nela há a beleza capaz de reter olhares, e por falar em olhar, o dela é cativante, seu rosto é um poema divinal, estrela alguma rouba o lume do seu sorriso, seu corpo é a sintonia perfeita da que inspira poesias...

Há mulheres que de tão belas são supra-humanas, tamanho o encanto que muitas vezes elas nem dão conta que possuem, neste rol de seletas, existem aquelas que acrescido a beleza, tem também a simpatia, primor que as tornam ainda mais fascinantes... A mulher tem muito do que denomina o divino, a mulher tem muito do que não conseguimos definir, por questão de ser magnífica e Lidiane está entre estas que se diferem do senso comum tornando-se especial.

Ah, a beleza feminina, de onde tirar palavras para descrevê-la? Como expressar em letras o que é inefável? Lidiane Travassos é parte deste mundo de deidades, esta pátria de belas que nos gera dúvidas, serão elas desta galáxia? De onde saem com tamanho poder de fascinar?...

Lidiane é encantadora, beleza que nos favorece, beleza plena de graça, beleza que nos faz calar... Inconscientemente fazemos silêncio, como uma forma de reverência, como assim o deve ser, pois a mulher é o mais fiel testemunho que entre nós existe um ser maior.

Apreciemo-na, pois, e neste ensejo, brindamos o privilégio por tê-la neste espaço onde posam as donas da beleza... Os sete dias que seguem é o momento para aproveitarmos de tão inenarrável colírio, ela é sorte ao sentido da visão, ela é um toque de classe a nossa página, a beleza tem cor morena, ela é Lidiane Travassos, ela é a bela da Semana.

*LIDIANE DOS SANTOS TRAVASSOS – Marilena/PR – Filha de Cláudio dos Santos Travassos e Ivonete Aparecida dos Santos Travassos. Lidiane é torcedora do São Paulo e está terminando o Ensino Médio no Colégio Estadual Princesa Izabel.


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