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sábado, 22 de julho de 2017

Canção das mulheres

Débora Ribas

Por Lya Luft

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.


ESTEFANNY CUSTÓDIO A BELA DA SEMANA


Não Sabe você prezado leitor, a beleza incomparável não está em Atenas onde a mitologia nos ilude dizendo ser berço de Deusas com formosura helênica, a beleza feminina não está a léguas de distância, muito menos nos livros de romances onde escritores descrevem musas dos lábios de mel.

A beleza feminina está aqui, perto de nós, ofertando-nos um espetáculo gratuito a nossas retinas privilegiadas... A beleza feminina no teor de sua sedução tem seu endereço em Marilena... Sim, vive na Menina dos Rios aquela cujo encanto é digno de louvor.

E os bons ventos a trouxeram até nós, do glorioso chão de nossa terra, pisado por pés de outras tantas belas, eis que se destaca Estefanny Custódio, divinal Sthé como lhes chamam carinhosamente aqueles a quem ela regalou sua amizade, ela, referência no assunto beleza, eis Sthé chega a nós, como adorno principal desta página que expõe o encanto das musas que nos alumbra os olhos.

Não é questão de fazer da mulher uma decoração de vitrine, é questão de apreciação e respeito, de obrigatoriedade, pois, a formosura quando grande, deve ser elogiada, a beleza feminina salta aos olhos, é como um colírio suave aprazível a qualquer pupila, o intuito é louvar estas criaturas que pelo fato de nascer mulher já são grandiosas, quando então belas, elas superam nossos dizeres...

Evidentemente a beleza feminina dispensa palavras, sabemos disso, porém, mesmo a inenarrável formosura que compõe Estefanny, torna necessário o fato de propagar aqui o quão grande é o encantamento daquelas que iguais à ela, semanalmente sustentam  este espaço como sendo endereço concentra-se o maior índice da beleza feminina neste noroeste extremo do nosso estado.

Nesta comarca exportadora de beleza feminina existe Estefanny Custódio, incontestavelmente linda, ela é integrante deste seleto grupo de absolutas mulheres naturalmente detentoras de poder, pois, como apreciadores que somos da suprema classe e da mesma maneira orgulhosos por tê-las entre nós, é inegável que Nova Londrina seja  um recanto de musas.

Testificando esta realidade, basta vislumbrarmos a beleza poética desta que por hora nos confia sua presença neste reduto de notáveis. Se ser mulher já é um grande feito, ser bonita é glorioso, e Sthé tendo em si este duo qualitativo, é justo que a ela prestemos homenagem.

Sendo então formosa, que seja reverenciada sua majestade entre as belas, se precisarmos descrever a perfeição nos detalhes de sua composição, veremos que é tarefa vã, pois, a beleza morena de Bia Vieira, sempre superará nossos dizeres, as palavras se perdem diante de uma imagem que sozinha fala por todos discursos.

A beleza, é obvio se fez mulher, possui cabelos castanhos e está entre nós, apreciemo-na em demasia, tal formosura só tende a fazer-nos bem.  Estefanny Custódio é a Bela da Semana.

*ESTEFANNY CUSTÓDIO VALENTIM – Marilena/PR Filha de Elizabete Aparecida Custódio e Dieison Valentim Estefanny é torcedora do Corinthians e estuda o 1º Ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Princesa Izabel em Marilena.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

LOANDA - Lei Maria da Penha será discutida nas escolas municipais

A Lei, de autoria do vereador Arthur Guedes, tem como um dos objetivos estimular a discussão, em sala de aula, sobre a violência doméstica contra as mulheres como forma de conscientização e combate a agressão física e psicológica.


No Diário do Noroeste

O prefeito de Loanda, João Nicolau dos Santos (sargento Santos) sancionou no mês passado a lei 049/2017 que institui o programa “Maria da Penha vai às Escolas”. O programa será realizado todos os anos, sempre no mês de março, nas escolas municipais. No mês de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher.

A Lei, de autoria do vereador Arthur Guedes, tem como um dos objetivos estimular a discussão, em sala de aula, sobre a violência doméstica contra as mulheres como forma de conscientização e combate a agressão física e psicológica.

Outro objetivo é destacar a importância do respeito aos direitos humanos. “Essa Lei vem ao encontro à situação do meio social em que muitas crianças crescem, de ver o pai agredindo a mãe, e todos em casa, por causa da bebida ou uso de drogas. A prevenção nas escolas é um meio de contribuição importante na formação da criança”, destacou o vereador.  

O programa também deve focar na importância da denúncia de violência contra a mulher. O programa irá envolver diretamente a professores e educadores da rede municipal de Educação.         

A Lei também inclui o “Programa Maria da Penha vai às Escolas” no calendário oficial de eventos da cidade, e deve ter sua primeira edição no mês de março de 2018.

Entre outras coisas, Moro não entende de carro

Detalhe curioso: "Na lista, não aparece o “bem” que resultou em sua condenação, o triplex no Guarujá".


Por Flávio Gomes

O pavãozinho de Curitiba resolveu sequestrar os bens de Lula. Encontrou três apartamentos em São Bernardo do Campo e um terreno no Riacho Grande, além de um Ômega 2010 (não gosto do modelo) e uma Ranger 2012 (idem).

Na lista, não aparece o “bem” que resultou em sua condenação, o triplex no Guarujá. Nem sítio algum. O triplex foi confiscado na condenação, mas a Justiça ainda não achou o dono para comunicá-lo do fato — detalhe irrelevante. Portanto, ele continua lá, onde sempre esteve, e vazio, como sempre esteve.

Não sei bem o que o magistrado pretende com esse confisco, além de dar sequência a uma perseguição abominável ao seu alvo predileto, seu objeto de onanismo, o combustível que lhe faz levantar todos os dias pela manhã para dar o nó na gravata preta sobre a camisa idem.

Mas me chamou a atenção o desprezo por um dos veículos do ex-presidente, que como chefe do maior esquema de corrupção da história do planeta conseguiu amealhar patrimônio decididamente invejável: além de três apês e um terreno no ABC, um incrível Ômega, uma possante Ranger e uma… INACREDITÁVEL PICAPE FORD F1000 1984!!!!

Caralho, uma F1000! E 1984! DIESEL, PORRA!!!! IGUAL A ESSA AÍ EMBAIXO!!!!

Não sei o estado dela, porém. Tomara que esteja linda como essa da foto que achei na internet.

De fato, Lula roubou muito. É notória a preferência, na história dos grandes larápios de dinheiro público do planeta, por apês em Bernô e terrenos no Riacho Grande, assim como por caminhonetes usadas.

Aliás, queria dizer uma coisa. Esse negócio de avião, helicóptero, casa de 20 mil metros nos Jardins (com muros imaculados e IPTU sonegado), mansão em Campos do Jordão (com terreno invadido para colocar o gerador), apartamento em Miami (não declarado), estúdio em Paris, cobertura na Vila Olímpia, contas na Suíça, joias, Porsches, Ferraris, Lamborghinis, iates, lanchas… Sério, alguém acha que isso pode ser fruto de dinheiro sujo? Isso é coisa de jeca, mesmo, de novo-rico que curte um Romero Britto, sua arte.

Roubalheira de gente grande resulta em uma F1000 1984, que o pavãozinho de Curitiba, inclusive, decidiu não confiscar. No seu despacho de sexta-feira, que veio à tona hoje, está lá, com todas as letras: “A constrição do veículo Ford F1000, de 1984, indefiro pela antiguidade do veículo, sem valor representativo”.

Gostaria de me ater a este rasgo de generosidade do togado do rosto quadrado, uma vez que é área na qual milito, a dos automóveis e afins.

COMO ASSIM, UMA F1000 NÃO TEM VALOR REPRESENTATIVO? DE QUE PLANETA VEIO ESSE CIDADÃO? COMO PODE DIZER ISSO DE UM CLÁSSICO DA FORD, QUE VEIO PARA DESBANCAR A D10 DA CHEVROLET E FEZ DAS PICAPES UM SONHO DE CONSUMO DOS JOVENS URBANOS, TIRANDO-AS DAS ESTRADAS POEIRENTAS DO BRASIL?

Nota-se que o meritíssimo não entende um caralho de carro, entre outras coisas.

Frio começa a dar trégua

Conforme as previsões, ontem o frio apertou um pouco mais em Paranavaí. Desta vez, o Simepar registrou mínima de 0ºC contra 0,1ºC de terça-feira. A mínima de ontem foi por volta das 6 horas.


Mas, nesta quarta-feira melhorou a sensação térmica, que se situou em 0,6ºC, indica o Simepar. No dia anterior chegou a 4ºC negativos. A diferença é que ontem praticamente não havia vento, situação oposto ao dia anterior. Esse fator muda radicalmente a sensação térmica.

O meteorologista Reinaldo Kneib esclareceu ao Diário do Noroeste, na edição de ontem, que a verificação é feita em estação a dois metros de altura do solo. Na relva, em média, a temperatura varia para menos em até 3ºC.

A partir de hoje o frio dá uma trégua. Segundo o instituto, a mínima hoje será de 7ºC, com máxima de 23ºC. Para amanhã, temperatura ainda mais agradável, oscilando entre 11ºC e 24ºC.

O sábado terá até um pouco de calor, com a máxima atingindo 26ºC. Mínima de 12ºC neste dia, o que se repete no domingo. Não há previsão de chuva. De acordo com o instituto, os dias serão de céu com poucas nuvens. 

Essa é a segunda onda de frio intenso na cidade em 2017. A última aconteceu em 10 de junho, quando os termômetros chegaram a 0,3ºC na relva, conforme aferição do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná).

O pesquisador do Deral (Departamento de Economia Rural), do Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, Ênio Luiz Debarba, falou sobre os impactos na agricultura. Ele avalia que um cenário mais fiel poderá ser traçado nos próximos dias. Isso porque os efeitos da geada são sentidos em até três dias. 

Embora não haja informações sobre geadas fortes, uma das preocupações é com relação ao vento, que pode queimar plantas. 
Uma das preocupações é com o milho, sobretudo em fase grãos leitosos, mais sensíveis às geadas. A quantidade de milho nesta fase é pequena, cerca 1.700 hectares ou 3% do total plantado. O restante já está em fase de colheita. Também hortaliças podem sofrer o impacto.

Outro componente é pastagens, que podem sofrer com temperaturas baixas por vários dias. Uma das questões é que nesta época o pasto já se encontra mais “debilitado”, por conta do seu ciclo vegetativo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Charge dos nossos dias

Via - Gervásio Castro Neto

GOVERNO VAI AUMENTAR IMPOSTOS SOBRE COMBUSTÍVEIS

O governo deverá anunciar na quinta-feira aumento de impostos sobre a gasolina para ajudar a melhorar as receitas e garantir o cumprimento da meta fiscal neste ano, em meio à recuperação econômica mais fraca do que esperada após dois anos seguidos de recessão.


Segundo informou uma fonte da equipe econômica à Reuters nesta quarta-feira, a Receita Federal ainda calculava os impactos dos aumentos, que já teriam sido aprovados pela equipe econômica comandada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O anúncio deve ocorrer junto com a divulgação do relatório de receitas e despesas do governo para o bimestre, prevista para quinta-feira.

Uma outra fonte com conhecimento sobre o assunto afirmou à Reuters, também nesta quarta-feira, que a alíquota do PIS/Cofins sobre a gasolina deve ser elevada, bem como a do Imposto de Importação sobre o combustível, mas esta apenas "um pouco".

No começo desse mês, uma outra fonte do governo com conhecimento direto sobre o assunto havia adiantado à Reuters a possibilidade de o governo elevar a alíquota do II sobre a gasolina, que não precisa cumprir uma noventena para começar a valer.

Com essa medida, o aumento da arrecadação seria imediato, ajudando nas contas públicas. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a alíquota hoje do II sobre gasolina é zero.

A fonte chegou a acrescentar, naquele momento, que outras alternativas continuavam sendo o aumento das alíquotas de PIS/Cofins ou da Cide sobre o combustível, já que o compromisso com a meta fiscal não seria alterado de "maneira nenhuma".

O governo tem se esforçado para gerar receitas extras que ajudem a cumprir a meta de déficit primário deste ano, de 139 bilhões de reais, em meio aos fracos sinais de recuperação da economia e após a forte crise política que atingiu o governo do presidente Michel Temer.

Aumentar impostos da gasolina, além de ajudar com mais receitas, poderá agradar os produtores de etanol, que vêm sofrendo com os preços baixos do combustível.

Além disso, não haverá problemas para manter o controle da inflação, que vem perdendo muita força e mantido o caminho aberto para o Banco Central cortar cada vez mais a taxa básica de juros e, assim, estimular a economia. Hoje, a Selic está em 10,25 por cento ao ano.

A atual política de preços da Petrobras (PETR4.SA) também ajuda neste cenário, com sucessivas reduções de preços dos combustíveis diante do cenário de preços internacionais mais baixos do petróleo.

Via - Brasil 247

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Campo Dr. Sócrates será inaugurado no dia 2 de setembro

Espaço esportivo está na fase final de construção na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema.


Por Leonardo Fernandes


Ele se auto-intitulava ‘um eterno aprendiz’, mas deu grandes lições de luta pela Revolução Socialista. Se recusava a entrar na política, alegando ter um ‘mandato mais interessante: ser um porta-voz do povo’.


Coerência e determinação foram as marcas de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o Magrão para os amigos.


Ele já havia partido quando mais uma vez a democracia brasileira foi sequestrada por uma casta de homens brancos e ricos, considerados por ele inimigos do povo. Estivesse vivo, seguramente se somaria às fileiras dos que lutam pelo reestabelecimento da democracia no país, e seria, sem lugar a dúvidas, uma voz marcante na defesa dos interesses do povo, hoje atacados.


“Ele tinha uma visão muito correta dos problemas do Brasil, sabia qual era a questão central. Essa desigualdade monstruosa, sempre fomentada pela Casa Grande, que continua de pé”, afirma Mino Carta, jornalista e fundador da revista Carta Capital.


Seis anos depois de sua morte, uma justa homenagem: o MST inaugurará no próximo dia 2 de setembro o Campo Dr. Sócrates Brasileiro, na Escola Nacional Florestán Fernandes (ENFF), localizada na cidade de Guararema, a 80 quilômetros de São Paulo. “Sócrates não foi só um jogador de futebol, foi a representação da democracia num momento de mercantilização de uma de nossas maiores artes”, declarou a Coordenação da ENFF, ao anunciar a homenagem.

A inauguração do campo esteve marcada para o dia 29 de julho, mas foi adiada por incompatibilidade de agenda de alguns ilustres convidados. Entre as personalidades que participarão do jogo de estreia, está confirmada a presença de Chico Buarque.

Para o jornalista esportivo e amigo de Sócrates, José Trajano, a homenagem não poderia ser mais pertinente. “Essa homenagem que está sendo prestada ao Sócrates é mais do que justa e vem muito a calhar. Porque o local lá em Guararema, onde se realiza cursos, seminários, debates, onde se discute tudo aquilo que o Sócrates gostava de conversar e aprender. O nome dele ligado a esse centro esportivo tem tudo a ver”.


“Eu me sinto emocionado e quero estar presente no dia da inauguração dando força a esse projeto. O Magrão ficaria honrado. É por isso que todos os amigos dele estarão lá”, completa Trajano.


Outro amigo de Sócrates, o jornalista esportivo Juca Kfouri, afirma que o líder da democracia corinthiana estaria orgulhoso com seu nome em um projeto do MST. “Tudo o que o Sócrates sempre batalhou na vida foi pela educação dos menores e pela politização, pelo espírito crítico do cidadão".

A construção do campo levou cerca de um ano para ficar pronta. Para isso, foram empregados cerca de 60 mil reais, arrecadados através de uma campanha de financiamento coletivo, lançada em junho de 2016, com o apoio de artistas, jornalistas e esportistas de todo o país. O projeto arquitetônico foi elaborado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP).


Segundo a Coordenação da ENFF, não se trata só de um espaço de lazer, ‘mas de um lugar de pensamento político, coletivo e democrático, que tem como objetivo reunir, através do esforço popular, todos os valores contidos no punho esquerdo de Sócrates’.

“Dr. Sócrates é homenageado pela ENFF por seu legado histórico e por nos lembrar sempre que futebol nunca será ópio do povo, mas uma trincheira de luta”.


*Editado por Maura Silva

Deputados receberam R$ 134 milhões em emendas para votar a favor de Temer na CCJ

Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, peemedebistas teriam contado com pouco mais de R$ 284 milhões.


Michelle Moreira

O governo federal liberou R$ 134 milhões em emendas para deputados que votaram a favor do presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A afirmação é da ONG Contas Abertas.

Segundo levantamento feito pela organização, dos 40 parlamentares pró-Temer na comissão, 36 tiveram empenhos para emendas em junho, pouco antes da votação.

De acordo com a apuração, ao todo, R$ 2 bilhões foram empenhados no mês passado para parlamentares de 27 partidos e bancadas estaduais.

Os peemedebistas teriam contado com pouco mais de R$ 284 milhões.

Por nota, o Palácio do Planalto disse que as emendas parlamentares são de caráter obrigatório, estão previstas em lei e que não existem negociações.

Edição: Radioagência Nacional

Charge dos nossos dias

Por Alves.

sábado, 15 de julho de 2017

ELENI FERREIRA – A BELA DA SEMANA


Ah, os encantos da moça! Que olhos resistirão em não fitá-la? Ela que traz em sua imagem a magia inebriante que assiste aquelas cujo o negrume dos cabelos faz das morenas o protótipo da simpatia e que naturalmente nos deixa cativos a formosura sem fim exposta em detalhes grandiosos e que evidenciam que a formosura feminina é insuperável!

Ela, flor de incontáveis mimos, sua beleza inspira poesias, nos fascinamos com os desenhos que a compõem, quão interessantes são as linhas que desenham uma bela, um festival de curvas que dão vida ao belo sorriso, a tez que realça o lindo rosto da jovem mulher que muito encanta...

Falamos da beleza desmedida presente em Eleni Ferreira, cantamos e decantamos neste ensejo, a flor morena  de orquidário deslumbrante, composto por musas de beleza indubitável, através dela, celebramos a existência daquelas que devido aos predicados, faz da mulher o exemplo maior de toda a admiração, aquela admiração procedente da imagem feminina...

Se um dia os queixumes e os reveses roubarem a cor do nosso viver, no desalento das agruras que nos fustiga, algo nos traslada para um céu de encantamento, é quando nossos olhos contemplam de súbito a formosura feminina, a sedução natural presente na composição que forma a mulher morena, assim, Eleni Ferreira compõe o rol das apreciáveis que por méritos pisam o pedestal das inigualáveis...

Assim, os pés angelicais da diamantense do norte sobem ao panteão das musas que semanalmente são evidenciadas pela grandeza e supremacia feminina. Assim, homenageamos Eleni, sabendo que de Diamante do Norte procedem belas que indiscutivelmente tem o direito de ocupar este olimpo de Deusas...

Sim, ela é Deusa, definição justa para uma mulher que devido ao encanto de sua imagem, serve como referência para quem deseja o ideal, a beleza capaz de prender olhares... No céu das beldades cintila a estrela Eleni Ferreira, no jardim das impecáveis ela é flor que adorna este mundo grato pelo benéfico colírio que são as belas...

O lume de seu sorriso nos alenta os sentidos, rendemo-nos, a beleza tem cor morena, a realeza feminina é evidência, e nós temos a honra de cultua-la, deleitemo-nos no encanto sem igual da beldade em questão, Eleni Ferreira é a Bela da Semana.

*ELENI FERREIRA CRUZ - Diamante do Norte/PR - Filha de Edsonia Maria de Fatima Cruz e Jair de Paula Cruz. Elenié corinthiana e estuda o 3º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Reynaldo Massi.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Charge dos nossos dias

Por Carlos Latuff


O verdadeiro significado da sentença de Moro contra Lula

Lula e a nova presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, no encerramento do 6º Congresso Nacional do PT Maria Letícia Lula da Silva 2017 / Ricardo Stuckert
Por Mário Augusto Jakobskind

Enquanto o Brasil assiste perplexo o vergonhoso toma lá da cá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados para que o golpista ilegítimo Michel Temer siga no governo, o juiz Sérgio Moro divulga a sentença contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de nove anos e seis meses de prisão. Os meios de comunicação complementam, informando que Lula não será preso por enquanto, como se isso fosse atenuante.

A defesa de Lula vai apelar na segunda instância, que recentemente absolveu, por falta de provas, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, que havia sido condenado por Moro a mais de 15 anos. Só depois do julgamento na segunda instância é que se saberá se Lula poderá ser ou não candidato à Presidência da Republica. A apelação pode demorar, como de costume, um ano e meio, portanto, a candidatura estará posta e, segundo indicam as mais recentes pesquisas, com grandes chances de se tornar vitoriosa.

Esse é o grande temor dos que tomaram o poder na base de um golpe parlamentar, midiático e judicial e fazem o Brasil andar para trás, recuando aos tempos anteriores aos anos 30 do século passado. Mas de qualquer forma, independente dos golpistas que não querem deixar o governo, a realidade é que Lula continua sendo uma grande liderança popular. Pelo andamento, como foi visto, do processo em Curitiba, Moro tenta de todas as formas mudar uma realidade. Condenar sem provas, já que não existe nenhum documento comprovando que o triplex de Guarujá pertence a Lula, é uma medida que deixa mal a própria justiça. O que significa condenar um acusado, ainda mais uma liderança popular, não tendo provas?

Sérgio Moro se tornou um queridinho da mídia comercial conservadora que tem a missão de ajudar a oligarquia enganar os incautos. É importante destacar esse aspecto, porque com isso os males provocados ao Brasil pelo capital financeiro, que tudo pode e muito mais, são omitidos e a população que acompanha o noticiário pela mídia comercial conservadora não é informada como o povo sofre os males provocados pelo setor mencionado, que conta com a manipulação da informação para continuar com seus lucros cada vez maiores, sempre em detrimento da maioria dos brasileiros e brasileiras.

É importante combater a corrupção, não resta dúvida, mas o que não de pode admitir é que em nome desse combate se pratiquem enganações da opinião pública, para que os incautos enganados saíam por aí repetindo os mesmos argumentos defendidos pelos colunistas de sempre. Os mesmos que em outros tempos defendiam o regime de força instalado a partir de abril de 1964 e que hoje se apresentam como tendo sido opositores dos dias sombrios que se abateram sobre o Brasil com a ditadura empresarial militar.

É nesse contexto histórico que deve ser entendida a sentença de Moro contra Lula. Não se faz justiça, muito pelo contrário. E em termos de opinião pública, pelo menos da parte de quem não se deixa enganar, a sentença de Moro não tem valor algum como justiça. Não passa de uma estratégia coordenada com o objetivo de destruir a imagem de um político popular.

E fica cada vez mais claro que a principal condição para alguém gozar dos benefícios da impunidade é ser filiado ao PSDB. Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira, Fernando Henrique Cardoso e outros tantos da mesma patota que o digam.

Ah, sim, o que se pode ainda apurar de uma recente matéria da revista Isto É adiantando que a pena de Moro contra Lula seria de 22 anos? Como a“reportagem” caiu no esquecimento, resta saber se deliberadamente ou não, não custa nada lembrar que um veículo de comunicação publicou uma informação dessa envergadura com o propósito de criar um fato e  conhecer qual poderia ser a reação da opinião pública.  Vale sempre repetir que isso não é jornalismo.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Reforma Trabalhista é aprovada; veja como votou cada senador

Depois de uma ocupação que durou entre 11h e 19h desta terça-feira (11) na Mesa Diretora do plenário, o Senado aprovou o Projeto de Lei 38/2017, que promove a reforma trabalhista patrocinada pelo governo Michel Temer, em meio à pior crise de sua gestão, e altera diversos pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


A votação foi concluída por volta das 19h50, depois de mais de seis horas de sessão suspensa. Conforme queria o governo, o texto foi aprovado sem mudanças.

A matéria foi aprovada com a promessa de que Temer, denunciado por corrupção passiva e sob julgamento na Câmara, compromete-se a vetar pontos polêmicos da proposta.

Foram 50 votos a favor e 26 contra, com apenas uma abstenção. Três destaques de plenário foram apresentados.

Veja como votou cada senador (por partido):

DEM
Davi Alcolumbre (AP): Sim
José Agripino (RN): Sim
Maria do Carmo Alves (SE): Ausente
Ronaldo Caiado (GO): Sim

PCdoB
Vanessa Grazziotin (AM): Não

PDT
Acir Gurgacz (RO): Ausente
Ângela Portela (RR): Não

PMDB
Airton Sandoval (SP): Sim
Dário Berger (SC): Sim
Edison Lobão (MA): Sim
Eduardo Braga (AM): Não
Elmano Férrer (PI): Sim
Eunício Oliveira (CE): Não votou
Garibaldi Alves Filho (RN): Sim
Hélio José (DF): Ausente
Jader Barbalho (PA): Sim
João Alberto Souza (MA): Sim
José Maranhão (PB): Sim
Kátia Abreu (TO): Não
Marta Suplicy (SP): Sim
Raimundo Lira (PB): Sim
Renan Calheiros (AL): Não
Roberto Requião (PR): Não
Romero Jucá (RR): Sim
Rose de Freitas (ES): Sim
Simone Tebet (MS): Sim
Valdir Raupp (RO): Sim
Waldemir Moka (MS): Sim
Zeze Perrella (MG): Sim

PODE
Alvaro Dias (PR): Não
Romário (RJ): Não

PP
Ana Amélia (RS): Sim
Benedito de Lira (AL): Sim
Ciro Nogueira (PI): Sim
Gladson Cameli (AC): Sim
Ivo Cassol (RO): Sim
Roberto Muniz (BA): Sim
Wilder Morais (GO): Sim

PPS
Cristovam Buarque (DF): Sim

PRB
Eduardo Lopes (RJ): Sim

PR
Cidinho Santos (MT): Sim
Magno Malta (ES): Sim
Vicentinho Alves (TO): Sim
Wellington Fagundes (MT): Sim

PSB
Antonio Carlos Valadares (SE): Não
Fernando Bezerra Coelho (PE): Sim
João Capiberibe (AP): Não
Lídice da Mata (BA): Não
Lúcia Vânia (GO): Abstenção
Roberto Rocha (MA): Sim

PSC
Pedro Chaves (MS): Sim

PSDB
Aécio Neves (MG): Sim
Antonio Anastasia (MG): Sim
Ataídes Oliveira (TO): Sim
Cássio Cunha Lima (PB): Sim
Dalirio Beber (SC): Sim
Eduardo Amorim (SE): Não
Flexa Ribeiro (PA): Sim
José Serra (SP): Sim
Paulo Bauer (SC): Sim
Ricardo Ferraço (ES): Sim
Tasso Jereissati (CE): Sim

PSD
José Medeiros (MT): Sim
Lasier Martins (RS): Sim
Omar Aziz (AM): Sim
Otto Alencar (BA): Não
Sérgio Petecão (AC): Sim

PTB
Armando Monteiro (PE): Sim
Telmário Mota (RR): Não

PTC
Fernando Collor (AL): Não

PT
Fátima Bezerra (RN): Não
Gleisi Hoffmann (PR): Não
Humberto Costa (PE): Não
Jorge Viana (AC): Não
José Pimentel (CE): Não
Lindbergh Farias (RJ): Não
Paulo Paim (RS): Não
Paulo Rocha (PA): Não
Regina Sousa (PI): Não

REDE
Randolfe Rodrigues (AP): Não

Sem Partido
Reguffe (DF): Não

O centenário da Revolução Russa - Tema do XX Seminário de História da UNESPAR Campus de Paranavaí

O Colegiado de História, da UNESPAR - Campus de Paranavaí promove o XX Seminário, que trará a Revolução Russa como tema central. Confira a programação. Em breve divulgaremos o site e prazos para inscrições. 


terça-feira, 11 de julho de 2017

RETROCESSO - Temer sanciona “MP da Grilagem”, que aumenta desmatamento e prejudica reforma agrária.

Nova lei altera forma como são outorgadas as terras públicas no Brasil e permite que lotes sejam vendidos a terceiros.


O presidente golpista, Michel Temer (PMDB), sancionou nesta terça-feira (11) a Medida Provisória (MP) 759/2016, conhecida como "MP da Grilagem", que estabelece a regularização fundiária e promove alterações estruturais em legislações do campo e da cidade. A medida, aprovada sob protestos no Senado Federal em maio, é criticada por movimentos populares e organizações do campo por privilegiar a especulação de terras, o desmatamento e prejudicar a reforma agrária.

Temer assinou o texto, agora convertido em lei, durante o lançamento do Programa Nacional de Regularização Fundiária no Palácio do Planalto. O peemedebista afirmou que a medida de concessão de títulos é "singela e trivial".

Segundo o presidente golpista, a medida vai proporcionar a "sensação" de que os novos titulados "participam de um grupo da cidadania brasileira". Temer afirmou ainda que seu governo, "vítima das mais variadas contestações", fez mais no último um ano e meio do que foi feito nos últimos 20 anos: "O que é importante é que enquanto alguns protestam, a caravana passe. E a caravana está passando", disse o peemedebista sobre as críticas que o governo tem recebido. 

Durante a tramitação no Congresso Nacional, a proposta recebeu mais de 700 emendas, mas ainda assim manteve a essência desejada pelo Planalto. No pronunciamento desta terça, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, parabenizou os parlamentares e afirmou que a proposta saiu do Congresso "muito melhor do que entrou", citando o papel do senador Romero Jucá (PMDB-RR) para a aprovação da proposta.

Jucá, que integra a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), conhecida popularmente como “bancada ruralista”, associada aos interesses do agronegócio, foi o relator da proposta no Senado. Ele aumentou a área limite para regularização, que passou de 1,5 para 2,5 hectares, além de ampliar o público-alvo da regularização e permitir que ocupantes anteriores a julho de 2008 participem do processo.

Críticas

A nova lei altera, entre outras regras, a forma como são outorgadas as terras públicas no Brasil. Em vez de ser dada uma concessão para que a terra seja utilizada de acordo com sua função social e de forma hereditária, o governo passa a dar uma titulação — a nova modalidade, entre outras coisas, permite que o lote seja vendido.

O pesquisador Sergio Sauer, professor do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural da Universidade de Brasília (UnB), disse, em entrevista ao Brasil de Fato que, ao permitir que os lotes sejam vendidos a terceiros, a MP coloca em xeque o cumprimento da função social da terra, previsto em lei, e favorece a exclusão no meio rural.

“O objetivo é atender ao mercado de terras e à expansão dos negócios, especialmente a expansão das fronteiras agrícolas a partir do modelo hegemônico de desenvolvimento agropecuário, resultando em mais concentração fundiária, exclusão e expropriação da população pobre do campo”, assinalou o professor.

A meta do governo federal é que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) emita 230 mil titulações de posse no próximo ano. Segundo um levantamento da Pública, a lei vai regularizar mais de 2 mil imóveis irregulares na Amazônia e ampliar os limites do programa Terra Legal — instrumento de regularização fundiária, que concede título de propriedade a posseiros de terras públicas em áreas não destinadas à preservação ambiental — incorporando a ele uma área semelhante à do estado do Rio de Janeiro, com 4,3 milhões de hectares.

A medida vai beneficiar os donos de 2.376 imóveis rurais que incidem integral ou parcialmente em terras públicas não destinadas à Amazônia Legal. Esses imóveis ocupam 6,3 milhões de hectares, mais de 4,8 milhões deles em intersecção com terras da União encampadas no programa.

Municipalização

A nova legislação prevê ainda a municipalização da seleção dos beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária, ou seja, das famílias que devem ser assentadas.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirma que a municipalização vai retirar a responsabilidade da União em relação a um tema que diz respeito ao território nacional. Alexandre Conceição, integrante da coordenação nacional do MST, diz que o objetivo do governo é fazer as organizações do campo retrocederem em relação às ocupações.

"Nem todas as famílias que ocupam uma terra em um município, reivindicando a desapropriação, são daquela cidade. Muitos são de cidades vizinhas. Querem jogar o poder da seleção [dos beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária] para o coronel local", avaliou Conceição.

Segundo o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias (PT-MG), em entrevista concedida ao Brasil de Fato em dezembro do ano passado, a medida vai inviabilizar a reforma agrária, na medida em que muitas lideranças municipais são vinculadas aos grandes proprietários de terras.

“Quem conhece a realidade brasileira sabe que a grande maioria das lideranças locais, regionais, prefeitos, vereadores, também outras lideranças gestores municipais, estão muitas vezes vinculados aos grandes proprietários de terra em seus municípios, em seus territórios”, aponta Ananias.

Para o deputado, transferir a questão dos assentamentos da reforma agrária para os municípios “é uma forma de inviabilizar a reforma e inviabilizar o desenvolvimento da agricultura familiar, especialmente na perspectiva do cooperativismo, da agroecologia, que é uma questão fundamental”.

Denúncia

No pronunciamento na tarde desta terça-feira, Temer agradeceu aos deputados  que o apoiaram na sessão da CCJ nesta segunda-feira, durante a leitura do parecer do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) pela admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente golpista. Ele afirmou que o processo é uma "injustiça que se faz com o Brasil".

Edição: Vanessa Martina Silva

Senado aprova reforma trabalhista; texto segue para sanção presidencial

"A reforma é para precarizar as relações de trabalho e ampliar o lucro dos empresários", ressaltou Humberto Costa.

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária destinada à votação da Reforma Trabalhista PLC 38/2017 / Edilson Rodrigues/Agência Senado.

Com 50 votos a favor, 26 contra e uma abstenção, a proposta de reforma trabalhista foi aprovada no Senado Federal nesta terça-feira (11). O texto agora segue para a sanção do presidente golpista, Michel Temer (PMDB), que prometeu fazer modificações no conteúdo do projeto.

"Votar esse texto principal já é um absurdo pelas ofensas que ele comete contra os trabalhadores", afirmou o senador Ranfolfe Rodrigues (REDE-AP) no plenário.

Enviado pelo governo ao Congresso Nacional no ano passado, o PLC 38/2017 altera mais de 100 trechos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O texto é o mesmo que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril, com parecer do deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN).

"A reforma é para precarizar as relações de trabalho e ampliar o lucro dos empresários", ressaltou o senador Humberto Costa (PT-PE).

Entre os pontos mais criticados da medida está o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical e o fato de que as negociações coletivas prevalecerão sobre a lei. Além disso, a jornada de trabalho e o tempo de intervalo, como o de almoço, por exemplo, poderão ser negociados.

A reforma trabalhista propõe ainda novos tipos de contrato de trabalho, como a modalidades de trabalho intermitente, por jornada ou hora de serviço, e o home office.

Ao longo dos mais de dois meses que o projeto tramitou na Casa, o governo enfrentou uma derrota política do Senado, com a rejeição do relatório na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) por dez votos a nove. No entanto, a proposta foi aprovada Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC).

Protestos

Por volta das 18h, após sete horas de protestos da oposição, o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE) reiniciou sessão para votação do projeto, mesmo sem acordo.

No início da tarde, em meio aos protestos de sindicalistas e senadores da oposição, a votação foi suspensa.  As senadoras oposicionistas Vanessa Grazziotin, (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lídice da Mata (PSB-BA) ocuparam a mesa do plenário e impediram o continuidade da sessão e, em reação, Oliveira desligou os microfones e apagou as luzes do Senado.

A proposta também é rejeitada pela população. Em uma enquete site do Senado, a maioria dos participantes se mostraram contrários à proposta. O resultado, no final da tarde desta terça-feira, mostrava que 172.060 pessoas eram contra o projeto, enquanto apenas 16.775 haviam votado a favor.

Trabalhadores e trabalhadoras de todo o país se mobilizaram ao longo desta terça contra a aprovação do projeto. Além de entidades sindicais, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se somaram aos protestos, marcados por vigílias e manifestações de rua em diversas cidades do país.


Edição: Vanessa Martina Silva

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Charge dos nossos dias

Por Renato Aroeira.


Prefeitura de Diamante do Norte segue trabalho de readequação de estradas

A Secretaria de Viação e Obras de Diamante do Norte finalizou o serviço de readequação e cascalhamento da estrada do Corvo. A administração informou que já são mais de 42 quilômetros de estradas readequadas.


O serviço é uma reivindicação dos moradores da região e vai beneficiar agricultores e pecuaristas, além de melhorar a trafegabilidade do transporte escolar, do escoamento da produção agrícola e acesso das famílias à cidade.

O secretário de Viação e Obras, João Valini, destacou a importância da realização desta obra e a satisfação em poder atender as necessidades dos agricultores durante conversa com o prefeito Daniel Pereira.

"É nossa responsabilidade e dever devolver em políticas públicas os impostos pagos pelo povo, principalmente os da agricultura que é um segmento tão sofrido”, disse o secretário.

Rodrigo Maia, o filho de Cesar: um perfil do sucessor de Temer

Levado à política pelo pai e sogro, deputado pode vir a substituir Temer ou conduzir eventual processo de impeachment.


Rogério Daflon
Agência Pública

O deputado federal Rodrigo Maia, 46 anos, eleito pelo DEM-RJ, é tido como um dos mais fiéis aliados do presidente Michel Temer. Também é um moço educado, de família influente no Rio de Janeiro. Seu colega Ivan Valente, do PSOL, contou à Pública que, ao contrário do antecessor, Eduardo Cunha, preso em Curitiba, ele costuma ter bons modos quando está fora da cadeira de presidente da Câmara Federal. ‘‘Mas é só sentar naquela cadeira que ele se transforma em um monstro. Age não como um presidente de uma das casas do Legislativo, mas sim como um soldado do presidente ilegítimo Michel Temer’’, se apressa a dizer Valente. ‘‘Ele impede os setores populares de frequentar a Câmara. Exige que a polícia torne o Parlamento algo inóspito’’, acentua.

Na última semana de maio, quando milhares de manifestantes protestavam contra o governo Temer do lado de fora do Congresso, o presidente da Câmara foi mais longe. Um pedido seu para reforçar a segurança no entorno acabou resultando no desastroso decreto do presidente Temer convocando os militares para a “Garantia da Lei e da Ordem (GLO)” em Brasília. Com a reação desfavorável ao decreto, Maia procurou a imprensa para desmentir o pronunciamento do ministro da Defesa, Raul Jungmann, que havia atribuído a ele o pedido de uso das tropas militares. Não foi ele quem solicitou a entrada das Forças Armadas, disse o deputado, o que ele havia pedido era que viesse a Força Nacional “porque o ambiente lá fora estava um campo de guerra’’, declarou. Em um raro momento de enfrentamento do governo, ainda criticou o decreto de Michel Temer que liberava a ocupação militar da Esplanada dos Ministérios até o dia 31. ‘‘Isso é muito tempo’’, disse. A queixa não inibiu sua atuação no Congresso: com a retirada da oposição do plenário em protesto contra o malfadado decreto, ele aprovou sete medidas provisórias do governo em um piscar de olhos, enquanto o pau comia do lado de fora. O decreto foi anulado no dia seguinte pelo presidente.

Afeito a seguir à risca as determinações de Temer, o filho do polêmico ex-prefeito Cesar Maia pode vir a ocupar por 30 dias a Presidência da República em caso de renúncia ou impeachment do próprio Temer. O ex-senador Saturnino Braga, contemporâneo do pai de Rodrigo Maia nos tempos do PDT de Leonel Brizola, diz que ao parlamentar falta densidade política para exercer a mais importante função do país, mesmo por apenas um mês. ‘‘Ele deveria estar consciente de que o papel dele é convocar novas eleições.”

O educado Maia, contudo, sabe agir como trator – até o momento em defesa dos interesses do governo. O deputado Henrique Fontana (PT-RS) reclama, por exemplo, que a discussão da PEC das eleições diretas, que estava em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi interrompida abruptamente por Maia. No dia seguinte à discussão (em 23 de maio), Maia abriu o plenário com a ordem do dia, atropelando as tratativas da CCJ sobre o tema.

Para conseguir a aprovação do regime de urgência da proposta de reforma trabalhista, no mês passado, Maia colocou a votação em pauta um dia depois de ela ter sido rejeitada. “Ele é cheio de artimanhas. Deixa, por exemplo, de fazer a reunião do Colégio de Líderes, pela qual se define a pauta, a fim de justamente dar o ritmo das votações. Nos últimos dois meses, atuou dessa forma pelo menos por duas semanas”, diz Glauber Braga, deputado federal do PSOL do Rio de Janeiro. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) também se revoltou quando, sem o quórum necessário, Maia abriu o debate sobre a Medida Provisória 756 (MP 756), pela qual parques nacionais teriam sua área diminuída. Em discurso na Câmara, Molon disse que tal ação foi antirregimental e serviu como um chega pra lá na oposição, que tentava obstruir a MP que, para o parlamentar, visa “facilitar o desmatamento na região em que a Amazônia mais tem sido desmatada”. Nesses momentos, lembra o estilo de Eduardo Cunha, com quem também coincide no gosto por declarações polêmicas. “A Justiça do Trabalho nem deveria existir’’, disse ele em meio ao processo pela aprovação das reformas.

E Maia não pode negar que Cunha seja para ele uma inspiração. No dia da votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff na Câmara, ele foi ao microfone, fixou os olhos no então presidente da Câmara e o homenageou. ‘‘Senhor presidente, o senhor entra para a história hoje’’.

Mas Maia tem o próprio clã, e ele é poderoso. Sua mulher, Patrícia Vasconcellos, é enteada do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, um dos assessores mais próximos de Temer. Moreira Franco foi governador do Rio entre 1987 e 1991 pelo PMDB, mas não conseguiu eleger seu sucessor, Nelson Carneiro, derrotado por Leonel Brizola. Já seu pai, Cesar Maia, vereador do DEM, foi prefeito do Rio de Janeiro em três mandatos. Ambos estão longe de ser unanimidade entre os cariocas. No dia em que Maia e Patrícia se casaram, houve protesto fora da igreja no centro do Rio onde ocorreu a cerimônia. ‘‘Não procriem’’, dizia um cartaz ofensivo erguido entre os manifestantes, como registrou a Folha de S.Paulo à época.

Maia – o filho – tem posições conservadoras. Declara-se contra a legalização do aborto, da maconha e do casamento de pessoas do mesmo sexo. Mas defendeu a audiência concedida pelo ministro da Educação, também filiado ao DEM, ao ator Alexandre Frota, que levou propostas à pasta. ‘‘Não tenho nada contra ator pornô, muito menos contra Alexandre Frota’’, disse no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2016.
Sua carreira política tem um quê de incoerência. Em 2012, por exemplo, deixou que o pai, Cesar Maia, articulasse a candidatura dele à prefeitura do Rio. Maia pai então surpreendeu todo mundo ao procurar o antigo desafeto Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, e acordar com ele a candidatura de Rodrigo, tendo como vice a deputada federal Clarissa Garotinho, filha do ex-governador. A ideia aparentemente esdrúxula se revelou esdrúxula mesmo. A chapa teve 3% dos votos válidos. À época, o então prefeito do Rio, Eduardo Paes, classificou a aliança de “bacanal eleitoral’’. Clarissa, por sua vez, disse que ter sido vice de Rodrigo na candidatura foi o maior arrependimento de sua vida. “Quando o Rodrigo me procurou dizendo que queria disputar a eleição, eu perguntei a ele que razão eu teria para apoiá-lo. Ele me disse: ‘Clarissa, nós precisamos derrotar o PMDB, que está fazendo muito mal ao Rio de Janeiro e, posteriormente, em 2014, apoiaremos o candidato de vocês’”, disse ela em entrevista ao jornal O Globo. Mas em 2014, Cesar Maia apoiou Luiz Fernando Pezão, do PMDB, ex-vice de Sérgio Cabral, na disputa pelo governo do estado.

Entre a política e o mercado financeiro

Foi Cesar Maia quem colocou o filho na carreira política ao indicá-lo para o primeiro cargo público como secretário de Governo do então prefeito Luiz Paulo Conde, em 1997 e 1998. Antes de ser secretário, ele atuava no mercado financeiro, trabalhando nos bancos BMG e Icatu, embora não tenha conseguido completar o curso de economia na Universidade Candido Mendes, no Rio.

Eleito pela primeira vez deputado federal aos 28 anos, em 1998, pelo PFL-RJ (atual DEM), Maia tem ao todo cinco mandatos na Câmara Federal. Em tempos de Lava Jato, vale lembrar que ele foi vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Banestado, o Banco do Estado do Paraná, que investigou remessas ilegais para o exterior. Um clichê sintetiza a CPI: deu em pizza.

Conhecido como “Botafogo” nas delações da Odebrecht, Maia está na chamada lista do Fachin – como é conhecido o rol de políticos que tiveram abertura de inquérito pedida pela PGR, determinada pelo STF. Em um dos inquéritos, Rodrigo e seu pai, Cesar Maia, estão entre os suspeitos de receber propinas para aprovar leis favoráveis à Odebrecht. Claudio Melo Filho, um dos ex-diretores da empresa, disse que lhe pediu especial atenção à tramitação de uma medida provisória – a 613/2013 – que concede incentivos ao setor petroquímico. E disse que Maia lhe requisitou R$ 100 mil para pagamentos de dívidas de campanha para a prefeitura do Rio em 2012. Já o pai era chamado de “Inca” ou “Déspota” na planilha de propinas da empresa, segundo Melo Filho e mais quatro delatores, que relataram ter pago R$ 400 mil para a campanha de Cesar Maia ao Senado em 2010. No mesmo ano, houve um pedido de R$ 500 mil para a campanha de Rodrigo Maia à Câmara. Ambos negam as acusações de propina, afirmando que se tratou de doações eleitorais. “Ele pode ser alvejado a qualquer momento por essas denúncias’’, diz Ivan Valente, afirmando que a Justiça pode impedi-lo de ser presidente da República mesmo por um mês. Ele também é citado nas conversas grampeadas entre o senador Aécio Neves e o empresário Joesley Batista, presidente da holding J&F, exatamente quando se discute a aprovação da lei de anistia ao caixa 2. “O cara, cê tinha que mandar um, um… Cê tem ajudado esses caras pra caralho, tinha que mandar um recado pro Rodrigo, alguém seu, tem que votar essa merda de qualquer maneira, assustar um pouco, eu tô assustando ele, entendeu, se falar coisa sua aí… forte”, diz Aécio a Joesley na gravação.

Tido como interlocutor entre o governo e o mercado, os Maia e o sogro de Rodrigo, Moreira Franco, são apontados como protagonistas da saída do comando do BNDES de Maria Sílvia Bastos Marques, que estaria dificultando o acesso ao financiamento do banco. Uma fonte ligada à economista afirmou à Pública que Maia levou ao presidente Michel Temer a reclamação de um grande empresário sobre a dificuldade de se fazer empréstimos com o banco de fomento.

Muito da vida recente do país foi decidido à mesa de Maia, frequentada com assiduidade por Temer. No último dia 22, por exemplo, foi na residência oficial de Maia que o presidente tentou reunir a base do governo após as delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O jantar político reforçou a fama de que o anfitrião Maia exerce uma dupla função: a de presidente da Câmara Federal e a de líder do governo. E não são só os políticos que o frequentam. Maia gaba-se de ser próximo dos acionistas do Itaú e do setor bancário como um todo. Em evento recente, discursando em nome da Câmara, deu um recado claro em meio à crise política: “A Câmara vai manter a defesa da agenda do mercado”, afirmou.

O atual presidente da Câmara dos Deputados foi eleito no dia 2 de fevereiro, em primeiro turno com apoio de um bloco parlamentar com 13 partidos, totalizando 358 deputados. Entre os integrantes estavam PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB. Maia já presidia a Câmara desde julho de 2016, em um mandato “tampão”, em substituição ao então deputado Eduardo Cunha, afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e depois cassado pela Câmara. Investido de poder, angariou fãs.

“Ele foi meu adversário na disputa da presidência da Câmara, e, mesmo tendo perdido, posso dizer que ele tem cumprido bem a função. Ele é muito ligado ao mercado, mas nunca escondeu isso de ninguém. Nesse ponto, mostra coerência”, diz o deputado federal Rogério Rosso, do PSB. Para Pedro Cunha Lima, do PSDB, Maia tem sido criticado por dialogar muito com a oposição.

“Eu concordo parcialmente com quem reclama que ele conversa muito com a oposição. Fora isso, acho que ele tem feito de tudo para aprovar as reformas necessárias ao país”. Para o deputado Efraim Filho, do DEM, obviamente, a atuação de Maia na presidência da Câmara tem sido irrepreensível. “Ele dialoga com a esquerda. Tanto que na sua eleição obteve votos de parlamentares do PDT e do PCdoB”.

Professor da PUC do Rio, o cientista político Ricardo Ismael crê que ele chegou à presidência da Câmara por influência de Moreira Franco. “Ele foi ajudado pelo sogro, mas pode ter seu primeiro grande teste se a base do Temer rachar. Até agora ele foi blindado pela maioria a favor do governo na Câmara e pelo Colégio de Líderes, que toma as decisões mais importantes. Vamos ver como irá se portar em mais situações-limite que vêm por aí.”

Para o ex-senador Saturnino Braga, Rodrigo Maia precisa ter muita desenvoltura e cuidado com o que diz no atual momento político. O presidente da Câmara tem como certo verniz progressista o fato de ter nascido no Chile, devido ao período de exílio político de seu pai naquele país durante a ditadura militar brasileira. ‘‘Tudo que ele fizer agora vai influenciar demais o futuro político dele’’, prevê Saturnino.

As respostas de Maia

A assessoria de imprensa de Rodrigo Maia enviou um texto em resposta à agência Pública. “O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem procurado garantir a mais ampla participação social em todos os debates da Casa. Foi na gestão do deputado que foi autorizada a reabertura das galerias da Casa, por meio da distribuição de senhas às lideranças dos partidos. Medidas de controle no acesso aos espaços da Câmara são adotadas apenas quando os trabalhos parlamentares são comprometidos por eventuais excessos de alguns grupos. No gabinete da presidência, o deputado Rodrigo Maia tem atendido a todas as demandas de audiências solicitadas por diversos grupos da sociedade como a UNE, representantes indígenas, só para citar alguns”, destacou o texto da assessoria.

Sobre ter colocado a votação da reforma trabalhista em pauta no dia seguinte da própria reforma ter sido rejeitada, foi evasivo: “A condução dessas votações também tem seguido estritamente o Regimento Interno e a Constituição”.

Maia não respondeu à crítica de alguns de seus colegas de que atuaria como líder de governo enquanto é presidente da Câmara. Sobre sua ligação com mercado, a assessoria afirmou: “O deputado Rodrigo Maia sempre defendeu a aprovação das medidas econômicas, mesmo antes de ser eleito presidente da Câmara dos Deputados. Foi um dos poucos deputados da oposição a votar a favor de medidas do ajuste fiscal proposto pela então presidente Dilma. A pauta econômica, portanto, já era um tema defendido por ele e a discussão das propostas que buscam o reequilíbrio fiscal do país, como as reformas trabalhista e da Previdência, além da proposta que definiu um teto para os gastos públicos estão sendo amplamente debatidas e votadas pelo Congresso e com apoio da maioria dos parlamentares”.

Por fim, sobre o questionamento da votação da MP 756 sem ter havido debate com um quórum minimamente representativo, afirmou o seguinte: “O debate em relação a qualquer medida provisória pode ser iniciado sem quórum, como permite o regimento. No entanto, a votação só é iniciada quando é atingido o quórum de 257 parlamentares presentes”.

Edição: Agência Pública
Via – Brasil de Fato
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