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sábado, 23 de setembro de 2017

ISTEFANY GARCIA – A BELA DA SEMANA


Agraciados são os olhos que contemplam o poema Istefany Garcia, mulher de beleza desmedida, típica escultura feminina que tem o propósito de encantar, colírio natural que fascina olhares e maravilha as almas. Istefany é prova da existência divina, é a conclusão indiscutível de que o mundo está aos pés destas belas criaturas que iguais à ela, nasceram com o privilégio de ser mulher.

Mulher em sua mais gloriosa condição, se ela vivesse nos dias da Grécia Antiga, Olimpo seria o seu habitat, o lugar natural das deusas possuidoras de fascinação desmedida seria para ela, se vivêssemos naquela época, Istefany ilustraria a mitologia dos antigos atenienses...

Porém, tal sorte caiu sobre nós, somos nós os contemporâneos da beldade em questão e não pecamos ao afirmarmos que uma das mulheres mais lindas do mundo viva em Diamante do Norte.

Seria a terra das orquídeas um oásis de belas escondido neste extremo noroeste do Paraná? Norteados pela quantia de mulheres procedentes daquela cidade e que já adornaram nossa página, não há dúvidas que sim e Istefany está aqui testificando que é em Diamante que garimpamos as beldades cujo a beleza excede a de todas as joias...   

Istefany é o exemplo lúcido de beleza desmedida, impossível falarmos em formosura feminina, sem antes colocar seu nome no rol das seletas criaturas que atrai olhares, olhares admirados, cobiçosos, encantados pelo deslumbre externado na imagem de quem sabe que é bonita....

Quanto à sua beleza, é óbvio que palavras são insuficientes, é claro que o que dissermos, ficará aquém da plenitude de sua maravilha, é evidente que em Istefany estão presentes os predicados que a torna Deusa e é merecido que ela seja homenageada, pois, em virtude de sua inenarrável imagem, somos seus admiradores.

O pedestal das beldades sente-se honrado em ser pisado pelos formosos pés de Istefany e ela, vê após si, um séquito de fãs encantados por sua formosura. Istefany é moldada na sinuosidade impecável do criador que em seu exímio capricho, fez da mulher a obra mais perfeita da criação.

Ela torna bonito qualquer ambiente, ela é destaque, ela é evidência, Istefany é referência...

Os bons adjetivos não lhe estão ausentes, prostremo-nos, Istefany Garcia é a Bela da Semana.

*ISTEFANY CAROLINE RODRIGUES GARCIA – Diamante do Norte/PR - Istefany é filha de Andreia Candido Rodrigues e Joseli Garcia Lessa, corinthiana de coração, Istefany estuda o 3º Ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Reynaldo Massi em Diamante do Norte.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Em fala para inglês ver, Temer distorce realidade econômica e social

Na abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça (19), o presidente Michel Temer discorreu sobre uma realidade paralela, diferente da vivenciada pelos brasileiros. Falou de superação da crise, quando muitos veem a economia estagnada; de equilíbrio fiscal, apesar dos déficits recordes; de promoção de políticas sociais, que na verdade sofreram cortes. Teceu loas à abertura do Brasil, como se isso fosse positivo. “É tudo ilusório, discurso para inglês ver”, avalia o economista Guilherme Delgado.


Por Joana Rozowykwiat
Na sua fala, Temer disse que o país atravessa um momento de transformações decisivas, que teriam impacto positivo. “Com reformas estruturais, estamos superando uma crise econômica sem precedentes. Estamos resgatando o equilíbrio fiscal. E, com ele, a credibilidade da economia”, afirmou.

Após uma queda acumulada de quase 7,3% entre 2015 e 2016, a economia brasileira de fato parou de cair e registrou um avanço de 1% e de 0,2% no primeiro e segundo trimestres de 2017, respectivamente.

Ocorre que essa era uma situação esperada, causada por fatores pontuais - como a boa safra agrícola -, e não aponta para a retomada sustentável do crescimento, conforme vários economistas. Inclusive porque o resultado positivo recente é muito pequeno, na comparação com o baque dos períodos anteriores, fazendo com que o PIB do último trimestre permaneça menor que o registrado no primeiro trimestre de 2016.

Para Delgado, o discurso de que a recuperação está em curso e decorre das reformas promovidas pelo governo “é ilusório”. “Se você está em crescimento negativo e passa a crescer 0,2%, chamar isso de tendência é fazer os outros de trouxa”, disse.

“Nada disso corresponde ao Brasil real. Não tem recuperação, há movimentos conjunturais, que, numa economia muito deprimida, é natural ocorrem. Nessa circunstância adversa, a única notícia importante nesse período foi o crescimento físico da produção de grãos. Mas isso é uma notícia que tem certa ambiguidade, porque não necessariamente esse crescimento foi acompanhado de melhoria na exportação em valores”, completou.

13,3 milhões de desempregados

Nas Nações Unidas, Temer também declarou que o país voltou a gerar empregos. Segundo dados do IBGE – que abarcam o mercado formal e informal -, a população ocupada aumentou em 1,4 milhão de pessoas (1,6%) no trimestre encerrado em julho. Mas a alegada recuperação dos postos de trabalho se apoia, principalmente, na substituição de trabalhadores com carteira assinada por aqueles na condição de informalidade. Houve aumento de 4,6% dos trabalhadores sem vínculo na carteira. E, ainda assim, o Brasil permanece com 13,3 milhões de desempregados.

Já os números do Caged, do Ministério do Trabalho - que reúnem apenas o mercado formal – mostram que foram criados 103.258 empregos formais de janeiro a julho deste ano, contra um saldo negativo de 623.520 postos em igual período de 2016.

"A recuperação mostrada pelo IBGE ainda precisa ser confirmada e os empregos criados foram predominantemente informais. E, de qualquer forma, essa flutuação do emprego nos remete ainda a um patamar de desemprego muito alto. Você sai dos 13,3% de desemprego para 12,5%. Isso é ainda mais que o dobro do que tínhamos em dezembro de 2014. Então houve uma flutuação conjuntural, mas que não tem nada a ver com reformas, como ele diz”, pondera Delgado.

De acordo com o economista, o discreto resultado positivo do PIB também não tem relação com as reformas anunciadas pela gestão. Inclusive porque algumas delas sequer se materializaram ainda.

“A reforma trabalhista, por exemplo, nem entrou em vigor. A da Previdência não saiu do papel. E atribuir qualquer resultado à PEC do teto de gastos não faz sentido, porque ela tem sido um obstáculo à provisão de bens públicos e não causa de qualquer melhoria”, elencou.

Quanto ao equilíbrio fiscal, bandeira única da gestão Temer, basta lembrar que o governo acabou de revisar a meta de déficit fiscal, ampliando o rombo para 2017 em R$ 20 bilhões. Agora, a estimativa é de déficit de R$159 bilhões e, mesmo assim, parte da equipe econômica ainda avalia que pode ser preciso uma nova alteração.

“A situação fiscal, a se ver pela meta de déficit primário e nominal, continua na mesma faixa de proporção do PIB. Eles não melhoraram nada. E a meta fiscal ainda teve que ser revista muito por causa de anistias e isenções que eles deram para pagar a conta da votação, na Câmara, da denúncia contra Temer”, disparou o economista.

Política social derrete com teto de gastos

No seu discurso, o presidente brasileiro defendeu ainda que “recobramos a capacidade do Estado de levar adiante políticas sociais indispensáveis em um país como o nosso”. Segundo ele, “nosso olhar deve voltar-se, também, para as minorias e outros segmentos mais vulneráveis de nossa sociedade. É o que temos feito no Brasil, com programas de transferência de renda e de acesso à habitação e à educação”.

Mas a verdade vai na direção contrária, já que o governo - cujo início ficou marcado por ser formado por homens, brancos e velhos - promoveu cortes em diversos programas. E a prioridade dada pela gestão aos temas sociais está explícita na fala de alguns ministros, que foram a público atacar a saúde e a educação pública e defender a privatização em áreas estratégicas.

“A política social não melhorou, pelo contrário, declinou do ponto de vista da garantia de recursos. No período 2016-2017, o orçamento público, por disposição legal, ficou constrangido. Você atacou o orçamento da seguridade social, impediu que as vinculações orçamentárias do Cofins e CSLL se aplicassem ao gasto social. A política social derreteu nesse período, sob a égide da PEC dos gastos”, indicou Delgado.

Benevolente com interesses estrangeiros

Presidente do entreguismo, Temer declarou, na ONU, que esse “novo Brasil” que surge com as “reformas” está muito mais “aberto ao mundo”. Guilherme Delgado ressaltou que esse trecho condiz com as atitudes do governo, que “vem fazendo um processo de concessão máxima aos interesses do capital internacional”.

“Ele está é oferecendo recursos naturais, ativos como reservas do pré-sal, áreas de agricultura, concessões de serviços públicos. O problema é que você faz esse esforço e tem a expectativa de que porque é um governo benevolente com o interesse estrangeiro, a contrapartida será o capital estrangeiro vir para salvar a pátria”.

Mas a experiência mostrou o contrário. Na sua avaliação, trata-se da mesma retórica do grupo conservador, que já existia nos governos Fernando Henrique Cardoso, algo que “degringolou” exatamente porque não houve essa contrapartida externa.

“O país se endividou, tornou-se campeão de importação de tudo que vem do resto do mundo e não conseguiu crescer. Sofreu num ataque especulativo. Replicar essa estratégia tucana, com apoio ostensivo dos mercados financeiros, não tem significado, não é por aí que você vai realizar o projeto de crescimento. Não tem leitura histórica nesse sentido”, colocou.

Para o economista, a saída para a crise vai na direção contrária. “Quando você não tem o papel coordenador do Estado no investimento em infraestrutura, nem o mínimo de articulação interna dos blocos privados e estatais para sair à frente, o país fica empancado. Não tem isso de que vai crescer porque entregou tudo para o exterior”, criticou.

De acordo com ele, o discurso econômico de Temer é “retórica pura e vazia”. “É um discurso que poderia ter sido escrito há 20 anos pelo grupo do Plano Real, que tinha até mais até com mais tecnicalidade e verve, porque eles apresentaram a fatura do fim da inflação. E esse governo não apresentou nada até agora. Nem é o governo do crescimento, nem da distribuição, nem da estabilidade”, encerrou.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Acidente com o ônibus de Nova Londrina - Dono dos animais sobre a pista pode ser responsabilizado

Um ônibus com 35 estudantes de Nova Londrina se acidentou no final da noite de quarta-feira na BR-376, Km 63, perto da Fazenda Matão. O veículo atropelou cinco cabeças de gado que estavam na pista e o motorista perdeu o controle.


Responsabilidade pode recair sobre o dono dos animais.

O ônibus de estudantes, já desgovernado, também bateu numa árvore e numa carreta (bitrem) carregada de milho. Parte da carga se espalhou pela pista. Três pessoas ficaram feridas, sem gravidade. Ontem à tarde apenas o motorista permanecia internado na Santa Casa de Paranavaí.

Um integrante da Polícia Rodoviária Federal - PRF, confirmou que as informações do acidente devem ser encaminhadas para inquérito da Polícia Civil. Cabe a ela as investigações e possível responsabilização para denúncia a ser apresentada ao Ministério Público.

O gado tinha “brincos” de identificação nas orelhas. Por isso, não deverá haver dificuldade de localização. Todas as cinco cabeças morreram na hora com a pancada frontal do ônibus.

A estudante de Direito, Aline Moura, detalhou ao DN por telefone a situação vivida. Concorda que foi um grande susto. Diz que não houve tempo para o motorista desviar.

Ainda assim, após bater nos animais, ele tentou controlar o veículo. Bateu numa árvore, que em princípio ajudou a diminuir a velocidade. Posteriormente, atingiu a lateral da carreta e tombou fora da pista. 

A BR-376 não chegou a ser interditada. Isso porque os veículos e parte da carga de milho espalhada ficaram fora da pista de rolamento. Também o horário contribuiu, já que na madrugada é menor o trânsito de veículo na BR-376.

O Código Civil em seu artigo 132 cita a exposição da vida e da saúde de outros em perigo. Também o Código Penal em seu artigo 31 (Lei das Contravenções) cita a negligência na guarda de animais perigosos.

General do Exército ameaça 'impor solução' para crise política no país

Um general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças da Força, afirmou, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília na última sexta-feira (15), que seus "companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência à corrupção de políticos.

General Antônio Hamilton Martins Mourão
Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que "impor isso" [ação militar] e que essa "imposição não será fácil". Segundo ele, seus "companheiros" do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento para a ação, mas ela poderá ocorrer após "aproximações sucessivas".

"Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso."

O general afirmou ainda: "Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas". Segundo o general, o Exército teria "planejamentos muito bem feitos" sobre o assunto, mas não os detalhou.

Natural de Porto Alegre (RS) e no Exército desde 1972, o general é o mesmo que, em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, em tese para um cargo burocrático sem comando sobre tropas armadas, após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff. Um oficial sob seu comando também fez na época uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, acusado de inúmeros crimes de tortura e assassinatos na ditadura militar.

A palestra de sexta-feira (15) foi promovida por uma loja maçônica de Brasília e acompanhada por integrantes do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, entre outros. Segundo o vídeo de duas horas e 20 minutos que registra o evento, postado na internet, Mourão foi apresentado no evento como "irmão", isto é, membro da maçonaria do Rio Grande do Sul.

Ele se definiu como "eterno integrante da [comunidade de] inteligência", tendo sido graduado como oficial de inteligência na ESNI (Escola do Serviço Nacional de Informações). Criado após o golpe militar de 64 e extinto em 1990, o SNI era o braço de inteligência do aparato de repressão militar para ajudar a localizar e prender opositores do governo militar, incluindo sindicalistas, estudantes e militantes da esquerda armada.

Um dos organizadores do evento, o "irmão" Manoel Penha, brincou, no início da palestra, que havia outros militares à paisana na plateia, com "seu terninho preto, sua camisa social". Ele afirmou em tom de ironia: "A intervenção que foi pedida, se feita, será feita com muito amor".


Na sua exposição, de quase uma hora, o general criticou a Constituição de 1988, que segundo ele garante muitos direitos para os cidadãos e poucos deveres, atacou a classe política. "Sociedade carente de coesão cívica. A sociedade brasileira está anímica. Ela mal e porcamente se robustece para torcer pela Seleção brasileira ou então sai brigando entre si em qualquer jogo de time de futebol. Crescimento insuficiente e o Estado é partidarizado. O partido assume, ele loteia tudo. Tal ministério é do sicrano, tal do fulano, e aquilo é porteira aberta. Coloca quem ele quer lá dentro e vamos dar um jeito de fabricar dinheiro."

O general respondeu a uma pergunta lida pelos organizadores do evento, segundo a qual "a Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas". Contudo, "intervenção militar" não é prevista em nenhum trecho da Constituição. O artigo 142 da Carta, que costuma ser citado por militantes na internet, fala apenas que as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria e "à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes [Poderes], da lei e da ordem". O texto, portanto, condiciona uma eventual ação militar a uma iniciativa anterior dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A pergunta também sugeriu um "fechamento do Congresso".

Na sua resposta, contudo, Mourão não rebateu a afirmação contida na pergunta de que uma "intervenção" seria constitucional e nada falou sobre fechamento do Legislativo. Pelo contrário, elogiou-a como "excelente pergunta".

Em nota neste domingo (17), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização não governamental, disse que vê com "preocupação e estranheza" a sugestão do general de que o Exército poderá "intervir militarmente, caso a situação política não melhore". "Esta declaração é muito grave e ganha conotação oficial na medida em que o General estava fardado e, por isso, representando formalmente o Comando da força terrestre. Ela é ainda mais grave por ter sido emitida pelo Secretário de Economia e Finanças, responsável pelo gerenciamento de recursos da Força e, portanto, soar como chantagem aos Poderes constituídos em um momento de restrição orçamentária."

"O Exército Brasileiro tem pautado sua atuação no cumprimento da lei, buscando ser fator de estabilidade política e institucional. Não é possível, neste delicado quadro, vermos a confiança da população nas Forças Armadas ser abalada por posturas radicais, ainda mais diante da aguda crise de violência que atinge o país", diz a nota.

A Folha procurou na tarde deste domingo (17) o Comando do Exército e o Ministério da Defesa para ouvi-los sobre as declarações do general. Em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército informou "que o Exército Brasileiro, por intermédio do seu comandante, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas tem constantemente reafirmado seu compromisso de pautar suas ações com base na legalidade, estabilidade e legitimidade". A Folha pediu um contato com o general Mourão, para que comentasse suas declarações, mas não houve retorno até o fechamento deste texto. A Defesa também não se manifestou.


A seguir, a íntegra do trecho em que o general falou sobre a "intervenção".

Pergunta: [apresentador lê um papel com a pergunta] "A Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas. Os poderes Executivos [sic] e os Legislativos estão podres, cheio de corruptos, não seria o momento dessa interrupção, [corrigindo] dessa intervenção, quando o presidente da República está sendo denunciado pela segunda vez e só escapou da primeira denúncia por ter 'comprado', entre aspas, membros da Câmara Federal? Observação: fechamento do Congresso, com convocações gerais em 90 dias, sem a participação dos parlamentares envolvidos em qualquer investigação. Gente nova."

Mourão: Excelente pergunta. Primeira coisa, o nosso comandante, desde o começo da crise, ele definiu um tripé pra atuação do Exército. Então eu estou falando aqui da forma como o Exército pensa. Ele se baseou, número um, na legalidade, número dois, na legitimidade que é dada pela característica da instituição e pelo reconhecimento que a instituição tem perante a sociedade. E número três, não ser o Exército um fator de instabilidade, ele manter a estabilidade do país. É óbvio, né, que quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: 'Pô, por que que não vamo derrubar esse troço todo?' Na minha visão, aí a minha visão que coincide com os meus companheiros do Alto Comando do Exército, nós estamos numa situação daquilo que poderíamos lembrar lá da tábua de logaritmos, 'aproximações sucessivas'. Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. Agora, qual é o momento para isso? Não existe fórmula de bolo. Nós temos uma terminologia militar que se chama 'o Cabral'. Uma vez que Cabral descobriu o Brasil, quem segue o Cabral descobrirá alguma coisa. Então não tem Cabral, não existe Cabral de revolução, não existe Cabral de intervenção. Nós temos planejamentos, muito bem feitos. Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí. E a minha geração, e isso é uma coisa que os senhores e as senhoras têm que ter consciência, ela é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu, de forma covarde, de forma não coerente com os fatos que ocorreram no período de 64 a 85. E isso marcou a geração. A geração é marcada por isso. E existem companheiros que até hoje dizem assim, 'poxa, nós buscamos a fazer o melhor e levamos pedradas de todas as formas'. Mas por outro lado, quando a gente olha o juramento que nós fizemos, o nosso compromisso é com a nação, é com a pátria, independente de sermos aplaudidos ou não. O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos de qualquer maneira atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas. Essa é a realidade.

Rubens Valente
No fAlha

O “fora Temer!” só não é escutado no Congresso e no STF


Por Jeferson Miola

O “fora Temer” é o hit que faz sucesso estrondoso no Brasil. E, também, no exterior, sempre que o usurpador Michel Temer ou algum integrante da sua cleptocracia [“governo de ladrões”, em grego] cumpre alguma agenda no estrangeiro.

A coisa está tão entranhada que, numa das agendas que o usurpador cumpriu no exterior, o locutor da cerimônia oficial chegou a anunciá-lo pelo que supunha ser seu nome, e então convidou para fazer o uso da palavra “o Senhor fora Temer!”.

O “fora Temer!” é ovacionado em formaturas, cultos religiosos, missas, shows, jogos de futebol, assembléias de trabalhadores e, inclusive, em protestos de taxistas.

É quase uma unanimidade nacional; um verdadeiro clamor que só não é defendido por menos de 3% da população brasileira; 97% quer o “fora Temer!”.

O “fora Temer!” é uma manifestação onipresente e onisciente. Está nas esquinas, nos cafés, nos bares, nas conversas de vizinhos, nas filas de banco, nas gôndolas dos supermercados, nos ensaios musicais, nas peladas de futebol, nos estádios, nos terminais de ônibus, nas filas dos mictórios públicos, nas vilas, nos tiroteios entre traficantes e policiais.

Bastam 3 pessoas reunidas e, se alguém grita “fora Temer!”, o encontro restrito e particular vira uma assembléia pública massiva gritando “fora Temer!”, “fora Temer!”, “fora Temer!”.

O “fora Temer!” se converteu numa espécie de saudação entre as pessoas. Quando alguém pergunta: “E aí, tudo bem?”, a resposta é “fora Temer!, tá tudo bem”.

Os gaúchos e paulistas, por exemplo, adotaram uma resposta original para responder à saudação “E aí, tudo bem?”.

Os gaúchos, por razões que a óbvia realidade regional impõe, respondem: “fora Temer, Sartori e Marchezan!, está tudo bem”. Os paulistas, por seu turno, respondem: “fora Temer, Alckmin e Dória!, tá tudo certo”.

No Rock in Rio não foi diferente. Uma multidão humana aderiu à campanha “believe earth” lançada pela modelo Gisele Bündchen gritando incansavelmente “fora Temer!”, “fora Temer!”, “fora Temer!”.

O “fora Temer!” é um sucesso nacional e internacional. O “fora Temer!”, todavia, só não é escutado onde deveria, que é no Congresso e no STF.

Não há nada de anormal nisso. Afinal, tanto o Congresso quanto o STF integraram a engrenagem do golpe jurídico-midiático-parlamentar perpetrado em 2016 através do impeachment fraudulento da Presidente Dilma.

O establishment, que exerce o poder econômico, o poder judicial, o poder midiático, o poder político, o poder parlamentar e o poder cultural, já decidiu que não terá “fora Temer!”.

A oligarquia golpista está decidida a derreter o Brasil até o fim.

sábado, 16 de setembro de 2017

ARYY SILVA – A BELA DA SEMANA


No cobiçado rol das impecáveis prevalece a beleza sem igual das morenas, elas por sua vez esbanjam formosura... Esta que hora louvamos, tem para si uma legião de fãs que como devotos de uma deidade, prestam à ela o devido culto, pois, esta moça tem em si as atrações peculiares da formosura feminina.

Caprichosamente nascidas para fascinar, tais mulheres são adornos a favorecer lugares, olhares e o que com elas possuam proximidade, porém, quando belas, elas tem tudo para tornarem-se incomparáveis, e na condição virtuosa da beleza, quando tais criaturas atendem ao nosso convite para aqui agregar admiradores, nosso ego infla e a honra desmedida nos dá o direito de nos orgulharmos, uma vez que nos tornamos vitrine da beleza feminina.

Uma vitrine onde expomos toda a grandeza de nossas musas, de musas com a mesma realeza de Aryy Silva, que devido aos seus caprichos, lhe é conferido o direito de pisar onde tão semente as cobiçadas pisam, Aryy Silva compõe a lista das insuperáveis e por assim ser, eis que destinamos à ela nosso respeito e admiração, à ela que por hora sustenta a bandeira das impecáveis belas da semana.

Neste ensejo nossa homenagem é para ela, sua beleza é fundamental, sendo assim, ela é indispensável, é necessária, ela é referência quando em pauta o assunto está em torno da beleza feminina. Ela é um modelo a ser seguido, ela é norte a conduzir aquelas que buscam o que é preciso para ser uma bela mulher.

Sabemos, portanto, que por mais que falarmos sobre a grandeza de uma bela, em especial esta que hora nos confia sua presença, tais definições não irão descrever a exatidão, a maravilha explícita em sua imagem... Aryy Silva é admirável, ela é uma das raras, ela é uma das tais, ela está entre as únicas.

Se é de se admirar a quantia de belas mulheres neste lugar, nos causa também orgulho poder contar com a confiança e o respeito destes seres que iguais à Aryy, são providas de superioridade, uma vez mulher, tais criaturas por si só já conquistaram o posto de rainhas, ademais, sendo belas, criaturas semelhantes à esta, alcançam os píncaros da glória e tornam-se soberanas, tudo devido sua inegável condição de mulher bonita!

Por isso concluímos que Aryy Silva está além de palavras. A ela cabe o título de Deusa, ela é fascinação que nos seduz, é formosura que nos adestra, é encanto que nos domina...

Somos guiados pelo poder da feminilidade e do fascínio procedente de Aryy Silva, ela é fato, é magia, é encanto...

 A beleza é atração a adornar ambientes, a beleza, pois, quando contida em uma mulher, torna-se incomparável, assim é Arry Silva...

Apreciem leitores, ela está entre nós, venturosos são os olhos que a veem, venturosos são aqueles que tem-lhe estreita amizade, ela supera os melhores adjetivos, ela existe para ser apreciada, a ela o nosso respeito, Aryy Silva  é a bela da semana.

*ARYANE SILVA – Nova Londrina/PR – Filha de Cleuza da Silva e  José Julião Aryy é torcedora do Santos.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

É difícil que Câmara aceite nova denúncia de Janot contra Temer, dizem especialistas

Mobilização popular será decisiva para posicionamento de deputados, avaliam Patrus Ananias e Fernando Horta.


Kátia Guimarães

A autorização da Câmara dos Deputados para abrir processo de investigação criminal contra o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), e seu consequente afastamento só irá vingar se houver mobilização da população e entidades organizadas da sociedade civil. Essa é a opinião de fontes ouvidas pelo Brasil de Fato logo após a formalização, na noite dessa quinta-feira (14), da segunda denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Temer, os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral; e os integrantes do PMDB Eduardo Cunha (RJ), Henrique Eduardo Alves (RN), Geddel Vieira Lima (BA) e Rodrigo Rocha Loures (PR) foram denunciados por organização criminosa e obstrução à justiça. Os executivos Joesley Batista, um dos donos da JBS, e Ricardo Saud também foram denunciados.

Segundo a denúncia, eles cometeram crimes em troca de propina da Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Temer é apontado como o líder de uma suposta organização criminosa. A acusação contra Temer de obstrução da Justiça refere-se à delação da JBS de que o presidente teria autorizado a compra do silêncio de Cunha e do operador financeiro Lúcio Funaro.

O deputado Patrus Ananias (PT-MG) admite que a luta na Câmara para a admissibilidade da denúncia será árdua. “A Câmara, infelizmente, tem uma maioria extremamente conservadora, está muito rebaixada do ponto de vista ético, moral e dos compromissos com o povo brasileiro. Nós devemos trabalhar na Câmara, mas é fundamental também que a sociedade se mobilize”, afirma. 

Segundo ele, é preciso ainda levar em consideração que o governo Temer está deslegitimado não só por conta das consecutivas denúncias de corrupção envolvendo o presidente e seus ministros, mas pelo desmonte do Estado e caça aos direitos sociais que está sendo promovido por sua gestão. “Vai ficando cada vez mais claro que o senhor Michel Temer não tem condição de governar o país. Independente de aspectos jurídicos e do posicionamento da Câmara, está claro que ele está incompatibilizado com a nação brasileira”, afirma.

Outro ponto abordado por Patrus é que o processo de afastamento do presidente golpista deve também envolver uma discussão para sobre o que vem depois e, neste caso, deve ser a convocação de eleições diretas com a garantia da participação do ex-presidente Lula na disputa à presidência da República.

O pesquisador e historiador da Universidade de Brasília (UnB) Fernando Horta também acredita que só um novo ator no cenário político poderia levar ao afastamento de Temer, pois com a atual correlação de forças políticas, ele diz que a votação desta denúncia será ainda mais fácil do que a primeira. Isso, se deve, principalmente, em função de um processo em curso de deslegitimação da delação dos executivos da JBS, que já tiveram seus benefícios suspensos em razão do descumprimento de regras previstas nos depoimentos.

Esse, inclusive, é um dos principais argumentos da defesa do presidente Temer e sua base governista na Câmara. Outro ponto, apontado pelo professor, é saber se a delação de Lúcio Funaro, apontado como o operador financeiro do PMDB, contém provas robustas: “A gente tem que ver o que ele tem de provas, porque uma das coisas que está ficando patente para todo mundo é que a mera delação não se sustenta”.

Sobre a influência da mídia comercial nesse processo, Horta ainda diz ser preciso levar em conta a postura da Rede Globo. “A Globo já deu provas que não está mais do lado do Temer. Se ela comprar essa legitimação, pode haver algum tipo de pressão contra Temer, mas eu duvido que essa Câmara venha a incomodá-lo. Eu acredito que vamos ter o Temer até 2018”, afirma.

Um fator que pode colaborar com a mobilização é a economia e o impacto da reforma trabalhista e da terceirização na vida do trabalhador. Isso pode levar, avalia Horta, a uma conscientização maior de o quanto o governo golpista tem sido danoso ao país: “Isso vai provocar um terremoto na vida das pessoas mais pobres”.

Edição: Vanessa Martina Silva

Charge dos nossos dias

Por Renato Aroeira


Temer e cúpula do PMDB são denunciados

Na mesma peça, Janot pediu a rescisão do acordo com os executivos da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud. Temer já pediu a suspensão da denúncia.


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a segunda denúncia contra Michel Temer e sua cúpula de governo, incluindo dois ministros, dois ex-ministros, dois ex-deputados, um empresário e um executivo. Janot sustenta que todos os políticos denunciados do PMDB arrecadaram mais de R$ 587 milhões em propina.

Além de Temer, é acusado pela PGR o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-deputado e ex-asseddor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves. Eles são acusados de obstruir a Justiça e formar parte de uma organização criminosa.

Na mesma peça, Janot denuncia o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo da J&F, Ricardo Saud, ambos delatores da Operação Lava Jato, que também tiveram seus acordos coma Procuradoria-Geral rescindidos. Ambos são denunciados apenas por obstrução à Justiça.

Por entender que houve descumprimento dos termos do acordo de delação por terem omitido informações, Joesley e Saud tiveram seus acordos rescindidos a pedido de Janot. Entretanto, a decisão compete ao ministro relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Temer é apontado como o líder da organização criminosa junto ao núcleo político do PMDB para cometer crimes contra empresas e órgãos públicos. Entre as empresas listadas que teriam movimentado mais de R$ 500 milhões aos políticos estão a Petrobras, a Furnas, a Caixa Econômica Federal, além do Ministério da Integração Nacional, Agricultura, da Secretaria de Aviação Civil e da Câmara dos Deputados.

"O esquema desenvolvido no âmbito desses órgãos permitiu que os ora denunciados recebessem, a título de propina, pelo menos R$ 587.101.098,481. Além disso, os crimes praticados pela organização geraram prejuízo também aos cofres públicos", entendeu Janot.

Para o procurador-geral, são "diversos elementos de prova" que apontam Temer com o "papel central" nesta organização. Para ele, foi Michel Temer que, "ao entrar na base do governo Lula, mapeou, de pronto, as oportunidades na Petrobras".

Ao lado do atual presidente da República, Alves e Cunha eram os principais articuladores para a obtenção de espaços para o grupo político junto ao governo do ex-presidente, seguindo a influência que detinham sobre a bancada do PMDB na Câmara, "instrumentalizando-a para criar as condições necessárias ao bom posicionamento da organização criminosa".

Além deste crime, o procurador aponta a obstrução: segundo o PGR, o "temor" fez com que os peemedebistas criassem "vários planos e ações para obstrução" da Operação Lava Jato, incluindo a "cooptação e tentativa de cooptação de membros do Poder Judiciário".

"Ao denunciado Michel Temer imputa-se também o crime de embaraço às investigações relativas ao crime de organização criminosa, em concurso com Joesley Batista e Ricardo Saud, por ter o atual presidente da República instigado os empresários a pagarem vantagens indevidas Lúcio Funaro [apontado como operador financeiro de políticos do PMDB] e Eduardo Cunha, com a finalidade de impedir estes últimos de firmarem acordo de colaboração", indica.

Por se tratar de presidente da República, a decisão de um processo contra Michel Temer depende de aprovação da Câmara dos Deputados. A defesa do mandatário pediu a suspensão da denúncia até a conclusão da investigações sobre o acordo com os executivos da J&F.

Respostas

Em resposta, o mandatário disse que "o procurador-geral da República continua sua marcha irresponsável para encobrir suas próprias falhas. Ignora deliberadamente as graves suspeitas que fragilizam as delações sobre as quais se baseou para formular a segunda denúncia contra o presidente da República".

"A denúncia contra o ministro Eliseu Padilha está amparada em delatores que, sem compromisso com a verdade, contaram as histórias que pudessem lhes dar vantagens pessoais ante o Ministério Público", disse em nota Eliseu Padilha.

Moreira Franco defendeu que "essa denúncia foi construída com a ajuda de delatores mentirosos, que negociam benefícios e privilégios. Responderei de forma conclusiva quando tiver conhecimento do processo".

"Registra, desde já, o evidente excesso nas denúncias formuladas, eis que Geddel Vieira Lima é duplamente acusado pela alegada e jamais comprovada prática de uma única conduta", respondeu em nota o ex-ministro de Temer.

Rodrigo Rocha Loures disse que "não participou de nenhum acordo de pagamento ou recebimento de propinas atribuído ao PMDB da Câmara. Rodrigo era apenas um assessor pessoal do Presidente e não tinha nenhuma intervenção em atividades financeiras, ao contrário da recente denúncia contra o PMDB da Câmara."

"Sobre a nova denúncia oferecida pela PGR, a defesa de Eduardo Cunha tem a dizer que provará no processo o absurdo das acusações postas, as quais se sustentam basicamente nas palavras de um reincidente em delações que, diferentemente dele, se propôs a falar tudo o que o Ministério Público queria ouvir para fechar o acordo de colaboração", disse Eduardo Cunha.


"É lamentável a tentativa de criminalizar a atividade política a partir de suposições baseadas em fragmentos de indícios relacionados a atividades lícitas", afirmou o advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Morre Dirceu Mazzotty ex prefeito de Marilena

Dirceu Mazzotty na atualidade, foto do acervo pessoal de Jenner Mazzotty

A política da comarca está de luto, faleceu Dirceu Mazzotty, o quarto prefeito a administrar o município de Marilena, antes de Dirceu Mazzotty,  Marilena foi administrada respectivamente por Ernesto Mazzotty, Manoel Barbosa e na terceira gestão novamente Ernesto Mazzotty.  *Dirceu Mazzotty foi eleito prefeito de Marilena no dia 15 de Novembro de 1982 com 1624 votos, a época Marilena tinha 3892 eleitores, Dirceu Mazzotty tomou posse  em 01 de Fevereiro de 1983 e administrou Marilena até 31 de Dezembro de 1988. (*Fonte - TRE).

Atualmente Dirceu Mazzotty estava morando em Sinop Mato Grosso e por decisão da família lá será o sepultamento.


Minha consideração:

Dirceu Mazzotty quando prefeito de Marilena
Foto de Jenner Mazzotty.
Sempre gostei de politica, desde a mais terna idade, quanto ao tempo de criança, minha memória é fiel, Dirceu Mazzotty foi minha primeira referência na política, apesar de não votar quando se é criança, seu Dirceu foi o primeiro político por quem torci com o mesmo entusiasmo que tenho quando escolho a quem apoiar, sem dúvida foi por influência de meu saudoso pai, que na ocasião em que este senhor foi candidato a prefeito de Marilena, foi exatamente em Dirceu Mazzotty que meu pai confiou seu voto... Seu Dirceu foi o eleito naquela ocasião, o que me entusiasmou a gostar ainda mais de pleitos eleitorais... Cumpriu-se para ele a lei natural do existir, a morte, página de capa dura da vida, de difícil aceitação e que muito abala aos parentes e amigos que ficam por aqui, porém, a morte é a única certeza incontestável, não há muito o que dizer, a não ser lamentar pela perda... Muita força aos filhos Jane Mazzotty, Jenner Mazzotty e a todos os familiares... Vá em paz seu Dirceu.


Há vagas - Unespar abre teste seletivo para professores colaboradores

Os aprovados atenderão aos campi de Apucarana, Curitiba I (Embap), Curitiba II (FAP), Paranaguá, Paranavaí e União da Vitória. Os salários variam conforme a carga horária e formação dos candidatos podendo chegar até a R$ 8.208,58.


A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) vai contratar dez professores para atuarem como colaboradores da instituição. Para isso, abriu o período de inscrição do processo para a seleção dos profissionais.

Os candidatos devem inscrever-se até 22 de setembro exclusivamente pelo site www.unespar.edu.br/concursos. Clique Aqui. A taxa de inscrição é R$ 100 e os casos de isenção podem ser solicitados até 13 de setembro.

A Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) informa que o objetivo é preencher as vagas abertas para atender as demandas dos cursos e garantir que os estudantes não fiquem com as aulas comprometidas.

As vagas em oferta estão divididas entre as áreas de Serviço Social, Libras, Clarineta, Matemática e Letras (Língua Portuguesa e Língua Espanhola).

Os inscritos terão que fazer a prova escrita no dia 16 de outubro, às 8h30, com duração de quatro horas. Depois ainda passam pelas provas didática e de títulos. O resultado final será publicado a partir de 27 de outubro.

Os aprovados atenderão aos campi de Apucarana, Curitiba I (Embap), Curitiba II (FAP), Paranaguá, Paranavaí e União da Vitória. Os salários variam conforme a carga horária e formação dos candidatos podendo chegar até a R$ 8.208,58.

De acordo com a Comissão Permanente de Processo Seletivo (CPPS), informações sobre os conteúdos exigidos e funcionamento das provas devem ser consultadas no Edital 010/2017 no próprio site do concurso.

Todo contato referente ao processo deve ocorrer apenas pelo e-mail cpps@unespar.edu.br.

domingo, 10 de setembro de 2017

'Bombardeamos tudo que se movia': os ataques que ajudam a explicar o rancor histórico da Coreia do Norte com os EUA

Os bombardeios americanos foram um pesadelo para a população civil norte-coreana.
Por Guillermo D. Olmo

"Tudo que se movia." Com essas palavras, o ex-secretário de Estado americano Dean Rusk definiu os alvos das bombas lançadas sobre a Coreia do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-1953), uma missão batizada pelo Pentágono de Operação Estrangular.

Segundo historiadores, foram três anos de ataques aéreos contínuos e indiscriminados, que arrasaram cidades e vilarejos da república comunista e mataram dezenas de milhares de civis.

James Person, especialista em política e história coreanas do centro de estudos Wilson Center, em Washington, diz que essa parte da história dos Estados Unidos não é muito divulgada no país. "Como ocorreu entre a Segunda Guerra Mundial e a tragédia do Vietnã, a maioria do público americano não sabe muito sobre a Guerra da Coreia."

Mas, na Coreia do Norte, nunca se esqueceram dela - e essas lembranças continuam a ser uma das razões do rancor que impera ali contra os Estados Unidos e o mundo capitalista. Desde então, Pyongyang sempre viu os americanos como uma ameaça, uma rivalidade que está na raiz da tensão que existe na região, agora em seu auge.

Mas como foi esse capítulo não resolvido da história da península coreana?

Só a intervenção chinesa foi capaz de frear o avanço das tropas dos Estados Unidos e da ONU.

No ano de 1950, tropas americanas, apoiadas por uma coalizão internacional, tentavam rechaçar uma invasão na Coreia do Sul. Kim Il-sung, avô do atual líder da Coreia do Norte, havia lançado seus homens contra o país vizinho após uma forte repressão de simpatizantes do comunismo pelo regime militar comandado por Syngman Rhee em Seul.

Apoiado por Stalin, em Moscou, Il-sung deu início ao primeiro grande conflito da Guerra Fria. Na primeira fase de hostilidades, o enorme poder aéreo americano havia se limitado a atingir alvos estratégicos, como bases militares e centros industriais, mas um fator inesperado mudou tudo.
Pouco depois do início da guerra, a China, temendo o avanço dos Estados Unidos rumo às suas fronteiras, decidiu sair em defesa da Coreia do Norte, sua aliada. Os soldados americanos começaram a sofrer cada vez mais baixas por conta dos ataques das Forças Armadas chinesas, que não eram tão bem equipadas quanto as dos Estados Unidos, mas muito mais numerosas.

"Para o comando americano, era vital interromper os suprimentos enviados por chineses e soviéticos que permitiam a Coreia do Norte manter seus esforços bélicos", explica Person.

Foi então que o general Douglas MacArthur, herói da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, decidiu dar início a sua "tática de terra arrasada".

O general MacArthur foi quem impulsinou a 'tática de terra arrasada' aplicada pelos EUA.

Ofensiva aérea

Foi o marco do início da guerra total contra a Coreia do Norte. A partir desse momento, todas as cidades e vilarejos passaram a receber a visita diária dos bombardeiros americanos B-29 e B-52 e sua carga mortal de napalm, nome dado a um conjunto de líquidos inflamáveis.

Ainda que MacArthur tenha caído em desgraça pouco depois, sua estratégia continuou a ser aplicada. Segundo Taewoo Kim, professor de Humanidades da Universidade Nacional de Seul, todas as cidades e vilarejos da Coreia do Norte foram reduzidos as escombros.

O general Curtis LeMay, chefe do Comando Aéreo Estratégico durante o conflito, declarou muito anos depois: "Aniquilamos cerca de 20% da população".

Cálculos assim levaram o jornalista e escritor Blaine Harden, autor de várias obras sobre a Coreia do Norte, a qualificar como "crime de guerra" a ação militar americana. Person não enxerga assim: "Aquilo foi uma guerra total em que todas as partes envolvidas cometeram atrocidades".

As estimativas de pesquisadores dão conta que, nos três anos de guerra, foram lançadas 635 mil toneladas de bombas contra a Coreia do Norte. De acordo com Pyongyang, 5 mil escolas, mil hospitais e 600 mil residências foram destruídos. Um documento soviético redigido pouco antes do cessar-fogo de 1953 fala em 282 mil civis mortos pelos bombardeios.

As bombas fizeram milhares de civis deixarem suas casas para se salvar.

É impossível confirmar esses números, mas ninguém nega a magnitude da devastação. Uma comissão internacional que percorreu a capital norte-coreana após a guerra atestou que não havia restado um único edifício que não tenha sido afetado pelo bombardeios.

Como havia ocorrido com os habitantes de cidades alemãs como Dresden na ofensiva final dos Aliados contra o Terceiro Reich, os norte-coreanos viram suas ruas e casas devorados por chamas, ao ponto de a maioria ter de ir para os minúsculos abrigos subterrâneos improvisados para se salvar.

Medo nuclear

Enquanto o mundo inteiro estava atento à península coreana, temendo que os Estados Unidos e a União Soviética acabassem travando uma guerra nuclear, o então ministro de Relações Exteriores norte-coreano, Pak Hen En, denunciava na ONU o "bestial extermínio de civis pacíficos pelos imperialistas americanos".

Seu relato contava que, para garantir que Pyongyang ficasse sempre cercada por incêndios, os "bárbaros transatlânticos" a bombardeavam com artefatos de ação retardada que detonavam de forma alternada, "impossibilitando que as pessoas saíssem de casa".

Infraestruturas essenciais, como barragens, usinas elétricas e ferrovias, foram sistematicamente atacadas. Taewoo Kim destacou que, "em todo o país, ficou impossível levar uma vida normal na superfície".

As autoridades comandaram uma mobilização nacional para que fossem erguidos mercados, acampamentos militares e outras instalações sob a terra para que o país pudesse funcionar. A Coreia do Norte virou uma nação subterrânea e em permanente estado de alerta.

Bombardeios reduziram cidades inteiras a escombros e deixaram milhares de vítimas.

Person diz que "toda a cidade de Pyongyang se mudou para debaixo da terra, e isso teve um tremendo impacto psicológico nos seus habitantes". O especialista explica que o medo persiste até hoje e a isso se deve o fato de que armazéns e instalações críticas continuem sendo mantidos em grandes profundidades.

Durante a noite, os norte-coreanos recrutados pelo Estado trabalhavam freneticamente para reparar as vias de comunicação e as usinas destroçadas pelas explosões durante o dia. O fruto desse trabalho causava surpresa e frustração no comando americano, que viam alvos de ataques sendo restaurados em pouco tempo.

Uma vez que o conflito em terra se estabilizou, diante da incapacidade de ambos os lados de se imporem, a campanha aérea tornou-se uma luta de desgaste em que os norte-coreanos levaram a pior.

Finalmente, em 1953, após longas negociações, veio o cessar-fogo. O então presidente americano Harry S. Truman sempre quis evitar uma escalada do conflito que pudesse levar a um confronto direto com os soviéticos.

Seu sucessor, Dwight D. Eisenhower, também compreendeu de partida que o país não poderia manter indefinidamente seus esforços bélicos na península. A morte do líder soviético Stálin em março daquele ano mudou o clima político em Moscou, o que facilitou o fim das hostilidades.

A historiadora Kathryn Weathersby, da Universidade da Coreia em Seul, explica que "sabemos pelos arquivos soviéticos que Stálin insistia que as duas Coreias e a China continuassem a lutar para que as forças americanas seguissem ali por ao menos dois ou três anos e, assim, os países do bloco comunista na Europa continuassem a atuar sem medo de uma intervenção".

Sem ele, o armistício foi mais fácil. O acordo de paz definitivo e a reunificação das Coreias seguem pendentes, mas tudo isso cimentou o mito que continua alimentando a retórica oficial norte-coreana.

Às vezes, os meios de comunicação do regime recordam os cidadãos da enorme dor infringida pelos aviões estrangeiros. Tanto Kim Il-sung como seus sucessores Kim Jong-il e Kim Jong-un se apresentam como representantes da heróica resistência que livrou a nação de sucumbir à "agressão" estrangeira.

A propaganda oficial apresenta o avô de Kim Jong-un, Kim Il-sung, como o artífice da resistência norte-coreana.

Trata-se, nas palavras de Person, "de reforçar essa narrativa em que a Coreia do Norte mantém os americanos longe com sua grande defesa e sua capacidade de dissuasão".
De alguma maneira, o legado da guerra funciona como combustível ideológico para o regime dos Kim. Também é uma das razões que explicam sua insistência em desenvolver um arsenal nuclear, apesar das constantes críticas internacionais. "Eles decidiram usar a história para justificar a opressão do povo e a miséria", diz Person.

De acordo com especialistas, em seu afã propagandístico, as autoridades de Pyongyang não têm dúvidas em deformar o passado já suficientemente brutal.

Os americanos também recorreram à propaganda para justificar seu papel no conflito.

Weathersby diz que "os museus norte-coreanos diminuem a importância dos bombardeios, talvez porque destacar a superioridade tecnológica americana geraria perguntas incômodas". Em vez disso, explica a pesquisadora, "mostram uma narrativa de matanças gratuitas supostamente perpetradas pelas tropas americanas".

Para ela, uma divisão da península nunca resolvida definitivamente e o potente poderio militar que o Pentágono mantém na Coreia do Sul e no Japão explicam por que a Coreia do Norte segue ainda sob uma espécie de estado de exceção permanente.

E explicam também, como destacou recentemente em um artigo da BBC o analista Justin Bronk, o fato de suprimentos e munição do exército serem guardados próximos da fronteira sul, em silos sob a terra, para fazer frente a uma hipotética invasão.
A guerra e o fogo que choviam do céu fizeram da Coreia do Norte um Estado-bunker. Mais de 70 anos depois, isso não mudou.


sábado, 9 de setembro de 2017

ARIANE SILVA – A BELA DA SEMANA


Beleza sem igual, sua formosura supera dizeres, ela, autêntica musa a ter para si a nossa atenção, a atenção daqueles que se sentem seduzidos por um encanto proveniente dela, ela, sonho incontestável de muitos, porém, privilégio único daquele afortunado que ela julgar merecedor de seus fascinantes adjetivos. Tê-la neste rol de desejáveis, nos é uma honra, a honra de poder propagar sua condição de criatura suprema.

Sim, uma vez mulher, à ela é concedida a supremacia, majestade mulher de infindos encantos, não há noutras a beleza que provém dela, insuperável dama de indizíveis caprichos, ela, escultura ímpar que contemplada nos favorece, fitá-la é o mesmo que termos acariciadas nossas retinas.

Ariane Silva por direito, compõe o rol das imortais beldades que nesta página recebem o culto de tantos súditos que fatalmente rendem-se pela formosura escultural de uma mulher, mulher esta que tem a beleza daquelas sumidades que deixam menores as atenienses, Ariane Silva autoridade, ícone e exemplo daquelas que se tornam referência.

Que seja cultuada, pois, a majestade feminina, que seja exaltada sua magnificência, magnificência externada em Ariane, que seja reverenciada aquela que ao ser mulher já se faz suprema, mas, sobretudo, em virtude de ser bela e morena, que seja enaltecida sua condição superior.

E assim seguimos, colocando em evidência a beleza destas mulheres, cada uma donas de suas virtudes, mostrando aos quatro cantos do mundo que de onde estamos podemos provar que a beleza de Deusas alheias ao nosso meio, não torna menor a formosura destas do nosso convívio. Aqui está Ariane Silva, assegurando que este pedaço de chão é um recanto de belas...

Desta forma, somos cativos aos fascínios contidos na magnificência de seres que nasceram para fazer diferença, assim sendo, Ariane nos cativa, ela compõe aquele grupo seleto que foge a regra do que é comum e tornam-se donas de nossa admiração.

Apreciemos, pois, a flor morena de encantos infindos, que sua beleza seja reconhecida, que as delícias cabidas às Deusas, assistam esta que tem em si a deidade das belas. À ela nosso respeito além da gratidão pela honra que nos concede em estar neste pedestal de únicas.

Sendo assim, que a beleza desta beldade, seja propagada em benefício de todos os olhos carentes do efeito causado por uma bela mulher.
Para isto ela existe, para poder fazer-nos súditos da realeza das musas... Um toque de classe se faz presente nesta página, somos grandemente gratos, Ariane Silva é a Bela da Semana.

*ARIANE DA SILVA – Marilena/PR – Filha de Maria Nilda Diniz e José Pedro da Silva
Ariane cursa Nutrição na UNINGÁ.



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A vida dos norte-coreanos que os meios de comunicação não mostram

Consultor Internacional visitou recentemente o país e desconstrói imagem produzida pela mídia.

"Pudessem, os coreanos prefeririam investir os escassos recursos do país em setores produtivos", afirma Ferreira. / Rafael Stedile.

Muito se ouve falar e pouco se conhece sobre a Coreia do Norte. O país é constantemente apresentado pela maior parte dos meios de comunicação no Brasil enquanto uma ditadura belicista sob o comando de Kim Jong-Un, a quem costumam caçoar por conta de seus penteados e vestimentas, e supostamente responsável por manter um povo faminto e oprimido.

No entanto, o relato realizado ao Brasil de Fato pelo consultor em Relações Internacionais, Rodrigo Ferreira, retrata uma outra realidade pouco conhecida pelos brasileiros do povo norte-coreano. Ferreira esteve no país no final de julho junto a uma delegação da Via Campesina (organização que aglutina um conjunto de movimentos populares do campo) e apresenta suas impressões sobre um país extremamente estigmatizado pelos meios de comunicação. Confira:

Você esteve numa delegação em recente visita à República Democrática Popular da Coreia. Qual foi o objetivo de sua visita?

Fomos a convite da Embaixada da Coreia em Brasília, em articulação com o Ministério do Comércio da Coreia e com a Associação Coreana de Ciências Sociais. O objetivo era a promoção dos laços comerciais (o Brasil é o oitavo parceiro comercial da Coreia), sobretudo em tempos de ampliação das sanções impostas ao país, pelas Nações Unidas, em decorrência do programa de desenvolvimento e testes dos mísseis balísticos intercontinentais.

Em paralelo, buscamos também uma melhor compreensão da realidade coreana, independente da visão filtrada pelos grandes meios de comunicação, com o objetivo de trazer esta realidade à militância brasileira e latino-americana, por relatos como este e pelas lentes do fotógrafo Rafael Almeida, que acompanhou a viagem.

No ocidente, todos os dias saem noticias de uma provável guerra entre a Coreia e os Estados Unidos. Como vocês viram o clima no país, nas cidades, entre a população em geral? Eles querem guerrear mesmo?

A visão que se tem no ocidente, de um estado beligerante, principalmente a partir da adoção explícita da política de Songun (priorização do setor militar) é bastante parcial. Não se comenta, ao menos suficientemente, que se trata de um território estratégico cobiçado pelos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, sobretudo pela sua capacidade de fechar o cerco à China, somando-se a bases já estabelecidas no Japão, Coreia do Sul, Guam, Taiwan, Singapura, para citar apenas algumas.

Não tivesse a liderança coreana tomado este rumo, é muito possível que encontrassem a mesma sorte de Hussein e Gadaffi, mencionando somente exemplos mais recentes de governos que não se submeteram à hegemonia americana. Em geral, a população vê o Songun e o programa nuclear como única forma de defesa possível, e não de ataque. Pudessem, prefeririam investir os escassos recursos do país em setores produtivos, mas não lhes é dada esta opção quando há dezenas de ogivas estacionadas ao outro lado da fronteira, pronto a serem disparadas.

Em uma conversa bastante aberta, em um momento de descontração em um jantar, nos foi dito que o povo coreano deseja a paz e a reunificação do país, tanto é que abominam a expressão "Coreia do Norte", pois se consideram uma só Coreia, e que tentou por muitas vezes construí-la, mas que a revolução surgiu exatamente em razão da liberação do país, e que todo coreano está disposto a dar a vida para não cair novamente em subjugação estrangeira, seja do Japão como no passado, ou agora dos Estados unidos.

Quais foram tuas impressões sobre as condições de vida da população?

A primeira impressão que se tem ao chegar é a de que o lugar parou no tempo, em algum momento nos anos 70. Os carros são modernos (em geral modelos chineses) e há alguns prédios de arquitetura mais recente, mas a impressão do todo é de certo anacronismo estético. E este é um ponto central da contrapropaganda, sobretudo na Coreia do Sul, para associá-los a um atraso econômico.

Vencida esta impressão inicial, no entanto, é importante notar que há mais dignidade na vida da população, inclusive rural, que na maioria dos países, inclusive economias centrais, hoje em crise. As cidades são limpas e o coisa pública é muito bem cuidada; com todas as limitações de recursos, os serviços básicos são gratuitos e de acesso universal; e até mesmo o problema urbano mais comum, acesso a moradia, é inexistente. Ao casar, todos recebem do governo uma residência que pode não ser luxuosa, mas é sem dúvida digna.

É preciso que se diga, boa parte da visitação, e isso ficou bastante claro, foi a hospitais modelo, escolas modelo, orfanatos modelo, que certamente ilustram onde a Coreia gostaria de chegar, mas não é a realidade de todo o país. Em dado momento, no entanto, pedimos para parar o carro em uma pequena comunidade rural, à nossa escolha, a cerca de 200 km de Pyongyang, e não há dúvidas de que o que vimos estava bem além das condições de moradia em nosso meio rural não organizado e na quase totalidade da periferia de nossas cidades.

Pudemos constatar que não há, diferentemente do que se prega na contrapropaganda ocidental, um problema grave estrutural de fome e desabastecimento. Se houve logo após do desmembramento soviético ou em decorrência de grandes cheias no meado dos anos 90, hoje estes problemas parecem estar superados, ao menos nas regiões visitadas.

Quais são os principais problemas que eles enfrentam, e qual é a aspiração da maioria da população?

O maior problema é que a autorresiliência, em um mundo globalizado, é quase impossível. Gostariam muito de não ser ameaçados, de reunificar o país por meio de um processo de paz, mas todas as vezes em que se avançou nesse sentido o processo foi sabotado pelos Estados Unidos. Não apenas isso, as sanções impostas ao país, em resposta à única alternativa que lhes é dada de resguardo à soberania nacional, são sanções desumanas. Não levam em consideração a crise humanitária que causam. Não há distinção, por exemplo, se determinada limitação a importação de ferro se refere a ligas para a fabricação de mísseis ou do conteúdo de um medicamento ou equipamento hospitalar. Isso é cruel, pois atinge diretamente a população civil apenas.

Ainda, o país tem grandes desafios em passar sua opinião ao ocidente e contrapor acusações genéricas de violações a direitos humanos. Não importa quantos vídeos de tortura aparecerem ou quantas denuncias surgirem de prisões ilegais, inclusive de menores, praticadas no ocidente, a mídia ocidental sempre dará mais destaques a denúncias contra países como a Coreia do Norte, ainda quando desacompanhada de evidências. Vencer este tipo de ataque ideológico é um grande desafio ao país.

Aqui no ocidente sempre se coloca como folclore o comportamento do presidente da Coreia e também se diz que o povo tem verdadeira adoração pelos seus dirigentes. Como você explica ou viu esse fenômeno?

A relação entre o povo e seu representante é bem diferente da nossa, nas democracias ocidentais. A adoração à liderança não é nem uma particularidade de governos de esquerda, ou da Coreia,  como faz pensar a propaganda ocidental, nem do oriente. Ainda que  se encontra no Oriente vários outros exemplos de verdadeira adoração às autoridades imperiais, como no próprio Japão, na Tailândia, etc. No ocidente, o nazismo é outro exemplo disso. Mas o culto à imagem, sobretudo de líderes em vida, toma sem dúvida proporções ainda maiores em sociedades de base confucionista, onde há uma personificação do Estado, na figura de seu líder. A relação entre governantes e governados é uma das cinco relações principais do confucionismo. Enquanto a revolução burguesa representou também uma insurreição contra a figura do monarca absolutista no ocidente, o Juche não só é uma ideologia de autoria atribuída individualmente à liderança, como prega abertamente a confusão entre Estado, Partido e Líder.

A expressão mais clara, talvez, seja o exagerado número de estátuas, fotos e nos broches que todos carregam ao peito. Há um uma adoração à imagem que talvez não encontre paralelo em outra lugar ou tempo. Um tema interessante de debate é a contradição disso com a construção do material pelo coletivo, no marxismo.

Você acha  que a população quer a reunificação com o sul? Por quê?

A paz e a reunificação, como dito, foi sempre um sonho coreano. Em um resumo rápido sobre o processo histórico, a primeira iniciativa se deu a partir do norte, em 4 de julho e 1972, quando se assinou o programa de Paz, Independência e Reunificação. Para o norte, o término do conflito estaria condicionado a estes três fatores, o que a pressão americana sobre o governo no sul nunca permitiu que fosse possível. Veja, a questão independência propunha inclusive o respeito à diferença entre os dois regimes, em um projeto de reunificação aos moldes do modelo adotado posteriormente pela China, na reanexação de Hong Kong, de ˜um país, dois sistemas.

Em 15 de julho de 2000, houve o primeiro encontro pós-guerra dos dois chefes de Estado, na Zona Desmilitarizada em Panmunjom, inclusive com a criação de um parque industrial conjunto (hoje desativado) e, em 4 de dezembro de 2007, a primeira visita de um presidente do sul a Pyongyang. Ocorre, a cada tentativa histórica de reaproximação, há sempre uma intervenção americana massiva no processo eleitoral para impor um governo nacionalista e conservador ao sul que boicotasse o processo.

Vale lembrar, não só a presença militar americana na Coreia do Sul  com mais de 300 mil soldados, já seria motivo suficiente para a gravidade da situação geopolítica. Mas também entre no jogo a disputa com outras potências como a China e a Rússia.

Você poderia destacar algum fato pitoresco que lhe chamou atenção na sua visita, e que possa interessar a militância do Brasil e da América Latina?

Há muitos. O sistema de tomadas de decisões coletivas por voto e até a palavra voto eram desconhecidos de uma representante do governo responsável por nossos cuidados. Em outra ocasião, ao perguntá-la o que ouvia ao fone de ouvido, mencionou que era uma música relacionada ao amor materno. Ficamos admirados, depois de tantos dias de viagem, onde todas as referências artísticas eram relacionadas à doutrinação, eis que ela emenda: “…amor de mãe, ou seja, o Partido.”

Aliás, essa onipresença da propaganda e construção ideológica é algo que impressiona. É difícil criticá-los quando o mundo ocidental desenvolveu formas tão sofisticadas de dominação cultural, mas ao mesmo tempo me questiono qual seria a opinião de Paulo Freire sobre ilustrações infantis de tanques e ogivas nucleares em jardim de infância.

Um ponto importante à nossa militância, a política isolacionista fez com que a mentalidade em relação a determinados assuntos seja comparável à nossa média nos anos 50/60. Isso se percebe sobretudo na defesa de interesses de minorias, como é o caso de assuntos relacionados a questões de gênero. Ao tratar de feminismo ou homossexualismo, por exemplo, não há muita diferença entre conversar com um coreano ou um conservador brasileiro.

Se por um lado houve grandes avanços em freiar individualismos e restabelecer o coletivo perdido com a revolução burguesa, isso se deu ao preço de absolutamente se ignorar os direitos das minorias e não a partir da construção de uma "unidade na diversidade", utilizando de um termo de nosso querido Houtart. Não houve, sequer minimamente, uma preocupação em superar o caráter extremamente patriarcal da sociedade coreana.

A Coreia já participou da Copa do Mundo de futebol no Brasil e parece que estão bem na classificação do grupo da Ásia. O futebol é também muito popular por lá? Eles ficaram perguntando de nosso futebol brasileiro?

Durante a nossa estada, a Coreia acabou se classificando para a Copa Asiática Sub-23, após ganhar contra Hong Kong, Taiwan e Laos. O futebol é o segundo esporte mais admirado no país, perdendo apenas para o vôlei. Há um campeonato nacional e escolas de ensino primário e secundário que, ao mesmo tempo, são preparatórias de jogadores, e pudemos visitar uma delas. A relação entre o esporte e o espectador, no entanto, parece diferente da nossa. No campeonato Sub-23, por exemplo, toda a torcida era de jovens universitários, saídos há poucos minutos de suas classes. Nos pareceu mais uma forma de promoção da identidade nacional e do patriotismo que uma relação expontânea com a torcida.

A admiração pelo futebol brasileiro é uma unanimidade. Há, no entanto, menos programas de intercâmbio com clubes brasileiros do que com europeus, o que eles gostariam de melhorar.

Edição: Luiz Felipe Albuquerque
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