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sábado, 30 de setembro de 2017

MILENA RILANI A BELA DA SEMANA


A divindade da mulher está no corpo das loiras, está nos desenhos que dão forma à graça ímpar repleta de fascínios que as diferem dos demais seres, se há algo indiscutivelmente sedutor, a beleza feminina é este exemplo, e tal maravilha, está retratada na imagem da musa que hora trazemos para ocupar este panteão de belas.

Porque a beleza é algo que encanta, porque quando maior a beleza, mais a louvamos, mais a queremos, mais admiramos, em certas ocasiões, a beleza se apresenta sem modéstia, digo a modéstia no sentido de ser muito, de ser grande, de transbordar, a beleza é algo incrível, é restrita a um seleto grupo, afeiçoou-se com os seres femininos e com elas explicitou sua sedução da maneira mais intensa, a beleza torna incrível as mulheres...

Por isso, se um dia tivermos que definir a beleza sem igual, se nos cobrarem a grandeza de detalhes que compõe a formosura da mulher e talvez, neste ensejo, nos faltarem palavras para expressar tamanho encanto, então recorreremos à imagem de Milena Rilani, dela provém as formas que substituem aquilo que os dizeres não conseguem definir...

Milena é estrela de primeira grandeza, astro de feminilidade cativante, ela é referência digna de reverência, ela povoa pensamentos, ela é a classe feminina, ela é motivo de atenção, ela é dona do pedaço, possui beleza apátrida, a mulher quando bela, qualquer país sente orgulho em ser pisado por seus pés, a beleza quando feminina tem essa capacidade de cativar os demais seres.

Por isso damos graças ao dom da visão, pois através dele contemplamos e obtemos a noção exata da real expressão da beleza, desta beleza fascinante contida unicamente nas mulheres, nas mulheres que como Milena,nasceram para fazer a diferença, Milena Rilani é musa a nos encantar, é beleza poética pela qual poesia alguma pode ser comparada.

Diletos leitores desta página, insaciáveis sedentos que buscam a fonte onde jorra o encantamento, sejam bem vindos, o pedestal das belas é ocupado por ela que merecidamente destinamos nossos elogios, não há olhar que não se encante com a imagem de uma bela, e ela com todos os seus adjetivos, supre essa necessidade de fitarmos o que fascina...

Ela é prova de que o encanto não é uma peculiaridade das lendas, ela é real, ela está para fazer-nos crentes de que a mulher é inenarrável, impossível dizer em uma ou mil laudas aquilo que em questão de maravilha toma proporções infinitas...

A nós a sorte, sorte por ela nos considerar merecedores em poder fazer-lhe prece neste mostruário da beleza por onde já estiveram tantas impecáveis...

Um viva pois à nossa tamanha sorte, por sermos espectadores deste espetáculo, um viva a oportunidade que nos é regalada ao postarmos a imagem desta inefável dama...

Provendo de elegância  este espaço onde a beleza da mulher é evidenciada, ela segue tendo os glórias destinados unicamente às escolhidas, regozijemos nesta inenarrável oportunidade, a beleza tem cabelos de ouro, Milena Rilani é a Bela da Semana.

*MILENA RILANI FERREIRA – Nova Londrina/PR – Filha de Vicente Wilson Ferreira e Edna Aparecida da Silva – Milena é torcedora do Palmeiras e estudante do Colégio Estadual Ary João Dresch.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Operação Bate-Grade encontra telefones celulares e bebida dentro da cadeia de Nova Londrina

Foto/Portal Loanda.
No início da semana, mais precisamente na manhã de terça-feira (26) os detentos da cadeia de Nova Londrina, foram inspecionados com o que para os mesmos é previsível e conhecido no meio policial como “Operação bate grade”, o intuito era passar um pente fino no interior das celas para encontrar objetos que não deveriam estar sob posse dos detentos.

Na ocasião, nem mesmo a rudimentar e artesanal “Maria Maluca ou Maria Louca”, cachaça fermentada fabricada pelos detentos escapou do crivo dos policiais, 15 litros da “birita” foram tirados do poder dos encarcerados, além da bebida, a operação, que durou aproximadamente 14 horas apreendeu segundo uma nota divulgada pela 3ª CIPM de Loanda, 13 celulares, 16 baterias para celulares, 12 carregadores também para celular, 3 facas, 2 serras, 1 aparelho de tatuagem, 4 pen drives e uma caixa de som.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Porto Rico - Incêndio consome quase 90% da vegetação da Ilha Floresta

A Ilha Floresta, localizada entre Querência do Norte e Porto Rico, tem aproximadamente três mil hectares e ficou nacionalmente conhecida porque era lá que morava o cantor Wagner Barreto. O adolescente foi o primeiro vencedor do programa The Voice Kids da Rede Globo.


A Ilha Floresta, localizada entre Querência do Norte e Porto Rico, teve quase 90% de sua vegetação consumida por um incêndio florestal incontrolável. Desde a última quarta-feira (20) a Defesa Civil de Querência do Norte e o Corpo de Bombeiros de Paranavaí monitoram a situação.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Paranavaí, tenente Guilherme Brischiliari, as famílias que residem na ilha tiveram as árvores cortadas no entorno de suas casas. Além disso, foram feitos aceiros (retirado material vegetal e feito um buraco no chão) para evitar que o fogo se propague e atinja os imóveis.

Ainda conforme o comandante, o combate ao incêndio foi dificil porque não havia como levar equipamentos até o local. A ação dos bombeiros e da Defesa Civil ficou limitada a abafadores e bomba costal anti-incêndio.

Os bombeiros e a Defesa Civil também resgataram animais silvestres que foram entregues para a Polícia Ambiental em Porto Rico e serão devolvidos ao habitat natural em outras ilhas da região.

Segundo Brischiliari, não é possível indicar se o incício do incêndio foi criminoso. A Ilha Floresta tem aproximadamente três mil hectares e ficou nacionalmente conhecida porque era lá que morava o cantor Wagner Barreto. O adolescente foi o primeiro vencedor do programa The Voice Kids da Rede Globo.

Informações: Diário do Noroeste

Silvio Santos vai pagar pelas baixarias na TV?


Por Altamiro Borges

Nesta sexta-feira (22), o Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) moveu uma ação contra o SBT por “danos morais coletivos” em que cobra uma multa de R$ 10 milhões da emissora. O processo tem como base dois casos escabrosos: o primeiro, de abril de 2016, envolvendo a assistente de palco Milene Pavorô, no Programa do Ratinho; e o segundo, de junho último, envolvendo a jovem Maisa Silva durante o Programa Silvio Santos. No caso mais recente, o dono da emissora insistiu em um namoro entre a adolescente e o apresentador Dudu Camargo, o que gerou uma situação constrangedora. Dias depois, Silvio Santos persistiu no crime, promovendo um novo encontro entre os dois na gravação do programa, levando Maisa Silva a sair chorando do estúdio.

Na avaliação do MPT-SP, a jovem “sofreu grave constrangimento diante da violação de sua privacidade, intimidade e honra, caracterizando lesão aos direitos da personalidade, mediante abuso do poder hierárquico e discriminação do gênero feminino pela forma de tratamento dispensada às profissionais”. Este caso ocorreu no momento em que o órgão negociava um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o SBT devido ao episódio de agressão sofrido pela assistente de palco do Programa do Ratinho. Na época, o apresentador chutou a caixa de papelão em que Milene Pavorô estava e o golpe atingiu a região da nuca da funcionária, “que deu um grito e caiu sentada no chão, visivelmente assustada e possivelmente machucada", relata o MPT.

Um filhote da ditadura militar

Nos dois episódios lamentáveis, difundidos amplamente em uma concessão pública de tevê, o truculento Silvio Santos não fez qualquer autocrítica. O SBT inclusive se recusou a assinar o TAC, alegando que a humilhação imposta por Ratinho foi apenas uma “encenação” do programa, “que tem conteúdo humorístico”. Já sobre o constrangimento sofrido pela jovem Maisa Silva e sobre o processo movido pelo Ministério Público do Trabalho, ele ainda não se manifestou. Silvio Santos não nega suas origens no regime militar. Recentemente, ele confessou seus vínculos com os generais promotores de torturas e mortes no país.

O jornalista Mauricio Stycer, do site UOL, registrou a confissão: “Silvio Santos já manifestou mais de uma vez gratidão a João Batista Figueiredo (1918-1999), último general a presidir o Brasil durante a ditadura. Foi no governo dele, em 1981, que o empresário ganhou a concessão de parte dos canais da TV Tupi, incluindo o de São Paulo, o que permitiu a transformação da TVS, do Rio, em SBT. Neste domingo [27/08/2017], em meio a uma brincadeira com os nomes de diferentes presidentes, ele voltou a fazer um elogio a Figueiredo: ‘Sou muito grato a ele. Se não fosse ele, eu estava vendendo caneta na praça da Sé’”.

Casos de Justiça e de polícia

As baixarias na televisão brasileira não são uma exclusividade do fascistoide Silvio Santos. Em julho último, a coluna “TV e Famosos”, do UOL, fez um levantamento sobre os programas que estão na mira do Ministério Público Federal por desrespeito aos direitos humanos, racismo e estímulo ao ódio e à violência. Vale conferir a reportagem:

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"A Casa"

O Ministério Público Federal de São Paulo abriu inquérito para investigar o reality show "A Casa", da Record, após denúncias de telespectadores por violação de direitos humanos. 100 participantes ficam confinados em um imóvel de 120 m², com objetos e móveis para comportar até quatro pessoas. Só existem quatro camas, quatro toalhas, e alimentos e itens de higiene limitados, como papel higiênico, para este número de moradores. Alguns participantes já chegaram a passar mal e desenvolver doenças contagiosas no programa.

"BBB"

O reality mais longevo da Globo vira e mexe dá problema à emissora. Em 2010, foi um comentário do participante Marcelo Dourado, que disse que "hétero não pega AIDS". O comentário equivocado foi alvo do Ministério Público Federal (MPF) e uma liminar obrigou a emissora a exibir um esclarecimento sobre o assunto.

No "BBB12", a Globo teve de lidar com o maior escândalo do programa. O participante Daniel Echainz foi acusado de abusar sexualmente da colega Monique Amin, que estava alcoolizada, e o MPF instaurou inquérito para apurar se houve violações dos direitos da mulher no programa. O órgão ainda moveu uma ação para impedir que a Globo usasse as imagens do ocorrido, já que elas remetiam a um crime.

Uma esponja considerada racista motivou uma ação do MPF contra a Globo em 2016. O utensílio em questão imitava um penteado black power e foi alvo de protestos de espectadores antes mesmo da edição começar. A instituição protocolou uma ação civil pública contra a emissora "por dano moral coletivo e discriminação racial".

"Pânico"

O Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos pediu no MPF a retirada do ar dos quadros "A Academia das Paniquetes" e "O Maior Arregão do Mundo", exibidos pelo Pânico em 2012, alegando que eles estimulavam a discriminação e constrangiam a figura feminina. O programa também já teve de pagar indenizações a famosos como Agnaldo Silva e Antônia Fontenelle, e foi condenado a remover paródias do ar.

"Bom Dia & Cia"

O tradicional infantil do SBT era apresentado por Matheus Ueta e Ana Julia em 2015, quando os dois foram afastados por uma determinação do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo que visava a readequar o horário de trabalho dos apresentadores mirins. Eles ficaram duas semanas longe do programa e o juiz responsável pelo caso concedeu o alvará para que eles voltassem a trabalhar. O SBT, porém, optou por deixar Silvia Abravanel, diretora do núcleo infantil da emissora, no comando da atração.

"SBT Brasil"

O MPF trava uma batalha na Justiça contra o SBT por conta de um comentário feito por Rachel Sheherazade no "SBT Brasil" em 2014. Na ocasião, ela defendeu o linchamento de um adolescente que foi amarrado a um poste após um furto no Rio de Janeiro. A decisão de primeira instância foi favorável à emissora, mas neste ano o MPF entrou com recurso por considerar que a emissora extrapolou o direito à liberdade de expressão por exibir mensagens que incitam a violência.

"O Sexo e as Negas"


O seriado de Miguel Falabella foi alvo de denúncias antes de estrear, em 2014, por conta de seu nome e seu conteúdo, que girava em torno da vida sexual de quatro amigas – todas negras. A Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República abriu um procedimento administrativo para investigar a produção e autuou a Globo. Não houve maiores consequências, mas as críticas fizeram o autor Miguel Falabella se afastar da ideia de uma possível segunda temporada.

Uma decisão inédita contra Sergio Moro


Por Jandira Feghali

Na noite de quarta-feira (20), uma decisão inusitada surpreendeu muita gente. Foi da subprocuradora da Procuradoria Geral da República (PGR), Áurea Lustosa, a respeito da parcialidade crônica e explícita do juiz Sergio Moro. Num despacho de 19 páginas recheado de apontamentos, a magistrada atende pedido dos advogados de Lula e aponta com rigor a desqualificação do juiz curitibano para ficar a frente dos casos que envolve o ex-presidente.

A decisão da subprocuradora é histórica no que tange a operação Lava-Jato. Primeiro, porque é a primeira vez que um alto escalão do sistema indica o comportamento político ativo do juiz nos últimos meses. E segundo, porque expõe com provas e argumentos claros a balança desequilibrada de Moro no que se refere a Lula.

Até a foto de Moro com o senador Aécio Neves (PSDB/MG), num evento da Revista IstoÉ, aparece. Na ocasião, a famosa foto revela um juiz que, entre sorrisos e conversa a pé do ouvido com um político tucano investigado pelo STF, não prima pela isenção. Como revela o advogado Anderson Lopes da equipe de criminalistas que atuam no caso, “Em um ambiente de disputa política extremamente acirrada que o país vive desde 2014, o juiz Moro deveria ter dado mostras de imparcialidade nos processos e fora dele”. Faltou isso tudo.

Uma democracia forte exige que as instituições atuem de forma isenta e apartidária, o que falta naqueles que conduzem a operação no Paraná. Com esse desequilíbrio, vivemos uma perseguição ideológica por parte daqueles que deveriam estar acima da disputa política e dar exemplo de isenção.

Entrevistas dos procuradores ou de Moro na Grande Mídia, palestras pelo Brasil e reuniões fechadas com formadores de opinião revelam que a investigação ou a condenação de Lula sem provas constitui uma fraude ao direito e à democracia.

Caberá ao Superior Tribunal de Justiça, repor a credibilidade do processo, pois será a instância que analisará e sentenciará sobre o afastamento de Moro dos casos envolvendo Lula, conforme solicita a subprocuradora. Diante dos embates políticos e da crise que se alastra por diversos poderes da República, será uma vitória importante se recuperarmos o que mais falta na Lava-Jato: imparcialidade. Pelo que se tem visto até aqui, a lei não é para todos.

* Jandira Feghali é médica, deputada federal (PCdoB/RJ) e vice-líder da oposição.

Via – Blog do Miro

Paraná - Rede de Médicos Populares quer levar a Saúde "onde ela deve estar"

Articulação está em oito cidades do Paraná, com participação de mais de 30 médicos


Gabriel Pansardi Ruiz
Brasil de Fato | Londrina (PR)

Já imaginou um projeto de Saúde formado por uma rede de médicos e médicas comprometida com a população, com os movimentos sociais e com o Sistema Único de Saúde (SUS)? Então já pode começar a materializar a ideia, em desenvolvimento no Paraná por meio da Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares do Paraná, composta por 33 profissionais, de oito cidades do estado: Curitiba, Francisco Beltrão, Coronel Vivida, Condoí, Londrina, Mauá, Maringá e Foz do Iguaçu.

Segundo Hugo Leme, médico que integra o projeto no estado, a Rede propõe uma Saúde mais próxima à população, que é justamente onde ela deve estar. O médico de 26 anos, participante da Rede em Londrina, explica que a troca de saberes entre os profissionais e o conhecimento popular gera uma ideia diferente sobre saúde, que não esteja concentrado apenas nos detentores da teoria acadêmica e nos gestores políticos, mas que seja partilhado e reforçado com os saberes populares.

Para o profissional, esse processo cria novos laços entre médicos, trabalhadores e a população em geral, fortalecendo a rede de saúde pública e o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao mesmo tempo, diante da atual conjuntura política do governo federal, de perda de direitos dos trabalhadores, Hugo Leme acredita ser fundamental a organização em sintonia com os movimentos sociais: "É assim que vamos lutar por uma nova sociedade, para que o povo possa participar das esferas de decisão e do processo de distribuição de riquezas. Queremos a Saúde ao lado da população e não do lado dos empresários e sua máquina industrial, que na reprodução da doença e do sofrimento vêm uma fonte inesgotável de lucros", sintetiza.

Organização

A Rede começou a se organizar em âmbito nacional e a realizar ações em 2015, diante dos retrocessos nas políticas sociais do país, entre elas a Saúde, com cortes de verbas para o SUS. No Paraná, a iniciativa começou no mesmo ano. Um segundo encontro efetivou-se em abril de 2016, no município de Lapa (região sul do estado), reunindo cerca de 20 pessoas. Desde a articulação estadual, foi incentivada a criação de núcleos em cada município. O núcleo de Londrina trabalha principalmente por meio de minicursos, trazendo discussões temáticas e o compartilhamento de conhecimentos sobre a medicina convencional. "Sempre aprendemos muito tanto com as práticas de bioenergia, de fitoterapia e outras formas de observar o processo de saúde-doença e com a vida das pessoas", conta Leme.

Uma das oficinas ocorreu no final de julho, no acampamento Fidel Castro, situado na cidade de Centenário do Sul e organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com a adesão de 60 pessoas. O tema explorado foi Primeiros Socorros e contou também com a participação de quatro moradores convidados da Ocupação Flores do Campo, de Londrina. "Foi muito importante para o nosso povo, inclusive com o uso de um vocabulário próximo a nós. Esperamos que continuem fazendo esse trabalho conosco por muito tempo", comentou a técnica de enfermagem, Verani Bialozurm Martins, que esteve na atividade em Centenário do Sul e integra o setor de Saúde do MST.

Edição: Ednubia Ghisi

Filme paranaense ganha prêmio de melhor curta no Festival de Brasília

“Tentei”, de Laís Melo, retrata a história de Glória, uma mulher que tenta denunciar a violência doméstica que sofre.


Carolina Goetten

Um filme criado e produzido no Paraná destacou-se no Festival de Brasília do Cinema Nacional, em cerimônia de premiação ocorrida neste domingo (24). “Tentei”, dirigido por Laís Melo e construído por uma equipe encabeçada por mulheres, ganhou três prêmios da mostra competitiva de curtas nacionais, nas categorias de melhor filme, melhor fotografia - pelo trabalho de Renata Correa -, e melhor atriz  - pela atuação de Patricia Saravy. Clique aqui para ver o trailer.

O curta foi um dos 12 selecionados entre 608 produções inscritas para competir no festival. A cerimônia encerrou a 50ª edição do evento, após dez dias de programação em diversos pontos da capital federal do Brasil.

Por uma arte representativa

Em “Tentei”, a história se volta à denúncia de uma realidade vivida por muitas mulheres: a protagonista, Glória, tenta confrontar uma relação abusiva, na qual é cotidianamente violentada pelo marido. “No cinema, minha intenção desde esses lugares de privilégios que acesso, de mulher cis e branca e que tem conseguido fazer arte, apesar das tantas dificuldades, é criar espaços de escuta e voz às mulheres da classe trabalhadora, periféricas, negras, lésbicas, bissexuais, transexuais, do campo, indígenas… mas acima, criar estratégias de 'fazer com', repensando os modos de produção”, propõe a diretora, Laís Melo.

Premiação

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, realizado pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, é um dos mais tradicionais eventos audiovisuais do país. Confira os vencedores da 50ª edição, na mostra competitiva:


Troféu Candango – Longas:

Melhor Filme: Arábia, dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans

Melhor Direção: Adirley Queirós por Era uma vez Brasília

Melhor Ator: Aristides de Sousa por Arábia

Melhor Atriz: Valdinéia Soriano por Café com canela

Melhor Ator Coadjuvante: Alexandre Sena por Nó do Diabo

Melhor Atriz Coadjuvante: Jai Baptista por Vazante

Melhor Roteiro: Ary Rosa por Café com canela

Melhor Fotografia: Joana Pimenta por Era uma vez Brasília

Melhor Direção de Arte: Valdy Lopes JN por Vazante.

Melhor Trilha Sonora: Francisco Cesar e Cristopher Mack por Arábia

Melhor Som: Guile Martins, Daniel Turini e Fernando Henna por Era uma vez Brasília

Melhor Montagem: Luiz Pretti e Rodrigo Lima por Arábia

Prêmio Especial do Júri: Melhor Ator Social para Emelyn Fischer, por Música para quando as Luzes se apagam

Júri Popular ( Prêmio Petrobras de Cinema) longa-metragem: Café com canela, dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio


Troféu Candango – Curtas:

Melhor Filme: Tentei, dirigido por Laís Melo

Melhor Direção: Irmãos Carvalho por Chico

Melhor Ator: Marcus Curvelo por Mamata

Melhor Atriz: Patricia Saravy por Tentei

Melhor Roteiro: Ananda Radhika por Peripatético

Melhor Fotografia: Renata Corrêa por Tentei

Melhor Direção de Arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho por Torre

Melhor Trilha Sonora: Marlon Trindade por Nada

Melhor Som: Gustavo Andrade por Chico

Melhor Montagem: Amanda Devulsky e Marcus Curvelo por Mamata

Prêmio especial: Peripatético, dirigido por Jéssica Queiroz

Júri Popular – Curta-metragem: Carneiro de ouro, dirigido por Dácia Ibiapina

Edição: Ednubia Ghisi

Pesquisadora da Universidade de Oxford diz que fundamentalismo poderá ser reconhecido como doença e tratado no futuro


O fundamentalismo religioso poderá um dia ser tratado como doença mental - e curado. Quem diz isso é Kathleen Taylor, pesquisadora em neurociência da Universidade de Oxford. A afirmação foi feita na última quarta-feira, 19, em um festival literário no Reino Unido.

Quando foi questionada sobre o futuro da neurociência, Kathleen afirmou que “uma das surpresas pode ser ver pessoas com certas crenças como pessoas que podem ser tratadas”, descreveu o jornal Times of London.

“Alguém que se tornou, por exemplo, radical em relação a uma ideologia - podemos deixar de ver isso como uma escolha pessoal resultante do puro livre-arbítrio e podemos começar a tratar isso como algum tipo de distúrbio mental”, disse a pesquisadora. “De várias formas isso pode ser uma coisa muito positiva porque sem dúvida as crenças em nossas sociedade podem provocar muitos danos.”

A autora deixou claro que não estava se referindo apenas ao fundamentalismo islâmico, mas também a cranças como a de que espancar crianças é aceitável.

Kathleen é autora do livro Brainwashing: The Science of Thought Control (Lavagem cerebral: a ciência do controle de pensamentos, em tradução livre), em que explora a ciência por trás das táticas de persuação de grupos como a Al Qaeda. “Todos nós mudamos as nossas crenças. Todos nós persuadimos uns aos outros para fazer coisas; todos nós assistimos publicidade; somos todos educados e experimentamos religiões; a lavagem cerebral é o extremo disso; é coercitiva, forte, um tipo de tortura psíquica”, disse ela em um vídeo no YouTube. A pesquisadora também é uma das que se preocupam com a ética de se aprofundar muito no cérebro humano, como as tecnologias que podem escanear ou manipular neurônios.

Tatiana de Mello Dias
No Galileu

Trump proíbe entrada de venezuelanos nos EUA alegando "questões de segurança"

Medida entrará em vigor a partir de 18 de outubro; decreto incluiu cidadãos de outros sete países.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um novo veto migratório neste domingo (24). A medida, que entra em vigor em 18 de outubro, inclui a Venezuela na lista de nações proibidas de viajar para o país. A Coreia do Norte também passou a fazer parte das restrições.

Com a medida, passam a ser oito as nações com restrição de entrada nos Estados Unidos.

O caso venezuelano é o único que difere dos outros. Enquanto nas demais nações é restringida a entrada de todo e qualquer cidadão, na Venezuela as restrições são direcionadas a funcionários de órgãos do governo e familiares.

Segundo a ordem expedida por Trump, a medida se justifica como uma política de "proteção dos cidadãos estadunidenses contra ataques terroristas e ameaças à segurança pública".

Trump já chegou a ameaçar fazer uma intervenção militar na Venezuela para depor o presidente Nicolás Maduro. Para a medida restritiva, o governo estadunidense justifica que a Venezuela foi incluída no novo veto porque o governo bolivariano não estaria cooperando para verificar se seus cidadãos representam uma ameaça à segurança nacional estadunidense.

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, criticou a decisão e ressaltou que o governo venezuelano sempre manteve o princípio de respeito mútuo e a disponibilidade de diálogo com o governo dos Estados Unidos.

A partir de 18 de outubro, cidadãos de Venezuela, Coreia do Norte, Chade, Irã, Iêmen, Síria e Líbia têm entrada restrita de cidadãos nos Estados Unidos.

Edição: Vanessa Martina Silva

sábado, 23 de setembro de 2017

ISTEFANY GARCIA – A BELA DA SEMANA


Agraciados são os olhos que contemplam o poema Istefany Garcia, mulher de beleza desmedida, típica escultura feminina que tem o propósito de encantar, colírio natural que fascina olhares e maravilha as almas. Istefany é prova da existência divina, é a conclusão indiscutível de que o mundo está aos pés destas belas criaturas que iguais à ela, nasceram com o privilégio de ser mulher.

Mulher em sua mais gloriosa condição, se ela vivesse nos dias da Grécia Antiga, Olimpo seria o seu habitat, o lugar natural das deusas possuidoras de fascinação desmedida seria para ela, se vivêssemos naquela época, Istefany ilustraria a mitologia dos antigos atenienses...

Porém, tal sorte caiu sobre nós, somos nós os contemporâneos da beldade em questão e não pecamos ao afirmarmos que uma das mulheres mais lindas do mundo viva em Diamante do Norte.

Seria a terra das orquídeas um oásis de belas escondido neste extremo noroeste do Paraná? Norteados pela quantia de mulheres procedentes daquela cidade e que já adornaram nossa página, não há dúvidas que sim e Istefany está aqui testificando que é em Diamante que garimpamos as beldades cujo a beleza excede a de todas as joias...   

Istefany é o exemplo lúcido de beleza desmedida, impossível falarmos em formosura feminina, sem antes colocar seu nome no rol das seletas criaturas que atrai olhares, olhares admirados, cobiçosos, encantados pelo deslumbre externado na imagem de quem sabe que é bonita....

Quanto à sua beleza, é óbvio que palavras são insuficientes, é claro que o que dissermos, ficará aquém da plenitude de sua maravilha, é evidente que em Istefany estão presentes os predicados que a torna Deusa e é merecido que ela seja homenageada, pois, em virtude de sua inenarrável imagem, somos seus admiradores.

O pedestal das beldades sente-se honrado em ser pisado pelos formosos pés de Istefany e ela, vê após si, um séquito de fãs encantados por sua formosura. Istefany é moldada na sinuosidade impecável do criador que em seu exímio capricho, fez da mulher a obra mais perfeita da criação.

Ela torna bonito qualquer ambiente, ela é destaque, ela é evidência, Istefany é referência...

Os bons adjetivos não lhe estão ausentes, prostremo-nos, Istefany Garcia é a Bela da Semana.

*ISTEFANY CAROLINE RODRIGUES GARCIA – Diamante do Norte/PR - Istefany é filha de Andreia Candido Rodrigues e Joseli Garcia Lessa, corinthiana de coração, Istefany estuda o 3º Ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Reynaldo Massi em Diamante do Norte.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Em fala para inglês ver, Temer distorce realidade econômica e social

Na abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça (19), o presidente Michel Temer discorreu sobre uma realidade paralela, diferente da vivenciada pelos brasileiros. Falou de superação da crise, quando muitos veem a economia estagnada; de equilíbrio fiscal, apesar dos déficits recordes; de promoção de políticas sociais, que na verdade sofreram cortes. Teceu loas à abertura do Brasil, como se isso fosse positivo. “É tudo ilusório, discurso para inglês ver”, avalia o economista Guilherme Delgado.


Por Joana Rozowykwiat
Na sua fala, Temer disse que o país atravessa um momento de transformações decisivas, que teriam impacto positivo. “Com reformas estruturais, estamos superando uma crise econômica sem precedentes. Estamos resgatando o equilíbrio fiscal. E, com ele, a credibilidade da economia”, afirmou.

Após uma queda acumulada de quase 7,3% entre 2015 e 2016, a economia brasileira de fato parou de cair e registrou um avanço de 1% e de 0,2% no primeiro e segundo trimestres de 2017, respectivamente.

Ocorre que essa era uma situação esperada, causada por fatores pontuais - como a boa safra agrícola -, e não aponta para a retomada sustentável do crescimento, conforme vários economistas. Inclusive porque o resultado positivo recente é muito pequeno, na comparação com o baque dos períodos anteriores, fazendo com que o PIB do último trimestre permaneça menor que o registrado no primeiro trimestre de 2016.

Para Delgado, o discurso de que a recuperação está em curso e decorre das reformas promovidas pelo governo “é ilusório”. “Se você está em crescimento negativo e passa a crescer 0,2%, chamar isso de tendência é fazer os outros de trouxa”, disse.

“Nada disso corresponde ao Brasil real. Não tem recuperação, há movimentos conjunturais, que, numa economia muito deprimida, é natural ocorrem. Nessa circunstância adversa, a única notícia importante nesse período foi o crescimento físico da produção de grãos. Mas isso é uma notícia que tem certa ambiguidade, porque não necessariamente esse crescimento foi acompanhado de melhoria na exportação em valores”, completou.

13,3 milhões de desempregados

Nas Nações Unidas, Temer também declarou que o país voltou a gerar empregos. Segundo dados do IBGE – que abarcam o mercado formal e informal -, a população ocupada aumentou em 1,4 milhão de pessoas (1,6%) no trimestre encerrado em julho. Mas a alegada recuperação dos postos de trabalho se apoia, principalmente, na substituição de trabalhadores com carteira assinada por aqueles na condição de informalidade. Houve aumento de 4,6% dos trabalhadores sem vínculo na carteira. E, ainda assim, o Brasil permanece com 13,3 milhões de desempregados.

Já os números do Caged, do Ministério do Trabalho - que reúnem apenas o mercado formal – mostram que foram criados 103.258 empregos formais de janeiro a julho deste ano, contra um saldo negativo de 623.520 postos em igual período de 2016.

"A recuperação mostrada pelo IBGE ainda precisa ser confirmada e os empregos criados foram predominantemente informais. E, de qualquer forma, essa flutuação do emprego nos remete ainda a um patamar de desemprego muito alto. Você sai dos 13,3% de desemprego para 12,5%. Isso é ainda mais que o dobro do que tínhamos em dezembro de 2014. Então houve uma flutuação conjuntural, mas que não tem nada a ver com reformas, como ele diz”, pondera Delgado.

De acordo com o economista, o discreto resultado positivo do PIB também não tem relação com as reformas anunciadas pela gestão. Inclusive porque algumas delas sequer se materializaram ainda.

“A reforma trabalhista, por exemplo, nem entrou em vigor. A da Previdência não saiu do papel. E atribuir qualquer resultado à PEC do teto de gastos não faz sentido, porque ela tem sido um obstáculo à provisão de bens públicos e não causa de qualquer melhoria”, elencou.

Quanto ao equilíbrio fiscal, bandeira única da gestão Temer, basta lembrar que o governo acabou de revisar a meta de déficit fiscal, ampliando o rombo para 2017 em R$ 20 bilhões. Agora, a estimativa é de déficit de R$159 bilhões e, mesmo assim, parte da equipe econômica ainda avalia que pode ser preciso uma nova alteração.

“A situação fiscal, a se ver pela meta de déficit primário e nominal, continua na mesma faixa de proporção do PIB. Eles não melhoraram nada. E a meta fiscal ainda teve que ser revista muito por causa de anistias e isenções que eles deram para pagar a conta da votação, na Câmara, da denúncia contra Temer”, disparou o economista.

Política social derrete com teto de gastos

No seu discurso, o presidente brasileiro defendeu ainda que “recobramos a capacidade do Estado de levar adiante políticas sociais indispensáveis em um país como o nosso”. Segundo ele, “nosso olhar deve voltar-se, também, para as minorias e outros segmentos mais vulneráveis de nossa sociedade. É o que temos feito no Brasil, com programas de transferência de renda e de acesso à habitação e à educação”.

Mas a verdade vai na direção contrária, já que o governo - cujo início ficou marcado por ser formado por homens, brancos e velhos - promoveu cortes em diversos programas. E a prioridade dada pela gestão aos temas sociais está explícita na fala de alguns ministros, que foram a público atacar a saúde e a educação pública e defender a privatização em áreas estratégicas.

“A política social não melhorou, pelo contrário, declinou do ponto de vista da garantia de recursos. No período 2016-2017, o orçamento público, por disposição legal, ficou constrangido. Você atacou o orçamento da seguridade social, impediu que as vinculações orçamentárias do Cofins e CSLL se aplicassem ao gasto social. A política social derreteu nesse período, sob a égide da PEC dos gastos”, indicou Delgado.

Benevolente com interesses estrangeiros

Presidente do entreguismo, Temer declarou, na ONU, que esse “novo Brasil” que surge com as “reformas” está muito mais “aberto ao mundo”. Guilherme Delgado ressaltou que esse trecho condiz com as atitudes do governo, que “vem fazendo um processo de concessão máxima aos interesses do capital internacional”.

“Ele está é oferecendo recursos naturais, ativos como reservas do pré-sal, áreas de agricultura, concessões de serviços públicos. O problema é que você faz esse esforço e tem a expectativa de que porque é um governo benevolente com o interesse estrangeiro, a contrapartida será o capital estrangeiro vir para salvar a pátria”.

Mas a experiência mostrou o contrário. Na sua avaliação, trata-se da mesma retórica do grupo conservador, que já existia nos governos Fernando Henrique Cardoso, algo que “degringolou” exatamente porque não houve essa contrapartida externa.

“O país se endividou, tornou-se campeão de importação de tudo que vem do resto do mundo e não conseguiu crescer. Sofreu num ataque especulativo. Replicar essa estratégia tucana, com apoio ostensivo dos mercados financeiros, não tem significado, não é por aí que você vai realizar o projeto de crescimento. Não tem leitura histórica nesse sentido”, colocou.

Para o economista, a saída para a crise vai na direção contrária. “Quando você não tem o papel coordenador do Estado no investimento em infraestrutura, nem o mínimo de articulação interna dos blocos privados e estatais para sair à frente, o país fica empancado. Não tem isso de que vai crescer porque entregou tudo para o exterior”, criticou.

De acordo com ele, o discurso econômico de Temer é “retórica pura e vazia”. “É um discurso que poderia ter sido escrito há 20 anos pelo grupo do Plano Real, que tinha até mais até com mais tecnicalidade e verve, porque eles apresentaram a fatura do fim da inflação. E esse governo não apresentou nada até agora. Nem é o governo do crescimento, nem da distribuição, nem da estabilidade”, encerrou.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Acidente com o ônibus de Nova Londrina - Dono dos animais sobre a pista pode ser responsabilizado

Um ônibus com 35 estudantes de Nova Londrina se acidentou no final da noite de quarta-feira na BR-376, Km 63, perto da Fazenda Matão. O veículo atropelou cinco cabeças de gado que estavam na pista e o motorista perdeu o controle.


Responsabilidade pode recair sobre o dono dos animais.

O ônibus de estudantes, já desgovernado, também bateu numa árvore e numa carreta (bitrem) carregada de milho. Parte da carga se espalhou pela pista. Três pessoas ficaram feridas, sem gravidade. Ontem à tarde apenas o motorista permanecia internado na Santa Casa de Paranavaí.

Um integrante da Polícia Rodoviária Federal - PRF, confirmou que as informações do acidente devem ser encaminhadas para inquérito da Polícia Civil. Cabe a ela as investigações e possível responsabilização para denúncia a ser apresentada ao Ministério Público.

O gado tinha “brincos” de identificação nas orelhas. Por isso, não deverá haver dificuldade de localização. Todas as cinco cabeças morreram na hora com a pancada frontal do ônibus.

A estudante de Direito, Aline Moura, detalhou ao DN por telefone a situação vivida. Concorda que foi um grande susto. Diz que não houve tempo para o motorista desviar.

Ainda assim, após bater nos animais, ele tentou controlar o veículo. Bateu numa árvore, que em princípio ajudou a diminuir a velocidade. Posteriormente, atingiu a lateral da carreta e tombou fora da pista. 

A BR-376 não chegou a ser interditada. Isso porque os veículos e parte da carga de milho espalhada ficaram fora da pista de rolamento. Também o horário contribuiu, já que na madrugada é menor o trânsito de veículo na BR-376.

O Código Civil em seu artigo 132 cita a exposição da vida e da saúde de outros em perigo. Também o Código Penal em seu artigo 31 (Lei das Contravenções) cita a negligência na guarda de animais perigosos.

General do Exército ameaça 'impor solução' para crise política no país

Um general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças da Força, afirmou, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília na última sexta-feira (15), que seus "companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência à corrupção de políticos.

General Antônio Hamilton Martins Mourão
Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que "impor isso" [ação militar] e que essa "imposição não será fácil". Segundo ele, seus "companheiros" do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento para a ação, mas ela poderá ocorrer após "aproximações sucessivas".

"Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso."

O general afirmou ainda: "Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas". Segundo o general, o Exército teria "planejamentos muito bem feitos" sobre o assunto, mas não os detalhou.

Natural de Porto Alegre (RS) e no Exército desde 1972, o general é o mesmo que, em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, em tese para um cargo burocrático sem comando sobre tropas armadas, após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff. Um oficial sob seu comando também fez na época uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, acusado de inúmeros crimes de tortura e assassinatos na ditadura militar.

A palestra de sexta-feira (15) foi promovida por uma loja maçônica de Brasília e acompanhada por integrantes do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, entre outros. Segundo o vídeo de duas horas e 20 minutos que registra o evento, postado na internet, Mourão foi apresentado no evento como "irmão", isto é, membro da maçonaria do Rio Grande do Sul.

Ele se definiu como "eterno integrante da [comunidade de] inteligência", tendo sido graduado como oficial de inteligência na ESNI (Escola do Serviço Nacional de Informações). Criado após o golpe militar de 64 e extinto em 1990, o SNI era o braço de inteligência do aparato de repressão militar para ajudar a localizar e prender opositores do governo militar, incluindo sindicalistas, estudantes e militantes da esquerda armada.

Um dos organizadores do evento, o "irmão" Manoel Penha, brincou, no início da palestra, que havia outros militares à paisana na plateia, com "seu terninho preto, sua camisa social". Ele afirmou em tom de ironia: "A intervenção que foi pedida, se feita, será feita com muito amor".


Na sua exposição, de quase uma hora, o general criticou a Constituição de 1988, que segundo ele garante muitos direitos para os cidadãos e poucos deveres, atacou a classe política. "Sociedade carente de coesão cívica. A sociedade brasileira está anímica. Ela mal e porcamente se robustece para torcer pela Seleção brasileira ou então sai brigando entre si em qualquer jogo de time de futebol. Crescimento insuficiente e o Estado é partidarizado. O partido assume, ele loteia tudo. Tal ministério é do sicrano, tal do fulano, e aquilo é porteira aberta. Coloca quem ele quer lá dentro e vamos dar um jeito de fabricar dinheiro."

O general respondeu a uma pergunta lida pelos organizadores do evento, segundo a qual "a Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas". Contudo, "intervenção militar" não é prevista em nenhum trecho da Constituição. O artigo 142 da Carta, que costuma ser citado por militantes na internet, fala apenas que as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria e "à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes [Poderes], da lei e da ordem". O texto, portanto, condiciona uma eventual ação militar a uma iniciativa anterior dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A pergunta também sugeriu um "fechamento do Congresso".

Na sua resposta, contudo, Mourão não rebateu a afirmação contida na pergunta de que uma "intervenção" seria constitucional e nada falou sobre fechamento do Legislativo. Pelo contrário, elogiou-a como "excelente pergunta".

Em nota neste domingo (17), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização não governamental, disse que vê com "preocupação e estranheza" a sugestão do general de que o Exército poderá "intervir militarmente, caso a situação política não melhore". "Esta declaração é muito grave e ganha conotação oficial na medida em que o General estava fardado e, por isso, representando formalmente o Comando da força terrestre. Ela é ainda mais grave por ter sido emitida pelo Secretário de Economia e Finanças, responsável pelo gerenciamento de recursos da Força e, portanto, soar como chantagem aos Poderes constituídos em um momento de restrição orçamentária."

"O Exército Brasileiro tem pautado sua atuação no cumprimento da lei, buscando ser fator de estabilidade política e institucional. Não é possível, neste delicado quadro, vermos a confiança da população nas Forças Armadas ser abalada por posturas radicais, ainda mais diante da aguda crise de violência que atinge o país", diz a nota.

A Folha procurou na tarde deste domingo (17) o Comando do Exército e o Ministério da Defesa para ouvi-los sobre as declarações do general. Em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército informou "que o Exército Brasileiro, por intermédio do seu comandante, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas tem constantemente reafirmado seu compromisso de pautar suas ações com base na legalidade, estabilidade e legitimidade". A Folha pediu um contato com o general Mourão, para que comentasse suas declarações, mas não houve retorno até o fechamento deste texto. A Defesa também não se manifestou.


A seguir, a íntegra do trecho em que o general falou sobre a "intervenção".

Pergunta: [apresentador lê um papel com a pergunta] "A Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas. Os poderes Executivos [sic] e os Legislativos estão podres, cheio de corruptos, não seria o momento dessa interrupção, [corrigindo] dessa intervenção, quando o presidente da República está sendo denunciado pela segunda vez e só escapou da primeira denúncia por ter 'comprado', entre aspas, membros da Câmara Federal? Observação: fechamento do Congresso, com convocações gerais em 90 dias, sem a participação dos parlamentares envolvidos em qualquer investigação. Gente nova."

Mourão: Excelente pergunta. Primeira coisa, o nosso comandante, desde o começo da crise, ele definiu um tripé pra atuação do Exército. Então eu estou falando aqui da forma como o Exército pensa. Ele se baseou, número um, na legalidade, número dois, na legitimidade que é dada pela característica da instituição e pelo reconhecimento que a instituição tem perante a sociedade. E número três, não ser o Exército um fator de instabilidade, ele manter a estabilidade do país. É óbvio, né, que quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: 'Pô, por que que não vamo derrubar esse troço todo?' Na minha visão, aí a minha visão que coincide com os meus companheiros do Alto Comando do Exército, nós estamos numa situação daquilo que poderíamos lembrar lá da tábua de logaritmos, 'aproximações sucessivas'. Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. Agora, qual é o momento para isso? Não existe fórmula de bolo. Nós temos uma terminologia militar que se chama 'o Cabral'. Uma vez que Cabral descobriu o Brasil, quem segue o Cabral descobrirá alguma coisa. Então não tem Cabral, não existe Cabral de revolução, não existe Cabral de intervenção. Nós temos planejamentos, muito bem feitos. Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí. E a minha geração, e isso é uma coisa que os senhores e as senhoras têm que ter consciência, ela é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu, de forma covarde, de forma não coerente com os fatos que ocorreram no período de 64 a 85. E isso marcou a geração. A geração é marcada por isso. E existem companheiros que até hoje dizem assim, 'poxa, nós buscamos a fazer o melhor e levamos pedradas de todas as formas'. Mas por outro lado, quando a gente olha o juramento que nós fizemos, o nosso compromisso é com a nação, é com a pátria, independente de sermos aplaudidos ou não. O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos de qualquer maneira atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas. Essa é a realidade.

Rubens Valente
No fAlha

O “fora Temer!” só não é escutado no Congresso e no STF


Por Jeferson Miola

O “fora Temer” é o hit que faz sucesso estrondoso no Brasil. E, também, no exterior, sempre que o usurpador Michel Temer ou algum integrante da sua cleptocracia [“governo de ladrões”, em grego] cumpre alguma agenda no estrangeiro.

A coisa está tão entranhada que, numa das agendas que o usurpador cumpriu no exterior, o locutor da cerimônia oficial chegou a anunciá-lo pelo que supunha ser seu nome, e então convidou para fazer o uso da palavra “o Senhor fora Temer!”.

O “fora Temer!” é ovacionado em formaturas, cultos religiosos, missas, shows, jogos de futebol, assembléias de trabalhadores e, inclusive, em protestos de taxistas.

É quase uma unanimidade nacional; um verdadeiro clamor que só não é defendido por menos de 3% da população brasileira; 97% quer o “fora Temer!”.

O “fora Temer!” é uma manifestação onipresente e onisciente. Está nas esquinas, nos cafés, nos bares, nas conversas de vizinhos, nas filas de banco, nas gôndolas dos supermercados, nos ensaios musicais, nas peladas de futebol, nos estádios, nos terminais de ônibus, nas filas dos mictórios públicos, nas vilas, nos tiroteios entre traficantes e policiais.

Bastam 3 pessoas reunidas e, se alguém grita “fora Temer!”, o encontro restrito e particular vira uma assembléia pública massiva gritando “fora Temer!”, “fora Temer!”, “fora Temer!”.

O “fora Temer!” se converteu numa espécie de saudação entre as pessoas. Quando alguém pergunta: “E aí, tudo bem?”, a resposta é “fora Temer!, tá tudo bem”.

Os gaúchos e paulistas, por exemplo, adotaram uma resposta original para responder à saudação “E aí, tudo bem?”.

Os gaúchos, por razões que a óbvia realidade regional impõe, respondem: “fora Temer, Sartori e Marchezan!, está tudo bem”. Os paulistas, por seu turno, respondem: “fora Temer, Alckmin e Dória!, tá tudo certo”.

No Rock in Rio não foi diferente. Uma multidão humana aderiu à campanha “believe earth” lançada pela modelo Gisele Bündchen gritando incansavelmente “fora Temer!”, “fora Temer!”, “fora Temer!”.

O “fora Temer!” é um sucesso nacional e internacional. O “fora Temer!”, todavia, só não é escutado onde deveria, que é no Congresso e no STF.

Não há nada de anormal nisso. Afinal, tanto o Congresso quanto o STF integraram a engrenagem do golpe jurídico-midiático-parlamentar perpetrado em 2016 através do impeachment fraudulento da Presidente Dilma.

O establishment, que exerce o poder econômico, o poder judicial, o poder midiático, o poder político, o poder parlamentar e o poder cultural, já decidiu que não terá “fora Temer!”.

A oligarquia golpista está decidida a derreter o Brasil até o fim.

sábado, 16 de setembro de 2017

ARYY SILVA – A BELA DA SEMANA


No cobiçado rol das impecáveis prevalece a beleza sem igual das morenas, elas por sua vez esbanjam formosura... Esta que hora louvamos, tem para si uma legião de fãs que como devotos de uma deidade, prestam à ela o devido culto, pois, esta moça tem em si as atrações peculiares da formosura feminina.

Caprichosamente nascidas para fascinar, tais mulheres são adornos a favorecer lugares, olhares e o que com elas possuam proximidade, porém, quando belas, elas tem tudo para tornarem-se incomparáveis, e na condição virtuosa da beleza, quando tais criaturas atendem ao nosso convite para aqui agregar admiradores, nosso ego infla e a honra desmedida nos dá o direito de nos orgulharmos, uma vez que nos tornamos vitrine da beleza feminina.

Uma vitrine onde expomos toda a grandeza de nossas musas, de musas com a mesma realeza de Aryy Silva, que devido aos seus caprichos, lhe é conferido o direito de pisar onde tão semente as cobiçadas pisam, Aryy Silva compõe a lista das insuperáveis e por assim ser, eis que destinamos à ela nosso respeito e admiração, à ela que por hora sustenta a bandeira das impecáveis belas da semana.

Neste ensejo nossa homenagem é para ela, sua beleza é fundamental, sendo assim, ela é indispensável, é necessária, ela é referência quando em pauta o assunto está em torno da beleza feminina. Ela é um modelo a ser seguido, ela é norte a conduzir aquelas que buscam o que é preciso para ser uma bela mulher.

Sabemos, portanto, que por mais que falarmos sobre a grandeza de uma bela, em especial esta que hora nos confia sua presença, tais definições não irão descrever a exatidão, a maravilha explícita em sua imagem... Aryy Silva é admirável, ela é uma das raras, ela é uma das tais, ela está entre as únicas.

Se é de se admirar a quantia de belas mulheres neste lugar, nos causa também orgulho poder contar com a confiança e o respeito destes seres que iguais à Aryy, são providas de superioridade, uma vez mulher, tais criaturas por si só já conquistaram o posto de rainhas, ademais, sendo belas, criaturas semelhantes à esta, alcançam os píncaros da glória e tornam-se soberanas, tudo devido sua inegável condição de mulher bonita!

Por isso concluímos que Aryy Silva está além de palavras. A ela cabe o título de Deusa, ela é fascinação que nos seduz, é formosura que nos adestra, é encanto que nos domina...

Somos guiados pelo poder da feminilidade e do fascínio procedente de Aryy Silva, ela é fato, é magia, é encanto...

 A beleza é atração a adornar ambientes, a beleza, pois, quando contida em uma mulher, torna-se incomparável, assim é Arry Silva...

Apreciem leitores, ela está entre nós, venturosos são os olhos que a veem, venturosos são aqueles que tem-lhe estreita amizade, ela supera os melhores adjetivos, ela existe para ser apreciada, a ela o nosso respeito, Aryy Silva  é a bela da semana.

*ARYANE SILVA – Nova Londrina/PR – Filha de Cleuza da Silva e  José Julião Aryy é torcedora do Santos.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

É difícil que Câmara aceite nova denúncia de Janot contra Temer, dizem especialistas

Mobilização popular será decisiva para posicionamento de deputados, avaliam Patrus Ananias e Fernando Horta.


Kátia Guimarães

A autorização da Câmara dos Deputados para abrir processo de investigação criminal contra o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), e seu consequente afastamento só irá vingar se houver mobilização da população e entidades organizadas da sociedade civil. Essa é a opinião de fontes ouvidas pelo Brasil de Fato logo após a formalização, na noite dessa quinta-feira (14), da segunda denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Temer, os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral; e os integrantes do PMDB Eduardo Cunha (RJ), Henrique Eduardo Alves (RN), Geddel Vieira Lima (BA) e Rodrigo Rocha Loures (PR) foram denunciados por organização criminosa e obstrução à justiça. Os executivos Joesley Batista, um dos donos da JBS, e Ricardo Saud também foram denunciados.

Segundo a denúncia, eles cometeram crimes em troca de propina da Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Temer é apontado como o líder de uma suposta organização criminosa. A acusação contra Temer de obstrução da Justiça refere-se à delação da JBS de que o presidente teria autorizado a compra do silêncio de Cunha e do operador financeiro Lúcio Funaro.

O deputado Patrus Ananias (PT-MG) admite que a luta na Câmara para a admissibilidade da denúncia será árdua. “A Câmara, infelizmente, tem uma maioria extremamente conservadora, está muito rebaixada do ponto de vista ético, moral e dos compromissos com o povo brasileiro. Nós devemos trabalhar na Câmara, mas é fundamental também que a sociedade se mobilize”, afirma. 

Segundo ele, é preciso ainda levar em consideração que o governo Temer está deslegitimado não só por conta das consecutivas denúncias de corrupção envolvendo o presidente e seus ministros, mas pelo desmonte do Estado e caça aos direitos sociais que está sendo promovido por sua gestão. “Vai ficando cada vez mais claro que o senhor Michel Temer não tem condição de governar o país. Independente de aspectos jurídicos e do posicionamento da Câmara, está claro que ele está incompatibilizado com a nação brasileira”, afirma.

Outro ponto abordado por Patrus é que o processo de afastamento do presidente golpista deve também envolver uma discussão para sobre o que vem depois e, neste caso, deve ser a convocação de eleições diretas com a garantia da participação do ex-presidente Lula na disputa à presidência da República.

O pesquisador e historiador da Universidade de Brasília (UnB) Fernando Horta também acredita que só um novo ator no cenário político poderia levar ao afastamento de Temer, pois com a atual correlação de forças políticas, ele diz que a votação desta denúncia será ainda mais fácil do que a primeira. Isso, se deve, principalmente, em função de um processo em curso de deslegitimação da delação dos executivos da JBS, que já tiveram seus benefícios suspensos em razão do descumprimento de regras previstas nos depoimentos.

Esse, inclusive, é um dos principais argumentos da defesa do presidente Temer e sua base governista na Câmara. Outro ponto, apontado pelo professor, é saber se a delação de Lúcio Funaro, apontado como o operador financeiro do PMDB, contém provas robustas: “A gente tem que ver o que ele tem de provas, porque uma das coisas que está ficando patente para todo mundo é que a mera delação não se sustenta”.

Sobre a influência da mídia comercial nesse processo, Horta ainda diz ser preciso levar em conta a postura da Rede Globo. “A Globo já deu provas que não está mais do lado do Temer. Se ela comprar essa legitimação, pode haver algum tipo de pressão contra Temer, mas eu duvido que essa Câmara venha a incomodá-lo. Eu acredito que vamos ter o Temer até 2018”, afirma.

Um fator que pode colaborar com a mobilização é a economia e o impacto da reforma trabalhista e da terceirização na vida do trabalhador. Isso pode levar, avalia Horta, a uma conscientização maior de o quanto o governo golpista tem sido danoso ao país: “Isso vai provocar um terremoto na vida das pessoas mais pobres”.

Edição: Vanessa Martina Silva
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