sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Charge dos nossos dias


Reitor da Unespar otimista sobre implantação do curso de Direito

A Universidade Estadual do Paraná, Campus Paranavaí, está pleiteando a implantação do Curso de Direito, pedido que encontra-se na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O objetivo da instituição é iniciar a primeira turma já para 2017.


O reitor Antonio Carlos Aleixo falou sobre o tema nesta semana, durante reuniões de trabalho em Paranavaí. Ele se revelou otimista com a possibilidade de liberação.

A geração de custos para a universidade é uma das dificuldades para o Governo liberar novos cursos. No entanto, o reitor diz que o investimento não será alto, isso porque a instituição fechou o Curso de Administração diurno e a ideia é inserir o Direito no lugar, com aulas no período da manhã. Também há professores do quadro efetivo e outros temporários poderiam ser remanejados.

Aleixo se mostra otimista, pois, apesar do momento difícil da economia, avalia que a instituição tem argumentos que justificam a implantação do novo curso.

Caso seja aprovado, a universidade tem autonomia para convocar um vestibular específico, objetivando preencher as vagas. Uma vez instituído, as aulas começarão na mesma data dos demais cursos ofertados pelo campus.

Via-Diário do Noroeste

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Michel Temer respira por aparelhos

Até quando ele terá utilidade? Enquanto essa pergunta ronda os ares em busca de uma resposta, presidente sobrevive, mais do que nunca, nas mãos dos artífices do golpe.


Por Eric Nepomuceno*

Algo novo e surpreendente está ocorrendo no Brasil: o governo de Michel Temer, surgido de um golpe institucional que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, se deteriora em velocidade alucinante.

Enquanto se aprofunda a mais severa recessão já vivida pelo país, com todos – absolutamente todos – os indicadores econômicos retrocedendo de forma contundente, Michel Temer demonstra fartamente que sua ausência de estatura (política, ética e moral) para ocupar a presidência do maior país latino-americano corresponde a uma extrema inabilidade para conduzir-se em meio à tempestade.

Nos últimos dias ficou claro que seu governo está às portas da agonia. Respira graças ao aparato constituído basicamente pelo respaldo com que ainda conta no Congresso e, especialmente, o apoio com que o brinda o PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador derrotado em 2014 Aécio Neves – além do empresariado e do mercado financeiro. É um caso claríssimo e gravíssimo de sobrevivência a respirar por aparelhos.

Para tornar mais sombrio seu horizonte, as manifestações contra o governo voltaram a ocupar as ruas com força redobrada.

As evidências de que Temer tentou intervir em favor de Geddel Vieira Lima – obrigado a renunciar à Secretaria de Governo e à condição de principal articulador com o Congresso, em um ato claro de corrupção – são concretas. Envolvido em um caso claríssimo de manipulação de órgãos públicos em defesa de interesses pessoais, Geddel deflagrou a crise profunda. Um jovem ambicioso, diplomata de carreira inexpressivo, Marcelo Calero deixou o Ministério da Cultura atirando. E seus alvos foram o poderoso ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, além do próprio Temer. Precavido, Calero gravou suas conversas com o presidente e seus auxiliares mais próximos.

Agiu aconselhado por “amigos da Polícia Federal”. Ou seja, agentes do Estado orientaram um ministro a gravar o presidente da República. E assim se pôde comprovar que Temer interveio em defesa de interesses particulares – e nada republicanos – de Geddel. No momento, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se encaminhará o caso ao Supremo Tribunal Federal, pedindo abertura de investigação contra o presidente.

A propósito: com exceção de Marcelo Calero, todos os demais – todos – estão citados em denúncias de corrupção. Tão logo a Corte Suprema homologue acordos de delação premiada dos mais altos executivos da Odebrecht, serão conhecidos os nomes de cerca de 200 políticos que teriam recebido dinheiro ilegal por parte da construtora. Entre eles, pelo menos metade dos integrantes do governo Temer.

O que mais chama a atenção da classe política e da opinião pública é a quantidade das denúncias que se reproduzem a velocidade impressionante contra o governo, o Congresso e o próprio presidente da República. E ao mesmo tempo a incapacidade de Temer de superar os obstáculos que surgem a cada dia.

Está cada vez mais claro que Temer, definitivamente nas mãos do PSDB, não tem mais condições de conduzir o governo. Ele se manterá acomodado na cadeira presidencial enquanto cumprir os desígnios de Fernando Henrique e companhia, e enquanto conseguir sustentar a agenda econômica determinada pelos agentes do capital.

Também chama atenção o nítido abandono de Temer pelos meios hegemônicos de comunicação, um dos pilares fundamentais para o êxito do golpe institucional que o conduziu à presidência.

A cada dia cresce a impressão de que reserva a Michel Temer o mesmo destino de Eduardo Cunha, preso em Curitiba, nas mãos do juiz de primeira instância Sérgio Moro. Como presidente da Câmara, foi o instrumento essencial para a abertura do processo de afastamento de Dilma Rousseff. Uma vez cumprida sua missão, descartado por seus pares, Cunha voltou a ser nada mais do que um exemplo concreto da corrupção desenfreada que contamina o sistema político brasileiro.

Vice de Dilma, Temer a sucedeu no golpe. A presidenta eleita por 54 milhões de brasileiros foi destituída sem que fosse apresentada uma única prova de haver cometido crime de responsabilidade.

Contra Temer, a prova existe, graça a seu fugaz ministro da Cultura. Mais do que nunca o ainda presidente está nas mãos dos artífices do golpe. Até quando terá utilidade? Enquanto essa pergunta ronda os ares em busca de uma resposta, Temer sobrevive, mas respirando por aparelhos.

Na próxima esquina, soberbo e sorridente, Fernando Henrique Cardoso espera sua vez. Há poucos dias, soltou uma frase fulminante, referindo-se ao debilitado governo Temer: “É fraco, mas é o que temos”.

Faltou completar: “Por enquanto”.

 Fonte: Página/12
Portal Vermelho

Um dia que nunca será esquecido

Era a partida mais importante da História da Chapecoense. E não aconteceu. Em seu lugar, uma tragédia. No mesmo dia, manifestantes foram espancados pela PM, enquanto senadores aprovavam cortes na saúde e educação. De um lado, o horror diante do que foi, de outro, o medo do que será.


Por Penélope Toledo*

Em uma ascensão meteórica, a Chapê subiu da Série D do Brasileirão, em 2009, para a A, em 2014. E agora era finalista da Copa Sul-Americana. Apesar de sempre tirar pontos dos “grandes”, embarcou para Medellín, onde disputaria a final, como a queridinha do Brasil. Mas o sonho foi interrompido pela queda do avião que levava a delegação e jornalistas.

Além do sofrimento das perdas, porque perder vidas sempre dói demais, fica a sensação de injustiça. O clube vivia o seu auge, os jogadores brilhavam, a torcida estava fervorosa, a cidade se cobria de orgulho sob a bênção de Condá. E repentinamente, acabou. Clariceando: “terminou com a brusquidão e a falta de lógica de uma bofetada em pleno rosto”.

Horas depois, com o país ainda em luto, o espírito do índio Condá tomou conta de Brasília, onde manifestantes combatiam a aprovação da PEC 55. Explico: o mascote da Chapê é uma homenagem ao cacique Vitorino Condá, um dos líderes dos Kaingang, que lutou para que seu povo tivesse direito à terra tomada pelos colonizadores (embora seja considerado como vilão por muitos, por ter sido “domesticado” pelos brancos).

Com a mesma valentia e vítimas da mesma repressão sangrenta, os manifestantes de Brasília lutavam para que o nosso povo não tenha seus direitos tomados pelos golpistas. Isto porque a PEC 55 estabelece a limitação nos gastos públicos com saúde e educação, dentre outros, por 20 anos, fazendo retroceder conquistas como negros e pobres nas universidades e médicos nas periferias.

E enquanto o Brasil sentia na alma o luto pela tragédia da Chapecoense, os brasileiros sentiram na carne o preço da luta contra a tragédia que é o golpe de Estado. Bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, balas de borracha e cassetetes feriram manifestantes, muitos dos quais precisaram de socorro médico. O destaque midiático dado ao primeiro episódio se contrasta à omissão dada ao segundo.

A História se repete

Não faz muito tempo, em 2009, o ônibus que transportava o time do Brasil de Pelotas caiu em um barranco. No acidente, morreram o ídolo da torcida, Cláudio Milar, o zagueiro Régis e o treinador de goleiros Giovani Guimarães.

No ar, quase toda a equipe do Torino, da cidade italiana de Turim, jornalistas e dirigentes do clube faleceram em desastre aéreo em 1949; parte do elenco do Manchester United, em 1958; oito jogadores da seleção da Dinamarca, em 1960; integrantes do escrete da Bolívia, em 1969; 178 pessoas, sendo 17 jogadores do Pakhtakor Tachkent, da União Soviética, em 1979 e 18 jogadores e os técnicos da seleção da Zâmbia, em 1993.

Golpes também já aconteceram. No Brasil, foram vários e várias tentativas, incluindo a Proclamação da República, que destituiu o imperador Dom Pedro II. Os principais foram o do Marechal Deodoro, que fechou o Congresso Nacional com 2 anos de República; o de 1930, que colocou Getúlio Vargas no poder por 15 anos e o militar, que submeteu o país, de 1964 a 1985, a anos de chumbo, torturas e “desaparecimentos”.

No futebol e na vida, não existe o “se”

Aos 49 minutos do segundo tempo, o goleiro Danilo, da Chapecoense, salvou milagrosamente, com o pé, o gol que daria ao San Lorenzo, campeão da Libertadores de 2014, a vaga na final da Sul-Americana. Se a bola entrasse, a Chapê estaria fora da final e não teria embarcado naquele voo.

Só que no futebol não existe o “se”. Não tem como voltar no tempo e ser diferente, tampouco saber como teria sido. Na vida, também não. Não adianta chegar no fim e pensar: “ah, se eu tivesse lutado, tivesse resistido”. A História se constrói no presente e o que tem que ser feito, é agora.

Panes em aviões podem ser reduzidas com manutenção permanente, fiscalização e controle. Ainda assim, há sempre o imprevisível que transcende a ação humana. Algumas tragédias não podem ser evitadas. Mas há as que podem – e devem. O golpe é uma delas.

*Comunista, jornalista com passagem pelo jornal Lance!
Portal Vermelho

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O xeque mate no Brasil dos super herois da Lava Jato.

Os procuradores da Lava Jato deram um xeque mate no Brasil. Num momento de crise institucional e de conflagrações, resolveram combater o incêndio atirando gasolina à fogueira com uma chantagem.


Por Kiko Nogueira

Em coletiva sem powerpoint diretamente de Curitiba, repudiaram o que chamaram de “ataque” feito pela Câmara dos Deputados às suas investigações e à sua independência.

As alterações no pacote anticorrupção, feitas na madrugada passada, não lhes agradaram.

Carlos dos Santos Lima avisou que a força-tarefa iria abandonar os trabalhos se a “proposta de intimidação” for sancionada.

“Se nós acusarmos, nós podemos ser acusados. Nós podemos responder, inclusive, pelo nosso patrimônio. Não é possível, em nenhum estado de direito, que não se protejam promotores e procuradores contra os próprios acusados”, disse.

“Nesse sentido, a nossa proposta é de renunciar coletivamente caso essa proposta seja sancionada pelo presidente”.

Num rasgo de mimo, megalomania e uma estranhíssima noção de autonomia total, comunicou que vão “simplesmente voltar para nossas atividades.” Ora, mas não era isso o que faziam?

Ou era uma missão divina?

Dallagnol falou no “golpe mais forte” contra a Lava Jato e afirmou que o objetivo é “estancar a sangria”, citando Romero Jucá em conversa com Sérgio Machado.

“Há evidente conflito de interesses entre o que a sociedade quer e aqueles que se envolveram em atos de corrupção e têm influência dentro do Parlamento querem. O avanço de propostas como a Lei da Intimidação instaura uma ditadura da corrupção”, falou.

“Por que a sociedade brasileira vai permitir que corruptos, pessoas condenadas por corrupção, continuem na liderança da empresa Brasil?”.

Onde estava esse discurso indignado durante o vergonhoso impeachment de Dilma, capitaneado por bandidos?

São cenas explícitas de autoritarismo. Representam eles todo o Judiciário? Cármen Lúcia está de acordo? Rodrigo Janot também? Temer deve vetar e pedir desculpas de joelhos?

A oportunidade de discutir e dialogar foi destruída.

Afinal, o foro privilegiado existe só para políticos ladrões? E juízes? Na ideia original da turma de Dallagnol, os direitos de todos os cidadãos seriam restringidos?

Uma das medidas originais pretendia tornar obrigatórios, no serviço público, “testes de integridade”, feitos sem o conhecimento da pessoa. Dallagnol seria inquirido sobre a questão moral de comprar apartamentos construídos para o Minha Casa Minha Vida?

Os suspeitos de sempre deram aos homens de Sérgio Moro um status de excepcionalidade e agora temos de lidar com seus esperneios quando são contrariados.

Numa democracia, poder-se-ia aconselhá-los a fazer militância política entrando num partido ou montando o deles. O problema é que o projeto de poder do Ministério Público Federal dispensa, eventualmente, detalhes como a democracia.

Via - DCM

Santos celebra aprovação de acordo de paz no Senado colombiano

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, celebrou a aprovação do recente acordo de paz com as FARC-EP na plenária do Senado, ao mesmo tempo em que manifestou otimismo pelo debate de hoje na Câmara dos Representantes.

O referido pacto foi apoiado com 75 votos a favor e nenhum contrário, o mandatário comentou em sua conta do Twitter depois de agradecer o apoio dos legisladores ao documento conclusivo dos diálogos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP).

Segundo a Rádio Caracol, a bancada do Centro Democrático - crítico severo do documento- participou na análise de 12 horas, mas não na votação final.


Na sessão escutaram-se as declarações do advogado Humberto da Rua, quem se destacou como chefe dos porta-vozes governamentais nos diálogos com esse movimento guerrilheiro, bem como de promotores do Sim e do Não no plebiscito.

O atual consenso tem como base o inicial oficializado em Cartagena das Índias no final de setembro e rechaçado depois pela maioria dos participantes nesse exercício democrático.

A partir de então, Santos convocou a um diálogo nacional com vistas ao reajuste do texto, no que finalmente se incluíram modificações, ampliações ou precisões em 56 dos 57 eixos temáticos renegociados.

Não obstante as mudanças, o CD -encabeçado pelo ex-presidente Álvaro Uribe- mantém uma oposição férrea frente a uma parte do acordado com essa guerrilha, a principal envolvida na guerra interna.

Nesta quarta-feira, a Câmara dos Representantes deverá discutir o conjunto de convênios e submetê-los a votação.

O mecanismo de autentificação pela via do Congresso foi escolhido pelo Governo e as FARC-EP como o mais adequado, decisão que teve o apoii do Conselho de Estado, políticos, defensores de direitos humanos e outras personalidades.

Ao referir-se ao plano de paz, o ocupante da Casa de Nariño explicou que a legitimação no órgão legislativo máximo abrirá as portas à fase de implementação.

Defensores do processo pacificador como De la Rúa, confiam que a Corte Constitucional aprove o emprego do método de fast track, o qual facilitaria a rápida tramitação das leis imprescindíveis para aplicar em sua totalidade o acordo com as FARC-EP.

A rápida aplicação do pactuado é fundamental para impedir o desmoronamento do cessar fogo bilateral e a perda de mais vidas, enfatizou o chefe de Estado em uma carta dirigida ao Parlamento.

Prolongada durante mais de meio século, a guerra deixou 300 mil mortos, quase sete milhões de deslocados de seus lugares de origem e ao menos 45 mil desaparecidos.

Via – Prensa Latina

Intelectuais do mundo destacam liderança de Fidel Castro

Intelectuais e pensadores de todo mundo enviam suas mensagens de condolência pela morte do líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, e destacam a influência de seu pensamento na política universal.


Com Fidel morre o último grande líder do século XX; o único que sobreviveu ao sucesso de sua própria obra: a Revolução cubana, assegurou o teólogo brasileiro Frei Betto.

O dirigente que conduziu os destinos de sua nação durante quase meio século deixa um legado inestimável. Acho que morreu feliz pela coerência de sua vida, enfatizou.

Foi um homem que converteu Cuba em uma nação soberana, que ocupa um território pequeno, mas onde qualquer coisa que acontece suscita a atenção de todo mundo, acrescentou o autor do livro Fidel e a religião.

A líder indígena guatemalteca e Prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, afirmou que com a morte do líder revolucionário cubano, a humanidade perdeu um dos grandes heróis das ideias libertárias universais.

Fidel é um estadista e visionário que passará à história por ter desafiado e enfrentado o império mais poderoso do mundo, afirmou por meio de um comunicado.

'Os revolucionários do mundo perdemos um grande amigo, camarada e conselheiro'.

Para o intelectual franco-espanhol Ignacio Ramonet, Fidel foi um homem excepcional. 'Estes são dias de luto, de pesar, sua perda tem sido tremenda'.

O jornalista e escritor estimou que 'seus seguidores temos que tentar imitá-lo em tudo o que foi, em sua dimensão excepcional, em sua exigência ética da vida, em seu sentido de dignidade e rebeldia'.

Fidel representa uma geração de gigantes que já não há, sublinhou.

A julgamento da historiadora venezuelana Carmen Bohórquez, coordenadora da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade, Fidel converteu-se durante sua vida em uma espécie de guia do pensamento de esquerda.

Com seu trabalho e pensamento revolucionário conseguiu integrar os intelectuais para construir um mundo mais justo, acrescentou.

Por sua vez, o cientista político argentino Atilio Borón qualificou Fidel como 'um personagem absolutamente extraordinário'.

Na manhã da segunda-feira começaram as honras fúnebres em homenagem a Fidel Castro, no Memorial José Martí da Praça da Revolução na capital cubana, local de grandiosas concentrações populares.

Via – Prensa Latina
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...