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terça-feira, 27 de junho de 2017

“Pacotaço” é aprovado em meio à agressão contra servidores municipais em Curitiba

Além da aprovação de quatro projetos que cortam direitos dos trabalhadores, manifestantes foram feridos em ação policial.

Pela segunda vez em uma semana, trabalhadores que protestavam contra as medidas do prefeito foram agredidos / Gibran Mendes.
Franciele Petry Schramm

Bombas de gás, spray de pimenta, balas de borracha. Um dos principais pontos turísticos de Curitiba, o teatro Ópera de Arame foi palco de conflitos e violência nesta segunda-feira (26). O local foi usado para a votação – e aprovação – de quatro projetos de lei de ajuste fiscal do município, apresentados pelo prefeito Rafael Greca (PMN).

Cerca de 7 mil manifestantes se concentraram no Parque São Lourenço  e seguiram a pé rumo à Ópera de Arame. Servidores municipais de cinco sindicatos denunciam que a proposta de ‘Plano de recuperação da Prefeitura de Curitiba’ – conhecido como “pacotaço do Greca” – retira direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Eles encontraram o teatro cercado por mil policiais, segundo informações não oficiais.

Sem a possibilidade de entrar no local, manifestantes tentaram ocupar a Ópera de Arame e foram brutalmente pela cavalaria e pelas tropas de choque da Polícia Militar. A Ronda Tático Motorizada (Rotam), o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) também participaram da ação.

Segundo informações do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), dez pessoas foram hospitalizadas – três delas em estado grave. Um servidor municipal foi atingido na cabeça por uma bala de borracha e recebeu os primeiros socorros no local.

“Indignação” foi a palavra escolhida por Patrícia da Rosa Mendonça Machado, diretora da Associação dos Servidores Municipais de Curitiba (Asmec), para descrever o que aconteceu na manhã desta segunda-feira. Ela aponta a precarização dos serviços públicos como outra forma de ataque aos trabalhadores: “Jamais a gente esperava por toda essa violência, ver a forma como o servidor ta sendo tratado hoje em um dia histórico na cidade. Servidores da saúde já vem a muito tempo trabalhando no vermelho, sem insumo, sem mão de obra, sem materiais básicos…”, denuncia.

A professora municipal Jociane Silva também critica a administração municipal: “Isto que está acontecendo aqui é um assalto aos direitos dos servidores públicos. Sem serviço público de qualidade, quem vai padecer é a população”, alerta a educadora.

Os projetos aprovados em primeiro turno neste dia 26 estabelecem um teto de gastos para a Prefeitura, alteram a alíquota de contribuição ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC) e congelam leis relacionadas ao plano de carreira dos servidores, entre outras medidas.

Aprovação

Vereadores da base de oposição, contrários à proposta, optaram por não participar da votação. Outros permaneceram no plenário e alertaram para intransigência do processo. Goura (PDT) conta que os vereadores aliados ao prefeito foram avisados sobre a violência que atingia os manifestantes do lado de fora. “É inadmissível a gente votar isso enquanto os servidores e cidadãos estão sendo agredidos pela polícia, que são policiais e estão fazendo seu trabalho. É uma vergonha, uma tristeza a gente aceitar isso”, disse.

Os projetos de lei tramitaram em regime de urgência e foram aprovados por ampla maioria. A proposta que altera a previdência municipal, por exemplo, teve 25 votos a favor, 9 contrários e uma abstenção. A alteração da data-base do município recebeu 26 votos favoráveis e 10 contrários. A autorização para o leilão de dívidas da cidade foi aceita por 21 votos a 4, enquanto a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal teve 27 votos “sim” e  10 “não”.

Mudança de local

A decisão de transferir a votação do pacotaço para a Ópera de Arame foi tomada durante sessão extraordinária convocada pelo presidente da Câmara Municipal, Serginho do Posto, na sexta-feira (23). A mudança foi sugerida pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESPPR), com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil do estado (OAB-PR) e do Ministério Público (MP-PR).

Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, Wagner Mesquita, a alteração foi sugerida por medidas de segurança, para evitar conflitos como os que aconteceram na Câmara de Vereadores no dia 20. Na ocasião, servidores municipais ocuparam o local e suspenderam a votação. Naquele dia, a repressão policial também deixou feridos: foram pelo menos quatro.

Edição: Brasil de Fato Paraná



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Avião com 653 kg de cocaína decolou da fazenda de ministro de Temer

Avião com cocaína decolou de fazenda que pertence a Blairo Maggi, ministro da agricultura de Michel Temer. Droga apreendida soma 653 kg e está avaliada em pelo menos R$ 10 milhões.

Blairo Borges Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do governo Michel Temer (Montagem: Pragmatismo Político)

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou no domingo 25 um avião bimotor, na região de Aragarças (GO), em uma ação que culminou na apreensão de 653 quilos cocaína. De acordo com a FAB, o avião, de matrícula PT-IIJ, decolou da Fazenda Itamarati Norte, no município de Campo Novo do Parecis (MT) com destino a Santo Antonio Leverger (MT). A Fazenda Itamarati Norte pertence ao senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP).

A assessoria de imprensa do grupo Amaggi, que pertence ao ministro e a seus familiares, confirmou por telefone a CartaCapital que uma fazenda com “o mesmo nome” do divulgado pela FAB pertence ao grupo, e disse que preparava nota oficial.

No site da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso há um processo de licenciamento de um aeródromo na Fazenda Itamarati Norte, em Campo Novo do Parecis, que tem como proprietário o grupo Amaggi.

A assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura encaminhou a solicitação de informações de CartaCapital a um assessor pessoal de Maggi, que repassou o contato à assessoria do grupo Amaggi.

Segundo reportagem da revista Globo Rural, a fazenda Itamarati Norte foi adquirida em junho de 2010 pelo grupo Amaggi. A propriedade foi arrendada por oito anos do empresário Olacyr de Moraes, conhecido como “Rei da Soja”.

Consulta pela matrícula do bimotor no sistema do Registro Aéreo Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que a aeronave pertence a Jeison Moreira Souza.

A interceptação da aeronave ocorreu durante a Operação Ostium, dedicada a coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a FAB, a Polícia Federal e órgãos de segurança pública.
A interceptação, feita por uma aeronave A-29 Super Tucano, teve inicio às 13h17 de domingo. Segundo a FAB, o piloto seguiu os protocolos das medidas de policiamento do espaço aéreo e interrogou o piloto do bimotor. Na sequência, determinou a mudança de rota e o pouso obrigatório no aeródromo de Aragarças (GO).

Inicialmente, afirma a FAB, a aeronave interceptada seguiu as instruções da defesa aérea, mas ao invés de pousar no aeródromo indicado, arremeteu. O piloto da FAB, diz a Aeronáutica, novamente comandou a mudança de rota e solicitou o pouso, porém o avião não respondeu.

A partir desse momento, afirma a FAB, o bimotor foi classificado como hostil. O A-29 executou um tiro de aviso, para forçar o piloto da aeronave interceptada a cumprir as determinações da defesa aérea, e voltou a determinar o pouso obrigatório. O avião interceptado novamente não respondeu e pousou na zona rural do município de Jussara (GO).

De acordo com a Polícia Militar de Goiás, os ocupantes da aeronave fugiram após um pouso na área rural do município. Um helicóptero da PM-GO foi acionado e realizou buscas no local. Inicialmente, a FAB apontou que a carga apreendida era de 500 quilos de cocaína, mas a PM atualizou o número, elevando para 653 quilos. Ainda segundo a PM-GO, a carga está avaliada em 13 milhões de reais.

Segundo a FAB, o avião seria removido para o quartel da Polícia Militar de Goiás em Jussara. A droga apreendida será encaminhada para a Polícia Federal em Goiânia.

Os últimos pregos no caixão de Temer

A capa do Globo de hoje poderia levar um analista afoito a afirmar, pela enésima vez, que “o governo Temer acabou”, ou, para ser mais dramático, que “o governo Temer morreu”.


Por Miguel do Rosário

Entretanto, a afirmação, mesmo correta, levaria a uma falsa conclusão, porque o governo Temer, como se sabe, já nasceu morto. É um governo de morto-vivos, controlado remotamente por articulações entre barões de mídia, a alta burocracia, banqueiros e empresários.

Estando morto, o governo Temer não pode ser morto, da mesma forma que não se pode assassinar um cadáver.

Entretanto, mesmo morto, o governo Temer… resiste, administra, nomeia e demite, e continua liderando o mais brutal e acelerado processo de desmonte do Estado da nossa história.

É, aparentemente, um mistério, mas que se explica porque os verdadeiros donos do poder, o judiciário e a mídia, permitem que o governo siga em frente, desde que ele se limite estritamente a levar adiante o programa de desmonte.

Ora, sobre Dilma jamais pesou nenhuma suspeita de tamanha gravidade (tanto que seu impeachment se deu por conta de esotéricas “pedaladas fiscais”) e mesmo assim era atacada na mídia com uma virulência diária que a mídia nunca usou contra Michel Temer.

O posicionamento da Globo em relação a Temer é repleto de ambiguidades e jogo duplo. A Globo apoia Michel Temer, cujo governo bancou o seu novo “centro de jornalismo”, mas finge um posicionamento crítico, porque sabe que a sua força deriva de seu poder de fogo. No dia em que a classe política deixar de ter medo da Globo, então poderemos pensar numa regulamentação da mídia que possibilite a criação de um sistema de comunicação mais democrático e plural.

Por exemplo, durante o julgamento do mensalão, Chico Caruso fazia charges brutais contra os réus. Algumas delas eram positivamente sádicas, com os réus nus, expostos. Nada disso jamais foi feito contra Aécio Neves ou Michel Temer. Sobretudo, nada de maneira sistemática, repetitiva.

Temer, no entanto, possui três trunfos importantes, que garantem o apoio da elite:

1) As “reformas”, trabalhista e previdenciária. Temer precisa entregá-las, e só ele tem a desonestidade suficiente para fazê-lo, assim como apenas Eduardo Cunha possuía o mau caratismo e o cinismo necessários para liderar o impeachment. Para aprovar as reformas, é preciso corromper os deputados, visto que estes temem o desgaste político e eleitoral de se alinharem a um governo tão impopular, e a reformas tão odiadas pela população. O discurso ético das elites e sua “indignação moral”, portanto, sempre foram radicalmente falsos.

2) A estabilidade econômica e política. O país está exausto. Desde, pelo menos, junho de 2013, que vivemos uma interminável crise política. O processo de impeachment foi uma aposta desesperada da elite, que não deu certo. Mas o jogo foi perigoso, porque a instabilidade gerou um desemprego monstruoso, que ameaça engolfar as cidades numa incontrolável onda de violência. O risco de convulsão social aumenta a cada dia. Temer, apesar de ter sido o responsável pela maior instabilidade de todas, que foi a ruptura política trazida pelo impeachment, hoje joga com a carta da estabilidade.

3) O medo de Lula e a falta de um plano B das elites. As elites conspiraram para derrubar a presidenta eleita com 54 milhões de votos, e a substituíram por um presidente medíocre e submisso aos ditames do mercado. Mas elas não tem um plano B sem houver necessidade de se livrar de Michel Temer. Além disso, Lula cresce nas pesquisas. É evidente que os conspiradores não investiram tão pesado na crise, não foram tão fundo em sua loucura destrutiva, para que o poder voltasse às mãos do PT. Temer sabe disso, e não é por outra razão que seus apoiadores (declarados ou ocultos), no judiciário, no MP, e na mídia, continuam operando para jogar a opinião pública contra o PT. Daí os desdobramentos incessantes da Lava Jato, as conduções coercitivas de funcionários do BNDES, as manchetes sensacionalistas em torno de denúncias escritas às pressas.

Essas são as razões pelas quais, mesmo que Rodrigo Janot aferrolhe os últimos parafusos no caixão de Michel Temer, isso não fará muita diferença. Temer continuará exercendo a presidência de dentro do caixão.

Por outro lado, se Temer é um morto-vivo, não podemos falar o mesmo da política. A política continua muito viva, e por isso mesmo ela vai se afastando cada vez mais de Temer e seu governo. Essa é a razão para a ascensão de Lula nas pesquisas: a população o vê como o político com melhores condições de derrotar o governo morto-vivo de Michel Temer.

Quanto aos outros candidatos, como Doria, Bolsonaro e Moro, eles se beneficiam da ignorância do eleitorado e da manipulação da mídia, que não os associa, como deveria, ao governo Temer, do qual eles são aliados e fiadores. Mas essa é uma verdade que vai ficar cada vez mais evidente, a cada dia, e a mídia, ao esconder isso, perderá ela também o pouco prestígio que ainda lhe resta.

Sobre a denúncia propriamente dita contra Michel Temer, vamos esperar que ela ocorra, para tecer comentários sobre ela.

Impunidade e lentidão da justiça marcam 12 anos do 'mensalão tucano'


Por Helena Sthephanowitz

Se o chamado "mensalão do PT" fez os jornalões criarem manchetes espetaculosas, analistas e colunistas fazerem ilações à vontade e foi assunto interminável nos meios políticos e jurídicos, o mensalão tucano, –  apesar de ter menos réus e mais amigos no STF – ganhou da mídia tradicional o apelido de "mensalão mineiro", para descolar o caso do envolvimento de figuras do PSDB. Mesma mídia que varreu o escândalo para debaixo do tapete. Pois o mensalão tucano segue parado na Justiça confirmando o receio de todos os que esperam do Judiciário uma atuação imparcial, pouco importando para o desfecho do processo as características pessoais do réu – como sua filiação partidária.

Revelado durante a CPI dos Correios, em 2005, somente em 2009 a denúncia foi recebida. E desde então, em situação oposta ao do caso batizado de "mensalão do PT", o mensalão tucano virou um símbolo da morosidade judicial.

Doze anos após o processo ser apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-diretor da antiga Comig (atual Codemig, companhia de desenvolvimento do Estado), Lauro Wilson de Lima Filho fez 70 anos em maio e pediu, na semana passada, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser beneficiado pela prescrição. Acusado pelo crime de peculato, seu processo estava na fase que antecedia o julgamento. Ele é o quarto réu que provavelmente deixará de ser julgado.

Na sexta-feira (16), fez um ano e meio que Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais (1995-1998), ex-presidente do PSDB, e atual diretor executivo da Fiemg (Federação de Indústrias de Minas), foi condenado –em primeira instância – a 20 anos e dez meses de prisão por peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, todos esses crimes cometidos no âmbito do mensalão do PSDB.

Segundo a PGR, o tucano liderava um esquema de corrupção que desviou milhões em dinheiro público de empresas estatais mineiras para irrigar sua fracassada campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Azeredo recorre em liberdade e seu julgamento em segunda instância ainda não tem sequer data marcada.

Em 2014, quando era deputado federal, ele renunciou ao cargo para que o processo voltasse à primeira instância, a partir da qual é possível um número maior de recursos. A tática deu certo. Azeredo pode vir a ser mais um impune do caso do mensalão tucano – em 2018 ele chegará aos 70 anos. Além disso, como ex-governador, ele recebe o salário nominal integral do cargo que ocupou: uma nada mal mesada de R$ 18,5 mil.

E se alguém acha que ainda vai ver algum tucano atrás das grades, essa possibilidade vai ficando cada dia mais distante. O processo também não tem previsão de julgamento.

De acordo com o Ministério Público (MP), no mensalão do PSDB foram desviados pelo menos R$ 15 milhões, sendo R$ 5 milhões das estatais, R$ 3,5 milhão da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa), R$ 1,5 milhão da Codemig e o restante do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge).

Também impune está Claudio Mourão. O atraso no processo, a lentidão da Justiça e a falta de vontade política, beneficiou o ex-tesoureiro da campanha de Eduardo Azeredo, que é classificado pelo MP como figura fundamental na operação de desvio de dinheiro de empresas estatais dirigidas por políticos do PSDB no estado de Minas Gerais. Os crimes de peculato e formação de quadrilha, atribuídos pelo MP a Mourão, prescreveram em abril de 2014, quando o réu completou 70 anos.

Outra ação, esta contra José Afonso Bicalho, que dirigia o extinto Bemge (banco estatal de Minas) em 98, passou a tramitar na segunda instância em 2015. Em 2018, ele também chega aos 70 anos, e, ao que tudo indica, será mais um que ficará impune. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas, o processo está em fase de instrução.

Walfrido dos Mares Guia também se beneficiou da lentidão da Justiça ao ultrapassar a idade imputável. De acordo com a juíza Neide da Silva Martins, da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, os crimes de peculato e formação de quadrilha, pelos quais Walfrido, ex vice-governador de Eduardo Azeredo, foi acusado na ação penal (Inquérito n.º 2280)  do mensalão tucano, segundo denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, do  Ministério Público Federal. (conforme pode ser lido aqui) prescreveram após ele completar 70 anos, em 24 de novembro de 2012.

"Tendo transcorrido prazo superior a oito anos entre os fatos e o recebimento da denúncia, [...] declaro extinta a punibilidade do réu Walfrido Silvino dos Mares Guia Neto, qualificado nos autos, pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva do Estado", afirmou a juíza, em decisão do dia 14 de janeiro de 2014.

O prazo de prescrição para esses crimes é de 16 anos, a contar a partir da data em que os fatos ocorreram. Porém, quando o réu completa 70 anos, o prazo é reduzido pela metade. Neste caso, os crimes ocorreram em 1998, segundo a denúncia, apresentada em 2009 e aceita no ano seguinte. Quando Mares Guia completou 70 anos, as acusações de crimes contra passaram a prescrever em 2006. A decisão na prática, o livrou de qualquer punição por envolvimento no mensalão tucano.

Empresário do ramo de transporte, Clésio Andrade, à época filiado ao PFL (atual DEM), foi vice-governador mineiro de 2003 a 2006, durante mandato de Aécio Neves. Ainda na década de 1990, tornou-se sócio, em agências de publicidade, de Marcos Valério. Em 98, ele foi candidato a vice-governador na chapa ao lado de Eduardo Azeredo. Clésio até agora nem sequer prestou depoimento porque entrou com recurso em que questionava a legitimidade de uma juíza para julgá-lo.

O processo foi aceito pelo Supremo Tribunal Federal em 2009, mas foi para o Ministério Público de Minas em 2014, após Azeredo e Clésio Andrade renunciarem respectivamente aos cargos de deputado federal e senador. No STF, Azeredo e Clésio são réus acusados por peculato e formação de quadrilha.

Ao que tudo indica, pelo menos até aqui, os políticos do PSDB envolvidos em casos de corrupção, continuarão a contar sempre com uma "ajudinha", para continuar impunes.

A maior suspeita, porém, enquanto essa situação perdurar, sempre incidirá sobre o próprio Judiciário.

Via - Carcará

sábado, 24 de junho de 2017

Evellin Maria – A Bela da Semana


Venturosos são os olhos que podem testemunhar o espetáculo feminino externado nos traços que compõe a formosura sem igual... Ela, um deleite para aqueles que se deixam seduzir pelo encanto, pela negritude, pelo fascínio da mulher descendente do continente mãe da humanidade... Um viva ao deleite de nossas pupilas, fascinadas pela formosura desmedida de quem existe para encantar...

Um viva a beleza de Evellin Maria, formosura indiscutível que tem em si os caprichos que tornam a mulher um ser genial, atentemos aos detalhes que vão desde a pigmentação da pele, a tonalidade da voz, a delicadeza de gestos femininos que pelo capricho natural do existir, está para nos prender o olhar...

Toda forma de beleza merece ser difundida, pecaríamos se não propagássemos aquilo que é aprazível ao sentido da visão, por isso, o pedestal das belas é pisado pelos formosos pés de Evellin, ela que ao nascer mulher se fez suprema, bela, é natural que ela seja considerada Deusa e que tenha diante de si um séquito de súditos deslumbrados com a magia proveniente de sua beleza.

Na venturosa oportunidade de cultuarmos a beleza feminina, chegamos ao capricho denominado Evellin, ela que em sua singular formosura, adorna com esmero esta vitrine de belas...

A supremacia feminina deve ser evidenciada aos quatro ventos, aqui externamos nosso respeito e nossa reverência para quem está além de nossas palavras, os elogios ficam aquém da realidade exposta e apresentada nos traços que compõem a imagem da bela Evellin Maria.

Divulgar tamanha belezaa é para nós um encanto e um privilégio, brindemos a oportunidade que hora nos é concedida a honra de enriquecermos nossa página com este inefável colírio...

A beleza existe de fato e está ao alcance de nossos olhos...

Deleitemo-nos na imagem sem igual da musa que hora enaltecemos, eis um toque de classe a nossa página, Evellin Maria é a Bela da Semana.

*Evellin Maria Costa Souza – Nova Londrina/PR – Filha de Silvio de Souza e Marcia Domingos da Costa.




sexta-feira, 23 de junho de 2017

PIZZA - Presidente do Conselho de Ética arquiva pedido de cassação de Aécio


O presidente do Conselho de Ética no Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), informou nesta sexta-feira 23 ter arquivado o pedido de cassação do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

O pedido foi feito pela Rede e pelo Psol após a delação da JBS, que atinge diretamente o tucano. Aécio foi flagrado em um telefonema gravado por Joesley Batista pedindo R$ 2 milhões ao empresário. Parte do dinheiro (R$ 500 mil) foi entregue ao seu primo, Frederico Pacheco, que chegou a ser preso, mas passou a cumprir prisão domiciliar nesta semana.

"Decidi arquivar porque não achei elementos convincentes para processar o senador", justificou o presidente do colegiado, segundo o G1. "Me parece que fizeram uma grande armação contra o senador Aécio", acrescentou.

Fonte: Brasil 247


Sem respeito às religiões de matriz africana não haverá democracia, diz advogado

Em um Estado que não é "laico", candomblé e umbanda lutam por protagonismo político e disputam espaços de poder.

O advogado Hédio Silva, a mãe Liliane D'Oxum, Juninho do PSOL, o sacerdote Taata Nkisi e a Ìyàlòrísá Luciana Ty Oyá posam para foto / Norma Odara

Norma Odara
Brasil de Fato

"A umbanda e o candomblé, embora [religiões] subnotificadas por órgãos oficiais, representam uma fatia enorme da população brasileira. São pessoas que enfrentam toda ordem de violência, de discriminação, de humilhação, de constrangimento em função da sua profissão de fé. Isso é algo que atesta que nós não temos uma democracia verdadeira no Brasil", afirma o advogado Hédio Silva Júnior, que atua como defensor de questões envolvendo intolerância religiosa, sobretudo envolvendo as religiões de matriz africana.

Hédio participou da mesa sobre "Política e as Comunidades Tradicionais de Terreiro" no debate organizado pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), realizado nesta quinta-feira (23), na capital de São Paulo. O evento contou com a presença de diversos líderes de religiões africanas, como o sacerdote do terreiro de candomblé Congo-Angola Nzo Tumbansi, Taata Nkisi Katuvanjesi; a sacerdotisa do terreiro Ile Oba Asé Ogodo, Ialorixá Luciana Ty Oyá, e a Mãe Liliana d'Oxum, da Comunidade da Pedra Branca.

"A sociedade enxerga as tradições religiosas afro-brasileiras como algo negativo. Um estigma da ancestralidade que as pessoas não enxergam. Além disso, nós temos um município que trata nossas oferendas como lixo urbano e nossas cantigas como barulho. Nós somos templos religiosos!", destaca Mãe Liliana d'Oxum.

Na mesma linha, o sacerdote Taata Nkisi concorda com o descaso da cidade em relação aos terreiros: "São Paulo tem 36 mil terreiros [não contabilizados por órgãos legais] e o racismo institucional e religioso é tão violento que as pessoas que professam religiões de matrizes africanas tendem a ficar inibidas".

Com relação ainda à perseguição que essas religiões enfrentam, em 2016, em Cotia, um projeto de lei pretendia barrar o sacrifício de animais em cultos religiosos. Movimentos populares e o PSOL moveram uma ação alegando inconstitucionalidade do texto, com o argumento de que a indústria da carne não é proibida de abater seus animais "de maneira capitalista e rentável, mas rituais religiosos são discriminados por fazê-lo em escala infinitamente menor". O projeto foi barrado.

Sobre o tema, a Ialorixá Luciana ressaltou a importância dos rituais sagrados com animais: "Nós não chegamos neste ano nem a 200 abates de galinhas, por exemplo. A oferenda do animal serve como alimento à comunidade, alimento para o corpo e para o espírito".

Próximos passos

Os debatedores e debatedoras firmaram o compromisso de dialogar conjuntamente para deliberar os próximos passos e estratégias para uma ação eficaz, que insira religiosos nos espaços de poder e na política, através de mecanismos muito mais próximos e transformadores, por meio da educação, como defende a Ialorixá Luciana Ty Oyá:  "Nós não temos pessoas da nossa religião nos espaços de poder, logo, eles não nos representam, eles não validam as ações, eles, inclusive, desrespeitam aquilo que está na legislação para nos atingir, desqualificar e demonizar as religiões afro brasileiras", defende.

Edição: Vanessa Martina Silva
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