Nota: Alfredo Zitarrosa (Montevidéu, 10 de março de 1936 — Montevidéu, 17 de janeiro de 1989) foi um cantor, compositor, poeta, escritor e jornalista uruguaio. É considerado uma das maiores figuras da música popular de seu país e de toda a América Latina.
domingo, 18 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Lado Oposto - INATURA.
Letra:
Tem sempre alguém pra me mostrar a trilha certa
Onde comprar, o que comer, como vestir
Pode ser o meu caminho complicado
Mas não insista, porque não vou por aí
Se pra ser alguém é requisito ter bom gosto
Eu quero ir pro lado oposto
Só quero dar uma volta do outro lado
Pra ver como é que tá
Quando Galileu provou que Deus estava errado
No capítulo I do Gênesis, quase foi queimado
A História é escrita pelas grandes transgressões
De quem mudou o mundo com suas inquietações
Se na nossa lei a ordem deve ser manter
Eu quero desobedecer
Só quero dar uma volta do outro lado
Pra ver como é que tá
Passando desapercebido na multidão do dia-a-dia
Acredita cumprir a função que nem sabe se escolheu
Procura a diversão fora, pois sua cama já é fria
É fruta amadurecida, caiu no chão e apodreceu
Se eu é que sou louco e você é que tem razão
Como é que cria sua própria prisão?
Só quero dar uma volta do outro lado
Pra ver como é que tá
Desconfio de qualquer autoridade
Política, religiosa, científica ou moral
Que elege os ignorantes e os detentores da verdade
Cria um muro que impede de ver o mundo se abrindo
colossal
Se pra ser feliz devo manter algum padrão
Vou seguir na contramão
Só quero dar uma volta do outro lado
Pra ver como é que tá
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Os 10 maiores golaços de todas as Copas.
Ainda em clima de mundial, um registro de 10 grandes gols em copas do mundo.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Futebol, a força da América do Sul.
Edifício da Confederação Sul-Americana de Futebol - Luque Paraguai.
Impossível não ser contagiado pelo evento denominado copa do mundo. Muito embora apresente uma única modalidade esportiva, a copa do mundo de futebol é o acontecimento esportivo mais envolvente e emocionante do planeta.
Impossível não ser contagiado pelo evento denominado copa do mundo. Muito embora apresente uma única modalidade esportiva, a copa do mundo de futebol é o acontecimento esportivo mais envolvente e emocionante do planeta.
Podemos dizer, também, que o mundial de futebol é a melhor cartada criada pelo domínio capitalista para distrair e emocionar os povos do globo.
Particularmente, este que aqui escreve é um apaixonado por este evento, e embora sabendo que há toda uma segunda intenção por parte de seus comandantes, rendemo-nos, a copa do mundo de futebol é algo quase além do sensacional.
No entanto, estamos aqui em reconhecimento à nossa América do Sul, pois por estas terras está o melhor futebol do planeta.
O Brasil é o maior colecionador de títulos e junto com Argentina e Uruguai, detém para o continente, nove dos dezoito mundiais realizados pela FIFA. Obviamente que reconhecemos a força de italianos e alemães, as maiores potências futebolísticas da Europa, porém, nós sul americanos, somos maiorais. É daqui da nossa América que saem os melhores jogadores que abrilhantam os clubes europeus. Quanto aos mundiais, o máximo de seleções sul americanas que disputam uma copa são cinco, contra treze do velho continente, ainda assim, temos na América do Sul, a metade dos canecos disputados nas copas, prova cabal de nossa soberania.
Foi aqui, na América do Sul que nasceram os monstros sagrados da bola, Pelé, Garrincha, Maradona, Arsênio Érico, Romerito, Teófilo Cubillas, Héctor Scarone, Etchevery, Valderrama e tantos outros gigantes que brilharam e brilham nos gramados continentais e mundiais, e por ser aqui, o berço destes craques inigualáveis, que o nosso continente possui o melhor futebol do planeta.
Talvez o fanatismo ou a arrogância européia não queira render-se à nossa maestria, mas, a verdade salta aos olhos, somos os melhores. Em um continente onde se tem Brasil, não há como outro superar o potencial de nossa fantástica América, o Brasil detém sozinho, cinco dos dezoito títulos mundiais, somam-se a estes cinco, dois do Uruguai e dois da Argentina, ou seja, nove dentre dos dezoito estão aqui, nas mãos de três seleções continentais.
Ao que tudo indica, a copa do mundo será sempre a melhor modalidade esportiva de todos os tempos e o continente sul americano será seu grande protagonista, neste show que encanta e fascina multidões em toda terra.
Brindemos o melhor evento esportivo do planeta, e viva o futebol da América do Sul, o melhor, o mais apaixonante e envolvente futebol de todos os tempos.
Mateus Brandão de Souza.
sábado, 3 de julho de 2010
PARANÁ EDUCATIVA CANAL 09.
Nesta quinta-feira dia primeiro de julho, nossa região foi contemplada com o sinal da emissora de televisão Paraná educativa canal 9.
Este fato favorece principalmente o fundão da região noroeste do Paraná, uma vez que durante décadas tivemos que nos contentar com as duas únicas emissoras que transmitem a programação da globo (TV imagem) e do SBT (Rede Massa).
A Paraná educativa tem seu sinal transmitido pelas antenas parabólicas desde o início do governo Requião em 2003, porém, a partir de agora ela está presente em todos os aparelhos de TV com sinal aberto também para as antenas convencionais.
A emissora é, no entanto uma estatal, sua programação de cunho educativo, mescla as programações das TVs Brasil, Cultura, Senado além de sua própria programação.
Se os telespectadores souberem aproveitar a nova opção, perceberá que a programação da emissora contribui para um publico melhor informado e instruído, uma vez que ao contrário das emissoras comerciais, a emissora estadual volta-se para a informação educativa.
Outra particularidade da ‘nova’ emissora é o jornalismo. No horário da novela global das 19:00 h, por exemplo, a Paraná educativa apresenta o telejornal TELESUR, uma produção da Tv estatal venezuelana Canal Integracion. O TELESUR, nos deixa inteirado sobre o que se passa nos países que abrangem as três Américas, sob um ponto de vista jamais apresentada pelos telejornais tradicionais.
O sinal da Paraná educativa em nossa região, não deixa de ser motivo de comemoração, pois agora contamos com uma terceira opção, um passo além, algo a mais na tela.
A chegada do sinal da Paraná educativa beneficiará o público que não faz uso das parabólicas. O nosso desejo é que o sinal de outras emissoras apareça em nossa região para somar ao tão pouco que possuímos em matéria de sinal televisivo regional.
Paraná Educativa Canal 09, algo diferente está no ar.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
O Canto dos malditos.
Dois anos e meio depois de ter sido recolhido de todas as livrarias do país por ordem judicial, Canto dos malditos finalmente volta às prateleiras. O livro de Austregésilo Carrano Bueno é um precioso documento sobre os abusos cometidos em hospitais psiquiátricos brasileiros e serviu de base para o premiadíssimo Bicho de sete cabeças, da cineasta Laís Bodanzsky. A nova edição conta ainda com um posfácio inédito, que dá ainda mais profundidade e atualidade à obra.
Canto dos malditos é um texto autobiográfico em que o paranaense Austregésilo Carrano Bueno narra sua via-crúcis pelos hospícios de Curitiba e do Rio de Janeiro. Aos 17 anos, em 1974, ele era um jovem rebelde, habituado a fumar maconha e a se drogar com medicamentos de uso restrito, embora não pudesse ser considerado um viciado. Certo dia, o pai de Austry, como ele era chamado, encontrou uma trouxinha da erva alucinógena em sua jaqueta. Sem nem ao menos conversar a respeito do assunto com o filho, ele o internou à força num hospital psiquiátrico de sua cidade, Curitiba, para desintoxicação. Foi quando começou o horror do autor.
Ao longo de um ano de internação, Austry foi submetido a dezenas de sessões de eletrochoque, além de ser obrigado a ingerir cerca de 15 comprimidos diários. Ele, que então se preparava para o vestibular, passou a viver cercado de enfermeiros sádicos, psicopatas ameaçadores e loucos que defecavam e urinavam por toda parte. No fim do "tratamento", o jovem rebelde e cheio de vida havia se transformado num ser abobalhado, sem vontade própria, incapaz de se concentrar em qualquer atividade ou mesmo de abotoar uma camisa, com o organismo repleto de substâncias químicas cujos nomes ele jamais saberá. E tudo isso foi feito sem que médico algum o examinasse ou lhe dirigisse a palavra, nem mesmo no ato da internação.
Quando saiu da clínica, Austry já não tinha condições de conviver com as pessoas ditas normais. Desajustado pelos eletrochoques, pela sedação pesada e torturas variadas, ele acabou sofrendo também nas mãos da polícia, que lhe proporcionou doses extras de humilhação e espancamento. O próprio Austry pediu para voltar ao sanatório – ele agora preferia conviver com os loucos, pois haviam-no transformado num deles. Até os 20 anos, ele foi internado em várias instituições psiquiátricas, sempre tendo todos os seus direitos desrespeitados. Austry passou dias e dias amarrado à cama ou trancafiado em cubículos escuros e imundos, semelhantes às solitárias das penitenciárias. Ele recebia injeções diárias, aplicadas sem o menor cuidado, o que lhe rendeu feridas, inchaços e infecções. Por vezes, quando implorava por um sedativo que lhe amenizasse as dores insuportáveis, tudo o que ele obtinha era uma nova surra, aplicada por profissionais de saúde irresponsáveis e criminosos.
Em julho de 2001, superados todos esses horrores – mas com traumas e seqüelas irremediáveis – Austregésilo Carrano Bueno publicou Canto dos malditos, em que relata todos os horrores por que passou. Antes disso, em 2000, seus manuscritos já haviam dado origem ao filme Bicho de sete cabeças, que conquistou 57 prêmios, oito deles fora do Brasil. Entretanto, em abril de 2002, o livro foi cassado e proibido de ser comercializado e divulgado devido a uma ação judicial movida pela família de um dos médicos citados no texto. Sob a alegação de calúnia e injúria, a biografia saiu de circulação.
Agora, adotado em 12 universidades, colaborando para a formação de profissionais de medicina, psicologia, sociologia e direito, Canto dos malditos finalmente pôde voltar às livrarias e bibliotecas, acrescido de um posfácio em que o autor conta detalhes do processo de cassação, explica como o filme de Laís Bodanzsky colaborou para a aprovação da Lei Federal de Reforma Psiquiátrica, defende a tese de que a omissão da sociedade e o regime militar foram os maiores responsáveis pelo que lhe aconteceu e apresenta o Movimento da Luta Antimanicomial, do qual faz parte. A nova edição também omite, por precaução, os nomes verdadeiros das pessoas citadas, embora a obra tenha sido liberada pela Justiça em sua versão original e completa.
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