A letra é show, uma crítica aos invasores europeus que dizimaram o nosso continente pre-colombiano.
Quinhentos anos de que?
Composição: Belchior/Eduardo Larbanois
Eram três as caravelas
que chegaram alem d`alem mar.
e a terra chamou-se América
por ventura? por azar?
Não sabia o que fazia, não,
D. Cristóvão, capitão.
Trazia, em vão, Cristo em seu nome
e, em nome d`Ele, o canhão.
Pois vindo a mando do Senhor
e de outros reis que, juntos,
reinam mais...
bombas, velas não são asas
brancas da pomba da paz.
Eram só três caravelas...
e valeram mais que um mar
Quanto aos índios que mataram...
ah! ninguém pôde contar.
Quando esses homem fizeram
o mundo novo e bem maior
por onde andavam nossos deuses
com seus Andes, seu condor ?
Que tal a civilização
cristã e ocidental...
Deploro essa herança na língua
que me deram eles, afinal.
Diz, América que es nossa.
só porque hoje assim se crê
Há motivos para festa?
Quinhentos anos de que?
Por Mateus Brandão de Souza.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Desconfie
“A mão que afaga é a mesma que apedreja”
(Augusto dos Anjos)
Não se deixe levar pelas aparências, fique atento, pois, sinceridade e falsidade, amor e ódio podem habitar o mesmo coração.
Lembremo-nos da sabedoria popular: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.
Não se deixe levar pelas aparências, fique atento, pois, sinceridade e falsidade, amor e ódio podem habitar o mesmo coração.
Lembremo-nos da sabedoria popular: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.
Questione supostas verdades, até mesmo as ditas imutáveis e absolutas. Tenhais cautela, pois o palco da vida está repleto de artistas mascarados e atores multifaces.
Atentai-vos, não são poucos os que agem de má fé... Lembre-se, não há preço que pague o valor de tua consciência, portanto, não deixe que o usurpador se aposse dela.
Não se conhece o coração alheio. Desta forma, seja coerente, num mundo sistematizado, onde tudo gira em torno do dinheiro, ninguém jogará ao vento seu capital. Por isso, desconfie.
Preste atenção, “Urubu não acompanha colibri”. Vá ter com o santo, mesmo misericordioso e coberto de bondade, ele desconfia quando a esmola chega em demasia, isto é cautela de santo, espelhemo-nos nela.
Não sejamos loucos, o homem prudente tira lições dos próprios erros, porém o tolo, nem se quer os observa. Entre um e outro, seja igual ao primeiro.
Não menospreze a capacidade alheia, jamais duvide da inteligência adversa. O lobo se reveste como ovelha no intuito de devorá-la.
A questão entre colher o bom ou o mau fruto implica na observação da semente que plantamos, quem planta flores colhe flores, quem semeia carrapichos, fatalmente os colherá.
Sejamos igual ao lince, em sua visão aguçada enxerga longe detalhes que teimam em passar despercebidos.
Não se deixe cair no conto da embalagem, que propositalmente bem trabalhada, não externa os defeitos da mercadoria a qual embrulha.
Atentai-vos,
Atentai-vos,
“Nem tudo que reluz é ouro”.
Atentai-vos, não são poucos os que agem de má fé... Lembre-se, não há preço que pague o valor de tua consciência, portanto, não deixe que o usurpador se aposse dela.
Não se conhece o coração alheio. Desta forma, seja coerente, num mundo sistematizado, onde tudo gira em torno do dinheiro, ninguém jogará ao vento seu capital. Por isso, desconfie.
Preste atenção, “Urubu não acompanha colibri”. Vá ter com o santo, mesmo misericordioso e coberto de bondade, ele desconfia quando a esmola chega em demasia, isto é cautela de santo, espelhemo-nos nela.
Não sejamos loucos, o homem prudente tira lições dos próprios erros, porém o tolo, nem se quer os observa. Entre um e outro, seja igual ao primeiro.
Não menospreze a capacidade alheia, jamais duvide da inteligência adversa. O lobo se reveste como ovelha no intuito de devorá-la.
A questão entre colher o bom ou o mau fruto implica na observação da semente que plantamos, quem planta flores colhe flores, quem semeia carrapichos, fatalmente os colherá.
Sejamos igual ao lince, em sua visão aguçada enxerga longe detalhes que teimam em passar despercebidos.
Não se deixe cair no conto da embalagem, que propositalmente bem trabalhada, não externa os defeitos da mercadoria a qual embrulha.
Atentai-vos,
Atentai-vos,
“Nem tudo que reluz é ouro”.
Por: Mateus Brandão de Souza.
Acabou a escravidão no Brasil?
“Senhor Deus dos desgraçados, dizei-nos vós senhor Deus, se é mentira ou se é verdade tanto horror perante os céus.”
( Castro Alves )
Este é um trecho do poema Navio Negreiro, uma das mais belas e conceituadas páginas da poesia nacional, aqui, Castro Alves indigna-se contra a desumana condição a qual eram submetidos os negros no tráfico de escravos num tempo onde a escravidão era vigente no Brasil. Castro Alves ficou conhecido como o poeta dos escravos e através de suas poesias, observamos sua intenção de falar pelo povo negro e gritar contra suas dores e sofríveis condições de vida.
A história, é testemunha das diversas fases da escravidão no Brasil, das leis e dos movimentos anti-escravocratas até culminar naquele memorável 13 de maio de 1888 onde a princesa Isabel assinou a lei Áurea “pondo um fim à sujeição do povo negro”. A partir de então nos é ensinado em nossas escolas, nos grandes meios de comunicação, que a escravidão é extinta no Brasil. A classe dominante que sempre primou por seus próprios interesses e jamais pelo interesse coletivo, prega seu heroísmo na atitude de extinguir a escravidão e busca convencer este ato como uma prática humanitária.
121 anos nos separam daquele 13 de maio de 1888, 121 anos do fim da escravidão legalizada no Brasil, não há mais a senzala, o tronco, o feitor, nem o chicote, acabou-se o tráfico de seres humanos. Porém, a dignidade deste povo onde anda? se analisarmos de forma apurada, a escravidão de fato acabou-se no Brasil? Podemos dizer sem receio que NÃO, a escravidão não acabou nem no Brasil, nem neste mundo dominado pelo sistema capitalista.
Basta vermos as condições de vida do nosso povo, negros, nordestinos, índios e pobres, estes guerreiros, estas pessoas, sempre foram usadas como esteios do progresso, neste país que jamais repartiu, nas situações desfavoráveis deste povo que lhes foram negado as condições básicas de sobrevivência, nestas pessoas que são usadas como via para que o acúmulo de riquezas chegue nas mãos dos poderosos dominantes.
Hoje a escravidão é psicológica, é na forma de coação, é o medo do desamparo, os escravos de hoje não tem suas costas lanhadas pelo chicote, mas tem suas consciências fustigadas pelo medo do desemprego, hoje os escravos são castigados por seus salários irrisórios. Os navios negreiros de hoje, transportam pais e mães de família para os mesmos canaviais de outrora, onde vendem sua força de trabalho para o patrão deleitar-se no doce conforto que o capitalismo excludente proporciona para os poucos que desfrutam de suas delícias.
É na pobreza de nossa gente, é na miséria do nosso povo, é na falta de acesso às escolas e a leituras, que podemos afirmar que a escravidão não acabou, e que as observações de Castro Alves continuam atuais, pois ainda somos os mesmos desgraçados, humilhados não pela escravidão do chicote, mas pela escravidão que nos deixa à margem da dignidade, a escravidão dentro das fábricas, das indústrias, é no grande número de empregos informais e na sub-vida deste povo marcado e feliz, desta nossa gente de consciência roubada, destes homens e mulheres manipulados, adestrados e moldados para competir, para o sistema selvagem e bruto que vê no acúmulo do dinheiro o seu principal ideal.
( Castro Alves )
Este é um trecho do poema Navio Negreiro, uma das mais belas e conceituadas páginas da poesia nacional, aqui, Castro Alves indigna-se contra a desumana condição a qual eram submetidos os negros no tráfico de escravos num tempo onde a escravidão era vigente no Brasil. Castro Alves ficou conhecido como o poeta dos escravos e através de suas poesias, observamos sua intenção de falar pelo povo negro e gritar contra suas dores e sofríveis condições de vida.
A história, é testemunha das diversas fases da escravidão no Brasil, das leis e dos movimentos anti-escravocratas até culminar naquele memorável 13 de maio de 1888 onde a princesa Isabel assinou a lei Áurea “pondo um fim à sujeição do povo negro”. A partir de então nos é ensinado em nossas escolas, nos grandes meios de comunicação, que a escravidão é extinta no Brasil. A classe dominante que sempre primou por seus próprios interesses e jamais pelo interesse coletivo, prega seu heroísmo na atitude de extinguir a escravidão e busca convencer este ato como uma prática humanitária.
121 anos nos separam daquele 13 de maio de 1888, 121 anos do fim da escravidão legalizada no Brasil, não há mais a senzala, o tronco, o feitor, nem o chicote, acabou-se o tráfico de seres humanos. Porém, a dignidade deste povo onde anda? se analisarmos de forma apurada, a escravidão de fato acabou-se no Brasil? Podemos dizer sem receio que NÃO, a escravidão não acabou nem no Brasil, nem neste mundo dominado pelo sistema capitalista.
Basta vermos as condições de vida do nosso povo, negros, nordestinos, índios e pobres, estes guerreiros, estas pessoas, sempre foram usadas como esteios do progresso, neste país que jamais repartiu, nas situações desfavoráveis deste povo que lhes foram negado as condições básicas de sobrevivência, nestas pessoas que são usadas como via para que o acúmulo de riquezas chegue nas mãos dos poderosos dominantes.
Hoje a escravidão é psicológica, é na forma de coação, é o medo do desamparo, os escravos de hoje não tem suas costas lanhadas pelo chicote, mas tem suas consciências fustigadas pelo medo do desemprego, hoje os escravos são castigados por seus salários irrisórios. Os navios negreiros de hoje, transportam pais e mães de família para os mesmos canaviais de outrora, onde vendem sua força de trabalho para o patrão deleitar-se no doce conforto que o capitalismo excludente proporciona para os poucos que desfrutam de suas delícias.
É na pobreza de nossa gente, é na miséria do nosso povo, é na falta de acesso às escolas e a leituras, que podemos afirmar que a escravidão não acabou, e que as observações de Castro Alves continuam atuais, pois ainda somos os mesmos desgraçados, humilhados não pela escravidão do chicote, mas pela escravidão que nos deixa à margem da dignidade, a escravidão dentro das fábricas, das indústrias, é no grande número de empregos informais e na sub-vida deste povo marcado e feliz, desta nossa gente de consciência roubada, destes homens e mulheres manipulados, adestrados e moldados para competir, para o sistema selvagem e bruto que vê no acúmulo do dinheiro o seu principal ideal.
“Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós.”
Por: Mateus Brandão de Souza.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Meus oito anos.
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor !
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Cuidai da vida dos outros e os outros cuidam da tua.
Esta é a realidade, ninguém está imune ás estocadas da língua alheia, nossa caminhada é acompanhada passo a passo pelos atentos de plantão, há sempre alguém reparando o que estamos fazendo, que meio estamos freqüentando ou onde não estamos indo. Nossa vida está escancarada aos olhos de todos, e estamos sujeitos a todos os tipos de interpretações.
Submersos neste lodo de maldade se afloram os conceitos e os preconceitos, uma única escorregada compromete o resto de tua vida, aliás, o rótulo que te dão te acompanha além da própria vida. Sempre irão encontrar um motivo para te criticar, em uma sociedade é impossível que se viva na plenitude de ser invisível. Sem contar que neste antro de serpentes, muitos torcem por tua queda, nesta competitividade onde a inveja e o orgulho alheio predominam, muitos abominam teu triunfo.
No entanto, a grande verdade é que assim é e assim será, desde que o mundo é mundo, os olhares estão atentos a tudo, talvez a melhor saída seja relevar os falsos conceitos que fazem de ti, a melhor maneira é tranqüilizar-se em tua consciência, pois somente tu sabes de fato da tua vida o que é bom e onde teu sapato aperta. Tu sempre estarás nos extremos, enquanto para uns tu és anjo, para aqueles outros tu és demônio. Tudo também dependerá de onde os componentes da sociedade faladeira estará te olhando. Cabe a você ter cautela ou não, pois sem dúvida, alguém está cuidando de ti.
Por: Mateus Brandão de Souza.
domingo, 1 de agosto de 2010
Aos Amigos
"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre"...
(Vinicius de Moraes)
Por: Mateus Brandão de Souza.
(Na foto: Cassio, Sr Eurico, Marquinhos Diet, Ricardo Ronda eu e seu José Marques o meu pai, todos no meu barraco.)
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