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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Comarca de Nova Londrina.















Nesta postagem, os dados mais recentes quanto ao número de habitantes e eleitores dos quatro municípios que compõem a comarca de Nova Londrina extremo noroeste do Paraná.


Nova Londrina
Sua população estimada em 2004 era de 13.331 habitantes.
Área    269,389 km² (Fonte:Wikipédia)
População 12.898 hab. (fonte: Ibge 2009).
Eleitores: 9.920 (fonte: TSE-PR 2008).

Marilena.
Sua população estimada em 2004 era de 6.772 habitantes.
Área    232,366 km² (Fonte:Wikipédia)
População 6.704 hab. (fonte: Ibge 2009).
Eleitores: 5.529 (fonte: TRE-PR 2008).

Diamante do Norte.
Sua população estimada em 2004 era de 6.099 habitantes.
Área    242,894 km² (Fonte:Wikipédia)
População: 5.668 (fonte: Ibge 2009).
Eleitores: 4.691(fonte: TRE-PR 2008).

Itaúna do Sul
Sua população estimada em 2004 era de 4.392 habitantes.
Área    128,870 km² (Fonte:Wikipédia)
População 3.621 hab. (fonte: Ibge 2009).
Eleitores: 3.159 (fonte: TRE-PR 2008).

Mateus Brandão de Souza.

Rico versus pobre.

Hoje mais do que nunca, assistimos a decadência da moral, do caráter, dos princípios humanos e do bom costume. O poder, o dinheiro a ganância pelo ter, corrompe o ser humano, o desumaniza e o faz injusto. A sede pelo possuir em muitas das vezes deixa o homem orgulhoso, preconceituoso e em outras ocasiões, transforma o indivíduo num ser pérfido.


Vivemos na época do vale quanto pesa, você vale exatamente a quantia de sua conta bancaria ou de seus bens materiais, sendo assim, para o indivíduo que tem posses, tanto faz ele ter caráter ou não, para o endinheirado, dá no mesmo ser honesto ou traidor, a escolha ele faz de acordo com o peso de sua consciência, uma vez que ser bom ou ruim não implicará em sua conduta frente aos que o julgam, aliás, dificilmente um rico é julgado por alguma falta de qualidade.

O pobre obviamente, não pode se dar ao luxo de escolher sua conduta sem sair lesado, neste mundo corrompido, pobre tem que ser bonzinho, honesto, compreensivo, pacífico e trabalhador. Ao pobre é dever andar na ordem e se deixar adestrar, ao indivíduo desafortunado está traçado o destino de servir com exemplo e retidão, mesmo que o conforto e a dignidade não esteja de forma alguma a ele reservado, ao pobre cabe a submissão e o conformismo.

Um exemplo clássico na distinção pobre e rico está na questão relacionada a vida amorosa, nesta sociedade maculada e demagoga o indivíduo pobre porém de caráter, boa índole tem forte chance de perder a mulher amada para o primeiro forasteiro endinheirado que lhe fizer oposição, mesmo sendo desonesto, o rico tem larga vantagem numa possível disputa amorosa.

Ter dinheiro é o mesmo que jogar com cartas marcadas, é ter carta na manga, é estar sempre na vantagem, não é a toa o alto índice de pobres revoltados por sua condição de vida, a ausência do dinheiro a má distribuição de riquezas, forma uma sociedade de cidadãos injustiçados, à margem da qualidade de vida. Ser pobre não é estar em desvantagem apenas no montante de cifras, ser pobre é ser espezinhado, é não desfrutar de justiça e ser hostilizado.

A própria sociedade desprovida de dinheiro, desvaloriza o indivíduo igualmente pobre, ao rico, além de sua vantagem financeira, ele pode ser feio, devasso, imoral, porem sua moral permanecerá intacta, farão vistas grossas quanto aos seus defeitos, o fato do indivíduo ter dinheiro, o isentará de qualquer mácula. Claro que a falta de qualidade moral não é uma particularidade dos indivíduos ricos, mas a ausência dela surtirá mais efeito ao pobre do que ao rico.

Nos meios da moda, a índole de uma pessoa é medida pela etiqueta de suas roupas, pelo carro que dirigem e pelo imóvel em que moram. Quando pobre, cai por terra a inteligência, a honestidade se torna nula, os valores morais não são contabilizados quando esta ou aquela pessoa não tiver em mãos o fator dinheiro para por em jogo.

O rico é rodeado de “amigos”, ao rico está os bons convites, os melhores lugares, as mulheres lindas, enfim, a parte boa desta vida passageira está destinada ao rico. Aos reles mortais restam o resto, assim funciona e é a realidade de nossa gente, ao pobre é imposto muitas barreiras, faltas de oportunidade, entraves e dificuldades.

O pobre por melhor que seja, será sempre olhado de soslaio, neste mundo cão, viver é para o pobre um padecimento, sobreviver é uma proeza. Augusto dos Anjos em um de seus poemas nos diz: “O homem que neste mundo vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”

Assim seguimos, nos tornando cada vez mais corrompidos, injustiçados e perseguidos, o maior castigo de tudo isso, é ter-se a consciência desta condição desfavorável que estamos imergidos. O lado podre da maçã clama, temos fome e sede de justiça, saciem-nos.

Mateus Brandão de Souza.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Quanto ao Julgar

Julgar sem conhecimento de causa é um grande erro, generalizar as pessoas, os grupos, as regiões, os países é algo que não devemos praticar, às vezes de onde menos se espera é que aparece a tão esperada solução. Temos a mania de julgar o livro pela capa, cuidamos muito da embalagem e nos esquecemos o conteúdo.

Jesus Cristo foi contemporâneo aos fariseus, grupo religioso que se julgava detentor da verdade, diziam-se irrepreensíveis, inquestionáveis, porém, grandes questionadores. Os fariseus queriam se mostrar impecáveis, mas a sua santidade era apenas fachada e o bom Cristo os conhecia muito bem, em uma de suas mais notáveis repreensões contra os hipócritas fariseus, disse: “Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão”. (Mt 23,27-28).

Portanto, está mais do que óbvio que as aparências enganam. O reluzir não é uma característica unicamente do ouro, sendo assim, condenar ou absolver pela aparência não é uma ação sensata.
O pré-conceito está intrinsecamente relacionado ao preconceito, ser preconceituoso é um dos tumores principais que nos impede evoluir como seres racionais. Por mais que haja divisões sociais ou territoriais, ninguém é melhor que ninguém e a raça é uma só, a humana.

Se for para haver divisão, que seja de dignidade, do bem comum. Não a divisão de grupos, das corriolas ou das panelinhas. É preciso que esta realidade venha à tona, somos todos uma só raça, independente das nossas ideologias, nossas roupas, dos nossos cabelos ou das nossas peles. Não é justo incriminarmos ou sermos incriminados por aquilo que pensamos. A saúde é o nosso maior patrimônio e a paz na consciência é o maior exemplo de qualidade de vida. Não tente ser melhor que ninguém. Somos todos falíveis, limitados e efêmeros. A vida é breve e perder tempo com picuinhas e disse que disse, não é algo inteligente.

Aprenda, o sistema cria uma pirâmide social imaginária, os que estão no topo, exploram, se julgam melhores do que os que estão embaixo, porém, no baixar da sepultura, somos a mesma coisa. A morte é a nossa grande certeza, não há doutor, não há mendigo, não há rico e nem pobre, não há feio e nem há bonito. Ela nivela a todos.

Pensemos nisso...

Mateus Brandão de Souza.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quem é o maior? (Autor desconhecido)


Primeiro foi o leão que falou, sacudindo a enorme juba:




— Eu sou o rei! Assim me considera o mundo inteiro! Minha força é alardeada por todos. A França já teve um imperador cujo nome significa: “Leão da Floresta”, a Inglaterra “Ricardo Coração de Leão”. Vejam as grandes nações me aclamam! Quando rujo, tudo se aquieta, e ao meu brado as almas estremecem.

— Mas sois orgulhoso! – disse o boi, interrompendo o rei leão. Eu não! Sou humilde e paciente. Tenho a calma e a compostura. Antes do automóvel, fui eu quem carregou as forquilhas e os caibros das casas. Meus trabalhos estão presentes em todas as civilizações. Quanto às glórias históricas, Carducci me chamou de “Pio Bove”.

— Entretanto, eu sou a glória! – disse o cavalo. — Prestai atenção: Fui cônsul e sacerdote, no tempo do imperador Calígula e comia numa manjedoura de marfim; tomava banho de leite, e tinha arreios de ouro cravejados de brilhantes. Alem disso, tinha uma linda companheira chamada Penélope... Com Átila, onde eu pisava não nascia mais grama! Vivo imortalizado em milhares de estátuas e a Fonte de Hipócrene, onde os poetas iam beber inspiração, brotou do meu pé... Já fui “Bucéfalo", e levei Alexandre, o Grande à Índia.

— Contudo, não tens a minha resignação e, sobretudo a minha resistência. – disse o camelo. Quem atravessa os desertos levando caravanas em busca do tesouro do Oriente? Vós, posto ao deserto, sem água e ao sol, sereis capazes de passar dias sem beber?

— Todavia, - disse o cão. – eu sou a fidelidade e o amor. Sou o melhor amigo do homem!

— Não obstante – disse o elefante – eu zombo de todas as pequeninas criaturas. Diante da minha grandeza, todos vocês são como nada. Além de ser o maior animal da Terra, sou o que possui a maior preciosidade. O valioso marfim! Ademais, transportei marajás e príncipes.

Em meio à discussão, perceberam o jumento, ai num cantinho cochilando, as orelhas murchas, humilde, pensativo.

O leão berrou:
— E tu, ó jumento, animal desprezível, que fizeste?
— Eu... carreguei JESUS!


Por Mateus Brandão de Souza.

Choramos de Barriga cheia?

Somente quem sente na pele o lanho do chicote é quem pode definir a exata sensação de seus golpes.

Os pés de quem palmilhou uma longa e escabrosa estrada é que conhece as conseqüências da caminhada.

É fácil pra quem não vive determinado revés dizer que desgraça pouca é bobagem. Ninguém chora de barriga cheia, não há necessitado que se contente com o pouco. Se a dignidade não existe em abundancia, que ela atenda ao menos nossas necessidades primordiais.

É tarefa vã iludir quem padece, é inútil convencer ao desvalido, ele sabe como ninguém que a situação está caótica e onde o sapato aperta.

É simples dizer que está tudo bem quando não se passa pela dor dos desfavorecidos, ninguém reclama em vão a sua má sorte, aqueles que estão à margem do conforto não falseiam contentamento.

É tolice buscar a quietude dos passageiros de uma nave quando estes sabem que ela está em pane e vêem piloto, co-piloto e toda tripulação perdidos e atônitos sem saber o que fazer.

Quem anda calçado não cuida onde por o pé, mas as pedras do caminho fustigam os pés dos descalços.

Quem está saudável ou medicado, jamais aquietará os anseios do doente, pois na dor não há condições de esperar com paciência pela melhora.

São revoltados os descontentes?
São mal amados os maldizentes? Esta visão é comum nos que vivem na vantagem. Porém revoltar-se ou amaldiçoar ao descaso é no mínimo uma reação justa.

Cada um conscientemente discerne o que é bom ou ruim para si e todos em sã consciência não reclamariam seu mal estar se estivessem satisfeitos.

Continuaremos reclamando até que a dignidade deixe de ser fantasias escritas ou faladas e se torne um fato favorável a todos nós.

Oxalá que o bem seja o bem coletivo, que a liberdade abra as suas asas sobre nós e que a igualdade nivele também em vida toda raça humana.

Mateus Brandão de Souza.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os Imaculados

Seleto grupo formado por homens e mulheres em cuja mácula é ausente, sem defeitos, imunes a todo mal, inquestionáveis. Tal qual o mais alvo lençol, sem mancha, sem nódoas indeléveis, neles não há defeitos, portadores e detentores de virtudes inumeráveis.


Imaculados por excelência, por vocação. Seus intuitos são sóbrios, estão sempre voltados para a coletividade, nunca para o individualismo, visam o bem comum, o social. Sabem dosar, dividir na mais perfeita igualdade, são imparciais...

Eles semeiam concórdia, seus corações são abertos, mentes que trabalham para o bem, jamais usam de má fé, plenos de boas intenções, confiáveis, não rancorosos, abertos ao diálogo, mansos, humildes, santos, ungidos e não hostis.

Neles não há máculas...

Jamais egoístas, vivem pelo seu semelhante e para ele. Não vingativos nem perseguidores, retos, certos e maleáveis. Deles provém o bem, é prazeroso vê-los, estar perto deles, no mesmo lugar que eles, é um regozijo. Para que nos preocuparmos se eles são bons?

Num mundo desairoso, corruptível, em dias que prenunciam o amargedom, existe esse povo bom, gente de bem que está acima de qualquer crítica. No entanto, não há o que temermos.

Quando mãos imaculadas seguram nas rédeas, podemos nós os mortais, dormir o sono dos justos, com mãos prudentes sobre o leme, o barco não vai a deriva. Não importa se o mar é revolto, tenhamos fé, o piloto é munido de bússola e sabe onde está o norte...

Neste momento do ano, brindamos e torçamos pela ascensão absoluta dos imaculados. Que as suas pregações miraculosas tornem-se paupáveis, que seja concreto também nossos sonhos, que as lacunas dos nossos anseios sejam preenchidas.

Um viva a este povo ímpar, a nossa saúde e também a saúde dos imaculados.

Por: Mateus Brandão de Souza.



domingo, 8 de agosto de 2010

As Mãos do meu pai - Poema de Mario Quintana.



As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
 que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...


À José Marques de Souza meu pai.


Mateus Brandão de Souza.
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