domingo, 17 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
Com PSDB em SP, dia do professor é lembrado com indignação.
No Dia dos Professores, a paixão pela tarefa de ensinar vem acompanhada de intensa indignação pela desvalorização do Magistério. Afinal, na rede estadual de ensino de São Paulo, uma das maiores do mundo, quase a metade dos 278 mil professores ainda é admitida em caráter temporário.
De janeiro a julho deste ano, 19.500 foram afastados com depressão e estresse. A progressão continuada alastrou o analfabetismo funcional na rede, aumentando ainda mais a frustração dos professores por não conseguirem sucesso em sua tarefa de ensinar.
Dois fatos acentuaram a crise no setor em 2010. O Estado de São Paulo caiu 4 posições no ranking salarial dos docentes, o que significa que os professores paulistas têm o 14º pior salário do Brasil, atrás inclusive de estados mais pobres. Em greve, a categoria foi recebida no Palácio dos Bandeirantes, em março, com Tropa de Choque, bombas de gás, spray de pimenta e cassetetes.
A greve durou quase um mês e o então governador José Serra não acenou com nenhuma proposta que minimizasse o arrocho salarial. A nova fórmula de cálculo dos salários, baseada em supostos méritos individuais, reserva reajuste para apenas 20% dos melhores avaliados em uma prova.
Além dos salários miseráveis, os professores paulistas estão há dez anos sem receber reajuste do tíquete-refeição, que é de R$ 4,00.
Sem carreira, estabilidade ou perspectiva de progresso profissional, o Magistério paulista enfrenta diariamente outros fantasmas, como a violência escolar, a falta de estrutura e a ausência de um projeto pedagógico.
Livros e revistas enviados às escolas estaduais durante o governo de José Serra ficaram famosos pelos erros grotescos, como um mapa com dois Paraguais, e conteúdos inadequados para a idade dos estudantes.
Dinheiro para a mídia
A Secretaria de Educação de São Paulo transformou a educação em um rentável negócio editorial. Através da Fundação Para o Desenvolvimento da Educação, a Secretaria comprou apostilas, livros e revistas sem licitação e, muitas vezes, sem critério pedagógico.
Segundo o Blog NaMaria News, “desde 2004, o governo tucano gastou cerca de R$ 250 milhões com a compra de publicações dos Grupos Abril, Folha, Estadão, Globo/Fundação Roberto Marinho.”.
Muitas das publicações adquiridas têm caráter pedagógico duvidoso. A Secretaria comprou, por exemplo, revistinhas da Turma da Mônica e do Cascão para distribuir nas escolas, por quase R$ 27 milhões. Com a Editora Abril, a Secretaria gastou aproximadamente R$ 18 milhões só com lotes da Revista Recreio.
A Bancada do PT na Assembleia Legislativa já apresentou inúmeros pedidos de informação sobre as compras sem licitação realizadas pela Secretaria da Educação, que também estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual.
Apesar dos projetos focados na leitura, como o Ler e Escrever e o Sala de Leitura, a maioria das 5 mil escolas estaduais não têm bibliotecas e, mesmo as salas de leitura existentes são despreparadas para incentivar o hábito da leitura nos estudantes.
Sem apresentar soluções para o Magistério, torna-se impossível atrair os melhores alunos para a carreira e resolver problemas como a evasão, o déficit de aprendizagem dos estudantes e resgatar o papel transformador da Educação.
Fonte: PTAlesp
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Segundo Turno: Luz versus trevas.
A campanha de Serra mudou o símbolo do PSDB: o tucano foi tangido para longe e em seu lugar entra um corvo, desses de cemitério. O candidato foi buscar reforço abrindo as tampas das tumbas do obscurantismo.
por Adalberto Monteiro*
Serra patrocina o re-surgimento de abordagens e personagens já superadas pela democracia brasileira. A TFP (Tradição, Família e Propriedade) com a indumentária fedendo a mofo infesta blogs e avenidas. Guetos fundamentalistas panfletam suas bulas. O tema do aborto é criminosamente banalizado. A religiosidade do povo é manipulada para fins eleitoreiros.
“Trevas, volver” é a palavra de ordem da oposição neoliberal. Os inquisidores de Serra fazem rondas, empreendem implacável caçada aos hereges. Um deles pergunta para Dilma numa coletiva: “A senhora é homossexual?”. Serra, em riba de um caminhão, em Goiânia, ergue e beija um crucifixo. A senhora, esposa dele, diz que Dilma quer “matar criancinhas.” Sua campanha espalha a mentira e insufla a homofobia. Seu braço midiático cultiva a peste do preconceito. Estampam manchetes que somente os nordestinos e os pobres estão com Dilma. Acaso, não são brasileiros?
Mesmo realizando uma campanha desse naipe proclama que somente ele pode unir o Brasil. Muito ao contrário. O preconceito, o ódio, o obscurantismo - ingredientes da desagregação - jamais serão o cimento da união. A unidade nacional é um bem caro ao Brasil. Foi forjada num processo histórico prolongado e contraditório. É com base nessa unidade que, no presente, o governo do presidente Lula deu passos importantes para superar as desigualdades e deformações de nossa sociedade.
A campanha de Serra destila ácido corrosivo para minar a união do povo brasileiro. Católicos, evangélicos, espíritas, budistas, mulçumanos, judeus, praticantes das religiões afro-brasileiras, agnósticos, ateus, entre todos amplamente predomina a tolerância religiosa e todos valorizam o nosso Estado Laico compromissado com a liberdade religiosa. Liberdade religiosa lavrada pela Constituinte de 1946, por iniciativa do escritor Jorge Amado, então membro da bancada do Partido Comunista do Brasil.
Serra abriu as tumbas do obscurantismo e sabe que o reacionarismo que delas emergiu é incontrolável. Essas “criaturas”, caso ele vença, vão cobrar as duplicatas. Serra se autointitula “candidato do bem”, mas zelou um pacto com que há demais atrasado na sociedade brasileira. Tergiversa. Diz que não tem nada a ver com isso. Bota fogo na floresta e depois culpa a própria floresta. É um “pactuado” tal e qual Riobaldo de Grande Sertão, Veredas.
Obterá a vitória depois de ter vendido a alma?
As forças da luz, do desenvolvimento, do progresso social, da democracia, da liberdade, da tolerância, do sonho, do respeito ao outro deitaram raízes muito profundas no chão deste país continental. As gerações que nos precederam e nos formaram sofreram em demasia com o ódio, o autoritarismo, o preconceito que a campanha de Serra, hoje, acolhe e fermenta.
A luz vencerá as trevas. Mas, para isso, cada brasileiro, cada brasileira, verdadeiramente do bem, tem de sair às ruas com sua tocha acesa. E essa tocha é a bandeira de Dilma presidente.
Às ruas, ao bom combate cidadãos, cidadãs!
...
*Jornalista e escritor. É presidente da Fundação Maurício Grabois e editor da revista Princípios
Hasta Siempre Che Guevara.
Composição de Carlos Puebla.
Aprendimos a quererte
Desde la histórica altura
Donde el sol de tu bravura
Le puso un cerco a la muerte.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Tu mano gloriosa y fuerte
Sobre la historia dispara
Cuando todo santa clara
Se despierta para verte.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Vienes quemando la brisa
Con soles de primavera
Para plantar la bandera
Con la luz de tu sonrisa.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Tu amor revolucionario
Te conduce a nueva empresa
Donde esperan la firmeza
De tu brazo libertario.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Seguiremos adelante
Como junto a ti seguimos
Y con Fidel te decimos:
Hasta siempre comandante.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Há dois caminhos.
A decisão é unicamente nossa. Certo?
Errado.
Dependeria de nós a livre decisão se não houvesse por trás de todo este processo ao qual estamos inseridos, os interesses de classes abastadas. Não fosse o jogo sujo daqueles que não comungam com os princípios sociais da partilha para o bem comum. Aí sim a escolha seria unicamente nossa.
Se o jogo fosse limpo não haveria os roubos das consciências, e são os exclusivistas, os que se autodenominam elites neste mundo dividido em classes, quem criam o medo e o terror naqueles que sempre foram vítimas dos desmandos e do egoísmo das classes que promovem a distância entre o pobre e o rico.
Numa sociedade influenciável e supersticiosa, os manipuladores das mentes humanas buscam a qualquer maneira, propagar o terror no imaginário de uma população desprovida de bens materiais, mas acima de tudo, desprovida da autodefesa de sua dignidade e de seus princípios.
É exatamente por isso que vemos muitos dos beneficiados diretos dos programas de distribuição de rendas do atual governo voltando suas costas para o mesmo. Eles são vítimas da coação, da deslealdade e dos interesses de uma camada social que se nutre da dignidade alheia.
Aqueles tantos milhares carentes da autodefesa, não estão imunes ao vírus que afetam suas consciências, vírus este disseminado pelos parasitas do bem estar social, através de boatos, de calúnias e difamações, eles amedrontam os indefesos e excluídos de um sistema que os usam como escada, sistema este, idealizado exatamente por aqueles que querem desfrutar sozinhos os benefícios que uma qualidade de vida oferece.
É necessário acordarmos para não acatarmos aos interesses dos excludentes, os muitos excluídos do sistema, não tem controle de sua própria maneira de pensar e neste caso, o perigo é gigantesco, pois não são eles quem estão fazendo a escolha, e sim uma classe dominante, escolhendo por eles para o benefício não dos excluídos, porém, para o deleite dos que promovem a exclusão.
Que a esperança continue vencendo o medo. Que caia por terra a ameaça do retrocesso.
Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O Caso Paulo Preto, o homem bomba do PSDB
José Serra: “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factóide criado para que vocês (imprensa) fiquem perguntando". Serra disse ainda que não iria gastar horas de um debate nacional discutindo "bobagens". (Portal Terra)
Serra e Paulo Preto (à esquerda, segurando um exemplar de jornal)
Serra ataca jornalista, é proibido falar em Paulo Preto com o Tucano:
O candidato José Serra, visivelmente descontrolado, agrediu verbalmente a imprensa que cobria seu encontro com o candidato derrotado ao governo do RS pelo PMDB José Fogaça. A ira de Serra se voltou especialmente contra o jornalista Sérgio Bueno do Jornal Valor Econômico, que insistiu em saber o motivo de Serra inicialmente negar conhecer Paulo Preto.
Não fosse Paulo Preto de fato o homem bomba da candidatura tucana, Serra não ficaria tão exaltado, ao ponto de dizer que a imprensa estava criando matéria para o PT apresentar em seu programa eleitoral.
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