quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Cem mil estudantes protestam em Santiago contra reforma educacional no Chile
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Diamante de mendigo - Raul Seixas.
Raul Seixas foi uma daquelas pessoas que a gente nunca deixará de lamentar a morte prematura, no deserto de qualidade em que anda o mundo dos vivos, a ida de Raul torna-se cada vez mais irreparável. Uma grande buraco deixou o maluco beleza, e não vai haver mortal que o feche, Uma pena Raulzito, O céu podia esperar.
domingo, 7 de agosto de 2011
Linguarudos (as)
Figuras de destaque pelo desprestigio, personas non gratas principalmente em cidades pequenas, os linguarudos (as) estão sempre de plantão, cuidando detalhadamente da vida alheia. Por suas bocas se propagam as mais horripilantes notícias, com acréscimos desmedidos de maldades, os fofoqueiros (as) divulgam com prazeres múltiplos escândalos que jamais poderiam ser revelados.
Um sábio saudoso e
autodidata amigo me advertia: “Cuidado, a paz aparente das pequenas cidades se acaba na língua do povo”...
Um sábio saudoso e
autodidata amigo me advertia: “Cuidado, a paz aparente das pequenas cidades se acaba na língua do povo”...
Qual o perfil de um fofoqueiro?
Tanto o homem ou a mulher que muito fala da vida dos outros, possuem as mesmas características, criaturas de mentes pequenas e paupérrimas em evolução racional cujo mais prazerosa ocupação é cuidar do que fazem os outros.
O fofoqueiro “profissional”, na falta de um escândalo, ele inventa, basta ele achar que alguém é tal coisa, é e pronto, e assim sendo, está feito o inferno. Em uma cidade pequena, conhecemos linguarudos (as) célebres. Eles ficam na espreita, de tocalha, passando seus olhos em todos que vêem e desta forma, quando encontram oportunidade de expor suas conclusões sobre aquele a quem ele observou, não mede esforços e desfere logo o fogo de sua língua.
O fofoqueiro nato regozija-se em dizer seus achismos, o ilustre fofoqueiro vai a lugares públicos apenas para ouvir vigiar e tirar suas conclusões. O petulante falador vai dentro de tua casa colher informações e formar opiniões das quais, o tamanho da falsidade não cabe neste mundo.
É um cérebro a ser estudado pela psicanálise o do fofoqueiro, os tais falastrões machucam nossos ouvidos quando iniciam suas conversas, as quais são do mais baixo nível, tipo:
“Fulano ta levando chifre”, “beltrano é viado”, cicrano é broxa, “Maria tava grávida sim, a desavergonhada abortou”, “Xiii a mulher de Zé das quengas está saindo com Raimundo”, “O filho de dona Sula ta usando droga”...
E por aí a coisa vai, passam os dias, os anos e as histórias divulgadas por estes infames são sempre as mesmas, mudam-se apenas as personagens. Conheço alguns exímios fofoqueiros que vão à missa com um único intuito, observar quem por lá está, como se vestiu; também há outros célebres que vão ao culto cuidar onde o irmão ou a irmã coloca o pé.
Auto lá, não há fofoqueiros apenas nos seguimentos religiosos, há muitas pessoas religiosas de caráter, os fofoqueiros, porém, estes estão por toda parte, nas empresas, nas ruas, nas escolas. Todos afoitos, em busca de propagarem baixarias, são autênticos línguas de navalha, línguas preta, eles observam teus trejeitos, teu comportamento, se você sai ou não, com quem você anda ou deixa de andar, que lugar freqüenta ou deixa de freqüentar.
E nem pense em se preocupar que você sairá impune da língua ferina dos fofoqueiros, nunca. Se você não apronta nada e busca andar na risca da moral e do bom costume, eles conseguem distorcer tua boa conduta e mais cedo ou mais tarde o teu nome estará de boca em boca com versões assombrosas ao teu respeito.
É um mal terrível o fofoqueiro, tumor cancerígeno inoperável que semeia discórdias, conflitos físicos e psicológicos em suas vítimas, não há saída, eles irão falar também de você.
A melhor forma de conviver com estes empecilhos, é não dar ouvidos, confiar no que você é, afinal, ninguém tem nada a ver com tua vida. Tranqüilize-se em tua consciência, não é da tua conta o que dizem sobre você, o problema é deles. Não deixe de viver por que outros tiram conclusões inverídicas ou distorcidas a teu respeito.
Defenda-te em teu próprio conceito, não esquente, CAGUE para o achismo dos que se ocupam em falar da vida alheia. A grande verdade é que todo dia haverá o nome de alguém em pauta na roda dos fofoqueiros. As línguas venenosas nunca descansam...
Quer rir desses imbecis? Ouça “A manicure, de Jessier Quirino”. E seja o que você realmente é não o que outros dizem ou querem que você seja.
Viva a paz da consciência.
Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
DEVANEIOS NA MADRUGADA.
Presencio neste momento a terceira badalada da hora matinal em uma madrugada de sul do mundo, no ermo, no fim do mundo. Lá fora, além da escuridão, um clima incomum dá à noite características únicas. O silêncio, vez ou outra é interrompido pelo longínquo ladrar de um cão ou pelo grito pouco amistoso de uma coruja maldizente ou ainda, pelo cantar histérico dalgum quero-quero que nunca dorme.
Em alguns instantes, a noite deixa audível os sons do silêncio, indecifráveis, misteriosos, talvez sejam os fantasmas, ou animais noturnos, ou ainda, seres irreconhecíveis que existem no além ou no imaginário das mentes que tudo pensa, são sons enigmáticos, idiomas, comunicações do que não existe e que são ouvidos apenas nas madrugadas por quem não dorme.
Ao longe a cidade adormecida, nesta noite gélida de princípios de agosto. E o pensamento deste pensador, segue a vagar, meditando, lembrando de muitas coisas, de tantos rostos, de tantas cenas. Uma mescla de sentimentos povoam meu cérebro, risos, melancolias, culpa, pena e tantos outros sentidos habitam minha massa cinzenta, onde ansiosamente conto o crepitar dos minutos que falsamente parecem vagarosos.
Quantas vidas, quantos sonhos estarão nascendo ou ceifando-se neste momento? E os devaneios continuam... De minha alcova, viajo a mundos, a passados e a planetas. No céu límpido cintilam estrelas majestosas. De vez enquando, algum meteorito incendeia-se na abóbada escura. Luzes longínquas dão sinais de vida e se exibem quais vaga-lumes distantes dando prova da existência de que alguém habita aquele afastado ermo.
Neste instante, a grande maioria dos humanos dormem, onde ao raiar do sol, buscarão suas vidas, se envolverão em suas ilusões. E o tempo não para...
Os devaneios são contínuos, os por quês, florescem em minha mente, me encontro acordado, em uma madrugada onde o frio não dá trégua, tal qual o que não se pode medir, um turbilhão de pensamentos manifestam-se em minha cabeça. A madrugada continua a noite impera em parceria com o frio, e eu sigo meditando, tecendo no tear imaginário a minha loucura e minha lucidez...
Neste embaraço de tantas cenas amontoadas em meu imaginário, concluo:
O PENSAMENTO É ALGO INCRÍVEL.
O PENSAMENTO É ALGO INCRÍVEL.
Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
ADÁGIOS GAÚCHOS.
Adágios ou frases são marcas registradas da sabedoria popular gaúcha, sempre em forma de comparação, externam de maneira irônica principalmente a má qualidade de determinada pessoa ou assunto. Desta forma a cultura popular gaúcha se estende além da dança, da música e da poesia. Os adágios estão inseridos no folclore daquele estado e ditas de boca em boca mostram o sarcasmo do gaúcho diante de suas adversidades.
A seguir alguns exemplos de adágios riograndense para que possamos também debochar de tudo aquilo que está errado e nos causam descontentamento. Confiram:
“Mais desengonçado que galope de vaca”
“Mais perdido que cupim em metalúrgica”
“Mais grosso que dedo destroncado”
“Mais angustiado que barata de ponta-cabeça”
“Mais constrangido que padre em puteiro”
“Mais nojento que mocotó de ontem”
“Forte que nem toco de cigarro amanhecido”
“Mais atrasado que recado de gago”
“Mais comprido que esperança de pobre”
“Mais feio do que cair com as mãos no bolso”
“Igual casa de esquina, dando pros dois lados”.
“Igual coruja de corredor, andando de pau em pau”.
“Mais curto que coice de porco”
“Mais pra baixo que cu de calango”.
“Alegre como lambari de sanga”
“Assanhada como solteirona em festa de casamento”
“Cara amarrada como pacote de despacho”
“Chato como chinelo de gordo”
“Contrariado como gato a cabresto”
“Desconfiado como cego que tem amante”
“Mais assustado que cachorro em canoa”
Foram aí algumas frases corriqueiras do folclore gaúcho para que possamos rir de tudo aquilo que de tão fora do comum nos chama a atenção. Viva o Rio Grande do Sul.
Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA
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