terça-feira, 4 de outubro de 2011
O politicamente incorreto só é errado quando atinge os ricos.
É deplorável quando humoristas fazem comentários ofensivos ou preconceituosos em veículos de comunicação de massa sob a justificativa de liberdade de expressão. Como bem disse Marcelo Rubens Paiva, quem conta “piadas” que ultrapassam o limite do bom gosto dizem ser adeptos do politicamente incorreto, como se isso fosse hype e cool e, portanto, justificasse tudo. Mas a retirada do apresentador Rafinha Bastos da bancada do programa CQC da TV Bandeirantes, após as repercussões negativas do último caso, é bastante representativa de como as coisas funcionam no Brasil.
Quando ele disse que mulher feia deveria se sentir agradecida por ser estuprada, houve protestos e manifestações de rua e pedidos de investigação ao Ministério Público Federal. Mas a emissora não o tirou de lá. Agora que apareceu uma piada (de péssimo gosto) contra a cantora Wanessa, esposa do empresário Marcos Buaiz, amigo do ex-jogador Ronaldo, o que envolveu até patrocinadores, houve reação.
Uns podem dizer que essa foi a gota d’água, que ele queimou a última chance ou está sendo sacado pelo conjunto da obra. Mas o caso do estupro já era forte o suficiente para repreendê-lo severamente ou retirá-lo de lá. Particularmente, acredito que a audiência é um argumento poderoso e leva à condescendência. Mais forte, porém, são relações sociais que operam redes econômicas e análises de risco apontando perdas maiores que ganhos.
Censura é uma coisa abominável. Mas não pode ser confundida com a proibição de usar meios de massa para a apologia ao crime ou à intolerância. Quando se fala de controle social dos veículos de comunicação alguém grita “censura!” no fundo da sala. Se feito com motivos políticos ou com a velha segunda intenção, acredito que o grito tenha razão. Mas vale a pena refletir se não é melhor termos uma instância democrática e não controlada pelo Estado para acompanhamento do que é produzido e veiculado do que torcer para uma metralhadora verbal atingir alguém fino, da mais alta classe social, para ser reajustada ou desligada.
Em tempo: Exceção e exemplo bem sucedido de mobilização social foi o caso da retirada do programa “Tardes Quentes”, do apresentador João Kleber, da Rede TV!
Em 2005, a Justiça Federal concedeu uma liminar a uma ação civil do Ministério Público Federal de São Paulo e seis organizações da sociedade civil contra a emissora por conta das seguidas violações aos direitos humanos, em especial dos homossexuais, no programa.
Conforme relata o site da ONG Intervozes, uma das responsáveis pela ação: “a liminar suspendia imediatamente o programa e determinava a exibição de outro, em seu lugar, em caráter de contra-propaganda. A emissora não cumpriu a liminar, por isso, no dia 14 de novembro de 2005, pela primeira vez na história, uma emissora de TV comercial teve seu sinal retirado do ar por decisão da Justiça”.
Para resolver o impasse, a Rede TV! propôs um acordo com as entidades e o MPF, levando à produção pela sociedade civil e à exibição da série “Direitos de Resposta“, considerado o primeiro “direito de resposta coletivo” concedido e realizado no Brasil. Foram 30 programas que substituíram durante um mês o “Tardes Quentes” entre 12 de dezembro de 2005 e 13 de janeiro de 2006, das 17h às 18h.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
ONTEM E HOJE.
Encontrada no Fecebook da minha amiga Rafaela Vicentin:
Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
Passe adiante.
domingo, 2 de outubro de 2011
Rafinha Bastos estará fora do 'CQC' nesta segunda.
Já dizia minha avó: Boca falou, 'olho" pagou:
O humorista Rafinha Bastos não estará na bancada do "CQC", da Band, na noite desta segunda-feira (3) e nem nas próximas semanas. A emissora decidiu tirá-lo no ar após a repercussão negativa de piadas feitas recentemente e consideradas de mau gosto.
A gota d'água foi a piada feita na semana passada sobre a gravidez de Wanessa Camargo. "Eu comeria ela e o bebê", afirmou Rafinha.
De acordo com fontes ouvidas pela Folha, uma "grande surpresa" está sendo preparada para amanhã.
A decisão foi tomada agora há pouco pela cúpula da emissora na França. Eles estão no país para participar da Mipcom, feira de audiovisual que começa amanhã em Cannes.
Na última sexta (30), um dos companheiros de Rafinha no "CQC", Marco Luque --amigo de Marcus Buaiz, marido de Wanessa--, divulgou nota sobre o caso em que reprova a piada do colega.
"Sobre a piada feita pelo Rafinha Bastos, no programa 'CQC' que foi ao ar no dia 19 de setembro, eu, como pai, entendo e apoio a revolta e a indignação do Marcus Buaiz, um homem que conheço e respeito. Se fizessem uma piada com este contexto sobre a minha família, certamente ficaria ofendido. Com certeza uma piada idiota e de muito mau gosto.
VIAGEM AOS ANOS OITENTA.
Esta postagem vai para a galera que está na casa dos trinta em diante, para aquele pessoal que nasceu primeiro do que muita gente e teve o privilégio de viver nos fantásticos anos oitenta, num tempo de transição onde a era analógica começava a dar lugar para a era digital, num tempo onde os gigantes da música ( Raul Seixas e Cazuza) e da literatura ( Rachel de Queiroz e Carlos Drumond de Andrade) ainda estavam entre nós, num tempo que lembra a infância, e para recordar o que víamos na telinha, vamos assistir a um vídeo com o grupo musical Gengis Kanh sucesso naqueles anos oitenta saudosos. Grupo Gengis Kahn, você se lembra?
sábado, 1 de outubro de 2011
FERNANDA BOITO - A BELA DA SEMANA.
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