O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de sua esposa, Marisa Letícia, visitou ontem a tarde o ator Reynaldo Gianecchini, no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde ambos fazem tratamento. O encontro com Gianecchini e sua mãe, Heloisa Helena Gianecchini, durou cerca de meia hora.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A escolha do PSDB: o horror é a opção preferencial contra os pobres
Existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.
- por Maria Inês Nassif, colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo
É o horror. Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.
A primeira delas é tão clara que até enrubesce. Nos dois casos, trata-se de espantar o rebotalho urbano de terrenos cobiçados pela especulação imobiliária. O Projeto Nova Luz do prefeito Kassab, que vem a ser a privatização do centro para grandes incorporadoras, vai ser construído sob os escombros da Cracolândia, sem que nenhuma política social tenha sido feita para minorar a miséria ou dar uma opção séria para crianças, adolescentes e adultos que se consomem na droga.
O terreno desocupado com requintes de crueldade em São José dos Campos, de propriedade da massa falida do ex-mega-investidor Naji Nahas, que já era de fato um bairro, vai ser destinado a um grande investimento, certamente. O presente de Natal atrasado para essas populações pobres libera esses territórios antes que terminem os mandatos dos atuais prefeitos, e o mais longe possível do calendário eleitoral. Rapidamente, a prefeitura de São Paulo está derrubando imóveis; a prefeitura de São José não deve demorar para limpar o terrreno de Pinheirinho das casas - inclusive de alvernaria - das quais os moradores foram expulsos.
Até outubro, no mínimo devem ter feito uma limpeza na paisagem, o que atenua nas urnas, pelo menos para a classe média, a ação da polícia. A higienização justifica a truculência policial. A "Cidade Limpa" de Kassab, que começou com a proibição de layouts na cidade, termina com a proibição de exposição da pobreza e da miséria humana.
A segunda é de ordem ideológica. Desde a morte de Mário Covas, que ainda conseguia erguer um muro de contenção para o PSDB paulista não guinar completamente à direita, não existe dentro do partido nenhuma resistência ao conservadorismo. Quando Geraldo Alckmin reassumiu o governo do Estado, em janeiro de 2011, muitas análises foram feitas sobre se ele, por força da briga por espaço político com José Serra dentro do partido, iria trazer o seu governo mais para o centro. A referência tomada foi o comando da Segurança Pública, já que em seu mandato anterior a truculência do então secretário, Saulo de Castro Abreu Filho, virou até denúncia contra o governo de São Paulo junto à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos.
O fato de ter mantido Castro fora da Segurança e se aproximado do governo federal, incorporando alguns programas sociais federais, e uma relação nada íntima com o prefeito da capital, deram a impressão, no primeiro ano de governo, que Alckmin havia sido empurrado para o centro. O que não deixava de ser uma ironia: um político que nunca escondeu seu conservadorismo foi deslocado dessa posição por um adversário interno no partido, José Serra, que, vindo da esquerda, tornou-se a expressão máxima do conservadorismo nacional.
Isso não deixa de ser uma lição para a história. Superado o embate interno pela derrota incondicional de José Serra, que desde a sua derrota vinha perdendo terreno no partido e foi relegado à geladeira, depois da publicação de "Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, Alckmin volta ao leito. O governador é conservador; o PSDB tornou-se orgânicamente conservador, depois de oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) e oito anos de posição neoudenista. A polícia é truculenta - e organicamente truculenta, já que traz o modelo militar da ditadura e foi mais do que estimulada nos últimos governos a manter a lei, a ordem e esconder a miséria debaixo do tapete.
O nome de quem faz a gestão da Segurança Pública não interessa: está mais do que claro que passou pelo governador a ordem das invasões na Cracolândia e em Pinheirinho.
Outra análise que deve ser feita é a da banalização da desumanidade. Conforme a sociedade brasileira foi se polarizando politicamente entre PSDB e PT, a questão dos direitos humanos passou a ser tratada como um assunto partidário. O conservadorismo despiu-se de qualquer prurido de defender a ação policial truculenta, de tomar como justiça um Judiciário que, nos recantos do país, tem reiterado um literal apoio à propriedade privada, um total desprezo ao uso social da propriedade e legitimado a ação da polícia contra populações pobres (com nobres exceções, esclareça-se).
Para os porta-vozes desses setores, a polícia, armada, "reage" com inofensivas balas de borracha à agressão dos moradores que jogam pedras perigosíssimas contra escudos enormes da tropa de choque. No caso de Pinheirinho, a repórter Lúcia Rodrigues, que estava na ocupação, na sexta-feira, foi ela própria alvo de duas balas letais, vindas da pistola de um policial municipal. Ela não foi atingida, mas duvida, pela violência que presenciou, das informações de que tenha saído apenas uma pessoa gravemente ferida daquele cenário de guerra.
Via BLOG DO SARAIVA
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Carta de Abraham Lincoln ao professor do seu filho.
"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830
Via Professor José Costa, via Debatendo Educação TERRA BRASILIS
VELHO MEU QUERIDO VELHO.
Pois um herói deve ser homenageado em vida.
Homem forte do outrora onde eu buscava refúgio, não me importava se caísse o mundo, em tua presença eu encontrava proteção. Foi teu, o segundo rosto que minha mente memorizou, pois pelo instinto materno da amamentação, é obvio que o primeiro rosto que meus olhos tomaram conhecimento, foi o dela.
Mesmo assim, não deixastes de ser um porto seguro em minha terna idade e a mim, ensinastes muito. Um dia, eu soube que o senhor não freqüentou escola, algo que me causou admiração, porém, fostes ao longo da minha vida um notável professor e hoje, muito do que sei sobre a vida eu devo a ti.
Quando eu apareci, tu já tinhas 47 anos e neste período, a vida tinha te transformado num exímio artista que transformava o trigo em alimento, e deste ofício, fizestes teu ganha pão e deste pão, sustentastes tua numerosa prole da qual eu, fui o caçula.
Excelente amigo que eu cresci conhecendo, que acompanhou meus passos e testemunhou meus inúmeros momentos. Em meio ao mundo cão e corrompido, tu me ensinou honestidade e embora os tantos reveses da vida, nunca tirastes de outro aquilo que não te pertencia.
Melhor do que eu, colheu amigos por onde andou, semeou amizade, te tornastes sem igual onde a saúde te fazia um homem forte, homem forte que eu aprendi admirar e respeitar.
Cultuavas a beleza feminina, tinhas alma palhaça e fazias as pessoas rir, mesmo sem ter intimidade com a escrita, tu compunhas tuas músicas e as cantava e te envaidecias por elas serem aprovadas por teus ouvintes. Lembras-te disso?
Ah meu querido velho... Eu me tornei adulto te admirando. Obviamente que tivemos os confrontos de idade, e nalgumas vezes não comunguei de tuas idéias e não te entendi, mas tu meu grande, fostes meu mestre e eu continuei te amando...
Hoje tu és um ancião de 83 anos, debilitado pelo peso dos dias, pelo alzheimer, pelo AVC e pelo coração que bate com a ajuda de um marcapasso. Mesmo assim, continuas me ensinando sobre a vida, mesmo depois que estes problemas varreram muita coisa de tua mente, fraquejou tua audição e dificultou a tua fala.
Velho meu querido velho, em tua velhice ainda me ensinas muito, assistindo teu enfado, aprendo que por mais que estamos velhos, a vida é curta, contigo, ainda aprendo o que deve ser feito para ser amado, contigo aprendo que orgulho e altivez não nos leva a nada, e que a tua humildade e simplicidade te faz um homem importante e amável.
Nós, todos os teus, sabemos do ciclo da vida, sabemos que estamos fadados a um só destino e que num dia muito triste tu serás saudade definitiva. Mas por hora, louvamos a graça de tua presença, mesmo que teu olhar já esteja cansado e vago, mesmo que hoje te ensinamos fazer aquilo que ensinastes a nós quando todos nós éramos teus pequenos filhos...
Amado pai, obrigado pois ainda continuas nos ensinando, e que a tua presença física ainda nos conforte por muito tempo neste mundo que é bom porque o senhor existe.
A sua benção meu querido velho.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Veja é nocauteada: teve de publicar matéria sobre redução da pobreza
Por DiAfonso
A Veja não teve como negar os fatos: reproduziu matéria do Estadão na qual números positivos em relação à redução da pobreza foram apresentados.
A Veja - veículo de comunicação que produz jornalismo de esgoto e mantém em seu "plantel", do ponto de vista ético, os mais nefastos e imundos jornalistas - não conseguiu esconder os tais números e... foi ao chão. O Estadão, também.
Outras quedas virão, pois a blogosfera independente e progressista [benfazeja alternativa aos grandes grupos midiáticos] está na trincheira para desmentir e denunciar as armações do Grupo Abril e seus cúmplices.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Programas sociais brasileiros são referência internacional, afirma PNUD
As políticas sociais desenvolvidas pelo Brasil, em especial as ações focadas na erradicação da extrema pobreza e da fome, têm despertado interesse cada vez maior da comunidade internacional. Esta semana, representantes da área de desenvolvimento social da Palestina, Tunísia, África do Sul, Egito, Quênia e Índia estão no país para conhecer as experiências exitosas de programas como o Brasil sem Miséria.
Com o objetivo de atender de forma conjunta à demanda crescente por informações e trocas de experiências, as delegações foram convidadas a participar esta semana (17 a 20 de janeiro) de um seminário sobre políticas sociais que inclui palestras, debates e visitas a campo. “Foi uma das soluções que encontramos para responder, de forma conjunta, a vários países e potenciais parceiros interessados em conhecer nossas experiências”, explicou o Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, durante a abertura do evento.
O seminário internacional “Políticas Sociais para o Desenvolvimento” é o primeiro de uma série que o MDS pretende fazer em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC). No contexto deste encontro, o MDS fez o lançamento da cartilha Plano Brasil sem Miséria traduzida para seis idiomas: inglês, espanhol, francês, russo, árabe e chinês. O material foi elaborado com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
“Os programas sociais desenvolvidos pelo Brasil estão chamando muita atenção internacional. Hoje, podemos influenciar positivamente outros países do Hemisfério Sul com a gestão e modelos inovadores de políticas sociais e seus resultados, e disponibilizar informações em outras línguas é fundamental para que possamos disseminar e compartilhar experiências”, avalia a Oficial de Projetos do PNUD Maria Teresa Fontes. No Brasil, o PNUD trabalha em parceria com o MDS na execução de projetos de cooperação técnica e no apoio direto a ações vinculadas ao Plano Brasil sem Miséria.
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