quinta-feira, 3 de maio de 2012
Impróprio é o preconceito, a discriminação: Facebook marca foto de garoto com síndrome de Down como 'imprópria'
Mãe diz que rede social chegou a bloquear conta por causa da foto do filho. Site pediu desculpas, mas mãe pede mudanças da marcação de imagens.
No VidaMaisLivre Via MARIA DA PENHA NELES
O Facebook marcou como "imprópria" fotos de um menino de 7 anos com síndrome de Down que a mãe publicou em sua página na rede social. Ela chegou a ficar três dias com a conta bloqueada por conta da marcação. A rede social se desculpou pelo erro.
Em entrevista ao site "MSNBC", Diana Cornwell, da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, afirma que na foto, seu filho aparece participando de "olimpíadas especiais" e que, se ele fosse mais velho, o caso da marcação de sua imagem como imprópria, causaria problemas graves. "Eu acho que o Facebook precisa rever sua política de marcação de fotos. Se você marca uma foto, é preciso enviar para a rede social o motivo pelo o qual a marcou e, ainda, o Facebook precisa avaliar o motivo desta marcação antes de decidir bloquear a imagem".
O Facebook enviou um pedido de desculpas pelo erro ao site. "A foto foi retirada do site por um equívoco", diz a mensagem enviada por e-mail. "Pedimos desculpas por qualquer inconveniente que isto pode ter causado e esperamos que ela continue a publicar as experiências de seu filho nas olimpíadas especiais, no Facebook".
A rede social possui mais de 100 bilhões de fotos de seus 901 milhões de usuários. Todos os dias são publicadas 250 milhões de imagens no site, que enfrenta problemas para retirar do ar imagens de pedofilia, abuso de animais, corpos entre outros. O problema, segundo Diana, é que não há uma área de atendimento ao consumidor e que, por isso, casos com o dela podem acontecer. Ela criou uma petição on-line que já tem quase 20 mil assinaturas pedindo para que o Facebook mude sua política e seu método de marcação de fotos consideradas impróprias.
O serviço que cuida da publicação de conteúdo impróprio no Facebook é terceirizado. Os monitores são da Índia, Turquia, Filipinas e Paquistão. De acordo com a reportagem, para cada foto de pessoas com Síndrome de Down ou de mãe amamentando o filho que é retirada, eles precisam cuidar de milhares de outras imagens realmente impróprias. A proposta de Diana, que é aumentar a análise das imagens marcadas como imprópria, com uma análise maior do Facebook sobre o motivo, pode fazer com que imagens agressivas possam ficar na rede social por mais tempo.
O erro cometido pelo Facebook não é o primeiro. Em dezembro de 2011, a rede social teve que se desculpar por ter bloqueado uma imagem de uma mãe amamentando o filho com o seio. Em março, o site retirou do ar a imagem de um casal homossexual se beijando. Nos dois casos, as fotos foram colocadas de volta na rede social.
No VidaMaisLivre Via MARIA DA PENHA NELES
O BOM COMBATE
No blog Tijolaço de Brizola Neto.
O velho Brizola, numa reunião de campanha eleitoral, em 1989, na casa de Chico Buarque, quando lhe perguntaram o que faria ao chegar ao poder, disse naquele estilo desconcertante que o marcava:
- Vou consultar os poetas!
Creio que ali, como em tantas outras vezes, ele fazia uma síntese do que era dar a um desejo, um sentimento, um amor, a uma crença, a forma trabalhosa e burilada de um trabalho, de algo que exige ferramentas, habilidades e suor, sem prescindir jamais do sonho.
A política, para os que crêem nela como forma de materializar o desejo humano, é igualmente assim.
Requer trabalho, esforço, arrependimento, exige riscos e rabiscos para que vá tomando sua forma.
Frequentemente está aquém dos sentimentos imensos que se busca expressar.
Mas está sempre muito, muito além da simples e bruta enunciação de intenções.
Porque – viva o poeta! – há distância entre intenção e gesto.
O gesto político está para a vontade de mudar como o verso está para o sentimento.
É o que conduz, de forma harmônica e inteligível, a mudança, aquilo que a torna compreensível, o que a permite ser sentida, desejada: é o que a simboliza e concretiza.
Fizemos aqui, ao longo de quase três anos, o combate no chão raso.
Sempre em movimento, sempre temerário, sempre arriscado e, sobretudo, sempre abandeirado dos melhores sonhos de liberdade, justiça e progresso para o Brasil.
E que bom combate, esse!
Dele sai-se, às vezes, em farrapos e com muitos arranhões, mas com os olhos brilhantes e apaixonados.
É do conhecimento de todos que Brizola Neto assume, nesta quinta-feira, o cargo de Ministro do Trabalho.
O combate agora é em outro plano, já não é o raso. É complexo, tem outras tarefas, e ele explicará tudo aqui no blog, amanhã, antes da posse.
São novas formas para o mesmo desejo de mudança, novos versos para os mesmos sentimentos.
É a sua sina, com o peso e a responsabilidade do sobrenome que carrega com orgulho e dignidade.
Esse colaborador do guri que vi se transformar em um homem maduro, de caráter forte e temperamento suave, segue com ele, para carregar a mochila de experiências e aprendizados que recolhi todos os dias dos mais de 20 anos que caminhei ao lado de seu avô.
Não é o que queria, mas é o meu dever. E do dever não se foge.
Interromper o Tijolaço é doloroso, mas necessário.
A função pública que ele assume não permitirá que o blog, mesmo escrito apenas por mim – como já vem sendo feito há tempos – evite que sobre ela respinguem os reflexos de um espaço que foi e sempre será o blog do Brizola Neto.
Quem leu destes dois últimos dias sabe que é a ele que se atribui o que aqui se disse, mesmo quando escrevo e assino os posts. Não se passou o primeiro dia sem que se revelasse a fúria e o despeito com que vêem um Brizola, mesmo apenas o neto, sendo parte de um Governo popular e trabalhista.
Porque, mais do que ele pessoalmente possa representar, o simbolismo dessa unidade incomoda aos que temem que o passado e o presente se unam para parir o futuro.
Ele, portanto, está correto, porque agora é sobre o Governo a quem servirá como Ministro que repercutirá o que se fizer aqui.
Mas, na medida em que puder e em outros espaços, este índio velho aqui vai seguir fazendo mais do mesmo que fez a vida inteira.
Teimosia ou ideologia, pouco importa, quem nasce com lado, com lado deve viver, cumprindo a profecia do anjo torto de Drummond.
E enquanto durar a vida, lutar o bom combate, onde a palavra é arma dos sentimentos. E lembrando os versos de Rafael Alberti, em seu “Poetas Andaluzes”:
Cante alto, ouvireis que outros ouvidos ouvem
Olhe para o alto, vereis que outros olhos olham
Pulse alto, sabereis que outro sangue pulsa
Não és mais fundo o poeta encarcerado em seu porão
Seu canto ascende ao mais profundo, quando se eleva no ar
E já é o canto de todos os homens.
Fernando Brito
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Morales nacionaliza e a urubóloga chia.
O presidente Evo Morales anunciou ontem, em plena
comemoração do Dia Internacional dos Trabalhadores, a nacionalização da empresa
Transporte de Eletricidade (TDE), que pertencia à multinacional Red de
Eletricidad de España (REE) e é responsável por 85% do abastecimento de energia
na Bolívia. “É uma justa homenagem aos trabalhadores", afirmou Evo
Morales.
A estatização da TDE ocorre duas semanas depois da decisão
do governo argentino de expropriar a também espanhola Repsol. O anúncio, porém,
não gerou a mesma reação histérica do decadente país europeu. A nacionalização
já vinha sendo negociada há mais tempo com a diplomacia espanhola, segundo o
jornal El País, e houve acerto prévio para o pagamento da indenização.
Queda do investimento em área estratégica
A justificativa para a ação foi a de que a multinacional não
vinha cumprindo os contratos, reduzindo os investimentos nesta área
estratégica. A medida completa a reestatização do setor elétrico, privatizado
durante o reinado neoliberal na Bolívia. Em 2010, Morales nacionalizou as
quatro maiores hidroelétricas do país, mas a transmissão seguia sobre domínio
da iniciativa “privada”.
“Investimos cerca de US$ 220 milhões na geração de energia
para outros se aproveitaram das melhorias. Por essa razão estamos retomando o
controle da empresa”, explicou o presidente. Segundo o jornal Valor, a REE teve
um lucro de 140,1 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano. Já os seus
investimentos foram 8,9% inferiores ao primeiro trimestre do ano passado.
As críticas de Míriam Leitão
Mesmo dispondo destes dados e observando a postura mais
sóbria do próprio governo espanhol, a mídia brasileira não perdeu a
oportunidade para destilar o seu veneno contra o presidente da Bolívia. A
jornalista Míriam Leitão, já apelidada de urubóloga por suas análises
negativistas, afirmou no sítio do jornal O Globo que a medida foi “mais uma
jogada de marketing de Evo Morales”.
“O presidente já tinha agido assim com a Petrobras. Em vez
de negociar, ocupou a empresa com o Exército de forma hostil. É uma jogada
clara de marketing; Morales está com problemas de popularidade. Vinte empresas
já foram nacionalizadas pelo presidente da Bolívia. Há dúvidas se o governo
boliviano é um parceiro confiável”, atacou. Seu temor, porém, é que a moda
pegue na região.
Visão colonizada da adoradora do mercado
“Bolívia, Equador, Argentina e Venezuela expropriaram
empresas nos últimos anos, romperam contratos. O Estado poderia ter optado por
mais regulação ou negociação. Porém, tudo é feito de forma espetacular. Pode
ficar a ideia de que há uma onda na América do Sul desse nacionalismo que
desrespeita contratos. O Brasil tem de deixar claro que não faz parte desse
grupo”.
A visão colonizada de Míriam Leitão é explícita! Ela é uma
adoradora do “deus-mercado”, principalmente ser for alienígena.
Via Texto Livre
Veja, Folha e Globo contra você
O assunto é sério. Gravíssimo. E é hora de todo cidadão honesto ficar alerta. Os barões da mídia se uniram para que uma CPI não passe a limpo as relações criminosas do bicheiro Cachoeira e parte da chamada grande imprensa brasileira, principalmente a revista Veja.
O País não pode perder essa oportunidade de desmascarar aqueles que toda semana tentam mostrar nas bancas que são os reis da honestidade. Falam de ética, mas agem como traficantes da informação. Investigações da Polícia Federal já revelaram que Veja, revista da família Civita, agiu como porta-voz do bicheiro, preso desde o final de fevereiro, e manteve com ele uma clara troca de favores.
A relação fere, no mínimo, qualquer princípio do bom jornalismo. Evidências mostram que Veja se submeteu aos interesses do crime organizado, jogou a favor de um determinado grupo político por interesses desconhecidos e usou informações obtidas de forma ilegal para atacar seus inimigos.
O diretor de jornalismo da Veja em Brasília virou confidente, amigo íntimo, do bicheiro Cachoeira e de sua turma envolvidos até o pescoço com ações criminosas, como provam as centenas de ligações feitas com autorização judicial. Eles escolhiam até em qual parte da revista a informação "denunciada" seria publicada.
Quando as denúncias contra o senador Demóstenes Torres e seus negócios com o bicheiro Cachoeira ameaçavam trazer à tona toda sujeira, a revista dos Civita preferiu dedicar uma capa ao Santo Sudário.
Bem diferente da cobertura dedicada ao Mensalão, que mereceu 27 capas desde maio de 2005. Repito: 27. Vinte e sete. No dia 18 de abril até ensaiaram tocar no assunto como matéria principal, mas fizeram com a palavra MENSALÃO impressa assim, em letras garrafais em meio a uma cortina de fumaça. Coisa que a Editora Abril parece conhecer bem.
Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens noJornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo "plural e independente" da Folha?
Querem proteger os que praticam um crime.
Na edição desta semana, Veja tenta intimidar os parlamentares que podem investigar as ligações de Cachoeira com a revista. “Vou explodir”, avisa Cachoeira da prisão, de acordo com uma chamada no alto da capa. Em entrevista a revista, Andressa Mendonça, mulher do contraventor, diz que o marido pode revelar tudo o que sabe.
E agora, Veja?
O mais importante agora é ver a coragem dos parlamentares para levar de fato Roberto Civita, o dono da Veja, a sentar-se em uma das cadeiras da CPI e encarar as perguntas daqueles que estão lá como representantes do povo. O mesmo povo que a Veja tenta enganar todos os finais de semana.
Marco Antonio Araujo
No O Provocador
Via Com Texto Livre
terça-feira, 1 de maio de 2012
Mais uma do companheiro Evo
Bolívia: Morales nacionaliza companhia de eletricidade com
capital espanhol
O presidente de Bolívia, Evo Morales, nacionalizou nesta
terça-feira a empresa Transportadora de Eletricidade S.A., gerida pela empresa
Rede Elétrica Internacional, filial do Grupo Rede Elétrica, da Espanha, e
ordenou às Forças Armadas sua ocupação.
"O presente decreto supremo tem por objetivo
nacionalizar a favor da Empresa Nacional de Eletrificação (ENDE), representante
do Estado Plurinacional, o pacote acionário em mãos da sociedade Rede Elétrica
Internacional na Empresa Transportadora de Eletricidade", afirmou Morales
em um ato público no presidencial Palácio Quemado.
O presidente também ordenou às Forças Armadas "para que
realizassem as ocupação das instâncias e administração da Transportadora de
Eletricidade".
A TDE foi fundada em 1997 e possui 73% das linhas de
transmissão, segundo sua página oficial na internet na Bolívia.
Cerca de 99,94% de seu capital estava em mãos da Rede
Elétrica Internacional e 0,06% pertencia aos trabalhadores da empresa, de
acordo com a página na web da empresa.
Morales, um descentente indígena de tendência esquerdista,
tomou a medida em meio de protestos de sindicatos, que exigem um incremento
salarial superior aos 8% oferecidos pelo governo.
O líder boliviano já realizou outras nacionalizações no Dia
do Trabalho desde que chegou ao poder em janeiro de 2006, para nacionalizar a
produção de petróleo, empresas de eletricidade e de fundições.
Apesar de suas medidas nacionalistas, Morales tem evitado
opinar sobre a decisão argentina de expropiar 51% da petroleira YPF, sob o controle
da espanhola Repsol. "É um tema da Argentina e da Espanha", disse ele
em recente coletiva de imprensa.
A expropriação decidida pela presidente argentina Cristina
Kirchner "não vai nos trazer nenhum problema porque temos uma relação de
muita confiança com a Repsol (...). A Repsol, como empresa, respeita todas as
normas bolivianas e os investimentos que a Repsol está fazendo vão bem",
afirmou.
Depois da nacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos em
2006 e após árduas negociações, 10 petroleiras estrangeiras, entre elas a
Repsol-YPF (que controlava 27% das reservas gasíferas bolivianas), alcançaram
acordos com o governo Morales sobre as novas condições para operar na Bolívia.
Em Maio acontecerá m todo país a Marcha da Maconha
A foto original dos trabalhadores almoçando sentados em uma viga durante a construção do edifício RCA em 1932 é de C. Ebbets.
Imagem retirada da página da Marcha da Maconha de Curitiba: http://www.facebook.com/ marchadamaconhacuritiba
Saiba a programação nacional da Marcha: http:// www.brasilnorml.org/ brasilnorml/ marcha-da-maconha-2012/
Imagem retirada da página da Marcha da Maconha de Curitiba: http://www.facebook.com/
Saiba a programação nacional da Marcha: http://
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