quarta-feira, 6 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Justiça do Paraná joga no lixo pedido do PSB para censurar blog de jornalista
No Blog do Esmael
A juíza Renata Estorilho Baganha, da 3ª Zona Eleitoral de Curitiba, jogou na lata de lixo um pedido do PSB, partido do prefeito Luciano Ducci, para censurar o Blog Lado B de responsabilidade da jornalista Thea Tavares.
Não, o PSB não pediu somente a retirada dopost que alegava fazer “propaganda antecipada negativa com relação a Luciano Ducci”. Queria mais: retirar definitivamente a página do ar.
Acertou a juíza ao julgar improcedente a representação.
A magistrada entendeu que Thea veiculou no site (sob sua responsabilidade) afirmações de [conteúdo] político e crítico, mas não de cunho eleitoral, não caracterizando-se a propaganda eleitoral antecipada.
“Por certo aquele que exerce o mandato eletivo está exposto a críticas e inclusive pode, na esfera da Justiça Comum, buscar a tutela com relação a manifestações que ofendam sua honra objetiva ou subjetiva, mas não é porque estamos em ano eleitoral que toda crítica política possa se transformar em propaganda eleitoral antecipada”, despachou a juíza Renata Estorilho Baganha.
Parabenizo Thea Tavares pela luta que travou em defesa da liberdade de expressão ao mesmo tempo em que renovo a minha convicção — e da maioria da blogosfera — de que somente o Supremo Tribunal Federal (STF) tem o poder julgar matérias relativas à liberdade de opinião.
A defesa da jornalista foi feita pelo advogado André Passos, do escritório Passos & Lunard.
EXTRA - EXTRA: ACABOU-SE O JORNALISMO ESPORTIVO
Acabou pelo menos na televisão. Dias atrás, assistindo a um
jogo da Libertadores da América, quase no fim da partida dei-me conta de que
aquela também era uma data de Copa do Brasil. E que, ligado na Fox Sports, eu
não tinha informação de como estavam os duelos desta competição nacional,
simplesmente ignorada pela emissora que transmitia a Libertadores, como se o
torneio nacional não existisse.
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Na TV do plim-plim
não existe Olimpíada
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A mesma "estratégia" pôde ser observada na
transmissão global do jogo da seleção brasileira neste domingo. Como notou o
Uol, não se ouviu na TV Globo, durante o duelo em que os mexicanos deram um
chocolate e venceram o time de Mano Menezes por 2 a 0 em Dallas (EUA), nenhuma
vez a menção de que aquela seleção está se preparando para a Olimpíada de
Londres (eu não vejo futebol nessa emissora quando a transmissão é de Galvão
Bueno). A informação de que o time do Brasil, formado quase inteiro por
jogadores jovens, está enfrentando as seleções principais de outros países
também foi ignorada.
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Na outra,
só há Libertadores
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Em suma, a Fox Sports não fala de uma competição transmitida
pelas concorrentes (Sportv e ESPN), a Globo ignora o maior evento esportivo do
mundo porque os direitos de transmissão para a TV aberta pertencem à Record, e
por aí vai. E assim o “jornalismo” esportivo vai se transformando numa
fantasia, um objeto comercial travestido de informação. Uma vergonha, como
dizia aquele âncora que se manifestou sobre os garis de modo absurdo no final
de 2009.
É o cúmulo a maior rede de televisão do país simplesmente
fazer de conta que não existem Jogos Olímpicos (eles se preocupam com a tal
credibilidade?). Ou uma empresa que detém os direitos de transmissão da
Libertadores em TV fechada fingir que não há futebol no Brasil a não ser o que
faz parte da competição que eles transmitem.
Como jornalista que sou, sempre entendi minha profissão como
uma prática que precisa também ser um serviço. No fundo, a informação é um
serviço. Ou deveria ser. Ou era.
Edu Maretti
No Fatos Etc.Via Com Texto Livre
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O DEDO DO LULA
A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.
Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.
A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revoluçao de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente pelo Getulio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explicita de preconceito de classe.
A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.
A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.
Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.
Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista.
Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.
O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política.
Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes.
Os exploradores da fé, superam os limites do absurdo e ultrapassam as fronteiras do ridículo.
No objetivo de sempre tirar proveito da debilidade racional de certos seres humanos, os mercadores da fé não medem esforços para ultrapassar o limite do absurdo. O vídeo a seguir, mostra os extremos atingidos pelos pastores da igreja universal do reino do bispo Edir Macedo. Aqui, eles tiveram a capacidade de dizer que uma ex-obreira em Manaus, ficou grávida do diabo e depois de muito sofrimento, expeliu 3 caveiras de plástico pela vagina.
Vejam a encenação. você não acredita? Pois pasme, uma infinidade de fiéis acreditam, tremem de medo e continuam escravos destes oportunistas.
Vejam a encenação. você não acredita? Pois pasme, uma infinidade de fiéis acreditam, tremem de medo e continuam escravos destes oportunistas.
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