sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Fracasso de Joaquim Barbosa se deu pela internet
O blogueiro Paulo Nogueiro, do Diario do Centro do Mundo, apontou a internet e os sites independentes como responsáveis pelo fracasso da imagem criada pela mídia do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Leia:
Onde Joaquim Barbosa fracassou
Por mais que a mídia tenha se esforçado, ele não conseguiu virar um ‘heroi do povo’.
E eis que o caso do Mensalão chega a seu clímax. De todos os personagens da trama, o mais extraordinário é, por razões óbvias, Joaquim Barbosa.
Com seu jeito bruto e tosco, com suas palavras duras e inclementes contra os réus, ele rapidamente se converteu num heroi do 1% — o diminuto grupo de privilegiados que tem sua voz nas grandes empresas de mídia.
O maior esforço das empresas de mídia, em relação a JB, foi tentar convencer as pessoas de que elas genuinamente admiravam o “menino pobre que mudou o Brasil”. Ou, numa expressão, o “homem justo”.
Não foram bem sucedidas nisso: a sensação que ficou, com o correr dos dias, é que aquela admiração é fingida. Joaquim Barbosa foi e é conveniente para o 1%, mas as informações que foram surgindo sobre ele tornam difícil qualquer tipo de admiração que não seja simulada.
Fora da fantasia do “homem justo”, não é fácil admirá-lo na vida real. JB não tem notório saber, não se expressa com charme e clareza, não escreveu livros ou artigos dignos de nota.
Também não é fácil admirar um alpinista profissional que é capaz de abordar – aborrecer, na verdade — alguém num aeroporto para tentar cavar uma promoção.
E nem parece digno de aplausos quem, numa entrevista, cita um episódio ocorrido há quase quarenta anos – a reprovação no Itamaraty — com a raiva desagradável que temos de alguma coisa ocorrida há dias.
O 1% triunfou no uso de Joaquim Barbosa para que defendesse seus interesses no julgamento do mensalão. Ele se revelou excepcionalmente suscetível à adulação da mídia. Ninguém parece ter acreditado tanto na admiração da mídia por JB quanto o próprio JB.
O fracasso do 1% foi na tentativa de fazer de JB um “heroi do povo”, alguém capaz de conquistar a presidência da república nas urnas e zelar pela manutenção de seus privilégios com o uniforme de “menino pobre”.
Este fracasso se deu, em grande parte, por força da internet. Nos sites independentes, as informações sobre o real Joaquim Barbosa permitiram compor um perfil bem diferente daquele difundido pelas companhias jornalísticas.
A relação promíscua com a mídia (notadamente com a Globo, que deu emprego a seu filho não por filantropia, naturalmente), o apartamento comprado em Miami com o uso de uma pequena trapaça para evitar impostos – coisas assim acabaram desconstruindo o perfil montado por jornais e revistas, ao se tornarem públicas pela internet.
Nas pesquisas presidenciais, seu nome aparece com números acachapantemente baixos e decepcionantes para quem tem sido tão promovido.
Se Joaquim Barbosa estivesse nos corações e nas mentes dos chamados 99%, ele estaria brilhando nas pesquisas. Seria um contendor poderoso para 2014, na pele do “homem que acabou com a corrupção”.
Mas não.
Por mais que a mídia tenha se esforçado para fazer de JB um “heroi do povo”, ele já é amplamente reconhecido como um representante daquele grupo predador que fez do Brasil um recordista mundial em desigualdade – o 1%.
Via Blog do Esmael
LEÔNIDAS DA SILVA: OS 100 ANOS DO DIAMANTE NEGRO
"Inventor" da bicicleta, artilheiro da Copa de 1938 e campeão por todos os grandes clubes brasileiros onde passou. O currículo de Leônidas da Silva, também conhecido como Diamante Negro, é de dar inveja a qualquer atleta profissional e serve como inspiração para muitos garotos pobres que sonham um dia conquistar seu espaço na carreira.
Nesta sexta, 6 de setembro de 2013, o craque completaria 100 anos. E apesar de ter partido em 2004, suas grandes jogadas são imortais na memória do futebol nacional e internacional. Para homenagear o centenário do Diamante Negro, o Portal EBC produziu um especial contando um pouco da sua carreira.
Nascido em 1913, o carioca Leônidas da Silva iniciou sua trajetória no futebol aos 10 anos de idade atuando pelo São Cristóvão, time do bairro onde cresceu no Rio de Janeiro. Após uma longa jornada na equipe e uma rápida passagem pelo Sírio Libanês Futebol Clube, o atacante desembarcou no Bonsucesso, onde inauguraria sua sala de importantes troféus: ao se destacar, ele acabou convocado para a Seleção Carioca e conquistou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais em 1931.
Ainda no Bonsucesso, o Diamante Negro decidiu fazer uma aposta no basquete e, por um curto período de tempo, defendeu o clube atuando simultaneamente nos dois esportes.
O futebol apresentado no Bonsucesso atraiu as atenções de outros clubes e, em 1933, Leônidas da Silva acertou sua ida ao Peñarol, do Uruguai. Sua passagem pelo exterior foi curta e já em 1934 ele retornava ao Brasil, onde iniciaria sua trajetória por grandes clubes do país: Vasco, Botafogo, Flamengo e São Paulo. Leônidas da Silva foi campeão por todos eles.
No Vasco, o Diamante Negro conquistou o Campeonato Carioca de 1934 e no ano seguinte venceu a mesma competição pelo Botafogo. O tricampeonato estadual veio em 1939, quando se tornou um dos primeiros negros a defender o Flamengo.
Em 1942, ele trocou de estado e passou a vestir a camisa do São Paulo, tendo sido recebido por um caloroso público de aproximadamente 10 mil pessoas na Estação da Luz. Leônidas da Silva atuou pelo tricolor paulista até se aposentar, oito anos mais tarde. Nesse período foi campeão estadual cinco vezes.
A primeira vez que Leônidas da Silva disputou uma Copa do Mundo foi na lamentável campanha de 1934. O Brasil foi eliminado ainda na primeira fase, mas o atacante deixou boa impressão, marcando o único gol da seleção. Era o ensaio para a próxima Copa.
Infelizmente, o Brasil mais uma vez deixou o título escapar na Copa de 1938. Na semifinal, o Diamante Negro se recuperava de uma lesão e desfalcou o time, que foi derrotado pela Itália. Mas a campanha teve seus méritos. O Brasil ficou com a terceira posição ao superar a Suécia por 4 a 2.
Leônidas da Silva foi eleito o melhor jogador da competição e terminou no topo da artilharia empatado com o húngaro Gyula Zsengeller, ambos com oito gols. Três deles foram marcados na partida dramática contra a Polônia nas oitavas de final. O jogo foi decidido na prorrogação, na qual o Diamante Negro selou o placar de 6 a 5 após marcar um gol descalço, uma vez que suas chuteiras não resistiram ao campo lamacento e se arrebentaram.
Após abandonar o campo de jogo, Leônidas da Silva ainda permaneceu vinculado ao futebol. Entre 1950 e 1955, foi treinador do São Paulo em quatro oportunidades, sem obter muito sucesso. Foi então que se tornou radialista, profissão que lhe possibilitou enriquecer ainda mais sua sala de troféus: ele conquistou sete vezes o Troféu Roquette Pinto, prêmio já extinto organizado pela Acresp (Associação dos Cronistas Radiofônicos do Estado de São Paulo) e entregue aos melhores profissionais do Rádio e da TV. O Diamante Negro aposentou-se em 1974, quando foi acometido pelo Mal de Alzheimer.
Faleceu em 24 de janeiro de 2004, aos 90 anos.
FONTE: Léo Rodrigues - Portal EBC
Via Instituto Cultural Arte Brasil
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
O vídeo do assalto ao Banco do Brasil em Querência do Norte no dia 03/09/13
No auge da inclusão digital, populares filmaram o processo que resultou no assalto à agência do Banco do Brasil na cidade de Querência do Norte no Paraná neste último dia 03 de Setembro de 2013 - As imagens estão no youtube e são creditadas aCarlos Luz:
O julgamento da New Hit e a permissividade do Judiciário
Apenas 2% dos agressores sexuais são condenados e presos. Acusados de estupro coletivo, integrantes da New Hit permanecem em liberdade
Por Nádia Lapa
![]() |
Integrantes da banda New Hit em seu ônibus
|
Em 26 de agosto de 2012, duas adolescentes de 16 anos tiveram a oportunidade de chegar perto dos seus ídolos, integrantes de uma banda de axé e pagode, a New Hit, da Bahia. Elas não se conheciam. Posso imaginar a alegria das garotas, moradoras de Ruy Barbosa, a 300 quilômetros de Salvador: iam tirar fotos, postar no Facebook, guardar o autógrafo com todo o cuidado do mundo.
Poucos minutos depois, porém, o sonho delas se transformou em algo muito pior que um pesadelo. Ambas foram obrigadas a irem para o fundo do ônibus da banda, onde foram brutalmente estupradas por oito homens, com mais dois dando cobertura ao crime. Oito homens. Oito. Que as forçaram a praticar sexo oral, as penetraram, ejacularam em cima delas, xingaram, bateram. Oito homens.
Ambas registraram a ocorrência e os agressores foram presos (eles alegam que foi consensual). Ficaram 38 dias na cadeia. Ao saírem, continuavam recebendo o apoio de fãs e alguns patrocinadores. Resolveram fazer uma música para "explicar" o acontecido - e intimidar as vítimas, àquela altura sofrendo ameaças dos partidários dos acusados.
Não brinque com a verdade.
Não desrespeite a humanidade
Não tenha maldade no seu coração
Quem não enfrenta dificuldade?
Eu cresci pra realidade
Obstáculos fazem parte da transformação
É fã se lamentando, é mãe chorando
Família gritando e se humilhando
À toa, na boa, à toa
Mas a justiça de Deus nunca falhará
Ser acusado pelo delegado, e injustiçado
Mas Jesus liberta A favela pega
(o grifo é meu. o nome original da música é... A favela pega.)
A história parece nojenta demais até aqui? Eu os poupei de detalhes, como a descrição detalhada do crime, repetida pelas vítimas em juízo, na primeira vez que os acusados sentaram no banco dos réus, em fevereiro de 2013, seis meses após o crime. À ocasião, o julgamento foi adiado porque a defesa convocou dezenas de testemunhas (que não estavam no ônibus, diga-se) - nem todas conseguiram comparecer. Um subterfúgio para adiar o julgamento.
Conseguiram. A audiência de instrução e julgamento foi remarcada para ontem, 3 de setembro, na mesma cidade em que o crime ocorreu, Ruy Barbosa. Logo de início quiseram adiar novamente, sob a alegação de que o advogado do vocalista da banda, Eduardo Martins, estava doente. A juíza não aceitou, e sugeriu que o réu fosse representado por um defensor. Durante todo o dia, os réus depuseram, e o laudo científico foi apresentado: o sêmen de seis dos integrantes foi encontrado na roupa das garotas.
No fim do dia, eles finalmente conseguiram o que queriam: novo adiamento, dessa vez por dizerem que não se sentiam seguros na cidade. Durante o almoço, eles foram escrachados verbalmente por mulheres que os viram em um restaurante. Essa é a insegurança que eles sentiram. Não, não havia oito homens em cima deles, obrigando-os a manter relações sexuais.
É bastante assustador que seres acusados (com provas) de um crime bárbaro como o estupro, com o agravante de ser um estupro grupal, se sintam inseguros. Eles se sentem ameaçados, mas durante UM ANO eles continuaram fazendo shows, recebendo garotas para tirar fotos, lançando novo CD, gravando vídeos, interagindo socialmente com mulheres que poderiam ter o mesmo destino das duas garotas de Ruy Barbosa.
Enquanto isso, as duas sobreviventes tiveram que entrar em um programa de proteção, mudar de cidade, escola, nome. Tiveram que se afastar dos amigos, da família. Elas viraram as presas, as encarceradas, enquanto eles viviam por aí, numa boa, ganhando dinheiro e cantando a música que as ameaça.
Entendo que existe o devido processo legal, o contraditório, e que sequer a imprensa pode chamá-los de estupradores antes da sentença transitar em julgado. Mas a imprensa sequer falou a respeito. À exceção do R7, nenhum veículo grande noticiou a retomada do julgamento, que agora vai acontecer nos próximos dias 17, 18 e 19 (provavelmente os réus não esperavam que o adiamento seria de apenas duas semanas).
O Núcleo Negra Zeferina, da Marcha Mundial das Mulheres, está em Ruy Barbosa. As militantes feministas estiveram lá em fevereiro, estão agora, estarão novamente na retomada da audiência. Maíra Guedes, uma das militantes da Marcha, me informou que elas permanecem com a agenda de trabalho prevista, com discussões em espaços públicos de Ruy Barbosa sobre violência sexual, patriarcado, entre outros temas feministas.
"Somente 2% dos agressores sexuais vão presos. Temos que denunciar a permissividade do judiciário e a impunidade", diz Maíra. Mais de um ano depois do crime, os acusados permanecem em liberdade, sem nem mesmo termos uma sentença a respeito do caso. Depois da decisão monocrática de primeiro grau, ainda haverá espaço para recursos e mais recursos. Enquanto isso, possivelmente os integrantes da New Hit continuarão fazendo shows. Às vítimas, fica a dor, o trauma, o estigma, o medo.
Via Carta Capital
Preço da cesta básica cai em 13 capitais pesquisadas pelo Dieese
O preço da cesta básica em agosto caiu em 13 das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores quedas no preço do conjunto de produtos alimentícios essenciais ocorreram em Goiânia (-4,04%), Fortaleza (-3,96%) e no Recife (-3,43%).
No acumulado do ano, no entanto, somente três localidades apresentam variação negativa: Florianópolis (-1,97%), Goiânia (-1,79%) e Belo Horizonte (-0,12%). Entre janeiro e agosto, Aracaju foi a capital com maior acréscimo, uma alta de 14,28%.
Apesar do recuo de 2,38%, São Paulo continuou a ser a capital com maior valor (R$ 319,66), seguida por Porto Alegre (R$ 311,50), Vitória (R$ 310,03) e Manaus (R$ 305,78). Os menores preços foram registrados em Aracaju (R$ 233,19), Salvador (R$ 257,54) e Goiânia (R$ 258,45).
Nos últimos 12 meses, houve aumento em 14 das 17 localidades pesquisadas (nesse período não havia sido incluída Campo Grande). As maiores variações foram registradas em Salvador (14,35%), João Pessoa (14,07%) e Belém (12,88%). Somente em Florianópolis (-3,77%), Goiânia (-2,07%) e no Rio de Janeiro (-1,36%) foi apurada diminuição dos preços.
Considerando o custo da cesta mais cara, o Dieese estima o valor do salário mínimo necessário para comprar os produtos essenciais. Em agosto, o piso deveria ser R$ 2.685,47, ou 3,96 vezes o mínimo em vigor (R$ 678). A defasagem, no entanto, é menor do que a registrada em agosto do ano passado, quando o valor necessário representava 4,16 vezes o mínimo do período (R$ 622).
O cálculo é feito a partir do que estabelece a Constituição Federal: o salário deve ser capaz de suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Fonte: Agência Brasil
Ronaldo Caiado é contra o trabalho escravo. Mas, só o de cubano
O deputado Ronaldo Caiado - (DEMo), acusou, na Câmara dos Deputados, o governo brasileiro e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de estarem patrocinando o trabalho escravo ao trazer médicos cubanos para o Brasil.
Curioso, o pensamento (?) do senhor Caiado.
Quando se tratou de votar a Proposta de Emenda Constitucional do trabalho escravo, que previa a expropriação de propriedades onde pessoas fossem mantidas em escravidão, ele foi contra.
“Podemos até decretar prisão perpétua nesses casos, mas não podemos colocar em risco o direito de propriedade.”, disse.
Ou seja, o deputado dizia que era melhor perder a liberdade, e por toda a vida, que a propriedade.
Será que os cubanos vão ficar em pior situaçao que os 26 trabalhadores resgatados na fazenda de seu primo Enivaldo Caiado, atirados em barracas de lona no chão e aos quais era servida comida imunda e água suja?
O deputado Caiado, pasmem, é médico. E, claro, pecuarista.
Deveria, portanto, entender os velhos versos de Geraldo Vandré, em “Disparada”.
“Porque gado a gente marca/ Tange, ferra, engorda e mata/Mas com gente é diferente”
Ou deveria ser, Dr. caiado.
Fernando BritoNo Tijolaço
Via Com Texto Livre
Assinar:
Postagens (Atom)




