"Muito interessante, eu diria, revelador.... vale a pena assistir"... (Augusto Netto )
quarta-feira, 5 de março de 2014
05 de Março na história
1996 - Dia da maior ocupação
3 mil famílias promovem a maior
ocupação já feita pelo MST: a Fazenda Macaxeira, com 44 mil ha., em
Curionópolis (PA).
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| Cena da ocupação da Fazenda Macaxeira |
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terça-feira, 4 de março de 2014
04 de Março na história
1962 - Dia do Pedro Teixeira
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| Pedro, em cena do filme "Cabra marcado para morrer" |
Fazendeiros mandam matar João
Pedro Teixeira, pres. da mobilizadíssima Liga Camponesa de Sapê, PB; 5 mil
comparecerão ao enterro do "Cabra marcado para morrer".
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Imagem de chupa-cabra circula na Argentina
Animal foi morto há dois anos e está se deteriorando
Da Redação noticias@band.com.br
Da Redação noticias@band.com.br
A imagem de um suposto chupa-cabra capturado há mais de dois anos está ganhando repercussão na Argentina.
O estranho bicho foi morto por um empregado rural, que o encontrou próximo a um moinho e tentou ataca-lo, depois o homem guardou a carcaça, que agora ressurge pelas mãos de seu irmão, que quer descobrir de que animal se trata.
Mesmo um tanto deteriorado por causa do tempo, é possível ver na imagem sua cabeça, tronco e dois membros, com um longo pescoço. O homem que revelou as imagens não quer se identificar, mas disse que o bicho tinha quatro membros, algo que parecia com dedos e pelos.
“Dois membros de seu tronco se abriam como asas e suas orelhas estavam na altura da mandíbula”, completou ele.
Dani Sperle não se intimida e coloca tapa-sexo na concentração da Sapucaí
Morena vai desfilar na Sapucaí usando apenas um tapa-sexo de 5 centímetros. Ela também utilizou o acessório no Anhembi
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| Dani Sperle usa tapa-sexo para desfila da União da Ilha, na Sapucaí |
Para desfilar pela União da Ilha na Sapucaí nesta segunda-feira (3), Dani Sperle usará um tapa-sexo triangular de 5 centímetros. Sem se intimidar com os olhares dos curiosos, a morena colocou o acessório na concentração.
"Tem de ter muita coragem para usar", disse a modelo, aos risos.
Além do tapa-sexo, a musa entrará na avenida com micropores para proteger os seios e os ombros do costeiro. A fantasia dela ficou avaliada em 30 mil reais.
"Não tem perigo de descolar porque é encaixado. E não me incomoda porque já estou acostumada a usar biquíni pequeno, calcinha pequena, então é indiferente".
No sábado (1), ela foi um dos destaques da Nenê de Vila Matilde em São Paulo.
Fonte: IG
segunda-feira, 3 de março de 2014
03 de Março na história
1741
- Dia do ferro em brasa
Alvará pelo qual o escravo fugido e recapturado tem um F (de
fujão) marcado com ferro em brasa nas costas. Se reincide, cortam-lhe uma
orelha. Nem por isso as fugas cessam.
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| Negros no tronco, por D'Agostini, na Campanha Abolicionista |
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Os padrões de feminilidade e a mulher negra
Embora o avanço seja lento, as discussões sobre o padrão de
beleza em nossa cultura têm sido cada vez mais frequentes. Há cada vez mais
críticas quanto à quantidade crescente de cirurgias plásticas e sua relação com
a gordofobia e com a fantasia inatingível do corpo feminino sem estrias e
celulites.
Por Jarid Arraes*, na Revista Fórum
No entanto, certos pontos incômodos ainda precisam ser
levantados: é necessário debater sobre a profundidade do racismo estético e
suas consequências para as mulheres negras.
As meninas crescem inseridas em uma cultura que lhes ensina
a admirar as princesas da Disney, a Barbie e outras personagens magras e
brancas que acabam em finais felizes de prosperidade. Muitas fantasiam que são
uma dessas princesas, desejam possuir brinquedos e produtos relacionados e,
claro, almejam se tornarem fisicamente semelhantes. O problema é que o padrão
de beleza perpetuado por essas figuras dá início a uma espécie de doutrinação,
que desde a mais tenra idade ensina estereótipos de gênero baseados em sexismo
e racismo.
Tanto as princesas do passado quanto as princesas mais recentes
possuem muitas coisas em comum: olhos grandes, cílios longos, lábios rosados,
bochechas coradas, narizes afilados e cabelos sedosos que voam ao vento de
maneira hipnotizante. Não por acaso, essa representação feminina não fica
limitada ao universo infantil, se repetindo também na vida adulta, muitas vezes
presente nos catálogos de moda, nas propagandas da televisão, em filmes e em
novelas. A maioria das atrizes consideradas belas possuem cabelos compridos e
de textura lisa, traços faciais delicados e comportamento que varia de meigo a
sensual, assim como muitas personagens femininas dos desenhos animados feitos
para a audiência infantil.
O que pode acabar passando despercebido, no entanto, é que o
padrão de beleza não é ruim somente por criar uma forma de aparência física
melhor, na qual todas as mulheres devem se encaixar. A cultura da beleza branca
e magra também cria e dissemina padrões de gênero repletos de clichês e
paradigmas machistas: as mulheres absorvem que precisam ser “femininas” e, por
isso, devem ter uma aparência física que “exale” essa feminilidade. Enquanto
que para uma mulher branca há mais chances de se enquadrar em alguns dos
quesitos exigidos, para uma mulher negra, sua posição social será sumariamente
distinta.
Pode-se dizer que toda mulher negra tem recordações
dolorosas da infância e adolescência. As meninas e as jovens negras assimilam
que são “diferentes” e sofrem por não se sentirem bonitas – muitas vezes, ao
ponto de nem mesmo conseguirem se identificar com a experiência de “ser
mulher”. Acontece que por conta do cabelo crespo, nariz largo e pele escura, a
sociedade não espera das mulheres negras qualquer expressão de meiguice ou
fragilidade, traços considerados tipicamente femininos. As pessoas assistem –
tanto na televisão quanto na vida real – que o corpo da mulher negra é reduzido
a exploração sexual e trabalho braçal e são esses os valores que reproduzem.
Efetivamente, as fantasias da feminilidade ocidental
correspondem somente às mulheres brancas. Os mitos da beleza e da fragilidade
feminina, por exemplo, são introjetados em nossas mentes a partir dos veículos
midiáticos. A mídia bombardeia audiências de todas as idades com a ideia da
figura feminina apaixonada, que com sua beleza irresistível é salva por um
cavalheiro com atos de heroísmo. Mesmo os aspectos mais sutis influenciam nossa
percepção dos papéis de gênero, incluindo não somente o tipo físico ou a
vestimenta tão recorrente nas personagens femininas, mas também a personalidade
e a maneira como se expressam; a forma como piscam os olhos, balançam o cabelo
ao vento ou rebolam e colocam a mão na cintura reforça um quadro de
feminilidade extremamente machista, que na maioria das vezes também é racista e
exclui as mulheres negras em sua representação.
Não é que mulheres meigas ou delicadas estejam fora do
âmbito da realidade, ou mesmo que mulheres brancas também não sofram com o
padrão de beleza. Mas é necessário aprofundar mais nossas análises de gênero.
Poucas pessoas esperam que uma mulher negra que trabalha como empregada
doméstica corresponda a um papel de gênero de fragilidade – pelo contrário, o
considerado “normal” é que tenha mãos ásperas, ainda que também seja um
indivíduo do sexo feminino. Embora o conceito de feminilidade seja limitador e
sexista, é preciso questionar: por que o padrão de gênero esperado de uma
mulher negra é diferente do de uma mulher branca?
A feminilidade ainda é um estereótipo confuso e suas raízes
permanecem fortes e influentes. A verdade é que qualquer tentativa de dividir o
mundo em papeis sociais femininos e masculinos é sexista; esperar que homens e
mulheres tenham comportamentos determinados por causa de seu gênero corresponde
a um engessamento da autonomia humana. A solução não é multiplicar as formas
para todas as mulheres, mas sim desconstruir os conceitos de feminilidade e
beleza feminina – lembrando sempre que é essencial voltar a atenção para o
racismo nos questionamentos dos padrões estéticos.
*Jarid Arraes é diretora do FEMICA e estudante de
Psicologia.
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