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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Lula, o demiurgo


Minha inoxidável amiga Andrea Caldas tem avisado, urbi et orbi, sobre o quão perigoso Lula é para as esquerdas virginais e para a classe trabalhadora e, mais ainda, proclamou que não votará no "demiurgo".

Quando não conheço o significado de alguma palavra, minha primeira providência é dizê-la em voz alta, para dela extrair signos ocultos, e soletro cada sílaba como quem experimenta um vinho em pequenos goles em busca de sabores e sensações.

- De-mi-ur-go. De-mi-ur-go! DE-MI-UR-GO!!!

Meu lulismo algo degenerado faz-me arrepios porque, sem saber ainda o significado, os sons exalados do de-mi-ur-go de Andrea mostraram-me que a palavra carrega em suas entranhas sinônimos aparentados com o mal supremo e mesmo com o mau, o feio e com Clint Eastwood, e remeteram-me prontamente a Hugo Chávez, a Rafael Correa, a Evo Morales, a Mujica, mas não me peçam explicações que minha cacholinha iletrada será incapaz disso.

---XXX---

Proponho que o adjetivo seja o centro tático da campanha da esquerda virginal e purinha-sem-mistura, que deverá promover formidáveis Caravanas Anti Demiúrgicas pelo Brasil, denunciando o quão perigoso, deletério e malvadão é Lula, falando dos caminhões de som e dos palcos:

- O Lula é DEMIURGO! O LULA É DEMIURGO! NÃO VOTEM NELE!

Se algum dos 8 presentes perguntar que porra é demiurgo, o animador do comício saltitante deverá ler um papelzão com as explicações abaixo.

---XXX---

Demiurgo, segundo o filósofo grego Platão (428-348 a.C.), o artesão divino ou o princípio organizador do universo que, sem criar de fato a realidade, modela e organiza a matéria caótica preexistente através da imitação de modelos eternos e perfeitos.
Demiurgo, em seitas cristãs de inspiração platônica e no gnosticismo, é o ser intermediário de Deus na criação do mundo, responsável pelo mal que não poderia ser atribuído ao Criador supremo.
substantivo masculino
Demiurgo (grego, δημιουργός, demiourgos), significa "o que trabalha para o público, artífice, operário manual", demios significando "do povo" (como em demos, povo) e -ourgos, "trabalhador" (como em ergon, trabalho.
No sentido de "trabalhador para o povo", a palavra foi usada em todo o Peloponeso, com exceção de Esparta, e em muitas partes da Grécia, como sinônimo de um alto magistrado. No pensamento cosmogônico de Platão, o termo designa o artesão divino - causa da alma do mundo - que, sem criar de fato o universo, dá forma a uma matéria desorganizada imitando as essências eternas, tendo os deuses inferiores, criados por ele, como tarefa a produção dos seres mortais. No pensamento gnóstico, o demiurgo, criador do mundo é distinto do Deus supremo e em geral considerado mau.

---XXX---

Mas, se algum dos presentes fizer cara de paisagem e perguntar a que horas o Lula vai discursar, bem vocês tratem de sair de fininho, naturalmente de fininho revolucionário.

Charge dos nossos dias

Por Gervásio Castro Neto


JANOT AMEAÇA CANCELAR DELAÇÃO DA JBS, SEM AFETAR PROVAS CONTRA TEMER

Em coletiva convocada às pressas, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou ter determinado a abertura de uma investigação para apurar indícios de ocultação de informação sobre o acordo de delação premiada da JBS; Janot citou indícios de crimes "gravíssimos" numa conversa entre Joesley Batista e Ricardo Saud, ex-executivo do grupo; a gravação da conversa de quatro horas foi submetida por ele ao Supremo Tribunal Federal; segundo Janot, a "provável rescisão de um acordo de colaboração premiada não invalida nenhuma prova", prejudicando apenas os benefícios concedidos aos delatores; o áudio faz "referências indevidas" à PGR e ao Supremo, informou ainda Janot.


Via – Brasil 247

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, convocou uma coletiva de imprensa às pressas na noite desta segunda-feira 4 para anunciar que determinou a abertura de uma investigação para apurar indícios de ocultação de informação sobre o acordo de delação premiada da JBS.

Janot afirmou que foram encontrados "áudios gravíssimos" no material entregue nos últimos dias pelos delatores da JBS "espontaneamente" à PGR, que haviam sido "omitidos do Ministério Público Federal".

Trata-se de uma conversa de quatro horas "entre dois colaboradores", segundo ele, que se refere à "privacidade da vida de pessoas" e "referências indevidas" à PGR e ao Supremo. A gravação traz indícios de conduta criminosa atribuída ao ex-procurador Marcelo Muller. "As insinuações são muito graves", ressaltou.

A conversa foi gravada em 17 de março deste ano e aconteceu entre Joesley Batista, um dos donos da JBS, e Ricardo Saud, ex-executivo do grupo e também delator, responsável pela distribuição de propinas da empresa a políticos.

Ele submeteu a gravação ao STF e disse que é "provável" a rescisão do acordo de colaboração premiada da JBS. No entanto, isso "não invalida nenhuma prova" trazida à tona pelos delatores do grupo, assegurou.

As denúncias dos delatores da JBS atingem diretamente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros políticos.

Caso a delação seja rescindida, haverá reversão apenas dos benefícios concedidos aos delatores, entre eles o empresário Joesley Batista.

"Se os executivos da JBS erraram, pagarão por isso, mas nem por isso pagará o instituto [da delação], que deverá ser preservado. Assistimos hoje forças que se levantam contra o instituto da colaboração premiada", disse Janot.

Trump pode abrir as portas para a deportação dos ‘sonhadores’

Decisão, que ainda não é definitiva, seria o fim da proteção legal a 800.000 jovens imigrantes que chegaram aos EUA quando crianças e estão integrados.


O destino de 800.000 jovens está prestes a mudar nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump está decidido, segundo a imprensa norte-americana, a suspender o decreto que permite a permanência dos sonhadores (dreamers, em inglês) os imigrantes sem documentos que chegaram quando crianças. A decisão, ainda sujeita a alteração, seria anunciada na terça-feira e viria acompanhada de um prazo de seis meses para que o Congresso encontre uma saída. Sua promessa eleitoral foi acabar com esse programa, aprovado por Barack Obama no verão de 2012 e que nunca teve a simpatia dos republicanos. Mas o cancelamento, apesar de bem recebido pelo núcleo duro de seu eleitorado, colocaria o presidente no lado mais escuro e radical do espectro político. O mesmo que já abraçou ao conceder indulto ao ex-xerife Joe Arpaio ou não condenar com veemência os neonazistas de Charlottesville.

A imigração se tornou um dos pontos fortes de Trump. Grande parte dos eleitores republicanos, mas também um bom número de democratas, são partidários da linha dura com os estrangeiros em situação irregular. O presidente sabe disso. E sempre que pode, aperta as leis migratórias para fazer esquecer seus fracassos. A estratégia, até agora, permitiu a ele manter praticamente intacto seu poderio eleitoral. Desta vez, os efeitos são menos claros. Os afetados não fazem parte dos espectros habituais do crime e da marginalidade, são imigrantes mais jovens e integrados, aqueles que sentem os Estados Unidos como seu país e que se esforçaram para cumprir suas leis e progredir. Tirar-lhes a proteção, abrir a porta de para expulsão, como alertam as pesquisas, supera o limiar da tolerância de muitos eleitores republicanos.

Os beneficiados pelo programa Ação Diferida para Chegada de Jovens Imigrantes (DACA em inglês) encarnam como poucos o sonho norte-americano. Para serem aceitos, devem ter entrado nos Estados Unidos com menos de 16 anos, ter menos de 31 anos completos em junho de 2012 e ter vivido permanentemente no país desde 2007. Também não podem ter antecedentes criminais e precisam estar estudando ou ter o ensino médio completo. Em troca, têm permissão de estudar, trabalhar e dirigir, bem como acessar à previdência social e dispor de um cartão de crédito. Em um sistema desumano com os desfavorecidos, o DACA propicia um escudo que lhes permite avançar, mas em nenhum caso representa a concessão de residência. É somente uma permissão que adia a possibilidade de deportação e precisa ser renovada a cada dois anos.

Essa excepcionalidade não é alheia a seu parto atribulado. Obama nunca conseguiu um apoio majoritário do Congresso. A lei que deveria oferecer cobertura aos dreamers se chocou com a voragem obstrucionista dos republicanos e o Governo democrata acabou impondo um paliativo legal mediante um decreto presidencial. Essa falta de apoio parlamentar permite agora que seu sucessor a elimine com uma canetada. Além disso, deu um argumento venenoso à direita mais radical, que considera o programa um caso flagrante de extrapolação dos poderes executivos em matéria migratória. Seguindo esse raciocínio, dez ministérios públicos estaduais, liderados pelo Texas, deram um ultimato a Trump para cancelar o programa nesta terça-feira. Caso contrário, vão impugná-lo.

A decisão ainda precisa ser publicada. Em campanha, movido por sua visceral xenofobia, somou-se ao coro de vozes contrárias ao DACA e o considerou uma “anistia ilegal”. Naquele momento, Trump alardeava que seu objetivo era expulsar os 11 milhões de pessoas  sem documentos. E ponto. Não importava se eram crianças, se estavam integrados nem se eram socialmente produtivos.

Já no poder, como em tantas outras questões, tentou abafar o incêndio que ele mesmo desencadeou. Declarou sua empatia aos dreamers e, em uma entrevista à rede ABC, chegou a anunciar que não tinham com o que se preocupar. Amanhã terá de se definir.

Encerrar o programa permitiria a ele se reconciliar com sua base mais radical. Depois de incitar o medo ao imigrante, de culpar o imigrante pela crise e pela falta de segurança, bastaria acolher uma interpretação rigorista da lei para abrir as portas à possível expulsão dos 787.580 jovens inscritos no programa. Seria um triunfo do America First (América Primeiro) e a prova de que Trump, em vez de paz social, busca obter energia eleitoral a partir do atrito constante.

Mas também representaria o início de um pesadelo. Apesar de não serem classificados como um grupo prioritário para a deportação, as inevitáveis expulsões de crianças e jovens que não conhecem seu idioma de origem nem têm memória de seu país natal mostraria o lado mais sombrio de Trump. Essa radicalização o afastaria do centro republicano e abriria uma fissura dificilmente recuperável em suas próprias fileiras. Figuras de destaque como o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, rechaçaram publicamente o fim do DACA e pediram que Trump deixe o Congresso procurar uma solução permanente. “Estamos falando de crianças que não conhecem outro país nem outro lar. Vivem em um limbo que requer uma solução legislativa”, disse Ryan. Mais contundentes foram os representantes das grandes empresas. Em uma carta, 400 diretores, entre eles os de Facebook, General Motors e Hewlett Packard, aconselharam o presidente a proteger os dreamers. “São uma das razões pelas quais continuamos tendo uma vantagem competitiva global”, escreveram, e estimaram em 460 bilhões de dólares (1,4 trilhão de reais) o prejuízo que sua saída poderia trazer.

Fonte: El País

Após bloqueio dos EUA, Nicolás Maduro prepara novo plano econômico

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que nesta semana vai anunciar as novas medidas que o governo irá adotar para conter a crise econômica e intensificar as ações no combate à especulação da moeda local, no controle da inflação e soluções para superar o bloqueio econômico dos Estados Unidos.

Para contornar bloqueio norte-americano, Maduro anuncia novo plano econômico elaborado pela Assembleia Constituinte.
“Esse conjunto de ações importantes tem como objetivo estabilizar a economia, atacar os especuladores e defender o emprego do povo. É para isso que estamos trabalhando sempre”, informou o presidente.

O plano que será anunciado pelo presidente venezuelano foi elaborado em conjunto com a Assembleia Nacional Constituinte, eleita para realizar mudanças na Constituição, mas também com a missão de resolver problemas imediatos, como a contenção da violência política nos protestos da oposição e desenvolver um plano econômico emergencial.

Paz

Usada como mote para a convocação da Assembleia Constituinte, a paz já foi alcançada com a participação massiva da população nas eleições.

Desde a votação, os partidos de oposição ao governo Maduro perderam o poder de convocar manifestações violentas. Na última marcha, realizada essa semana, apenas 200 pessoas compareceram ao chamado de setores ligados à direita venezuelana.

Além disso, a presidenta da Assembleia Nacional Constituinte, Delcy Rodríguez, anunciou semana passada que a Comissão da Verdade, que investiga os casos de violência política, já está dialogando com líderes de grupos opositores que promoviam protestos violentos em Caracas.

Agora, a expectativa da população se concentra em torno da economia. Articulistas dos jornais venezuelanos, tanto os de linha progressista como os de direita, têm sido unânimes em dizer que a numerosa participação nas eleições da Assembleia Nacional Constituinte foi um voto de confiança depositado no chavismo e uma punição à direita que aderiu à violência.

Porém, a capacidade de resolver os problemas econômicos do país é que vai definir o grau de estabilidade política que o governo Maduro e Assembleia Nacional Constituinte vão conseguir manter nos próximos meses.

Escassez

Um dos efeitos da crise é a falta de alguns produtos, como o trigo, e, portanto, o pão. Durante os meses que antecederam as eleições da Constituinte, faltava pão em quase todas a padarias de Caracas. Isso tem ocorrido pelo menos nas últimas quatro eleições ocorridas no país. Sempre que vai acontecer uma eleição, as padarias deixam de fabricar pão.

O governo acusa os empresários de tentar boicotar a economia para gerar insatisfação na população. Por outro lado, os opositores afirmam que o Estado venezuelano não libera dólares o suficiente para os empresários passa importar o trigo, que traziam dos Estados Unidos.

A Venezuela consome cerca de 100 mil toneladas de trigo todos os meses, de acordo com dados do pesquisador venezuelano Werner Gutiérrez, professor da faculdade de Agronomia da Universidade de Zulia.

Para suprir as necessidades desse produto e combater o que o presidente Maduro classificou como a “a máfia do trigo", o governo venezuelano decidiu importar da Rússia 60 mil toneladas de trigo por mês. O navio com o primeiro carregamento zarpou na última sexta-feira (26) de um porto russo em direção à Venezuela.

Fonte: Brasil de Fato

Maia admite que nova denúncia enfraquece governo Temer

Ocupando a presidência da República durante a viagem de Michel Temer pela China, Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados), afirmou nesta segunda-feira (4) que a possível nova denúncia contra Michel Temer pela Procuradoria Geral da República deve ser analisada de forma “rápida”.


"Parece que haverá uma segunda denúncia contra o presidente da República e nós que cumprimos os prazos regulamentares devemos, claro, analisar com todo o respeito e analisar de forma rápida para que a gente possa olhar no horizonte essa agenda de mudanças que o Brasil tanto precisa", afirmou.

Maia admite que a nova denúncia enfraquece o apoio do governo, inclusive para aprovar a agenda de reformas. "Hoje tem menos votos do que alguns dias que tinha 280 votos", disse ele, expressando a preocupação de que para aprovar proposta de emenda à Constituição, são necessários 308 votos dos 513 deputados.

"Não dá para negar que a relação de forças do governo no Congresso perdeu alguma força. Esse tipo de ato, uma denúncia [contra Temer], gera desgaste, gera algum tipo de desarticulação", acrescentou, dizendo ainda que, "de fato, há um certo incômodo em parte da base aliada".

As especulação em torno da nova denúncia dão conta de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aguarda apenas a homologação da delação do doleiro Lúcio Funaro, pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apresentar oficialmente a segunda denúncia contra Temer. a primeira ele engavetou em agosto, após votação apertada na Câmara, por 263 contra 227.

“Temos que começar a separar as coisas", disse Maia, defendendo o andamento das reformas. O discurso foi feito durante o Fórum Exame, voltado a empresários, na capital paulista.

De acordo com ele, a nova denúncia vai respeitar o regimento que prevê até dez sessões para o presidente fazer sua defesa e cinco para uma comissão votar. “Depois disso nós temos o prazo de produção dos avulsos depois disso produzido, que leva 12 horas, no máximo um dia, a gente pode votar no plenário”.

Do Portal Vermelho, com informações de agências

Mulher de Moro recebeu pagamentos de investigado na Lava Jato

Alegando sigilo profissional, escritório de Tacla Duran não informa cifras nem detalhes sobre o trabalho realizado pelos advogados para os quais fez pagamentos.

Moro e Mulher - Relações entre investigado e mulher do juiz Sergio Moro são "bomba atômica" contra a Lava Jato, diz Nassif.  (Reprodução/Youtube)
Por Luiz Nassif

São Paulo – A advogada Rosângela Moro, mulher do juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, em Curitiba, teria recebido dinheiro do escritório do também advogado Rodrigo Tacla Duran, apontado como operador de propina da construtora Odebrecht. O jornalista Luis Nassif observa que o nome de Rosângela, juntamente com o escritório do advogado Carlos Zucolotto Júnior, aparece em um relatório da Receita Federal entre os advogados que trabalharam para o escritório de Tacla Duran.

"Se o nome da senhora Moro consta na DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte), significa que o escritório Tacla Duran efetuou pagamentos ao escritório e aos advogados do escritório. Ou seja, pagou a senhora Moro, diz Nassif em sua postagem.

Para o jornalista, que vem acompanhando as revelações, o caso é uma "bomba nuclear" contra o juiz federal e a Lava Jato. "Até então, se sabia que ele tinha pago o escritório de Zucolotto, melhor amigo de Moro (...). O que esse relatório da Receita mostra é que Duran pagava não apenas o escritório de Zucoloto, do qual Rosângela é sócia, mas a própria esposa do juiz", afirma Nassif em vídeo. Por conta da repercussão do caso, o Jornal GGN, vem sofrendo instabilidades atribuídas a ataques virtuais.

Alegando sigilo profissional, o escritório de Tacla Duran não informa cifras nem detalhes sobre o trabalho realizado pelos advogados para os quais fez pagamentos. A informação dando conta das relações entre o investigado e o escritório do amigo e da mulher do juiz Sérgio Moro foi ocultada do processo envolvendo Tacla Duran. Caso constasse, configuraria conflito de interesse, e Moro seria impedido de julgar o operador da Odebrecht.

Negociação de facilidades

Na semana passada, a colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo revelou que o advogado espanhol Rodrigo Tacla Duran, apontado como operador de propinas da Odebrecht, acusa o advogado Carlos Zucolotto Júnior, amigo do juiz Sérgio Moro, de negociar facilidades, como redução de penas e multas, em acordos de delação premiada na Operação Lava Jato.

Por possuir dupla cidadania, Tacla Duran, que foi acusado de lavagem de dinheiro e de formação de organização criminosa, vive hoje na Espanha. Ele acusa Zucolotto de ter pedido R$ 5 milhões para “aliviar” pedido de condenação e multa.

Já a coluna Radar, da revista Veja, publicada no sábado (2), diz que o escritório Zucolotto, que também tinha como sócia Rosângela Moro – mulher de Sergio Moro – era correspondente, em Curitiba, do escritório do advogado espanhol.

Via - RBA


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