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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Agrotóxicos intoxicaram 26 mil brasileiros em dez anos

Cerca de 40.000 pessoas foram atendidas no sistema de saúde brasileiro após serem expostas a agrotóxicos nos últimos dez anos, segundo um levantamento inédito feito pela Pública com base nos dados do Ministério da Saúde. Desse total, 26.000 pacientes tiveram intoxicação confirmada por médicos, com sinais clínicos como náuseas, diarreias ou problemas respiratórios, ou mesmo alterações bioquímicas no sangue e urina detectadas por exames laboratoriais.


A média equivale a sete pessoas intoxicadas por dia. Homens são a maioria dos afetados por agrotóxicos agrícolas e a maioria dos pacientes tem ensino fundamental incompleto.

Segundo os registros, na maior parte dos casos o paciente foi curado. Mas há centenas de casos de mortes: 1.824 pessoas morreram devido à intoxicação e outras 718 pessoas permaneceram com sequelas, como insuficiência respiratória, problemas nos rins ou lesões no fígado.

O levantamento foi feito com base em registros de 2007 a 2017 no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. Os dados revelam também uma grande quantidade de tentativas de suicídio por agrotóxicos e milhares de envenenamentos no ambiente de trabalho.

Agrotóxicos são amplamente usados em suicídios

As circunstâncias nas quais ocorrem as intoxicações são variadas, mas os dados revelam duas situações principais: suicídios e acidentes.

Nos últimos dez anos, mais de 12 mil pessoas tentaram suicídio com agrotóxicos em todo o Brasil. Dessas tentativas, 1.582 resultaram em mortes. Outras 231 tiveram cura, mas com sequelas. A maioria absoluta das tentativas de suicídio ocorreu no Paraná, com 2.140 registros. Em seguida vêm São Paulo e Pernambuco.

Agrotóxicos agrícolas são a terceira substância mais comum em tentativas de suicídio no Brasil, atrás de medicamentos e produtos para matar ratos. A quantidade de pessoas que tentaram suicídio no Brasil com agrotóxicos é quase oito vezes maior do que a dos que tentaram por abuso de drogas ilícitas ou lícitas, como álcool e anfetaminas.

A letalidade das tentativas de suicídio por agroquímicos é preocupante: é a maior entre todos os agentes utilizados nesses casos. Mais de 12% das tentativas de suicídio com intoxicação confirmada resultaram em morte, taxa dez vezes maior que a de pessoas que tentaram o suicídio com medicamentos.

Trabalhadores com baixa escolaridade são os que mais se acidentam

Fora as tentativas de suicídio, os acidentes são a segunda principal causa de intoxicação por agrotóxico no Brasil. Nos últimos dez anos, foram mais de 7 mil ocorrências. A maioria delas (62%) aconteceu em ambiente de trabalho. O Paraná é o estado com o maior número absoluto: foram 1.082 casos confirmados nos últimos dez anos.

A maioria dos casos de envenenamentos acidentais em ambiente de trabalho levou à cura sem sequela. Contudo, há 65 casos de sequelas após o tratamento e 32 mortes por intoxicação.

Mais da metade dos acidentes de trabalho com agrotóxicos envolve pessoas de 20 a 39 anos. Para cada mulher envenenada, há quase seis homens. E o grau de escolaridade mais comum é da 5ª à 8ª série do Ensino fundamental incompletas.

Para a professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) Larissa Bombardi, trabalhadores rurais são especialmente vulneráveis às intoxicações não apenas porque lidam diretamente com os agrotóxicos, mas também porque as intoxicações crônicas – que ocorrem após anos de exposição às substâncias – dificilmente são percebidas pelo sistema de saúde. “Quem são os mais intoxicados são os trabalhadores rurais e os camponeses, que estão manuseando esses produtos”, explica.

“O que mais vai aparecer são as intoxicações agudas, o sujeito passou mal e procurou o serviço de saúde, ou seja, os efeitos mais visíveis. Já as crônicas aparecem com muito menos importância nos dados. Por exemplo, o câncer e a malformação fetal podem ser multifatoriais. Precisaria de um cuidado muito maior do sistema de saúde para identificar esses casos, embora a gente saiba que existem”, avalia.

Larissa, que é autora do Atlas do uso de agrotóxicos no Brasil, indica que, embora haja dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde e pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ainda faltam informações necessárias para aprofundar as pesquisas sobre intoxicações. “Estamos começando a desenvolver uma metodologia que avalie a conexão entre malformação fetal e câncer com a exposição a agrotóxicos, mas falta um mundo de pesquisa. A gente não tem informação detalhada de consumo de agrotóxicos por município, o montante utilizado em cada cidade, sobre pulverização aérea em todos os estados, ou seja, faltam dados oficiais”, avalia.

Paraná é recordista em envenenamentos

O estado brasileiro com a maior quantidade absoluta de exposições e intoxicações por agrotóxicos nos últimos dez anos é o Paraná, com 4.648 registros.

O estado é o segundo do Brasil com maior área plantada do país e também o segundo com a maior quantidade de estabelecimentos que utilizam agrotóxicos, segundo dados do Censo Agro 2017, do IBGE. Entre as principais produções agrícolas no estado estão cevada, feijão, milho, trigo e soja. Após o Paraná, São Paulo e Minas Gerais são os estados com maior quantidade absoluta de estabelecimentos que utilizam venenos agrícolas.

Nos últimos dez anos, o Paraná se manteve como um dos estados com maiores taxas de intoxicação por habitante. Contudo, desde 2011, os registros de intoxicação subiram no Espírito Santo, que é hoje a unidade da Federação com maior quantidade de intoxicações em relação à população.

O Paraná é o estado do deputado Luiz Nishimori (PR), relator do Projeto de Lei (PL) 6.299, de 2002, que altera a legislação sobre os agrotóxicos, transferindo o poder regulatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – vinculada ao Ministério da Saúde – para o Ministério da Agricultura, entre outras medidas. A Pública questionou o deputado se a proposta, caso aprovada, não poderia aumentar os casos de intoxicação no seu próprio estado, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

O PL 6.299 é duramente criticado pela própria Anvisa, que afirma que as mudanças regulatórias trarão riscos à saúde da população. A Comissão Científica em Vigilância Sanitária (CCVISA) mostra que o projeto “vai na contramão da tendência internacional de consumo e comércio, representando um risco às exportações agrícolas brasileiras, podendo inclusive afetar a balança comercial do país”.

Por outro lado, a Sociedade Brasileira Rural (SBR), entidade que representa produtores rurais, defende que o projeto não irá aumentar a quantidade de intoxicações, pois elas ocorrem “pela aplicação equivocada dos defensivos, sejam eles químicos ou orgânicos, da mesma forma que ocorre com os medicamentos”, afirma o diretor João Adrien. “A lei atual funciona como uma barreira que protege as multinacionais que já estão no mercado, inibindo a entrada de novas empresas. Mas as startups com novas tecnologias, novos produtos, que surgirão com uma lei menos discricionária, menos burocrática e mais eficiente, poderão ter menor toxicidade”, argumenta.

Pressão constante sobre a Anvisa

A Pública questionou o Ministério da Agricultura sobre as intoxicações e a pasta respondeu em uma nota que “um produto só é liberado se considerado que, se utilizado conforme as recomendações de uso, não coloque em risco a saúde humana e o meio ambiente”. A assessoria do Ministério da Agricultura ainda acrescentou que “o número de intoxicações com medicamentos é muitas vezes superior ao dos pesticidas” e que medidas para evitar o aumento das intoxicações são “competência das autoridades de saúde humana”, completou. O atual ministro, Blairo Maggi (PP-MT), é o autor do PL 6.299.

O projeto de lei foi apresentado dois meses depois de o Decreto 4.074 ter estabelecido a competência da Anvisa para avaliar e reavaliar os registros de agrotóxicos conforme o grau de toxidade. Segundo Luiz Cláudio Meirelles, que foi gerente-geral de toxicologia da Anvisa de 1999 a 2012, sempre houve pressão contrária à ação dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente na regulamentação dos agrotóxicos. “Durante a gestão tivemos muitas brigas com empresas de agrotóxicos e parte do agronegócio por conta dessas mudanças na área regulatória, várias tentativas de tirar a competência [da Anvisa]. O projeto de lei é de 2002, está conseguindo avançar agora por conta da conjuntura política atual, mas a gente passou esses anos todos resistindo para que a competência nas áreas de saúde e meio ambiente não fossem retiradas. A gente não queria impedir que a produção agrícola exista, mas que incorpore novas tecnologias e que proteja a população”, critica.

Meirelles esteve na Anvisa também durante a implementação da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), sistema que fornece informações, diagnostica e trata envenenamentos por agrotóxicos e outras substâncias em todo o país. Segundo ele, os números reais de intoxicação são muito maiores que os apontados pelo sistema de notificações – a estimativa é que, para cada caso reportado, 50 não sejam informados.

Assim, nos últimos dez anos, o número real de pessoas intoxicadas no Brasil poderia chegar a 1,3 milhão, isto é, mais de 300 pessoas intoxicadas por dia.

“Lidamos com uma informação muito aquém daquela que deveria ser produzida até para orientar as políticas públicas nessa área”, reconhece o especialista. No início de julho, contudo, a Anvisa publicou orientação de serviço 49/2018, que permite o processo de registro de agrotóxicos por “analogia”, isto é, quando já forem aprovados no mercado dos Estados Unidos ou na Europa, facilitando mais o uso de pesticidas. A Pública procurou o órgão para comentar a repercussão da publicação da portaria, mas não obteve retorno.

Para a médica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) de Brasília, Andrea Amoras Magalhães, além da subnotificação pela dificuldade de muitas pessoas acessarem o sistema de saúde, é preciso treinar melhor os profissionais para identificar e tratar exposições a agrotóxicos. “A gente só faz diagnóstico daquilo que a gente conhece. A exposição aguda é muito mais fácil de identificar. Falta ao sistema de saúde estar mais preparado para fazer diagnóstico da intoxicação crônica [que ocorre após várias exposições de menor dosagem]. Temos uma deficiência do ensino de toxicologia nas faculdades de medicina – que eu posso falar com mais proximidade –, mas, de uma maneira geral, dos diversos profissionais de saúde”, avalia.

Relatório aponta intoxicação em crianças na zona rural e cobra providências

Em maio de 2013, cerca de 90 pessoas, a maioria delas crianças, foram internadas após um avião pulverizar agrotóxico em uma plantação próxima a uma escola rural em Goiás. A situação foi documentada no relatório da ONG Human Rights Watch, divulgado em julho deste ano, que coletou relatos de intoxicação em comunidades indígenas, quilombolas e rurais em sete estados do país.

“É preciso delimitar uma zona de segurança para pulverização terrestre – em torno de locais como escolas, prédios ou áreas habitadas – porque até o momento não existe uma norma nacional. Para pulverização aérea existe, mas ela não é respeitada. Deveria ocorrer a suspensão da pulverização aérea enquanto as autoridades conduzam estudos sobre os impactos ambientais e à saúde”, explica um dos autores do estudo e consultor da Human Rights Watch, João Guilherme Bieber.

Segundo o pesquisador, a intoxicação de crianças que estudam ou vivem em áreas pulverizadas é ainda mais grave, pois os danos à saúde são mais severos. Segundo os dados do DataSUS, nos últimos dez anos, 1.484 crianças de até 9 anos foram intoxicadas por agrotóxicos no país.

Após a publicação do relatório, o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, se comprometeu a formalizar as distâncias de aplicação terrestre de agrotóxicos para evitar contaminação de pessoas. Procurado pela Pública, o Ministério da Agricultura respondeu que a competência para normatização e controle de uso de agrotóxicos é dos órgãos estaduais e do Distrito Federal e que uma proposta de instrução normativa está sendo elaborada para ser discutida no Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa).

Por Bruno Fonseca, na Agência Pública
Via- Portal Vermelho

domingo, 12 de agosto de 2018

AMUNPAR - Prefeitos do Noroeste discutem solução para diminuir fila por cirurgias eletivas

 Da comarca de Nova Londrina, participou da reunião o Sr° Daniel Domingos Pereira, prefeito de Diamante do Norte.

A reunião aconteceu na manhã de ontem na sede da Amunpar em Paranavaí Foto: Robson Fracaroli

A reunião aconteceu na manhã de ontem na sede da Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar), em Paranavaí. Atualmente cinco mil pacientes aguardam para fazer algum tipo de cirurgia.

Os dados do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS) indicam uma demanda reprimida de quase cinco mil cirurgias eletivas nas cidades que integram a Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar). A fila pode diminuir caso haja consenso em uma proposta apresentada aos prefeitos na manhã de ontem em Paranavaí.

A ideia do CIS é firmar um protocolo com os médicos que passarão a fazer as cirurgias em horários diferenciados. Estudos mostram que as áreas de maior demanda são as de otorrino, vascular e ortopedia.
O presidente do Consórcio Intermunicipal, Sérgio Ferreira, explica que as pessoas precisam deixar suas cidades para buscar atendimento especializado em outros centros e isso custa caro para as administrações municipais.

“Na maioria das vezes não é obrigação do município, porém, não podemos deixar nossa população sem assistência. Assumimos responsabilidade que não é nossa”, disse Sérgio Ferreira, prefeito de Santa Mônica.
Ferreira explanou que caso haja a participação dos prefeitos que integram a Amunpar em firmar este protocolo, será possível dobrar o número de cirurgias realizadas na Santa Casa e no Hospital Regional, em Paranavaí.

“Mensalmente são realizadas mais de 100 cirurgias eletivas por mês. Caso haja a participação de todos será possível dobrar esses números”, disse o presidente do CIS.

TRANSPORTE - Os prefeitos também debateram sobre a possibilidade de firmar parceria com a empresa Viação Garcia para transporte de pacientes da região Noroeste até a capital do estado.
De acordo com o convênio proposto pela empresa, em Curitiba eles também ficam responsáveis pelo transporte dos pacientes da rodoviária até o local da consulta. Uma sala de espera também seria montada para atender os usuários.

O prefeito de Paraíso do Norte, Laércio Freitas, disse que o custo será menor e os passageiros terão um transporte de qualidade. “Pelo que foi explicado, para o meu município será algo vantajoso na questão financeira porque gastaremos menos. Além disso, estaremos oferecendo um serviço de qualidade para as pessoas que necessitam se deslocar para fazer tratamento na capital”, comentou Freitas.

MAPEAMENTO - Os prefeitos também receberam informações sobre o Mapeamento do Uso de Solo, uma ferramenta que pode fazer aumentar a arrecadação das Prefeituras, assim como ajudar no desenvolvimento regional.

O prefeito Carlos Maia, de São João do Caiuá, defendeu a adesão dos prefeitos ao projeto. “Efetivamente não haverá custo para participarmos desse projeto. O resultado dele é positivo já que as imagens de satélites servirão para identificar com exatidão as áreas e as quantidades de cada cultura existente na zona rural dos municípios. Isso poderá dar um salto nos valores do ICMS que hoje são repassados com base em dados especulativos”, afirmou o prefeito.

O presidente da Amunpar, Carlos Henrique Rossato Gomes, prefeito de Paranavaí, presidiu a reunião ontem de manhã. Disse que fará parte da diretoria da Federação de Municípios do Paraná, que será reativada. “Como representante da Amunpar levarei nossas demandas regionais para serem incluídas na pauta de reivindicações”, afirmou.

A reunião da Amunpar contou com a participação dos prefeitos

Altamiro Pereira Santana (Alto Paraná);
Carlos Henrique Rossato Gomes (Paranavaí);
Daniel Domingos Pereira (Diamante do Norte);
José Antônio Bonvechio (Planaltina do Paraná);
José Carlos da Silva Maia (São João do Caiuá);
José Luiz Santos (São Carlos do Ivaí);
Júlio César da Silva Leite (Terra Rica);
Laércio de Freitas (Paraíso do Norte);
Osmar Stachovski (Santo Antônio do Caiuá);
Reinaldo Pinheiro da Silva (Mirador);
Rozinei Aparecida Roggiotto Oliveira (Querência do Norte);
Sérgio José Ferreira (Santa Mônica).

Via - Diário do Noroeste

sábado, 11 de agosto de 2018

LARISSA SANTANA – A BELA DA SEMANA


Observar os traços que dão forma a uma mulher é deixar-se levar por incontáveis devaneios, é percorrer os meandros do imaginário a ocupar a atenção de forma a esquecermos dos nossos problemas.

Olhar a imagem de uma bela, é compenetrar-se na maravilha sem precedentes que nos torna hipnotizados pela imensa formosura proveniente daquelas que tem na própria imagem, a forma precisa do que é considerado o maior de todos os espetáculos...

A sublime beleza, pois, consta nela, ela que foi nascida talvez num dia de inspiração dos Deuses, num dia de êxtase dos anjos, num dia em que, encantar os mortais era o propósito das divindades... Deu-se assim o surgimento daquela que foi feita com capricho, nasceu neste dia, Larissa Santana...

Larissa compõe o seleto grupo das impecáveis, olhá-la é se deixar viajar, tocado pelo prazer em presentear os olhos com a inefável imagem de quem é destaque, no céu das beldades, Larissa é estrela de primeira grandeza... Por isso em reconhecimento a sua perfeição, é justo colocá-la neste pedestal onde semanalmente prestamos culto a impecabilidade única contida especialmente na soberania da mulher.

É bom estar em contato com seres sublimes, seres iguais Larissa fazem a diferença...

A graciosidade da notável bela deixa-nos seduzidos, e tais méritos a torna ainda mais merecedora de nossa admiração.

Deste modo, Larissa Santana, possui os predicados que a destacam entre aquelas donas de nossa admiração, ela está entre as beldades, faz parte do rol venerável das criaturas que se evidenciam pela formosura.

Curvemo-nos diante das morenas, naturais donas do meneio de corpos que as caracterizam entre tantas outras belas que compõe nosso feminino quadro populacional, curvemo-nos diante da beleza admirável de Larissa, ela, perfeita sincronia do que há de mais perfeito no conjunto que faz da mulher um ser idolatrado.

Apreciemo-na, pois, no jardim das reverenciáveis, a flor Larissa tem destaque, à ela os vivas que destinamos tão somente as merecedoras de louvor, ela tem os méritos de estar presente onde se enaltece a mulher em  seu notável teor de beleza, contemplá-la torna grato o sentido da visão, portanto, brindamos não apenas a supremacia desta bela, brindemos também a oportunidade por tê-la neste panteão de Deusas.

Ela está para privilegiar nossas retinas, ela está para ser enaltecida... Nosso respeito a quem em virtude da beleza é adorno para todo ambiente, um salve à cor morena, um viva a nossa tamanha sorte, Um brinde aos predicados da musa em questão, brindemos a beleza feminina, Larissa Santana é a Bela da Semana.

*LARISSA SANTANA MENDONÇA – Diamante do Norte-PR – Filha de Laudelina Pires Mendonça e José dos Reis Mendonça. Larissa é torcedora do Corinthians.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Darcy Ribeiro explica a desvantagem histórica do negro em relação ao branco

Uma das maiores balelas do discurso anti-cotas no Brasil é que as políticas de ação afirmativa não se justificam porque “todos são iguais perante à lei”. Iguais como, se uns saíram na frente, com séculos de vantagem, em relação aos outros? As cotas vieram justamente para ser uma ponte sobre o fosso histórico entre negros […]


(NEGROS LIBERTOS EM PORTO ALEGRE EM 1895. FOTO DE HERR COLEMBUSCH. ACERVO RONALDO BASTOS)
Uma das maiores balelas do discurso anti-cotas no Brasil é que as políticas de ação afirmativa não se justificam porque “todos são iguais perante à lei”. Iguais como, se uns saíram na frente, com séculos de vantagem, em relação aos outros? As cotas vieram justamente para ser uma ponte sobre o fosso histórico entre negros e brancos. Para dar aos negros condições de alcançarem mais rápido esta “igualdade” que alguns insistem que já existe.

Ninguém melhor do que o antropólogo Darcy Ribeiro, grande inspirador deste blog, para explicar como esta “igualdade” de condição nada mais é do que uma falácia por parte de quem, no fundo, deseja perpetuar as desigualdades raciais em nosso país. Os trechos que selecionei são do livro O O Povo Brasileiro (Companhia das Letras), cuja leitura recomendo fortemente. Deveria ser obrigatório em todas as escolas. Atentem para um detalhe: reconheçam no texto de Darcy os futuros meninos de rua. (Leia também o texto que postei ano passado, aqui.)

E viva o Dia da Consciência Negra!

***

Por Darcy Ribeiro

CLASSE E RAÇA

A distância social mais espantosa no Brasil é a que separa e opõe os pobres dos ricos. A ela se soma, porém, a discriminação que pesa sobre negros, mulatos e índios, sobretudo os primeiros.

Entretanto, a rebeldia negra é muito menor e menos agressiva do que deveria ser. Não foi assim no passado. As lutas mais longas e cruentas que se travaram no Brasil foram a resistência indígena secular e a luta dos negros contra a escravidão, que duraram os séculos do escravismo. Tendo início quando começou o tráfico, só se encerrou com a abolição.

Sua forma era principalmente a da fuga, para a resistência e para a reconstituição de sua vida em liberdade nas comunidades solidárias dos quilombos, que se multiplicaram aos milhares. Eram formações protobrasileiras, porque o quilombola era um negro já aculturado, sabendo sobreviver na natureza brasileira, e, também, porque lhe seria impossível reconstituir as formas de vida da África. Seu drama era a situação paradoxal de quem pode ganhar mil batalhas sem vencer a guerra, mas não pode perder nenhuma. Isso foi o que sucedeu com todos os quilombos, inclusive com o principal deles, Palmares, que resistiu por mais de um século, mas afinal caiu, arrasado, e teve o seu povo vendido, aos lotes, para o sul e para o Caribe.

Mas a luta mais árdua do negro africano e de seus descendentes brasileiros foi, ainda é, a conquista de um lugar e de um papel de participante legítimo na sociedade nacional. Nela se viu incorporado à força. Ajudou a construí-la e, nesse esforço, se desfez, mas, ao fim, só nela sabia viver, em função de sua total desafricanização. A primeira tarefa do negro brasileiro foi a de aprender a falar o português que ouvia nos berros do capataz. Teve de fazê-lo para poder comunicar-se com seus companheiros de desterro, oriundos de diferentes povos. Fazendo-o, se reumanizou, começando a sair da condição de bem semovente, mero animal ou força energética para o trabalho. Conseguindo miraculosamente dominar a nova língua, não só a refez, emprestando singularidade ao português do Brasil, mas também possibilitou sua difusão por todo o território, uma vez que nas outras áreas se falava principalmente a língua dos índios, o tupi-guarani.

Calculo que o Brasil, no seu fazimento, gastou cerca de 12 milhões de negros, desgastados como a principal força de trabalho de tudo o que se produziu aqui e de tudo que aqui se edificou. Ao fim do período colonial, constituía uma das maiores massas negras do mundo moderno. Sua abolição, a mais tardia da história, foi a causa principal da queda do Império e da proclamação da República. Mas as classes dominantes reestruturaram eficazmente seu sistema de recrutamento da força de trabalho, substituindo a mão de obra escrava por imigrantes importados da Europa, cuja população se tornara excedente e exportável a baixo preço.

(…)

O negro, sentindo-se aliviado da brutalidade que o mantinha trabalhando no eito, sob a mais dura repressão –inclusive as punições preventivas, que não castigavam culpas ou preguiças, mas só visavam dissuadir o negro de fugir– só queria a liberdade. Em consequência, os ex-escravos abandonam as fazendas em que labutavam, ganham as estradas à procura de terrenos baldios em que pudessem acampar, para viverem livres como se estivessem nos quilombos, plantando milho e mandioca para comer. Caíram, então, em tal condição de miserabilidade que a população negra reduziu-se substancialmente. Menos pela supressão da importação anual de novas massas de escravos para repor o estoque, porque essas já vinham diminuindo há décadas. muito mais pela terrível miséria a que foram atirados. não podiam estar em lugar algum, porque cada vez que acampavam, os fazendeiros vizinhos se organizavam e convocavam forças policiais para expulsá-los, uma vez que toda a terra estava possuída e, saindo de uma fazenda, se caía fatalmente em outra.

As atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera força energética, como um saco de carvão, que desgastado era facilmente substituído por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre são também o que há de mais reles, pela preguiça, pela ignorância, pela criminalidade inatas e inelutáveis. Todos eles são tidos consensualmente como culpados de suas próprias desgraças, explicadas como características da raça e não como resultado da escravidão e da opressão. Essa visão deformada é assimilada também pelos mulatos e até pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro-massa.

A nação brasileira, comandada por gente dessa mentalidade, nunca fez nada pela massa negra que a construíra. Negou-lhe a posse de qualquer pedaço de terra para viver e cultivar, de escolas em que pudesse educar seus filhos, de qualquer ordem de assistência. Só lhes deu, sobejamente, discriminação e repressão. Grande parte desses negros dirigiu-se às cidades, onde encontraram, originalmente, os chamados bairros africanos, que deram lugar às favelas. Desde então, elas vêm se multiplicando, como a solução que o pobre encontra para morar e conviver. Sempre debaixo da permanente ameaça de serem erradicados e expulsos.

(…)

BRANCOS VERSUS NEGROS

Examinando a carreira do negro no Brasil, se verifica que, introduzido como escravo, ele foi desde o primeiro momento chamado à execução das tarefas mais duras, como mão-de-obra fundamental de todos os setores produtivos. Tratado como besta de carga exaurida no trabalho, na qualidade de mero investimento destinado a produzir o máximo de lucros, enfrentava precaríssimas condições de sobrevivência. Ascendendo à condição de trabalhador livre, antes ou depois da abolição, o negro se via jungido a novas formas de exploração que, embora melhores que a escravidão, só lhe permitiam integrar-se na sociedade e no mundo cultural, que se tornaram seus, na condição de um subproletariado compelido ao exercício de seu antigo papel, que continua sendo principalmente o de animal de serviço.

Enquanto escravo poderia algum proprietário previdente ponderar, talvez, que resultaria mais econômico manter suas “peças” nutridas para tirar delas, a longo termo, maior proveito. Ocorreria, mesmo, que um negro desgastado no eito tivesse oportunidade de envelhecer num canto da propriedade, vivendo do produto de sua própria roça, devotado a tarefas mais leves requeridas pela fazenda. Liberto, porém, já não sendo de ninguém, se encontrava só e hostilizado, contando apenas com sua força de trabalho, num mundo em que a terra e tudo o mais continuava apropriada. Tinha de sujeitar-se, assim, a uma exploração que não era maior que dantes, porque isso seria impraticável, mas era agora absolutamente desinteressada do seu destino. Nessas condições, o negro forro, que alcançara de algum modo certo vigor físico, poderia, só por isso, sendo mais apreciado como trabalhador, fixar-se nalguma fazenda, ali podendo viver e reproduzir. O débil, o enfermo, o precocemente envelhecido no trabalho, era simplesmente enxotado como coisa imprestável.

Depois da primeira lei abolicionista –a Lei do Ventre Livre, que liberta o filho da negra escrava–, nas áreas de maior concentração da escravaria, os fazendeiros mandavam abandonar, nas estradas e nas vilas próximas, as crias de suas negras que, já não sendo coisas suas, não se sentiam mais na obrigação de alimentar. Nos anos seguintes à Lei do Ventre Livre (1871), fundaram-se nas vilas e cidades do Estado de São Paulo dezenas de asilos para acolher essas crianças, atiradas fora pelos fazendeiros. Após a abolição, à saída dos negros de trabalho que não mais queriam servir aos antigos senhores, seguiu-se a expulsão dos negros velhos e enfermos das fazendas. Numerosos grupos de negros concentraram-se, então, à entrada das vilas e cidades, nas condições mais precárias. Para escapar a essa liberdade famélica é que começaram a se deixar aliciar para o trabalho sob as condições ditadas pelo latifúndio.

Com o desenvolvimento posterior da economia agrícola de exportação e a superação consequente da auto-suficiência das fazendas, que passaram a concentrar-se nas lavouras comerciais (sobretudo no cultivo do café, do algodão e, depois, no plantio de pastagens artificiais), outros contingentes de trabalhadores e agregados foram expulsos para engrossar a massa da população residual das vilas. Era agora constituída não apenas de negros, mas também de pardos e brancos pobres, confundidos todos como massa dos trabalhadores “livres” do eito, aliciáveis para as fainas que requeressem mão-de-obra. Essa humanidade detritária predominantemente negra e mulata pode ser vista, ainda hoje, junto aos conglomerados urbanos, em todas as áreas do latifúndio, formada por braceiros estacionais, mendigos, biscateiros, domésticas, cegos, aleijados, enfermos, amontoados em casebres miseráveis. Os mais velhos, já desgastados no trabalho agrícola e na vida azarosa, cuidam das crianças, ainda não amadurecidas para nele engajar-se.

(…)

Assim, o alargamento das bases da sociedade, auspiciado pela industrialização, ameaça não romper com a superconcentração da riqueza, do poder e do prestígio monopolizado pelo branco, em virtude da atuação de pautas diferenciadoras só explicadas historicamente, tais como: a emergência recente do negro da condição escrava à de trabalhador livre; uma efetiva condição de inferioridade, produzida pelo tratamento opressivo que o negro suportou por séculos sem nenhuma satisfação compensatória; a manutenção de critérios racialmente discriminatórios que, obstaculizando sua ascensão à simples condição de gente comum, igual a todos os demais, tornou mais difícil para ele obter educação e incorporar-se na força de trabalho dos setores modernizados. As taxas de analfabetismo, de criminalidade e de mortalidade dos negros são, por isso, as mais elevadas, refletindo o fracasso da sociedade brasileira em cumprir, na prática, seu ideal professado de uma democracia racial que integrasse o negro na condição de cidadão indiferenciado dos demais.

Florestan Fernandes assinala que “enquanto não alcançarmos esse objetivo, não teremos uma democracia racial e tampouco uma democracia. Por um paradoxo da história, o negro converteu-se, em nossa era, na pedra de toque da nossa capacidade de forjar nos trópicos esse suporte da civilização moderna”.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Bukowski previu em um poema o isolamento que a internet traria ao ser humano

Morto em 1994, o escritor norte-americano viu apenas o comecinho da era da informação, mas enxergou longe seu lado obscuro.


Do Pijama Surf

Junto com o entusiasmo que a internet provocou ao revolucionar as comunicações contemporâneas, outras perspectivas mais críticas (ou no mínimo céticas) apontaram um peculiar efeito dessa febre que tomava o mundo. Ao mesmo tempo que parecia muito sedutor enviar uma mensagem de um ponto a outro do planeta em questão de segundos, saber imediatamente o que acontecia em lugares antes considerados remotos, enviar e receber informações de todo gênero e espécie (imagens, áudio, vídeos etc.), por outro lado, de forma a princípio imperceptível, surgia um paradoxo: com tantos meios de comunicação ao alcance, o ser humano se mostrava cada vez mais isolado.

Nos últimos anos, esse efeito não se revelou uma quimera catastrofista de alguns agourentos, preocupados com o avanço tecnológico. Pelo contrário. As consequências do uso das redes sociais sobre o estado de espírito do homem já foram fartamente documentadas; outras áreas do conhecimento, como a sociologia e a filosofia, também se debruçaram sobre essa condição contraditória do ser humano contemporâneo, que pode falar com pessoas do mundo inteiro, mas é incapaz de trocar algumas palavras com pessoas com quem cruza no dia a dia; ou que tem acesso a mil fontes de informação, mas parece optar por permanecer na “doce” ignorância.

Entre essas pessoas que souberam duvidar das maravilhas da tecnologia moderna estava o escritor Charles Bukowski, talvez um dos personagens mais controvertidos da literatura estadunidense, mas, como bom poeta, também clarividente, sensível às necessidades autênticas do ser humano e às formas quase sempre equivocadas com que historicamente tentamos satisfazê-las.

Bukowski morreu em 1994, portanto testemunhou apenas o comecinho da era da informação que nos anos seguintes alcançaria seu ápice. Ainda assim teve tempo de escrever o poema this flag not waiting fondly, cujo trecho transcrevemos a seguir, primeiro no original e depois em tradução livre. O livro póstumo em que ele foi publicado, The Continual Condition, de 2009, reuniu alguns de seus poemas inéditos e ainda não foi traduzido no Brasil.

***

now it’s computers and more computers
and soon everybody will have one,
3-year-olds will have computers
and everybody will know everything
about everybody else
long before they meet them.
nobody will want to meet anybody
else ever again
and everybody will be
a recluse
like I am now.

***

hoje tudo são computadores e mais computadores
e logo todo mundo terá um,
as crianças de três anos terão computadores
e todo mundo saberá de tudo
sobre todo mundo
muito antes de se conhecerem.
ninguém vai querer encontrar ninguém
nunca mais novamente
e todo mundo será
um recluso
como eu sou agora.

Adaptado do site Pijama Surf

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A doce vida da abelha cubana: sem agrotóxicos e sem ameaça de extinção

O mel já se tornou o quarto produto agrícola de exportação de Cuba, atrás dos pescados, dos charutos e do rum, e à frente do café e do açúcar.

Da Redação do Socialista Morena


Em janeiro de 2017, o Serviço Americano de Pesca e Fauna Selvagem (USFWS) dos EUA incluiu uma espécie de abelha, Bombus affinis, entre as espécies ameaçadas de extinção. Uma das cinco espécies do país, a população destas abelhas diminuiu 88% desde o ano 2000. O Canadá já havia feito o mesmo com a Bombus affinis em 2010.  Historicamente, esta abelha estava distribuída de forma abundante pelos 28 Estados norte-americanos e em duas províncias canadenses; a partir de 2000 aparece em apenas 13 Estados uma província do Canadá. Outras sete variedades de abelhas de cara amarela oriundas do Havaí já tinham sido incluídas na lista pelas autoridades norte-americanas.

A ameaça a estes insetos preocupa tanto o mundo que a União Europeia convocou no ano passado um congresso internacional de especialistas para discutir a saúde das abelhas. Além de produzir mel, as abelhas atuam como polinizadoras e podem aumentar em cerca de 25% o rendimento das colheitas. Sem abelhas, já se fala até em usar drones para polinizar artificialmente, como no episódio de Black Mirror. Um estudo da agência ambiental norte-americana confirmou a relação entre os agrotóxicos à base de neocotinoides, que estão entre os mais utilizados no mundo, e o desaparecimento das abelhas, já que danificam seu sistema nervoso central. Em abril deste ano, eles foram banidos da União Europeia.

Nada disso acontece em Cuba. Livres de pesticidas, as abelhas da ilha não só não estão ameaçadas de extinção, como o mel orgânico que produzem se tornou o quarto produto agrícola de exportação do país, atrás dos pescados, dos charutos e do rum, e à frente de produtos tradicionais como o café e o açúcar. Graças à ausência de químicos e hormônios na agricultura, o mel cubano é considerado uma iguaria mundo afora e a ilha é saudada como “o paraíso das abelhas e do mel orgânico” pela imprensa internacional. Um frasco com 250 gramas de mel de romerillo, considerado “raro” por proceder de uma flor da família das margaridas típica de Cuba, é vendido por 27 reais na Inglaterra.

“Todo o mel cubano pode ser certificado como orgânico. É um mel com um sabor muito específico, típico; em termos monetários, é um produto altamente valorizado”, disse à Reuters o representante da FAO em Cuba, Theodor Friedrich. Cuba produz atualmente cerca de 8 mil toneladas por ano de mel, e o governo acredita que esta produção pode chegar a 15 mil toneladas anuais. Um programa governamental de apoio à apicultura estabeleceu uma meta de 10 mil toneladas por ano em 2020. Os apicultores, reunidos em cooperativas, revendem tudo à empresa estatal Apicuba, que distribui o produto às duas fábricas autorizadas para processá-lo. Outra estatal, a Cubaexport, é quem vai vender o mel para o mundo.

FIDEL CASTRO VISITA UM PRODUTOR DE MEL. FOTO: APICUBA
Enquanto isso, os cientistas do Centro de Pesquisas Apícolas (Ciapi, na sigla em castelhano) de Cuba desenvolvem subprodutos do mel. Fundado em 1982 e único do gênero na América Latina, o centro anunciou em maio dois novos produtos, o hidromel, um digestivo antioxidante recomendado como vinho de mesa (aqui na Chapada Diamantina também tem) e o Propomáx 5, um antibiótico natural, bactericida e fungicida com propriedades antioxidantes benéfico para doenças cardiovasculares e diabetes. Há ainda o complemento nutricional Panmiel, que estimula o apetite, melhora o funcionamento da próstata e combate a anemia, e outros derivados do própolis.

É tudo uma questão de prioridades: enquanto os EUA se orgulham de ser o maior exportador de armas do mundo e outros países de lucrar bilhões com agrotóxicos, Cuba vai marcando seu caminho como potência mundial em educação, saúde e… mel orgânico.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

PDT, de Ciro, terá Kátia Abreu como candidata a vice

Depois de tentar uma aliança com o PSB, sem sucesso, o candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, escolheu a senadora Kátia Abreu (TO) como candidata a vice-presidente.


De acordo com a Folha de S. Paulo, o anúncio oficial será feito nesta segunda-feira (6), na sede nacional do PDT, em Brasília.

A senadora trocou o MDB pelo PDT em abril, após enfrentar a cúpula da sigla ligada a Michel Temer por sua críticas ao governo. A parlamentar foi uma das que denunciava o golpe de 2016 contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, que aprovou o impeachment sem crime de responsabilidade.

Segundo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, a escolha deveu-se à representatividade da senadora no Centro-Oeste e ao seu perfil combativo.

“Ela é uma mulher de honra e que foi firme contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff”, disse.

Ao aceitar ser candidata a vice na chapa de Ciro, a senadora não disputará o governo de Tocantins.

Do Portal Vermelho, com informações da Folha

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