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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Moro e Lava Jato se contradizem ao tentar desqualificar as matérias do The Intercept

Depois de argumentar de que não haveria anormalidade nos diálogos, ex-juiz passou a questionar a veracidade do material.


Da Redação

Os vazamentos de conversas do então juiz Sérgio Moro com integrantes da força-tarefa da Lava Jato no Paraná em 2017, revelados pelo The Intercept Brasil desde o último dia 9, têm provocado reações contraditórias entre aqueles que são acusados de conluio e perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro (PSL), adotou primeiramente a estratégia de minimizar a relevância das reportagens, sem colocar em xeque a veracidade do material. No dia seguinte aos primeiros vazamentos, o ex-juiz disse que suas falas foram “retiradas de contexto” e que “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”.

Em entrevista ao Estadão, na noite de quinta-feira (13), ele apresentou duas argumentações paralelas. A primeira dá a entender que as mensagens divulgadas pelo The Intercept poderiam ser falsas. "Não posso reconhecer a autenticidade dessas mensagens", disse. "Não sei, por exemplo, como é que atribuíram aquelas mensagens a Moro, de onde que veio isso, esse Moro, da onde que veio o Deltan [Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato no Paraná]".

No entanto, na mesma entrevista, o ex-juiz volta a sustentar a hipótese de que as conversas carecem de contexto e relativiza a importância das mensagens trocadas com integrantes da Lava Jato. "Se os fatos são tão graves como eles dizem que são, até agora não vislumbrei essa gravidade", completa.

O próprio The Intercept Brasil, em sua reportagem mais recente, ressalta essa contradição: uma vez que as mensagens são falsas, como poderiam ter sido "retiradas de contexto"?

No dia seguinte, após cerimônia na Polícia Rodoviária Federal, em Brasília (DF), Moro admite ter indicado ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF), uma pessoa “aparentemente disposta” a falar sobre imóveis relacionados ao ex-presidente Lula. “Eu recebi aquela informação, e aí sim, vamos dizer, foi até um descuido meu, apenas passei pelo aplicativo", confessou.

A hipótese do hacker

Na segunda-feira (10) pós-vazamento, a força-tarefa da Lava Jato emitiu nota na qual diz ter sido alvo de um ataque hacker. Em nenhum momento, o portal The Intercept Brasil disse ter obtido o material por meio de hacker ou profissional com especialidade semelhante. O premiado jornalista Glenn Greenwald lançou mão de um expediente comum no jornalismo, que é garantir que seu informante seja mantido em anonimato.

"[As reportagens foram] Produzidas a partir de arquivos enormes e inéditos — incluindo mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens — enviados por uma fonte anônima", explicaram os editores do portal ao lançar a série.

Apesar da preocupação com a segurança dos procuradores, expressa na nota da força-tarefa, Dallagnol se negou a entregar seu celular para ser periciado pela PF, dificultando o diagnóstico da suposta invasão do aparelho.

O também procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, interlocutor de Moro no vazamento mais recente, optou pela linha argumentativa de questionar a autenticidade do material divulgado pelo The Intercept: "Desconheço completamente as mensagens citadas", disse em nota oficial publicada na noite da última sexta-feira (14).

A versão de Lima entra em choque com a nota da força-tarefa que ele integra: se as reportagens foram baseadas na atuação de um hacker, então o conteúdo seria original – o problema estaria nos meios de obtenção das conversas.

Questionado por internautas sobre a fragilidade da argumentação, Lima voltou a apresentar argumentos conflitantes em uma nova postagem nas redes sociais, às 14h de sábado (15): "Não reconheço qualquer diálogo. Não devemos acreditar no greenwaldismo, nesse esforço de desinformação e difamação. Esse pseudo jornalista deve entregar o meio pelo qual recebeu, se é que recebeu, o material para ser periciado", finalizou.

Na manhã deste domingo (16), o The Intercept Brasil publicou um editorial respondendo às polêmicas e ironizando a hipótese levantada pela Lava Jato e pela Rede Globo. "A grande preocupação dos envolvidos agora, com ajuda da Rede Globo – já que não podem negar seus malfeitos – é com o 'hacker'. E também nunca vimos tantos jornalistas interessados mais em descobrir a fonte de uma informação do que com a informação em si. Nós jamais falamos em hacker. Nós não falamos sobre nossa fonte. Nunca", ressaltam os editores do portal.

Edição: Daniel Giovanaz

sábado, 15 de junho de 2019

As 14 características do homem perfeito

Ilustração baseada no Kama Sutra
Por *Fabio Hernandez

QUE CARACTERÍSTICAS você, homem, deve ter para interessar aquela criatura suave e cruel, delicada e tirânica, sublime e miserável, generosa e avarenta, capaz de nos levar ao céu e logo depois à sarjeta, mas, em duas palavras, irresistível e incomparável, portanto insubstituível — a fêmea?

Bem, você definitivamente não é o primeiro a se formular essa questão tão complexa, nem será o último. Um sábio indiano, Vatsayana, que viveu numa época que não se sabe precisamente, mas que estudiosos chutam em algum ponto entre os séculos IV e VI AC, se deteve na pergunta fundamental, a mãe de todas, da vida de um homem. Ele é o autor, ou pelo menos se imagina que seja, do Kama Sutra, que está longe de ser o manual erótico que muitos pensam que é sem ter lido, depois de ver apenas algumas ilustrações e ouvir de orelha dizerem que é.

Para facilitar a minha vida e a sua, vou colar um trecho da Wikipedia sobre o Kama Sutra e Vatsayana:
“Ao contrário do que muitos pensam, o Kama Sutra não é um manual de sexo, nem um trabalho sagrado ou religioso. Ele também não é, certamente, um texto tântrico. Na abertura de um debate sobre os três objetivos da antiga vida hindu – Darma, Artha e Kamadeva – a finalidade do Vatsyayana é estabelecer kama, ou gozo dos sentidos, no contexto. Assim, Darma (ou vida virtuosa) é o maior objetivo, Artha, o acúmulo de riqueza é a próxima, e Kama é o menor dos três.”

Bem, de volta ao Planeta Terra. Vatsayana, de cujo Kama Sutra recomendo vivamente a leitura, elaborou uma lista de atributos do homem a quem elas entregam o coração, a alma e as demais coisas menos elevadas espiritualmente que, francamente, também interessam a nós. São 14. Aos homens, sugiro que vejam em quantos se enquadram. Caso se dêem bem serão o objeto invejado e admirado de fêmeas.

Se não pontuarem bem, têm uma boa lição de casa, desde que persistentes e, mais que tudo, humildes para reconhecer fraquezas. Às mulheres, recomendo que verifiquem o grau de acerto ou não do velho indiano que investigou os mistérios metafísicos e físicos do amor.

Os homens ideais, segundo ele, são:

1) os versados na ciência do amor;
2) os que têm habilidade para contar histórias;
3) os que conhecem as mulheres desde a infância;
4) os que conquistaram a confiança delas, mulheres;
5) os que lhes enviam presentes;
6) os que falam bem;
7) os que fazem coisas de que elas gostam;
8 ) os que nunca amaram outras mulheres;
9) os que conhecem seus pontos fracos;
10) os que gostam de festas;
11) os liberais;
12) os que são famosos por sua força;
13) os empreendedores e corajosos;
14) os que superam os demais homens em cultura, aparência, boas qualidades e generosidade.

Sobre o Autor:
O cubano Fabio Hernandez é, em sua autodefinição, um "escritor barato".

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Mais livros. Menos armas

Daqui a alguns dias, completamos a marca de 23 escolas inauguradas em 30 dias. Certamente temos o maior programa educacional em execução no país. Isso me faz lembrar que, ano passado, a paquistanesa Malala Yousafzai tornou-se a mais nova jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, aos 17 anos. Ela ficou mundialmente conhecida após ter sido escolhida para um discurso no plenário da ONU em que defendeu o ensino público universal. “Hoje o mundo produz mais armas que livro”, alertou ela.

Reprodução/Internet

*Por Flávio Dino

Como sei que só se desenvolve uma Nação com livros e escolas, desde o início do nosso governo tenho buscado tratar a Educação com a centralidade que merece. Tenho a convicção de que só poderemos melhorar a longo prazo os índices de nosso estado garantindo ensino de qualidade a todos os maranhenses.

Hoje somos reconhecidos como o governo que mais investe em educação, por exemplo pagando o maior salário para professores de 40 e de 20h. Agora, estamos lutando fortemente para que o nosso IDEB no 1º mandato e a prioridade no momento é prosseguir na trajetória ascendente no IDEB. Além do Programa Escola Viva, o Programa Mais IDEB compreende um conjunto de estratégias que geram melhorias no sistema público de educação, capazes de impactar de impactar diretamente a qualidade do processo ensino- aprendizagem.

Com o Prêmio Mais IDEB, o Governo do Maranhão vai conceder bolsas de ensino superior, no valor de R$ 400 a R$ 1.000, para os 10 estudantes com melhor colocação nas provas. Além disso, serão premiados outros dois mil estudantes, professores e gestores, nas escolas que obtiverem melhores resultados.

O principal critério para o prêmio é a pontuação nos Simulados do Ideb. O primeiro ocorrerá esta semana, nos dias 11 e 12 de junho. Outras duas edições ocorrerão ainda este ano. E já começamos todos os sábados a fazer o Aulão do Ideb, em mais de 700 escolas da rede estadual. A cada dia, oferecemos aulas de reforço de Língua Portuguesa e Matemática, que contribuem com a preparação dos estudantes para a prova do Ideb e para o Enem.

Temos investidos em outras iniciativas inovadoras em prol da transformação da educação no Maranhão, por exemplo com o Documento Curricular do Território Maranhense e o Sistema Estadual de Avaliação. Vamos continuar nesse caminho: escolas e livros. Não há obra mais importante, pois obras físicas são perecíveis, enquanto que mudar pessoas tem a marca da eternidade.


*É governador do Maranhão pelo PCdoB

terça-feira, 11 de junho de 2019

Algumas considerações sobre o dossiê do The Intercept

Por Luís Nassif
No GGN


1. É bastante provável que a denúncia de Sérgio Moro, de invasão recente de seu celular por hackers, tenha sido uma armação dele próprio.

Há cerca de duas semanas, o repórter Marcelo Auler já tinha ouvido boatos sobre um mega vazamento dos celulares dos membros da Lava Jato. Os boatos falavam de pânico nas hostes da operaçao. A denúncia de Moro, dias antes da publicação do Intercept, inclusive levantando argumentos de “segurança nacional”, pareceu muito mais uma jogada desesperada para ligar o caso a hackers e impedir sua publicação. Evidentemente que o autor de um vazamento ilegal da conversa de uma presidente da República não teria como invocar argumentos contra o vazamento atual. Por isso a lógica da “segurança nacional” não colou.

2. Instâncias superiores

O material expõe apenas o conteúdo das conversas em grupo.  Chama atenção, no entanto, um diálogo informal entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, sugerindo que o dossiê traz também conversas entre duas pessoas.

Então há possibilidade de se chegar a instâncias superiores que participavam do jogo – dos desembargadores do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), o Ministro Felix Fischer, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e algum Ministro do Supremo Tribunal Federal, em articulações individuais.

Aí se chegaria às armações para impedir o habeas corpus que tiraria Lula da cadeia, as jogadas processuais do TRF4, garantindo a unanimidade nos julgamentos, e até os acertos entre o ainda juiz Sérgio Moro e o grupo de Bolsonaro.

3. As delações premiadas

Outro capítulo cabeludo foram os acertos em torno do milionário mercado das delações premiadas. Uma bomba seria a reconstituição das conversas sobre as tratativas dos procuradores de buscar acordo com Tacla Duran, intermediadas pelo primeiro amigo de Sérgio Moro, Carlos Zucolotto. Ou as conversas envolvendo o advogado Marlus Arns, de estreitas relações com Rosângela Moro, que herdou as ações de Beatriz Cattapreta.

4. As jogadas políticas
Há uma série de episódio óbvios: a manobra para impedir que Lula fosse solto por um HC; o vazamento do vídeo de Antonio Palocci na véspera das eleições; os acertos entre Moro e Bolsonaro para assumir o Ministério. E há a capa da Veja, publicada na véspera das eleições de 2014, que quase inverte o resultado.

5. O contra-ataque
Nos próximos dias, a estratégia dos aliados de Sérgio Moro – incluindo Globo e Estadao – será insistir na apuração do autor dos vazamentos. É quase certo que tentem incluir as investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) nas suspeitas.

É por aí que tentarão construir a contra-narrativa, para reduzir os impactos das revelações do The Intercept.

De qualquer modo, sobram duas dúvidas. A primeira, sobre como o sistema de Jutiça irá tratar de um caso exposto tão amplamente, de manipulação de investigações. A segunda, se Moro ainda é considerado servível pelo sistema.

Provavelmente, o que restará dele serãoas lembranças de um personagem provinciano, alçado ao topo do mundo, mas que jamais passou de um mero instrumento de manipulação política, que se usa, se joga fora.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Intercept Brasil faz revelações demolidoras sobre Lava Jato

O Intercept Brasil publicou um conjunto de reportagens mostrando as discussões internas da força-tarefa da Lava Jato, obtidas do celular do ex-juiz e atual ministro bolsonariano Sérgio Moro.

Sergio Moro orientou Lava Jato
*Por Luiz Felipe Miguel

Elas são demolidoras, não pelo que revelam (uma vez que todos já sabiam), mas pelo que provam: a motivação política e o comportamento antiético de juízes e promotores. Em um país menos indecente, levariam à libertação de Lula, à prisão de Moro e Dallagnol e à queda do governo.

A grande mídia, mesmo aquela que agora quer se mostrar "independente" da extrema-direita, simplesmente não tomou conhecimento das reportagens. É (mais uma) "operação abafa" para salvar o golpe de 2016.

Para quem deseja um resumo, as reportagens mostram:

- que os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre como atuar para impedir a vitória do PT nas eleições, por exemplo impedindo que Lula desse entrevistas à imprensa durante a campanha;

- que Sergio Moro colaborou extensamente, de forma secreta, com os procuradores para ajudar a montar a acusação contra Lula, o que fere a ética e as regras processuais básicas, uma vez que, como juiz, ele seria obrigado a manter imparcialidade, em vez de ajudar a um dos lados (a acusação);

- que mesmo às vésperas da apresentação da denúncia contra Lula, no caso do triplex, eles confessavam internamente que as provas que fundamentaram as acusações eram muito frágeis.

*Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB)

VENEZUELA - Fracasso do golpe acentua racha da oposição a Maduro

Secretário de Estado dos EUA afirmou, segundo áudio vazado, que tentativa de unir opositores é "diabolicamente difícil"


Fania Rodrigues

Depois do fracasso do golpe de estado contra o governo de Nicolás Maduro em 30 de abril, líderes e porta-vozes opositores venezuelanos falam publicamente sobre suas divergências e as disputas no interior dos partidos. Essa semana o cientista político opositor Guillermo Carrasquero criticou a política de sanções econômicas contra a Venezuela, defendida por líderes da oposição.

“Eu não aceito essa política de sanções, não podem matar o povo de fome”. A declaração foi feita durante uma discussão com a apresentadora de televisão venezuelana Carla Angola, declaradamente alinhada ao discurso oposicionista, durante seu programa de televisão em um canal de Miami.

O ex-deputado Julio Borges, do Partido Primeiro Justiça, discordou publicamente do líder opositor Juan Guaidó em relação à decisão do partido deste último e do dirigente Leopoldo López, de negociar com o governo de Nicolás Maduro, em Oslo, na Noruega. "Sou totalmente contra", disse Borges em sua conta do Twitter.

Por sua parte, o ex-candidato à presidência e ex governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, correligionário de Borges, falava sobre as divisões da oposição antes mesmo da tentativa de golpe. Cerca de 10 dias antes, afirmou estar “preocupado com as iniciativas de um grupo que estava estimulando fraturas dentro da coalizão política opositora”. E acusou um setor da oposição de “usar o povo como carne de canhão”.

Além disso, as declarações dos aliados estrangeiros de Juan Guaidó, nessa quinta-feira (6), deixam em evidência que resultou “diabolicamente difícil” para os Estados Unidos manter a oposição venezuelana unida, segundo palavras do secretário de Estado dos EUA, Mikel Pompeo.

O chefe da diplomacia estadunidense reconhece também que a liderança de Guaidó “continua sendo tênue”. As declarações vieram a público por um áudio “vazado” e publicado pelo jornal Washington Post. Pompeo criticou o fato de ter “mais de 40 pessoas” querendo ser o novo líder opositor.

Já o encarregado de assuntos da Venezuela no governo de Donald Trump, Elliott Abrams, afirmou que "a busca por protagonismo em meio a uma situação tão grave é prejudicial". O funcionário disse ainda que os venezuelanos “devem resolver por meio de eleições livres e justas” os problemas de seu país. Além disso, Abrams sugeriu aos deputados chavistas voltar a atuar na Assembleia Nacional de maioria opositora. As afirmações foram feitas em um artigo de opinião publicado pelo jornal Miami Herald.

Os países do grupo de Lima também suavizaram o discurso contra o governo venezuelano, durante uma reunião realizada nessa quinta-feira na Guatemala.  Na declaração final da reunião, os chanceleres defenderam uma “solução pacífica” e que a saída para crise política venezuelana venha dos próprios venezuelanos.

O chanceler peruano Nestor Popolizio revelou que representantes do Grupo de Lima e do Grupo Internacional de Contato, conformado por países europeus, se reuniram em Nova York, na segunda-feira, e as partes concordaram em coordenar diálogos com países, como a Rússia, China, Cuba e Turquia, que apoiam o governo Maduro, para tentar promover uma transição e eleições na Venezuela.

Rússia e China pedem mais diálogo

Os presidentes da China, Xi Jinping, e da  Russa, Vladimir Putin, emitiram uma declaração conjunta, também na quinta, pedindo diálogo político na Venezuela. Os líderes voltaram a rejeitar uma possível intervenção militar para derrubar Maduro.

Antes, o Kremlin e os representantes da China haviam divulgado comunicado conjunto, afirmando: "Acompanhamos de perto o desenvolvimento dos eventos na Venezuela e pedimos a todas as partes que cumpram a Carta das Nações Unidas (ONU), bem como as regras do direito internacional e as relações entre os Estados", dizia o documento.

Putin e Xi Jinping também expressaram sua intenção de continuar realizando consultas sobre a América Latina e fortalecer os contatos e a interação para aprofundar as relações com os países da região.

Edição: João Paulo Soares

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