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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Áustria libera vacinados, mas mantém lockdown

 


Por Beatriz Castro

O governo da Áustria anunciou que a partir do dia 13 de dezembro vai manter o lockdown apenas para as pessoas que ainda não se vacinaram contra o novo coronavírus.

Desde o dia 22 de novembro o país está em confinamento generalizado, com fechamento de bares, restaurantes, atividades culturais e o comércio não essencial. Agora, o país pretende relaxar as medidas para as pessoas já imunizadas ou recém-curadas da doença.

O novo chanceler da Áustria, Karl Nehammer, afirmou que o lockdown para toda a população “tirou um incentivo para a vacinação”. O chefe do governo não descartou a possibilidade de que estados com um grande número de pessoas infectadas pelo vírus mantenham restrições para todos.

Com o relaxamento das regras, apenas a população não vacinada será proibida de não sair de casa por motivos não essenciais..

Reabertura do comércio não essencial na Áustria

Lojas, cinemas e bares serão reabertos e poderão receber pessoas imunizadas ou recém-curadas da Covid. Segundo dados oficiais, a Áustria registrou 4,2 mil casos do novo coronavírus no dia de hoje, distante do pico de quase 16 mil visto em meados de novembro.

Mesmo assim o número de pacientes na UTI, 670, é o maior registrado no ano. O governo já anunciou que tornará a vacinação obrigatória a partir de 1º de fevereiro de 2022 e prepara um projeto de lei com multas de 600 euros (R$ 3,8 mil pela cotação atual) por trimestre para quem não se imunizar.

A obrigatoriedade da vacina não valerá para jovens com menos de 14 anos, mulheres grávidas, pessoas curadas da Covid há menos de 180 dias ou que não possam ser imunizadas.

Via - DCM

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Lampião e o relógio de pulso


Aos 16 dias do mês de dezembro dos idos de 1928, segundo estudiosos do tema Cangaço, aconteceu o memorável registro da passagem de Lampião por terras baianas, mais precisamente, na localidade de Ribeira do Pombal, naquela gloriosa Bahia de todos os santos...

É sabido por apreciadores do tema cangaço, que Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, era um homem dado a vaidade, usava bons perfumes e procurava andar atualizado com as novidades de seu tempo, o cinema foi uma das maravilhas que Lampião conheceu

No registro de Virgulino pela Bahia em Dezembro de 1928, ele é flagrado usando além de suas vestimentas peculiares, um relógio de pulso que aguça a curiosidade de estudiosos.

Qual seria a marca do relógio que Lampião trazia em seu braço? Um Omega Ferradura banhado a ouro? Um Longines 1920? Lanco? Isso talvez nunca iremos saber, no entanto, sabemos que o rei do cangaço se rendeu também a mais essa vaidade, um relógio de pulso a corda, provavelmente de procedência suíça. O registro é atribuído a Alciddes Fraga e sua privilegiada lente.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

“No Brasil, ser mulher é sinônimo de medo”, diz Luciana Santos

 

Luciana Santos é presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco i Foto: Luis Macedo

Em 2020, o Brasil teve, oficialmente, 1.338 casos de assassinatos de mulheres por sua condição de gênero, o que caracteriza o feminicídio.

Por Priscila Lobregatte

No Portal Vermelho

Durante o período marcado pelos 16 Dias de Ativismo pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, a presidenta do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, vem se manifestando sobre questões importantes relativas ao tema, alertando para a necessidade de toda a sociedade estar envolvida no combate à violência de gênero nas mais diferentes esferas. Na terça-feira (30), ela falou, via redes sociais, sobre o feminicídio e violência física.

“No Brasil, ser mulher é sinônimo de medo. O país é o quinto em um ranking global de assassinatos de mulheres. Não podemos normalizar nenhum tipo de violência. A violência física contra a mulher é uma das formas de violência doméstica e familiar, definida, pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340), como qualquer conduta que ofenda a integridade física ou a saúde corporal”, colocou.

No rol de violências listadas na lei estão espancar, atirar objetos, sacudir, apertar os braços; estrangular, sufocar, lesionar com objetos cortantes ou perfurantes, causar ferimentos por queimaduras ou armas de fogo e tortura.

Em 2020, o Brasil teve, oficialmente, 1.338 casos de assassinatos de mulheres por sua condição de gênero, o que caracteriza o feminicídio. Na maioria dos casos, os autores são companheiros e ex-companheiros, o que torna a mulher também vulnerável dentro de seu próprio lar. Em relação a 2019, os números mostram um aumento de 2%, conforme dados obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, uma em cada quatro mulheres afirma ter sofrido algum tipo de violência (física, psicológica ou sexual), o que corresponde a 17 milhões de mulheres. E, segundo dados de dossiê feito pela agência Patrícia Galvão, entre 822 a 1.370 mulheres são estupradas a cada dia no Brasil.

Luciana destacou ainda que “para prevenir e combater as agressões e defender os direitos das mulheres, o acesso à informação, a elevação da consciência e a denúncia são essenciais”.

Muitas vezes, lembrou Luciana, “as vítimas não denunciam seus agressores por envolvimento emocional ou algum tipo de dependência. Por isso, entendemos que, apesar de não ser condição suficiente, a autonomia financeira das mulheres é um pilar muito importante para a emancipação feminina e para que elas consigam romper com o ciclo da violência. Em várias situações, quando a violência física acontece, muitas outras violências – como a moral e a psicológica – já aconteceram. Por isso, é tão importante denunciar logo”.

As denúncias podem ser feitas, em nível nacional, pelo Disque 180. Canais e instrumentos específicos também podem ser encontrados nos níveis municipais e estaduais.

Fonte: Portal PCdoB

sábado, 4 de dezembro de 2021

Avança na Câmara dos Deputados relatório sobre combate a fake news´

 

O texto-base de autoria do deputado Orlando Silva foi aprovado pelo Grupo de Trabalho que volta a se reunir na próxima semana para concluir votação.

No Portal Vermelho

O texto-base do relatório é de autoria do deputado Orlando Silva (Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados).

O Grupo de Trabalho (GT) que analisa proposta de combate às fake news aprovou nesta quarta-feira (1º), por 7 votos a 4, o texto-base do relatório do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 2630/20, do Senado, com mais de 70 apensados. A reunião do colegiado foi encerrada antes da votação dos destaques, que deverão ser apreciados em nova reunião marcada para a próxima semana.

O parecer busca aperfeiçoar a legislação brasileira referente à liberdade, à responsabilidade e à transparência na internet.

As regras previstas no relatório se aplicarão a provedores de redes sociais, ferramentas de busca e de mensagens instantâneas que ofertem serviços ao público brasileiro, inclusive empresas sediadas no exterior, cujo número de usuários registrados no país seja superior a 10 milhões.

Entre as principais modificações em relação ao texto aprovado anteriormente no Senado está a ampliação da abrangência da lei para ferramentas de busca, como Google e Yahoo. Porém, as normas não valerão para as aplicações que se destinem exclusivamente a funcionalidades de comércio eletrônico. O texto também exclui as ferramentas de busca de algumas das regras previstas, como as de moderação de conteúdo.

Foi excluído artigo do texto do Senado prevendo que as empresas deveriam guardar, por três meses, os registros dos envios de mensagens em massa. Por outro lado, deverá ser limitado o encaminhamento de mensagens ou mídias recebidas de outro usuário para múltiplos destinatários. As listas de transmissão só poderão ser encaminhadas e recebidas por pessoas que estejam identificadas nas listas de contatos de remetentes e destinatários.

Conteúdos jornalísticos

Além disso, o grupo de trabalho incluiu dispositivo para que os conteúdos jornalísticos utilizados pelos provedores sejam remunerados. “É lugar comum dizer que desinformação se enfrenta com informação. Se é assim, nós devemos estimular a produção de conteúdos do jornalismo profissional, que é feito com compromisso, ética, especialização, com obrigação de checagem e técnica determinada”, argumentou Orlando Silva.

Publicidade restrita

A proposta ainda proíbe a destinação de recursos públicos para publicidade em sites e contas em redes sociais que promovam discursos violentos destinados ao cometimento de crimes contra o Estado democrático de direito.

A administração pública também não poderá fazer publicidade na internet em locais que promovam discursos de discriminação e incitação à violência contra pessoa ou grupo, especialmente em razão de sua raça, cor, etnia, sexo, gênero, características genéticas, convicções filosóficas ou religiosas, deficiência física, imunológica, sensorial ou mental.

Eleições

O relatório aprovado também classifica como crime promover ou financiar a disseminação em massa de mensagens que contenham fato sabidamente inverídico que cause dano à integridade física das pessoas ou seja capaz de comprometer o processo eleitoral. A pena é de reclusão de 1 a 3 anos e multa.

Nos últimos ajustes feitos ao texto, Orlando Silva colocou em seu relatório que a imunidade parlamentar em relação a opiniões se estende às redes sociais.

Plenário

Após concluir a votação do relatório, o GT entregará a proposta ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A ideia é que o texto seja analisado pelo plenário.

Fonte: Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados com Agência Câmara

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Consórcio diz que Auxílio Brasil excluiu 5,6 milhões de famílias no Nordeste

A organização dos governadores acusa que o cenário indica que o governo brasileiro avança na contramão de políticas que transfiram renda e promovam a redução das desigualdades.

No Portal Vermelho

Pobreza no interior do Nordeste (Foto: Divulgação/Força Sindical)

Em nota, o Consórcio do Nordeste denunciou que o Auxílio Brasil excluiu na região 5,6 milhões de famílias. De acordo com a organização, os que ficaram de fora eram contemplados por três situações: “Beneficiários do Programa Bolsa Família, pessoas com CadÚnico e que não recebiam Bolsa Família e pessoas que tiveram acesso unicamente pelo Aplicativo Caixa.”

O Consórcio ressalta ainda que o problema atingiu todas as regiões brasileiras. No Norte foram excluídas 13.181; na região Centro-oeste, 8.320; na região Sudeste, 50.894; e na região Sul, 18.186.

“Este cenário indica que o governo brasileiro avança na contramão de políticas que transfiram renda e promovam a redução das desigualdades. Assim, nos dirigimos aos parlamentares, prefeitos e governadores da região nordeste e à toda a população nordestina, para lhes demonstrar que o Auxílio Brasil não reduz o quadro de desigualdades e desproteções, aprofundadas com a pandemia”, diz um trevho da nota.

Para reverter essa situação, o Consórcio propõe diálogo com todos os agentes públicos e com a população que sofre com a negação dos seus direitos.

Confira a íntegra do documento:

Nós, Secretários e Secretárias que integramos a Câmara Temática da Assistência Social do Consórcio Nordeste, vimos a público expressar a nossa preocupação e indignação diante da exclusão de beneficiários do Programa Bolsa Família e do Auxílio Emergencial, do direito à renda, com a implantação do Programa Auxílio Brasil.

A pandemia tem aprofundado as desigualdades no Brasil e explicitado as graves consequências sociais advindas do cenário de restrição fiscal, de redução de recursos e de congelamento nas pactuações do SUAS em âmbito nacional. Este cenário exige ampliar direitos sociais, garantindo acesso a serviços e benefícios.

Em seus aspectos operacionais, o Programa Auxílio Brasil traz graves implicações para a gestão pública. Mas é na exclusão da população mais vulnerável, no que se refere ao direito à segurança de renda, e no seu caráter temporário, em consequência da ausência de recursos para o seu financiamento continuado, é onde residem os impactos mais negativos do novo programa. Observa-se que o Auxílio Brasil não garante a manutenção da renda para as 39 milhões de pessoas atendidas pelo Auxílio Emergencial, sendo 12,7 milhões da região nordeste.

Dados do VISDATA, referente ao mês de outubro/2021, indicam que houve exclusão de 5.627.523 beneficiários do Auxilio Emergencial no Nordeste, com a instituição do Programa Auxílio Brasil. Considera-se neste total o somatório de beneficiários das três situações: Beneficiários do Programa Bolsa Família, pessoas com CadÚnico e que não recebiam Bolsa Família e pessoas que tiveram acesso unicamente pelo Aplicativo Caixa.

A meta de expansão anunciada pelo governo federal, e não confirmada, contemplaria apenas a fila dos que esperam por inclusão no Bolsa Família (pessoas que já tinham direito, de acordo com os critérios do programa). No caso do Nordeste, ultrapassa 800 mil famílias. O Auxílio Brasil, além de não atender ao desafio urgente de responder à grave realidade social do país, diante das desigualdades, da fome, da pobreza e da desproteção, intensificada com a pandemia, desconsidera as desigualdades regionais.

O número de famílias do Bolsa família, excluídas pelos critérios do novo Auxílio Brasil é muito preocupante. Observa-se que no Brasil essa exclusão foi de 148.482 famílias, sendo que desse total, 57.901 famílias são da região Nordeste,a mais prejudicada. O Nordeste possui as maiores taxas de desocupação e de pobreza extrema entre as cinco regiões do país, chegando a 16,7% em 2020. Cenário que é desconsiderado pelo governo federal.

Em todas as regiões brasileiras observa-se exclusão de famílias beneficiárias do Bolsa Família: na região Norte foram excluídas 13.181; na região Centro-oeste, 8.320; na região Sudeste, 50.894; e na região Sul, 18.186. O quadro a seguir apresenta esta exclusão, por estado, na região nordeste.

Este cenário indica que o governo brasileiro avança na contramão de políticas que transfiram renda e promovam a redução das desigualdades. Assim, nos dirigimos aos parlamentares, prefeitos e governadores da região nordeste e à toda a população nordestina, para lhes demonstrar que o Auxílio Brasil não reduz o quadro de desigualdades e desproteções, aprofundadas com a pandemia. Nesse contexto de desproteção, é preciso considerar o cenário de maior gravidade social da região Nordeste, com o aumento exponencial da fome e da precarização das condições de trabalho e de vida; a demanda reprimida, inscrita no CadUnico; e o histórico de inserção desigual da população nordestina no Bolsa Família, em relação às demais regiões do país.

É fundamental que tenhamos capacidade política para uma ampla mobilização que reverta o processo de implantação de um programa que desestrutura políticas sociais, reduz a capacidade de gestão interfederativa e não responde às demandas imediatas por proteção social universal que priorize a população mais vulnerável. Defendemos, portanto, que seja realizado um amplo diálogo com todos os agentes públicos e com a população que sofre com a negação dos seus direitos, com vistas a potencializar esforços coletivos pela superação do cenário de crise, com fortalecimento do papel central do Estado Democrático de Direito.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Projeto de privatização dos Correios não será mais votado pelo Senado neste ano

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos disse que a matéria foi retirada a pedido da liderança do governo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Antigo polo escravocrata, Barbados rompe laço colonial britânico e se declara república

 

Sandra Mason é a primeira presidenta da ilha caribenha - Governo de Barbados



Rainha Elizabeth 2ª não é mais a chefe de Estado da nação caribenha, embora país continue na Commonwealth.

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