-APRESENTADO A COMARCA PARA O MUNDO E O MUNDO PARA A COMARCA

TEMOS O APOIO DE INFOMANIA SOLUÇÕES EM INFORMÁTICA Fones 9-9986-1218 - 3432-1208 - AUTO-MECÂNICA IDEAL FONE 3432-1791 - 9-9916-5789 - 9-9853-1862 - NOVA ÓTICA Fone (44) 3432-2305 Cel (44) 9-8817-4769 Av. Londrina, 935 - Nova Londrina/PR - VOCÊ É BONITA? VENHA SER A PRÓXIMA BELA DA SEMANA - Já passaram por aqui: Márjorye Nascimento - KAMILA COSTA - HELOIZA CANDIDO - JAINY SILVA - MARIANY STEFANY - SAMIRA ETTORE CABRAL - CARLA LETICIA - FLAVIA JORDANI - VIVANE RODRIGUES - LETICIA PIVA - GEOVANNA LIMA - NAIELY RAYSSA - BIANCA LIMA - VITÓRIA SOUZA - KAROLAINE SOUZA - JESSICA LAIANE - VIVIANE RODRIGUES - LETICIA LIMA - MILANE SANTOS - CATY SAMPAIO - YSABELY MEGA - LARISSA SANTANA - RAYLLA CHRISTINA - THELMA SANTOS - ALYNE FERNANDES - ALESSA LOPES - JOYCE DOMINGUES - LAIS BARBOSA PARRA - LÉINHA TEIXEIRA - LARISA GABRIELLY - BEATRIZ FERNANDES - ALINE FERNANDA - VIVIANE GONÇALVES - MICAELA CRISTINA - MONICA OLIVEIRA- SUELEN SLAVIERO - ROSIMARA BARBOSA - CAMILA ALVES - LAIZA CARLA SANTOS - IZADORA SOARES - NATHÁLIA TIETZ - AMANDA SANTOS - JAQUELINE ACOSTA - NAJLA ANTONZUK - NATYELI NEVES - LARISSA GARCIA - SUZANA NICOLINI - ANNA FLÁVIA - LUANA MAÍSA - MILENA AMÂNCIO - LAURA SALVATE - IASMYN GOMES - FRANCIELLY KOGLER - LIDIANE TRAVASSOS - PATTY NAYRIANE - ELLYN FONSECA - BEATRIZ MENDONÇA - TAYSA SILVA - MARIELLA PAOLA - MARY FERNANDES - DANIELLE MEIRA - *Thays e Thamirys - ELLEN SOARES - DARLENE SOARES - MILENA RILANI - ISTEFANY GARCIA - ARYY SILVA - ARIANE SILVA - MAYARA TEIXEIRA - MAYARA TAKATA - PAOLA ALVES - MORGANA VIOLIM - MAIQUELE VITALINO - BRENDA PIVA - ESTEFANNY CUSTÓDIO - ELENI FERREIRA - GIOVANA LIMA - GIOVANA NICOLINI - EVELLIN MARIA - LOHAINNE GONÇALVES - FRANCIELE ALMEIDA - LOANA XAVIER - JOSIANE MEDEIROS - GABRIELA CRUZ- KARINA SPOTTI - TÂNIA OLIVEIRA - RENATA LETÍCIA - TALITA FERNANDA - JADE CAROLINA - TAYNÁ MEDEIROS - BEATRIZ FONTES - LETYCIA MEDEIROS - MARYANA FREITAS - THAYLA BUGADÃO NAVARRO - LETÍCIA MENEGUETTI - STEFANI ALVES - CINDEL LIBERATO - RAFA REIS - BEATRYZ PECINI - IZABELLY PECINI - THAIS BARBOSA - MICHELE CECCATTO - JOICE MARIANO - LOREN ZAGATI - GRAISELE BERNUSSO - RAFAELA RAYSSA - LUUH XAVIER - SARAH CRISTINA - YANNA LEAL - LAURA ARAÚJO TROIAN - GIOVANNA MONTEIRO DA SILVA - PRISCILLA MARTINS RIL - GABRIELLA MENEGUETTI JASPER - MARIA HELLOISA VIDAL SAMPAIO - HELOÍSA MONTE - DAYARA GEOVANA - ADRIANA SANTOS - EDILAINE VAZ - THAYS FERNANDA - CAMILA COSTA - JULIANA BONFIM - MILENA LIMA - DYOVANA PEREZ - JULIANA SOUZA - JESSICA BORÉGIO - JHENIFER GARBELINI - DAYARA CALHEIROS - ALINE PEREIRA - ISABELA AGUIRRE - ANDRÉIA PEREIRA - MILLA RUAS - MARIA FERNANDA COCULO - FRANCIELLE OLIVEIRA - DEBORA RIBAS - CIRLENE BARBERO - BIA SLAVIERO - SYNTHIA GEHRING - JULIANE VIEIRA - DUDA MARTINS - GISELI RUAS - DÉBORA BÁLICO - JUUH XAVIER - POLLY SANTOS - BRUNA MODESTO - GIOVANA LIMA - VICTÓRIA RONCHI - THANYA SILVEIRA - ALÉKSIA LAUREN - DHENISY BARBOSA - POLIANA SENSON - LAURA TRIZZ - FRANCIELLY CORDEIRO - LUANA NAVARRO - RHAYRA RODRIGUES - LARISSA PASCHOALLETO - ALLANA BEATRIZ - WANDERLÉIA TEIXEIRA CAMPOS - BRUNA DONATO - VERÔNICA FREITAS - SIBELY MARTELLO - MARCELA PIMENTEL - SILVIA COSTA - JHENIFER TRIZE - LETÍCIA CARLA -FERNANDA MORETTI - DANIELA SILVA - NATY MARTINS - NAYARA RODRIGUES - STEPHANY CALDEIRA - VITÓRIA CEZERINO - TAMIRES FONTES - ARIANE ROSSIN - ARIANNY PATRICIA - SIMONE RAIANE - ALÉXIA ALENCAR - VANESSA SOUZA - DAYANI CRISTINA - TAYNARA VIANNA - PRISCILA GEIZA - PATRÍCIA BUENO - ISABELA ROMAN - RARYSSA EVARISTO - MILEIDE MARTINS - RENATHA SOLOVIOFF - BEATRIZ DOURADO - NATALIA LISBOA - ADRIANA DIAS - SOLANGE FREITAS - LUANA RIBEIRO - YARA ROCHA - IDAMARA IASKIO - CAMILA XAVIER - BIA VIEIRA - JESSICA RODRIGUES - AMANDA GABRIELLI - BARBARA OLIVEIRA - VITORIA NERES - JAQUE SANTOS - KATIA LIMA - ARIELA LIMA - MARIA FERNANDA FRANCISQUETI - LARA E LARISSA RAVÃ MATARUCO - THATY ALVES - RAFAELA VICENTIN - ESTELLA CHIAMULERA - KATHY LOPES - LETICIA CAVALCANTE PISCITELI - VANUSA SANTOS - ROSIANE BARILLE - NATHÁLIA SORRILHA - LILA LOPES - PRISCILA LUKA - SAMARA ALVES - JANIELLY BOTA - ELAINE LEITE CAVALCANTE - INGRID ZAMPOLLO - DEBORA MANGANELLI - MARYHANNE MAZZOTTI - ROSANI GUEDES - JOICE RUMACHELLA - DAIANA DELVECHIO - KAREN GONGORA - FERNANDA HENRIQUE - KAROLAYNE NEVES TOMAS - KAHENA CHIAMULERA - MACLAINE SILVÉRIO BRANDÃO - IRENE MARY - GABRIELLA AZEVEDO - LUANA TALARICO - LARISSA TALARICO - ISA MARIANO - LEIDIANE CARDOSO - TAMIRES MONÇÃO - ALANA ISABEL - THALIA COSTA - ISABELLA PATRICIO - VICTHORIA AMARAL - BRUNA LIMA - ROSIANE SANTOS - LUANA STEINER - SIMONE OLIVEIRA CUSTÓDIO - MARIELLE DE SÁ - GISLAINE REGINA - DÉBORA ALMEIDA - KIMBERLY SANTOS - ISADORA BORGHI - JULIANA GESLIN - BRUNA SOARES - POLIANA PAZ BALIEIRO - GABRIELA ALVES - MAYME SLAVIERO - GABRIELA GEHRING - LUANA ANTUNES - KETELEN DAIANA - PAOLLA NOGUEIRA - POLIANY FERREIRA DOS ANOS - LUANA DE MORAES - EDILAINE TORRES - DANIELI SCOTTA - JORDANA HADDAD - WINY GONSALVES - THAÍSLA NEVES - ÉRICA LIMA CABRAL - ALEXIA BECKER - RAFAELA MANGANELLI - CAROL LUCENA - KLAU PALAGANO - ELISANDRA TORRES - WALLINA MAIA - JOYCE SAMARA - BIANCA GARCIA - SUELEN CAROLINE - DANIELLE MANGANELLI - FERNANDA HARUE - YARA ALMEIDA - MAYARA FREITAS - PRISCILLA PALMA - LAHOANA MOARAES - FHYAMA REIS - KAMILA PASQUINI - SANDY RIBEIRO - MAPHOLE MENENGOLO - TAYNARA GABELINI - DEBORA MARRETA - JESSICA LAIANE - BEATRIS LOUREIRO - RAFA GEHRING - JOCASTA THAIS - AMANDA BIA - VIVIAN BUBLITZ - THAIS BOITO - SAMIA LOPES - BRUNA PALMA - ALINE MILLER - CLEMER COSTA - LUIZA DANIARA – ANA CLAUDIA PICHITELLI – CAMILA BISSONI – ERICA SANTANA - KAROL SOARES - NATALIA CECOTE - MAYARA DOURADO - LUANA COSTA - ANA LUIZA VEIT - CRIS LAZARINI - LARISSA SORRILHA - ROBERTA CARMO - IULY MOTA - KAMILA ALVES - LOISLENE CRISTINA - THAIS THAINÁ - PAMELA LOPES - ISABELI ROSINSKI - GABRIELA SLAVIERO - LIARA CAIRES - FLÁVIA OLIVEIRA - GRAZI MOREIRA - JESSICA SABRINNI - RENATA SILVA -SABRINA SCHERER - AMANDA NATALIÊ - JESSICA LAVRATE - ANA PAULA WESTERKAMP- RENATA DANIELI - GISELLY RUIZ - ENDIARA RIZZO - *DAIANY E DHENISY BARBOSA - KETLY MILLENA - MICHELLE ENUMO - ISADORA GIMENES - GABRIELA DARIENSO - MILENA PILEGI - TAMIRES ONISHI - EVELIN FEROLDI - ELISANGELA SILVA - PAULA FONTANA CAVAZIM - ANNE DAL PRÁ - POLLIANA OGIBOWISKI - CAMILA MELLO - PATRICIA LAURENTINO - FLOR CAPELOSSI - TAMIRES PICCOLI - KATIELLY DA MATTA - BIANCA DONATO - CATIELE XAVIER - JACKELINE MARQUES - CAROL MAZZOTTI - DANDHARA JORDANA - BRENDA GREGÓRIO - DUDA LOPES - MILENA GUILHEN - MAYARA GREGÓRIO - BRUNA BOITO - BETHÂNIA PEREIRA - ARIELLI SCARPINI - CAROL VAZ - GISELY TIEMY -THAIS BISSONI - MARIANA OLIVEIRA - GABRIELA BOITO - LEYLLA NASCIMENTO - JULIANA LUCENA- KRISTAL ZILIO - RAFAELA HERRERA - THAYANA CRISTINA VAZ - TATIANE MONGELESKI - NAYARA KIMURA - HEGILLY CORREIA MIILLER - FRANCIELI DE SANTI - PAULA MARUCHI FÁVERO - THAÍS CAROLINY - IASMIM PAIVA - ALYNE SLAVIERO - ISABELLA MELQUÍADES - ISABELA PICOLLI - AMANDA MENDES - LARISSA RAYRA - FERNANDA BOITO - EMILLY IZA - BIA MAZZOTTI - LETICIA PAIVA - PAOLA SLAVIERO - DAIANA PISCITELLE - ANGELINA BOITO - TALITA SANTOS Estamos ha 07 anos no ar - Mais de 700 acessos por dia, mais de um milhão de visualizações - http://mateusbrandodesouza.blogspot.com.br/- Obrigado por estar aqui, continue com a gente

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Marina, você se pintou?


Por: Maurício Abdalla
Professor de filosofia da UFES

 Marina, morena Marina, você se pintou diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o grito da Terra e o grito dos pobres, como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar.
Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as famiglias que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. Azul tucano. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais. Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a vitória da Marina. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
Marina, você faça tudo, mas faça o favor: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você tanto faz. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu.

Texto indicado por meu amigo e irmão Marquinhos Diet.

Pedro Bial - "Serra fujão"

Nem só de bigbrother se resume o Jornalista Pedro Bial, confira a sua opinião sobre o presidenciável José Serra:



"O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que “um filho seu não foge à luta”. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da ...desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, “colocaram o rabinho entre as pernas” e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena. Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa. Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora. Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes!"

Pedro Bial, jornalista.*

Somos todos palhaços Titirica.

Estão querendo cassar, antes mesmo de ser empossado, o palhaço Tiririca, cuja única frase pronunciada no programa eleitoral, lhe grangeou tanta popularidade. Mas não querem cassar Tiririca por isso, nem por suspeita de analfabetismo. Querem cassa-lo por ter obtido um milhão e trezentos mil votos.
Ora, a pretendida questão do analfabetismo já tinha sido afastada em 19 de agosto, quando terminou o prazo para impugnação de sua candidatura. Se houve erro, foi do Tribunal Eleitoral, não do  povo. Toda candidatura apresentada passa por um exame e existe um prazo para exames de vícios de procedimento ou razões impedindo sua validade. Passado esse prazo, o processo de registro transita em julgado e a candidatura é considerada válida, de maneira definitiva.
Se a justiça eleitoral reabrir o processo de registro de Tiririca estará desrespeitando suas próprias leis e infrigindo uma norma básica de Direito, segundo a qual depois de transitada em julgado, uma questão não poder ser reaberta. E mais que isso, se estará colocando em questão a própria essência da democracia ao se deixar de validar os votos do mais votado deputado federal.
Hoje será o Tiririca por um pretendido analfabetismo, amanhã um candidato sem curso primário e, mais além, um presidente por não ter feito universidade. As eleições têm regras, que devem ser respeitadas e não podem mais ser revistas depois de realizado o pleito. Isso é um princípio fundamental, quebrá-lo corresponde ao risco de se colocar em perigo a própria democracia.
Na verdade, uma ilegal impugnação da candidatura de Tiririca a posteriori irá significar que o Tribunal Eleitoral poderá começar a arguir sobre a conveniência ou não de se reconhecer a vitória de certos candidatos. Uns por suspeita de serem incultos ou analfabetos e outros poderão ser pós-impugnados por questões políticopartidária, porém em qualquer caso será o fim da democracia popular, colocando-se no seu lugar uma plutocracia.
Só poderão ser eleitos os bem vestidos, engravatos e com diplomas diversos, não os representantes de trabalhadores, de gente comum, os incultos que nunca lêem jornal, no máximo a Bíblia, ou seja, uma grande maioria da população brasileira, marginalizada culturalmente, há 500 anos, por essa mesma elite.
Por isso, tão logo soube da iniciativa de um promotor da justiça eleitoral de tentar impugnar a estrondosa eleição de Tiririca, decidi apoiar o palhaço, assinar abaixo-assinados em seu favor, e mesmo participar de manifestações públicas se for o caso. Não conheço, nunca vi Tiririca mas considero a pretendida rejeição dos seus votos uma ameaça à democracia.
É aviltante a intenção de se ignorar os votos de um milhão e trezentas mil pessoas. Uma democracia se faz com os votos livres do povo. O povo pode votar em quem bem entender, a partir do momento que lhe foi reconhecido o direito democrático de votar. Questionar votos já manifestados. Querer se assumir a tutela do voto popular é questionar a democracia e o caso Tiririca, poderá ser o perigoso precedente para se retirar novamente do povo o direito de escolher seus representantes.
É moeda corrente aquele velho ditado « cada povo tem o governo que merece », porém ruim ou bom, esse merecido governo emana do povo. A democracia é um longo aprendizado e nela não se exclui o voto de protesto. Tiririca é o voto de protesto contra tantos deputados corruptos, mas se inscreve dentro da democracia. Neste momento, ele é o deputado mais representativo de todos eleitos no 3 de outubro.
Fantasiado ou não, com ou sem nariz de cera vermelho, com suas irônicas e cortantes frases, transformando em piada e humorismo a corrupção, a desconfiança e a desorientação de tantos brasileiros, ele se tornou, com a caução dos votos, no mais autêntico de nossos deputados. Só sua presença, em Brasília, servirá para ridicularizar e desmascarar muitos farsantes, sem precisar leitura de discursos ou grande projetos.Quando o povo vota em Cacarecos, macacos Simão ou no palhaço Tiririca está enviando uma mensagem aos políticos, demonstrando seu descontentamento, é para se levar a sério, não para se rejeitar com arrogância de sabidões que menosprezam a incultura popular.
Impugnar Tiririca valerá como menosprezo ao povo que, já no dia 3, foi tratado de palhaço com a confusão criada em torno do título de eleitor. Essa mudança de regra, invalidando o próprio título de eleitor, deveria ter sido aplicada apenas nas outras próximas eleições, porém o objetivo era o de se impedir a eleição da candidata do também « ignorantão » presidente, sem diplomas e títulos universitários.
Há algo de podre entre os responsáveis pelas regras eleitorais. Sente-se no ar o cheiro das flatuências dos que engordam com a rapina e tramam contra o povo.
As leis só se aplicam contra o povo, enquanto os graúdos de sempre escapam protegidos por recursos e postulados do STF. Pune-se por suspeita de analfabetismo mas não por corrupção.
Qual será o próximo golpe que a « justiça » prepara para o dia 31? Tirar o direito de voto aos eleitores semialfabetizados ou que ganhem menos do salário mínimo ? Impugnar os votos dos beneficiados com bolsa família ? Criar um novo sistema eleitoral, inspirado nos EUA, em que, para valer, o voto do povo tem de ser ratificado pela elite? Retomar a experiência do apartheid sulafricano e deixar votar só quem pertence à elite ? Impedir votar em quem tem ficha no Dops ou lutou contra a ditadura militar? Pelo jeito vale tudo e novas surpresas teremos até o 31 de outubro.
Protestamos porque falta pouco para nós todos virarmos palhaços Tiririca.

Por Rui Martins - de Genebra.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vamos discutir o Brasil


Qual a melhor forma de se vencer um debate sem precisar debate? Já disse aqui, que a melhor forma é desqualificar o seu oponente, difamá-lo e assim, evitar que ele seja ouvido. Nesta campanha eleitoral, e-mails contento os mais variados tipos de absurdos, têm feito bem este papel.





Vamos decidir quem será o próximo presidente do país e o que estamos debatendo? Nada. Mais do que um plebiscito para dizer qual governo foi melhor, se Lula ou FHC; mais do que uma disputa para saber quem é menos corrupto, se o PT ou o PSDB; mais do que uma corrida para ver quem é mais “cristão”, se Dilma ou Serra, o que devemos discutir mesmo é qual o “modelo de Estado” que os dois grupos políticos propõe. Isso é o fundamental nesta eleição e nos remete à uma discussão ideológica.

Para o grupo ligado à José Serra (PSDB, DEMOcratas), o Estado deve ser mínimo, ou seja, o Estado deve intervir o mínimo possível na sociedade. Estas pessoas, muito ligadas ao modelo “neoliberal”, entendem que a sociedade deve se auto-regular, a partir da competição, do “que vença o melhor, o mais preparado”, em defesa do individualismo. Para este grupo, o Estado não deve ter empresas, estradas, escolas ou universidades, mas apenas, “regulamentar a livre iniciativa”. Em outras palavras, trata-se do ideal de “salve-se quem puder”. Por exemplo, o governo FHC não criou nenhuma nova universidade pública, vendeu empresas, tentou vender a Petrobrás, privatizou rodovias, etc. Serra fez a mesma coisa no governo de São Paulo. Dizem que querem esperar o “bolo crescer” para depois cortá-lo.

Para o grupo ligado à Dilma Rousseff (PT, PMDB), o Estado deve ser máximo, ou seja, o Estado deve intervir o máximo possível na sociedade. Estas pessoas entendem que o Estado deve intervir na economia, regulando a “livre iniciativa”, e diminuindo a competição exacerbada, isto é, em favor do coletivismo e da solidariedade. Para este grupo, o Estado deve ter empresas para competir no mercado e poder baixar os preços, deve ter rodovias públicas, universidades e escolas públicas, garantindo a todos os cidadãos, melhores condições de vida e informação e não apenas àqueles que podem pagar por isso. Por exemplo, no governo Lula foram criadas quatorze novas universidades públicas, a Petrobrás foi reforçada, rodovias receberam investimentos, pobres têm pelo menos o que comer, etc. Aqui, querem “cortar o bolo” enquanto ele cresce.

Você eleitor, pode escolher entre estes dois modelos de Estado que simplifiquei aqui. Na democracia somos livres para isso. No entanto, não é justo sair por aí dizendo que tal ou qual candidato é isso ou aquilo e que este é o motivo para você votar ou não. Escolha entre um dos dois modelos. Eu tenho uma clara preferência pelo “Estado máximo” que possa tornar as condições de vida da população mais igualitárias, diminuindo a miséria e com isso gerar menos desigualdade social e por conseqüência, menos violência. O grupo ligado à candidatura de José Serra não quer que este debate venha à tona.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História pela UEM.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O eterno embate das ideologias.

“Os homens procuram construir ou transformar o mundo segundo suas convicções”. A História é testemunha dessa verdade, desde a Antiguidade, homens, mulheres e instituições, conseguiram através de suas ideias influenciar de alguma maneira a sociedade as quais pertenciam.

O jovem Alexandre o grande, um líder com ambiciosas pretensões políticas acreditava piamente que o modo de vida grego seria essencial para o desenvolvimento da civilização mundial. Não foi atoa que estendeu seus domínios desde a sua Macedônia até a Índia e ao longo de sua caminhada compartilhou essa ideia aos diferentes povos que lhe era apresentado.

Séculos mais tarde Roma, qualificou os povos não romanos como bárbaros, isto é, com costumes e modos de vida diferentes, portanto qualificado como inferior ao tipo de vida que a sociedade romana poderia oferecer.

Com o advento ainda na Antiguidade e durante toda a Idade Média, o Cristianismo a partir da moral do Evangelho procurou corrigir os erros da sociedade pagã romana e moldar a Europa segundo suas verdades e valores deixando marcas importantes no mundo ocidental.

É claro que em meio desse processo de construção nem tudo foi perfeito, erros foram cometidos, imperfeições que serviram para despertar em muitos, novamente, o desejo de reconstruir a sociedade partir de novos valores. O iluminismo, a Reforma Protestante e as Revoluções Burguesas foram exemplos de que o velho catolicismo falhou em meio de seu processo de transformação social.

O mundo a partir de então se transforma radicalmente, a religião é quase que banida da vida política, social e econômica, e sede espaço ao pensamento laico ou secular. Desde então essa nova ideologia vem transformando de forma drástica a humanidade, apesar de sofrer resistência por parte dos conservadores.

A política serve de palco para observarmos essa luta pela hegemonia e liderança das diversas ideologias que procuram através do controle do Estado colocar em prática as propostas que segundo seu corpo ideológico podem contribuir de forma positiva com o fim dos problemas que a humanidade enfrenta. O Brasil neste momento tem o privilégio de observar esse conflito ideológico que está sendo explícito no decorrer do período eleitoral.

Diversos partidos políticos, e as mais variadas instituições civis e religiosas, procuram neste momento apresentar suas propostas a fim de convencer a maioria da população de que sua visão de mundo pode transformar nossa realidade que hoje convive com a gritante desigualdade social, com a negligência estatal em garantir os direitos básicos legitimados pela Constituição de 1988 a todo cidadão, e com o caos social gerado a partir dessas deficiências.

Graças à democracia e a liberdade do livre pensamento, que podemos através da discussão e da reflexão julgarmos quais são os projetos e as ideias que são realmente capazes de resolver os problemas que nasceram dos erros cometidos ao longo da história pelos diversos líderes e representantes das mais variadas correntes de pensamento que até hoje lutam para se manter ou recuperar sua hegemonia. O voto, portanto, deve ser fruto de todo um processo, onde a análise, a reflexão e a discussão sejam responsáveis pela escolha que livremente faremos a fim de traçar novos rumos ao Brasil.

Texto de: Lincoln Brito dos Santos, professor graduado em história pela FAFIPA.



Romance Sonâmbulo.


Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar
e o cavalo na montanha.
Com a sombra pela cintura
ela sonha na varanda,
verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Verde que te quero verde.
Por sob a lua gitana,
as coisas estão mirando-a
e ela não pode mirá-las.

Verde que te quero verde.
Grandes estrelas de escarcha
nascem com o peixe de sombra
que rasga o caminho da alva.
A figueira raspa o vento
a lixá-lo com as ramas,
e o monte, gato selvagem,
eriça as piteiras ásperas.

Mas quem virá? E por onde?...
Ela fica na varanda,
verde carne, tranças verdes,
ela sonha na água amarga.
— Compadre, dou meu cavalo
em troca de sua casa,
o arreio por seu espelho,
a faca por sua manta.
Compadre, venho sangrando
desde as passagens de Cabra.
— Se pudesse, meu mocinho,
esse negócio eu fechava.
No entanto eu já não sou eu,
nem a casa é minha casa.
— Compadre, quero morrer
com decência, em minha cama.
De ferro, se for possível,
e com lençóis de cambraia.
Não vês que enorme ferida
vai de meu peito à garganta?
— Trezentas rosas morenas
traz tua camisa branca.
Ressuma teu sangue e cheira
em redor de tua faixa.
No entanto eu já não sou eu,
nem a casa é minha casa.
— Que eu possa subir ao menos
até às altas varandas.
Que eu possa subir! que o possa
até às verdes varandas.
As balaustradas da lua
por onde retumba a água.

Já sobem os dois compadres
até às altas varandas.
Deixando um rastro de sangue.
Deixando um rastro de lágrimas.
Tremiam pelos telhados
pequenos faróis de lata.
Mil pandeiros de cristal
feriam a madrugada.

Verde que te quero verde,
verde vento, verdes ramas.
Os dois compadres subiram.
O vasto vento deixava
na boca um gosto esquisito
de menta, fel e alfavaca.
— Que é dela, compadre, dize-me
que é de tua filha amarga?
— Quantas vezes te esperou!
Quantas vezes te esperara,
rosto fresco, negras tranças,
aqui na verde varanda!

Sobre a face da cisterna
balançava-se a gitana.
Verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Ponta gelada de lua
sustenta-a por cima da água.
A noite se fez tão íntima
como uma pequena praça.
Lá fora, à porta, golpeando,
guardas-civis na cachaça.
Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar.
E o cavalo na montanha.

Federico Garcia Lorca


(A Gloria Giner e a


Fernando de los Rios)


Federico Garcia Lorca nasceu na região de Granada, na Espanha, em 05 de junho de 1898, e faleceu nos arredores de Granada no dia 19 de agosto de 1936, assassinado pelos "Nacionalistas". Nessa ocasião o general Franco dava início à guerra civil espanhola. Apesar de nunca ter sido comunista - apenas um socialista convicto que havia tomado posição a favor da República - Lorca, então com 38 anos, foi preso por um deputado católico direitista que justificou sua prisão sob a alegação de que ele era "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver." Avesso à violência, o poeta, como homossexual que era, sabia muito bem o quanto era doloroso sentir-se ameaçado e perseguido. Nessa época, suas peças teatrais "A casa de Bernarda Alba", "Yerma", "Bodas de sangue", "Dona Rosita, a solteira" e outras, eram encenadas com sucesso. Sua execução, com um tiro na nuca, teve repercussão mundial.

A poesia acima foi extraída de sua "
Antologia Poética", Editora Leitura S. A. - Rio de Janeiro, 1966, pág. 53, tradução e seleção de Afonso Felix de Sousa.


Fonte: http://www.releituras.com/fglorca_sonambulo.asp

No mais, vocês entenderam a mensagem subliminar do poema?


Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Epístola aos companheiros

O perigo está em derredor, não podemos fechar os olhos quanto à ameaça iminente que coloca em risco as conquistas obtidas e que custaram à vida dos muitos militantes que tombaram na luta pela democracia. Não podemos jogar no lixo os preciosos ganhos que nasceram da luta renhida contra a opressão e o descaso, os ganhos especialmente obtidos nos dois últimos quadriênios de uma administração que buscou dignificar uma massa populacional nunca antes assistida pelos antecessores que tiveram o exercício do poder.

Obviamente que há muita coisa a ser feita, nos é exigido ainda um trabalho árduo para desfrutarmos de algo ainda longe de uma plenitude, mas também, é evidente que seguimos em frente importantes passos rumo ao porto seguro onde a distribuição de rendas qualificou a vida de tantos brasileiros de tantas famílias em um Brasil que outrora fora sempre massacrado pelos desgovernos, pelos interesses das classes dominantes e exclusivistas.

Está claro que abrimos mão de pontos estratégicos do nosso discurso originário, mas é também importante considerar que se assim não fosse, sequer o mínimo do que foi feito seria possível acontecer. Não nos igualemos aos insensatos que não reconhecem os progressos adquiridos desde que nossa sigla chegou ao comando da nação, estes, não admitem as diferenças favoráveis aos desvalidos quando comparadas aos que nos antecederam, as diferenças, estão externadas na aprovação de todos aqueles que saíram do lodo fétido do abandono a que estavam destinados em tempos anteriores.

Estamos correndo o risco do retrocesso, e é importante que desperte em cada um de nós o espírito da militância para o combate contra o monstro que ameaça a dignidade de nossa gente, que caia por terra o levante oponente, exclusivista e elitizado. É importante aclararmos as benesses surgidas nos últimos anos em que estivemos responsáveis pelo destino da nação, pois de fato nunca na história deste país e em outros governos os pobres tornaram-se menos pobres como agora.

Não fosse nossa política em favor dos excluídos, milhares de brasileiros teriam morrido de desnutrição, não fosse nossa maneira de criar viabilizações, muitos profissionais com formação superior sequer teriam entrado nos pátios das faculdades, não fosse ainda nossa política voltada às agruras da população pobre, muitos brasileiros não teriam a honra de um teto para morar.

Há, porém aqueles que jamais aceitaram a idéia de que as riquezas deste país fossem divididas com os pobres e são estes que tentam a qualquer medida impedir que continuemos nossa caminhada em prol da dignidade humana.

Ainda temos tempo, não podemos esperar que a própria sorte nos livre do retrocesso, porém que sejamos combatentes ácidos na luta interminável contra a opressão, a coação e a exclusão social.

Que cada um de nós os conscientes e favoráveis ao bem comum, consigamos impedir que morra em nossos corações e nos corações de nossa gente a semente da esperança de dias cada vez melhores.
Que a real esperança oficializada nos pleitos de 2002, continue vencendo o medo inventado por aqueles que são adversos ao bem comum da nação.
Ergamos nossas cabeças e vamos ao combate das injúrias, das difamações e de tudo aquilo que deprecie e hostilize os que buscam favorecer as classes dominadas e oprimidas.
E aos que acham que a caminhada foi lenta, que considerem o valor da caminhada, pois de qualquer forma caminhamos e é para frente que se anda.

Não devemos retroceder um único passo, não podemos de forma alguma deixar que floresça a ameaça que nos fará voltar ao ponto de partida.

A luta é interminável, ela sempre continua companheiros.

Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...