quarta-feira, 21 de março de 2012
CANÇÃO DE OUTONO
Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
21 de Março, dia Internacional da Síndrome de Down
Por THAÍS SABINO
Rosto típico, dificuldade para falar e aprender. No passado, por volta de 1947, estes traços indicavam uma vida curta, entre 12 e 15 anos. O diagnóstico da Síndrome de Down - uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21 - era muito mais aflitivo do que é hoje para os pais. Atualmente, a expectativa de portadores da alteração genética está entre 60 e 70 anos, de acordo com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Nesta quarta-feira (21), é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.
Ao mesmo tempo, os casos se tornam cada vez mais frequentes, afirmou a fisioterapeuta pediátrica especialista no desenvolvimento de portadores da Síndrome de Down, Fernanda Davi. "Estão mais comuns, pois as mulheres têm filhos cada vez mais tarde, acima dos 35 anos", justificou. De acordo com a Fundação Síndrome de Down, há maior probabilidade da ocorrência do problema em relação à idade materna, quanto mais idade a mulher tiver, mais risco de a Síndrome de Down se manifestar.
Exames podem diagnosticar a alteração genética ainda no período de gestação, mesmo assim, existem casos em que a Síndrome de Down é descoberta apenas ao nascimento do bebê. "Assim que a criança sai do hospital, já começamos o tratamento", disse Fernanda. Com acompanhamento de um fisioterapeuta e de um fonoaudiólogo o portador pode andar, falar e frequentar uma escola normalmente, disse a fisioterapeuta.
O principal problema apresentado pela criança com SD é a falta de tônus muscular. "Eles são mais moles", disse Fernanda. Esta carência interfere nas habilidades motoras, por isso, exercícios de fisioterapia e fonoaudiologia são importantes para o paciente andar e falar como uma criança normal. "Aos dois anos e meio, três, eles já conseguem fazer tudo, andar, correr, se equilibrar em um pé só", descreveu Fernanda sobre a evolução dos pacientes.
O tratamento usado pela fisioterapeuta é o Cuevas Medek Exercise (CME), que desenvolve movimentos como segurar o pescoço, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em pé, andar e correr, segundo Fernanda. "Primeiro eu gero o desequilíbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o equilíbrio do próprio corpo. Com apenas algumas caixas e pedaços de madeira, eu monto um cenário no qual as crianças brincam ao mesmo tempo em que vão se desenvolvendo", explicou.
Características
Achatamento da parte de trás da cabeça, dobras nos cantos internos dos olhos, ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca pequena, mãos e pés pequenos, rosto redondo, cabelos lisos, pescoço curto, flacidez muscular, prega palmar única e pele na nuca em excesso são as características físicas usualmente apresentadas por pessoas com Síndrome de Down.
As pessoas com a diferença genética têm tendência à obesidade, cardiopatias, hipotireoidismo, problemas renais e alteração dos glóbulos brancos no sangue. A dificuldade de cognição também é comum, porém, apesar de levar mais tempo que uma pessoa normal, quem tem Síndrome de Down é perfeitamente capaz de aprender e absorver conhecimento sobre diversas áreas, afirmou Fernanda.
Segundo a psicóloga Juliana Siqueira Baida, do Serviço de Formação e Inserção ao Mercado de Trabalho da Fundação Síndrome de Down, "todos conseguem se desenvolver profissionalmente. As maiores dificuldades apresentadas são nas relações interpessoais, devido às barreiras impostas pela sociedade e muitas vezes pela equipe de trabalho", disse ela. Outro ponto, é o relacionamento de casal entre pessoas com Síndrome de Down. "Eles exprimem a sexualidade de forma inadequada devido à constante repressão", afirmou Juliana.
Papel de mãe
"Como eu já tinha passado por um parto normal, cheguei ao hospital e me falaram que seria bem rápido, porque seria parto normal de novo. Começou a demorar demais. Depois de seis horas ele nasceu. Quando ele saiu, virou uma bolinha, todo mole, minha outra filha já saiu durinha, totalmente diferente. Olhei nos olhinhos dele e percebi na hora". O relato é de Renata Camargo, mãe de Guilherme, 1 ano e 11 meses, que apesar de não apresentar qualquer alteração nos exames durante a gestação, nasceu com Síndrome de Down.
"Vem aquele sentimento de desespero, de que não quer acreditar. Me perguntava como iria ser e como iria contar para as pessoas. Mas quando peguei ele nos braços, senti o mesmo amor que tenho pela minha filha", contou Renata. Ela confessou que foi difícil evitar questionamentos dos motivos que levaram aquilo a acontecer com ela mas, passado um tempo, Renata decidiu parar de sofrer, cuidar de Guilherme e dar todo amor possível a ele.
Encantada pelo avanço do filho com os tratamentos de fisioterapia, ela disse que em um mês ele "subiu dois degraus". Guilherme começou a andar há cerca de três meses e só frequenta as sessões fisioterapêuticas para aperfeiçoar o que já sabe. "Ele está subindo rampas e escadas", disse. Sobre o desafio de aceitar um filho com Síndrome de Dawn, Renata questionou: "se uma pessoa tem um filho completamente normal e acontece alguma coisa que o deixe com algum problema, ela deixará de amá-lo?".
21 de Março - Dia Internacional de luta contra a discriminação racial
"Hoje é o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. Tem coisa mais inaceitável que a discriminação nos tempos em que vivemos?! Pelo mundo todo se repetem absurdos relacionados a isso. Não só em relação racial, devemos lembrar que independente de religiões, cores, idades e sexo, o sangue que corre em nossas veias tem a cor vermelha para todos. Não há nada mais deficiente que o preconceito e nada mais eficiente para curá-lo que o amor. Por fim mais uma das famosas e certeiras frases do Grande Bob Marley: "Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra." Que dia 21 de março não seja mais um dia comum, que sentimentos e caráter sejam mais importantes que as diferenças".
(Por Gabriel Palma)
Região Noroeste do PR terá mais 17 agências da Caixa Econômica Federal até 2013
Com o desenvolvimento da região Noroeste, os pequenos municípios e cidades polos, já demandam da necessidade de novas agências bancárias. Observando isso, o deputado federal Zeca Dirceu (PT- PR), desde 2011, vem formalizando pedidos à Presidência da Caixa Econômica Federal (CEF) para a expansão de novas agências, na região.
Com a reinauguração da CEF, em Cruzeiro do Oeste, nesta semana, e a presença do superintendente da região Noroeste da CEF, Roberto Luiz Bachmann, foi anunciado que oito novas agências serão inauguradas ainda este ano e há previsão de outras nove em 2013, na região.
A Caixa Econômica Federal, em seu plano de expansão de agências pretende abrir cerca de três mil novas estruturas bancárias até 2015, em todo o país.
Segundo o superintendente da CEF, Roberto Luiz Bachmann, a próxima agência a ser inaugurada, na região Noroeste, será em Engenheiro Beltrão. “A Caixa inaugurará uma nova agência, em abril, no município de Engenheiro Beltrão, as demais agências serão divulgadas conforme suas inaugurações”, explicou o superintendente da CEF.
Segundo o deputado Zeca Dirceu os municípios que já possuem esta demanda são: Roncador, Terra Rica, Barbosa Ferraz, Santa Fé, Icaraíma, Terra Boa, Querência do Norte, Alto Piquiri, Santa Isabel do Ivaí, Araruna, Peabiru, Pérola, Araruna, Campina da Lagoa, Moreira Sales, Peabiru, Tapejara, Terra Rica, Douradina e Sarandi.
“Tenho observado o crescimento destes municípios, e uma agência bancária é fundamental para que os investimentos sejam depositados ali, em cada município. Alguns municípios de médio porte, já comportam outras unidades bancárias, como é o caso de Paranavaí. É o desenvolvimento que chega”, ressaltou o parlamentar.
“A escolha dos municípios a serem contemplados com novas agências da CEF, atenderão a um estudo de mercado, considerando um conjunto de fatores técnicos, baseado na população local, atividade econômica, alcance social para o município e entorno, entre outros”, esclareceu Bachmann. Também será considerada a localização geográfica do município, buscando uma maior cobertura do território e beneficiando a população dos municípios mais próximos.
As novas agências, de 2012, já inauguradas são a de Cruzeiro do Oeste, Cianorte e Maringá. Lembrando que a de Cruzeiro do Oeste reinaugurou sua nova estrutura este ano, e em 2011 recebeu a promoção de Posto de Atendimento (PAB) para agência. O município de Engenheiro Beltrão será a próxima inauguração, segundo o superintendente da região Noroeste da CEF, Roberto Luiz Bachmann.
No Diário do Noroeste: http://www.diariodonoroeste.com.br/novo/noticia_det.php?cdnoticia=51653
terça-feira, 20 de março de 2012
Caio Fernando Abreu
Te desejo uma fé enorme
em qualquer coisa, não importa o que,
como aquela fé que a gente teve um dia,
me deseja também uma coisa bem bonita,
uma coisa qualquer maravilhosa,
que me faça acreditar em tudo de novo,
que faça a cada um de nós acreditar em tudo outra vez.”
Caio Fernando Abreu
Coco da bicharada
Por Antonio Nóbrega:
Avoa, meu caboré,
Peneira, meu gavião.
Palmatória quebra dedo,
Palmatória faz vergão.
Quebra tudo, quebra pedra,
Só não quebra opinião.
"Vou contar, que eu conheço,
E você nem acredita:
Uma cidade esquisita
Onde tudo é pelo avesso.
Se quiser dou o endereço
Para visitá-la um dia,
Gente lá não tem valia,
Como bicho é tratada,
Lá homem não é nada
Só quem manda é a bicharia".
Avoa, meu caboré,
Peneira, meu gavião.
Palmatória quebra dedo,
Palmatória faz vergão.
Quebra tudo, quebra pedra,
Só não quebra opinião.
Vi mosca de camisola,
Vi cavalo num debate,
Vi uma traça alfaiate,
Guaxinim tocar viola,
Um siri jogando bola.
Vi um píca-pau ferreiro,
Um veado arruaceiro,
Vi um mosquito tossindo,
Vi uma gata parindo,
E o cachorro era o parteiro.
Vi cavalo num debate,
Vi uma traça alfaiate,
Guaxinim tocar viola,
Um siri jogando bola.
Vi um píca-pau ferreiro,
Um veado arruaceiro,
Vi um mosquito tossindo,
Vi uma gata parindo,
E o cachorro era o parteiro.
Vi um peixe de chocalho,
Uma perua discreta,
Jabuti que era atleta
Mais veloz que um atalho,
Calango jogar baralho,
Formiga tapando furo,
A lagartixa no muro
Dando uma de alpinista,
E um preá capitalista
Emprestar dinheiro a juro.
Uma perua discreta,
Jabuti que era atleta
Mais veloz que um atalho,
Calango jogar baralho,
Formiga tapando furo,
A lagartixa no muro
Dando uma de alpinista,
E um preá capitalista
Emprestar dinheiro a juro.
Avoa, meu caboré,
Peneira, meu gavião.
Palmatória quebra dedo,
Palmatória faz vergão.
Quebra tudo, quebra pedra,
Só não quebra opinião.
Peneira, meu gavião.
Palmatória quebra dedo,
Palmatória faz vergão.
Quebra tudo, quebra pedra,
Só não quebra opinião.
Vi um jumento escrevendo,
Vi preguiça trabalhando,
Vi a besta reclamando.
Eu vi um morcego lendo,
Caranguejeira tecendo,
Porca em água-de-cheiro,
Vi um cururu faceiro,
Coruja no oculista,
Vi tatu ser maquinista.
Vi preguiça trabalhando,
Vi a besta reclamando.
Eu vi um morcego lendo,
Caranguejeira tecendo,
Porca em água-de-cheiro,
Vi um cururu faceiro,
Coruja no oculista,
Vi tatu ser maquinista.
No metrô lá de pinheiros
Vi a pulga se coçando,
Avestruz tirar encosto,
Vi barata ter bom gosto,
Um bode se barbeando,
Um gambá se perfumando,
Siriema ser modelo.
Vi minhoca de cabelo,
Vi cobra de suspensório,
Macaco no escritório
Organizar desmantelo.
Vi a pulga se coçando,
Avestruz tirar encosto,
Vi barata ter bom gosto,
Um bode se barbeando,
Um gambá se perfumando,
Siriema ser modelo.
Vi minhoca de cabelo,
Vi cobra de suspensório,
Macaco no escritório
Organizar desmantelo.
Avoa, meu caboré,
Peneira, meu gavião.
Palmatória quebra dedo,
Palmatória faz vergão.
Quebra tudo, quebra pedra,
Só não quebra opinião.
Peneira, meu gavião.
Palmatória quebra dedo,
Palmatória faz vergão.
Quebra tudo, quebra pedra,
Só não quebra opinião.
Vi onça vegetariana,
Piolho coçar cabeça,
Vi um burro prestar queixa,
Leão comando banana.
Vi a zebra de pijama,
Eu vi um peba engenheiro,
Guariba tocar pandeiro,
Tanajura usando tanga,
Vi o cão chupando manga,
Batendo bombo em terreiro.
Nota: Antonio Nóbrega 02/05/1952
Piolho coçar cabeça,
Vi um burro prestar queixa,
Leão comando banana.
Vi a zebra de pijama,
Eu vi um peba engenheiro,
Guariba tocar pandeiro,
Tanajura usando tanga,
Vi o cão chupando manga,
Batendo bombo em terreiro.
Nota: Antonio Nóbrega 02/05/1952
Natural de Recife, estudou violino clássico e canto lírico com professores renomados, chegando a tocar em orquestra. Nos anos 70 participou do Quinteto Armorial, com o qual gravou quatro discos e excursionou pelo mundo divulgando a música tradicional nordestina. A partir de 1976 começa a conceber seus próprios espetáculos, misturando dança, artes cênicas e música, participando na década de 80 de festivais de teatro. Pesquisador de dança e música brasileira, radicou-se em São Paulo em 1983 e ajudou a implantar o Departamento de Artes Corporais da Unicamp. Depois de ganhar prêmios no exterior, seu trabalho começou a ter repercussão no Brasil na década de 90 com os espetáculos "Figural", "Brincante" e "Segundas Histórias", os dois últimos estrelados por seu personagem Tonheta, uma mistura de clown e vagabundo que cativa o público. No final da década passou a se dedicar mais à pesquisa musical, e lançou em CD os shows "Na Pancada do Ganzá" (baseado na viagem etnográfico-musical de Mário de Andrade pelo Brasil) e "Madeira que Cupim Não Rói". Mantém em São Paulo a Escola e Teatro Brincante, um centro cultural que promove eventos e cursos ligados à dança, música e arte circense.
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