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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Mídia engana sobre eventos na Venezuela, diz atleta brasileiro

Desde o início dos protestos da oposição venezuelana contra o governo do presidente Nicolás Maduro as informações divulgadas pela grande imprensa conservadora mostram um cenário divergente da realidade das ruas de Caracas, capital do país. Em entrevista ao Vermelho, o triatleta brasileiro Bruno Bianor, que viajou à Venezuela para uma competição (que foi cancelada), no dia 13 de fevereiro, contou o que viu ao participar das marchas.


Por Mariana Viel e Théa Rodrigues, da redação do Portal Vermelho

O triatleta e maratonista, Bruno Bianor, foi à Venezuela com a intenção de competir na "Maraton de la Caf" (prova de corrida de rua), mas foi surpreendido pelo comunicado de última hora emitido pelo comitê organizador, informando o adiamento da prova "devidoaos acontecimentos recentes, que não permitem garantir a viabilidade logística e o êxito do evento".

Bianor falou com exclusividade ao Portal Vermelho sobre a realidade que vivenciou em Caracas. Ele participou de duas marchas “pela paz e contra o fascismo” convocadas pelo governo e descreveu a crise no país como um exemplo clássico da luta de classes. Segundo ele, de um lado está o que o governo classifica como "direita fascista" venezuelana, que é composta por opositores e que alcança uma parcela da população com maior poder aquisitivo. Do outro lado está a esquerda, que é formada por apoiadores da Revolução Bolivariana e também pela população mais pobre do país.


“Vi algo totalmente diferente do que a mídia mostra aqui. No dia 15 de fevereiro participei da marcha convocada pelo presidente Maduro. Eram mais de 200 mil pessoas, vestidas com roupas e boinas vermelhas e fazendo um apelo pela paz e pelo fim da violência durante os protestos. É uma guerra de ricos contra pobres”, afirma o triatleta.

Segundo ele, à noite são realizados nos principais pontos da capital como, por exemplo, na Assembleia Nacional Bolivariana, eventos pacíficos com a participação e de artistas e jogadores de futebol e beisebol. Ele também integrou a marcha convocada para as mulheres no último sábado (22) e reafirmou o clima pacífico da manifestação.

Bruno contou que as cenas de violência são protagonizadas por grupos de estudantes encapuzados durante os protestos da direita venezuelana. Entre os principais alvos estão o Metrobus – sistema venezuelano de ônibus que faz parte do Metro de Caracas. Esse sistema liga as estações do Metrô da capital aos bairros mais afastados da cidade.


“As manifestações são muito parecidas com as que aconteceram no aqui no Brasil durante a Copa das Confederações. São grupos isolados de vândalos que se escondem atrás de máscaras para roubar, agredir policiais e, principalmente, atacar os Metrobus que são do governo. Durante os últimos protestos eles quebraram mais de 30 ônibus. Em resposta o governo venezuelano comprou mais de 100 novos ônibus da China”.

Bianor também foi conferir duas manifestações da oposição e diz que o clima dos protestos muda à noite. “Durante o dia as manifestações da direita também são tranquilas. À noite as pessoas mais velhas se retiram e são os estudantes que provocam a baderna. A mídia mostra que parte da polícia age com violência, mas eu não vi isso lá. Não vi conflito. Quando percebi em Altamira, um bairro mais afastado do centro de Caracas e com pessoas de poder aquisitivo maior, os estudantes encapuzados chegando fui embora. A direita fascista se concentra no Leste da capital”.

A mídia marrom venezuelana tem exercido um papel importante no processo de golpe, no entanto os meios de comunicação internacionais também são responsáveis pela desinformação à respeito da conjuntura venezuelana. Bianor denuncia que a rede de televisão norte-americana, CNN, atribui constantemente imagens de conflitos de outros países à polícia e ao governo. “Várias imagens precisam ser desmentidas nas redes sociais e na tevê estatal venezuelana”.

Recentemente, Maduro deu um ultimato à CNN para que cesse a transmissão do que chamou de "propaganda de guerra". Ele destacou que "meios internacionais como o canal CNN em espanhol se dedicam a difundir o ódio".

O triatleta diz que voltou da Venezuela com um sentimento chavista muito maior. Ele pondera que o país ainda enfrenta problemas sociais, mas diz que o processo de distribuição de riqueza iniciada pelo governo do ex-presidente Hugo Chávez é perceptível na vida da população mais pobre do país. “A distribuição de renda é diferente daquela que passa na televisão. O povo mais humilde tem acesso a muita coisa. Com o mesmo valor de um copo de água comprado no supermercado você enche o tanque de gasolina seis vezes. O petróleo da Venezuela é tratado como um patrimônio do povo e eles têm o direito de usufruir dele. Atentativa de golpe de estado é nítida e muito bem orquestrada e inteligente, mas a esquerda está preparada para defender a Venezuela”.

Revolução cubana nos postos de saúde




Itamar Melo, Júlia Otero e Larissa Roso

Pouco depois das 7h, seis mulheres saem de uma casa no centro de Guaíba para trabalhar. Vestem-se com simplicidade e carregam a marmita do almoço. Uma delas segue a pé. As outras ficam na parada de ônibus, com o vale-transporte à mão, rumo a cinco bairros distintos, em viagens de até 40 minutos. A rotina é idêntica à de milhões de trabalhadores, mas tem um aspecto surpreendente. As seis mulheres são médicas.

As seis profissionais do amado e odiado programa Mais Médicos representam um personagem novo, surgido no fim do ano passado em muitos rincões do país: o "doutor" cubano que vive modestamente, faz a faxina da casa e ganha um salário apertado, assim como muitos de seus pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).

O mapa de Cuba no RS


As novidades são sentidas no consultório. Os pacientes costumam se supreender ao entrar na sala de Marlyn Paneca Gómez, 47 anos, na unidade de saúde do centro de Guaíba. Encontram a médica do outro lado da mesa, mas não acham uma cadeira diante do móvel, para sentar. Como outros médicos cubanos, Marlyn gosta de colocar a cadeira do paciente colada à sua.


— A mesa é uma barreira na relação médico-paciente. Explico que preciso estar perto, tocar. Mas os brasileiros não entendem. Não estão acostumados. Vão arrastando a cadeira. Depois de um tempo, ela já está do outro lado da mesa — diz.

Marlyn é um dos 285 cubanos em ação no Estado, aos quais vão se somar mais 138 em março. No Brasil, eles são 5,4 mil, o equivalente a 80% dos estrangeiros ou formados no Exterior que participam do Mais Médicos. Ela fazia um curso preparatório no Espírito Santo, em outubro, quando foi comunicada de que iria para Guaíba:

— Vi (na Internet) que era uma cidade pequena, com um lago lindo. Gostei. Tem muitas coisas bonitas. Já trabalhei na Venezuela e em Honduras, em lugares bem mais complicados, com muita pobreza.
Em 1º de fevereiro, Marlyn e as outras cinco compatriotas foram instaladas na casa do centro de Guaíba, um imóvel mobiliado de 198 metros quadrados. As médicas aprovaram. A casa tem três quartos (todos eles com split), três banheiros (incluindo banheira), uma biblioteca (forrada de enciclopédias), um salão de festas recém-concluído (com churrasqueira), uma cozinha ampla e todos os utensílios e equipamentos necessários (desde louça até freezer e TV). A prefeitura alugou a casa por R$ 5,5 mil e banca água, luz e internet.

— A casa é muito boa. E ainda tem a vantagem de morarmos todas juntas, como uma família — elogia Maritza Cañada Castillo, 41 anos, que já trabalhou no Paquistão, na Bolívia e na Venezuela.
A casa pertence a Carmen Tejada e seu marido, Telmo, que viviam no imóvel até a chegada das cubanas e mantêm uma oficina mecânica na parte da frente do terreno. Para aproveitar a oportunidade de alugar a casa, mudaram-se em caráter provisório para a residência de uma parente. Acabaram virando amigos das médicas.
— São seis pessoas novas na família. Já combinei de levá-las a jantares e festas da paróquia. Também estou organizando a inscrição delas em uma academia. Quando elas vieram conhecer a casa, eu disse o que tinha ao redor: mercado, farmácia. Quando mencionei a academia, ficaram animadas e disseram que queriam — conta Carmen.

Médicas levam marmitas para fazer a refeição no trabalho
A rotina das médicas começa às 6h, quando uma delas levanta mais cedo para preparar o café. O toque cubano no cardápio são as tortillas de ovo. Às 6h30min, as demais saem da cama e vão para a mesa. Todas começam a trabalhar às 8h. Ao meio-dia, pegam a marmita, aquecem a comida no micro-ondas e fazem a refeição no próprio posto, com outros funcionários. O expediente termina às 17h.
Elas se reencontram por volta das 18h. É a hora de contar as experiências do dia, de bater papo, de estudar e de mexer no tablet fornecido pelo governo federal.

— Elas não gostam de TV. São mais ligadas na internet — conta Carmen.
A única que sai todas as noites é Marlyn. Às 19h, ela ganha a rua e caminha por uma hora e 20 minutos pela beira do Guaíba. Perdeu 10 quilos desde a chegada:

— Estou fazendo a preparação cardiovascular para quando começar a academia.
Cada noite, uma das médicas faz o jantar, que será também o almoço, levado na vianda. Nos fins de semana, elas arrumam a casa e passeiam. Costumam pegar o catamarã até o centro de Porto Alegre, onde combinam encontros com cubanos de outras cidades, olham lojas de Guaíba ou arrumam o cabelo em algum salão. Amigos já as levaram à Serra e ao Litoral.

— Elas adoraram Gramado. Acharam lindo. Encantam-se por coisas que para nós são simples, como a facilidade de encontrar produtos de higiene — diz a diretora de saúde de Guaíba, Fabiani Malanga.
A vida social gira em torno de amigos brasileiros, como os donos do hotel onde ficaram antes de alugar a casa. Lá, foram protagonistas da festa de Ano-Novo.

— Tivemos uma noite cubana. Elas trouxeram colegas de Eldorado do Sul e de Porto Alegre, prepararam pratos típicos e colocaram música de Cuba. Dançaram até as 3h. São pessoas animadas — diz Katia Sperotto, 46 anos, proprietária do hotel.

Uma das principais vitrines eleitorais da presidente Dilma Rousseff, o Mais Médicos nasceu, no ano passado, debaixo de ataques de entidades médicas. Para essas agremiações, não faltam profissionais no Brasil. Além disso, o fato de os participantes do programa terem sido liberados de revalidar seus diplomas no país representaria um risco à qualidade do atendimento.

— É um projeto demagógico e eleitoreiro. São profissionais que vêm ocupar espaço dos brasileiros. Eles são oferecidos como um milagre, como se o governo tivesse uma varinha de condão para tirar o atendimento médico de uma cartola. Já temos 400 mil médicos no Brasil e mais 17 mil são formados ao ano 

— critica Maria Rita de Assis Brasil, vice-presidente do Sindicato Médico (Simers).
Quando ficou claro que os médicos trazidos do Exterior seriam basicamente cubanos, o tom das críticas se elevou e foi reforçado por grupos políticos que viam no Mais Médicos uma forma encontrada pelo governo de fazer populismo eleitoral e financiar a ditadura dos irmãos Castro.

Enquanto os médicos de outras nacionalidades participantes do programa recebem uma bolsa mensal de R$ 10 mil, os cubanos ganham cerca de R$ 1 mil. O grosso do dinheiro vai para o governo de seu país. Os mais exaltados definem o acerto como trabalho escravo. No início do mês, a cubana Ramona Matos Rodríguez virou notícia ao abandonar o programa, com apoio do deputado ruralista Ronaldo Caiado (DEM). Ela disse que vai acionar o governo brasileiro na Justiça do Trabalho.

A atitude de Ramona é quase isolada até o momento. De 89 profissionais que abandonaram o Mais Médicos sem justificativa, só quatro vieram de Cuba — em um universo de mais de 5 mil. As médicas de Guaíba, por exemplo, garantem que a participação no programa é interessante do ponto de vista financeiro. Para começar, dizem, o salário que recebiam em Cuba continua a ser pago a suas famílias. Elas reconhecem que a remuneração de R$ 1 mil por mês é baixa, mas lembram que não é só isso que recebem. Do valor entregue pelo governo brasileiro, outros US$ 600 são depositados em uma conta bancária, que pode ser acessada quando voltarem ao seu país. Para os críticos, trata-se de uma forma de Cuba manter os médicos como reféns, obrigando-os a retornar para ter acesso ao dinheiro. Para os profissionais, acaba sendo um belo pé de meia.

Os benefícios recebidos incluem moradia, transporte e, no caso das cubanas de Guaíba, um auxílio mensal individual de R$ 500 para alimentação — a soma ultrapassa os R$ 3 mil mensais.

— Os preços aqui são altos, mas como existem vários auxílios fica vantajoso. Mas o mais importante é o lado humanitário e o dinheiro que vai para Cuba, o que ajuda na economia e na saúde, que é gratuita — defende Marlene Muñoz Sánchez, 43 anos.

Esse tipo de discurso, sincero ou ensaiado, é característico dos cubanos. Eles se dizem agradecidos por ter podido estudar Medicina gratuitamente em seu país e afirmam que não o fizeram para ganhar dinheiro, e sim para ajudar. Diante da afirmação de que estão sendo explorados e vivendo na pobreza, reagem. Para eles, o estranho não é os médicos terem um padrão de vida simples, mas terem um padrão de vida superior ao das outras pessoas.

— No Brasil a gente nota uma grande distância social dos médicos para os pacientes — diz Diurbys Díaz Utria, 34 anos.
Contato por e-mail e pelo Facebock com familiares
A relação com os médicos brasileiros, aliás, não é tranquila. Os cubanos sentem-se incomodados com os ataques.

— Com os funcionários dos postos, a relação é muito boa, mas com parte dos médicos, não. Alguns nos receberam bem, mas outros não falam conosco nem nos olham — diz Diurbys.
Essa hostilidade, somada à deserção de Ramona, motivou muitos dos cubanos a evitar a imprensa. Dos 30 médicos de Porto Alegre e dos 10 de Canoas, por exemplo, nenhum topou falar com ZH.

— Eles estão fugindo de entrevista de tudo que é jeito. Não topam nada. No início, teve uma exposição muito grande, e eles resolveram se preservar — diz Marcelo Bósio, secretário da Saúde de Canoas.
À dificuldade vivida nos postos de saúde, com os colegas brasileiros, soma-se uma maior, de caráter pessoal: a distância da família. As seis cubanas de Guaíba têm filhos, alguns deles pequenos, que ficaram com parentes. O contato é por Facebook e e-mail. Para chamadas por vídeo, é preciso que o familiar em Cuba vá até um centro de comunicação, o que não custa barato.

— É a parte mais difícil. Mas não tenho tristeza. Toda manhã, quando acordo, abro o e-mail e tem um "bom dia" do meu marido ou dos meus filhos — conta Marlyn.

A saudade é aliviada, dizem as cubanas, pela recepção oferecida por pacientes e amigos brasileiros. Fabiani Malanga, a diretora de saúde da cidade, afirma que é comum a prefeitura receber reclamações sobre médicos locais. É raro alguém elogiar. Mas isso tem acontecido em relação às cubanas. Há alguns dias, Marlyn voltou faceira para casa, com um creme e um livro presenteados por um paciente.

Escalada fascista na Ucrânia


A situação na Ucrânia configura a crise politica e social mais grave ocorrida no Continente Europeu desde a guerra de agressão contra a Iugoslávia.


Uma aparente dualidade de poderes oculta um real vazio de poder.

Oleksandr Turtchinov
A Rada (Camara de deputados) pretende controlar a situação. Oleksandr Turtchinov, do Partido Pátria, de Júlia Timoshenko, assumiu interinamente a presidência do país. Esse órgão legislativo destituiu o presidente Yanukovitch, restabeleceu a Constituição de 2004 e marcou eleições presidenciais para 25 de Maio.


A Ucrânia está à beira da bancarrota e muita água correrá pelo Dnieper até essa data.

Na prática os grupos extremistas da Praça Maidan que recusaram o Acordo firmado por Yanukovitch, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros de países da União Europeia e pela oposição da Rada, forçaram o presidente (cujo comportamento foi indecoroso) a fugir para Kharkov, e emergem como poder real na caótica situação criada na Ucrânia Ocidental.

Yúlia Timoshenko

Yúlia Timoshenko, vinda do hospital onde se encontrava em Kharkov sob prisão, compareceu na Praça numa cadeira de rodas e pronunciou ali em tom patético um discurso populista, carregado de ameaças. Mas não despertou o entusiasmo que esperava. Ela e o seu partido Pátria mantiveram ligações íntimas com a oligarquia corrupta que dominava o país.


Bem organizados, os grupos extremistas da Praça Maiden continuam a atuar como poder real. Um deputado do Partido das Regiões, de Yanukovitch, que afirmara a sua indisponibilidade para participar num governo de coligação, foi retirado da Rada e levado para a Praça algemado, com um cartaz onde se lia a palavra «Traidor!».

Na Rada a língua russa foi proibida e os canais de televisão que transmitiam também em russo passaram a emitir somente em ucraniano. Uma deputada do partido de extrema-direita Svoboda sugeriu num discurso impregnado de ódio que todos os russos da Ucrânia (mais de 20 milhões) sejam expulsos.

O líder de outro partido ultra nacionalista, neo fascista, pediu a expulsão dos «comunistas, dos judeus e da escumalha russa».

Oleg Lyashko
O deputado do Partido Radical Oleg Lyashko exigiu a execução publica de Yanukovitch.
Em Lvov, no Noroeste do país (província de maioria católica que era polaca em 1939), a perseguição aos comunistas é frenética, feroz.


Uma vaga de anticomunismo selvagem varre grande parte da Ucrânia. Na capital e nas cidades da Ucrânia Ocidental, organizações de extrema-direita praticam crimes abjetos, perante a passividade do exército e das polícias. Desde o III Reich nazi que não acontecia algo comparável na Europa. O fascismo exibe na Ucrânia, com arrogância desafiadora, a sua face hedionda.

Fonte: Pravda - Burgos (Cãogrino)
Imagens: Google

Imagens inéditas revelam exumação da Família Imperial brasileira

Arqueóloga trabalhou sete meses sob sigilo na cripta do Ipiranga e descobriu detalhes desconhecidos da biografia dos imperadores.




Fonte: Café História

25 de Fevereiro na história

1981 - Dia do Lula condenado   

A foto de Lula na ficha do Dops

A Justiça Militar condena Lula e mais 10 sindicalistas do ABC, com base na Lei de Segurança Nacional, pela greve de 1980. As penas mais tarde serão revogadas.

 
1684: 
A revolta de Beckman prende o governador do MA, extingue o monopólio comercial e expulsa os jesuítas. A Coroa reage levando Manuel Beckman e Jorge Sampaio à forca, outros à prisão e degredo.
  
1888: 
Graças à Campanha Abolicionista, já não há escravos na capital de SP.
  
1964: 
Cassius Clay (mais tarde Mohamed Ali) derrota Sonny Liston e sagra-se campeão mundial de box peso-pesado. Vincula seu sucesso à causa negra nos EUA.
  
1984: 
Passeata de 5 mil flagelados em Afogados da Ingazeira, PE, contra o salário nas frentes de trabalho.
  
1985: 
A favela vila Socó, Cubatão, SP, pega fogo devido a vazamento em oleoduto; 90 mortos.
  
1986:
Sob forte protesto, o ditador Ferdinand Marcos foge das Filipinas para os EUA. A oposicionista Corazón Aquino chega à presidência. Na fuga, revela-se que Imelda, esposa de Marcos, tem 3 mil pares de sapatos.
  
1987:
Ato contra a violência e pela reforma agrária em Caxias, MA.
  
1990:
Violeta Chamorro, com apoio dos EUA, derrota a Frente Sandinista nas urnas da Nicarágua.
  
1999:
Acordo de conciliação põe fim ao movimento antidemissões dos metalúrgicos da Ford/São Bernardo, SP.
Votação na
assembléia

Vermelho

Martín Almada: Venezuela e o voo do Condor na América Latina

"O que acontece na Venezuela mostra que o Condor segue voando na América Latina e temos que cortar suas asas a tempo", declarou o Prêmio Nobel Alternativo da Paz e membro do Comitê Executivo da Associação Americana de Juristas (AAJ), Martín Almada a Arnaldo Perez Guerra no blog Periodismo Internacional Alternativo.

Operação Condor contou com a participação dos governos de Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai| Charge do Latuff

Reconhecido por ter descoberto os documentos que provam a existência de arquivos secretos parte de um acordo internacional entre ditadores latino-americanos, Almada descreve a Operação Condor como sendo uma “grande base de dados de ‘subversivos’ para sequestra-los ou abatê-los onde se encontrassem”. 

Tal operação nasceu durante o governo do ditador Augusto Pinochet nos anos 1970. De acordo com o intelectual paraguaio, os golpistas “foram formados na Escola das Américas (SOA) na zona do Canal do Panamá. Mais de 80 mil terroristas foram treinados nesta escola pelos Estados Unidos”.

Ele lembrou ainda que o golpe no Chile, perpetrado contra Salvador Allende em 11 de setembro de 1973, “foi o resultado da decisão de grupos monopolistas do país, associados com o capital financeiro internacional com o propósito de frear o auge das lutas populares ascendentes no Cone Sul da América Latina”.


“Era de ‘conhecimento comum’ no Paraguai que a greve de caminhoneiros contra Allende foi financiada pela CIA através do adido militar paraguaio em Santiago do Chile… O que está acontecendo hoje na Venezuela?”, compara para ressaltar que “Washington ataca o governo mais democrático da América Latina”.

O diplomata estadunidense, que teria influenciado o golpe de Estado no Chile e no Uruguai, Henry Kissinger, afirmava que Allende realizava um “governo irresponsável” e que por isso, “tinha que ser disciplinado. Obama também quer disciplinar hoje o governo venezuelano. Tanto Hugo Chávez como Nicolás Maduro se comprometeram: 'nunca mais morte, tortura, desaparecimento forçado, impunidade, exclusão social, pobreza, miséria e o atraso, resultado de décadas de entrega de nossa riqueza ao capitalismo financeiro voraz e incontrolável'. Nenhum soldado venezuelano é hoje enviado à Escola das Américas, que segue funcionando nos Estados Unidos, na Geórgia, com outro nome…".

"Só a luta, a mobilização e a denúncia permanente e valente, a solidariedade e o compromisso entre os irmãos latino-americanos nos levará a superar a agressão do império através de sua guerra midiática. A Venezuela tem que convocar de maneira urgente as autoridades da Celac [Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos] e da Unasul [União das Nações Sul-Americanas] para denunciar e frear esta conspiração típica da época da Operação Condor… O Condor segue voando e temos que cortar suas asas a tempo", conclui o pacifista.


Da Redação do Portal Vermelho,
com informações do blog Periodismo Internacional Alternativo.

Maduro quer Comissão da Verdade para investigar golpe

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo (23) que pedirá à Assembleia Nacional a criação de uma Comissão da Verdade para investigar todos os atos de violência promovidos por setores da direita venezuelana nas duas últimas semanas, em meio aos protestos e às marchas que ocorreram no país.

Maduro participou nesta segunda-feira (24) de um ato com coletivos de motorizados

Em declarações à TeleSUR, Maduro afirmou que enviará, nesta semana, um comunicado ao Parlamento solicitando a inclusão de representantes da Igreja Católica, jornalistas, intelectuais e outros membros da sociedade para participar da comissão. Até o momento, o governo contabiliza 11 mortes desde que as ações foram iniciadas, em 12 de fevereiro.

“Com esta comissão, vamos investigar a fundo o que aconteceu durante este intento de golpe fascista e descobrir quem foram os autores dos assassinatos cometidos aqui”, disse a uma multidão de motociclistas em frente ao Palácio de Miraflores (sede do governo), em Caracas.

Na manifestação, os motociclistas pediram paz e a união do país, assim como expressaram repudio às ações violentas dos últimos dias. Os chamados coletivos motorizados foram às ruas nesta segunda-feira (24) para protestar contra a acusação feita pela direita de que eles são responsáveis pelas mortes no país e declarar apoio ao governo. 

Durante o ato, Maduro assegurou que as autoridades nacionais identificaram “todos os grupos e responsáveis principais, como atuam, onde colocam as armas, quem os financia; e já estamos desmembrando estes grupos”, disse. O mandatário afirmou ainda que tais atos violentos estão sendo realizados em 5% dos municípios do país, que abarcam 8% do território nacional.

Maduro disse que, além dos óbitos por disparos, pelo menos 30 pessoas morreram porque não puderam ser encaminhadas aos hospitais por causa das chamadas guarimbas (bloqueios de ruas e rodovias com lixo e entulhos) que manifestantes fizeram em diversas regiões do país.

O presidente Nicolás Maduro se reunirá nesta tarde com governadores no Conselho Federal de Governo. A presença de opositores como Henrique Capriles, governador do estado de Miranda, é esperada. No sábado (22), Capriles confirmou participação no encontro. Na reunião, Maduro deverá discutir a crise política e pedir apoio para a realização da Conferência Nacional de Paz, prevista para quarta-feira (26).

Com informações da TeleSUR e da Agência Brasil
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