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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

FICAR MAIS VELHO...

Há um dia sem igual para todos nós, independente de festa ou não, há um dia ímpar, marca registrada do nosso surgimento, ponto de partida da nossa vida. É a partir deste dia, que iniciamos nossa jornada, é o trajeto que percorremos até nossa consumação.

É um período em que seremos várias pessoas, sim, pois ficar mais velho, implica literalmente eu uma auto-metamorfose, aquele que somos hoje se difere daquele outro que fomos no passado, o acumulo dos anos nos torna pessoas distintas.

Quando crianças, durante nossos verdes dias, tínhamos a ilusão de que o tempo passava devagar, mais tarde, a ansiedade por crescer e nos tornarmos adultos fez passar quase que despercebido a tamanha importância daqueles bons momentos de um tempo único e efêmero onde tínhamos todo tempo do mundo.

Na juventude, nossa energia é fora do comum, época de planos incalculáveis, período de uma autoconfiança inimaginável, sonhos multicores e também a ilusória certeza de que nosso destino tomará exatamente o destino de nossos pensamentos.

Quando adultos, porém, muito daquele espírito sonhador se perdeu, sorte e revés já nos calejaram, tombos e desilusões já nos confiscaram muitos planos e os devaneios do jovem de outrora, perderam-se no adulto que nos tornamos.

Há quem diga que a fase adulta, lá no alto dos nossos trinta e poucos anos é o ápice de nossa existência, onde se tem a maturidade e a consciência do que é a vida, o que somos e para onde vamos. É também fase rigorosa, carregada de experiências, pés no chão, é onde a vida se expõe  exatamente como ela é, sem floreios, é também quando nos damos conta de que os sonhos remotos em sua grande maioria serão sempre unicamente sonhos.

É quando se tivermos saúde e sorte, chegaremos a anciãos, porém, independente de sermos jovens, adultos ou velhos, independente de sermos muita ou pouca coisa, não somos exatamente nada daquilo que pensávamos que seriamos. A vida em sua prática muda todo o trajeto que tínhamos em nossas mentes.

Uma série de fatores e circunstancias traçará nosso destino e aquilo que tiver de ser, fatalmente será. É importante, no entanto termos consciência sobre a saúde, pois esta é indiscutivelmente nosso bem mais valioso e a vida só terá seu real valor mediante ela.

Sabemos que o dom da vida é algo natural, passageiro e frágil, sua fragilidade assemelha-se à chama de uma vela que se extingue no mais leve soprar de vento. Prudência tem levado muitos à longevidade.

De qualquer forma estou aqui, acumulando minhas experiências... Hoje, 14 de fevereiro é o meu dia, meu feriado pessoal, brindo minha satisfação com todos aqueles com quem divido consideração.

FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MIM.

Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Obrigado Beto Richa.


Durante a campanha eleitoral, o “playboy” Beto Richa prometeu um novo Paraná. Segundo ele, o que fosse bom do governo anterior seria mantido, mas muita coisa precisaria mudar para que nosso Estado melhorasse. Uma de suas  promessas de campanha era a de manter o Programa Leite das Crianças.
Criado em 2003 pelo governador Roberto Requião, o programa entrega 1 litro de leite in natura, pasteurizado e enriquecido com ferro e vitaminas A e D para crianças paranaenses na idade de 6 meses à 3 anos, cuja família tenha rende per capta inferior a meio salário mínimo. Ou seja, o programa atende as crianças cuja família encontra-se à beira da extrema pobreza. Eu mesmo, quando trabalhei na Secretaria da Escola Novo Horizonte, pude acompanhar de perto a felicidade das humildes famílias e suas crianças ao receberem o auxílio.
Conforme Blog do  Esmael Moraes:: “O Programa do Leite era premiado internacionalmente justamente porque reduzia os índices de mortalidade infantil e auxiliava no desenvolvimento das crianças, as ajudava no aprendizado escolar e diminuía casos de doenças e, consequentemente, de internações”. Em outras palavras, o programa Leite das Crianças também é parte da política de Saúde Pública, ao evitar doenças.
Além disso, o programa compra leite de pequenos agricultores espalhados por todo o estado do Paraná. A produção é meio que regionalizada. Portanto, o Leite das Crianças estimula a Agricultura Familiar, cria renda, fixa o homem à terra e desenvolve a economia dos pequenos municípios.
Agora, o governador Beto Richa, com o jeito PSDB de governar, na expectativa de criar um “Novo Paraná”, simplesmente anuncia o fim do programa. A desculpa é que precisa reduzir os gastos do Estado em até 15%. Segundo o Blog do Esmael Moraes, vem aí uma privatização do programa, que vai fornecer leite em pó, imagino eu que comprado de alguma multinacional, juntamente com uma privatização da merenda escolar, como ocorreu na capital, Curitiba, quando administrada por Beto Richa.
Quando eu falava na campanha que o PSDB/DEMOcratas quer o “Estado mínimo” era isso que eu queria dizer, e tinha gente que me achava muito “esquerdista”. Para esta gente, reduzir gastos, reduzir o Estado, torná-lo mínimo é sinônimo de reduzir programas sociais destinados aos pobres, ao invés de cortar gastos dos “peixes grandes”.

Obrigado Beto Richa, por me ajudar a explicar o que é uma política de Estado mínimo e neoliberal.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

AS PANELINHAS.

Sempre presente em empresas ou qualquer que seja o ambiente de trabalho, o famigerado grupo infalivelmente se forma para garantir estabilidade, confiança, promoções de emprego e salário e em outras vezes nem por estas intenções, mas unicamente por serem pessoas pervertidas, que se deleitam com a derrota e o revés alheio. O perfil do “paneleiro” em uma indústria ou empresa é o mesmo em qualquer lugar do mundo. Trata-se de um indivíduo egoísta, falso e mal intencionado contra todos aqueles que não fazem parte de sua impenetrável corriola.

São na verdade um câncer social as tais panelinhas, tumor inoperável que fustiga, deprime e mata suas vítimas paralisando-as fazendo com que seus talentos morram antes mesmo de se tornarem embriões.

O membro da panelinha é perseguidor, caluniador, age de má fé, é muitas vezes aquele conhecido indivíduo que usa as outras pessoas como degraus para atingir seu ápice. São os integrantes das panelinhas que covardemente armam as camas de suas vítimas. Tal qual o perigoso caçador que perfidamente ceifa a vida de sua presa.

É muito comum as puxadas de tapetes, onde as vítimas levam quedas de se estatelarem, quedas estas muitas vezes irrecuperáveis, tombos comprometedores na carreira de profissionais que tinham tudo para o sucesso, mas, foram alvos do mortífero veneno das serpentes que compõem este ninho peçonhento denominado panelinhas.

Quem nunca viu as panelinhas darem golpes fatais na espinha dorsal de uma vítima? Pois, que preste atenção nos convívios trabalhistas, onde a maldita ganância faz do homem um caçador de sua própria espécie. Onde o homem vê em seu semelhante uma ameaça para sua dignidade e seu ganha pão.

Por causa das panelinhas, muitos sucessos não aconteceram, é devido às panelinhas que muitos bons profissionais estão fora do mercado de trabalho, grande parte da má sorte da vida profissional de muitos, não está na incapacidade do mesmo, como assim apregoa a mente positiva, mas está muitas vezes, nos círculos maléficos formados dentro das empresas ou convívios sociais, onde o medo de perder o lugar ao sol faz com que o próximo lhe seja uma ameaça e desta forma extermina-lo é a única solução para garantir sua comodidade e bem estar.

É inadmissível para as panelinhas que idéias novas aconteçam, para as panelinhas, bom mesmo são os membros do seu grupo, pois estes fatalmente rezam na mesma cartilha e rigorosamente seguem a mesma linha de pensamento. Atentai-vos, pois as aves da mesma plumagem andam juntas... Pensemos nisso.

Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

HOMENAGEM AO MALANDRO

Por Chico Buarque.

Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal o que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital que nunca se dá mal.
Mas o malandro pra valer - não espalha
Aposentou a navalha tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha num trem da Central...

Do álbum Ópera do Malandro 1979.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Calango vascaino.

Não sou torcedor da representação cruz maltina, mas a letra da música de Martinho da Vila é algo sensacional, uma realidade da luta daqueles que são desprovidos de dinheiro contra a discriminação dos pais das moças que não querem suas filhas envolvidas com moços pobres. Pois está aí, o ritmo acalangado do mestre Martinho da vila. cantando e contado a realidade de muita gente. De quebra uma homenagem ao seu time do coração. A benção Compadre Martinho da Vila. Saravá.


Composição: Martinho da Vila

Eu quis namorar a pobre
Pobretão não quis deixar
Só queria moço rico
Pra com ela namorar

Eu quis namorar a rica
Henricão não quis deixar
Pois sonhou com moço nobre
Pra com ela se casar

Tentei namorar a preta
O negão não quis deixar
Tinha que ser moço louro
Pra poder chegar pra lá

Tentei namorar a loira
Seu loiro não quis deixar
Tinha que ser bem moreno
Pra poder miscigenar

Tô sem consolo
Ninguém vem me consolar
Vou cantando meu calango
Que é pra vida melhorar

O meu calango
Até a vida melhorar
E minha única alegria é ver o Vasco jogar
Minha alegria

É ver o Vasco jogar
Eu tô cansado da derrota
Mas não vou me entregar

É de derrota
Mas não vou me entregar
E se a morte é um descanso
Eu não quero descansar

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"Res" publica

(Guernica - Picasso)

"A mente de um empreendedor é uma doença social, cuja as dimensões diabólicas o próprio Cristo é incapaz de conhecer" - August Ramon.

Quando o público se torna privado,
a cidade passa a ser uma empresa,
a sociedade, clientela,
a máquina estatal, uma fonte de investimento,
o bem público, o quintal do administrador.

Quando o público se torna privado,
a segurança se transforma em milícias,
a saúde se desintegra,
a educação se pulveriza,
o social é extinguido.

Quando o público se torna privado,
o caos se instaura,
se institui a corrupção,
as virtudes se tornam raras,
os vícios abundantes.

Quando o público se torna privado,
a política falece,
a democracia é censurada,
o povo é suprimido
e a liberdade é silenciada.

Quando o público se torna privado,
se perde a identidade,
se apaga a história, as raízes,
os costumes, os valores, a cultura,
a MEMÓRIA.

Por: Maicon Fortunato.

Do Blog:  O Pensador  http://blogmeditacoes.blogspot.com/

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Latino-americanas

Desafios e avanços nos direitos das mulheres na América Latina

A crescente participação das mulheres nos últimos anos no máximo nível de representação governamental é uma amostra dos progressos realizados na região em matéria de gênero.

Seis delas ocuparam ou ocupam a Presidência da República de países como Argentina, Chile, Costa Rica, Jamaica e Trinidad e Tobago e, recentemente, no Brasil, desde o primeiro dia de 2011, Dilma Rousseff ocupa o cargo político mais importante do país.

Também nos parlamentos da região há um numeroso incremento na representação feminina, que supera inclusive em proporção a representação de nações desenvolvidas.

Entretanto, não quer dizer que as mulheres conquistaram completamente sua autonomia. Pode-se compreender autonomia, a partir momento em que se tem capacidade de tomar decisões sobre sua própria vida, isto é, a capacidade de decidir sobre sua vida sexual, reprodutiva, de integridade física e econômico-financeira.

Apesar de as mulheres, terem avançado no mercado trabalho, em particular na América Latina, com um crescimento notável entre 1990 e 2008 nas zonas urbanas: a taxa de participação econômica das mulheres passou de 42% para 52%.


Mais de um terço das mulheres urbanas maiores de 15 anos não têm ou não recebem nenhuma renda e a maioria não tem acesso a recursos monetários porque sua principal atividade são os afazeres domésticos e as tarefas de cuidado em seus domicílios.

Países como Uruguai, Costa Rica, Argentina, Equador e o Chile, desenvolveram políticas que visam de alguma forma, responder a esta problemática, criando programas de cuidado infantil, igualdade salarial e reformas previdenciárias.

Neste sentido, o desafio atual, principalmente dos países da América Latina é ampliar a universalização desses direitos, superando tanto a dependência do mercado e da relação salarial, como do assistencialismo focalizado, que outorga níveis mínimos de proteção em base à necessidade extrema e não como direito universal garantido.

Além do que, deve-se ter uma preocupação especial à discriminação das mulheres pobres, indígenas e afrodescendentes, cuja situação de desvantagem resume as múltiplas desigualdades que caracterizam a região.

Portanto, para que as mulheres latino-americanas conquistem sua autonomia, é mais do que essencial um Estado que promova políticas públicas que solucionem a carga de trabalho não remunerado e de cuidado que recai sobre as mulheres, para que estas possam ter a oportunidade de acesso a empregos produtivos e bem remunerados e a liberdade de escolher seu tempo e seu lugar de trabalho, ou seja, um Estado que garanta a titularidade de direitos e a expressão da democracia.

Por: Paulo Daniel na  CartaCapital


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