Não sabemos detalhes sobre a autoria deste vídeo, o mesmo, traz imagens de tempos remotos do nosso município em variadas épocas. O vídeo no Youtube foi postado por expresscolor. Há algumas complicações de áudio, porém, nada que comprometa a visualização das imagens. Confiram:
sexta-feira, 18 de março de 2011
Shakira dá violão a Dilma e pede ajuda para sua fundação
Cantora colombiana diz que quer trabalhar com a presidente para ajudar crianças carentes
Priscilla Mendes, do R7, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira (17) a cantora pop Shakira no Palácio do Planalto. O motivo da visita foi um pedido de ajuda para a Fundação Alas, entidade assistencial da qual a colombiana é representante. Durante a visita, a presidente foi presenteada com um violão e prometeu parceria do Brasil no combate à miséria infantil.
No breve encontro – que durou cerca de 30 minutos – Shakira levou a Dilma um pedido de cooperação com a fundação, organização da qual a cantora faz parte há três anos. A entidade atua em toda América Latina divulgando a “importância de se investir na primeira infância e em iniciativas relativas ao desenvolvimento precoce”.
Sorridente, a colombiana conversou rapidamente com a imprensa antes de deixar o Palácio.
- Isso coincide com a luta da presidente Rousseff. A gente falou durante o encontro sobre a possibilidade de trabalhar junto. Queremos trabalhar juntos, mão em mão. [...] O Brasil é um país líder na região, um país de grande importância no mundo e agora temos um desafio: fazer com que todas as crianças de 0 a 6 anos no Brasil e na América Latina tenham oportunidade de freqüentar escolas e também receber estímulo e nutrição, que são tão vitais durante os primeiros anos de vida.
A cantora exaltou o fato de o Brasil ser presidido por uma mulher e disse que cumprimentou Dilma pelo anúncio de seis mil novas creches. Diante da proposta de parceria, Shakira disse que a presidente ficou “entusiasmada” em trabalhar juntamente com a fundação Alas.
- ‘É uma bênção que o Brasil tenha agora uma mulher encarregada. Ninguém como uma mulher para entender as necessidades das crianças. Vamos trabalhar com a presidente para fazer mais projetos”.
quinta-feira, 17 de março de 2011
REMINISCÊNCIAS.
Era em um livro de 5ª série da matéria de língua portuguesa, lá pelo ano de 1986, havia em meio as suas lições esta poesia de Paulo Setúbal que agora transcrevo aqui:
Alma Cabocla
de Paulo Setúbal
A ti, minha mãe, que és a melhor
das mães, estes despretensiosos versos
da nossa terra e da nossa gente.
MINHA TERRA
DE VOLTA...
Minha terra... Ai, com que abalo,
Com que sincera emoção,
Eu, dando rédea ao cavalo,
Margeio este fundo valo,
— Caminho do meu torrão!
*
Tudo, no ar, festa e brilho!
E é com a alma a vibrar,
Que eu corto as roças de milho,
Por este sinuoso trilho
Que à minha terra vai dar.
*
Ninhos... flores... que tesouro!
Que alegria vegetal!
À luz do sol, quente e louro,
Com seus penachos cor de ouro,
— Como é lindo o milharal!
*
Abelhas, asas espertas,
Num revoejo zumbidor,
poisam trêfegas, incertas,
Pelas corolas abertas
Das parasitas em flor...
*
Na mata, de quando em quando,
Soa o trilar dos nambus.
Os pintassilgos, em bando,
As frontes sonorizando,
Gorjeiam em plena luz!
*
E eu sigo... Vou enlevado
Nesta poesia sem fim.
Bem sinto, de lado a lado,
Que um trecho do meu passado
Em tudo ri para mim!
*
Quem há, aí, que compreenda
Minha brusca, alta emoção,
Ao ver, ao longe, a fazenda,
Com sua chata vivenda,
Surgir no azul do espigão?
*
Aqui, nesta boa roça,
São todos amigos meus.
Por isso, a cada choça,
Toda gente se alvoroça
Para vir dizer-me adeus.
*
É o Quincas! É o Zé Colaço!
O Juca Elias! Nhô João!
Todos eles, quando eu passo,
Num longo, num rude abraço,
Apertam-me ao coração!
*
E aquele? Céus! Nhô Claudino!
O olhar em pranto ele traz...
É um velho, meigo e franzino,
Que outrora me viu menino,
E que hoje me vê rapaz...
*
Chego... Que festa infinita!
Como eles me querem bem!
Até a pobre da nhá Rita,
Com seu vestido de chita,
Corre a abraçar-me também!...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Era uma vez um partido chamado DEMO
Às vésperas de debandada, DEM tenta renovação, mas corre risco de encolher ainda mais
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
São Paulo – O Democratas oficializa, na tarde desta terça-feira (15), em Brasília, a nova executiva nacional, com o senador José Agripino Maia (RN) assumindo a presidência. Cabeça da única chapa formada em uma articulação em busca de unidade, ele tem a missão de substituir o deputado federal Rodrigo Maia (RJ) e costurar lideranças internamente. A iminente saída de figuras como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, porém, torna a perspectiva para o DEM pouco animadora, na visão de cientistas políticos ouvidos pela Rede Brasil Atual.
Após oito anos de oposição ferrenha ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a legenda mais à direita entre os partidos de oposição ficou com 43 deputados federais eleitos em 2010, 40% do que chegou a alcançar em 1998, por exemplo. Apesar de ter galgado dois governos de estado – Rio Grande do Norte e Santa Catarina –, abriu mão da maioria das disputas, para se aliar a outras legendas, principalmente o PSDB.
Para Carlos Ranulfo, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o DEM perdeu força ao ter diminuídos os vínculos com a Presidência da República a partir de 2003 e com governos estaduais. "É um partido sem base social nem ancoragem em nenhum setor, por isso sempre dependeu de captar recursos junto ao Estado", avalia.
A decisão de radicalizar a postura de oposição a partir de 2006, com a mudança de nome de PFL para DEM, resultou em perda ainda maior de votos. "O DEM hoje é um partido médio, apesar de o PFL ter sido grande um dia e está sem perspectivas de retomada. Daí as saídas de figuras como Kassab", avalia Ranulfo.
Rumos
Além de dirimir conflitos internos, Agripino Maia tem como missão tentar mudar os rumos do partido. "A tentativa é de parecer menos radical em relação ao governo, mas não me parece que haveria muito sucesso", desconfia. "O DEM dependeria de uma vitória do (candidato do PSDB à Presidência, José) Serra. No Nordeste, antes a principal base, o DEM vem sendo varrido. O partido está sem pé", resume.
A seu favor, o senador potiguar tem o fato de ter mais experiência do que Rodrigo Maia. O filho do ex-prefeito do Rio Cesar Maia assumiu o cargo com 36 anos, em meio a um esforço de renovação após um longo período sob o comando de Jorge Bornhausen, mas isso pode ter produzido aversão dos caciques mais antigos. Ele ainda sofria o estigma de ser demasiadamente influenciado pelo pai. Uma figura com maior trajetória pode até ter mais capacidade de articulação.
Segundo Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a imagem que a sociedade tem de Agripino Maia não é de alguém menos radical em relação ao governo do que foi seu antecessor. Mas internamente, o senador deve ser capaz de buscar mais consensos. "É uma mudança que pode ser melhor para o partido, mas ocorre em um contexto em que se tenta impedir maiores perdas", posiciona.
Debandada
A saída de lideranças como Kassab pode ter consequências sérias para o DEM. Guilherme Afif Domingos, vice-governador de São Paulo, Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina, e Rosalba Ciarlini, do Rio Grande do Norte, poderiam acompanhá-lo no chamado Partido da Democracia Brasileira (PDB).
"Em uma hipótese dessas, o DEM teria de buscar algum tipo de fusão para sobreviver politicamente, porque seriam perdidos os nomes que têm poder no partido e que têm potencial de poder", explica Queiroz. O cenário mostra que as pessoas sentem-se desconfortáveis no interior da legenda e não acreditam na possibilidade de um futuro promissor.
"O esvaziamento do ponto de vista programático e as disputas internas podem fazer a sangria não parar. Nesse caso, é até preferível encolher significativamente, para haver unidade maior, e então se reerguer", prevê.
Para Ranulfo, a possibilidade de fusão poderia ser mais funcional para a representação política da direita no Brasil, não fossem algumas "idiossincrasias" de lideranças. "A alternativa que a direita teria seria uma união do DEM, PP e até o PTB, que fica em uma certa centro-direita", sugere.
Do Blog: O TERROR DO NORDESTE
segunda-feira, 14 de março de 2011
ENTRE AMIGOS
Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.
Martha Medeiros
sábado, 12 de março de 2011
Quem duvida?
Escutei pela boca de um profeta
Que de cima o castigo rasga o véu
Cá na terra, tem vez que nada presta
O que parece forte é de papel.
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
De que vale o orgulho desse mundo
O dinheiro, o poder a arrogância?
Nem voar sob o céu se num segundo
Tudo muda conforme o carrossel?
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Não há muro tão firme que não caia
Foi assim com aquele de Berlin.
Não há rei que do trono nunca saia
Nem nação que não prove o próprio fel.
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Não existe tirano que não beba
Do veneno que ao povo ofereceu
Pois a vida não releva a soberba
Nem a boca do mal reserva o mel.
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Todo dia na terra morre gente
Pelas mãos dessas tais super-potências
Por seus mísseis, fuzis tão inclementes
Para quem matar mais vai o troféu
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Na tv as imagens da barbárie
Da miséria que o mundo já provou
Você não está imune, pois, a dor
Não lhe poupa porque também é réu
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Quem viver verá que nada se perde
Que ainda há de pagar a sua conta
Pois um dia a justiça desponta
Pra julgar de plebeu a bacharel
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Quem achar que meu canto está errado
E do que eu digo não se convencer,
Não terá de fazê-lo por agrado
Quem sou eu pra julgar se é fiel?
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Que de cima o castigo rasga o véu
Cá na terra, tem vez que nada presta
O que parece forte é de papel.
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
De que vale o orgulho desse mundo
O dinheiro, o poder a arrogância?
Nem voar sob o céu se num segundo
Tudo muda conforme o carrossel?
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Não há muro tão firme que não caia
Foi assim com aquele de Berlin.
Não há rei que do trono nunca saia
Nem nação que não prove o próprio fel.
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Não existe tirano que não beba
Do veneno que ao povo ofereceu
Pois a vida não releva a soberba
Nem a boca do mal reserva o mel.
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Todo dia na terra morre gente
Pelas mãos dessas tais super-potências
Por seus mísseis, fuzis tão inclementes
Para quem matar mais vai o troféu
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Na tv as imagens da barbárie
Da miséria que o mundo já provou
Você não está imune, pois, a dor
Não lhe poupa porque também é réu
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Quem viver verá que nada se perde
Que ainda há de pagar a sua conta
Pois um dia a justiça desponta
Pra julgar de plebeu a bacharel
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Quem achar que meu canto está errado
E do que eu digo não se convencer,
Não terá de fazê-lo por agrado
Quem sou eu pra julgar se é fiel?
Quem duvida que pipa de criança
Também lança por terra arranha-céu?
Do álbum “Cantigas de bem querer” – da cantora Paraibana de Campina Grande - Socorro Lira. Indubitavelmente, um show.
ATÉ TU BRUTUS?
Reeditando esta postagem à pedidos de leitores.
Às vezes o poder dá a quem o tem a ilusória sensação de ser intocável. A posição confortável e invejável desperta no indivíduo o ilusionismo de ser imbatível, tornando-se assim um inconsequente.
Foi assim com Julio César, o maior homem da Roma republicana e expansionista. Em seus melhores dias, César adquiriu status, títulos, poder e popularidade. Motivado pelo conforto de seus privilégios, César passou a não medir as conseqüências de suas ações, não se deu conta que suas atitudes despertavam periculosa ira e a mais cega inveja em seus subordinados mais próximos.
Numa fatídica tarde, em pleno senado romano, caía por terra, de forma imbecil, o homem mais poderoso de Roma. César, aquele que se julgou Deus, ditador perpétuo, o amante da rainha Cleópatra do Egito, poderoso, temido, foi assassinado por senadores com estocadas de punhais, dentre os agressores, Brutus, seu próprio filho.
Quando César se deu conta de que ali era o fim de sua jornada, fitou com as vistas turvas seu filho entre seus algozes e balbuciou estas últimas palavras:
“Até tu Brutus, meu filho”?
Esta frase sobreviveu aos tempos, tendo a conotação de decepção, desapontamento e admiração negativa.
Sendo assim, nos atentemos ao exemplo de César, para policiarmos nossos atos, para quando formos líderes, chefes ou senhores, sejamos convenientes, providos de noção e cientes dos nossos limites.
Saibamos que a humildade, a ponderação e a cautela, são degraus que destinam à sabedoria, estes são alicerces fortes que edificam grandes homens. A prudência, os pés no chão, são componentes, complementares de sábias consciências. Não esqueçamos a humildade, atentemos para o fato de que para todas as coisas, são estabelecidos limites. Cuidado para não inflamarmos a ira e o desgosto de outros, pois toda ação produz reação.
Não nos iludamos com o abuso, com o fazer e acontecer, há ainda muitos César, mas também há muitos senadores e Brutus, ávidos, prontos para fazer cair por terra todos os "Césares" inconseqüentes e que erroneamente se julgam imbatíveis.
Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.
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