quinta-feira, 14 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Nada é impossível de mudar. (Bertold Brecht )
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.
Pense nisso...
terça-feira, 12 de julho de 2011
Vivemos em um tempo. (Ortega Y Gasset)
"Vivemos num tempo de chantagem universal,
Que toma duas formas complementares de escárnio:
Há a chantagem da violência e a chantagem do entretenimento.
Uma e outra servem sempre para a mesma coisa:
Manter o homem simples longe do centro dos acontecimentos."
Sobre o Autor: Sobre o autor: José Ortega y Gasset foi um filósofo espanhol. Após desentender-se com a ditadura espanhola, em 1929 exila-se na Argentina. Durante seu exílio voluntário da Espanha de 1936 a 1945, em plena Guerra Civil Espanhola, Ortega y Gasset viveu, num longo e famoso silêncio com relação aos conturbados tempos políticos de seu país. Ortega y Gasset regressa à Espanha em 1948 e, em 1955, lhe é diagnosticado um câncer, e ele falece no dia 18 de outubro daquele ano.
Fonte:marcallombardi
domingo, 10 de julho de 2011
O dia em que uma cadelinha fez um país inteiro desligar a TV.
Em um belo dia de 1988, a emissora pública espanhola TVE colocou no ar uma curiosa campanha institucional chamada “Aprenda a ver televisão”. Eram dois singelos filmes de um minuto de duração cada um, exibidos em sequência. Criados pela agência Contrapunto, os comerciais acabaram faturando, naquele ano, o cobiçadíssimo Grande Prêmio da 36ª edição do Festival do Filme Publicitário de Cannes. A série conta a história da cadelinha Pipin e de seu dono, um menino viciado em televisão e entorpecido por ela.
Fonte: Cloaca News. http://cloacanews.blogspot.com/2011/06/o-dia-em-que-uma-cadelinha-fez-um-pais.html
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A ideologia da classe dominante incutida na classe dominada
Ideologia dominante
Sírio Possenti
Terra Magazine De Campinas (SP)
Uma das teses mais clássicas do marxismo sobre ideologia tem forma de slogan: a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. Os estudiosos do funcionamento da sociedade que adotam teses marxistas (não surgiu nada melhor para explicar nosso dia a dia, seja o da TV, seja o dos mercados) conferem um lugar especial às ideologias, embora seu postulado fundamental seja o de que são as relações econômicas que comandam a história, em última instância. Para que as engrenagens econômicas funcionem, é preciso que os cidadãos acreditem que elas são as que devem ser (nada como ler Delfim Neto para convencer-se de que os economistas são ideólogos, não cientistas).
Bourdieu e Passeron produziram obra notável, na década de 70 (A reprodução), cuja tese é que a escola contribui fortemente para reproduzir a sociedade a que serve. Faz isso reproduzindo sua ideologia. Invariavelmente a escola "prova" que os mais pobres são também os mais incapazes. Como ela faz isso? Analisando o desempenho escolar a partir de critérios (de saberes) de classe, desigualmente distribuídos.
Dou um exemplo banalíssimo, e antigo: no livro didático do meu segundo ano de escola, no interior de Santa Catarina, em uma comunidade totalmente rural, líamos uma narrativa chamada "Férias na roça". Meninos da cidade iam a uma fazenda para apreciar a natureza e sentir o cheiro acre dos estábulos. Ora, cheiro acre dos estábulos!! Nem vou mencionar os textos que falam (falavam) da família: o pai provia o sustento, a mãe cuidava do lar e os dois filhos, um menino e uma menina (nesta ordem), brincavam e estudavam. A empregada, sempre negra, fazia o serviço pesado e umas comidinhas especiais. Tudo parecia natural.
A mesma coisa acontece com o ensino de português: a língua dos menos favorecidos (!!) é considerada errada. E nem se deve falar dela na escola, segundo os "sábios". Imagine "defendê-la"! Só na universidade é que se pode saber a "fala popular" segue regras. O povo não pode saber disso! Nem outros intelectuais! Só os linguistas! Para o povo, ditados bobos, que provam que não sabe nada. Soletrando neles! Um dos argumentos que frequentaram algumas páginas que discutiram o livro do MEC era que o próprio povo quer aprender língua padrão, o português correto. Qualquer pesquisa mostraria isso, dizia-se. Supostamente, só os linguistas quereriam "ensinar errado".
Não adiantou dizer-lhes que nenhum linguista defende esta tese (e eles acham que sabem ler!). Parece ser mesmo verdade que "o povo" quer aprender a falar e escrever corretamente. Por quê? Pelas mesmas razões que o levam a querer comer melhor, vestir-se melhor, morar melhor, viajar mais, comprar computador e TV de tela plana. E, eventualmente, a votar contra a reforma agrária e pelo endurecimento da política de segurança. É a ideologia da classe dominante incutida na classe dominada. Parece tão antigo! Mas é tão verdadeiro! Só saiu de moda. Até porque muitos mudaram de lado.
Quando os ricos são defendidos pelos pobres, conseguiram sua maior façanha: convencê-los de que eles não são apenas ricos; também são os únicos que estão certos! Em relação a tudo: da ortografia à quantidade de mata que pode eliminar.
O ensino de língua é ideológico, sim senhor.
Escrevo isso para esclarecer de novo aos que inalaram o marxismo em bares que a discordância dos ataques ao tal livro do MEC não configura esquerdismo.
Escrevo isso para esclarecer de novo aos que inalaram o marxismo em bares que a discordância dos ataques ao tal livro do MEC não configura esquerdismo.
Uma analogia
No Caderno Ilustríssima (que nome!), da Folha de S.Paulo de domingo, dia 26/06, Joel Rufino dos Santos conta uma história que hoje parece engraçada. Estava preso, em 1965, suspeito de subversão. Um dia, foi tirado da cela para ter seu cabelo cortado (cabeludos não eram bem vistos!). O barbeiro quis saber do tenente que tomava conta de Rufino o que ele tinha feito. O militar lhe disse que Rufino tinha sido convencido por um general comunista a reescrever a história do Brasil. "Como assim?", perguntou o barbeiro. "Eles escreveram, por exemplo, que Pedro Álvares Cabral era viado!" respondeu o tenente.
Assim que li o parágrafo, pensei: "Imaginem se um Fulano como esse tenente decide explicar a um barbeiro cético o que professores de português e estão escrevendo nos livros do MEC". Talvez o castigo não ficasse no corte de cabelos, como não ficou para muitos, naqueles tempos. Houve censores que quiseram prender Sófocles, outros que queriam saber do paradeiro de Immanuel Kant. Qualquer livro de capa vermelha era suspeito, mesmo que tratasse de culinária.
O obscurantismo é de doer.
Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia
Ministro chileno da educação vem ao Brasil conhecer o proUni.
O ministro chileno da Educação, Joaquín Lavín, viajará ao Brasil neste fim de semana para conhecer os programas desenvolvidos pelo governo federal em relação à educação superior. As manifestações na semana passada fizeram o governo buscar modelos para melhorar o ensino superior.
O ministro pretende conhecer o modelo de gestão de universidades privadas e se inteirar sobre o Programa Universidade para Todos (ProUni) que, segundo dados oficiais do governo brasileiro, já atendeu 863 mil estudantes desde sua primeira edição, em 2005.
Ontem, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou um fundo de US$ 4 bilhões para a educação, e também propôs um debate sobre a mercantilização do setor, como forma de conter as recentes manifestações pelo país contra a situação do sistema educacional. Ele ainda disse que o acesso ao ensino superior será complementado com 120 mil bolsas de estudos para a educação técnico-profissional.
"Há alguns que defendem uma total estatização da educação no Chile. Acredito que isso constitui um grave erro e que prejudica profundamente tanto a qualidade como a liberdade de ensino", afirmou Piñera.
Além disso, o chefe de Estado anunciou a redução da taxa de juros para os créditos universitários de 6% para 4%, e a criação de uma Subsecretária e Superintendência da Educação Superior.
As propostas foram consideradas "vergonhosas" pelos estudantes, que confirmaram novos protestos para o dia 14 de julho. Após as declarações do presidente, 12 pessoas foram detidas em manifestações de secundaristas e universitários contra as medidas recém anunciadas.
No último dia 30 de junho, cerca de 400 mil pessoas participaram de manifestações em várias cidades do país pedindo mais investimentos na educação. Só na capital Santiago, 200 mil estudantes, professores e funcionários públicos ocuparam as ruas.
Com informações da Agência Ansa, enviado por; Stanley Burburinho.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Há aqueles que não gostam de nós, e como há.
Julgam-se no direito de nos condenar, julgam-se donos de si, detentores de toda razão e da verdade, têm por aqueles que possuem outras idéias, o desprezo, o asco e buscam a qualquer custo evitá-los e diminuí-los. Seus intentos, estão sempre em apagar a grandeza incômoda da luz proveniente dos que discordam, dos que contestam e se indignam contra suas atitudes retrogradas e limitadas.
Não sabem os pseudos detentores da verdade, que embora eles tentem marginalizar-nos, ocultar-nos, excluir-nos, existe uma leva considerada de pessoas que sabem o que querem e que nos acatam, estes nos defendem e que iguais nós, não abrem mão do direito de externar seus descontentamentos.
Aqueles que querem ser a palmatória do mundo, que querem corrigir a todos e impor suas supostas verdades como retas e imutáveis, não imaginam quantos são os que os abominam e não têm idéia das tantas opiniões favoráveis às tantas opiniões que escrevemos ou falamos.
Os que não comungam de nossas idéias querem parecer imaculados, querem para si a brancura do mais alvo lençol, querem a brancura reluzente da neve, e nesta fantasia narcisista, julgam aos que estão fora de seu círculo, como sujos, indignos e imundos. Dizem, que prudente é o homem que evita contato com os subversivos, de forma pejorativa, querem nos definir como agitadores e revoltados.
Os que lutam contra qualquer tipo de contestação, praticam a mais vã de todas as lutas, pois não há verdade absoluta que não seja questionada, não há mortal algum que esteja imune às críticas. Lutar contra as contestações, tentar aniquilar qualquer forma da indignação é tolice, é serviço vão, é como querer enxugar o gelo, ou seja, não há nada que possa impedir a contradição das visões de mundo, pois é viável que entendamos, a realidade é vista por múltiplos ângulos.
As opiniões contrárias sempre existirão, a humildade de conviver com esta realidade é uma virtude de homens e mulheres prudentes, é importante sabermos que os lados opostos nunca deixarão de existir, não é inteligente também, ignorarmos a força existente nos extremos que nos separam.
Os que se rebelam e resistem contra qualquer imposição, são tidos como pragas por seus oponentes. Porém sempre haverão os “rebeldes”, são como a grama tiririca, que pode ser arrancada pela raiz, envenenada, queimada, no entanto, uma única batata que fica escondida debaixo de um torrão, faz a peste vicejar.
A mente brilhante de Raul Seixas nos alerta, somos iguais às moscas, nem o mais forte veneno as exterminam, quando se mata uma, logo aparece alguma outra para substituir aquela que foi tombada. Seria importante que todas as mentes tivessem a consciência de que tudo que pode ser aplaudido, também pode ser vaiado.
Não podemos jamais cometer o erro de nos acharmos unanimidade.
Pensemos nisso.
Mateus Brandão de Souza, grudado em história pela FAFIPA.
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