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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

VOLTA ÀS URNAS EM ABRIL - TRE prepara eleições para quatro municípios do Paraná

Eleitores de Foz do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Piraí do Sul e Quatiguá voltarão as urnas em 02 de abril para escolher seus prefeitos. Outras 16 cidades aguardam análise de agravo ou tiveram registro deferido. Entre as 16 cidades em questão aparece Marilena.


Quatro municípios do Paraná devem realizar eleições suplementares para prefeito no dia 2 de abril. A informação foi confirmada ontem pelo novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Adalberto Xisto Pereira, pouco antes da posse, realizada na sede do órgão, em Curitiba.

Segundo o magistrado, as situações de Foz do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Piraí do Sul e Quatiguá já foram definidas pelo Tribunal Superior. Outras 16 cidades aguardam análise de agravo ou tiveram registro deferido, mas ainda sem trânsito julgado. Não há um prazo certo para que isso ocorra.

"Levarei para a corte eleitoral na quarta-feira (8) a proposta de calendário", contou. "A Justiça Eleitoral está preparada. Assim que os juízes receberem a comunicação do TRE, já iniciam o processo", prosseguiu. Ainda de acordo com Pereira, da mesma forma como ocorre nos pleitos regulares, haverá prazo, embora provavelmente reduzido, para realização das convenções municipais, registro de candidaturas e propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

A questão mais emblemática é a de Foz, onde Paulo Mac Donald (PDT) foi cassado logo após a divulgação do resultado, em outubro de 2016, não podendo assumir o cargo (nem concorrer novamente). Quem está no comando provisório do Executivo é Inês Weizemann (PSD), presidente da Câmara. Cinco dos seis vereadores reeleitos na cidade estão presos desde 15 de dezembro, por conta da 5ª fase da Operação Pecúlio, que investiga desvio de recursos públicos.

Os outros municípios com pendências e, portanto, cujos eleitores podem voltar às urnas em breve, são: Colorado, Guaraqueçaba, Ivaiporã, Moreira Sales, Cambará, Congoinhas, Cruzeiro do Iguaçu, Diamante d’Oeste, Jaguariaíva, Marilena, Quarto Centenário, Reserva do Iguaçu, São Pedro do Iguaçu, Nova América da Colina, Nova Fátima e Primeiro de Maio. "Depende da pauta do TSE. Assim que julgarem, decidirem, eles nos comunicam e imediatamente levamos o calendário à corte", explicou o presidente do TRE.

BIOMETRIA

O novo chefe do Tribunal afirmou ainda que pretende aumentar até 2018 de 69 para 229 o número de municípios que utilizam urnas biométricas no Estado. Hoje, esse tipo de votação atinge 4,2 milhões de eleitores, o que corresponde a 54,75% das pessoas aptas a votar. A previsão é chegar a 6,4 milhões, ou seja, 81,28%. Ainda neste ano, 2 milhões de eleitores, de 160 cidades, começarão a passar por revisão biométrica.

Mariana Franco Ramos - Grupo Folha
Via - Bonde

Charge dos nossos dias - Por Renato Aroeira

E continua o golpe dentro do golpe sem parar, sem panelas, sem manifestações na paulista...


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Destruição do SUS e do Estado Nacional

Historicamente, depois de 1945 surgiram às primeiras experiências de direitos universais no mundo, com destaque para o National Health Service (NHS), na Inglaterra. E mais recentemente, com a Constituição de 1988, nasce no Brasil o Sistema Único de Saúde - SUS. Com a Constituição avançamos de forma significativa em termos de política universal, a qual os conservadores que usurparam o poder recentemente querem desmontar.


Wanderley Gomes da Silva*

A lógica dos neoliberais é que a democracia não cabe no orçamento. Como se o orçamento não fosse uma peça importante no debate do tamanho do estado na construção do projeto nacional de desenvolvimento de um país.

A recomposição do capitalismo pós-crise imobiliária de 2008 vem colocando na ordem do dia a diminuição do papel do estado nas políticas públicas entre outras medidas de caráter restritivo que vem fragilizando a soberania das nações. Na mesma lógica os representantes do pensamento neoliberal aqui no Brasil defendem que o mercado deve regular 100% das políticas de estado: isto significa que os interesses do capital deve estar no comando da gestão pública, seja através da terceirização dos serviços, das fundações, entre outras formas de gestão privada.

É comprovado que os gastos do orçamento nas políticas públicas contribuem consideravelmente na movimentação da economia, seja através dos empregos diretos ou indiretos ou no financiamento de projetos socialmente inclusivos. Esse tipo de gasto é fundamental nas políticas sociais do país, numa perspectiva desenvolvimentista, na lógica de um projeto includente, sustentável, soberano e democrático. Considerando que ele define o tipo, o papel e o tamanho do estado no financiamento do projeto de nação, nesse sentido é estratégico o debate do tamanho do orçamento enquanto instrumento que potencializa as políticas públicas de saúde e educação entre outras que amplie a universalização dos direitos sociais, do acesso à cidadania e do fortalecimento do estado nacional nas atividades econômicas estratégicas ao desenvolvimento do país e sua soberania nacional.

Sabe-se que o golpe de estado no Brasil faz parte da recomposição geopolítica no mundo, em que o capital financeiro internacional utiliza de instrumentos políticos, econômicos, diplomáticos e quando necessário militar, para impor seus interesses numa região ou em um país de referencia regional.

Hoje os golpes de estado se dão através do parlamento, da grande mídia, do Judiciário, e com apoio de setores reacionários comprometidos com os interesses estrangeiros. Importante ressaltar que a viabilização dos seus objetivos estratégicos consiste na aprovação de emendas antidemocráticas à Constituição Federal, como forma de legitimar a retirada de direitos sociais e trabalhistas. Outra trincheira dos conservadores é a via diplomática, com ações que objetivam enfraquecer a liderança do Brasil na América Latina. Adiciona-se a esta lógica a opção dos conservadores pelo distanciamento com os países que compõem o BRICS. Essas medidas comprovam que as forças que hoje estão no comando central da República estão implementando uma política de alinhamento ao grande capital, em particular o o norte-mericano. Uma das vertentes de enfraquecimento do Estado nacional foi à aprovação no congresso nacional da política de privatização do patrimônio público, na entrega dos serviços públicos a iniciativa privada-PP, caso mais recente a privatização das telecomunicações e a entrega de todo patrimônio desse setor ao capital, o que na prática inviabiliza o projeto de desenvolvimento soberano do país.

Com o advento do golpe, o que está em discussão é se o orçamento estará a serviço dos mercados ou do estado, do desenvolvimentismo ou do rentísmo, em fortalecer a saúde pública ou a saúde privada. Esta deve ser nossa preocupação no atual quadro político: a centralidade da nossa reflexão estratégica. Nesse sentido, temos aí um conflito de interesses que não é técnico, mas político e de projeto de nação. Projeto para qual classe e, com qual conteúdo de classe? Esse é o grande debate nacional. Vamos impedir que o país caminhe para a barbárie, vamos lutar pelo progresso social, por um projeto que nos aproxime da transição rumo a uma sociedade mais avançada e socialmente mais justa e democrática.

Está na lógica do sistema capitalista a limitação de direitos sociais e trabalhista, menos direitos para o povo e mais lucro para o capital, o paraíso para as elites e o martírio para a classe trabalhadora. O exemplo mais emblemático na conjuntura atual é essa proposta conservadora do governo Temer chamada de “Uma ponte para o futuro” – que na verdade é um ataque aberto aos direitos sociais duramente conquistados nos últimos trinta anos pela sociedade, além da retirada de direitos conquistados nos últimos oitenta anos, com destaque os ataques a CLT entre outras de valor histórico, as elites querem de volta a Velha República, os tempos de um país desindustrializado e agrário, destruição de todas as conquistas pôs revolução de trinta, querem de volta aquele estado que dependia do estrangeiro para tudo.

Diante da profunda recessão econômica precisamos lutar para que o Estado invista mais em políticas públicas como meio de garantirmos mais acesso da população aos serviços de qualidade, na valorização do trabalho, garantindo mais direitos sociais. Considerando que no momento a luta aberta entre a democracia e a barbárie é o termômetro da luta de classes, luta entre e os interesses do capitalismo e dos trabalhadores, entre o mercado e o estado, dos interesses daqueles que estão querendo impor a todo custo no Brasil. A “ponte para o futuro” que não levará o Brasil a um porto seguro, mas sim ao acirramento do conflito social, e é por isso que o campo progressista defende o fortalecimento do estado enquanto os neoliberais o mercado. O momento exige a construção de uma Frente Ampla em defesa dos direitos, da democracia e da soberania nacional.

Outro fator de alta relevância é que o desmonte do SUS, enquanto parte do desmonte do Estado Nacional tem como tônica a privatização dos serviços públicos, a precarização do trabalho, na lógica do capital é imperioso a desregulamentação de tudo, da terceirização geral no trabalho a diminuição do tempo de aposentadoria como a retrógada proposta de reforma da previdência entre outras restrições sociais e democráticas de dimensão histórica. É com a orientação do mercado e a serviço do capital financeiro que atualmente esta gente administra o país.

Algumas das propostas conservadoras colocadas como alternativas à crise econômica é a diminuição do tamanho e o caráter do SUS, transformando num SUS para pobres, sem qualidade, universalidade e equidade; diante dessa lógica conservadora é urgente aprofundar o debate da saúde pública, como a Desvinculação de Recursos da União, dos Estados e dos Municípios nesta e em outras políticas públicas, além da incorporação no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 da União (PLDO 2017) do dispositivo da antiga PEC-24155 que congela as despesas primárias no nível de 2016 por 20 anos, principalmente as sociais, o que representará uma queda das despesas per capita e reduzirá drasticamente o já insuficiente financiamento do SUS e da Seguridade Social em 413 bilhões. Exemplo, se a EC 95 estivesse em vigor a partir de 2003, deixariam de ser investidos no SUS nesse período R$ 135 bilhões até 2015, uma perda anual média de recursos equivalente a R$ 21 bilhões (ou cerca de 20% a menos do que foi aplicado pela União em 2015 em ações e serviços públicos de saúde).

O SUS é fundamental para o Brasil porque, apesar de todas as suas dificuldades, ele é um dos sistemas de saúde mais avançados do mundo, seu sentido de universalidade e de equidade torna-o democrático, importante destacar que ele é a expressão mais acabada enquanto conquista social consagrada na Constituição cidadã de 1988; preservá-lo num país em desenvolvimento, em recessão econômica e sob- feroz ataque aos direitos sociais significa fazer o contraponto da lógica neoliberal, é tratar a saúde pública enquanto política de Estado.

Apesar dos ataques diários da grande mídia o SUS é fundamental na vida da nação, o momento exige seu fortalecimento, considerando que ele por sua importância faz a diferença para parcela majoritária da população quando o assunto é saúde pública de qualidade, universal e equânime.
Fazer a privatização do SUS é cometer crime de “lesa pátria”, é levar milhões de brasileiros a morrer sem atendimento. Defende-lo na atualidade significa defender o estado numa política estratégica condicionada à qualidade de vida do povo, isso pressupõe que precisamos reforçá-lo através do financiamento adequado e perene ao seu pleno funcionamento. Atualmente, os gastos públicos consolidados em saúde (federal, estaduais e municipais) equivalem a 3,9% do PIB no Brasil; é preciso lutar para que se atinja gasto público mínimo segundo parâmetros internacionais para sistemas de cobertura universal, ou 8% do PIB, que é o mínimo internacional para gastos públicos com sistemas de acesso universal como o SUS, para que ele possa cumprir sua função social que é a de garantir saúde de qualidade com universalidade, equidade e aumento de cobertura ao povo brasileiro.

Quando o governo Temer aprovou a PEC 93 de desvinculação das receitas da União, estado e municípios para a saúde. Os conservadores aprovaram diminuir os gastos público com a saúde pública, na prática aceleram a destruição da estrutura do SUS. Porem o maior e devastador ataque a saúde pública no Brasil foi à aprovação da EC 95 que congela por 20 anos os gastos federais na saúde, estendendo este crime as demais políticas públicas, na prática essa orientação neoliberal resultará na extinção em curto prazo do SUS por absoluta “asfixia financeira”.

Na verdade, precisamos combater os interesses daqueles que apoiaram o golpe de estado e que hoje cobram a conta via Ministério da Saúde, cobrança que é expressa na proposta de expansão do mercado de planos de saúde, na acintosa proposta do chamado plano popular de saúde. Com destaque aos que atuam no complexo industrial da saúde, que estão muito interessados na privatização do setor, seja na gestão, na área de insumos, tecnologia de informação ou medicamentos.

Precisamos analisar este contexto tendo em consideração que a saúde pública e privada em conjunto representa 8,2% do PIB brasileiro. Trata-se de uma atividade econômica que vai muito além da prestação de serviços à população é, portanto, uma área de grande interesse e disputa do capital nacional e internacional.

Por isso, é preciso que a sociedade brasileira lute pelo SUS constitucional, aquele que garante a saúde como um direito. Um SUS universal, com qualidade e equidade, enquanto obrigação do Estado e direito do cidadão; não permitamos a volta do tempo anterior ao SUS em que os mais pobres eram tratados como indigentes e a atenção à saúde estava garantida somente para aqueles que faziam parte do mercado formal de trabalho.

A luta pelo SUS preconizado na Constituição é parte da luta pelo restabelecimento da democracia, pela normalidade da vida democrática do país, significa que o povo brasileiro precisa derrotar o golpe de estado que colocou a frente da presidência da república um governo ilegítimo que é fruto desse golpe. Precisamos o quanto antes eleger o presidente da República através do voto popular. Nesse sentido é importante reafirmar; Pela democracia, Diretas já.

Defesa da Constituição Federal do Brasil
Defesa da Democracia
Defesa dos Direitos
Defesa do SUS

 *Wanderley Gomes da Silva é diretor de Saúde da CONAM, conselheiro nacional de Saúde e militante do Partido Comunista do Brasil


Candidata da extrema-direita, Marine Le Pen lança campanha na França


Muitas vezes comparada a Donald Trump nos posicionamentos políticos, a candidata de extrema-direita à presidência da França Marine Le Pen assumiu hoje (4) 144 compromissos firmados pela sua campanha baseados no conceito "made in France". Ela defende "um país com suas próprias fronteiras para guardar, sua própria moeda para gastar, sua própria defesa e identidade inalterada por imigrantes, refugiados e globalização".

Durante a conferência de dois dias de seu partido, a Frente Nacional, a política saudou o Brexit e a eleição de Donald Trump dizendo que "o mundo está tomando consciência" dos valores que ela advoga há anos. Ela também denunciou os problemas das fronteiras abertas, dizendo que os imigrantes têm tomado os postos de trabalho dos franceses, aumentado o risco de terrorismo e a criminalidade no país, além de "tirar a identidade da França", segundo a Agência Sputnik.

"A sobrevivência da França está em jogo. É a primeira vez que estamos tão próximos do objetivo", disse o líder do partido, Jean-Lin Lacapelle, na abertura da conferência, citando pesquisas que mostram Le Pen em primeiro lugar na preferência dos eleitores no primeiro turno.

Le Pen prometeu não aderir ao comando integrado da Organização do Tratado do Atlântico Nortr (Otan) e à abertura das fronteiras para membros da União Europeia e prometeu abolir a utilização do euro. Ela defende a convocação de um "Frexit", um referendo que, a exemplo do Reino Unido, também tiraria a França do bloco.

Fonte: Sputnik

Evo: Nunca mais contar a história da Bolívia sem a voz indígena

Nunca mais a história da Bolívia será contada sem a voz dos povos indígenas, afirmou o presidente Evo Morales ao recusar versões opositoras sobre o Museu da Revolução Democrática e Cultural inaugurado em Orinoca, departamento de Oruro.


A afirmação em sua conta do Twitter @evoespueblo e destacada pela imprensa nacional precisa que o recém-inaugurado Museu da Revolução é patrimônio da bolivianidade e a humanidade, ideia que ampliou ao inaugurar neste sábado obras sociais na comunidade do El Choro.

No marco do 236 aniversário do grito libertário ocidental do departamento de Oruro, sublinhou que esse espaço guarda as lutas indígenas contra a opressão, a desigualdade, a exclusão social e a violação dos direitos dos povos originários.

A direita racista guarda rancor contra as populações originarias em Bolívia e em todo o continente, recordou Morales, aplicaram historicamente políticas de extermínio e nossa resistência milenária lhes maltrata ainda que seja refletida em um museu em Orinoca.

O continente, que antes se chamava Abya Yala e agora é América, foi invadida para nos roubar e nos saquear e chegou a hora de descolonizarmos e reflexionar até em modificar as letras de hinos que alabam aos conquistadores, afirmou depois do aplauso popular.

As nações originarias do Abya Yala temos direito a guardar nosso legado inaliável, ensombrecido pela longa noite dos 500 anos, enfatizou Morales.

Nesse museu aberto ao público na passada quinta-feira, bem perto de onde nasceu o primeiro presidente indígena da Bolívia, se expõem dados históricos do período pré-colonial e colonial, e das lutas dos movimentos indígenas durante a Colônia e a República.

Igualmente destacam os lucros do processo de mudança que vive o país desde o triunfo de Morales em 2006, o qual motivou uma campanha midiática da oposição impugnando o custo da infraestrutura construída para esse fim em um apartado lugar de longa história de rebeldia.

Como em tempos da inquisição, a direita fascista guarda rancor racista, sempre procuraram queimar nossa memória, apagar da história, deplorou o presidente.

Por sua vez, o ministro de Defesa, Reymi Ferreira, recordou que muitos dos dirigentes da direita que se pronunciam contra esta faça foram 'llunkus' (aduladores) de ex ditadores, como Hugo Banzer, e servidores de interesses estrangeiros. Eles, agregou Ferreira, têm feito uma avenida e um museu ao ex ditador Hugo Banzer, e em grande parte as opiniões contrárias ao Museu de Orinoca são fruto da ignorância ou da má fé típica de quem não entendem o valor da luta dos movimentos sociais

Recusou que fosse uma expressão de ego e destacou que ali se exibem centos de peças das diversas culturas do país e os obséquios que recebeu Morales em todas suas viagens desde que chegou à presidência boliviana o 2006.

Fonte: Prensa Latina


“Médicos inescrupulosos merecem punição”, diz diretor do Sírio-Libanês


Segundo Roberto Kalil Filho, médica que compartilhou informações sobre o estado da ex-primeira dama e foi demitida violou “um dos princípios mais sagrados da profissão, o sigilo médico”. “Pior ainda é testemunhar esses profissionais serem movidos por sentimentos menores e ideologias político-partidárias, fazendo apologia à morte”, lamenta.

O diretor do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, escreveu um artigo onde explica por que a médica do hospital Gabriela Munhoz, que compartilhou o diagnóstico de Marisa Letícia em grupo de WhatsApp foi demitida. Segundo Kalil, o comportamento de Gabriela é inadmissível, ao violar o sigilo médico.

Kalil também comenta as mensagens de ódio feitas por profissionais, como Richam Faissal Ellakkis, que sugeriu a morte de Marisa Letícia. “Esses fdp vão embolizar ainda por cima. Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”, disse Ellakkis, que também foi demitido da Unimed, onde trabalhava.

Para Kalil, esses profissionais merecem punições. “Impossível tolerar que pacientes corram o risco de virar motivo de escárnio entre médicos inescrupulosos”, diz.

Leia abaixo o artigo na íntegra:

Afronta à dignidade humana


Infelizmente, são comuns no Brasil, e em especial na rede pública, queixas de médicos e de outros profissionais de saúde sobre jornadas extenuantes de trabalho, afastamento da família, salários incompatíveis com uma vida digna e muito aquém do esforço, da dedicação e da responsabilidade exigidos pela carreira.

Fora isso, também são vítimas de violência por parte de pacientes ou acompanhantes que responsabilizam os médicos por todas as consequências produzidas pela doença.

Tais situações, evidentemente, comprometem a saúde física e mental desses profissionais e geram o desalento que os afasta de seus pacientes, o que acaba por punir justamente os mais necessitados, aqueles que já vivem nos limites da dignidade humana.

No entanto, quando afrontam a ética, quebram o juramento de Hipócrates proclamado ao receberem o título de doutor e compartilham publicamente segredos e sentimentos a eles confiados, os médicos violam um dos princípios mais sagrados da profissão, o sigilo médico.

Essa situação ocorreu recentemente com a divulgação pelas redes sociais de exames e dados clínicos não autorizados, além de comentários desairosos sobre pacientes públicos. O caso revela um dos lados perversos do comportamento humano, reprovável e absolutamente inadmissível para quem se apresenta como médico.

Pior ainda é testemunhar esses profissionais serem movidos por sentimentos menores e ideologias político-partidárias, fazendo apologia à morte, como lamentavelmente observamos na última semana.

O texto da jornalista Cláudia Collucci publicado nesta Folha na quinta (2/2) acerta no ponto nevrálgico sobre o tema: atitudes como essa merecem punição. Impossível tolerar que pacientes corram o risco de virar motivo de escárnio entre médicos inescrupulosos.

As direções de hospitais e unidades de saúde precisam ser firmes e punir esse tipo de comportamento antiético de forma exemplar, eliminando das instituições elementos que profanam o princípio do sigilo e do respeito devido a qualquer ser humano.

Também têm obrigação de denunciar imediatamente aos conselhos profissionais esses desvios, para a aplicação de sanções pertinentes.

O juramento de Hipócrates é claro: o médico deve guardar absoluto respeito pelo ser humano e atuar sempre em seu benefício. Jamais utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade.

Os cidadãos, quando buscam um serviço de saúde, principalmente quando precisam ser internados, seja em enfermaria ou na terapia intensiva, normalmente chegam fragilizados, não somente pela doença mas também pelo temor em relação ao que os espera.

Hospital, receio da dor e do imponderável, medicações desconhecidas, dor imposta por exames invasivos, cirurgias, agulhas, tubos e sondas são possibilidades tenebrosas que ninguém em sã consciência aceita calidamente.

As incertezas são muitas na fase de hospitalização; por isso a atitude dos profissionais de saúde tem o papel de resgatar a vida e dar dignidade à existência.

É urgente que os gestores da área da saúde pública ou privada desenvolvam estratégias robustas para envolver os médicos não somente nas políticas internas de humanização das instituições mas também no respeito ético para com seus pacientes. A dignidade humana deve ser inviolável.

ROBERTO KALIL FILHO, cardiologista, é professor titular da Faculdade de Medicina da USP e diretor de cardiologia do Hospital Sírio Libanês

Fonte: Revista Fórum

sábado, 4 de fevereiro de 2017

BEATRYZ PECINI - A BELA DA SEMANA


Apreciar a beleza feminina é observar cada detalhe que compõe a magnificência contida nestas Deusas, é regozijar-se na deleitosa emoção de com os olhos, poder viajar nas silhuetas de corpos referenciais, moldados com o fino propósito de nos seduzir... Contemplar uma bela é assistir ao desfile da perfeição que tão somente existe na mulher, nos caprichos naturais destas seletas criaturas que tem por vocação o dom de encantar...

Nestes moldes, neste esmero divino está Beatryz Pecini, dona de uma impecabilidade evidenciada nas linhas magníficas da bela morena que nasceu para ser louvada, ela que externa na simplicidade do existir, toda exuberância que se encontra em quem ao nascer mulher, também nasceu linda, por isso, tão formosos pés tem o direito de subir ao pedestal das únicas...

Quem a tem possui um tesouro, os que com ela mantêm estreita amizade, tem o prazer de vivenciar a magia sublime contida na personalidade de quem encanta não apenas pela beleza, encanta também pela simpatia, pelo caráter característico dos bons, assim é Beatryz Pecini, assim é a bela a quem nos prostramos e discorremos nossos elogios...

Dizer que ela é linda, é se prender-se ao óbvio, Beatryz está muito além das meras definições, prova disto é que por mais que mencionarmos suas qualidades, concluiremos que ao olharmos para sua imagem, muito mais coisas temos por dizer... Beatryz Pecini é mais que palavras, olhemos com admiração para quem torna vago as adjetivos do nosso idioma, Beatryz é mais, e sua imagem fala por tudo que não conseguimos dizer...

E por falar em imagem... Ah, a imagem! Beatryz Pecini é regalia para os olhos, é prazer para retinas que nunca se fartam em enxergar o que é belo, sendo bela, ela é poesia composta pelo criador maior, formada pela natureza que fez da mulher o mostruário para externar a beleza em sua grandeza absoluta.

Beatryz é floreio para nossos dias, Beatryz Pecini é desejo dos desejosos, é privilégio dos escolhidos, é referência de quem quer o ideal, Beatryz é o necessário para concluirmos que a mulher detém a supremacia sobre tudo que existe, Beatryz é única e por direito está neste panteão de belas...

O negrume da noite sente inveja do negro de seus cabelos, as flores doaram-lhe o perfume, a natureza inteira se curva diante da majestosa beleza desta beldade, o sol se envaidece por poder tocar-lhe o rosto... Ela é Beatryz Pecini, ela é a Bela da Semana!

*BEATRYZ APARECIDA LICIARDI – Marilena/PR – Filha de Katielly Pecini e Fábio Liciardi – Beatryz é corinthiana e estuda o 3º Ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Princesa Izabel.
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