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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Mulher é presa após furtar residência em Nova Londrina


Um mulher foi presa por furto qualificado neste final de semana em Nova Londrina. Ela arrombou a porta dos fundos de uma residência e furtou roupas, produtos alimentícios e outros objetos.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima informou a equipe que vizinhos viram uma mulher saindo da residência levando uma sacola cheia de objetos.

Com as informações sobre a aparência da suspeita em mãos, os policiais conseguiram localizar a mulher, que estava sob aparente efeito de entorpecentes, com ela foram encontrados alguns dos objetos furtados. Ela confessou a autoria do crime, foi presa e conduzida a Delegacia de Nova Londrina.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Big Bang em xeque: físico brasileiro explica teoria alternativa sobre o universo


O físico brasileiro Juliano César Silva Neves, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explicou em entrevista à Sputnik Brasil, a sua inovadora teoria sobre a origem do universo, que exclui a necessidade de um Big Bang, aceito pela maior parte da comunidade científica como melhor explicação para o início de tudo.

"Antes da visão cíclica, nós temos que resolver o problema da singularidade. Por Big Bang, eu quero dizer singularidade inicial. O modelo cosmológico que eu propus aceita, claro, a expansão do universo, aceita outros dados, como a radiação cósmica de fundo. A minha questão principal é o Big Bang, o Big Bang como a chamada singularidade inicial", disse o cientista, explicando que essa singularidade consistiria em um estado onde as grandezas físicas, geométricas, calculadas a partir da Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, não têm um valor definido. "Como os matemáticos falam, essas grandezas tendem ao infinito".

Neves conta que essa questão é encarada como um problema da relatividade, que a maioria dos pesquisadores acreditam poder ser resolvido com uma teoria quântica da gravidade, que acabaria com a singularidade. No entanto, segundo ele, é possível resolver a singularidade inicial sem recorrer a uma teoria quântica, o que foi exatamente o que ele fez em seu trabalho, publicado recentemente na revista General Relativity and Gravitation.

"Esse estado inicial não é mais divergente. Ele não é um estado onde grandezas físicas e geométricas têm valores ilimitados ou infinitos. E nem, necessariamente, precisa ser o estado inicial. O que eu descarto é essa ideia do Big Bang. Então, ao invés de um estado singular, apenas um ricochete. E se existiu um ricochete, uma transição, houve uma fase anterior à atual expansão cósmica. Se o universo está expandindo atualmente, a fase anterior à atual fase de expansão foi uma fase de contração. Aí, sim. Aí, a gente pode, a partir disso, tentar também construir uma visão cíclica, onde o universo passa por sucessivas fases de contração e expansão."

De acordo com o físico da Unicamp, o evento do Big Bang poderia ser aceito por ele se esse termo tivesse uma definição diferente da que se refere à singularidade. Isso porque, ele afirma, quando essa fase de transição entre uma contração e uma expansão não é singular, o que se tem é uma "física bem comportada em todo o trajeto", ela funciona integralmente.

"O problema de você assumir uma singularidade é assumir a sua ignorância. A singularidade, acima de tudo, é a total ignorância da física. Porque a física não funciona na singularidade."

Antes de Juliano Neves, outros cientistas já pensaram em uma cosmologia sem o Big Bang. Há uma originalidade em seu trabalho, no entanto, que se deve ao emprego de alternativas utilizadas por ele em pesquisas sobre buracos negros regulares, sem singularidade no horizonte de eventos, para explicar também a cosmologia.

"Esse foi o caminho longo que eu usei. Sair dos buracos negros e ir até a cosmologia para salvar a cosmologia do horrível Big Bang", afirmou o pesquisador.

No Sputnik

sábado, 2 de dezembro de 2017

ELLYN FONSECA – A BELA DA SEMANA


Na certeza de que a beleza feminina é o fiel exemplo daquilo que nos encanta, seguimos  enaltecendo a honorável condição destes seres que nasceram com o privilégio do destaque entre os demais seres, uma vez belas, são elas inegavelmente o mais grandioso retrato do esmero do Deus criador.

A divindade da mulher está no corpo das morenas, está nos desenhos que dão forma à graça ímpar repleta de fascínios que as diferem de tudo, se há algo indiscutivelmente sedutor, a beleza feminina é este exemplo, e tal maravilha, está retratada na imagem da musa que hora apresentamos para ocupar o lugar das beldades, por isso Ellyn Fonseca está aqui, para receber os vivas dedicados aquelas que estão na pauta quando o tema é a beleza feminina.

Flor mulher, menina nos verdes dias de sua juventude, pertencente ao mais numeroso exemplo da beleza feminina, um campo comandado pela hegemonia das beldades de cabelos negros, uma peculiaridade continental onde a feminilidade destes seres evidencia nosa região pela grandeza de formosura mostrada nestas musas que iguais a Ellyn, definem a reação do encanto...

Nas maneiras, nas tantas cores de nossas mulheres, atentemo-nos para a beleza natural de Ellyn Fonseca, por tudo que ela representa neste universo a muito dominado por elas, pelo estado de graça pelo qual ficamos, nós os outros seres que não fazem parte deste universo onde a provisão divina destinou à elas e fez delas, criaturas encantadoras.

Rendemo-nos ao formidável encanto de Ellyn, por sua autenticidade, pela maneira que nos cativa, pela sublime sensação que ela desperta aos nossos olhos, aos olhos que incessantemente buscam pelo colírio natural que somente a imagem feminina oferece...

Damos, pois, continuidade a esta venturosa honra de apresentar a beleza feminina, esta beleza enaltecida em todos os recantos deste país, continuamos provando que daqui deste lugar extremo do noroeste paranaense, lugares como nossa Marilena, a mulher também se evidencia por sua beleza e Ellyn Fonseca faz parte deste rol seleto cujo a beleza se torna poesia.

Diletos leitores desta página, incessantes que buscam a fonte onde jorra o encantamento, o pedestal das belas é ocupado por ela a quem destinamos nossos elogios, não há olhar que não se encante com a imagem de uma bela, e ela com todos os seus adjetivos, supre essa necessidade de olharmos para o que é fascinante...

Um brinde à nossa tamanha sorte, por sermos contemporâneos à ela, um viva a oportunidade que nos é regalada ao postarmos a imagem de tão grande beleza...

Um toque de classe está sendo oferecido a esta página, afinal, ela está aqui, nossa musa segue tendo as glórias destinados unicamente às escolhidas, regozijemo-nos nesta indizível oportunidade, a beleza sem igual existe, brindemos nossa tamanha sorte, Ellyn Fonseca é a Bela da Semana.

*ELLYN FONSECA FERREIRA – Marilena-PR – Filha de Sulene Fonseca e João Ferreira – Ellyn estuda no Colégio Estadual Princesa Izabel em Marilena - PR.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Jogadores de futebol, de ricos a pobres… Uma loucura!

É preciso estar preparado para ser um profissional no futebol, mas ainda mais para deixar de ser um. Como tudo na vida, é mais fácil destruir do que criar, e esses futebolistas perderam sua carreira. Quando não se está preparado para deixar a carreira de jogador de futebol os inconvenientes podem aparecer. A vida volta a ser como era antes, deixa-se de ganhar muito dinheiro e a atividade que deu sentido à vida desaparece de um dia para o outro. Estes são os casos de jogadores de futebol que estiveram no topo, não souberam como se manter e caírem.


Um empréstimo que acabou com sua economia.

“Bam Bam” Zamorano passou pelo Real Madrid e pelo Inter de Milão, entre outros. Na Itália, estima-se que ele embolsou cerca de 2,5 milhões de dólares por temporada. Esse dinheiro não foi suficiente para o símbolo chileno e ele pediu um empréstimo quando lhe restava algum dinheiro. Ele não consegui fazer frente às parcelas e agora deve mais de 3 milhões de dólares.

Desenvestimentos

Quando um esportista de alta performance tem uma carreira de sucesso, o único que falta é saber investir seu dinheiro para, assim, manter seu padrão de vida luxuoso. Nisso apostou o jogador de basquete do Chicago Bulls Scottie Pippen. Entretanto, más decisões significaram cerca de 120 milhões de dólares em prejuízos em negócios entre aviação, comida gourmet e construções.

O pior investimento

O ganês Souleyman Sané jogou no Freiburg e no Nuremberg da Bundesliga. Ele embolsou cerca de dois milhões de euros. Esse número para a atualidade parece pouco, mas na sua época era um bom dinheiro. Sané não conseguiu manter-se e atualmente não pode pagar suas despesas correntes. Um investimento que realizou de 150 mil euros foi a chave, gerou despesas e, assim, acabou destruindo todo o seu patrimônio.

Vícios

A personalidade prepotente que tinha Mike Tyson diante de seus adversários é a mesma com que se expressava fora do ring para cuidar do seu dinheiro. Aquele que embolsou mais de 300 milhões de dólares em lucros e declarou falência em 2003. A razão? O dinheiro gasto sem nenhum critério em joias, roupa e outros bens. Além do prejuízo gerado pelo seu vício em cocaína.

De campeão do mundo à limpeza de banheiros

Andreas Brehme conseguiu chegar à final da Copa do Mundo da Itália de 90 e também fazer um gol. Graças ao seu gol, a Alemanha tornou-se campeã mundial. O ex-zagueiro passou de herói nacional para a limpeza de sanitários por causa de uma dívida de 200 mil euros. Seu último trabalho fixo foi em 2006, quando ele foi assistente técnico do Stuttgard.

O esporte te dá e te toma

A recaída econômica da atleta Marion Jones começou quando ela foi obrigada a devolver suas medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Sidney, em 2000, por doping. Além disso, teve que pagar uma quantia em dinheiro para competir com substâncias ilícitas. Ela, inclusive, foi presa e vendeu a casa de sua mãe para poder sobreviver.

O padeiro Cabañas

Apesar de desperdiçar seu dinheiro, a vida de Salvador Cabañas foi manchada por crime. O paraguaio viveu uma situação fatídica em uma boate no México em 2010, quando ocorreu uma briga. Um homem atirou na sua cabeça e a bala ficou alojada no crânio. Depois de várias operações, conseguiram remover a bala e levou muitos meses para que Salvador se pusesse de pé novamente. Seu último trabalho foi em uma padaria que pertence à sua família.

A culpa é do meio?

Muitos esportistas se deixam levar pelo ambiente que os rodeia e, ao mesmo tempo, parece lógico que queiram que pessoas mais próximas possam ter uma vida mais confortável se isso depender de um empréstimo de alguns milhões. Mas o que aconteceu com Allen Iverson foi uma loucura. O armador embolsou mais de 155 milhões de dólares, os quais seus amigos se encarregaram de gastar.

O problema da dependência química

Julio Alberto, ex Barcelona e Atlético de Madrid foi companheiro de equipe de Diego Maradona. Ele diz que o ajudou com seu vício em drogas, algo que Maradona nunca pode retribuir. As substâncias o marcaram depois de seu tempo de jogador e o deixaram sem trabalho e família. Julio Alberto culpou a droga pela deterioração de sua vida em geral, não apenas o lado dos esportes.

O caixa automático humano

Foi o próprio Antoine Walker, ex-jogador de basquete do Boston Celtics, quem descreveu seu status com perfeição: “Acabei me tornando uma espécie de caixa automático”.Isso aconteceu porque as 30 pessoas que o rodeavam, como família, dissiparam os 108 milhões de dólares que tinha como seu patrimônio.

Best, o festeiro

O irlandês George Best foi um dos melhores jogadores da história e ganhou a Bola de Ouro em 1968. O apelidado de “QuintoBeatle“, declarou: “Em 1969 deixei as mulheres e o álcool, foram os piores 20 minutos da minha vida“. E então ele acrescentou: “Eu gastei muito dinheiro em bebidas, mulheres e carros de corrida. O resto eu desperdicei“.

Não soube administrar

É comum que esportistas tenham muita dificuldade em administrar tanto dinheiro. Eles não estão preparados para administrá-lo, somente para ganhá-lo em seus respectivos esportes. O quarterback do San Francisco, Michael Vick, não soube gerir seus 190 milhões de dólares, perdeu tudo e, além disso, acabou na prisão por organizar rinha de cães.

O pior desfecho

Devastado pelas drogas, Paul Gascoigne, jogador inglês da Itália em 1990, vagueia pelas ruas da Inglaterra e foi visto em um estado lamentável. Seu estado de embriaguez parece constante. Uma das últimas notícias que se sabe sobre ele é que foi encontrado em uma vala depois de jogar golfe e tomar algumas bebidas.

A perdição em Las Vegas

O ditado popular diz que a cidade de Las Vegas, em Nevada – EUA, é a Cidade do Pecado. Nela se encontram muitas das tentações que atraem o ser humano e às quais o golfista John Daly não pôde resistir. Estima-se que ele, que havia acumulado 60 milhões de dólares no circuito, jogou a mesma cifra e algo mais em apostas na cidade.

Álcool, depressão e morte

Um dos brasileiros famosos, Manuel Francisco dos Santos, conhecido como Garrincha, foi quem participou da histórica seleção verde-amarela que ganhou as Copas do Mundo de 1958 e 1962. Garrincha não soube lidar com a fama porque não tinha a educação para suportá-la e caiu na pobreza, em quadro depressivo somado ao álcool e aos jogos de azar. Aos 49 anos ele morreu.

No que você apostou?

O jogador de beisebol americano Pete Rose levou seu nome às alturas por ser um dos melhores batedores da história das Grandes Ligas. Entretanto, ele acabou caindo na tentação das apostas, o que o levou a aposentar-se e não poder entrar ao Salão da Fama.

As apostas de Vieri

“El Toro” Christian Vieri sabia como aproveitar os contratos milionários que floresciam no futebol. O ex-atacante italiano teve sua época de ouro na Série A, onde ganhou muito dinheiro. Vieri perdeu seu dinheiro no cassino e o trabalho de toda a sua vida. O coquetel explosivo foi completado com saídas noturnas, bebidas alcoólicas e mulheres. Alguns anos atrás, quebrou a empresa que mantinha e perdeu mais de 14 milhões de dólares.

As drogas, ruins em todos os sentidos

O linebacker que faz parte do Salão da Fama da National Football League, Lawrence Taylor, foi um dos profissionais mais bem pagos dos anos 80. Apesar disso, seu vício nas drogas, cocaína especialmente, arruinou tudo. Dos 50 milhões de dólares que tinha não sobrou nada.

A má gestão do dinheiro

Ailton da Silva foi a transferência mais cara do Werder Bremen, e também campeão lá. Uma de suas despesas extremas foi de 100 mil euros por mês que gastava com roupas. Além disso, fontes próximas ao jogador disseram que ele nunca teve uma boa gestão de sua renda. Finalmente, ele fez investimentos que não lhe deram lucro.

Muita festa

Evander Holyfield será para sempre lembrado como aquele boxeador que levou uma mordida de Mike Tyson numa luta. A verdade é que há outro fato negativo que persegue o sobrenome do americano. Ele desperdiçou todo o dinheiro que ganhou com carros de luxo, festas privadas e uma casa de 109 quartos.

Mais que um nome de um estádio

O estádio, onde hoje joga o Inter da Itália, se chama Giuseppe Meazza devido ao histórico atacante que brilhou nos anos 30. Naquela época, com o futebol ganhava-se muito menos dinheiro do que na atualidade, mas o pouco que ele foi capaz de juntar foi mal gasto em álcool e no jogo. Não foi à toa que Meazza morreu de cirrose.

Atropelou sua fortuna

Aquele que foi um grande batedor profissional de beisebol não pôde controlar seu fanatismo por carros de luxo e foi à bancarrota em 1992. Entre suas propriedades, estava uma Ferrari de 700 mil dólares e um Rolls Royce. Na época do vício, chegava a pagar parcelas de 17 automóveis ao mesmo tempo. Um disparate.

Nem um pouco profissional

Adriano, ex-jogador do Inter fez sua fortuna com base em gols. Os problemas de comportamento o forçaram a retornar ao Brasil, onde sua falta de controle aumentou. Além de sua condição física muito fraca, problemas com álcool e drogas o levaram para longe do futebol. A última aparição foi em equipes da quarta divisão dos Estados Unidos.

Não vingou como empresário

Lenny Dykstra empreendeu um negócio de lavagem de carros, uma companhia de revistas, investimentos imobiliários e uma página de internet. Poucos anos depois, declarou falência. Aquele que era um sucesso no beisebol não teve o mesmo desempenho nos negócios e terminou devendo mais de 30 milhões de dólares a credores.

Aposentado pelo álcool

O holandês Van Der Meyde fazia parte do Ajax com Zlatan Ibrahimovic, Wesley Sneijder e Rafael Van der Vaart e fez incursões no Inter de Milão e no Everton inglês. Drogas, álcool e problemas em sua família o levaram à ruína. Sua explicação era que ele não queria pensar em futebol e por isso bebia. Seu alcoolismo atingiu o pico aos 31 anos quando teve que se aposentar porque já era insustentável.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Somos todos africanos

Somos mamíferos primatas – eis uma frase que resume bem a posição da espécie humana (Homo sapiens) na escala zoológica. Pelos sobre o corpo – ainda que relativamente escassos – e amamentação dos filhotes são características que compartilhamos com os demais mamíferos (classe Mammalia). Mãos e pés pentadáctilos e armados com unhas (em vez de garras), crânio em ângulo reto com o pescoço e órbitas oculares voltadas para frente, e não para os lados, são características que compartilhamos com os demais primatas (ordem Primates).


Por Felipe A. P. L. Costa

A espécie humana em perspectiva

O nome da ordem – Primates – foi cunhado por Carl von Linné (1707-1778), ou simplesmente Lineu, o criador da nomenclatura científica que usamos ainda hoje. O termo deriva de primus, palavra latina que significa ‘primeiro’ ou ‘em primeiro lugar’ e que foi usada por ele para designar o grupo que, em sua opinião, ocuparia a posição mais ‘elevada’ dentro do reino animal.

Ao longo da vida, Lineu descreveu e nomeou formalmente pouco mais de 40 espécies de primatas, distribuídas em quatro gêneros: Homo (seres humanos e chimpanzés), Simia (macacos do Novo e do Velho Mundo), Lemur (‘prossímios’ e um lêmure-voador, este posteriormente transferido para a ordem Dermoptera) e Vespertilio (morcegos, transferidos depois para uma ordem própria, Chiroptera). Desde então, outras espécies foram descritas e nomeadas, de sorte que atualmente a ordem abriga cerca de 380 espécies, a maioria encontrada em hábitats tropicais.

Como um grupo, os primatas têm sido objeto de estudo e preocupação de muitos cientistas. Não é difícil entender o fascínio que o grupo exerce, notadamente entre estudiosos da evolução: reconstituir a história evolutiva desses animais implicaria em conhecer melhor a história evolutiva de nossos ancestrais imediatos e, quem sabe, da nossa própria espécie.

Os primatas

A história evolutiva dos mamíferos teve início há cerca de 220-230 milhões de anos, a partir de uma linhagem ancestral de répteis (agora extintos), os terapsídeos. A ampla irradiação evolutiva do grupo, no entanto, só ocorreria quase 100 milhões de anos mais tarde.

As primeiras linhagens de primatas apareceram já na chamada era Cenozoica, iniciada há cerca de 65 milhões de anos. Eram pequenos animais arborícolas de hábitos noturnos, semelhantes aos musaranhos atuais (mamíferos da ordem Insectivora). Calcula-se que os primatas viventes sejam os remanescentes de um amplo processo de irradiação que deu origem a um total de ao menos seis mil espécies – a maioria, evidentemente, já extinta.

Há uns 50 milhões de anos, o ramo ancestral que daria origem a todos os primatas dividiu-se em duas linhagens: os estrepsirrinos (ou prossímios) e os haplorrinos (símios). Primatas estrepsirrinos são animais de pequeno porte, portadores de rinário (região úmida e desprovida de pelos em torno das narinas) e de uma cauda longa e não preênsil. O grupo, concentrado na África (principalmente Madagascar) e no Sudeste Asiático, inclui lórises, gálagos, lêmures e o ai-ai. Os haplorrinos são em geral animais de médio ou grande porte (com exceção de társios e micos, que são pequenos), muitos providos de cauda preênsil. O grupo está concentrado nas regiões tropicais da África, da Ásia e das Américas Central e do Sul e inclui társios, macacos e humanos.

O ramo ancestral dos haplorrinos se subdividiu em três grandes linhagens: os társios, os macacos do Novo Mundo (ou platirrinos) e os macacos do Velho Mundo (catarrinos).

O ramo dos macacos do Novo Mundo está separado do ramo dos macacos do Velho Mundo há ao menos 20 milhões de anos. Os macacos do Novo Mundo são arborícolas, sendo que muitos deles possuem cauda longa e preênsil, com a qual conseguem se agarrar aos galhos. Algumas espécies do Velho Mundo também são arborícolas, mas outras são essencialmente terrestres; de resto, nenhuma delas possui cauda preênsil.

Vale ressaltar que os primatas encontrados em território brasileiro são todos platirrinos. Entre essas espécies estão, por exemplo, o macaco-prego (Cebus), micos e saguis (Callithrix e gêneros afins), macaco-aranha (Ateles), muriqui (Brachyteles), bugios (Alouatta), uacaris (Cacajao), sauás (Callicebus) e o macaco-da-noite (Aotus).

Além da presença ou não de uma cauda preênsil, platirrinos e catarrinos diferem em outros aspectos importantes. Um deles é o nariz: platirrinos, como o nome indica, têm narizes amplos, com narinas afastadas e voltadas para frente; catarrinos têm narizes estreitos, com narinas próximas e voltadas para baixo. Há diferenças também na dentição: platirrinos possuem três pré-molares em cada meia-arcada, enquanto os catarrinos possuem apenas dois.

Os antropoides

Os primatas viventes mais intimamente aparentados aos seres humanos são os catarrinos, entre os quais duas grandes linhagens (referidas formalmente como superfamílias) são reconhecidas: Cercopithecoidea e Hominoidea.

A superfamília Cercopithecoidea abriga diversas espécies de macacos africanos e asiáticos, de hábitos arborícolas ou terrestres, caracterizados pela presença de cauda. Entre eles estão, por exemplo, babuínos (Papio), mandril (Mandrillus), colobos (Colobus) e o macaco-narigudo (Nasalis). Essa linhagem inclui a maior de todas as famílias (em número de espécies), Cercopithecidae, o que ajuda a fazer da África o continente mais rico em espécies de primatas.

Já a superfamília Hominoidea costuma ser subdividida em dois grupos: o dos pequenos símios (gibões) e o dos grandes símios, ou antropoides. Estes incluem o gênero humano (Homo) e outros três gêneros de primatas viventes, Gorilla (duas espécies de gorilas), Pan (chimpanzés e bonobos) e Pongo (duas – ou talvez três – espécies de orangotangos). Os três primeiros são gêneros essencialmente africanos – com a ressalva, mais uma vez, de que o gênero Homo tornou-se cosmopolita; o último é típico do Sudeste Asiático.

O gênero Homo

De 65 milhões de anos até cerca de 6-8 milhões de anos atrás, nossos ancestrais viveram como primatas de hábitos essencialmente arborícolas. Algumas das tendências observadas na evolução humana tiveram início entre esses ancestrais. Outras, no entanto, apareceram e se estabeleceram ao longo da história do ramo dos antropóides, entre os quais mais tarde surgiria o Homo sapiens moderno.

A maioria dos estudiosos é de opinião que chimpanzés e bonobos são os primatas viventes mais próximos da espécie humana. (Chimpanzés e bonobos são tão parecidos entre si que os próprios especialistas tiveram dificuldades para reconhecê-los como espécies distintas.) Mas que não haja dúvida: não somos descendentes de chimpanzés ou bonobos, do mesmo modo como eles não são nossos descendentes. Ocorre apenas que partilhamos de um mesmo ancestral comum.

Há uns 7-8 milhões de anos (equivalente a 350-400 mil gerações humanas), esse ramo ancestral comum teria se dividido, dando origem a duas linhagens: de um lado, os ancestrais de chimpanzés e bonobos; de outro, os ancestrais dos seres humanos. Como os detalhes da separação não estão devidamente documentados em restos fósseis, podemos dizer que há um hiato – retratado no imaginário popular como um ‘elo perdido’ – entre os humanos e seus parentes vivos mais próximos.

Ocorre que o número de espécies de hominídeos fósseis tem aumentado bastante nos últimos anos, preenchendo assim várias lacunas. Entre esses novos achados, o candidato a elo mais antigo que se conhece talvez seja o Sahelanthropus tchadensis, o ‘homem de Toumai’, cujos primeiros restos fósseis – um crânio, pedaços de mandíbulas e alguns dentes – foram encontrados no deserto de Djurab, no Chade, em 2001, por uma equipe franco-chadiana liderada pelo paleontólogo francês Michel Brunet (nascido em 1940). A idade desses fósseis foi estimada em 7 milhões de anos, recuando assim a idade do elo perdido em cerca de 3 milhões de anos  – antes do homem de Toumai, o elo mais antigo que se conhecia tinha cerca de 4 milhões de anos.

Há outras peças nesse quebra-cabeça (e.g., Orrorin e Ardipithecus), mas as informações disponíveis sobre todos eles ainda são fragmentárias e insuficientes, dificultando que se estabeleça um quadro geral mais consistente, ao menos por enquanto.

A transição Australopithecus-Homo

Uns poucos milhões de anos após a separação dos ramos que dariam origem aos chimpanzés e aos humanos, a árvore evolutiva dos antropoides já havia experimentado diversas ramificações. Na opinião de estudiosos, os hominídeos fósseis mais próximos do gênero Homo são os do gênero Australopithecus, que teria prosperado entre 4 milhões e 1 milhão de anos atrás.

As espécies conhecidas de Australopithecus (e.g., A. garhi, A. robustus, A. africanus e A. afarensis) foram descritas a partir de pequenos restos fósseis, como dentes e pedaços de ossos do crânio. Uma famosa exceção é ‘Lucy’, nome dado ao esqueleto de uma fêmea de A. afarensis encontrado pelo paleoantropólogo estadunidense Donald C. Johanson (nascido em 1943), na região de Hadar, na Etiópia, em 1974, e datado de 2,9 milhões de anos atrás. Além de Lucy, foram encontrados no mesmo sítio restos de outros 13 indivíduos – o grupo todo foi apelidado de ‘primeira família’. Até hoje, já foram encontrados restos fósseis de mais de 300 indivíduos dessa espécie, em diferentes localidades da África. Os fósseis indicam que os australopitecos mediam entre 1 e 1,3 m de altura, eram bípedes e tinham uma capacidade craniana entre 350 e 400 cm3, equivalente a pouco menos de um terço da capacidade média dos seres humanos atuais – recentemente, porém, foram encontrados fósseis de australopitecos bem maiores.

O gênero Homo teria surgido em alguma região da África (o lugar exato ainda é motivo de discussão e pesquisa), entre 2,5 e 2 milhões de anos atrás, a partir de alguma espécie de Australopithecus (A. africanus e A. afarensis são os candidatos mais prováveis). Quatro processos costumam ser evocados na história evolutiva que deu origem ao gênero Homo e, dentro deste, à espécie Homo sapiens, a saber: aumento do cérebro (nosso cérebro tem em média uns 1,3 mil cm3 de volume, enquanto o dos chimpanzés, nossos parentes vivos mais próximos, tem em média um quarto disso); mudanças nas mandíbulas e nos dentes (as mandíbulas foram recuadas; os dentes diminuíram de tamanho, em especial os caninos); bipedalismo e mudanças no comportamento social e cultural. Hipóteses a respeito deste último processo, ao contrário dos três anteriores, estão fundadas no estudo de evidências indiretas (e.g., artefatos).

A aurora da espécie humana

Há quem imagine que a espécie de Lucy (Australopithecus afarensis) deu origem a duas linhagens: uma levou a mais um australopitecíneo, o A. africanus, enquanto a outra conduziu ao Homo habilis, primeiro representante conhecido do gênero humano. Há, no entanto, quem proponha uma rota alternativa: A. afarensis teria dado origem a A. africanus e este a H. habilis, a mais antiga espécie de Homo conhecida, com restos fósseis datados de 2,5 milhões de anos. O certo é que várias espécies de Australopithecus e Homo viveram juntas em diversas regiões da África, ainda que a duração e as implicações evolutivas dessa convivência sejam questões em aberto.

Os registros fósseis sugerem que o H. habilis surgiu entre 2 e 2,5 milhões de anos atrás, nas savanas africanas. Era bípede e de baixa estatura (pouco mais de 1 m de altura), mas com uma capacidade craniana (400-650 cm3) superior à dos australopitecos. Fabricava instrumentos rudimentares e já se comunicaria oralmente. Há cerca de 1-1,5 milhão de anos, uma linhagem de H. habilis teria dado origem ao H. erectus, a primeira espécie do gênero a sair da África: restos fósseis atribuídos a esta espécie foram encontrados na África, mas também na Ásia (Indonésia e China) e Europa. (A presença de H. erectus nas Américas é uma possibilidade que ainda carece de sustentação.) A capacidade craniana continuou aumentando, passando de aproximadamente 600 cm3 para mais de 1.000 cm3. O número, a especialização e a complexidade dos instrumentos associados a esses hominídeos também aumentaram de modo significativo.

Então, há uns 500 mil anos, populações humanas ditas anatomicamente arcaicas, descendentes talvez de H. erectus, ou que com eles partilharam de um ancestral comum, conseguiram se estabelecer na Europa, na Ásia e na Oceania (Indonésia), além da África. Não há ainda um consenso sobre a posição taxonômica e os nomes de todas essas diversas formas regionais (e.g., Homo heidelbergensis, H. neanderthalensis e H. helnei). Por fim, entre 40 e 80 mil anos atrás, populações de H. sapiens ditas anatomicamente modernas já estavam estabelecidas na África, na Europa e na Ásia. De onde vieram e como teriam surgido esses seres humanos modernos?

O berço é a África?

Alguns autores acreditam que os seres humanos modernos surgiram independentemente na África, na Ásia e na Europa. Essa é a chamada hipótese ‘multirregional’ para a origem do Homo sapiens. Outros, no entanto, defendem uma origem exclusivamente africana. É a hipótese ‘oriundos da África’. As evidências atuais sustentam melhor este segundo ponto de vista – os seres humanos modernos teriam surgido na África; em seguida, colonizaram a Ásia e a Europa, onde conviveram e terminaram substituindo os povos indígenas que viviam naquelas regiões.

Em linhas gerais, a história poderia ser resumida da seguinte maneira: há cerca de 300 mil anos, nossos ancestrais africanos teriam se dividido em duas linhagens, a primeira permaneceu na África, enquanto a outra (os neandertais – Homo neanderthalensis ou Homo sapiens neanderthalensis) saiu do continente africano, indo colonizar a Ásia e a Europa, onde prosperaram e viveram até cerca de 40 mil anos atrás, quando foram extintos. A linhagem que permaneceu na África deu origem aos humanos modernos (Homo sapiens sapiens), alguns dos quais migraram depois para o Oriente Médio, a Europa e a Ásia; em seguida, para a Austrália e ilhas próximas; e, por fim, há uns 15-30 mil anos, para as Américas (do Norte, Central e do Sul). Os humanos modernos e os neandertais teriam convivido por milhares de anos em diversas regiões, principalmente na Europa e na Ásia.

Evidências moleculares

A noção de que a espécie humana surgiu na África é antiga. Em 1871, Charles Darwin (1808-1882) publicou um livro sobre a evolução humana no qual já argumentava a favor dessa ideia. Vale ressaltar que, na época de Darwin, os antropoides extintos ainda eram desconhecidos – os primeiros fósseis de Australopitechus, por exemplo, só foram descobertos em 1924, na África do Sul.

Desde então, o estudo das origens dos seres humanos tem se guiado muito pelos achados fósseis. O mesmo vale para o estudo da colonização dos continentes ou das migrações regionais. Todavia, com o advento e a disseminação de técnicas moleculares, tem sido possível reconstituir capítulos importantes da nossa história evolutiva com base no estudo de marcadores genéticos presentes em populações contemporâneas. Um desses capítulos diz respeito à controvérsia em torno da saída do H. sapiens da África. Outro exemplo seria a questão da colonização das Américas, os últimos continentes a serem ocupados por seres humanos.

A opinião tradicional, com base no exame de fósseis e principalmente no exame de artefatos, sustenta que os primeiros colonizadores chegaram aqui por terra, através do estreito de Behring (entre o Alasca e a Rússia), vindos da Ásia. A partir de então, eles teriam colonizado a América do Norte e, em seguida, a América Central e ilhas próximas e, por fim, a América do Sul. Mais recentemente, porém, evidências moleculares – obtidas a partir do estudo de certos marcadores genéticos – serviram de base para uma hipótese radicalmente diferente. De acordo com esse novo ponto de vista, os primeiros colonizadores teriam chegado primeiro na América do Sul (vindos da África pelo mar) e só depois teriam colonizado as Américas Central e do Norte. Todavia, ainda mais recentemente, a balança tornou a favorecer a opinião tradicional, só que agora recuando o calendário da colonização para até 50 mil anos atrás.

Coda

Evidências fragmentárias dão origem a opiniões divergentes. Mais pesquisas de campo terão de ser realizadas antes que possamos equacionar e eventualmente resolver essas divergências, obtendo então uma noção mais clara do que se passou por aqui com os nossos antepassados. Acima de todas essas controvérsias, no entanto, uma coisa parece certa: todos nós – americanos, asiáticos, europeus etc. – descendemos de um mesmo ramo ancestral. Em outras palavras, a despeito das notáveis diferenças (físicas e culturais) que observamos hoje entre as mais afastadas e distantes populações humanas, viemos todos do mesmo lugar – somos todos africanos.

Sugestões de leitura

++ Foley, R. 1993. Apenas mais uma espécie única. SP, Edusp.

++ Lewin, R. 1999. Evolução humana. SP, Atheneu.

[Nota: trechos deste artigo foram publicados anteriormente na Ciência Hoje e no Observatório da Imprensa; para detalhes a respeito do livro mais recente do autor, O evolucionista voador & outros inventores da biologia moderna (2017), inclusive sobre a aquisição por via postal.

Via - Jornal GGN

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

4 passos para combater, prevenir e erradicar o feminicídio

Todos os dias, 13 brasileiras perdem a vida de forma violenta. Mais de 83% por feminicídio.


Vanessa Fogaça Prateano*
Brasil de Fato | Curitiba (PR)

Todos os dias, 13 brasileiras perdem a vida de forma violenta em algum canto do país. Embora morram mais homens do que mulheres no Brasil — uma outra tragédia, ampliada pelo racismo e pela criminalização da pobreza –, a luta do movimento feminista é pelo reconhecimento de que morremos por outras causas, em outros espaços e contextos e vítimas de algozes muito específicos.

Dessas 13 mulheres, mais de 83% morrerão pelas mãos de homens em quem confiavam e por quem nutriam afeto, o que demonstra a crueldade da situação: a maioria de nós será assassinada por alguém que nos viu crescer, ou com quem tivemos filhos, que frequenta a nossa casa e a quem chamamos de irmão, pai, amigo ou companheiro. Muitas também morreremos vítimas de violência sexual ou de um aborto inseguro.

Neste dia 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, são enormes os desafios a serem superados pelo fim dos crimes de ódio cometidos contra as mulheres, e eleger apenas alguns seria uma injustiça. Porém, é preciso começar de algum lugar, e focar na humanização do atendimento, no apoio às vítimas, na educação e na responsabilização dos meios de comunicação é um importante começo:

– Capacitação de profissionais: É preciso sensibilizar os profissionais que atuam no atendimento e acolhimento das mulheres vítimas de violência e dar a eles condições estruturais para realizar o seu trabalho, por meio do investimento massivo na criação e melhoria dos serviços. A humanização do atendimento é essencial, pois somente ela permitirá à mulher ter o apoio e a força necessários para seguir adiante com a denúncia. Uma mulher que é mal atendida e não volta a procurar o serviço é uma mulher que muito provavelmente entrará para as estatísticas.

– Amparo às sobreviventes e suas famílias: a vítima não pode ser esquecida neste processo, tampouco sua família e sua comunidade. Não bastam as leis e o combate aos crimes se os afetados pela violência são desamparados pelo Estado e pela sociedade. Neste processo, a vítima não pode ser apenas um número e um meio de prova. A valorização da memória das vítimas e a reparação a quem foi afetado também devem ser levadas em conta no enfrentamento da violência. Também é preciso investir em apoio psicológico e social e em programas de geração de renda para que a vítima tenha direito a recomeçar sua vida.

– Educação e conscientização da população: numa sociedade em que o machismo e a misoginia são fundantes e estruturantes das nossas relações e experiências, a violência contra a mulher é algo naturalizado no cotidiano. Para romper com essa mentalidade, é preciso desaprender a misoginia e se educar para a equidade e a justiça. Isso envolve desde a abordagem do tema em sala de aula até a produção de estatísticas que fundamentem as políticas públicas e a realização de campanhas voltadas à população como um todo.

– Uma mídia consciente e responsável: culpabilização da vítima, adoção de termos impróprios que naturalizam e até romantizam a agressão, viés puramente policial e sem contextualização. As reportagens sobre feminicídio no Brasil são um exemplo cruel de como a imprensa pode ajudar a reproduzir a violência contra a mulher. É urgente a capacitação dos profissionais de imprensa sobre a violência contra a mulher, assim como a responsabilização legal dos meios de comunicação que reiterem a violência.

*Vanessa Fogaça Prateano é jornalista, pesquisadora do Núcleo de Criminologia e Política Criminal do curso de pós-graduação em Direito da UFPR e fundadora do Coletivo de Jornalistas Feministas Nísia Floresta.

Reforma da Previdência

Por Carlos Latuff.


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