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domingo, 13 de maio de 2018

130 anos de abolição: Cultura escravocrata alimenta abismo racial

Neste domingo (13) completam-se 130 anos da assinatura da Lei Áurea, que oficializou o fim da escravidão no Brasil em 13 de maio de 1888. Quase um século e meio depois as estatísticas que relacionam o negro e o acesso à educação, saúde e renda confirmam que o desprezo e abandono impostos a essa população permanece. Segundo classificação do IBGE, mais da metade da população brasileira (54%) é de pretos ou pardos, sendo que a cada dez pessoas, três são mulheres negras.

Por Railídia Carvalho

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE) realizada em 2016 comprova a desigualdade étnica no país que vê a pobreza se multiplicar nos últimos dois anos. A população negra é a mais penalizada no país que soma quase 13 milhões de desempregados. Desse total, pardos e negros representam 63,8%.

Desigualdade no mercado de trabalho

Os desempregados negros e pardos representam 8,3 milhões de pessoas e possuem uma taxa de desocupação (14,6%), uma vez e meia maior que a dos brancos, que é de 9,9%. A mesma desigualdade ocorre quando se compara o rendimento. Dados do terceiro trimestre de 2017 apontam que o rendimento médio de trabalhadores negros foi inferior ao dos brancos: R$ 1,5 mil ante R$ 2,7 mil.

“A "ralé de novos escravos", mais de um terço da população, é explorada pela classe média e pela elite do mesmo modo que o escravo doméstico: pelo uso de sua energia muscular em funções indignas, cansativas e com remuneração abjeta”, escreveu o sociólogo Jessé de Souza, autor do livro A Elite do Atraso". Ele defende que a escravidão é um elemento que marca a sociedade brasileira até os dias de hoje e que é preciso interpretar a história do Brasil sob essa ótica.


A cada 100 assassinatos, 71 são pessoas negras

Diz Jessé: “Ela (a ralé) é hoje em grande parte mestiça, mas não deixa de ser destinatária da superexploração, do ódio e do desprezo que se reservavam ao escravo negro. O assassinato indiscriminado de pobres é atualmente uma política pública informal de todas as grandes cidades brasileiras”.

Segundo o Atlas da Violência 2017, de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil 71 são negras. De acordo com o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fórum Brasileiro de Segurança os negros tem 23,5% a mais de possibilidades de serem assassinados se comparado a outras etnias. Os jovens negros são as principais vítimas da violência (dados de 2011 a 2012 mostraram que de cada 10 vítimas da violência policial, 7 eram negros) assim como as mulheres negras, que viram aumentar os casos de feminicídio entre 2005 e 2015. Essa taxa caiu entre as mulheres brancas.

Mulheres negras

“Nossa pauta para 2018 é salário igual para trabalho de igual valor e empunharemos a bandeira que as vidas negras importam”, declarou Mônica Custódio (foto) em matéria publicada no portal Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Secretária da Igualdade Racial da CTB, ela considera fundamental fazer o recorte racial na luta pela emancipação feminina. “A questão da mulher negra está imbricada com a questão da luta contra a escravidão e na tentativa de superar as mazelas do racismo, que cada vez mais se torna explícito no país”, denunciou.

Estudo do IPEA “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça” mostra que o rendimento médio das mulheres negras cresceu 80% de 2005 a 2015, mas continua 59% menor do que recebem os homens brancos. “As mulheres negras exercem as funções que pouca gente quer fazer, sofrem assédio moral e sexual por ficarem mais expostas e ainda veem seus filhos serem mortos precocemente pela mão armada do Estado nas periferias”, enumerou Mônica.

A Bahia branca da Globo

A sub-representação dos negros revelou-se com força em recente episódio que envolve a novela Segundo Sol, da Rede Globo de Televisão que se passa em Salvador (BA), onde 85% da população é negra. No entanto, a maioria do elenco e os principais personagens da trama são brancos. A União de Negros pela Igualdade (Unegro) ajuizou uma ação civil pública alegando prática racista da emissora e cobrando que atores negros sejam incorporados ao elenco.

“A prática racista, (...), na verdade, não atinge apenas aos baianos e às baianas. Antes, fere a toda uma população e porque não dizer à sociedade brasileira, haja vista que, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – PNAD-IBGE, a população brasileira estimada no ano passado, 2017, era de 205 milhões e 500 mil habitantes, sendo que os negros representam hoje a maioria, ou seja, cinquenta e cinco por cento, muito embora esse percentual na Bahia seja mais elevado (quase 80%)”, diz a petição.

Excluídos da Educação e maioria atrás das grades

Pesquisa da PNAD na área do acesso à educação mostrou que os brancos tem mais acesso à educação que os negros. De 11,8 milhões de analfabetos registrados no país em 2016 a maior incidência está entre negros e pardos. Nestes segmentos a taxa de analfabetismo é de 9,9% enquanto entre os brancos é de 4,2%. A desigualdade aumenta quando se consideram os analfabetos negros em idade avançada. Neste grupo 30,7% são analfabetos. Entre os brancos a taxa é de 11,7%. A pesquisa concluiu que a diferença se deve ao fato de que as populações negras vivem em áreas mais carentes.

Os negros também são maioria no sistema penitenciário. Informações do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen) apontam que 64% dos presos nas cadeias brasileiras são negros. A constatação se baseia em dados de junho de 2016 sobre 72% da população carcerária, cerca de 493 mil pessoas.

Controvérsias à parte quanto à metodologia usado pelo Infopen, a seletividade racial da Justiça também figurou em outros estudos do IPEA que apontou maior rigor da Justiça com negros, que vão mais para a cadeia enquanto aos brancos são concedidas penas alternativas.

Golpe e retrocesso

Desemprego alto, aprofundamento da pobreza e desigualdade racial são marcas do golpe parlamentar que colocou Michel Temer na presidência da República. O retrocesso visto em 2017 em relação às políticas públicas para a população negra deve se agravar em 2018. A proposta orçamentária para ações da igualdade racial seria reduzida em 34%. No ano passado, dos R$ 22 milhões autorizados para a área, Temer executou até novembro R$ 1,4 milhão.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Carmela Zigoni, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), afirmou que a redução orçamentária revelava os mecanismos do racismo institucional. "E um flagrante descaso com os jovens e as mulheres negras deste país."


Na opinião de Benilda Brito, coordenadora do Nzinga, coletivo de mulheres negras de Belo Horizonte, os 130 anos são um “momento de reflexão”. “falta muito para gente lutar ainda. Há 30 anos também, estávamos em festa, porque era a primeira vez em uma Constituição ia considerar o crime de racismo como inafiançável e imprescritível. Hoje a gente não consegue contar cinco pessoas presas no Brasil por racismo. A gente comemorava que os quilombolas teriam direito a terra. Hoje a gente não conseguiu cinco títulos de comunidades quilombolas reconhecidos pelo governo federal. Então continuamos denunciando a desigualdade, mesmo com o que a gente conseguiu garantir”, declarou em entrevista ao Brasil de Fato.

sábado, 12 de maio de 2018

MONICA OLIVEIRA – A BELA DA SEMANA


Dedicar este espaço a uma mãe é fazer justiça a importância destas preciosas pessoas em nossa história, é reconhecer que o amor supra-humano, provém do coração delas, estas dádivas que geram vidas, que se esmeram na entrega e na luta de enfrentar o mundo em função de filhos ou filhas, como também, em função da posição que ela ocupa, sendo o esteio principal da formação familiar. Ser mãe requer força, coragem, determinação, amor, meiguice e uma quantia de sentimentos admiráveis que fazem do ser mãe um pedaço do céu na terra.

Todas as mães são lindas... Mãe é algo sagrado, divino, incomparável, inefável, ímpar, sem igual, grandioso, supremo... Digamos que os idiomas do mundo inteiro não tenham palavras suficientes que definam a importância de uma única mãe, e são estes mesmo adjetivos e tantos outros que definem Monica Oliveira como mãe e esposa dedicada, que oferta aos seus, todo amor desmedido que cabe no coração de uma mãe...

Coração de mãe tem razões que a própria razão desconhece... Quer saber o que é ser mãe? Pergunte aquela mulher que pela primeira vez teve a notícia que em seu ventre existia uma vida... Pergunte aquela outra que está aflita com a saúde debilitada de um filho... Queres saber a emoção de uma mãe? Pergunte aquela que tem um filho bebê e o vê aprendendo andar... Quer saber o que é aflição e acalanto? Pergunte a mãe de um adolescente, aquela cujo o coração não dorme enquanto não ouve o ferrolho da fechadura anunciando que o filho chegou de uma balada...

Ah, ser mãe... Como definir o indescritível? Mônica, a bela e jovem mãe da Ana Luisa, sabe... Em seu coração e mente ela tem ciência de seu divino amor, dos extremos que ela enfrenta para honrar a honra de ver uma filha crescer dia após dia, embora saibamos que na consciência de uma mãe nunca crescemos e o cuidado com suas crias perduram enquanto estas divinas mães existirem...

E Monica Oliveira está para representar estas mães, com fé e coragem ela empunha a bandeira destas divinais mulheres que tiveram o privilégio de conceber e dar a luz... Além disso, Monica é aquela mãe atenta que acompanha passo a passo a formação da vida que está sob sua responsabilidade...

Que todos os filhos e filhas tenham a sorte da Ana Luisa, Que no mundo nasçam outras mães Monicas, com o mesmo esmero e amor desta que hora ocupa este pedestal de únicas, que a dedicação e o amor extremo supram a existência de outros tantos filhos e filhas para que a sorte de Ana Luisa recaia sobre a vida de outras pessoas...

Seguimos enaltecendo a grandeza feminina, seguimos propagando sua beleza em todos os seus aspectos e grandezas de detalhes, porém, neste mês de maio, é justo que além disso, louvemos a realeza feminina quando estas tem sobre si a responsabilidade e o privilégio de ser mãe. Um salve a tão preciosa criatura, um viva e um glória a esta divinal mulher, todo respeito a bela, mãe e esposa, Monica Oliveira é a Bela da Semana.

*MONICA APARECIDA RAMALHO OLIVEIRA-Nova Londrina/PR – Monica é torcedora do Corinthians, Bacharel em Ciências Contábeis, esposa do Lucas Ramos da Silva e mãe da Ana Luisa Ramos Oliveira.



Filhote da ditadura, presidente eleito do Paraguai é cara nova para a velha política

Entre as promessas de "Marito" Abdo, filho do secretário particular de Stroessner, está vetar qualquer tentativa de legalizar o casamento gay.


Por *Ignacio González Bozzolasco, no The Conversation
Tradução: Cynara Menezes

Quase três semanas depois das eleições para presidente, congresso e governos regionais no Paraguai, os resultados das urnas permanecem causando polêmica. O vencedor, por uma diferença de apenas 3,7%, segundo os resultados parciais, foi o senador Mario Abdo Benítez, o “Marito”, candidato do Partido Colorado, que derrotou o adversário, o opositor Efraín Alegre, liberal, da Alianza Ganar.

A partir do início da contagem oficial dos votos começaram as denúncias e protestos. Entre acusações de fraude por parte da Alianza Ganar e o pedido de recontagem oficial, Alegre se negou a admitir a derrota. Tudo isso colocou em dúvida a confiabilidade não só dos resultados como do sistema eleitoral paraguaio como um todo, minha área de pesquisa acadêmica. No entanto, o triunfo de Abdo já é oficial.

Com 46 anos, Marito é filho do antigo secretário particular do ditador paraguaio Alfredo Stroessner, que governou o país de 1954 a 1989. Stroessner encabeçou um processo de modernização conservadora que impulsionou o desenvolvimento de infraestrutura neste pequeno país sul-americano e o orientou para a agroindústria.

Ao mesmo tempo, durante 35 anos, ergueu um regime autoritário brutal. Deixou como saldo mais de 20 mil vítimas diretas de violações de direitos humanos, com 18772 pessoas torturadas, 9862 detidos de forma arbitrária, 3470 exilados, 336 desaparecidos e 59 executados extrajudicialmente, segundo os informes da Comissão da Verdade e da Justiça. O Paraguai tem atualmente uma população de 6,7 milhões de habitantes.


O pai do presidente eleito Mario Abdo Benítez, seu homônimo, formou parte do círculo mais íntimo do ditador, conhecido como o quarteto de ouro. Como secretário particular de Stroessner, Abdo Benítez desenvolveu o papel de articulador e referência da juventude colorada que respaldava o regime.

Durante a campanha presidencial, Abdo sempre evitou se colocar no lugar de defensor do ditador. Diante das perguntas sobre qual sua opinião em relação a Stroessner, tentou separar a política repressiva de outros aspectos do regime. “Não posso respaldar a tortura, a corrupção, o autoritarismo, a perseguição à imprensa”, disse, em uma entrevista ao jornal ABC, “mas, em seu momento, quando houver sentimentos menos apaixonados, se poderá fazer um julgamento mais equilibrado de Stroessner”.

É preciso reconhecer também que quase um terço dos votantes registrados no tribunal eleitoral nasceram em tempos de democracia. Neste sentido, pode ser que o resultado apertado tenha mais a ver com algumas das propostas e posturas conservadoras de Abdo. Antes de ser indicado como o candidato oficial do Partido Colorado, Marito começou a pré-campanha de 2017 criticando as políticas econômicas e sociais do presidente colorado Horacio Cartes. Inclusive o questionou sobre a utilização do cargo para facilitar a ampliação de seus negócios como magnata do tabaco.

Esta estratégia tentava capitalizar o desgaste geral com o Partido Colorado, após vários anos no poder. Este partido, que é o partido de Stroessner, governou o Paraguai de forma ininterrupta desde 1948. Em 2008, os paraguaios elegeram como presidente um sacerdote progressista, Fernando Lugo, mas ele foi destituído em 2012 antes de terminar seu mandato de cinco anos. Oficialmente, o Congresso destituiu o presidente após “a matança de Curuguaty”, uma violenta repressão policial a camponeses sem-terra que custou a vida de 11 agricultores e 6 policiais.

O Partido Colorado voltou ao poder em 2013, com a eleição do atual presidente Cartes.

Uma vez nomeado candidato oficial, Abdo se posicionou mais confortavelmente com posturas conservadoras tradicionais. Diante das posições mais progressistas de seu adversário, defendeu o serviço militar obrigatório para os jovens paraguaios, explicando que o serviço militar não é somente uma oportunidade de educação, mas “uma ferramenta a mais” para aquelas mães em situação de vulnerabilidade que não conseguem controlar os filhos. Abdo também se opôs às demandas feministas de descriminalizar o aborto no Paraguai e prometeu vetar qualquer tentativa de legalizar o casamento gay.

Em geral, estas bandeiras conservadoras não confrontavam posições de seu adversário nem respondiam a propostas concretas da sociedade civil paraguaia. Em minha concepção, não havia chance real de que o Paraguai impulsionasse leis contra o serviço militar obrigatório nem a favor do matrimônio igualitário nesta conjuntura. Mas incitar o medo do progressismo ajudou Abdo a colocar seu adversário em situações incômodas perante amplos setores da sociedade com acentuado pensamento conservador.

Ao mesmo tempo, projetou a si próprio como defensor dos valores tradicionais católicos latino-americanos, num momento em que toda a região está experimentando uma guinada à direita. Brasil, Argentina e Chile, anteriormente conhecidos por sua liderança de esquerda, também viram presidentes conservadores chegarem ao poder nos últimos anos.

Com o triunfo de Mario Abdo, o Paraguai continua inserido no caminho do conservadorismo em que se recolocou após a destituição de Lugo em 2012. O presidente eleito prometeu manter os impostos baixos e buscar melhores formas de investir na educação e na saúde.

Mas no Paraguai parece que o velho retorna com rostos remoçados. Há uma década, a entrada de figuras midiáticas, empresários como o presidente Cartes e outsiders como Lugo, um ex-bispo católico, à cena política fez alguns analistas vaticinarem que o Paraguai estava entrando em uma nova era política.

Ao que tudo indica, isso mudou. Os mesmos partidos de sempre voltaram a ser os grandes protagonistas das últimas eleições, tanto em nível nacional como local, com políticos profissionais nas principais candidaturas. Este retorno à política tradicional já começa a se notar nos primeiros nomes escolhidos pelo presidente eleito. Os primeiros anúncios de Abdo para seu gabinete foram na Chancelaria e no ministério do Interior, com dois políticos de longa trajetória.

Marcando uma diferença com seu antecessor, Cartes, que privilegiara burocratas e executivos do setor privado, Abdo voltou a considerar expoentes do Partido Colorado para o novo gabinete. Desta forma, o retorno às forças tradicionais de seu partido é a primeira marca do início de seu governo.

*Ignacio González Bozzolasco é professor de Política Comparada na Universidade Católica de Assunção.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Programa Justiça nos Bairros em Nova Londrina

A população de Nova Londrina tem a oportunidade de participar, a partir de hoje, do programa “Justiça nos Bairros”. Serão ofertados serviços da área do direito aos moradores.


Durante todo o dia, promotores, advogados, e acadêmicos do direito estarão prestando serviços gratuitos à população da cidade. Entre eles, audiências de conciliação de processos em tramitação na Vara Cível.
Também serão prestados atendimentos à demanda reprimida com a presença das partes envolvidas para imediata solução de divórcios, pensão alimentícia, guarda de menores, reconhecimento de paternidade e maternidade, retificação de registro civil, interdição judicial e orientação jurídica em geral.

Os interessados em usufruírem dos serviços jurídicos devem levar os documentos pessoais, comprovante de residência e renda (caso tenha) e certidões de casamento e nascimento.

O Justiça nos Bairros é uma realização da TJ/Paraná, Fecomercio, Sesc, Senac e Prefeitura Municipal de Nova Londrina.    

O cidadão também terá acesso a serviços de saúde, entre outros serviços prestados pela prefeitura e órgão presentes no município.

O atendimento será na Escola Municipal Arthur Bernardes, que fica na Avenida Porto Alegre, das 9h ás 17h. Maiores informações pelo telefone (44) 3432- 2131.


quinta-feira, 10 de maio de 2018

ITAÚNA DO SUL - Conselho de Saúde de Itaúna se reúne para discutir avanços nos atendimento

Foi realizada na última quinta-feira, no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, a reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS). Em pauta: a apresentação do projeto de melhorias no atendimento aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), bem como as condições de trabalho aos funcionários lotados no Hospital Municipal.

Também foram aprovadas a liberação de R$ 115 mil para aquisição de equipamentos destinados as Unidades Básicas de Saúde (UBS), Estratégia da Saúde da Família (ESF) e equipe de odontologia.
O Conselho Municipal de Saúde é um órgão consultivo e deliberativo, formado por representantes do poder público, prestadores de serviço, profissionais de Saúde e usuários.

Tem como funções fiscalizar as ações do governo municipal, discutir planejamentos e melhorias para o sistema de Saúde e aprovar as contas públicas.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Globo diz que não tem negros em novela “baiana” porque Taís Araújo estava ocupada

Criticada nas redes sociais por não escalar negros para uma novela ambientada na Bahia, estado onde, segundo o IBGE, há uma população de quase 80% de pretos e pardos, a Globo resolveu jogar a “culpa” sobre as atrizes negras Taís Araújo e Camila Pitanga. 


Em nota oficial divulgada pelo jornalista Maurício Stycer, do UOL, a emissora diz: “na época da escalação de Segundo Sol discutiram-se nomes como o de Taís Araújo, que não poderia pois está em Mister Brau, e de Camila Pitanga, que não se sente pronta para voltar às novelas, depois do acidente que causou a morte de Domingos Montagner no final de Velho Chico”. Ou seja, a culpa é do negro por não ter negro na novela.

A Globo, cujo diretor-geral de jornalismo Ali Kamel publicou em livro que “não existe” racismo no Brasil, também prometeu “evoluir”. “Foi colocado que, de fato, ainda temos uma representatividade menor do que gostaríamos e vamos trabalhar para evoluir com essa questão”, disse, sobre reunião do elenco da novela cobrando um posicionamento da emissora noticiada pelo colunista Leo Dias, do jornal O Dia, e a princípio negada pela emissora.

Segundo Sol, que estreia no próximo dia 14 de maio, é estrelada pelos atores brancos Vladimir Brichta, Giovanna Antonelli e Adriana Esteves. Entre os 26 atores da trama, apenas três são negros. Questionada por Stycer em outra postagem, a Globo havia respondido que “não pauta suas obras pela cor da pele”. Nem pela realidade, a exemplo do “jornalismo” que pratica.

Um vídeo do youtuber AD Júnior, divulgado pela página Salvador sua linda, você está barril está viralizando nas redes ao ironizar a novela escandinava da Globo passada na Bahia. Assista:


terça-feira, 8 de maio de 2018

Cédula de Zero Euro comemorativa dos 200 Anos de Marx é sucesso de vendas

Secretaria de turismo de Trier, cidade natal do filósofo, mandou imprimir uma terceira leva de notas, vendidas a 3 euros cada.


Cynara Menezes

O filósofo comunista Karl Marx, é claro, desprezava o dinheiro. Inspirado em Shakespeare, ele comparava o dinheiro a um proxeneta, um cafetão entre a necessidade do homem e o objeto, entre a vida humana e os meios de subsistência. E lamentava que, de sua figura inicial de servo do homem, um simples meio de circulação, o dinheiro tenha se convertido repentinamente em “senhor e deus no mundo das mercadorias”. O que diria Marx se soubesse que uma cédula em sua homenagem se transformou em objeto de desejo?

Lançada em Trier, na Alemanha, cidade natal do filósofo, uma cédula de Zero Euro com a efígie de Karl Marx está vendendo como pão quente. A prefeitura da cidade colocou as notas à venda como souvenir no aniversário de 200 anos de nascimento do autor do Manifesto Comunista, celebrados no último sábado, 5 de maio. Cada nota de Zero Euro, sem valor real algum, é vendida por 3 euros na agência de informação turística da cidade e também pela internet, ao lado de chaveiros, broches, ímãs de geladeira, cartões postais e canecas de Marx.

“O souvenir brinca com as críticas de Marx ao capitalismo”, explicou o diretor da secretaria de turismo de Trier, Norbert Kaethler, no lançamento. Segundo a secretaria, a primeira leva de 5 mil notas vendeu imediatamente, tão logo foram lançadas, na semana passada. A cidade solicitou então a impressão de mais 20 mil cédulas, que também se esgotaram em tempo recorde, diante da demanda de compradores do mundo inteiro, incluindo Austrália, Estados Unidos e Brasil. Agora, a secretaria de turismo mandou imprimir mais 20 mil notas de Zero Euro com Marx estampado, que só chegarão no final de maio.

Enquanto as novas cédulas não chegam, no “câmbio negro”, ou seja, em sites de colecionadores, a mesma nota já está custando quase cinco vezes mais. Isso é que é mais-valia.

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