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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

O fascismo está nu

No Página Global 
A ditadura não será anunciada estampada em capas de jornais. Essa semana os jornais estão falando muito em ditadura, sinal que ela já está instalada faz tempo. Não adianta fechar os olhos e nem ter profissão de fé nas instituições, estamos em regime fascista.
Em editoriais e colunas desta semana que passou, a grande imprensa, que ajudou a derrubar Dilma e fertilizou o campo para a ascensão da extrema-direita, abandonou de vez Jair Bolsonaro, ou pelo menos, é o que dizem. Passaram a tratar o governo abertamente como autoritário e uma ameaça as instituições democráticas.

Bolsonaro, cada dia que passa, radicaliza mais no discurso e no ataque sistemático a democracia. Os liberais sempre desprezaram a ameaça por julgarem oportuna a chance de fazerem as reformas neoliberais que jamais passariam nas urnas aproveitando a popularidade do outsider demagogo e populista, não contavam com a variável do fascismo, incalculável do ponto de vista político e social, difícil de domar e controlar.

A elite parece então, estar desistindo do seu plano de domar Bolsonaro, de torná-lo palatável. O Presidente da República não é tão forte quanto o bolsonarismo, esse é o problema. Esses ataques as instituições são balões de ensaio para testar em suas bases a adesão a um regime autoritário. Hoje o bolsonarismo fiel oscila entre 25 a 30% na população e tem, pelo menos, mais uns 20% que não ligam de ter um governo autoritário contra a esquerda, que virou o inimigo público número um, simplesmente passam o pano.

O que se passa no Brasil não está isolado do grande movimento violento do capitalismo mundial em crise. A ebulição social em países da América Latina e a desestabilização política patrocinada pelo imperialismoo, como o golpe militar da Bolívia, são reflexos de conturbadas contradições entre o neoliberalismo e a realidade concreta da economia dos países da periferia do sistema capitalista. Aqui para avançar no domínio econômico o capitalismo financeiro teve mais uma vez que se aliar ao fascismo.

O sistema de produção capitalista, baseado no acúmulo desmedido do capital financeiro, está se debatendo feito um moribundo, por isto está tão agressivo. O futuro socialista é inevitável, pode ser adiado, mas logo romperá o horizonte feito aurora da manhã. Tudo que é sólido desmancha no ar, já diria o velho Marx, um dia a burguesia será peça de museu. O capital não tem coração e para se manter hegemônico topa qualquer negócio, o fascismo é linha auxiliar, quando o capital perde na democracia liberal não hesita em violentar suas próprias regras. Os novos tempos são, a já antiga aliança, entre o fascismo e a burguesia.

Em meio a essa ofensiva se encontra uma crise de correlação de forças decorrente das condições de alienação da classe operária, impostas e intensificaras pelo monopólio político da burguesia sobre os meios de comunicação e especialmente do aumento da taxa de mais valia implementada pelo imperialismo. O imperialismo está aprofundando tanto a mais valia que vivemos o auge da exploração, superando o escravismo greco-romano.

Bolsonaro cumpre bem esse papel, visto que as reformas de Paulo Guedes não encontrariam eco nem mesmo em um parlamento inclinado à direita e muito menos na sociedade civil, a forma de avançar sua agenda de destruição do Estado e dos direitos da classe trabalhadora, é radicalizar o debate para assim silenciar toda e qualquer oposição. Em outra coluna aqui no Vermelho, eu afirmei que o custo do ultraliberalismo de Guedes seria acabar com a democracia, pois este modelo só conseguiu ser implementado em sua totalidade na América Latina, na Ditadura Pinochetista do Chile, país que hoje arde em chamas contra o neoliberalismo.

A burguesia nacional parece ser masoquista, definha com a atividade industrial reduzindo a cada dia, dólar batendo recordes de alta e o real desvalorizado, a economia cresce a passos de tartaruga e os economistas mainstream não cansam de tentar justificar o nosso desastre, na condução econômica dos governos Petistas. Não conseguem admitir que a aliança entre o neoliberalismo e o fascismo, fruto do golpe de 2016, é o que está destruindo o Brasil de maneira acelerada. Não existe economia sem política e o fascismo é a destruição da política.

Enquanto a economia não cresce o fascismo avança. Bolsonaro com a sua tentativa de criar um partido abertamente autoritário com o lema do fascismo: Deus, Pátria e Família, pretende consolidar suas milícias populares em todo o Brasil, tendo a principal base popular as igrejas neopentecostais e os contingentes de policiais militares de baixa patente. Os clubes de tiro, espalhados em todo território nacional, são seus centros de treinamento para a defesa armada do projeto de poder.

Não cabe mais falar em ameaça a democracia, flerte autoritário ou outros eufemismos que tentem esconder a cara do fascismo bolsonarista. A ditadura de Jair Bolsonaro já está edificada em bases sólidas, se engana quem pensa que será fácil tirar o capitão do poder. Não quiseram olhar nos olhos do monstro por muito tempo, agora ele está ai, mais feio do que os liberais imaginaram, pronto para engolir tudo e todos. Reflexo da agenda neoliberal, o fascismo não perdoará ninguém.

* Estudante de Gestão Pública UFMG, assessor parlamentar, militante do PCdoB/MG

sábado, 7 de dezembro de 2019

Flávio Dino reduz imposto do gás de cozinha e isenta IPVA para taxista


Uma corajosa iniciativa do governador Flávio Dino (PCdoB-MA) ajudará a diminuir o custo de vida de milhões de maranhenses. Nesta terça-feira (3), a Assembleia Legislativa do estado aprovou, por unanimidade, o projeto do Executivo que reduzir o imposto sobre o gás de cozinha – um dos produtos da cesta básica que mais encareceram no ano. A alíquota de ICMS do Gás Liquefeito Derivado de Gás Natural cairá de 18% para 14%. Os deputados também aprovaram a isenção de IPVA para taxistas e mototaxistas.

“Enviei projeto de lei reduzindo em 22% o imposto sobre o gás de cozinha. Agradeço aos deputados pela aprovação dessa importante mudança. E também dos benefícios em favor de mototaxitas e taxistas”, tuitou o governador comunista. Além do IPVA, o projeto prevê isenção de no licenciamento para táxis com capacidade para até sete passageiros e pata mototáxis de até 200 cilindradas.

https://twitter.com/FlavioDino/status/1201866531061280768


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

América Latina - Presidente eleito do Uruguai assume postura autoritária neoliberal

Luis Lacalle Pou falou basicamente sobre política externa e política econômica, um discurso repetido desde os anos 1970 pelos neoliberais, agora carreago de ameaças típicas da extrema direita. 


Ele disse, em entrevista ao jornal espanhol El País, que não vai seguir com o Mecanismo de Montevidéu, inciativa proposta por México e Uruguai, e apoiada pela então Bolívia do presidente deposto por um golpe Evo Morales e Comunidade do Caribe, composta de quatro etapas para mediar a ofensiva violenta da direita na Venezuela.

O presidente eleito, repetindo o surrado discurso autoritário forjado na Casa Branca, afirmou que vai “claramente condenar a ditadura de Maduro em todas as instâncias, e as formalidades vão ser as que ajudem na recuperação da democracia”. “Nossa visão é mais parecida com a que sustenta o Grupo de Lima (reunião de governos que apoia o golpismo dos Estados Unidos). Somar-me ou não a grupos não é umas das decisões que vamos tomar agora. Nós integramos as Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos, o Mercosul e outras entidades, e é dessas organizações que vamos escutar nossa voz”, disse Lacalle Pou.

Internamente, o presidente eleito faz ameaças ao governo cessante, da Frente Ampla, dizendo que “se eventualmente houver elementos que indiquem que possa haver ilícitos, vamos à Justiça”. E deixou claro que governará com a mídia. “E o bom é que nós vamos falar muito com a opinião pública por meio de vocês (mídia). Dando informação, que me parece que é o melhor. Um governo que não faça propaganda, mas que informe, que conte, que não esconda”, disse ele.

Na economia, Luis Lacalle Pou disse que o câmbio será flutuante, como no Brasil, regra essencial do neoliberalismo. “A regra geral vai a ser flutuar. Notoriamente a cesta de moedas flutua, flutuam as moedas argentina e brasileira”, afirmou. Disse também que já há uma equipe trabalhando há tempos numa proposta de “reforma” da Previdência.

Direita obscura

Lacalle Pou prometeu uma redução do Estado com "medidas de austeridade". Ele propõe “economizar” (outro termo típico do dicionário neoliberal, muito utilizado pelo ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Gudes, sofisma para transferir recursos públicos para o rentismo privado) US$ 900 milhões anuais.

Seu programa de governo critica a negativa da Frente Ampla de firmar um tratado de livre-comércio com o Chile e de não participar do Trade In Services Agreement (Tisa), que inclui EUA e vários países da Europa e da América Latina. O Partido Nacional prega "sair de encontro ao mundo", deixando de lado as “preferências ideológicas” – outro sofisma para adotar a ideologia do projeto neoliberal.

Gênese militar

A equipe de Lacalle Pou segue a tendência da direita obscura da região, com vários líderes direitistas católicos. O caso mais notável é o de Pablo Bartol, da Opus Dei, futuro titular do Ministério do Desenvolvimento Social (Mides). A pasta foi criada em 2004, no primeiro governo da Frente Ampla, para atender quem a crise de 2002 deixou na pobreza, um número que chegou a 30% (hoje é de 8%).

O Mides também começou a trabalhar em planos de inclusão para a população LGTBI, contra a violência de gênero e em oficinas de educação sexual. Bartol foi um dos primeiros ministros escolhidos por Lacalle Pou e isso se deve a sua experiência em um centro de estudos públicos, com financiamento privado e aberto apenas a homens, no bairro pobre de Casavalle.

Fabiana Goyeneche, diretora de Desenvolvimento Social do município de Montevidéu, membro da Frente Ampla e militante feminista de destaque, diz que há incerteza. "Embora Lacalle Pou tenha repetido que não revogará a agenda de direitos, pessoas que fazem parte da coalizão que ele lidera se manifestaram contra ela. No caso de Bartol, ele dirigiu uma instituição que só admite homens, pois acha que as mulheres podem distraí-los."

No Partido Nacional está também o deputado Álvaro Dastugue, que militou contra todas essas reformas. Ele acusou a Frente Ampla de promover uma "ideologia de gênero" que destrói os valores da família.

Para Carolina Cosse, senadora eleita pela Frente Ampla, a maior preocupação vem do Cabildo Abierto, uma nova força política liderada pelo ex-comandante do Exército Guido Manini Ríos. Um dos integrantes da legenda, o deputado Martín Sodano, declarou dias atrás à revista semanal Búsqueda sua discordância com o aborto.

"O novo governo receberá pressão. Por um lado, deve satisfazer uma coalizão com uma ideologia muito heterogênea. É preocupante imaginar quais serão os acordos com o Cabildo Abierto, um partido de gênese militar e associado à extrema direita que não disfarçou sua ideologia, sua doutrina de violência e ódio contra diferentes coletivos, em particular contra as mulheres", alerta Denisse Legrand, editora da seção Feminismos do jornal uruguaio La Diária.

Redução de abortos

A organização Mulher e Saúde Uruguai vem tentando estender a lei do aborto para que as mulheres que o fazem fora do prazo regulamentar (até a 12.ª semana de gravidez) não sejam acusadas de crime e para que as estrangeiras também possam ter acesso às interrupções. A perspectiva de Manini Ríos ser o próximo ministro da Saúde Pública, pasta que gerencia o orçamento para a interrupção voluntária da gravidez, preocupa esses grupos.

Nas fileiras do Partido Nacional, a senadora eleita Graciela Bianchi garante que as promessas serão cumpridas. "A posição de Luis é manter a agenda. O que vamos fazer é torná-la realidade. A maioria das leis não foi implementada, não há recursos previstos".

Na Igreja Católica, o cardeal e arcebispo de Montevidéu, Daniel Sturla, pede calma. "Nas reuniões com todos os candidatos, apresentamos nossa disponibilidade de cooperar em diferentes campos em que as instituições da Igreja têm experiência e, assim, contribuir para superar a fragmentação social." Uma iniciativa é o plano que busca facilitar o processo de adoção como política para reduzir o número de quase 10 mil abortos anuais.

Passos do pai

Luis Alberto Lacalle Herrera, pai de Lacalle Pou, foi o último líder do Partido Nacional a chegar à presidência, entre 1990 e 1995. Neoliberal radical, ele tinha uma agenda econômica caracterizada pela ideia de Estado mínimo e pelo autoritarismo político.

Eliminou os Conselhos de Salários - a negociação entre trabalhadores e empregadores para definir salários -, fez um corte significativo nos cargos públicos e encaminhou privatizações selvagens.

Com informações dos jornais El País e O Globo

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Se Bolsonaro não agir com coragem, preço da carne ficará alto por anos

Ou o governo Jair Bolsonaro toma medidas corajosas, ou o preço da carne pode ficar nas alturas por anos. É o que avaliam especialistas ouvidos pelo jornal O Globo. Em supermercados e açougues do Rio de Janeiro, por exemplo, houve aumento de mais de 30% em um mês em cortes como picanha e alcatra. Segundo a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), alguns produtos sofreram alta de até 50%.


A alta da carne se deve a uma combinação de fatores. O principal é o aumento das exportações brasileiras para a China. É que os rebanhos de porcos chineses foram reduzidos à metade pela febre suína africana. Com menos proteína suína, os chineses passaram a importar mais esse tipo de carne e também outras, como a bovina e de aves.

Como os chineses pagam mais e o dólar em alta aumenta os ganhos, os produtores brasileiros aumentaram a exportação para o país asiático, o que reduziu a oferta interna e elevou os preços por aqui. O modelo econômico de crescimento da China vem mudando desde 2010, com aumento constante do consumo doméstico. De janeiro a outubro de 2019, o Brasil exportou para a China 3,86 milhões de toneladas de carne suína, bovina e de frango – um aumento de 44% em relação ao mesmo período de 2018.

O problema é que, segundo Roberto Dumas, professor de Economia Internacional do Ibmec-SP, a demanda chinesa deve se manter em alta por anos: “O aumento do consumo dos chineses, com alta da renda dos trabalhadores, é estrutural. E se a China não produz para a demanda interna, acaba importando do agronegócio brasileiro. Isso veio para ficar. O que a China abateu de suínos deve ser recuperado só daqui a cinco ou seis anos.”

A demora também se refere ao longo ciclo do boi. Enquanto o frango demora de 45 a 60 dias para ser abatido – o que facilita o ajuste da oferta de acordo com a demanda – e o porco leva de 100 a 120 dias para ser engordado, o boi, em geral, leva de quatro a seis anos no pasto. Com tecnologia, esse período pode ser abreviado para três anos, mas a expansão da oferta ainda é lenta.

Em nota, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) afirmou acreditar que “a elevação nos preços atual de 40% em apenas dois meses não é sustentável e que ela deverá refluir em algum momento, embora os preços não voltem aos patamares de maio/junho passado”.

Outro estímulo à alta dos preços é a chegada do fim do ano, quando os supermercados e açougues tendem a aumentar as compras para reforçar o estoque para as compras de Natal. Como o consumo nessa época do ano é maior, a combinação de maior demanda com menor oferta faz disparar os preços. As substituições também encarecem o frango.

Atrás do balcão de um açougue da Tijuca, na Zona Norte, Humberto Antônio Rego diz que os clientes não deixam de comprar, mas sempre reclamam do preço. Alguns cortes tiveram alta de mais de 30%, repassada para consumidores. Foi o caso da alcatra, que custava R$ 36 no início de novembro e nesta segunda era vendida a R$ 48,90. A picanha subiu de R$ 37,90 para 49,90. “Quem comprava um quilo, agora, está levando meio”, diz Carlos Alberto, gerente de outro açougue no bairro, que viu o número de clientes cair de 200 por dia para 130.

Em Botafogo, na Zona Sul, o dono de outro açougue, José Francisco, tem recebido peças até de Rondônia. Ele reclama que o preço da carne vem sendo elevado pelos fornecedores há dois meses: “Até agora não faltou carne. Mas tem vindo de longe, e eu acho que isso encarece o produto”.

Enquanto isso, a gestão Bolsonaro finge não haver problemas. Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o preço da arroba do boi gordo – que em São Paulo teve aumento real de 35% em um mês – não vai mais retornar ao patamar anterior. Mas o presidente prefere se omitir: “Quero deixar bem claro que esse negócio da carne é a lei da oferta e da procura. Não posso tabelar ou inventar”, disse Bolsonaro, nesta semana, em frente ao Palácio da Alvorada. Anos piores virão.


Com informações do O Globo

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Até tu Brutus?


As vezes o poder dá a quem o tem, a ilusória sensação de ser intocável. A posição confortável e invejável desperta no indivíduo o ilusionismo de ser imbatível, tornando-se assim um inconseqüente.

Foi assim com Julio César, o maior homem da Roma republicana e expansionista. Em seus melhores dias, César adquiriu status, títulos, poder e popularidade. Motivado pelo conforto de seus privilégios, César passou a não medir as conseqüências de suas ações, não se deu conta que suas atitudes despertavam perículosa ira e a mais cega inveja em seus subordinados mais próximos.

Numa fatídica tarde, em pleno senado romano, caía por terra, de forma imbecil, o homem mais poderoso de Roma. César, aquele que se julgou Deus, ditador perpétuo, o amante da rainha Cleópatra do Egito, poderoso, temido, foi assassinado por senadores com estocadas de punhais, dentre os agressores, Brutus, seu próprio filho.

Quando César se deu conta de que ali era o fim de sua jornada, fitou com as vistas turvas seu filho entre seus algozes e balbuciou estas últimas palavras:


“Até tu Brutus, meu filho”?


Esta frase sobreviveu aos tempos, tendo a conotação de decepção, desapontamento e admiração negativa.

Sendo assim, nos atentemos ao exemplo de César, para policiarmos nossos atos, para quando formos líderes, chefes ou senhores, sejamos convenientes, providos de noção e cientes dos nossos limites.

Saibamos que a humildade, a ponderação e a cautela, são degraus que destinam à sabedoria, estes são alicerces fortes que edificam grandes homens. A prudência, os pés no chão, são componentes, complementares de sábias consciências. Não esqueçamos a humildade, atentemos para o fato de que para todas as coisas, são estabelecidos limites. Cuidado para não inflamarmos a ira e o desgosto de outros, pois toda ação produz reação.

Não nos iludamos com o abuso, com o fazer e acontecer, há ainda muitos César, mas também há muitos senadores e Brutus, ávidos, prontos para fazer cair por terra todos os "Césares" inconseqüentes e que erroneamente se julgam imbatíveis.


Por: Mateus Brandão de Souza.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Carta de Drummond à Cora Coralina


O Livro poemas dos becos de Goiás e estórias mais de Cora Coralina recebeu o elogio de Carlos Drumond de Andrade em: Carta a Cora Coralina.


Rio de Janeiro, 14 de julho de 1979.


“Cora Coralina. Não tendo o seu endereço, lanço estas palavras ao vento, na esperança de que ele as deposite em suas mãos. Admiro e amo você como alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu verso é água corrente, seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais. Ah, você me dá saudades de Minas, tão irmã do teu Goiás! Dá alegria na gente saber que existe bem no coração do Brasil um ser chamado Cora Coralina. Todo o carinho, toda a admiração do seu Carlos Drummond de Andrade”.


Nota: Cora Coralina, uma das principais escritoras brasileiras, publicou seu primeiro livro aos 76 anos de idade.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Ironia

"Ironia" é um livro 
composto por frases de 
humor refinado 
cuidadosamente 
compiladas para serem
 usadas nas inúmeras 
situações do cotidiano. 

De acordo com a 
definição da própria 
palavra, a ironia nada 
mais é do que uma forma 
elegante de ser mau.
 Sendo assim, por que 
abdicarmos da elegância 
nos momentos em que a 
maldade se fizer 
necessária? Sejamos 
elegantes...



José Francisco de Lara
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