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segunda-feira, 9 de março de 2020

Noroeste do Paraná - Em reunião com prefeitos, secretário estadual da Saúde aponta estratégias de combate à dengue



A medida mais eficiente de combate à dengue é eliminar os focos de larvas do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Foi o que afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, que esteve em Paranavaí na última sexta-feira (7), para acompanhar a posse da nova diretoria da Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (Amunpar).

Para isso, o trabalho de campo de agentes de saúde e de controle de endemias precisa ser efetivo. “O que resolve é visita técnica, jogar larvicida e fazer a eliminação mecânica dos focos.” Uma das estratégias apontadas pelo secretário é estabelecer horários alternativos para as vistorias em residências, o que garantiria maior cobertura de imóveis.

Beto Preto destacou que o Governo do Estado está trabalhando no intuito de resolver a falta de pessoal para os serviços de campo. Entre as propostas está a realização de um concurso para a contratação de novos técnicos.

Paralelamente, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) tem estimulado o apoio mútuo entre as prefeituras, com a cessão de funcionários para tornar as vistorias mais céleres e efetivas. “Se for preciso, vamos trazer servidores de outras regionais”, declarou.

De acordo com o secretário, o uso indiscriminado de veneno para eliminar os mosquitos na fase adulta tem efeito menor do que se defende. Depois de cinco ciclos de aplicação do produto utilizado atualmente, apenas 40% dos vetores são atingidos. Mesmo assim, o Governo do Estado liberou 19 mil litros do inseticida – parte será distribuída entre os municípios do Noroeste do Paraná.

A expectativa é que a partir de março deste ano, o Governo Federal libere novas quantidades de veneno para que sejam repassadas a cada Regional de Saúde, principalmente as que enfrentam situações de epidemia mais avançadas.

Em conversa com os prefeitos do Noroeste do Paraná, durante o encontro para a posse da nova diretoria da Amunpar, em Paranavaí, Beto Preto apresentou números referentes à dengue na região. A situação que se desenha, disse o secretário de Saúde, é pior do que a de 2012 e 2013, período com maior quantidade de casos positivos.

O secretário destacou o crescimento da dengue em todo o Paraná. Na comparação com janeiro de 2019, o primeiro mês deste ano teve elevação de 6.000%. Considerando apenas os municípios do Noroeste, a alta foi de 17.000%. Ainda sobre Paranavaí e municípios da região, o avanço de confirmações da doença representa 37% a cada semana.

Beto Preto informou que o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinará decreto determinando estado de alerta em todo o Paraná. A partir disso, estabelecerá as ações de combate à dengue como políticas de Estado.


sábado, 7 de março de 2020

6 greves de mulheres no mundo que mudaram o curso da História

Por Jimena O., no Pijama Surf

Tradução Cynara Menezes

A história dos movimentos de trabalhadores foi muito bem documentada. E as mulheres tiveram um papel muito relevante neles, pois graças à sua organização deram o exemplo para as gerações seguintes.

Veja algumas das greves e movimentos de mulheres mais importantes da história dos movimentos trabalhistas e suas conquistas.

1. Trabalhadoras da indústria do tabaco em Madri, 1857


A greve das 4000 trabalhadoras da Fábrica de Tabaco de La Coruña é considerada a vanguarda do movimento operário espanhol.

Numa segunda-feira, 7 de dezembro de 1857, as operárias deixaram seus postos de trabalho e foram para cima com tudo: destruíram escritórios, móveis e maquinário. Entre as razões que desataram a fúria das trabalhadoras estavam as jornadas de trabalho cada vez mais longas, as oficinas abarrotadas onde as mulheres trabalhavam em temperaturas extremas e o ritmo de produção exigido, cada vez mais rápido, tudo isso a salário cada vez menores.

Depois do exemplo das trabalhadoras do tabaco houve uma greve de marceneiras em 1880 e a paralisação das operárias do tabaco de Gijón em 1903.

2. Greve de Pão e Rosas em Lawrence, Massachussetts, em 1912


No começo do século 20, os operários da indústria têxtil nos EUA se movimentavam exigindo melhores condições de trabalho e melhores salários. As mulheres do setor começaram então a organizar seus próprios protestos. Em 11 de janeiro de 1912, as trabalhadoras da indústria têxtil, a maioria delas imigrantes, começaram uma paralisação que duraria dois meses e ficaria conhecida como “a greve do pão e rosas”. Formaram um cordão ao redor das fábricas, de forma que nem sequer a polícia podia entrar. Os vizinhos instalaram creches e refeitórios em apoio às trabalhadoras.

3. Dagenham, Inglaterra, 1968

Em 1968, a empresa norte-americana Ford tinha aproximadamente 55 mil trabalhadores na Inglaterra, dos quais 187 eram mulheres. Estas mulheres eram encarregadas de fazer o estofamento dos assentos dos carros. Apesar do número significativamente menor, estas operárias decidiram começar uma folga que durou três semanas para exigir sobretudo igualdade salarial, pois seus salários eram 92% menores do que os dos trabalhadores homens.

Em 1970, com o apoio do Partido Trabalhista, o Reino Unido aprovou a Lei de Igualdade Salarial, que entrou em vigor 5 anos depois em todo o país.

4. O dia livre das mulheres da Islândia em 1975

Até 1975, o salário dos homens islandeses era 40% mais alto que o das mulheres. Diante desta situação, 90% das mulheres trabalhadoras do país começaram uma greve que repercutiu em todo o país: conseguiram parar a atividade de bancos, escolas e fábricas. Os homens tiveram que ocupar os espaços vazios que as mulheres tinham deixado, tanto no trabalho como no lar. Como consequência deste movimento, cinco anos depois da paralisação a Islândia elegeu a primeira mulher presidenta: Vigdis Finnbogadottir.

5. Greve de fome das mineiras de La Paz, Bolívia, 28 de dezembro de 1977

DOMITILA CHUNGARA, ATIVISTA BOLIVIANA
Durante a ditadura de Hugo Banzer na Bolívia (1971-1978), houve quatro mulheres que encabeçaram um movimento que culminaria na queda do ditador. Luzmila de Pimentel, Nelly de Paniagua, Aurora de Lora e Angélica de Flores, todas elas esposas de dirigentes sindicais mineiros, junto com seus 14 filhos, se uniram à ativista Domitila Chungara, tomaram a arquidiocese de La Paz em 28 de dezembro de 1977 e se declararam em greve de fome. As reivindicações: anistia geral para os opositores do regime e convocação de eleições livres. Mais de 1500 bolivianos se uniram a esta greve de fome. Meio ano depois, o ditador Hugo Banzer renunciou. Estas cinco mulheres deram o primeiro passo para a democracia na Bolívia.

6. Bangalore, Índia, Garment Labour Union, 2002

Em 2002, as mulheres trabalhadoras das fábricas têxteis se uniram e formaram seu próprio sindicato, o Garment Labour Union. O GLU se propôs a reunir todas as trabalhadoras do setor têxtil para exigir melhores condições de trabalho e aumento do salário mínimo, o qual havia aumentado apenas 4 vezes em 45 anos. Um dos objetivos principais deste sindicato é conscientizar sobre os direitos trabalhistas das mulheres na Índia.


sexta-feira, 6 de março de 2020

Prefeitura de Loanda abre concurso público com 21 vagas

A Prefeitura de Loanda, no noroeste do Paraná, divulgou um concurso público com 21 vagas para cargos de nível fundamental, médio e superior.

A divulgação do horário e do local da prova será feita no dia 16 de abril, e a aplicação da avalização ocorrerá em 3 de maio. O gabarito preliminar será publicado no dia 4 de maio.


Os salários variam de R$ 1.052,20 a R$ 13.309,14, com jornadas de trabalho de 15 a 44 horas semanais. Confira o edital completo.

Os interessados poderão se inscrever pelo site, a partir das 8h de 26 de fevereiro até as 23h59 do dia 30 de março.

O valor da taxa de inscrição varia de acordo com o cargo, sendo R$ 50 para ensino fundamental, R$ 70 para nível médio e técnico, e R$ 100 para nível superior.

Distribuição das vagas
• Agente Comunitário de Saúde: 1
• Agente de Combate às Endemias: 1
• Auxiliar de Enfermagem: 1
• Auxiliar de Enfermagem Plantonista: 1
• Educador Infantil: 1
• Enfermeiro: 1
• Enfermeiro Plantonista: 1
• Fisioterapeuta: 1
• Médico Anestesista: 1
• Médico Clínico Geral: 1
• Médico Ginecologista e Obstetra: 1
• Médico Pediatra: 1
• Médico Plantonista: 1
• Médico PSF: 1
• Médico Veterinário: 1
• Motorista: 1
• Nutricionista: 1
• Professor Multidisciplinar: 1
• Servente: 1
• Técnico em Saúde Bucal: 1
• Técnico em Segurança do Trabalho: 1

A divulgação do horário e do local da prova será feita no dia 16 de abril, e a aplicação da avalização ocorrerá em 3 de maio.

O gabarito preliminar será publicado no dia 4 de maio.

Fonte: G1 / RPC Noroeste

quinta-feira, 5 de março de 2020

Economia não volta a crescer sem retomada de investimentos, avaliam especialistas

Livro "O Mito da Austeridade" defende que corte de gastos atrasa o Brasil e aumenta a desigualdade social
Nara Lacerda.


Investimentos caíram significativamente desde 2015 - Davidson Luna/ Unsplash
“Não se preocupe, cortes nos gastos podem doer, mas a fada da confiança vai levar a dor embora." A frase irônica, de autoria do vencedor do Prêmio Nobel de economia em 2008, Paul Krugman, faz parte de um artigo publicado há quase uma década pelo jornal The New York Times, e traz uma crítica contundente às políticas de austeridade para combate à crise. No texto, Krugman chamava de “fantasia da elite governamental” a ideia de que era possível combater o péssimo cenário econômico com corte de gastos.

Dez anos depois, o Brasil vê as principais lideranças políticas no poder defendendo a diminuição de investimentos como saída para reverter o crescimento pífio da economia. O cenário, que deu errado lá fora, encontra por aqui as mesmas justificativas que foram chamadas de fantasiosas por Paul Krugman: se o governo gastar menos, o mercado terá mais confiança e, milagrosamente, tudo vai dar certo.

Com a intenção de escancarar os equívocos e riscos dessa ideia, o economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor na Pontifícia Universidade Católica da São Paulo (PUC-SP), organizou o livro de artigos “O Mito da Austeridade”. A obra traz textos assinados também por Ladislau Dowbor, André Paiva Ramos, Mariana Ribeiro Jansen Ferreira e André Luis Campedelli. Em cinco capítulos, o time de especialistas constrói em detalhes a equação que nos últimos anos vem garantindo mais ganhos aos ricos e mais lucros aos bancos, enquanto retira direitos dos pobres e da classe média.

As políticas de austeridade vêm norteando as decisões econômicas no Brasil com intensidade que salta aos olhos desde 2015. O caminho começou a ser percorrido ainda no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, quando Joaquim Levy assumiu o ministério da Fazenda.

O auge da corrida no corte de investimentos, no entanto, se deu no governo de Michel Temer com a Emenda Constitucional 95 (EC 95/2016), a chamada PEC do Teto dos Gastos, que limita os investimentos pelos próximos vinte anos.

No governo do capitão reformado, Jair Bolsonaro (sem partido), a ideia foi reforçada e encontra terreno fértil nas decisões do ministro da economia, Paulo Guedes. 

Os investimentos públicos no Brasil caíram de patamares que chegaram a ultrapassar R$ 66 bilhões entre 2012 e 2014 para previsões abaixo de R$ 20 bilhões este ano.

“Tem prevalecido no Brasil essa ideia de que se você cortar gastos públicos e cuidar das despesas, isso traria um resgate da confiança dos empresários e a volta o crescimento econômico. Ou seja, imaginar que via corte de gastos você tem uma recuperação da economia. O que mostramos no livro é exatamente o contrário. Ao cortar gastos você pressiona e limita os programas sociais, limita a capacidade de consumo, limita a capacidade de investimento do Estado e, por si só, agrava a crise.” Afirma o professor Antônio Corrêa de Lacerda.

A crise, que coloca o desemprego como realidade crônica para o brasileiro e  joga o poder de compra da população cada vez mais para baixo, é o tema que abre a publicação. Um dos autores do livro, o economista André Paiva Ramos, é taxativo ao lembrar que a austeridade piora esse cenário. “Essa visão e essa política de austeridade têm se mostrado como uma política que é altamente concentradora de renda e que aumenta a desigualdade", diz.

Aprofundamento de desigualdades

Ramos é responsável pelo capítulo do livro que analisa justamente a EC 95, promulgada no governo de Michel Temer. A emenda determina que, a partir de 2016 e pelas próximas duas décadas, o orçamento público ficará congelado. “Ano após ano o governo vai ter que reduzir significativamente recursos para diversas áreas. Isso vai afetar cada vez mais recursos para investimentos, recursos para programas sociais, políticas públicas, saúde e educação.” ressalta André.

O economista lembra que a medida está embasada em uma visão ultraliberal, que visa reduzir a atuação do Estado. No entanto, segundo ele, em tempos de crise, o papel do poder público deveria ser o oposto. “A gente está falando não só em investimentos que são extremamente necessários em períodos de crise como política anticíclica. O governo, nessa ambição de cortar gastos e recursos, está atingindo as pessoas mais vulneráveis, fazendo com que a fome, a desigualdade e a vulnerabilidade social no nosso país aumentem", acrescenta.

Com menos dinheiro para garantir saúde, educação, cultura e direitos básicos, principalmente aos mais pobres, o governo retira do mercado consumidor uma parcela grande e importante da população. São mais brasileiros que trabalham e se endividam para garantir o básico. No fim do mês, não há sobra para essas famílias. O comércio e o setor de serviços sofrem com a queda na demanda e a indústria diminui sua produção, o que faz aumentar o desemprego. O ciclo se repete e demonstra que a demora na retomada do crescimento está diretamente ligada às políticas de austeridade.

André Ramos Paiva afirma não há vetores que possam puxar uma retomada mais consistente. “Temos que destacar que estamos com o mercado de trabalho extremamente deteriorado. São mais ou menos 27 milhões de pessoas fora do mercado ou subempregadas. Os novos postos de trabalho são cada vez mais precarizados. Isso causa uma instabilidade na renda das famílias. A gente não verifica bases para uma retomada mais consistente da economia, muito atrelada a esse conjunto de medidas e reformas que tem sido implementadas a partir de 2015", avalia.

Política do atraso

A contenção de gastos e a falta de vontade política para ampliação de investimentos nos direitos básicos da população coloca o Brasil muito atrás da tendência mundial. Desde a crise de 2008, os mercados globais caminham no sentido de aumentar a atenção às necessidades da população. Ainda que se mostrando de maneira tímida, o entendimento é de que o capitalismo, como vinha sendo aplicado, falhou. Globalmente, o Brasil se coloca contra a tendência mundial de tentar reverter a situação não só no que diz respeito ao consumo das famílias, mas também nas questões ambientais, culturais e sociais.

Antônio Corrêa de Lacerda é cirúrgico ao apontar os responsáveis pelo atraso. “A política econômica do autodenominado 'ministro posto de combustível', Paulo Guedes é absolutamente demodê.  Uma política defendida pela Universidade de Chicago [nos Estados Unidos] nos anos 1970, e que a própria universidade, hoje, não defende mais. É absolutamente out essa política que vem sendo adotada.”

O professor ressalta que as políticas econômicas adotadas nos últimos anos configuram um equívoco perigoso para o Brasil. “É um consenso internacional que é preciso distribuir renda, é preciso uma reforma tributária de fato, para tributar quem pode pagar mais e desonerar quem pode pagar menos, estimular o mercado de trabalho, a renda e o emprego, porque isso é que pode trazer de volta o crescimento econômico.”

Lacerda reforça que a política econômica vigente no país aprofunda a desigualdade social e atinge, sobretudo, os mais pobres.

“Na verdade o Brasil não vai deixar crescer só por causa do [novo] coronavírus ou porque tem uma crise internacional. Mas sim porque as escolha presentes da política econômica vão de encontro e em contraponto à necessidade de crescimento econômico e expansão. Isso é a austeridade falsa, que corta benefício dos mais pobres, mantém os privilégios dos mais ricos e uma profunda transferência de recursos de toda a sociedade para aqueles que vivem de renda, os rentistas e o setor financeiro", finaliza Lacerda.

O Mito da Austeridade reúne artigos de cinco autores / Divulgação/ Editora Contracorrente

O livro O Mito da Austeridade foi lançado pela Editora Contracorrente no fim do ano passado e está disponível nas principais livrarias e plataformas digitais.

Edição: Geisa Marques

quarta-feira, 4 de março de 2020

NOROESTE DO PARANÁ - Regional de Saúde faz orientações sobre atendimento em casos suspeitos de coronavírus

Equipes de epidemiologia e hospitais do Noroeste do Paraná receberam recomendações sobre o atendimento a pacientes com suspeita de coronavírus. As informações foram repassadas pela 14ª Regional de Saúde, com base nos protocolos do Ministério da Saúde.

Coronavírus
O objetivo é garantir que sejam adotadas as medidas necessárias para receber pessoas que apresentarem sintomas da doença, desde a identificação dos sinais, passando pelo isolamento e pelo acompanhamento médico, até o diagnóstico e o tratamento.

O alerta foi emitido depois que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) notificou dois casos suspeitos de coronavírus no Paraná. Ambos os registros foram feitos em Curitiba, na terça-feira (28), sendo um homem de 29 anos e uma mulher de 23. Cumpridos todos os procedimentos, a presença do vírus foi descartada.

Em nota à imprensa, a Sesa destacou que deste a última sexta-feira (24), “vem adotando medidas de prevenção e cuidados para controle do Novo Coronavírus no Paraná”. Mesmo assim, o Estado não é considerado região em nível elevado de contaminação.

A recomendação para toda a população é que adote os cuidados básicos de higiene, reduzindo o risco geral de infecções respiratórias agudas. No caso do coronavírus, a transmissão pode se dar por gotículas respiratórias, tosse e espirros em curta distância e objetos contaminados.

O vírus pode se disseminar no ar, afetando principalmente pessoas com imunidade debilitada. No caso de sintomas sugestivos de doença respiratória, é preciso procurar atendimento médico e informar o histórico de viagens. Normalmente, o período de incubação viral é de dois a sete dias, mas pode chegar a 16 dias.

A Sesa informou que em casos mais leves de coronavírus são comuns os sintomas de gripe ou resfrido (tosse, febre e dificuldade para respirar). Os quadros mais graves da doença podem evoluir para pneumonia ou síndrome respiratória aguda grave.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, disse que “não há motivo para alarme. A população pode ficar tranquila. O Paraná está atento e vigilante, com atenção redobrada para conter qualquer suspeita”.

Segundo ele, a atuação em Curitiba foi preventiva, porque houve correlação de sintomas com a passagem pela China. Nesses casos “é que haverá a notificação, com exames complementares diagnosticando a doença”, ressaltou Beto Preto.

O secretário explicou que o Estado reforçou a atenção para impedir a presença do vírus no Paraná. O Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) da Secretaria foi acionado e está à disposição 24 horas por dia. O grupo fará reuniões diárias para monitorar as suspeitas da doença.

Além disso, há um cuidado especial com os terminais de desembarque no Estado, como Porto de Paranaguá e aeroportos. Nesses locais, a Secretaria atua em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fazendo o controle dos passageiros.

(Com informações da Agência Estadual de Notícias.)

terça-feira, 3 de março de 2020

Morre o poeta Ernesto Cardenal, personagem importante na Teologia da Libertação

Em 1983, o Papa João Paulo II suspendeu Cardenal de suas funções no sacerdócio. O Papa Francisco cancelou esta suspensão em 2019.

Foto - El Pais

Cardenal foi uma figura importante da Teologia da Libertação, corrente teológica com base no marxismo e que nasceu na América Latina, tendo como ponto central os pobres.

O poeta nicaraguense Ernesto Cardenal, um dos principais representantes da poesia latino-americana, morreu este domingo, dia 1, aos 95 anos. Cardenal foi um ácido crítico do governo de Daniel Ortega e apoiador da revolução sandinista.

Em 1983, o Papa João Paulo II suspendeu Cardenal de suas funções no sacerdócio. O Papa Francisco cancelou esta suspensão em 2019.

Cardenal foi uma figura importante da Teologia da Libertação, corrente teológica com base no marxismo e que nasceu na América Latina, tendo como ponto central os pobres.

Quanto as críticas a Daniel Ortega, de quem foi ministro nos anos 1980, são por diferenças sobre gestão política. Em 2007, Ortega voltou à presidência da Nicarágua depois de ter governado entre 1985 e 1990. Quando Ortega voltou ao poder, Cardenal foi alvo de perseguições pela Justiça, tendo denunciado continuamente que esta era controlada pelo presidente.

Cardenal se tornou a ‘voz moral da revolução sandinista’ por seu compromisso com os mais pobres e contra as injustiças. Foi este empenho do poeta que fez com que João Paulo II o suspendesse do sacerdócio e o mesmo motivo fez com que o Papa Francisco suspendesse o castigo. Cardenal chegou a declarar sua identificação com Francisco, ‘é melhor do que podíamos sonhar’, disse ele.

O poeta nasceu em Granada, na Nicarágua, em 20 de janeiro de 1925. Estudou Literatura em Manágua e no México, completando sua formação nos Estados Unidos e na Europa.

Foi ordenado sacerdote em 1965 e, instalado no Arquipélago de Solentiname, no Grande Lago da Nicarágua, fundou uma comunidade de pescadores e artistas primitivistas que ganharia fama mundial. Foi neste cenário que escreveu o seu ‘O Evangelho de Solentiname’.

Fonte -  Jornal GGN

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