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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Quatro décadas sem Lennon

Fazia frio naquela noite de dezembro, há 40 anos, quando Mark Chapman decidiu matar John Lennon só porque para entrar furtivamente na biografia de uma das figuras mais influentes da cultura pop .


Por Por Charly Morales Valido San Salvador

No Prensa Latina

Momentos antes, o membro do quarteto The Beatles havia autografado um livro para Chapman, e Chapman não tinha maneira melhor de agradecê-lo do que atirar nele cinco vezes.

Apenas 15 minutos depois, Lennon estava morto e seu ex-assassino esperava pela polícia no Edifício Dakota em Nova York. Em um bolso ele carregava uma cópia surrada do romance Catcher in the Rye, de J.D. Salinger, enquanto a poucos metros dele uma pessoa morreu e um mito nasceu...

A vida do famoso músico foi tudo menos enfadonha, e foi marcada por aquele grupo de culto que fundou em Liverpool, praticamente inclassificável, simplesmente essencial.

John Winston Lennon nasceu em 9 de outubro de 1940, no meio da Guerra Mundial. Ele cresceu sem o pai, criado por uma tia que não gostava de seus gostos musicais e com uma mãe perseguida por seus próprios demônios, cuja morte prematura deixaria uma marca nele.

Em sua adolescência, vagando pelos jardins do orfanato Strawberry Field, John encontrou seu grande amigo musical, Paul McCartney. Juntos, eles fundaram a banda Quarry Men, e também juntos montaram os The Beatles, em 1960. O resto é história...

Dos clubes decadentes de Hamburgo e Liverpool ao lotado Shea Stadium em Nova York ou ao telhado do prédio da Apple Corps, os Beatles revolucionaram o pop e deixaram hinos de geração autênticos, explorando desde os sons mais comerciais aos mais psicodélicos, místicos e rock' roll com letras sugestivas e uma produção luxuosa.

A personalidade complicada de John marcou o grupo, completado por Paul, seu amigo de longa data George Harrison e o sempre subestimado Ringo Starr.

Gênio como ácido e mordaz, Lennon deixou para trás inúmeros clássicos musicais, mas também frases inflamadas, como que os Beatles eram mais famosos que Cristo ou que eram heróis do proletariado.

A relação com Yoko Ono, iniciada em 1966, talvez tenha precipitado a separação da banda, que já era questão de tempo, mais por egos e buscas pessoais do que pelo papel do vilão que nunca abandonou a excêntrica artista japonesa.

Depois do sucesso solo de Imagine, vieram anos de pouca música e muito ativismo, sua separação e reconciliação com Yoko, a vida doméstica que ele sempre desejou e nunca teve, e a gravação de Double Fantasy, o álbum que ele estava montando quando cinco tiros à queima-roupa terminaram com sua vida. Era 8 de dezembro de 1980 e fazia frio em Nova York.

(Retirado do Orbe)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Ministro da Educação será ouvido por homofobia

 

Milton Ribeiro, pastor presbiteriano e Ministro da Educação. Foto: Reprodução

Determinação foi feita pelo ministro Dias Toffoli, do STF; dentre outras declarações, Milton Ribeiro relacionou homossexualidade com “famílias desajustadas.”

Por Jornal GGN

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal que seja agendado o depoimento do ministro da Educação, Milton Ribeiro, em investigação sobre crime de homofobia, reconhecido como forma de racismo pela Corte.

Segundo o jornal Correio Braziliense, a investigação foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para saber se Ribeiro foi homofóbico durante entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo e publicada no dia 24 de setembro.

Na ocasião, o minstro (pastor presbiteriano) foi indagado sobre a necessidade de educação sexual na escola, onde respondeu ser favorável a abordagem de temas que impeçam que as crianças sejam molestadas e para evitar gravidez na adolescência, mas disse não ser necessário incentivar discussões de gênero. “A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo”, disse Ribeiro ao jornal.

“Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí. São questões de valores e princípios”, disse o ministro da Educação.

Embora o ministro tenha pedido desculpas e declarado que as afirmações foram tiradas de contexto, Ribeiro rejeitou na última semana um acordo de persecução penal com o Ministério Público.

sábado, 5 de dezembro de 2020

MEC desiste de obrigar as universidades a retomarem aulas presenciais

 

Universidades - UnB - Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Portaria estabelecia retorno das aulas presenciais nas universidades e institutos federais em janeiro de 2021. Deputados e entidades estudantis reagiram à medida.

Depois da reação de reitores das universidades públicas, entidades estudantis e parlamentares, o MEC (Ministério da Educação) desistiu da portaria que havia publicado nesta quarta-feira (2) obrigando as universidades a retomarem aulas presenciais a partir de janeiro.

O governo Bolsonaro foi duramente criticado pela postura autoritária, pois sem consultar a comunidade acadêmica ou mesmo um plano de imunização estabelecido contra a Covid-19, queria impor às universidades e aos institutos federais o retorno às aulas.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), vice-líder da minoria na Câmara dos Deputados, considerou o recuo do governo uma vitória da educação. “MEC recua e vai revogar portaria que determina o retorno das aulas em Universidades e Institutos Federais em janeiro. Havíamos apresentado um projeto para derrubar essa medida irresponsável. Vamos seguir em luta e vigilantes contra os retrocessos do governo!”, comemorou a deputada.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) aproveitou a decisão para reforçar o descrédito do governo Bolsonaro. “Após ver que sua esdrúxula decisão de volta às aulas foi ignorada pelas principais universidades, o MEC teve que revogar a própria decisão”, destacou.

Esta não é a primeira vez que o governo Bolsonaro volta atrás de decisões publicadas, após rejeição de setores da sociedade. Mais cedo, diversas universidades haviam se manifestado contrariamente à portaria do MEC. A medida também teve repúdio de políticos e entidades estudantis.

O líder da minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que, mais uma vez, a pressão popular derrubou uma medida autoritária de Bolsonaro. “Vamos manter a vigilância. Temos mais dois anos de muita luta contra os retrocessos e o obscurantismo desse governo”, disse.

O presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Iago Montalvão, diz que ministério falha e é desorganizado. “Esse vai e vem do MEC só demonstra como há uma total ausência de planejamento e acompanhamento da situação da educação em tempos de pandemia, descaso completo. Soma-se a isso a dificuldade criada pelo Governo para o avanço da vacina”, criticou.

Críticas

A portaria recebeu críticas dos parlamentares do PCdoB e de entidades estudantis que viram na decisão do governo mais um ato de irresponsabilidade.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi uma das que reagiu à decisão em suas redes sociais. “O MEC pressiona universidades para retorno às pressas para aula presencial em janeiro. Janeiro! Mal há estratégia de vacinação, vimos que mais de sete milhões de testes estão para vencer. Bolsonaro nem liga que estamos em pandemia e querem fazer o retorno de qualquer forma?”, indagou.

Alice e Orlando Silva também haviam se manifestado. Para Alice, a medida era “autoritária e descabida”. Já Orlando Silva havia apontado a irresponsabilidade do governo com a decisão diante do aumento de casos no Brasil.

A portaria também foi criticada por entidades ligadas à educação. A presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Flávia Calé, afirmou que a entidade lutará para que “prevaleça a autonomia universitária e o planejamento das instituições, já em curso”.

Com informações da Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados

Via – Portal Vermelho

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Bancada feminina pode acionar conselho de ética contra deputado misógino

 

(Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados)

 

Deputadas cobram posicionamento do Parlamento contra prática, após ataque misógino do deputado Bibo Nunes (PSL-RS).

Por Christiane Peres

No Portal Vermelho

“Vou criar um neologismo: ‘deputérica’. Quando eu falar ‘deputérica’, estarei me dirigindo a uma deputada histérica”, disse o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) durante sessão no Plenário da Câmara desta quinta-feira (3). A declaração gerou imediata reação de deputadas que consideraram a fala do parlamentar misógina. Durante a sessão, as parlamentares afirmaram que levarão o caso ao Conselho de Ética da Casa.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi uma das que se manifestou contra a declaração de Nunes. Para ela, o Parlamento precisa avançar no combate à violência política de gênero.

“Não é a primeira vez que nós vimos um deputado agir dessa forma. Histéricas são pessoas que têm distúrbios emocionais ou psíquicos. Parece-me que é o deputado quem precisa de tratamento, porque isso se chama misoginia, aversão às mulheres. Isso é uma forma de agressão, de falta de decoro. Isso merece, de fato, uma análise do Conselho de Ética, porque não é possível este tipo de comportamento”, afirmou.

Jandira lembrou que os ataques às mulheres costumam desqualifica-las nos costumes, não no conteúdo de sua atuação política.

“Temos protagonismo político. Já demonstramos nossa competência, altivez, capacidade na luta política, de formular políticas, de competência, de possibilidade real de fazer a disputa na política, nas ideias, na qualidade dos seus argumentos. Enfrentem-nos nos argumentos, na qualidade das nossas proposições, no que pensamos, na nossa ideologia, na nossa possibilidade real de termos ou não qualidade no que tratamos. Agora, nos enfrentar na desqualificação, na adjetivação? Por favor, venham com a capacidade que vocês têm. Se não têm capacidade, calem a boca”, declarou.

A líder da bancada do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), também condenou a fala de Nunes. “É constrangedor termos deputados que ocupam a tribuna pra agredir as mulheres. É impossível desfazer tamanho desrespeito. Quando um deputado usa a tribuna para desqualificar as mulheres nas suas lutas está desrespeitando todas as mulheres. É inaceitável esse tipo de comportamento no Parlamento”, destacou.

Parlamentares do PT, PSol, Rede, PL, PDT também se manifestaram contrários à fala de Bibo Nunes.

Fonte: Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Desmatamento cresce na Amazônia brasileira durante governo Bolsonaro

 


O desmatamento na Amazônia brasileira cresceu 9,5% entre agosto de 2019 e julho último, percentual que equivale a um total de 11.888 quilômetros quadrados de florestas devastadas, informou hoje o governo.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estadual, a área desmatada é a maior da última década e mostra a maior destruição da Amazônia desde 2008, quando 12.911 quilômetros quadrados de floresta foram perdidos. Os dados divulgados nesta segunda-feira são fruto exclusivamente do governo Jair Bolsonaro, que assumiu o poder em 1ú de janeiro de 2019. Por estados, o Pará (norte) liderou a destruição da floresta amazônica no último ano, sendo responsável por 46,8% da perda de vegetação, seguido por Mato Grosso (15,9) e Amazonas (13,7) .

Organizações que defendem o meio ambiente ironicamente afirmaram nesta segunda-feira que Bolsonaro teve sucesso com seu 'plano de desmatamento da Amazônia' depois que o governo anunciou que o desmatamento no ano passado foi o maior desde 2008.

Os números simplesmente refletem 'o resultado de um projeto de muito sucesso para aniquilar a capacidade do Estado e dos órgãos de fiscalização de cuidar de nossas florestas e combater o crime na Amazônia', destacou em tom mordaz a rede de grupos ambientalistas Observatório do Clima. .

No ano passado, o desmatamento foi responsável por 44% das emissões de carbono (levando ao aquecimento global e às mudanças climáticas) do gigante sul-americano, seguido pela agricultura (28).

Os brasileiros produziram 10,4 toneladas de dióxido de carbono per capita em 2019, acima da média mundial de 7,1 toneladas.

Bolsonaro, que enfrenta críticas por sua política em favor do agronegócio e da mineração na região amazônica, em detrimento das reservas indígenas e do meio ambiente, e uma lenta reação também é responsabilizado pela queima da maior floresta tropical do planeta contra deflagrações.

Via – Prensa Latina

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Notável fracasso de Bolsonaro nas eleições municipais no Brasil

 


Por Osvaldo Cardosa Samón

No Prensa Latina

Dos 13 candidatos a prefeitos apoiados pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, 11 foram derrotados nas urnas e apenas dois foram eleitos nas eleições municipais realizadas em dois turnos no Brasil.

Levando em conta os números gerais, a centro-direita saiu vencedora do segundo turno das eleições de domingo, sob a pandemia de Covid-19.

Os nomes endossados ​​pelos ex-militares registraram um desempenho ruim no primeiro turno em 15 de novembro.

Uma das falhas mais significativas dos aliados de Bolsonaro foi a do candidato a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno (do Partido Republicano), quarto mais votado e fora da votação de 29 de novembro.

O desastre do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do partido republicano e incondicional do governante, também sacudiu no segundo turno.

O bispo ultraconservador da Igreja Universal do Reino de Deus perdeu o cargo e a reeleição para Eduardo Paes, dos democratas.

Durante a campanha eleitoral, Crivella fortaleceu seu vínculo com o Bolsonaro para tentar reverter as pesquisas que não lhe eram favoráveis, mas não deu certo.

Em seu primeiro discurso como prefeito eleito do Rio, Paes comemorou o que chamou de 'vitória política' contra a radicalização.

'A primeira mensagem que quero passar é para agradecer aos cariocas que foram às urnas e acreditaram em nossas propostas (…) Queria também comemorar uma vitória na política aqui', disse Paes.

 

Sem citar nomes, ele insistia que o radicalismo na política certamente não fazia bem aos cariocas ou brasileiros.

'Quero anunciar que o Rio está livre do pior governo de sua história. Hoje vocês estão livres para confirmar a cidade da diversidade. O Rio voltará a funcionar. Com muita esperança. Estou muito convencido de que a vitória de hoje (ontem) é muito importante.' , ele enfatizou.

Além de Crivella, a última esperança de Bolsonaro era Wagner Sousa Gomes, que também perdeu em Fortaleza, capital do Ceará, para o candidato José Sarto, do Partido Democrático Trabalhista.

Já o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, do Partido da Social-Democracia Brasileira, foi reeleito no segundo turno após derrotar Guilherme Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade.

Boulos previu que a esquerda brasileira vencerá nas demais disputas eleitorais.

'Quero agradecer calorosamente a todos aqueles que acreditaram e continuam acreditando. Agradecer a todos aqueles que sonharam. Venceremos, não nesta eleição, mas venceremos', disse o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto.

Segundo o portal Brasil 247, apesar da derrota, Boulos se consolidou como um nome forte no mundo progressista para as próximas disputas eleitorais.

Em nota em seu site oficial, o Partido dos Trabalhadores (PT), maior esquerda da América Latina, garantiu que saiu no segundo turno com quatro vitórias nos principais centros urbanos dos estados de São Paulo e Minas Gerais, após participar da disputa em 15 cidades com mais de 200 mil eleitores.

'Foi uma das disputas mais acirradas da história recente do país, mas o PT saiu das urnas em 2020 recuperando sua força em grandes e médias cidades' após o golpe parlamentar na Justiça contra a presidente Dilma Rousseff em 2016, disse a entidade política.

O segundo turno mostrou que a esquerda pode lutar, disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, fazendo um balanço da batalha eleitoral.

'Nossa atuação nas grandes cidades e a unidade que construímos em muitas delas confirma que temos uma alternativa para o Brasil', disse Hoffman.

As eleições deste ano foram adiadas de outubro para novembro por acordo partidário no Congresso Nacional perante a Covid-19.

Os comentaristas políticos consideram que, de certa forma, essas eleições serão um termômetro para as eleições de 2022.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Previsto agravamento da pandemia nos E.U.A. nas próximas semanas

 


Autoridades e especialistas em saúde norte-americanos preveem um aumento significativo de casos de Covid-19 nas próximas semanas, um tema que dominará os programas do debate político de hoje na televisão.

Anthony Fauci, que deve aparecer no programa 'This Week' da ABC neste domingo, disse à televisão PBS no início desta semana que grandes reuniões familiares podem levar a mais exposição e mais ondas.

Por outro lado, em declarações ao jornal USA Today nesta sexta-feira, o especialista destacou que os casos da doença, que atualmente crescem exponencialmente em todo o país, continuarão elevados ou aumentarão daqui para fevereiro.

Segundo o imunologista, se essa tendência continuar, a situação não será diferente nos feriados de Natal e Ano Novo do que nas comemorações do Dia de Ação de Graças, comemorado ontem.

O país ultrapassou 13 milhões de novas infecções por coronavírus na sexta-feira, apenas seis dias depois de ultrapassar 12 milhões em 21 de novembro, além de um pico de mais de 90 mil hospitalizações, um número recorde pelo 17ú dia consecutivo.

Só em novembro, os Estados Unidos ultrapassaram os quatro milhões de casos, número que dobrou os 1,9 milhão de infecções registradas em outubro.

Mais de 170 mil pessoas no país testaram positivo para Covid-19 todos os dias, em média na semana passada.

O aumento de casos também ocorreu pouco antes do Natal, quando os americanos viajam e realizam grandes reuniões dentro de suas casas.

Autoridades de saúde e líderes políticos nos estados alertaram nesta semana os cidadãos para não se reunirem em ambientes fechados e desaconselharam viajar para o Dia de Ação de Graças, que caiu na quinta-feira.

Mas, apesar do alerta, quase 1,1 milhão de pessoas viajaram naquela data, o maior número desde março, quando a pandemia atingiu o país pela primeira vez.

A coordenadora da força-tarefa para o coronavírus da Casa Branca, Deborah Birx, que aparecerá no programa Face The Nation da CBS neste domingo, disse no início deste mês que os americanos precisam estar vigilantes agora porque sabemos que assim podemos parar a propagação. No início de novembro, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças emitiram um alerta citando o 'crescimento exponencial' nos casos da Covid-19 em todo o país.

Em sua proclamação de Ação de Graças emitida na quarta-feira, o presidente Trump pediu aos americanos que se reunissem 'em casas e locais de culto' para o feriado, um pedido que vai contra o conselho de especialistas em saúde pública.

Via – Prensa Latina

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