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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

BOLSONARO RECUA E PROMETE CANETAD A PARA BAIXAR CONTA DE LUZ

 


Por Naian Lopes

No DCM

Jair Bolsonaro disse nesta quinta (14) que vai baixar a bandeira tarifária da conta de luz na “canetada”. O presidente declarou que, a partir de novembro, a cobrança voltará ao patamar “normal”. E relatou que o Brasil ficou “na iminência de um colapso” com a crise hídrica. E demonstrou felicidade com a chegada das chuvas.

“Meu bom Deus nos ajudou agora com chuva. Estávamos na iminência de um colapso. Não podíamos transmitir pânico para a sociedade. Dói a gente autorizar o ministro Bento, das Minas e Energia, ‘decreta bandeira vermelha’”, declarou o governante. A fala ocorreu em um evento evangélico em Brasília.

“Dói no coração, sabemos da dificuldade da energia elétrica. Vou pedir para ele, pedir não, determinar que ele volte a bandeira normal a partir do mês que vem”, acrescentou o presidente.

Vale destacar que Bolsonaro sempre afirmou que não iria segurar os preços através de “canetada”. Só que, com a rejeição nas alturas e a incompetência de Paulo Guedes, ele resolveu descumprir mais uma promessa. O que é algo normal no governo dele.

Bolsonaro e a conta de luz

Em agosto, o governo bolsonarista comunicou a criação de uma nova bandeira, intitulada de Escassez Hídrica. Uma bandeira maior que a vermelha. A previsão que a ação iria valer até abril do ano que vem. A taxa extra nas contas de luz saltou de R$ R$ 9,49 para R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

A intenção foi pagar os altos custos da geração de energia por termelétricas. Elas são acionadas para substituir as hidrelétricas com reservatórios vazios.

sábado, 16 de outubro de 2021

PEÇA LOGO ESTE TRÊS LIVROS

  Por José Mendes Pereira 

No Blog do Mendes & Mendes

A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor e pesquisador do cangaço é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. E para aqueles que gosta de ler e ver fotos em uma leitura irá se sentir realizado com todas as fotos.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assuntos que dão gostos a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

COMO MANTER O BANDO ABASTECIDO!

 Por Sálvio Siqueira


Em toda organização tem-se que ter um administrador das despesas. Saber quanto entra e quanto se gasta. É essencial para qualquer um que queira levar adiante sua casa, sua empresa ou qualquer empreendimento.

Pois bem, nos grupos formados pelos bandidos e aqueles que os perseguiam, também havia as despesas a serem contabilizadas. Despesas com munição, armas, vestimentas e alimentação, coisas que diariamente eram usadas, diminuídas suas reservas, necessitando de um reabastecimento.

Lampião pagando um coiteiro. próximo estão, sentado, o cangaceiro "Sabonete" e em pé o cangaceiro "Juriti". 

As volantes tinham o amparo estatal e as despesas ficavam por conta do governo, ou seja, o dinheiro do contribuinte era sacrificado para esse fim. Já os bandos de cangaceiros tinham que auto sustentarem-se. Se bem que esse ‘auto’ também era do dinheiro do povo, roubado, tirado e extorquido. Os bandos, ou para eles, a coisa tornava-se mais dispendiosa, pois havia a necessidade de aumentá-las para cobrir as despesas com os coiteiros, informantes, em todas as camadas sociais em que o ‘braço’ do chefe mor do cangaço alcançava. Também tinha a obrigação, podemos assim dizer, de serem pagas as criações, rapaduras e outros alimentos fornecidos pelos protetores para que os mesmos ficassem de ‘bico’ calado e sempre terem algo para fornecerem. Para as volantes, quando a ração acabava e eles chegavam a alguma morada de algum catingueiro, no mato, Povoado, Vila, Distrito ou pequena cidade, usavam sua total autoridade para que fosse servida alimentação sem gastarem nada, tudo ficava em nome do governo.

Lampião acompanhado com Maria de Déa, sua companheira, na caatinga. 

“(...) A manutenção de um grupo de cangaceiros envolvia uma série de estratégias que exigia muita habilidade para se atingir os resultados e, se tratando de um numeroso bando como o de Lampião, as despesas aumentavam de forma considerada (...).” (MARCENA, 2015)

Além das despesas serem alta, havia o problema da compra. Não era em todo estabelecimento de venda que um cangaceiro, por estar com os bolsos cheios de dinheiro, poderia chegar e fazer suas compras. Havia necessidade de uma boa ‘manobra’ para, em muitos lugares, os comerciantes não saberem, realmente, para quem iriam suas mercadorias vendidas, usando um ou mais coiteiros para fazerem as compras.

Em outras oportunidades, havia os comerciantes que vendiam diretamente aos bandos, principalmente ao de Lampião, necessitando apenas dos intermediários das entregas, coiteiros, informantes e protetores, até as ‘encomendas’, mercadorias, chegarem ao destinatário.

Foto de Maria Bonita colorizada, digitalmente, pelo amigo, professor rubens antonio 

“(...) O alimento se fazia presente entre os cangaceiros pela intermediação da rede de coiteiros; através dos saques em pequenos comércios ou propriedades rurais como fazendas; pelo acolhimento de alguns coronéis que recebiam os bandos em suas propriedades; por via da coleta na natureza; raras capturas de algumas pequenas caças ou pela compra direta feita pelos cangaceiros (...) Todavia, esta última, era prática bem menos comum por coloca-los em grande exposição, a não ser quando se livravam dos seus trajes inerentes(...).” (MACENA, 2015)
Em entrevista, o próprio Lampião cita, por diversas vezes, a dificuldade para manter um bando numeroso como o seu.

“(...) se não o organizo conforme o meu desejo é porque me faltam recursos materiais para a compra de armamentos e para a manutenção do grupo – roupa, alimentação, etc. (...).” (MACÊDO, 1926)

Na entrevista, o chefe cangaceiro relata ao entrevistador, sem omitir nada, a maneira, forma, que exercia para conseguir o dinheiro usado para pagamento das despesas. Ele referi como sendo ‘trabalho’, aquilo que pratica, exercia, para conseguir, junto a população o total para as despesas com seus ‘cabras’. Usando até de um pouco de política, ele defende a maneira que usa.

Nenê do Ouro com um cangaceiro, dançando e tocando uma gaita. Provavelmente "Novo Tempo".

“(...) consigo meios para manter meu grupo pedindo recursos aos ricos e tomando à força aos usuários que miseravelmente se negam de prestar-me auxílio (...) tudo quanto tenho na minha vida de bandoleiro mal tem chegado para as vultosas despesas do meu pessoal – aquisição de armas, convindo notar que muito tenho gasto, também, com a distribuição de esmolas aos necessitados (...).” (MARCENA, 2015)

Quanto a aquisição das armas, até pode-se pensar que fora da maneira que narrou o líder dos cangaceiros, quanto a ‘ajuda’, distribuição, junto aos necessitados sabe-se que nada tinha a ver, ele nunca que fizera isso, a não ser, jogar moedas para algumas crianças. As moedas, além de terem um valor mínimo, pesavam bastante, duas causas que fizeram Virgolino jogá-las para os meninos.

Lampião em demonstração, fazendo uma 'partilha' com seus 'cabras'. 

Junto aos saques, roubos e extorsões, segundo alguns autores, Virgolino emprestava dinheiro a juros a determinadas pessoas, coisa que dava um rendimento muito maior, mais vultoso, pela soma ‘empregada’, ou emprestada.

“(...) Havia outro lado da moeda, bem mais rentável, que incluía negociatas e expressivas somas de dinheiro: “Lampião, além de avaro, reconhecidamente um bom financista, diz-se ter brigado com o coronel José Pereira, de Princesa, Paraíba, por esse ter-lhe aplicado mal o capital levantado no saque de Souza, em 1924” (...).” (MACENA, 2015).

'Hora do rango', almoço, dos cangaceiros num coito, acampamento. 

A maior dureza que existia, era estar com o ‘papo de ema’ recheado e não poder usufruir, muitas vezes ter que se alimentar de cactos e tubérculos ‘doados’ pela caatinga. Sem poder, muitas vezes, acender fogo, pois a fumaça os denunciariam as volantes, os coiteiros já traziam a comida pronta até o acampamento, ou em um lugar próximo a sua casa. O cangaceiro pode ter sido tudo, menos infantil ou burro. Certa feita, a mando do chefe, um deles retira todos os apetrechos que o identificava como cangaceiro, pega uma quantia e vai a sede de uma fazenda fazer compras.

“(...) depois de tirar todos os enfeites característicos dos cangaceiros, para esconder sua identidade, conseguiu comprar queijo numa fazenda (...).” (CHANDLER, 2003)

Além das despesas costumeiras que falamos, também havia aquela das festas, forrós, onde duravam dois ou três dias. Tinha também a propina aos informantes, a nosso ver, os telegrafistas foram os principais, pois não há registros, pelo menos que lembre, de que o chefe mor do cangaço tenha torturado e matado algum. Lampião, após usar sua maior e eficaz arma, o medo e o terror, começa a enviar seus famosos ‘bilhetes’ de extorsões. E aqueles a quem a danada da ‘correspondência’ chegava, a maioria pelo menos, pagavam o total ou parte do que vinha escrito ‘pedindo’. Assim, o famoso chefe cangaceiro ia ‘arrumando’ a quantia necessária para as despesas do bando e, como fica comprovado após sua morte, em seus espólios, uma vultosa quantia em dinheiro, joias e ouro no decorrer da existência do seu sangrento reinado. Essa força, o medo e terror, após sua morte acaba-se. Por mais que enviem 'bilhetes', os outros chefes que ficaram, não recebiam o que pediam nas extorsões, pelo contrário, recebiam em resposta, outros contento desaforos.


Fotos Benjamin Abrahão
PS// FOTO DE MARIA BONITA COLORIZADA, DIGITALMENTE, PELO AMIGO, PROFESSOR Rubens Antoni

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: OFÍCIO DAS ESPINGARDAS
Link: https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?fref=ts

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Feminicídio: a mulher emparedada da ficção vira realidade no Brasil em 2021

 

JOICE, DE 25 ANOS, FOI MORTA E EMPAREDADA EM SÃO VICENTE-SP. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Joice, 25 anos, foi estuprada, estrangulada e concretada numa parede em São Vicente; ser mulher no Brasil é macabro como um conto de terror.

No Socialista Morena

Por Cynara Menezes

Em 1886, o escritor recifense Carneiro Vilela publicou o romance A Emparedada da Rua Nova, que conta a história da jovem Clotilde, cujo pai, o imigrante português Jaime Favais, encontrou uma forma de esconder sua gravidez e “preservar-lhe a honra”: emparedou-a viva no próprio quarto com a ajuda de um pedreiro.

Não se sabe até hoje se a ficção se baseou numa história real, porque a história da mulher emparedada já circulava havia tempo na capital pernambucana como “lenda urbana”. O livro, relançado pela editora Cepe em 2013, foi adaptado pela rede Globo e transformado em minissérie sob o título de Amores Roubados no ano seguinte. Em 2015, foi levado aos palcos como um espetáculo de dança pela paulista Eliana de Santana.

Pouco antes, uma jornalista e mestra em literatura, Mirella Izídio, havia revelado que Carmélio dos Santos Vilela, neto do escritor, afirmou no livro Carneiro Vilela: nascimento, vida e morte, que o assassinato e o consecutivo emparedamento de fato existiram. “É questão praticamente indissolúvel: quem nasceu primeiro, a obra do escritor ou o causo que passa de boca em boca?” questiona Mirella.

“O parente do autor d’A Emparedada retrata, com uma certa naturalidade até, que o romance foi ‘baseado em fato verídico, que aconteceu no primeiro andar de um sobrado, da Rua Nova, onde existe hoje um edifício, que tem o nº 200′”, ela mesma responde, no artigo De neblina e de concreto: um estudo sobre a construção de realidades n’A emparedada da Rua Nova, publicado pela revista de estudos literários Crátilo, da UNIPAM, em 2012.

No México também circula outra lenda de mulher emparedada, La Novia Emparedada de Ixtapaluca, com enredo similar: uma bela jovem, Gervasia, filha de um rico fazendeiro, se apaixona por um trabalhador e o pai, que rejeitava a relação da herdeira com um empregado, acaba por emparedá-la às vésperas do casamento com o peão, após lhe dar uma surra que a deixara desacordada.

Corta para o Brasil de 2021, vida real. Joice Maria da Glória Rodrigues, de 25 anos, casada e com duas filhas pequenas, estava desaparecida desde 27 de setembro em São Vicente, São Paulo. Saíra para visitar o avô, que mora no bairro Parque Bitaru, na Área Insular, ficou no local até por volta das 19h, e nunca mais foi vista. Nesta terça-feira, a polícia descobriu que Joice foi estuprada por um pedreiro, estrangulada com uma camiseta e emparedada por ele em um imóvel em construção na Rua Senador Lúcio Bittencourt, no bairro Esplanada dos Barreiros. O corpo foi concretado em uma parede, embaixo de uma escada.

Segundo o site G1, o proprietário do terreno foi questionado pela polícia sobre áreas recém concretadas ou frescas existentes na obra. “Ele respondeu que não havia nenhuma, entretanto, nesta terça, pensando na possibilidade levantada pelos policiais, observou que, no banheiro do piso térreo, embaixo da escada, o vão havia sido fechado, com um acabamento mal feito. Diante disso, ele golpeou uma vez, e sentiu um forte odor. Ele acionou os policiais civis, que se dirigiram ao local e derrubaram parte da parede, constatando que o corpo estava dentro.”

Os casos de feminicídio no país cresceram durante a pandemia de coronavírus. Pelos registros oficiais, no ano passado 1338 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero, a maioria delas por companheiros ou ex-companheiros e sempre com requintes de crueldade.

Todos os dias o noticiário traz relatos assim: no dia 6 de setembro, a influenciadora Bruna Quirino, de 38 anos, foi assassinada a facadas pelo marido na presença da filha do casal; Marcela da Silva Soares, de 19 anos, foi torturada e estrangulada em um motel de Palmas, Tocantins, no dia 20 de setembro; Vittória Samilly, de 18 anos, foi morta a tiros no domingo, 3 de outubro, enquanto dançava com amigos na praia em Porto Seguro, Bahia; no mesmo dia, em Bonito de Santa Fé, Paraíba, Marilene Monteiro, de 52 anos, foi baleada e morta pelo companheiro, que também feriu o filho dela.

Emparedadas pelo machismo, ser mulher no Brasil é macabro como um conto de terror.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Cara, eles ganham; Coroa, nós perdemos…, por Fernando Nogueira da Costa


No Jornal GGN O jornal de todosos Brasis

Por *Fernando Nogueira da Costa

A primeira semana de outubro de 2021 se iniciou com “O Mundo” (sic) sem comunicação digital. Cerca de 2,9 bilhões de pessoas ficaram sem acesso ao WhatsApp e às redes Instagram e Facebook por uma falha em manutenção de rotina em seu data center. O volume de usuários mensais de seus serviços saltou de 5,2% da população mundial, em 2009, para 35,9%, em 2020, segundo dados da consultoria Statista.

O pior apagão da história da rede social provocou uma queda de 4,89% (de US$ 343/ação para US$ 326/ação) nas ações do Facebook na segunda-feira. Equivaleu uma perda de valor de mercado de US$ 47,3 bilhões. A big tech não se recuperou totalmente, no dia seguinte, embora suas ações tenham fechado em alta de 2,06% (US$ 333/ação).

Antes, seu valor de mercado era US$ 920 bilhões ou cerca de 2/3 do PIB do Brasil. Em poucas horas, a fortuna pessoal de Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook, encolheu quase US$ 7 bilhões. Com US$ 120,9 bilhões, passou a ocupar o 5º lugar no ranking de maiores fortunas mundiais, atrás de Bill Gates, da Microsoft.

O episódio, mais uma vez, revela a volatilidade da avaliação de riqueza acionária por “expectativas dos acionistas a respeito das próprias expectativas”. Qualquer factoide leva ao acionamento do “stop loss”, isto é, para logo a perda com a venda das ações para as recomprar logo adiante com a cotação bem mais baixa, registrando um ganho de capital.

Esse comportamento de manada, baseado em impressões, sem maior análise dos fundamentos microeconômicos, setoriais ou macroeconômicos da empresa, revela uma diferença fundamental entre a economia de mercado de capitais e a economia de endividamento, seja público, seja privado. A possibilidade de acumulação de riqueza pessoal, ao conduzir o rebanho de acordo com seus interesses, é muito maior naquela.

Por exemplo, o valor total dos acordos globais de Fusões e Aquisições encerrou o terceiro trimestre de 2021 em US$ 3,8 trilhões, segundo dados da Bloomberg. Com isso, o volume em 2021 está a apenas algumas centenas de bilhões de dólares de ultrapassar o recorde anual de US$ 4,1 trilhões estabelecido em 2007.

 Em conjuntura de crise mundial, com péssimos fundamentos econômicos, as transações com aposta em tecnologia lideram, pois as empresas de todos os setores adaptam seus negócios para a Era Digital. Esse objetivo de obter acesso à tecnologia disruptiva por meio de aquisições tem estimulado a atividade na faixa de US$ 1 bilhão a US$ 10 bilhões.

 Os rendimentos dos bônus do Tesouro dos EUA subiram, com os investidores antecipando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá elevar o juro básico para conter a alta da pressão inflacionária no ano: 5,3% lá. Quando os juros pagos em novos títulos de dívida pública se elevam, caem os preços dos títulos em circulação com remuneração menor de juros.

As perdas nas duas grandes classes de ativos (ações e títulos de dívida pública) levaram a uma queda de 3,5%, em setembro de 2021, nas carteiras de investimentos típicas, nos EUA, com a proporção de 60% em ações e 40% em bônus. O mix 60/40 não sofre uma perda tão grande desde a queda de 5% no crash de março de 2020, início da pandemia.

A estratégia 60/40 revela participação majoritária em ações com exposição ao risco de empresas com boas perspectivas de lucros e dividendos. Em contraparte dessa renda variável carrega-se um percentual menor em renda fixa de risco soberano. Essa seleção da carteira de ativos atua com proteção compensatória, quando a elevação de juros provoca flutuações no mercado de ações.

Na década de 2010, nos EUA, o portfólio 60/40 proporcionou um retorno anualizado de 10,2%. No ano passado, rendeu aos investidores um ganho de 15,3%.

 Segundo dados da Meta Asset, o mercado de ações brasileiro é pequeno, com a capitalização das empresas abertas representando somente 70% do PIB contra 190% nos EUA. Porém, com a queda da Selic até sua fixação em 2% aa, no ano passado, o comportamento de manada de fuga da renda fixa para a renda variável elevou o número de investidores PF na B3 de 814 mil em 2018 para 3,97 milhões em setembro de 2021.

 As participações em valor dos investidores pessoas físicas se elevaram de 18,2% em 2019 para 21,3% em 2020, mas já caiu para 19,5% na média mensal do ano corrente até 30/09/21. Em contrapartida, as dos investidores institucionais caíram nesses três anos: 31,5%-27,3%-25,6%. E as dos investidores estrangeiros subiram: 45,1%-46,6%-49,5%.

 Com a administração de recursos de terceiros, os fundos de investimento somam R$ 6,8 trilhões de patrimônio ou 85% do PIB brasileiro. Em janeiro de 1995, o volume investido em fundos de renda fixa correspondia a 84% do total, enquanto o montante aplicado em fundos de renda variável alcançava só 2%. Atualmente, este alcança 10%.

 O Brasil está muito abaixo dos padrões internacionais quanto ao investimento em ações. Na Europa, em média, a participação dos fundos de ações no total chega a 30%, enquanto nos EUA esse número atinge 55%. Este país parece ter a única verdadeira Economia de Mercado de Capitais no mundo.

Os investidores brasileiros, em geral, optam pela acumulação de reservas financeiras em renda fixa, dada a disparatada taxa de juro brasileira face às do restante do mundo. O ano passado foi uma exceção para confirmar a regra.

Com a sinalização da tendência de queda da Selic, o Ibovespa atingiu 115.645 pontos em 2019 (variação de 31,6%), mas no ano do “pandemônio da pandemia” não subiu tanto: 119.017 (2,9%). Neste ano, até 01/10/21, já caiu para 112.900 (-5,1%).

Na véspera do caso “apagão do Whatsapp” foi revelada por veículos como a revista Piauí e o jornal El País, participantes do projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, o ICIJ, os documentos da Pandora Papers, investigação sobre paraísos fiscais, promovida pelo consórcio. Em 2015, o ministro da Economia do Brasil tinha US$ 9,5 milhões em um deles. Com sua política econômica, provocadora de depreciação da moeda nacional, sua aposta em dólares vale aproximadamente R$ 51 milhões em valores atuais. O conflito de interesses é tão grave como o do presidente do Banco Central do Brasil (BCB), responsável em última análise pela política cambial brasileira.

No jogo de “ganha-ganha”, eles fizeram um hedge cambial ao ficarem “comprados” em dólares e “vendidos” em reais. “Vamos combinar”: com o Conselho Monetário Nacional (CMN), ao qual o BCB se subordina, reduzido aos dois, caso eles determinem a elevação da Selic, aumentam suas fortunas aplicadas no Brasil, caso permitam a depreciação da moeda nacional, aumentam seus depósitos em dólares no exterior.

Tais como especuladores do mercado financeiro, conservam, deliberadamente, suas posições de câmbio abertas: vendem divisas nas quais antecipam depreciação e compram divisas para as quais antecipam apreciação. A especulação consiste em deter divisas estrangeiras na esperança de realizar ganho cambial em data posterior. Nada melhor, para esse resultado, “sacrificar-se pessoalmente em prestar serviço público para o bem do País”… (risos)

Uma Economia de Mercado de Capitais, sonho da equipe neoliberal do ministério da Economia no Brasil, é distinta de uma Economia de Endividamento Público ou Bancário. Lá nos States, juro baixo provoca bolha de ativos e maior concentração da riqueza. Aqui, no ano passado, houve um arremedo disso no ano passado. Resultado: fuga da renda fixa para ativos de risco: ações e… dólar!

Em seu livro recém-lançado nos EUA, Engine of Inequality: The Fed and the Future of Wealth in America [Motor da Desigualdade], Karen Petrou contesta a sabedoria keynesiana: quanto mais as taxas permanecem ultrabaixas, a economia não voltará a crescer, mas sim a desigualdade social continuará crescendo. No início de 2021, o 1% mais rico dos americanos detinha 32% da riqueza do país, seu nível mais alto desde o início desses registros em 1989. Os 50% mais pobres, por sua vez, detinham apenas 2% da riqueza do país.

 Desde o início de 2020, os 50% mais pobres norte-americanos ganharam US$ 700 bilhões em riqueza. No mesmo período, o 1% mais rico ganhou US$ 10 trilhões.

Com fatos e argumentos, Petrou defendeu a hipótese em seu livro: o Fed controla o fluxo de dinheiro – e ele flui para os ricos. Os ativos, retirados pelo Fed da economia como parte do QE

[Flexibilização Quantitativa ou afrouxamento monetário], estão repostos em moeda circulante: US$ 8,1 trilhões ou cerca de 1/3 do PIB norte-americano.

Embora o enorme portfólio, baseado em QE do Fed, tenha evitado inicialmente um caos econômico ainda pior, quando as crises financeiras de 2008 e 2020 aconteceram, seus benefícios ao longo do tempo foram dez vezes maiores para os preços do mercado de ações. Sem projetos governamentais, não colaboraram para a recuperação econômica.

Taxas de juros ultrabaixas destinam-se a estimular o crescimento da renda e emprego. Mas param de ter efeito benéfico quando caem tanto a ponto de distorcerem os incentivos à reserva financeira dos mais pobres em renda fixa. Em vez disso, direcionaram o fluxo de dinheiro para o investimento especulativo, como em ações ou Bitcoin. Empresas se capitalizam, recompram ações, mas não investem na produção.

Muitos americanos possuem ações, mas a maioria das ações (54%) pertence a 1% e grande parte do restante aos 9% seguintes. Karen Petrou informa 86% delas estarem em mãos dos 10% mais ricos nos Estados Unidos.

Quando o ministro da Economia e o presidente do Banco Central do Brasil tomaram posse, no dia 02/01/19, a cotação do dólar estava em R$ 3,86. No dia 01/10/21, antes do escândalo, estava em R$ 5,39. Na sexta-feira seguinte (08/10/21), já atingia R$ 3,51, ou seja, no “jogo de cara ou coroa”, eles ganham em ambas faces da moeda.

*Fernando Nogueira da Costa – Professor Titular do IE-UNICAMP. Autor do livro digital “Política e Planejamento Econômico” (2021). Baixe em “Obras (Quase) Completas”: http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ E-mail: fernandonogueiracosta@gmail.com.


segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Contatos imediatos, Austrália 1966

 


No Canal do Ufólogo

Em 6 de abril de 1966 ocorreu um extraordinário caso ufológico com comprovações físicas na forma de vestígios físicos, em Grange Reserve, Westall, Melbourne na Austrália. Na ocasião mais de 200 estudantes e funcionários de duas escolas da região observaram um disco voador pousar, permanecer durante algum tempo, decolar e desaparecer em alta velocidade.

Shane Ryan, um professor de literatura inglesa de Camberra entrevistou dezenas de testemunhas para um livro publicado por ocasião do aniversário de 40 anos do avistamento. O professor Ryan entrevistou mais de 30 testemunhas, principalmente ex-funcionários e estudantes das escolas primárias e secundárias de Westall. Ele tentou obter relatórios da polícia e da Força Aérea, mas só até agora sem sorte. Na época várias órgãos de imprensa noticiaram os fatos, principalmente o Channel Nine, The Age e alguns jornais locais.

Os testemunhos são coincidentes. O OVNI surgiu voando baixo, era prateado e reluzente e tinha formato de disco. Como as escolas estavam situadas próximas ao aeroporto Moorabbin, os alunos já estavam acostumados com a presença constante de aviões na região. Todos foram unânimes em afirmar que o objeto era diferente de um avião ou um balão tanto na forma quanto no tamanho.

O objeto foi observado durante aproximadamente 20 minutos e muitos observaram desde o momento do pouso até o momento da decolagem. Dezenas de estudantes correram até o local do pouso chegando lá após a partida do objeto. No local o disco deixou um circulo de capim queimado.

O jornal Dandenong, que publicou o caso em matéria de capa por aproximadamente 2 semanas denunciou que os estudantes e os funcionários foram recomendados a não comentar o caso com ninguém. Entretando, um professor, Andrew Greenwood, deu a jornal um relatório detalhado.

"Ele era cinza-prateado e parecia engrossar as vezes. O engrossamento é semelhante ao que ocorre quando se lança um disco e ele vira mostrando melhor sua parte inferior."

Uma das testemunhas mais próximas foi um garoto que havia alugado terras em Grange Reserve para a criação de cavalos. Shaun Mattheus, que não era aluno em Westall, estava de férias e passava seu tempo nessas terras. "Eu vi a coisa vindo do horizonte e descer atrás dos pinheiros. Eu não posso te dizer o que era. Eu vi a coisa descendo atrás dos pinheiros e vi quando subiu de novo. Eu não posso dizer o quanto tempo ficou lá, pois isso foi há muito tempo" , afirmou ao jornal Sunday Age.

"Eu fui até lá e vi um circulo na clareira. Ele parecia como se estivesse cozido e não queimado, disso eu lembro. Um grupo de crianças da escola primária e da escola secundária de Westall vieram até o local para ver o que tinha acontecido."

Matthews afirmou que o o objeto tinha um tamanho aproximado de dois carros populares lado a lado que passou a uma distância aproximada de um campo de futebol de onde estava. "ele era prateado, mas ele tinha uma espécie de cor violeta, muito brilhante, mas nada que machuque a vista ao olhar. Eu vi quando ele desceu atrás das árvores e eu pensei: 'Olá, segure-se'. Um minuto ou mais depois ele subiu e se foi". Pela forma como a coisa se moveu não pode ter sido um balão ou uma aeronave leve".

Um helicóptero? Sem chance. Não havia ruído, aparência diferente, e não se movia como tal. Ele veio de longe, parou e simplesmente desceu.

A Sociedade de Pesquisas ufológicas de Vitória investigou o incidente. O secretário da VUFORS, Tony Cook afirmou que esse é um dos mais importantes casos da Austrália, ficando apenas atrás do Caso Frederick Valentich.

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