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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
30 de Janeiro na história
Edward Snowden é indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2014
O ex-analista da CIA Edward Snowden, requerido nos Estados Unidos por espionagem, foi indicado nesta quarta-feira (29) ao Prêmio Nobel da Paz 2014 por dois deputados do Partido da Esquerda Socialista norueguês.
Snowden, que recebeu asilo temporário na Rússia, contribuiu para uma ordem mundial "mais pacífica e estável" ao revelar um esquema em massa de espionagem de comunicações telefônicas e de internet realizado pelos Estados Unidos, argumentaram Bård Vegar Solhjell e Snorre Valem, deputados desta formação política.
"Seus atos reinstauraram a confiança e a abertura de princípios fundamentais na política de segurança", é o que consta no documento enviado ao Comitê Nobel norueguês, instituição que outorga o prêmio.
Segundo os dois deputados, a dimensão do nível de vigilância e espionagem "nos chocou" e criou um debate em nível mundial.
Segundo sua opinião, mediante suas filtragens, Snowden ajudou a divulgar a crítica sobre os modernos sistemas de vigilância a estados e indivíduos.
De acordo com o testamento do magnata sueco Alfred Nobel, criador dos centenários prêmios, é possível nomear candidatos ao prêmio da Paz, o único que não se outorga nem entrega em Estocolmo, catedráticos de Universidade em Direito ou Ciências Políticas, parlamentares ou antigos laureados.
O Comitê Nobel norueguês não confirma nomes, só o número total de aspirantes, que no ano passado alcançou o número recorde de 259.
O prazo para apresentar candidaturas para o Nobel deste ano finaliza em 1º de fevereiro.
O ganhador do prêmio da Paz em 2013 foi a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), distinta por seus "amplos esforços" para eliminar esses arsenais, um trabalho que ganhou visibilidade com a crise síria.
Fonte: Terra
"Seus atos reinstauraram a confiança e a abertura de princípios fundamentais na política de segurança", é o que consta no documento enviado ao Comitê Nobel norueguês, instituição que outorga o prêmio.
Segundo os dois deputados, a dimensão do nível de vigilância e espionagem "nos chocou" e criou um debate em nível mundial.
Segundo sua opinião, mediante suas filtragens, Snowden ajudou a divulgar a crítica sobre os modernos sistemas de vigilância a estados e indivíduos.
De acordo com o testamento do magnata sueco Alfred Nobel, criador dos centenários prêmios, é possível nomear candidatos ao prêmio da Paz, o único que não se outorga nem entrega em Estocolmo, catedráticos de Universidade em Direito ou Ciências Políticas, parlamentares ou antigos laureados.
O Comitê Nobel norueguês não confirma nomes, só o número total de aspirantes, que no ano passado alcançou o número recorde de 259.
O prazo para apresentar candidaturas para o Nobel deste ano finaliza em 1º de fevereiro.
O ganhador do prêmio da Paz em 2013 foi a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), distinta por seus "amplos esforços" para eliminar esses arsenais, um trabalho que ganhou visibilidade com a crise síria.
Fonte: Terra
Tem um fusquinha no meio do caminho
O fusca de um serralheiro incendiado por manifestantes anti-Copa simboliza o equívoco dos que oferecem destinos redentores à sociedade sem combinar com ela.
por: Saul Leblon
Acontecimentos fortuitos muitas vezes sintetizam uma época melhor que as ações deliberadas de seus personagens.
Quando Maria Antonieta – afirma-se - num rasgo de espontaneidade aconselhou a plebe rude a optar por brioches à falta do pão, revelou-se por inteiro o abismo entre a rua que acabara de derrubar a Bastilha e a monarquia agonizante de Luiz XVI.
O general João Figueiredo, ditador entre 1979 e 1985, sintetizou o apreço do regime pela gente brasileira esponjando-se na língua das estrebarias: ‘Prefiro o cheiro de cavalo ao de povo’.
Na largada da campanha tucana em 2010, Eliane Cantanhede, colunista da Folha, definiu-se melhor que seus críticos ao explicar: “O PSDB é um partido de massa , mas uma massa cheirosa’.
O Fusquinha 75 incendiado na avenida da Consolação, em SP, no sábado (25/01), revelou uma incomoda dimensão dos protestos contra a Copa de 2014.
Black blocs que interrompiam a via atribuem o acidente ao piloto, que teria avançado sobre um bloqueio de fogo com crianças a bordo.
Itamar Santos, serralheiro pobre de 55 anos, rejeita o papel de vilão.
Um colchão em chamas, disse ao blog da Cidadania, foi atirado sobre o seu carro quando avançava para escapar de protestos, teoricamente, em defesa de brasileiro pobres como ele.
O Fusquinha no meio do caminho é a pedra no sapato dos que oferecem destinos redentores à sociedade sem combinar com ela --nem dizer como se chega lá.
Contrapor objetivos distintos aos do governo, qualquer governo, é legítimo.
Sem adicionar aos enunciados as linhas de passagem capaz de materializá-los, porém, rebaixa-se a política ao plano do bate-boca inconsequente.
Dispersa em vez de organizar.
A oposição conservadora também é useira e vezeira na atividade exclamativa.
Desprovidos de compromissos com a sorte da nação e de sua gente, seus economistas, egressos em geral do vale tudo financeiro, colecionam receitas de como tocar fogo no país, indiferentes aos ocupantes dos Fusquinhas no meio do caminho.
A instabilidade cambial que ronda as nações em desenvolvimento nesse momento, antes de preocupá-los é vista como um bom aditivo para queimar caravelas.
Move-os a esférica certeza de que o legado recente é incompatível com o futuro recomendado ao país.
A saber: aquele nascido de uma purga ortodoxa, capaz de limpar o tecido econômico de qualquer vestígio de soberania, interesse público e justiça social.
O problema dessa lógica é o bendito Fusquinha atrapalhando o tráfego das boas causas.
Fortemente ancorada na ampliação do mercado de massa, a economia brasileira avançou nos últimos anos apoiada em ingredientes daquilo que a emissão conservadora denomina ‘Custo país’.
Em tempos de interdições inflamáveis, nunca é demais recordar.
O salário mínimo teve una elevação do poder de compra da ordem de 70% desde 2003, acima da inflação; 16 milhões de vagas foram abertas no mercado de trabalho, regidas pela regulação trabalhistas da era Vargas; políticas sociais destinadas a mitigar a fome e a miséria atingem mais de 55 milhões de pessoas atualmente.
No Fórum Social Temático, em Porto Alegre, a ministra Tereza Campello deu um exemplo do que está subjacente a estatísticas para as quais o vocabulário conservador reserva apenas uma palavra: assistencialismo.
Pela primeira vez na história do país, disse Campello, uma geração de crianças pobres, que agora completa 12 anos, nasceu e cresceu livre da fome (leia aqui).
O blackboquismo nas suas variadas versões dá de ombros.
O mesmo trejeito merece o cinturão de segurança de US$ 375 bilhões em reservas internacionais acumuladas no período de fastígio das commodities –‘ ciclo desperdiçado pelo governo do PT’, assevera-se.
Não fosse ele, o Brasil seria presa fácil da volatilidade internacional desse momento, com consequências sabidas e equivalentes às da tripla quebra no ciclo tucano.
Mas a blindagem figura como um retrocesso do ponto de vista de quem acredita que as conquistas dos últimos 12 anos devem ser corroídas para reduzir o custo do investimento privado e aliviar o ‘gastança’ fiscal.
Aí sim, sobre os escombros, brotaria uma nova matriz de crescimento ‘mais leve, ágil e competitiva’, temperada por um corte geral de tarifas de importações.
O diabo, de novo, é o Fusquinha na contramão do schumpeterismo blanquista.
Dentro dele, 40 milhões de brasileiros saídos da pobreza extrema e outros tantos que ascenderam na pirâmide social formam a vértebra decisiva de um dos mais cobiçados mercados de massa do planeta.
Os jovens da chamada classe C, por exemplo, tornaram-se majoritários no mercado de consumo.
Em 2013 eles realizaram compras no valor de quase R$ 130 bi -- R$ 50 bi acima do valor consumido pela juventude dos segmentos A e B (Data Popular).
Juntas, as faixas de renda C, D e E reúnem 155 milhões de pessoas, o que faz da demanda popular brasileira, sozinha, o 16º mercado consumidor do planeta.
É esse o recheio do Fusquinha que avança na contramão da dupla barreira, a incendiária e a purgativa, que sacode o debate do passo seguinte do país.
Reconheça-se, o tráfego social e econômico brasileiro tornou-se bem menos linear sob a pressão do fluxo de demandas, prazos e requisitos para o seu atendimento.
Cada urgência tem um custo e quase nunca ele é neutro em relação a outra.
Nenhuma novidade.
Desequilíbrio e desenvolvimento são irmãos siameses – exceto quando se entende por desenvolvimento a mera concentração da riqueza nas mãos dos endinheirados.
O Brasil talvez tenha avançado demais para regredir a essa modalidade de paz do salazarismo social.
As multidões que invadiram a economia dentro do Fusquinha não aceitam dar meia volta na estrada da ascensão experimentada nos últimos anos.
Uma nova macroeconomia do desenvolvimento terá que ser construída em negociação permanente com elas.
Ou contra elas –correndo-se o risco de ser atropelado por elas.
A contingência não incomoda apenas o blackbloquismo nas suas variantes sabidas.
Significa também que a vitória progressista em 2014 somente será consistente se ancorada na decisão política de promover a mutação do Brasil que se tornou majoritário na pista do consumo, em um Brasil hegemônico na repactuação de projeto de nação para o século 21.
Carta Maior, propositadamente, insiste em repetir: para isso é preciso –ao contrário do que fazem os shoppings aos sábados-- alargar as portas da democracia e criar os instrumentos que forem necessários para sustentá-la.
Não adianta interditar o tráfego. Nem tacar fogo no Fusquinha das demandas populares.
No SQN
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Juiz considera maconha 'recreativa' e absolve traficante confesso
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
Um réu confesso do crime de tráfico de drogas foi absolvido
após um juiz de Brasília considerar a maconha uma droga "recreativa"
e que não poderia estar na lista de substâncias proibidas, utilizada como
referência na Lei de Drogas.
A decisão, do juiz Frederico Ernesto Cardoso Maciel, da 4ª
vara de Entorpecentes de Brasília, foi tomada em outubro e o Ministério Público
recorreu. Na sentença, o juiz compara o uso da maconha com o cigarro e álcool,
para concluir que há uma "cultura atrasada" no Brasil.
"Soa incoerente o fato de outras substâncias
entorpecentes, como o álcool e o tabaco, serem não só permitidas e vendidas,
gerando milhões de lucro para os empresários dos ramos, mas consumidas e
adoradas pela população, o que demonstra também que a proibição de outras
substâncias entorpecentes recreativas, como o THC, são fruto de uma cultura
atrasada e de política equivocada e violam o princípio da igualdade,
restringindo o direito de uma grande parte da população de utilizar outras
substâncias", diz o juiz, na sentença.
Ele cita vários exemplos que comprovariam o uso da maconha
como droga recreativa e medicinal, além do baixo potencial noviço. A sentença
exemplifica os casos do Uruguai, Califórnia e até a posição do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso.
LISTA PROIBIDA
Maciel entendeu que não houve justificativa para a inclusão
do THC, substância da maconha, na lista proibida. O juiz afirmou que, como essa
lista restringe o direito das pessoas usarem substâncias, essa inclusão deveria
ser justificada.
"A portaria 344/98, indubitavelmente um ato
administrativo que restringe direitos, carece de qualquer motivação por parte
do Estado e não justifica os motivos pelos quais incluem a restrição de uso e
comércio de várias substâncias, em especial algumas contidas na lista F, como o
THC, o que, de plano, demonstra a ilegalidade do ato administrativo",
escreveu na sentença.
No caso concreto, o réu confesso foi pego em flagrante,
dentro do presídio da Papuda, com 52 porcões de maconha dentro do estômago, que
seria repassada a um presidiário. Ele assumiu o crime, pediu pena mínima e
acabou absolvido.
Região Noroeste já tem mais de 700 registros de casos suspeitos
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| O pedido é para que os moradores descartem o lixo corretamente e limpem seus quintais Foto: Fabiano Fracarolli |
De 1º a 27 de janeiro deste ano, as notificações de casos
suspeitos de dengue somaram 717 nos municípios da região Noroeste. As situações
mais preocupantes continuam em Nova Londrina e Marilena, com 326 e 263
registros, respectivamente.
De acordo com os números da 14ª Regional de Saúde, em Nova
Londrina 48 exames tiveram resultados positivos, 11 foram negativados e 267
ainda estão pendentes.
Em Marilena, as análises laboratoriais indicaram que 35
pessoas contraíram dengue. Os casos negativos totalizaram 12, sendo que 216 avaliações
ainda não foram concluídas.
“Continuamos em situação de alerta”, disse a chefe da
Vigilância Epidemiológica da 14ª Regional de Saúde, Fernanda Obana. O número de
notificações é alto, o que significa que há circulação viral. “Não dá para
dizer que o momento é tranquilo”.
Fernanda destacou que as ações de limpeza de quintais e
terrenos baldios estão sendo desencadeadas nos municípios da região e pediu
para que os moradores continuem tomando os devidos cuidados com o descarte do
lixo.
A temporada de altas temperaturas e chuvas frequentes
facilita a reprodução do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue. Prova
disso está nos índices de infestação identificados nos municípios da região. “A
maior parte está acima do recomendado”, destacou a chefe da Vigilância
Epidemiológica.
Fernanda também apontou a necessidade de as pessoas com
sintomas de dengue procurarem uma unidade básica de saúde para que a
notificação seja feita. É que assim é possível fazer o trabalho de bloqueio que
evita a propagação da doença para outras regiões da cidade.
29 de Janeiro na história
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| Vermelho | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Fidel realizou encontro fraterno com Dilma Rousseff
O líder histórico da Revolução, Fidel Castro Ruz, realizada
na noite de segunda-feira um encontro fraterno com o presidente da República
Federal Dilma Rousseff, que atende à frente de sua delegação para a Segunda
Cúpula de CELAC e faz uma visita oficial a Cuba.
Em um diálogo divertido, Dilma se refere a sua motivação
especial para participar da inauguração da primeira fase do Desenvolvimento da
Área Especial de Mariel, Cuba salientou a sua importância e como um exemplo
concreto do processo de integração que ocorre entre os nossos povos. Dilma
disse que a satisfação com o desempenho dos nossos médicos nas áreas mais
remotas do Brasil.
Na troca frutífera também foram tratados outros temas de
interesse internacional.
A reunião era uma expressão de carinho e admiração entre
Fidel e Dilma.
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