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domingo, 26 de junho de 2016

Movimentos discutem mudanças nas políticas antidrogas


Por Sumaia Villela - Correspondente da Agência Brasil

Movimentos favoráveis a mudanças na política brasileira de drogas de 16 estados devem construir, neste fim de semana, o esboço de um anteprojeto de lei de iniciativa popular para pedir a regulação das substâncias ilegais no país. A discussão ocorre no Primeiro Encontro Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibicionistas (Encaa), iniciado sexta-feira (24) no Recife.

A intenção é dar um primeiro passo para a tentativa de regulamentar as drogas no Brasil. O debate passa pela descriminalização, que é a retirada do tema do Código Penal, e também pela legalização de substâncias psicoativas que hoje tem uso, comércio, posse, cultivo, fabricação e distribuição proibidos nacionalmente. A discussão mais popular é relacionada à maconha, mas a intenção, de acordo com o sociólogo Marcílio Brandão, do Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco, é ampliar essa visão.

“Sem diferenciar uma ou outra droga, sem diferenciar que uma seja melhor ou pior que outra, e entendendo que é possível mudar o mundo para melhor a partir de uma relação menos esquizofrênica e mais regulada com as drogas que temos hoje no Brasil. O projeto é um ponto de partida bastante utópico, mas que tem grandes potenciais positivos, não vai detalhar o que deve ser feito com cada uma das substâncias, mas vai estabelecer princípios, diretrizes para todas as substâncias que hoje são consideradas drogas”, disse Marcílio, que atualmente é doutorando da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.

A regulação permitiria que o uso e os demais pontos a serem regulamentados para cada uma das substâncias seja feita, de acordo com o acadêmico, pelo Estado, tanto pelo Legislativo e Judiciário, com a participação da sociedade civil. Ele reconhece, no entanto, que as posições dos representantes eleitos atualmente dificulta a mudança na lei. “A gente vê mais avanços por via judicial. A decisão sobre a legalidade das marchas da maconha, a descriminalização do uso foram conquistados por esse meio”, pondera o sociólogo.

Os argumentos usados pelo movimento se relacionam a questões práticas, como a falta de resultados da política criminalizadora das drogas no país em comparação com o aumento da violência, mas também ao conceito de até onde o Estado pode interferir em escolhas pessoais. Henrique Soares Carneiro, professor de história moderna da Universidade de São Paulo (USP), e um dos palestrantes do primeiro dia do encontro, estudou o uso de substâncias psicoativas pela humanidade e seus diferentes usos ao longo da história, desde o aspecto religioso e medicinal até o efeito recreativo.

“O uso de drogas é parte da condição humana, pode ser bem ou mal usada. Se é mal usada cabe à sociedade oferecer assistência, dar formas de ter desabituação como ocorre com o álcool. Agora, não é porque alguns se tornam alcoólatras que você vai proibir o álcool”, argumenta. Ele defende que um dos princípios a serem levados em conta na questão é “ético-filosófico”: a liberdade de escolher o que ingerir, desde que isso seja feito sem perturbar os outros. Ele rebate o argumento de que as substâncias devem ser proibidas porque são maléficas à saúde usando o exemplo do consumo do excesso de açúcar, um fator determinante para diabetes e obesidade, mas que não é – e na opinião do acadêmico não deveria – ser criminalizado.

Mas o ativista do Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco, Marcílio Brandão, diz que os grupos não ignoram efeitos nocivos das substâncias. “A gente não tem uma posição irresponsável de negar nem questionar a possibilidade de efeitos danosos. Qualquer substância, dentro de determinadas condições, pode fazer muito mal ao corpo humano. Então a gente considera que o Estado exerça seu papel regulamentador com substâncias que são ilegais mas não param de aumentar na sociedade brasileira”.

Crime organizado

No campo prático, um dos argumentos do movimento antiproibicionista é que a legalização permitiria retirar do crime organizado uma das maiores fontes de receita contemporâneas mundiais, que é a comercialização de drogas. “E está na mão não só de grupos criminosos, mas de grupos que corroem as instituições. No Brasil, há o famoso helicóptero com 450 quilos (kg) de cocaína de uma família de um clã de políticos mineiros, que nunca foi investigado apesar de todas as evidências. O narcotráfico é, na verdade, parte da instituição de poder hoje no Brasil. E a renda dele está sendo embolsada da mesma forma que a corrupção. Então legalizar é tirar dessa esfera clandestina corrupta que está alimentando fortunas que não são de favelados”, defende Henrique Carneiro, da USP.

Na visão do movimento, com a criação de um mercado legal e regulamentado, o Estado também ganha receita com impostos sobre a cadeia produtiva das substâncias. “A maconha hoje está sendo legalizada nos Estados Unidos, metade dos estados têm uso medicinal autorizado, e em cinco estados, como o Colorado, o Alaska e até na capital, Washington, você tem o uso legal para adultos. É um dos produtos mais importantes da economia, hoje, do Canadá, da Califórnia, e está rendendo impostos ao estado. US$ 70 milhões só no Colorado”, exemplifica o professor.

Para subsidiar esse posicionamento, a legislação de outros países que já descriminalizaram ou legalizaram as drogas de alguma forma é usada para determinar modelos possíveis no Brasil – como o do Uruguai com a maconha, onde o Estado fez a licitação para empresas produzirem, determinou a venda em farmácias e autorizou o plantio caseiro. Um dos consensos do movimento é que essa regulamentação seja feita de modo a impedir que a exploração desse comércio não fique circunscrita a grandes empresas.

Henrique Carneiro dá o exemplo das duas mais populares substâncias legalizadas mundialmente e como esse mercado é organizado em outros países. “Substâncias como álcool, tabaco, qualquer outra droga, elas devem ser controladas não pela iniciativa privada, porque elas têm por interesse aumentar ao máximo o consumo e fazer isso da forma mais insidiosa possível, por meio publicitário, entre outros. Já é um modelo antigo em várias partes do mundo que o Estado controle isso. Por exemplo, no Canadá o álcool é estatizado. Da mesma forma na Suécia. O tabaco foi estatizado na França, na Espanha, no Japão. E dessa forma o Estado garantiria que toda a renda do uso dessas substâncias seja embolsado pelo Tesouro Público e depois podia reverter até de forma explicitamente condicionada. No Canadá a renda foi para a construção de escolas”.

Redução de danos

Tratar do abuso das drogas como um caso de saúde e não de encarceramento também é uma ideia que baseia o argumento da legalização. É também nesse contexto que aparece a redução de danos, uma abordagem que procura minimizar danos sociais, físicos e mentais relacionados ao uso dessas substâncias psicoativas. “Legalizar as drogas já é uma redução de danos grandes, pensando que hoje um dos maiores problemas que os usuários de drogas têm não tem a ver com as substâncias, mas com o fato delas serem proibidas. Hoje o maior risco que alguém tem, provavelmente, ao fumar maconha, é ser preso pela polícia”, aponta Roberta Marcondes Costa, da Marcha da Maconha de São Paulo.

Roberta trabalhou durante quatro anos na Cracolândia, nome popular de uma região no centro da cidade de São Paulo onde se concentram muitos usuários de crack. Ela era redutora de danos de um projeto chamado É de Lei, atuante no local desde 2004. A antropóloga faz muitos questionamentos sobre os danos causados pela droga, a começar pelo fato de que esses problemas não são os mesmos para todas as substâncias e mesmo para todas as pessoas.

“Redução de danos é conseguir olhar as coisas como singulares. Entender que tudo é remédio e veneno, então depende muito mais como você usa e como você se relaciona com a coisa do que a coisa em si. Então dar maconha para alguém pode ser um cuidado ou uma agressão, depende de quem e do momento de vida da pessoa”, diz.

Entender que a cocaína pode causar overdose porque não se sabe o grau de pureza do que se está consumindo e, portanto, qual a quantidade segura; ou que a dificuldade do crack é a necessidade do seu uso constante, mas não a overdose; e que o risco da maconha não é nenhum desses, mas de procrastinação das tarefas diárias, por exemplo, deveriam ser dados acessíveis às pessoas para que elas saibam cuidar da saúde e mental e física, conforme a antropóloga.

“É preciso falar sobre isso. A falta de informação também é um dos principais problemas da criminalização das drogas”, aponta Roberta. Ela também reforça que essas consequências variam de acordo com cada um. As relações sociais, os problemas pessoais e coletivos, como a pessoa lida com o uso de substâncias psicoativas: tudo se relaciona para determinar como alguém responde e de que forma consome uma droga – seja ilegal ou liberada.

O encontro

O Encaa é realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e vai de sexta-feira (24) a domingo (26). E conta com a participação de cerca de 20 coletivos em grupos de trabalho, que vão construir as diretrizes que darão forma ao anteprojeto, como nas áreas de saúde, economia, segurança pública e a vulnerabilidade de grupos específicos, como o encarceramento e assassinato da população negra.

Palestras também fazem parte da programação, como a de uma representante do Ministério da Saúde, que vai abordar a vida de pessoas que têm HIV. No domingo o encontro é encerrado em uma plenária que define o esboço da iniciativa popular. No fim da tarde a Marcha da Maconha é realizada no centro do Recife.

Segundo Marcílio Brandão, a reunião dos coletivos antiproibicionistas do Brasil também marca posição diante do cenário político atual do país. “A gente teve muitos avanços nos últimos 10 ou 20 anos e estamos vivendo um momento de profundas ameaças. A gente tem desde o governo federal a vários governos estaduais e municiais retrocessos sendo apontados. Marcar, nesse encontro, uma posição da sociedade civil contrária a esse processo e favorável à continuidade de avanços que significam pensar que as drogas podem fazer mal, mas que a guerra às drogas faz ainda pior, e que a gente pode dar um passo à frente no sentido de superar essa lógica de guerra que a gente tem hoje é por uma regulação das transações dos humanos com as substâncias, que não pode ser feita com a matéria criminalizada como a gente tem hoje”.

Edição: Fernando Fraga

Professores do Paraná e Rio Grande do Sul contra desmonte da Educação

Helenir Aguiar Shurer, presidente do Cpers, durante assembleia realizada no Gigantinho, em Porto Alegre, reuniu centenas de professores que decidiram pela continuidade da paralisação
Assembleias realizadas nesta sexta (24) e sábado (25), professores da rede estadual do Paraná e Rio Grande do Sul decidiram pela greve para reivindicar melhores condições de trabalho e salário.

Em Porto Alegre, assembleia geral do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) rejeitou a contraproposta apresentada pelo governo José Ivo Sartori (PMDB), e decidiu, nesta sexta-feira (24), manter a greve da categoria que já dura 40 dias.

A proposta de continuidade da greve venceu por com 730 votos, contra 691. A proposta de Sartori não trouxe maiores novidades em relação a propostas anteriores. O governo disse que não há nenhuma possibilidade de reajuste salarial, dispondo-se apenas a revogar a Portaria n° 116/2016, que trata da questão do difícil acesso, e a não criminalizar o movimento dos estudantes e dos educadores, entre outras questões.

A presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, fez um balanço da mobilização da categoria e criticou a intransigência e falta de diálogo do governo Sartori. “Esse governo só foi apresentar uma proposta após mais de 30 dias de greve e depois de termos ocupado o CAFF. Isso mostra bem o que estamos enfrentando: um governo autoritário, intransigente e que não dialoga”, declarou.

Assembleia realizada neste sábado na sede do sindicato da categoria, em Curitiba, os professores da rede estadual aprovaram estado de greve com paralisação a partir do dia 30 de agosto. Durante toda a semana, o sindicato pretende fazer uma série de atos e mobilizações para fortalecer a convocação da categoria e a pauta de reivindicações.

“Deliberamos pelo estado de greve a partir deste momento e um conjunto de ações que vão desencadear em uma paralisação no dia 30 de agosto, com ato regional em Curitiba e atos em várias outras cidades do estado. Não aceitaremos qualquer retrocesso”, disse presidente da APP Sindicato, Hermes Leão

A pauta reivindica o pagamento e implantação dos valores em atraso referente a progressões e promoções de professores e funcionários da educação e a contratação de professores e funcionários aprovados em concurso.

A mobilização também prevê a participação dos estudantes com o apoio da Upes (União Paranaense de Estudantes Secundaristas) para tratar da cooptação da Seed aos grêmios estudantis e o fato de diretores/as de escolas impedirem a entrada de lideranças estudantes e material dos movimentos social e sindical; ações de denúncia da Operação Quadro Negro e da situação da merenda nas escolas; e campanha contra o assédio nas escolas públicas.

sábado, 25 de junho de 2016

DIAMANTE DO NORTE - Empresa doa 132 hectares de área para a Estação Ecológica do Caiuá

Além da Estação Ecológica, Diamante do Norte possui em seu território outra Unidade de Conservação, o Parque Nacional de Ilha Grande. Ambos geram retorno de ICMS Ecológico por manutenção da conservação da natureza.

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A Estação Ecológica do Caiuá, em Diamante do Norte (90 km de Paranavaí), no Noroeste, ganhou mais 132 hectares para a preservação de Mata Atlântica.

A nova área foi doada pela Duke Energy, concessionária da Usina Hidrelétrica de Rosana, ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), responsável pela gestão da Unidade de Conservação, na quarta-feira (22), em cerimônia na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Segundo o prefeito de Diamante do Norte, Daniel Domingos Pereira, a área reforça a importância da Unidade de Conservação para o município.

“O espaço doado serve para pesquisa, convívio e relacionamento das pessoas com o meio ambiente. Nossa cidade passa a ter mais importância e representatividade na preservação ambiental do Paraná”, disse ele.

Na área doada funciona a sede administrativa, centro de visitantes, além de floresta de Mata Atlântica em estágio de avanço médio de regeneração natural. Nos dois planos de manejo aprovados para a Unidade de Conservação (em 1997 e em 2007) o terreno já era apontado como um local proposto como local de interesse para ampliação.

O presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, afirma que a área é importante para a Unidade de Conservação. “A doação do terreno não só amplia o tamanho da Estação Ecológica como também vai permitir mais investimentos no local, no futuro”, explicou.

ICMS ECOLÓGICO - Além da Estação Ecológica, o município de Diamante do Norte possui em seu território outra Unidade de Conservação, o Parque Nacional de Ilha Grande. Ambos geram retorno de ICMS Ecológico por manutenção da conservação da natureza e manutenção de corredores da biodiversidade.

Com a ampliação da Estação Ecológica, calcula-se que para o ano de 2017 haverá um incremento de R$ 117 mil a mais na arrecadação do ICMS Ecológico do município. A previsão para 2016 é de mais de R$ 2,65 milhões por conta das áreas já existentes.

UNIVERSIDADE E COLÉGIO - A Duke Energy doou, também, mais 82 hectares ao Campus Noroeste da Universidade Estadual de Maringá e Colégio Estadual Agrícola do Noroeste. As doações atendem um antigo pleito do IAP e da UEM, que já faziam gestão dos locais por meio de Termo de Cessão de Uso. As negociações, avaliações e validação das áreas para doação começaram em 2006.

Segundo o gerente de meio ambiente da Duke Energy, Miguel Conrado Filho, a doação das áreas é uma ação sócio ambiental da empresa, que atende as expectativas da região. “Estamos doando oficialmente, para o IAP e a Universidade Estadual de Maringá, duas áreas que faziam parte do antigo canteiro de obras da usina de Rosana e já estavam sendo utilizadas. Após discussão a fundo com as instituições, atendemos as expectativa em doar efetivamente essas áreas para continuarem atendendo as demandas educacionais e ambientais na região”, disse Miguel.

Somadas, essas duas áreas equivalem a 214 campos de futebol. Antes, no local funcionava o canteiro de obra da usina hidrelétrica, que começou a operar parcialmente em 1987 e teve os trabalhos de construção encerrados em 1996. Para a realização oficial da doação desses locais, a empresa concessionária da usina e as entidades beneficiadas precisaram da homologação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Para o reitor da UEM, Mauro Beasso, a universidade tem feito um grande trabalho na área de conservação ambiental e sustentabilidade que vem sido reconhecida. “Receber a doação é o reconhecimento e a consolidação do trabalho. Ela vai permitir um melhor planejamento da universidade nessa área tão importante”, disse.

PRESENÇAS
Também participaram do evento o vice-reitor da UEM, Júlio Cesar Damasceno; o coordenador da Região Metropolitana de Maringá, João Carvalho Pinto; a chefe de gabinete da reitoria, professora Jorgete Constantinin; o diretor do centro de ciências agrárias da UEM, professor Altair Bertonha; o diretor do Campus Regional do Noroeste da UEM em Diamante do Norte, Luiz Alexandre Filho; o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, Guilherme Vasconcellos; o chefe do Departamento de Unidades de Conservação do IAP, Harvey Schlenker; o chefe regional do IAP em Paranavaí, Mauro Braga, e o chefe regional do IAP em Maringá, José Roberto Behrend.

VISITA TÉCNICA
Na quinta-feira, o presidente do IAP e a equipe e técnicos da Duke visitaram uma área de 22 hectares anexada a Unidade de Conservação em 2008. Esse local recebeu o plantio de 35 mil mudas de 35 espécies nativas produzidas no viveiro do regional do IAP em Paranavaí. O trabalho foi realizado pelos técnicos do IAP em parceria com a Prefeitura de Diamante do Norte, Comafem e empresas da região.

“Além do plantio, também foi feito um trabalho de conscientização e educação ambiental de fazendeiros lindeiros à Unidade de Conservação para a conservação de solo e assim evitar possíveis erosões. Todo esse esforço já vem mostrando resultado, pois estamos conseguindo captar com câmeras noturnas a presença de animais que estão usando o local como um corredor de biodiversidade”, disse o chefe regional do IAP de Paranavaí, Mauro Braga.

Charge dos nossos dias

Por Pataxó cartoons


Menina que desapareceu em 2014 volta para a casa da família biológica

“É um sentimento de alívio. Felicidade”, disse a avó Nice dos Santos Barbosa. Ela comemorou a volta da neta, mas ainda espera por notícias sobre o paradeiro de Patrícia.

Nice dos Santos Barbosa conversando com os advogados que a representaram Foto: Fabiano Vaz Fracarolli 

Com apenas alguns dias de vida, Heloísa foi levada pela mãe, Patrícia Barbosa Pereira, para ser vacinada. Era 6 de janeiro de 2014. Desde aquele dia, a jovem de quase 30 anos não foi mais encontrada, mas a criança, hoje com dois anos e meio de idade, voltou para a casa da família biológica.

“É um sentimento de alívio. Felicidade”, disse a avó Nice dos Santos Barbosa. Ela comemorou a volta da neta, mas ainda espera por notícias sobre o paradeiro de Patrícia.

“Graças a Deus, tudo deu certo. Uma vitória está garantida. Agora, a gente espera descobrir o que aconteceu com minha filha”.

Dona Nice contou que toda a família está feliz com o retorno da pequena Heloísa para casa, na última quinta-feira. Ontem mesmo, ela viajou com os tios, com quem se dá muito bem, conforme informou a avó da menina.

Heloísa foi encontrada em um assentamento localizado na região Noroeste do Paraná. De lá, foi levada para um abrigo de menores e acabou sendo adotada.

Com a confirmação de que era mesmo a filha de Patrícia, graças ao resultado de um exame de DNA, o processo de adoção foi anulado e a criança foi entregue para os familiares, em Paranavaí.

Os advogados que defenderam o caso, Adelson Gomes Caetano e Roberto Satin Inácio, contaram que os trâmites legais se desenrolaram de forma bastante rápida, principalmente porque os pais adotivos de Heloísa concordaram em abrir mão da guarda da menina, para que voltasse a Paranavaí.

Na família com a qual ficou por pouco mais de um ano, ela recebeu o nome de Emanuela, mas era carinhosamente chamada de Manu. Os pais adotivos já visitaram a menina algumas vezes. “E sempre serão bem-vindos aqui em casa”, disse dona Nice.

Manu voltou a se chamar Heloísa e se adaptou de forma bastante rápida à nova rotina familiar. “Ela se sentiu à vontade. Quando chegou, parecia que nunca tinha saído daqui”, comentou a avó. Segundo ela, a presença da irmã Letícia, de 7 anos de idade, tem ajudado bastante a pequena Heloísa.

INVESTIGAÇÃO - A Polícia Civil investiga o desaparecimento de Patrícia, mãe biológica de Heloísa, e o Ministério Público acompanha o desenrolar das ações. Durante as investigações várias informações foram averiguadas e nenhuma teve procedência.

Telefones foram rastreados e a perícia científica foi até uma casa localizada em Paranavaí para realizar exames com o uso de produtos que identificam evidências de sangue. Além disso, buscas foram feitas em diversos locais. Mesmo assim, as investigações não avançaram e até o momento não há pistas que apontem para um possível crime.

MILA RUAS – A BELA DA SEMANA


Se um dia tivermos que definir a beleza sem igual, se nos cobrarem a grandeza de detalhes que compõe a formosura da mulher e talvez, neste ensejo, nos faltar palavras para expressar tamanho encantamento, então, recorreremos à imagem de Mila Ruas, dela provém os atributos que substituem aquilo que as palavras não definem...

A divindade da mulher está na imagem das morenas, está nos contornos que dão forma à graça ímpar repleta de fascínios que as diferem e as colocam acima dos demais mortais, se há algo indiscutivelmente sedutor, a beleza feminina é este algo, e tal maravilha, está externada na imagem da musa que hora apresentamos para ocupar este posto composto por belas.

Nela está aquilo que nossos olhos buscam para ficar extasiados, ela é a mulher na fase mais sublime de sua beleza, na perfeita idade, no brilho de sua juventude e é este brilho que nos alumbra os sentidos, é este lume que nos da a satisfação de contemplar a impecabilidade apresentada nas formas femininas que fazem de Mila Ruas notabilíssima entre as notáveis.

Na prazerosa busca por belas para compor este panteão de Deusas, é óbvio que encontraríamos Mila Ruas, na magnificência de sua formosura, na realeza de sua condição suprema, sim, pois, a mulher é dotada de supremacia, ela se sobressai entre os seres racionais, nelas está a perfeição de tudo que há no mundo, e neste seleto grupo, Mila tem cadeira cativa, tem o lugar absoluto entre as inefáveis mulheres que fazem deste página uma vitrine da beleza feminina.

Bendito seja o dom da visão, pois, através dele contemplamos e obtemos a noção exata da real expressão da beleza, desta beleza fascinante contida unicamente nas mulheres, em mulheres que iguais Mila Ruas, nasceram para fazer a diferença, Mila é beldade a nos encantar, é beleza poética decantada em prosa, pois, sua formosura não tem rima, é única...

Diletos leitores desta página, insaciáveis sedentos que buscam a fonte onde jorra o encantamento, o pedestal das belas é ocupado por ela que merecidamente destinamos nosso reconhecimento, não há olhar que não se encante com a imagem de uma bela mulher, e ela detalhadamente, supre essa necessidade de olharmos o que é encantador...

Um brinde à nossa tamanha sorte, por sermos contemporâneos à ela, um viva a oportunidade que nos é regalada ao postarmos a imagem de tão grandiosa mulher...

Ela proporciona charme e elegância onde quer que ela esteja e como neste espaço a beleza da mulher virou rotina, ela segue tendo os glórias destinados unicamente às seletas, louvemos o privilégio desta oportunidade, a beleza tem cor morena, Mila Ruas é a Bela da Semana.

*MISLENE RUAS DA SILVA LIMA (MILA RUAS)- Marilena/PR - Filha de Aparecido Ruas da Silva e Roseli de Oliveira. Mila é torcedora do Santos e esposa do Valter Aparecido de Lima.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Led Zeppelin inocentado da acusação de plágio em "Stairway to Heaven"



Introdução de um dos maiores sucessos do rock não é "intrinsicamente similar" ao trecho de uma música do grupo Spirit, afirmam jurados. Page e Plant argumentaram que progressão harmônica em questão é usada há séculos

Um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, decidiu por unanimidade nesta quinta-feira (23/06) que não há plágio na introdução da música Stairway to Heaven, clássico de 1971 da banda britânica Led Zeppelin. A acusação alegava que o solo de guitarra no início da canção fora copiado da música Taurus, lançada em 1968 pela banda Spirit.

O júri decidiu que o Led Zeppelin teve "acesso" à canção do Spirit – o que significa que eles poderiam conhecer a música –, mas que a introdução em questão não é "intrinsecamente similar" ao trecho de Taurus.

A ação havia sido movida em 2014 por Michael Skidmore, amigo e gestor do patrimônio de Randy Wolfe, morto em 1997. Compositor de Taurus, Wolfe foi guitarrista do grupo californiano, formado em 1967 e que nunca alcançou fama.

Skidmore afirmava que Jimmy Page, o guitarrista do Led Zeppelin, teria copiado um trecho que Wolfe, mais conhecido como Randy California, havia escrito para Taurus. Segundo Skidmore, Wolfe nunca ganhou crédito pela composição.

Segundo ele, os integrantes do Led Zeppelin entraram em contato com canções do Spirit durante shows conjuntos, em 1970.

Os acusados, por outro lado, alegaram que a progressão harmônica em questão é tão comum que não há como requerer direitos autorais.

O julgamento teve início na semana passada, com um júri composto por quatro homens e quatro mulheres. Em 14 de junho, Page e o vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant, compositores da música, compareceram à sessão de escolha dos jurados do tribunal.

Em depoimento durante o julgamento, Page e Plant afirmaram que compuseram a música sozinhos e que o trecho em questão é uma progressão harmônica descendente usada na música ocidental há séculos.

Para argumentar a seu favor perante o tribunal, os dois convidaram Lawrence Ferrara, um musicólogo e professor da Universidade de Nova York, que afirmou que outras composições famosas utilizam uma progressão harmônica descendente semelhante à de Stairway to heaven. Entre as mencionadas está a música Insensatez, do brasileiro Tom Jobim.

"Estamos tristes e decepcionados, mas obviamente temos que respeitar a decisão do júri", disse o advogado de acusação Francis Malofiy, segundo a imprensa local.

Não é a primeira vez que o Led Zeppelin é acusado de plágio. A banda fez acordos extrajudiciais por acusações envolvendo canções como Babe, I'm gonna leave you, Whole lotta love e Dazed and confused.

Ouça o clássico do Led Zeppelin:

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