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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Médicos lançam abaixo-assinado pela saída do Ministro da Saúde

"Médicos pela Democracia" do Ceará e da Bahia, além de movimentos em defesa da saúde pública, citam 4 motivos pela saída de Ricardo Barros, para quem pacientes "imaginam" doenças.

Charge dos nossos dias

Por Renato Aroeira


Centrais irão reagir à reforma trabalhista


Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Depois de agosto, mês de consolidação do golpe, segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o governo vai enviar ao Congresso a reforma trabalhista cujo objetivo principal é liquidar com as garantias da CLT, permitindo que os acordos trabalhistas prevaleçam sobre a lei. Em tempo de crise e desemprego isso significa autorizar os patrões a colocar a faca no pescoço dos empregados. Ou aceita ou tá na rua. Na quarta-feira próxima, dia 26, a CUT e outras centrais sindicais vão se reunir em São Paulo para articular a reação. Segundo a diretora de relações de trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, a greve geral está entre as propostas que serão analisadas.

- Nós já conhecemos as propostas desta reforma, embora o governo esteja escondendo o jogo. Se aprovadas, na prática estarão sendo revogadas todas as conquistas já obtidas pelos trabalhadores e até mesmo a Lei Áurea, porque vão proliferar as condições de trabalho análogas à escravidão. Eles querem fazer prevalecer “o negociado sobre o legislado”, liberar geral as terceirizações e mexer na jornada de trabalho. Estamos nos preparando para reagir, se for preciso, com uma greve geral – diz Maria das Graças.

De fato, embora o governo não esteja explicitando os termos da reforma que proporá, ela já vem tramitando no Congresso através de três projetos.

O primeiro é o que trata de terceirizações. Aprovado na Câmara sob o tacão de Eduardo Cunha, parou no Senado e o governo vem apelando a Renan Calheiros para que o ponha em votação. Hoje, segundo a diretora da CUT, um terceirizado já ganha 27% menos pelo mesmo trabalho que faria um contratado. As condições de trabalho são precárias, assim como outras garantias e benefícios. De cada 10 trabalhadores que sofrem doenças profissionais ou acidentes de trabalho, oito são terceirizados. De cada cinco que entram na justiça cobrando direitos desrespeitados, quatro são terceirizados. O resultado de uma liberação geral das terceirizações será um brutal encolhimento da massa salarial, da ordem de 27%.

O ministro afirmou que o governo pretende aprimorar o projeto que está no Senado definindo melhor quais são as atividades especializadas que podem ser terceirizadas. Mas isso não significa nada, diz Graça. Poderão dizer que são especializados tanto os pregadores de botão como os profissionais de tecnologia da informação.

- O que vamos ter com esta liberação geral é a volta às condições da escravidão. De cada dez grandes empresas notificadas por manterem empregados em condições de trabalho análogo ao escravo, oito os mantinham através de contratos precários de terceirização.

Já sobre a prevalência do negociado sobre o legislado, que o governo qualifica como “valorização das negociações coletivas”, existem três projetos tramitando. Hoje, segundo a diretora da CUT, apenas 18% dos trabalhadores são vinculados a sindicatos, não dispondo de uma representação organizada que defenda seus interesses. Em momento de crise e desemprego, vai sobrar para as categorias mais fracas e desorganizadas. Os patrões vão dizer: ou aceitam estas condições ou haverá demissões.

E como a jornada de trabalho também poderá ser negociada, em breve teremos pessoas trabalhado com apenas 15 minutos de folga para o almoço e jornadas de 10, 12, 14 horas diárias de trabalho. Isso também será um retorno aos tempos pré-CLT, aproximando-se do tempo da escravidão, diz a diretora.

Há também tramitando, segundo Graça, um projeto que reduz de 16 anos para 14 anos a idade para ingresso dos jovens no mercado de trabalho. Se for aprovado, estará aberta a porta para a volta do trabalho infantil, que foi combatido com vigor nos últimos anos.

“Querem acabar também com a ultratividade”, diz Graça explicando o que isso significa. Hoje, quando um acordo coletivo anual expira, suas cláusulas ficam valendo até que o novo seja assinado entre as partes. Com o fim desta previsão, se as negociações empacarem, o acordo anterior expira, com todos as conquistas que carregava, e tudo terá que ser renegociado a partir do zero. Em conjuntura de crise, conquistas irão para o lixo.

Por fim, a reação das centrais será também a duas outras medidas. A emenda constitucional que fixa o teto para aumento do gasto público e o projeto de renegociação das dívidas dos estados.

O teto proposto, que deve ser votado já em agosto, representará uma redução brutal dos gastos com saúde e educação, atingindo sobretudo os mais pobres, que precisam dos serviços públicos. Já a renegociação das dívidas dos estados, o governo quer concluir logo para garantir apoios à votação final do impeachment de Dilma Rousseff. E uma de suas cláusulas, que vem sendo combatida pelas centrais e sindicatos de servidores, é a que permite ao governo federal decidir sobre acordos dos funcionários estaduais. Nem todos os governadores estão dispostos a abdicar da prerrogativa de administrar a relação com seus próprios empregados mas o governo insiste nesta cláusula como condição para reduzir o déficit fiscal.

E ainda será apresentada, também, a reforma previdenciária, fixando a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de todos os servidores. Os professores do ensino básico, que hoje se aposentam com 25 anos de contribuição, também seriam enquadrados nesta nova regra. Terão que trabalhar em média mais 15 anos, segundo a diretora da CUT.

- Todas as medidas propostas por este governo ilegítimo, que está atacando até o direito dos doentes que recebem o auxílio-saúde do INSS, apontam para uma volta ao passado, para a espoliação dos trabalhadores, para a retirada de direitos. Por isso vamos discutir na quarta-feira uma reação à altura – diz a diretora.

Lançamento do livro: HISTÓRIA DO PARANÁ

Migrações, políticas e relações interculturais na reocupação das regiões norte, noroeste e oeste do estado.


Organizadores:
Maurílio Rompatto
Cássio Augusto Guilherme
Leandro de Araújo Crestani

OS EXEMPLARES PODEM SER ADQUIRIDOS DIRETAMENTE COM OS AUTORES, OU ESPECIALMENTE COM OS ORGANIZADORES DO LIVRO.

SUMÁRIO:

01 - Frei Timóteo de Castelnuovo: missão, utopia e realidade no aldeamento São Pedro de Alcântara de Jataizinho-PR (1855-1895).
Autor: Edson Claiton Guedes.

02 - Imigração europeia na fronteira oeste do Paraná (1854/1930).
Autor: Leandro de Araújo Crestani

03 - Memória e desterro: os territórios Guarani no oeste do Paraná no século XX.
Autor: Paulo Humberto Porto Borges.

04 - O processo de formação socioespacial no noroeste do Paraná e as atividades realizadas pela companhia Byington.
Autor: Flávio Fabrini.

05 - Histórias e mitos sobre a colonização do norte do Paraná e o caso do desenvolvimento de Apucarana.
Autores: Maurílio Rompatto e Erika Leonel Ferreira.

06 - Londrina e o Norte do Paraná nos anos 1956 a 1964: questões urbanísticas e conflitos sociais na “Capital Mundial do Café.
Autor: Eder Cristiano de Souza.

07 - Os processos de casamento da Igreja Nossa Senhora Aparecida de Loanda e trabalhadores migrantes no extremo noroeste do Paraná.
Autora: Adriana de Carvalho Medeiros.

08 - Novos olhares sobre a presença nordestina no município de Maringá e norte do Paraná.
Autora: Letícia Fernandes.

09 - As memórias de Bras Ponce Martins e o desbravamento das novas frentes no noroeste e oeste do Paraná (1946-1975)
Autora: Gelise Cristine Ponce Martins.

10 - Como os nomes das ruas e prédios públicos legitimam o discurso do “pioneirismo”: o caso de Nova Londrina-PR.
Autor: Cássio Augusto Guilherme.

11 - A repressão do regime civil militar no norte do Paraná (1964).
Autor: João Paulo de Medeiros Reggiani.

12 - Na minha cidade também teve ditadura: reflexões sobre Marechal Cândido Rondon-PR.
Autora: Edina Rautenberg.

13 - A práxis como estratégia de conversão protestante entre os povos indígenas de São Jerônimo da Serra-PR.

Autora: Márcia Regina de Oliveira Lupion.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Charge dos nossos dias

Cavalgada dos Valquírios...

Por Renato Aroeira


TSE divulga limites de gastos de campanha e contratação de pessoal nas Eleições 2016

Para os municípios de até 10 mil eleitores o limite é de R$ 100 mil para prefeito e R$ 10 mil para vereador.


Foram publicadas no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral (DJe/TSE) as tabelas atualizadas com os limites de gastos de campanha e de contratação de pessoal nas Eleições Municipais de 2016, conforme previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97).

Após a publicação dos valores preliminares de gastos de campanha, o TSE atualizou os valores de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de acordo com o parágrafo 2º, art. 2º, da Resolução TSE nº 23.459/2015.

O índice de atualização dos limites máximos de gastos foi de 33,7612367688657%, que corresponde ao INPC acumulado de outubro de 2012 a junho de 2016. Para os municípios de até 10 mil eleitores e com valores fixos de gastos de R$ 100 mil para prefeito e R$ 10 mil para vereador, o índice de atualização aplicado foi de 8,03905753097063%, que corresponde ao INPC acumulado de outubro de 2015 a junho de 2016, visto que esses valores fixos foram criados com a promulgação da Lei nº 13.165/2015 (Reforma Eleitoral 2015).

A respeito da fixação dos limites de gastos, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, destaca que a Justiça Eleitoral e a sociedade terão importante papel na fiscalização da aplicação dos recursos eleitorais. "Nós não dispomos de fiscais na Justiça Eleitoral para dar atenção a todos eles [gastos]. A própria sociedade terá que fiscalizar. E como a disputa é muito acirrada, já que as disputas em municípios são, às vezes, mais acirradas que as nacionais, então é provável que haja ânimo de violar a legislação, especialmente na ausência de uma fiscalização mais visível. Por isso, a própria comunidade terá que se incumbir dessa tarefa”, afirma.

O presidente do TSE também faz um alerta sobre a possibilidade de crescimento no número de casos de caixa 2 nas Eleições 2016, uma vez que, em muitos municípios, os valores que poderão ser gastos serão bem menores do que no último pleito. “Se de fato houver apropriação de recursos ilícitos em montantes significativos, pode ser que esses recursos venham para a eleição na forma de caixa 2, ou mesmo disfarçada na forma de caixa 1, porque o que vamos ter? Vamos ter doações de pessoas físicas. Pode ser que recursos sejam dados a essas pessoas para que elas façam doações aos partidos políticos, ou aos candidatos. Isso precisa ser olhado com muita cautela”, pontua o ministro Gilmar Mendes.

Limites para contratação de pessoal
A Reforma Eleitoral 2015 também estipulou limites quantitativos para a contratação direta ou terceirizada de pessoal para prestação de serviços referentes a atividades de militância e mobilização de rua nas campanhas eleitorais, em consonância com o art. 36 da Resolução TSE nº 23.463/1995.

Segundo a Lei das Eleições (Lei n° 9.504/1997), em seu art. 100-A, parágrafo 6º, para fins de verificação dos limites quantitativos de contratação de pessoal não são incluídos: a militância não remunerada; pessoal contratado para apoio administrativo e operacional; fiscais e delegados credenciados para trabalhar nas eleições; e advogados dos candidatos ou dos partidos e das coligações.

Via - TSE

Temer quer deixar trabalhador mano a mano com patrões

O ministro ilegítimo do Trabalho, Ronaldo Bastos, anunciou oficialmente nesta terça-feira (20) que vai defender, no Congresso Nacional, que as leis que protegem os trabalhadores tenham menos valor que negociações isoladas entre empresas e empregados.


Então, com essa mudança, podemos imaginar algumas situações. Se a lei determina que as férias são de 30 dias, mas o dono de uma grande empresa disser aos funcionários que aceitem férias de 15 dias ou, do contrário, serão demitidos, é bem provável que as férias passarão a ter apenas 15 dias.

Uma hora de almoço pode ser transformada em apenas meia hora. O 13º salário pode deixar de ser pago em determinado ano sob alegação de dificuldades financeiras. E por aí vai. Com o tempo, os direitos trabalhistas vão acabar. A carteira de trabalho vai ser peça de museu.

Esse projeto do governo ilegítimo do Temer é comumente chamado pelos dirigentes sindicais de “negociado sobre o legislado”.

“Esse projeto é gravíssimo. Em momentos de crise, como este que vivemos e que ainda deve durar bastante tempo, os trabalhadores têm menor poder de barganha, e as empresas vão fazer chantagem, coação econômica”, explica Hugo Cavalcanti Melo Filho, presidente da Associação Latino-americana  de Juízes do Trabalho.

Respeito à Constituição

O ministro do Temer afirma que os princípios constitucionais não serão desrespeitados. Pura retórica, explica o juiz Hugo. “É fácil dizer isso, porque a Constituição só aponta princípios, ela não regulamenta os direitos e a proteção ao cidadão. Isso quem faz são as leis específicas”, afirma. “Se você torna a negociação entre as partes um instrumento mais forte que as leis, a Constituição não tem valor prático”, diz.

Um exemplo claro dos limites da Constituição pode ser encontrado no inciso 30 do artigo 7º da Constituição. Esse inciso diz que não pode haver diferença salarial em virtude de sexo. No entanto, na prática, as mulheres continuam ganhando menos, pois não houve lei que regulamentasse esse princípio apontado pela Constituição.

Negociação pode?

Pode, claro. Este é inclusive um dos princípios do sindicalismo. Porém, segundo o Direito do Trabalho, as negociações entre as partes só podem ser realizadas com o objetivo de ampliar ou aperfeiçoar direitos, jamais o contrário. É o chamado princípio de progressividade.

Além disso, nem todos os trabalhadores têm sindicatos realmente fortes para sentar à mesa de negociações em condição de igualdade. E há, infelizmente, sindicatos que aceitariam acordos ruins para fins paralelos.

E, como lembrou o juiz Hugo, em situação de queda da economia, os trabalhadores ficam mais fragilizados, o que dificulta a resistência a propostas negativas.

Tem de matar no ninho

Para a advogada Silvia Lopes Burmeitef, presidenta da Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas, a maneira mais segura de garantir os direitos trabalhistas é implodir no Congresso Nacional os três projetos de lei que têm a finalidade de fazer o negociado prevalecer sobre o legislado.

“Existe a possibilidade, caso o projeto seja aprovado pelos deputados e senadores, de entrar na Justiça para questionar sua constitucionalidade. E creio que as centrais sindicais o farão, caso necessário”, diz Silvia.

“Porém”, diz ela, “o retrato que temos hoje do Supremo Tribunal Federal nos mostra que dificilmente aquela corte decidiria a favor dos trabalhadores. Não confio no Congresso nem no STF”, alerta. “O mais seguro é impedir sua aprovação”, reafirma.

Como? “Temos de fazer mobilizações, atos e um intenso trabalho político”, responde Valeir Ertle, secretário nacional de Assuntos Jurídicos da Central. “Os trabalhadores e trabalhadoras precisam ser informados dos riscos que esse projeto representa e temos de barrá-lo”. Mais uma razão, portanto, para #ConstruiraGreveGeral.

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