Durante a última terça-feira (17), o deputado federal Zeca
Dirceu esteve em Nova Londrina, onde foi recepcionado pelo ex-prefeito Dornelis
José Chiodelli, pelo diretor de gabinete Miguel Natalino Serrano Lopes.
Zeca visitou a prefeitura municipal, a UBS (Unidade Básica
de Saúde) do Jardim Santana e em seguida se reuniu com professores e
representantes do PT (Partido dos Trabalhadores).
O município recebeu através do parlamentar o valor de R$ 150
mil para custeios na área da Saúde, através de indicação junto ao FNS (Fundo
Nacional da Saúde).
Para o parlamentar o recurso é resultado de seu compromisso
com uma área prioritária para a população das cidades. “A Saúde é uma área
fundamental na vida das pessoas. E que sempre precisa de investimentos para sua
manutenção e ampliação de suas ações no município. Portanto, nada mais justo do
que destinar recursos para atender essa carência”, completou.
O prefeito Vico Bono estava cumprindo agenda no município de
Maringá, e o vice-prefeito em Curitiba. Vico agradeceu o recurso e ressaltou a
importância que é poder contar com o parlamentar. “Só quem passa por uma
prefeitura sabe o quanto são importantes os recursos para Saúde, pois é uma
área muito carente e que não costuma dar visibilidade com grandes obras. Nossa cidade
só tem a agradecer pelo apoio do deputado Zeca Dirceu, e pela atenção que dá ao
nosso município”, complementou.
Também estavam presentes Gerson da Saúde, representantes do
Partido dos Trabalhadores, servidores municipais e professores. (Willian Faria)
Alento para os olhos que anseiam
pelo formidável, sua formosura é admirada por aqueles que se deixam maravilhar
pelo encanto proveniente da mulher ideal, daquela mulher que por seus
caprichos, se faz atraente, ela é exemplo incontestável da grandeza feminina.
Beleza sublime, nascida talvez
num dia de inspiração dos Deuses, num dia de êxtase dos anjos, num dia em que
encantar os mortais era o propósito dos seres divinos... Deu-se assim o
surgimento daquela que foi criada com esmero divinal, nasceu neste dia, Alyne
Fernandes...
Musa de beleza poética, cujo
propósito é encantar, ela é louvada por sua condição de mulher, por sua posição
de bela, ela que por justiça pisa o pedestal das impecáveis beldades que
semanalmente estão aqui para suprir os anseios de quem tem na beleza feminina
um alento...
Que seja cultuada, pois, a
majestade feminina, que seja exaltada a magnificência externada em Alyne, que
seja reverenciada aquela que ao ser mulher já se faz suprema, mas, sobretudo, que
Alyne Fernandes seja enaltecida por sua condição de bela.
Conduzimos a semana, na beleza de
Alyne Fernandes, nela nos orientaremos, através de sua imagem, seguimos estes
sete dias com a certeza de que embora os problemas cotidianos confisquem nossa
capacidade de apreciar as cores da vida, temos na beleza da mulher uma motivação.Acrescido a isso, olhar a formosura feminina
é uma forma de cultuarmos a criação divina...
Apreciar tal formosura é sem
dúvida uma maneira de mostrarmos nossa reverência a um ser supremo capaz de
criar seres cuja existência faz cair por terra a descrença em uma divindade...
Nesta oportunidade, a vitrine
difusora da beleza é enfeitada com a imagem sem igual de Alyne Fernandes, ela
que por méritos, sobe ao pedestal daquelas que indiscutivelmente são apontadas
pela beleza.
Portanto, brindemos esta ditosa
oportunidade em poder decantar todas as virtudes contidas na bela de que hora
nos honra com sua imagem, sua presença neste espaço nos envaidece, pois,
sabemos que neste ensejo, louvamos o ser humano mulher, ápice de tudo que
existe debaixo do céu.
Ela é um toque de classe neste
espaço onde a beleza feminina é costumeira, ela segue tendo os méritos
destinados às escolhidas, regozijemo-nos por esta impagável oportunidade, a
beleza tem vez e tem nome, Alyne Fernandes é a Bela da Semana.
*ALYNE COSTA FERNANDES – Nova Londrina-PR – Filha de Rosely Costa
dos Santos e Paulo Francisco Fernandes. Alyne é torcedora do Corinthians.
O fabricante de carros e motores, Rolls Royce, exibe hoje
seu primeiro veículo voador no Salão Aeronáutico Internacional de Farnborough
(Reino Unido), aberto até o próximo dia 22.
O importante evento da indústria aeroespacial, com sede em
Hampshire, mostra o aparelho, chamado Evtol, que poderá transportar entre
quatro e cinco passageiros a uma velocidade de uns 400 quilômetros por hora.
Evtol usa uma turbina de gás preparada para recarregar a
bateria e proporcionar energia elétrica e seis hélices, as quais podem ser
ocultados uma vez que o meio de transporte tenha atingido a altura de cruzeiro,
assinala a empresa em um comunicado.
A companhia anunciou que o táxi voador, capaz de decolar e
aterrissar na vertical como um helicóptero, poderia estar pronto para o
primeiro semestre do 2020.
Pacientes com depressão que participaram de experiência na
UFRN relataram que sintomas diminuíram após tomar a bebida alucinógena.
PorLuís Fernando Tófoli* Dráulio Barros de Araújo e
Fernanda Palhano-Fontes, no The Conversation - Tradução: Mauricio Búrigo
“Leon” é um jovem brasileiro que há muito tempo luta com a
depressão. Ele possui um blog anônimo, em português, no qual descreve o desafio
de viver com uma doença mental que acomete cerca de 300 milhões de pessoas em
todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Leon está entre os 30%, aproximadamente, dos pacientes com
depressão resistente a tratamento. Drogas antidepressivas disponíveis, como os
inibidores seletivos de recaptação de serotonina, não aliviam seu humor
deprimido, sua fadiga, ansiedade, baixa autoestima e pensamentos suicidas. Um
novo estudo pode dar esperança a Leon e a outros como ele.
Nossa equipe de cientistas brasileiros conduziu o primeiro
ensaio clínico aleatorizado, controlado por placebo, da ayahuasca –uma bebida
psicodélica feita de plantas amazônicas, mais conhecida no Brasil como Santo
Daime. Os resultados, publicados recentemente na revista Psychological
Medicine, indicam que a ayahuasca pode funcionar nos casos de depressão de
difícil tratamento.
Ayahuasca, uma palavra da língua indígena quíchua, significa
“o cipó dos espíritos”. Pessoas na região amazônica do Brasil, Peru, Colômbia e
Equador usam há séculos a ayahuasca com propósitos terapêuticos e espirituais.
As propriedades da beberagem medicinal vêm de duas plantas.
A Banisteriopsis caapi, um cipó que se entrelaça árvore acima até sua copa e
atravessa as margens dos rios da bacia amazônica, é fervida junto com a
Psychotria viridis, um arbusto cujas folhas contém a molécula psicoativa DMT.
Desde os anos 1930, religiões brasileiras foram fundadas em
torno do uso da ayahuasca como um sacramento. Por volta dos anos 1980, o ritual
da ayahuasca havia se espalhado por cidades de todo o Brasil e do mundo.
A ayahuasca tornou-se legal para uso religioso pela primeira
vez no Brasil em 1987, depois que o Conselho Federal de Entorpecentes concluiu
que “membros de grupos religiosos” haviam experimentado notáveis benefícios ao
tomá-la. Algumas pessoas que bebem a ayahuasca descrevem que se sentem em paz
consigo próprias, com Deus e com o universo.
Para o nosso estudo, que aconteceu na Universidade Federal
do Rio Grande do Norte, os pesquisadores recrutaram 218 pacientes com depressão.
29 deles foram selecionados para participar porque tinham depressão resistente
a tratamento e nenhum histórico de transfornos psicóticos como esquizofrenia,
que o uso da ayahuasca pode agravar.
Estas 29 pessoas foram designadas aleatoriamente a passar
por uma única sessão de tratamento, na qual lhes foi dada tanto ayahuasca
quanto uma substância como placebo para beber. O placebo era um líquido
acastanhado, amargo e azedo ao paladar, feito de água, levedura, ácido cítrico
e corante de caramelo. Sulfato de zinco simulava dois efeitos colaterais bem
conhecidos da ayahuasca, náusea e vômito.
As sessões ocorreram em um hospital, embora tenhamos
organizado o espaço como uma sala de estar tranquila e confortável. Os efeitos
agudos da ayahuasca –que incluem visões semelhantes a sonhos chamadas
“mirações”, vômito e introspecção intensa– duram cerca de quatro horas. Durante
este período, os participantes escutaram duas playlists selecionadas, uma com
música instrumental e a outra com canções cantadas em português.
Os pacientes foram monitorados por dois membros da equipe,
que providenciaram assistência àqueles que apresentassem ansiedade durante essa
experiência de grande intensidade emocional e física. Um dia após a sessão de
tratamento, percebemos melhoras significativas em 50% de todos os pacientes,
incluindo redução de ansiedade e melhora de humor. Uma semana depois, 64% dos
pacientes que haviam recebido a ayahuasca ainda sentiam que sua depressão
diminuíra. Apenas 27% daqueles no grupo de placebo mostraram tais efeitos.
Nossas descobertas corroboram um ensaio clínico brasileiro
de 2015 sobre o potencial da ayahuasca como antidepressivo. Esse estudo,
conduzido pelo Dr. Jaime Hallak da Universidade de São Paulo, descobriu
igualmente que uma única sessão de ayahuasca tinha um efeito antidepressivo de
ação rápida. Todos os 17 participantes relataram que os sintomas da depressão
diminuíram nas primeiras horas após a ingestão da ayahuasca. O efeito durou 21
dias.
Esse estudo recebeu atenção significativa de cientistas.
Suas promissoras conclusões eram, porém, limitadas, já que não havia um grupo
de controle dos pacientes que receberam um placebo. Em ensaios clínicos para
depressão, até 45% dos pacientes que tomam um placebo podem relatar benefícios
significativos. O efeito placebo para a depressão é tão forte que alguns
cientistas se têm questionado até que ponto os antidepressivos funcionam mesmo.
O Dr. Hallak e outros pesquisadores do estudo de 2015 da
Universidade de São Paulo fizeram parte do nosso ensaio clínico subsequente.
Estes dois estudos, enquanto preliminares, contribuem para um crescente
conjunto de evidências de que drogas psicodélicas como ayahuasca, LSD e os
cogumelos podem ajudar pessoas com depressão difícil de tratar.
Mas visto que estas substâncias são ilegais em muitos
países, inclusive os Estados Unidos, tem sido difícil testar seu valor
terapêutico. Mesmo no Brasil, usar a ayahuasca como um antidepressivo permanece
uma iniciativa marginal, informal.
Leon, o blogger brasileiro, descobriu a droga fazendo
pesquisa na internet. “Desesperado” por encontrar soluções para sua condição
sem tratamento, Leon decidiu tomar parte em uma cerimônia de ayahuasca em uma
igreja do Santo Daime no Rio de Janeiro, uma das várias religiões brasileiras
que usam a ayahuasca como um sacramento. Não se sabe exatamente o número de
membros do Santo Daime, mas a União do Vegetal, outra religião que também usa o
chá, possui aproximadamente 19 mil membros em todo o mundo.
Estas organizações religiosas estão entre os vários grupos
espalhados pelas Américas que bebem da fonte das tradições indígenas que usam
psicodélicos naturais. Elas acreditam que plantas psicoativas como a ayahuasca,
peiote ou os cogumelos alucinógenos (psilocibina) abrem as consciências das pessoas
para domínios metafísicos e experiências profundamente significativas. Este
conhecimento espiritual está sendo agora traduzido para a linguagem da ciência,
conforme pesquisadores no Brasil, Estados Unidos, Canadá e outros países
começam a fazer avaliações médicas rigorosas destas substâncias.
O blog de Leon fornece uma descrição excelente de sua
experiência com a ayahuasca. Algumas vezes ele teve visões –cenários oníricos
que ofereciam um raro insight dos relacionamentos em sua vida. Outras vezes,
Leon experimentou “uma sensação de êxtase e de uma espiritualidade interna se
manifestando”.
Acreditamos que estes efeitos sejam fundamentais à ação da
ayahuasca.Os participantes do nosso
estudo responderam à Hallucinogen Rating Scale (Escala de Avaliação Alucinógena)
que ajuda a converter essas experiências inefáveis em números. Os participantes
que tomaram ayahuasca tiveram uma pontuação significativamente mais alta no
questionário do que aqueles que beberam um placebo.
Os participantes que descreveram os efeitos visuais,
auditivos e físicos mais exuberantes durante sua viagem de ayahuasca tiveram os
mais notáveis benefícios de redução da depressão sete dias depois.
A ayahuasca não é uma panaceia. As experiências que ela
provoca podem se revelar física e emocionalmente desafiadoras demais para que
algumas pessoas a usem com regularidade como tratamento. Também notamos haver
usuários regulares de ayahuasca que ainda sofrem de depressão.
Mas, como o nosso estudo demonstra, esta bebida sagrada
amazônica possui o potencial de ser usada segura e eficientemente para tratar
até mesmo a depressão mais grave.
*Luís Fernando Tófoli é professor de Psiquiatria da Unicamp
Dráulio Barros de Araújo é professor do Instituto do Cérebro
da UFRN
Fernanda Palhano-Fontes é pesquisadora da UFRN
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A quarta-feira (18) entrou para a história porque em 1918
nascia nessa data Nelson Rolihlahla Mandela, um dos principais líderes mundiais
do século 20. Com sua trajetória de combate ao apartheid (regime de segregação
racial de 1948 a 1994), Mandela se transformou num dos principais símbolos de
resistência ao racismo e à violência do Estado contra a maioria da população
sul-africana e ultrapassou fronteiras ao se tornar um líder mundial na luta
antirracista no mundo.
Por Marco Aurélio Ruy
Por isso, Organização das Nações Unidas (ONU) transformou o
dia do seu aniversario, 18 de julho, como o Dia Internacional Nelson Mandela.
“A vida desse ícone deve ser reverenciada porque se dedicou integralmente a uma
causa. E mesmo preso não se rendeu e pôde levar seu povo ao poder acabando com
a segregação e a desumanização da maioria da população sul-africana”, diz
Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Mantido prisioneiro por determinação da CIA (agência de
espionagem estadunidense), passou 27 anos na prisão do regime segregacionista
da África do Sul, conquistando a liberdade em 1990 para se tornar o primeiro
presidente negro do país em 1994, cargo que só deixaria em 1999, com amplo
apoio popular.
“Com a força de um libertador traduziu a luta contra a
apartheid, pela luta dos direitos civis, humanos e pela soberania de seu país”,
afirma Mônica. O líder negro faleceu no dia 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos,
deixando um legado como poucos de resistência e abnegação pela causa de um
mundo mais justo e igual.
Com muita justiça recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993,
pela sua trajetória em favor dos oprimidos, porque a sua luta transcendeu as
fronteiras-sul-africanas e frutificou pelo mundo. "O valor deste prêmio
que dividimos será e deve ser medido pela alegre paz que triunfamos, porque a
humanidade comum que une negros e brancos em uma só raça humana teria dito a
cada um de nós que devemos viver como as crianças do paraíso", disse em
seu discurso na premiação do Nobel da Paz que dividiu com o último presidente
branco de seu país, Frederik de Klerk.
Carinhosamente chamado por seu povo de Madiba, virou
referência mundial pela paz e pela emancipação humana. “Primeiro presidente
livre de uma das nações que compõe o berço da humanidade, Mandela se constrói
no cenário contemporâneo das lutas de classe, e de direitos como um herói para
vários povos em todo mundo”, acentua Mônica.
Muitas comemorações ocorrem na áfrica do Sul e em diversos
países para homenagear um dos grandes homens que a humanidade conheceu. No
âmbito progressista popular, Mandela tem a grandeza equivalente a Martin Luther
King, Fidel Castro, Che Guevara, Mahatma Ghandi, Malcolm X, Hugo Chávez e Luiz
Inácio Lula da Silva. Todos que lutaram em favor de seus povos, da igualdade de
direitos e por um mundo de paz e justiça.
Sua trajetória de combate à segregação racial imposta pela
minoria branca, oficializada em 1948, Mandela deixou sua terra natal para
cursar Direito na primeira universidade para negros da África do Sul.
Despontava aí o grande líder que viria a ser. Em 1952, é eleito presidente do
Congresso Nacional Africano (CNA), principal organização sul-africana contra o
apartheid pela democracia, que marginalizava a imensa maioria da população
sul-africana, com mais de 80% constituída de negros.
Defensor da luta pacifista mudou sua trajetória a partir do
Massacre de Shaperville em 21 de março de 1960, quando uma manifestação
pacífica de aproximadamente 5 mil negros contra a Lei do Passe, que os obrigava
a manter uma caderneta na qual dizia onde eles poderiam ir. O protesto foi
duramente reprimido causando 69 mortes e 180 pessoas ficaram feridas.
Justificou a mudança de posição do CNA ao declarar mais tarde que “nós adotamos
a atitude de não violência só até o ponto em que as condições o permitiram.
Quando as condições foram contrárias, abandonamos imediatamente a não violência
e usamos os métodos ditados pelas condições”, sintetizou o pensamento de seus
compatriotas.
Para a sindicalista carioca, “a grandiosidade de Mandela se
forjou na luta cotidiana de seu povo, como se forjam os grandes heróis. Ele se
tornou um dos maiores símbolos da luta por um mundo mais igual”.
Ele iniciou sua trajetória fundando a Liga da Juventude do
Congresso Nacional Africano para organizar os jovens e orientar suas atividades
por participação na vida política do país. Foi Mandela quem dirigiu o braço
armado do CNA, após perceber que a luta pacífica enfrentava enormes
dificuldades de execução, devido à repressão da minoria branca. Dessa forma,
transformou-se no mais importante líder popular da história da África do Sul e
pela liderança na luta contra o racismo e pela democracia constituiu-se numa
figura exponencial para todos os que acreditam num futuro melhor para todos.
Mandela é uma dessas pessoas raras, abnegadas, que dedicam a
vida à causa da humanidade para levar a mensagem de fé na própria humanidade e
na justiça social com liberdade e igualdade de direitos. Por isso, conhecer a
vida de Nelson Mandela é conhecer a história da África do Sul e do mundo do
século 20.
Mesmo assim, lembra Mônica, “vivemos uma onda conservadora
com uma taque brutal aos direitos humanos e à liberdade de ir e vir das
pessoas”. Ela se refere às imensas dificuldades colocadas pelas nações do
Primeiro Mundo à entrada de imigrantes, em sua maioria, pretos e pobres, atesta
o Atlas da Violência 2018.
Para piorar, a Organização Não Governamental britânica Oxfam
mostra que em 2017 82% da riqueza produzida ficou nas mãos de apenas 1% da
população mundial, enquanto metade dos mais pobres ficou sem nada.
No Brasil, um dos países de maior concentração de renda, uma
pessoa que receba um salário mínimo por mês tem que trabalhar 19 anos para
ganhar o salário mensal de 0,1% da população.
Essa disparidade cruel reforça “os ataques aos imigrantes
oriundos de países pobres é perverso, enquanto imigrantes brancos de países
ricos são festejados”. Além disso, somente em 2016 foram assassinados mais de
30 mil jovens entre 15 e 29 anos no país, 70% negros, pobres, moradores da
periferia.
Por essas e outras a Organização das Nações Unidas
transformou o dia do seu aniversario, 18 de julho, como o Dia Internacional
Nelson Mandela. Por isso, “devemos mais do que nunca, levantar bem alto a
bandeira pela liberdade, pela superação da exploração do homem pelo homem, por
igualdade de direitos, e paz no mundo”, reforça Custódio.
Para ela, Mandela é um dos principais heróis da luta contra
o racismo no mundo e, por isso, seu centenário deve ser celebrado por todos os
que acreditam no mundo novo e no homem novo.
Os familiares foram até o destacamento da PM para agradecer
o soldado Constantino Foto: Divulgação.
Após anos sem ter contato com seus familiares moradores na
região de Loanda, o tenente do Corpo de Bombeiros no Estado do Pará, Sandro
Rogério, encaminhou uma carta para o Destacamento da Polícia Militar (PM) em
Itaúna do Sul. Na correspondência ele pedia informações se os parentes ainda
residiam na cidade.
De acordo com a seção de Comunicação Social da 3ª Companhia
Independente (3ª CIA), o empenho do soldado Constantino foi fundamental para 50
dias depois de receber a carta localizar uma prima do bombeiro.
A mulher reside em Diamante do Norte e no último final de
semana os primos se reencontraram depois de anos sem ter contato.
O soldado começou a procura verificando o endereço indicado
na carta. No local os vizinhos informaram que as pessoas haviam mudado há anos.
Nenhum morador soube informar o novo endereço. Depois de verificar pessoas com
o mesmo sobrenome o soldado conseguiu encontrar os familiares em Diamante do
Norte.
Como gratidão pelo empenho do policial militar, os
familiares fizeram questão de irem até Itaúna do Sul. Pessoalmente, agradeceram
ao soldado que proporcionou o reencontro da família.
Em outros tempos, a
televisão e até mesmo o horário eleitoral contribuíam para o debate de projetos
e as escolhas dos cidadãos. Hoje o objetivo é promover o desencanto. Quem ganha
com isso?
Agência Brasil
Por Lalo Leal
Segue animada a luta de partidos e candidatos por alguns
segundos a mais no horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV, a se iniciar
em 31 de agosto. Há candidatos, como é o caso do ex-governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin, que apostam tudo nesse tipo de propaganda. É a sua última
esperança de melhorar os índices de intenção de voto registrados até aqui por
todas as pesquisas.
A expectativa, por certo, é que se repita o fenômeno das
últimas eleições municipais realizadas em São Paulo, onde um candidato
desconhecido recebeu uma cuidadosa embalagem de marketing e venceu as eleições
no primeiro turno graças à TV – e ao desinteresse pela política, já que Doria
perdeu para abstenções e brancos e nulos.
Se por um lado esse tipo de uso do horário eleitoral
distorce sua finalidade, levando o eleitor ao engano, por outro é nesse momento
que as mensagens honestas e não manipuladoras podem transitar livremente.
Personagens e ideias banidas ou distorcidas durante as programações regulares
das emissoras podem aparecer em sua integralidade nos horários obrigatórios.
A ditadura civil-militar de 1964-1985 tentou aniquilar todas
as organizações de esquerda existentes no pais, mesmo aquelas que não aderiram
à luta armada. Qual não foi a surpresa quando, ao final desse período, era
possível ver nas telas de TV, nos horários obrigatórios, os símbolos do
comunismo até então demonizados pela ditadura. Além das mensagens denunciando
as mazelas nacionais contrastando com a propaganda governamental ufanista.
Os programas eleitorais cumpriram um importante papel na
abertura democrática dos anos 1980 e na consolidação das liberdades políticas
dali em diante.
A sua importância está diretamente ligada à falta de
pluralidade no noticiário e na ausência de debates políticos no rádio e na TV.
Durante a ditadura a Polícia Federal enviava seguidamente ordens às redações
proibindo a divulgação de determinados assuntos ou a realização de entrevistas
com determinadas pessoas.
Entre os nomes censurados estavam, por exemplo, os de dom
Hélder Câmara e de Darcy Ribeiro e entre os inúmeros assuntos proibidos
incluíam-se o surto de meningite que ocorreu em São Paulo em meados da década
de 1970 e a volta às ruas das manifestações estudantis.
Hoje a situação se repete, não por via direta da Policia
Federal mas pela própria censura empresarial imposta pelos donos dos meios de
comunicação. Exemplo mais recente é o do banimento do nome do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva dos noticiários. Ao ser preso, a ordem das empresas é
que ele fosse esquecido, com a intenção de determinar a sua queda nas pesquisas
de intenção de voto, o que não ocorreu.
Sobreveio, no entanto, um fato novo, inesperado para os
operadores do jornalismo dessas empresas. A ordem do desembargador Rogério
Favreto de libertar o ex-presidente em pleno domingo pegou os plantonistas nas
redações de surpresa. De repente, tinham que falar de Lula de novo.
Para tanto, comentaristas e apresentadores de folga foram
chamados e, ao longo do dia, tentaram ir se refazendo do susto. Se o nome do
ex-presidente não podia deixar de voltar as telas e microfones, a forma como
isso foi feito enquadrou-se na linha da distorção, enfatizando o irrelevante (o
desembargador ser plantonista ou ter trabalhado em administrações petistas) e
escondendo o relevante (a incomunicabilidade do ex-presidente impedindo-o de
falar com a imprensa, a ausência de razões para o seu encarceramento e a
perseguição pessoal exercida sobre ele pelo juiz de piso Sérgio Moro).
Mas não é só em momentos excepcionais como os do domingo, 8
de julho, que a mídia adota essa postura. Ela faz parte da rotina normal de
trabalho.
Na televisão aberta, o veículo informativo único para a
maioria da população brasileira, não se debate política. E na TV fechada os
poucos que existem mantêm uma linha editorial conservadora, quando não
reacionária. O contraditório inexiste.
Outro exemplo recente de parcialidade ocorreu com o programa
Roda Viva, da TV Cultura que, diga-se, não é um programa de debates e sim uma
espécie de entrevista coletiva, ao contrário do que afirmou o vice-presidente
do Conselho Curador da emissora, Jorge da Cunha Lima, em artigo publicado num
jornal da imprensa corporativa.
Nesse programa, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da
República, Manuela D’Ávila, viveu um dos momentos mais constrangedores da
história da TV brasileira. Cercada de entrevistadores alinhados ideologicamente
em campo oposto ao dela, quase não pôde falar, interrompida que foi por mais de
60 vezes. As perguntas eram de nível pedestre, quase sempre evidenciando a
indigência cultural dos perguntadores.
Como se vê, nos raros momentos em que a TV se abre para a
política, o faz de forma canhestra, não dando ao telespectador a possibilidade
de formar opinião através de um debate qualificado, rico em ideias capazes de
despertar o público para temas que são essenciais à sua vida.
Ao contrário, programas como o Roda Viva já há muito tempo
vêm dando a sua contribuição para o desencanto com a política cujo resultado é
o surgimento de “salvadores da pátria” que, em outros momentos históricos,
espalharam o terror pelo mundo.