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segunda-feira, 23 de julho de 2018

NOVA LONDRINA - Parlamentar destina recursos para custeio da Saúde

Durante a última terça-feira (17), o deputado federal Zeca Dirceu esteve em Nova Londrina, onde foi recepcionado pelo ex-prefeito Dornelis José Chiodelli, pelo diretor de gabinete Miguel Natalino Serrano Lopes.


Zeca visitou a prefeitura municipal, a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Santana e em seguida se reuniu com professores e representantes do PT (Partido dos Trabalhadores).

O município recebeu através do parlamentar o valor de R$ 150 mil para custeios na área da Saúde, através de indicação junto ao FNS (Fundo Nacional da Saúde).

Para o parlamentar o recurso é resultado de seu compromisso com uma área prioritária para a população das cidades. “A Saúde é uma área fundamental na vida das pessoas. E que sempre precisa de investimentos para sua manutenção e ampliação de suas ações no município. Portanto, nada mais justo do que destinar recursos para atender essa carência”, completou.

O prefeito Vico Bono estava cumprindo agenda no município de Maringá, e o vice-prefeito em Curitiba. Vico agradeceu o recurso e ressaltou a importância que é poder contar com o parlamentar. “Só quem passa por uma prefeitura sabe o quanto são importantes os recursos para Saúde, pois é uma área muito carente e que não costuma dar visibilidade com grandes obras. Nossa cidade só tem a agradecer pelo apoio do deputado Zeca Dirceu, e pela atenção que dá ao nosso município”, complementou.

Também estavam presentes Gerson da Saúde, representantes do Partido dos Trabalhadores, servidores municipais e professores. (Willian Faria)

sábado, 21 de julho de 2018

ALYNE FERNANDES – A BELA DA SEMANA


Alento para os olhos que anseiam pelo formidável, sua formosura é admirada por aqueles que se deixam maravilhar pelo encanto proveniente da mulher ideal, daquela mulher que por seus caprichos, se faz atraente, ela é exemplo incontestável da grandeza feminina. 

Beleza sublime, nascida talvez num dia de inspiração dos Deuses, num dia de êxtase dos anjos, num dia em que encantar os mortais era o propósito dos seres divinos... Deu-se assim o surgimento daquela que foi criada com esmero divinal, nasceu neste dia, Alyne Fernandes...

Musa de beleza poética, cujo propósito é encantar, ela é louvada por sua condição de mulher, por sua posição de bela, ela que por justiça pisa o pedestal das impecáveis beldades que semanalmente estão aqui para suprir os anseios de quem tem na beleza feminina um alento...

Que seja cultuada, pois, a majestade feminina, que seja exaltada a magnificência externada em Alyne, que seja reverenciada aquela que ao ser mulher já se faz suprema, mas, sobretudo, que Alyne Fernandes seja enaltecida por sua condição de bela.

Conduzimos a semana, na beleza de Alyne Fernandes, nela nos orientaremos, através de sua imagem, seguimos estes sete dias com a certeza de que embora os problemas cotidianos confisquem nossa capacidade de apreciar as cores da vida, temos na beleza da mulher uma motivação.  Acrescido a isso, olhar a formosura feminina é uma forma de cultuarmos a criação divina...

Apreciar tal formosura é sem dúvida uma maneira de mostrarmos nossa reverência a um ser supremo capaz de criar seres cuja existência faz cair por terra a descrença em uma divindade...

Nesta oportunidade, a vitrine difusora da beleza é enfeitada com a imagem sem igual de Alyne Fernandes, ela que por méritos, sobe ao pedestal daquelas que indiscutivelmente são apontadas pela beleza.

Portanto, brindemos esta ditosa oportunidade em poder decantar todas as virtudes contidas na bela de que hora nos honra com sua imagem, sua presença neste espaço nos envaidece, pois, sabemos que neste ensejo, louvamos o ser humano mulher, ápice de tudo que existe debaixo do céu.

Ela é um toque de classe neste espaço onde a beleza feminina é costumeira, ela segue tendo os méritos destinados às escolhidas, regozijemo-nos por esta impagável oportunidade, a beleza tem vez e tem nome, Alyne Fernandes é a Bela da Semana.

*ALYNE COSTA FERNANDES – Nova Londrina-PR – Filha de Rosely Costa dos Santos e Paulo Francisco Fernandes. Alyne é torcedora do Corinthians.


sexta-feira, 20 de julho de 2018

Empresa britânica Rolls Royce exibe seu primeiro veículo voador


O fabricante de carros e motores, Rolls Royce, exibe hoje seu primeiro veículo voador no Salão Aeronáutico Internacional de Farnborough (Reino Unido), aberto até o próximo dia 22.

O importante evento da indústria aeroespacial, com sede em Hampshire, mostra o aparelho, chamado Evtol, que poderá transportar entre quatro e cinco passageiros a uma velocidade de uns 400 quilômetros por hora.

Evtol usa uma turbina de gás preparada para recarregar a bateria e proporcionar energia elétrica e seis hélices, as quais podem ser ocultados uma vez que o meio de transporte tenha atingido a altura de cruzeiro, assinala a empresa em um comunicado.

A companhia anunciou que o táxi voador, capaz de decolar e aterrissar na vertical como um helicóptero, poderia estar pronto para o primeiro semestre do 2020.

mem/rml/jcfl/gdc
Via – Prensa Latina

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Ayahuasca pode ajudar em casos de depressão grave, diz novo estudo

Pacientes com depressão que participaram de experiência na UFRN relataram que sintomas diminuíram após tomar a bebida alucinógena.


Por Luís Fernando Tófoli* Dráulio Barros de Araújo e Fernanda Palhano-Fontes, no The Conversation - Tradução: Mauricio Búrigo

“Leon” é um jovem brasileiro que há muito tempo luta com a depressão. Ele possui um blog anônimo, em português, no qual descreve o desafio de viver com uma doença mental que acomete cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Leon está entre os 30%, aproximadamente, dos pacientes com depressão resistente a tratamento. Drogas antidepressivas disponíveis, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina, não aliviam seu humor deprimido, sua fadiga, ansiedade, baixa autoestima e pensamentos suicidas. Um novo estudo pode dar esperança a Leon e a outros como ele.

Nossa equipe de cientistas brasileiros conduziu o primeiro ensaio clínico aleatorizado, controlado por placebo, da ayahuasca –uma bebida psicodélica feita de plantas amazônicas, mais conhecida no Brasil como Santo Daime. Os resultados, publicados recentemente na revista Psychological Medicine, indicam que a ayahuasca pode funcionar nos casos de depressão de difícil tratamento.

Ayahuasca, uma palavra da língua indígena quíchua, significa “o cipó dos espíritos”. Pessoas na região amazônica do Brasil, Peru, Colômbia e Equador usam há séculos a ayahuasca com propósitos terapêuticos e espirituais.

As propriedades da beberagem medicinal vêm de duas plantas. A Banisteriopsis caapi, um cipó que se entrelaça árvore acima até sua copa e atravessa as margens dos rios da bacia amazônica, é fervida junto com a Psychotria viridis, um arbusto cujas folhas contém a molécula psicoativa DMT.

Desde os anos 1930, religiões brasileiras foram fundadas em torno do uso da ayahuasca como um sacramento. Por volta dos anos 1980, o ritual da ayahuasca havia se espalhado por cidades de todo o Brasil e do mundo.

A ayahuasca tornou-se legal para uso religioso pela primeira vez no Brasil em 1987, depois que o Conselho Federal de Entorpecentes concluiu que “membros de grupos religiosos” haviam experimentado notáveis benefícios ao tomá-la. Algumas pessoas que bebem a ayahuasca descrevem que se sentem em paz consigo próprias, com Deus e com o universo.

Para o nosso estudo, que aconteceu na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, os pesquisadores recrutaram 218 pacientes com depressão. 29 deles foram selecionados para participar porque tinham depressão resistente a tratamento e nenhum histórico de transfornos psicóticos como esquizofrenia, que o uso da ayahuasca pode agravar.

Estas 29 pessoas foram designadas aleatoriamente a passar por uma única sessão de tratamento, na qual lhes foi dada tanto ayahuasca quanto uma substância como placebo para beber. O placebo era um líquido acastanhado, amargo e azedo ao paladar, feito de água, levedura, ácido cítrico e corante de caramelo. Sulfato de zinco simulava dois efeitos colaterais bem conhecidos da ayahuasca, náusea e vômito.

As sessões ocorreram em um hospital, embora tenhamos organizado o espaço como uma sala de estar tranquila e confortável. Os efeitos agudos da ayahuasca –que incluem visões semelhantes a sonhos chamadas “mirações”, vômito e introspecção intensa– duram cerca de quatro horas. Durante este período, os participantes escutaram duas playlists selecionadas, uma com música instrumental e a outra com canções cantadas em português.

Os pacientes foram monitorados por dois membros da equipe, que providenciaram assistência àqueles que apresentassem ansiedade durante essa experiência de grande intensidade emocional e física. Um dia após a sessão de tratamento, percebemos melhoras significativas em 50% de todos os pacientes, incluindo redução de ansiedade e melhora de humor. Uma semana depois, 64% dos pacientes que haviam recebido a ayahuasca ainda sentiam que sua depressão diminuíra. Apenas 27% daqueles no grupo de placebo mostraram tais efeitos.

Nossas descobertas corroboram um ensaio clínico brasileiro de 2015 sobre o potencial da ayahuasca como antidepressivo. Esse estudo, conduzido pelo Dr. Jaime Hallak da Universidade de São Paulo, descobriu igualmente que uma única sessão de ayahuasca tinha um efeito antidepressivo de ação rápida. Todos os 17 participantes relataram que os sintomas da depressão diminuíram nas primeiras horas após a ingestão da ayahuasca. O efeito durou 21 dias.

Esse estudo recebeu atenção significativa de cientistas. Suas promissoras conclusões eram, porém, limitadas, já que não havia um grupo de controle dos pacientes que receberam um placebo. Em ensaios clínicos para depressão, até 45% dos pacientes que tomam um placebo podem relatar benefícios significativos. O efeito placebo para a depressão é tão forte que alguns cientistas se têm questionado até que ponto os antidepressivos funcionam mesmo.

O Dr. Hallak e outros pesquisadores do estudo de 2015 da Universidade de São Paulo fizeram parte do nosso ensaio clínico subsequente. Estes dois estudos, enquanto preliminares, contribuem para um crescente conjunto de evidências de que drogas psicodélicas como ayahuasca, LSD e os cogumelos podem ajudar pessoas com depressão difícil de tratar.

Mas visto que estas substâncias são ilegais em muitos países, inclusive os Estados Unidos, tem sido difícil testar seu valor terapêutico. Mesmo no Brasil, usar a ayahuasca como um antidepressivo permanece uma iniciativa marginal, informal.

Leon, o blogger brasileiro, descobriu a droga fazendo pesquisa na internet. “Desesperado” por encontrar soluções para sua condição sem tratamento, Leon decidiu tomar parte em uma cerimônia de ayahuasca em uma igreja do Santo Daime no Rio de Janeiro, uma das várias religiões brasileiras que usam a ayahuasca como um sacramento. Não se sabe exatamente o número de membros do Santo Daime, mas a União do Vegetal, outra religião que também usa o chá, possui aproximadamente 19 mil membros em todo o mundo.

Estas organizações religiosas estão entre os vários grupos espalhados pelas Américas que bebem da fonte das tradições indígenas que usam psicodélicos naturais. Elas acreditam que plantas psicoativas como a ayahuasca, peiote ou os cogumelos alucinógenos (psilocibina) abrem as consciências das pessoas para domínios metafísicos e experiências profundamente significativas. Este conhecimento espiritual está sendo agora traduzido para a linguagem da ciência, conforme pesquisadores no Brasil, Estados Unidos, Canadá e outros países começam a fazer avaliações médicas rigorosas destas substâncias.

O blog de Leon fornece uma descrição excelente de sua experiência com a ayahuasca. Algumas vezes ele teve visões –cenários oníricos que ofereciam um raro insight dos relacionamentos em sua vida. Outras vezes, Leon experimentou “uma sensação de êxtase e de uma espiritualidade interna se manifestando”.

Acreditamos que estes efeitos sejam fundamentais à ação da ayahuasca.  Os participantes do nosso estudo responderam à Hallucinogen Rating Scale (Escala de Avaliação Alucinógena) que ajuda a converter essas experiências inefáveis em números. Os participantes que tomaram ayahuasca tiveram uma pontuação significativamente mais alta no questionário do que aqueles que beberam um placebo.


Os participantes que descreveram os efeitos visuais, auditivos e físicos mais exuberantes durante sua viagem de ayahuasca tiveram os mais notáveis benefícios de redução da depressão sete dias depois.

A ayahuasca não é uma panaceia. As experiências que ela provoca podem se revelar física e emocionalmente desafiadoras demais para que algumas pessoas a usem com regularidade como tratamento. Também notamos haver usuários regulares de ayahuasca que ainda sofrem de depressão.

Mas, como o nosso estudo demonstra, esta bebida sagrada amazônica possui o potencial de ser usada segura e eficientemente para tratar até mesmo a depressão mais grave.


*Luís Fernando Tófoli é professor de Psiquiatria da Unicamp
Dráulio Barros de Araújo é professor do Instituto do Cérebro da UFRN
Fernanda Palhano-Fontes é pesquisadora da UFRN

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quarta-feira, 18 de julho de 2018

No centenário de Mandela, cresce o abismo entre pobres e ricos

A quarta-feira (18) entrou para a história porque em 1918 nascia nessa data Nelson Rolihlahla Mandela, um dos principais líderes mundiais do século 20. Com sua trajetória de combate ao apartheid (regime de segregação racial de 1948 a 1994), Mandela se transformou num dos principais símbolos de resistência ao racismo e à violência do Estado contra a maioria da população sul-africana e ultrapassou fronteiras ao se tornar um líder mundial na luta antirracista no mundo.


Por Marco Aurélio Ruy

Por isso, Organização das Nações Unidas (ONU) transformou o dia do seu aniversario, 18 de julho, como o Dia Internacional Nelson Mandela. “A vida desse ícone deve ser reverenciada porque se dedicou integralmente a uma causa. E mesmo preso não se rendeu e pôde levar seu povo ao poder acabando com a segregação e a desumanização da maioria da população sul-africana”, diz Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Mantido prisioneiro por determinação da CIA (agência de espionagem estadunidense), passou 27 anos na prisão do regime segregacionista da África do Sul, conquistando a liberdade em 1990 para se tornar o primeiro presidente negro do país em 1994, cargo que só deixaria em 1999, com amplo apoio popular.

“Com a força de um libertador traduziu a luta contra a apartheid, pela luta dos direitos civis, humanos e pela soberania de seu país”, afirma Mônica. O líder negro faleceu no dia 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos, deixando um legado como poucos de resistência e abnegação pela causa de um mundo mais justo e igual.

Com muita justiça recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993, pela sua trajetória em favor dos oprimidos, porque a sua luta transcendeu as fronteiras-sul-africanas e frutificou pelo mundo. "O valor deste prêmio que dividimos será e deve ser medido pela alegre paz que triunfamos, porque a humanidade comum que une negros e brancos em uma só raça humana teria dito a cada um de nós que devemos viver como as crianças do paraíso", disse em seu discurso na premiação do Nobel da Paz que dividiu com o último presidente branco de seu país, Frederik de Klerk.

Carinhosamente chamado por seu povo de Madiba, virou referência mundial pela paz e pela emancipação humana. “Primeiro presidente livre de uma das nações que compõe o berço da humanidade, Mandela se constrói no cenário contemporâneo das lutas de classe, e de direitos como um herói para vários povos em todo mundo”, acentua Mônica.

Muitas comemorações ocorrem na áfrica do Sul e em diversos países para homenagear um dos grandes homens que a humanidade conheceu. No âmbito progressista popular, Mandela tem a grandeza equivalente a Martin Luther King, Fidel Castro, Che Guevara, Mahatma Ghandi, Malcolm X, Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva. Todos que lutaram em favor de seus povos, da igualdade de direitos e por um mundo de paz e justiça.

Sua trajetória de combate à segregação racial imposta pela minoria branca, oficializada em 1948, Mandela deixou sua terra natal para cursar Direito na primeira universidade para negros da África do Sul. Despontava aí o grande líder que viria a ser. Em 1952, é eleito presidente do Congresso Nacional Africano (CNA), principal organização sul-africana contra o apartheid pela democracia, que marginalizava a imensa maioria da população sul-africana, com mais de 80% constituída de negros.

Defensor da luta pacifista mudou sua trajetória a partir do Massacre de Shaperville em 21 de março de 1960, quando uma manifestação pacífica de aproximadamente 5 mil negros contra a Lei do Passe, que os obrigava a manter uma caderneta na qual dizia onde eles poderiam ir. O protesto foi duramente reprimido causando 69 mortes e 180 pessoas ficaram feridas. Justificou a mudança de posição do CNA ao declarar mais tarde que “nós adotamos a atitude de não violência só até o ponto em que as condições o permitiram. Quando as condições foram contrárias, abandonamos imediatamente a não violência e usamos os métodos ditados pelas condições”, sintetizou o pensamento de seus compatriotas.

Para a sindicalista carioca, “a grandiosidade de Mandela se forjou na luta cotidiana de seu povo, como se forjam os grandes heróis. Ele se tornou um dos maiores símbolos da luta por um mundo mais igual”.

Ele iniciou sua trajetória fundando a Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano para organizar os jovens e orientar suas atividades por participação na vida política do país. Foi Mandela quem dirigiu o braço armado do CNA, após perceber que a luta pacífica enfrentava enormes dificuldades de execução, devido à repressão da minoria branca. Dessa forma, transformou-se no mais importante líder popular da história da África do Sul e pela liderança na luta contra o racismo e pela democracia constituiu-se numa figura exponencial para todos os que acreditam num futuro melhor para todos.

Mandela é uma dessas pessoas raras, abnegadas, que dedicam a vida à causa da humanidade para levar a mensagem de fé na própria humanidade e na justiça social com liberdade e igualdade de direitos. Por isso, conhecer a vida de Nelson Mandela é conhecer a história da África do Sul e do mundo do século 20.

Mesmo assim, lembra Mônica, “vivemos uma onda conservadora com uma taque brutal aos direitos humanos e à liberdade de ir e vir das pessoas”. Ela se refere às imensas dificuldades colocadas pelas nações do Primeiro Mundo à entrada de imigrantes, em sua maioria, pretos e pobres, atesta o Atlas da Violência 2018.

Para piorar, a Organização Não Governamental britânica Oxfam mostra que em 2017 82% da riqueza produzida ficou nas mãos de apenas 1% da população mundial, enquanto metade dos mais pobres ficou sem nada.

No Brasil, um dos países de maior concentração de renda, uma pessoa que receba um salário mínimo por mês tem que trabalhar 19 anos para ganhar o salário mensal de 0,1% da população.

Essa disparidade cruel reforça “os ataques aos imigrantes oriundos de países pobres é perverso, enquanto imigrantes brancos de países ricos são festejados”. Além disso, somente em 2016 foram assassinados mais de 30 mil jovens entre 15 e 29 anos no país, 70% negros, pobres, moradores da periferia.

Por essas e outras a Organização das Nações Unidas transformou o dia do seu aniversario, 18 de julho, como o Dia Internacional Nelson Mandela. Por isso, “devemos mais do que nunca, levantar bem alto a bandeira pela liberdade, pela superação da exploração do homem pelo homem, por igualdade de direitos, e paz no mundo”, reforça Custódio.

Para ela, Mandela é um dos principais heróis da luta contra o racismo no mundo e, por isso, seu centenário deve ser celebrado por todos os que acreditam no mundo novo e no homem novo.

Fonte: CTB
Via - Portal Vermelho

terça-feira, 17 de julho de 2018

ITAÚNA DO SUL - Bombeiro do Pará reencontra família com ajuda da PM

Os familiares foram até o destacamento da PM para agradecer o soldado Constantino Foto: Divulgação.
Após anos sem ter contato com seus familiares moradores na região de Loanda, o tenente do Corpo de Bombeiros no Estado do Pará, Sandro Rogério, encaminhou uma carta para o Destacamento da Polícia Militar (PM) em Itaúna do Sul. Na correspondência ele pedia informações se os parentes ainda residiam na cidade.

De acordo com a seção de Comunicação Social da 3ª Companhia Independente (3ª CIA), o empenho do soldado Constantino foi fundamental para 50 dias depois de receber a carta localizar uma prima do bombeiro.

A mulher reside em Diamante do Norte e no último final de semana os primos se reencontraram depois de anos sem ter contato.

O soldado começou a procura verificando o endereço indicado na carta. No local os vizinhos informaram que as pessoas haviam mudado há anos. Nenhum morador soube informar o novo endereço. Depois de verificar pessoas com o mesmo sobrenome o soldado conseguiu encontrar os familiares em Diamante do Norte.

Como gratidão pelo empenho do policial militar, os familiares fizeram questão de irem até Itaúna do Sul. Pessoalmente, agradeceram ao soldado que proporcionou o reencontro da família.


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Mídia aposta na apatia com a política para favorecer seus candidatos

Em outros tempos, a televisão e até mesmo o horário eleitoral contribuíam para o debate de projetos e as escolhas dos cidadãos. Hoje o objetivo é promover o desencanto. Quem ganha com isso?

Agência Brasil

Por Lalo Leal

Segue animada a luta de partidos e candidatos por alguns segundos a mais no horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV, a se iniciar em 31 de agosto. Há candidatos, como é o caso do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que apostam tudo nesse tipo de propaganda. É a sua última esperança de melhorar os índices de intenção de voto registrados até aqui por todas as pesquisas.

A expectativa, por certo, é que se repita o fenômeno das últimas eleições municipais realizadas em São Paulo, onde um candidato desconhecido recebeu uma cuidadosa embalagem de marketing e venceu as eleições no primeiro turno graças à TV – e ao desinteresse pela política, já que Doria perdeu para abstenções e brancos e nulos.

Se por um lado esse tipo de uso do horário eleitoral distorce sua finalidade, levando o eleitor ao engano, por outro é nesse momento que as mensagens honestas e não manipuladoras podem transitar livremente. Personagens e ideias banidas ou distorcidas durante as programações regulares das emissoras podem aparecer em sua integralidade nos horários obrigatórios.

A ditadura civil-militar de 1964-1985 tentou aniquilar todas as organizações de esquerda existentes no pais, mesmo aquelas que não aderiram à luta armada. Qual não foi a surpresa quando, ao final desse período, era possível ver nas telas de TV, nos horários obrigatórios, os símbolos do comunismo até então demonizados pela ditadura. Além das mensagens denunciando as mazelas nacionais contrastando com a propaganda governamental ufanista.

Os programas eleitorais cumpriram um importante papel na abertura democrática dos anos 1980 e na consolidação das liberdades políticas dali em diante.

A sua importância está diretamente ligada à falta de pluralidade no noticiário e na ausência de debates políticos no rádio e na TV. Durante a ditadura a Polícia Federal enviava seguidamente ordens às redações proibindo a divulgação de determinados assuntos ou a realização de entrevistas com determinadas pessoas.

Entre os nomes censurados estavam, por exemplo, os de dom Hélder Câmara e de Darcy Ribeiro e entre os inúmeros assuntos proibidos incluíam-se o surto de meningite que ocorreu em São Paulo em meados da década de 1970 e a volta às ruas das manifestações estudantis.

Hoje a situação se repete, não por via direta da Policia Federal mas pela própria censura empresarial imposta pelos donos dos meios de comunicação. Exemplo mais recente é o do banimento do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dos noticiários. Ao ser preso, a ordem das empresas é que ele fosse esquecido, com a intenção de determinar a sua queda nas pesquisas de intenção de voto, o que não ocorreu.

Sobreveio, no entanto, um fato novo, inesperado para os operadores do jornalismo dessas empresas. A ordem do desembargador Rogério Favreto de libertar o ex-presidente em pleno domingo pegou os plantonistas nas redações de surpresa. De repente, tinham que falar de Lula de novo.

Para tanto, comentaristas e apresentadores de folga foram chamados e, ao longo do dia, tentaram ir se refazendo do susto. Se o nome do ex-presidente não podia deixar de voltar as telas e microfones, a forma como isso foi feito enquadrou-se na linha da distorção, enfatizando o irrelevante (o desembargador ser plantonista ou ter trabalhado em administrações petistas) e escondendo o relevante (a incomunicabilidade do ex-presidente impedindo-o de falar com a imprensa, a ausência de razões para o seu encarceramento e a perseguição pessoal exercida sobre ele pelo juiz de piso Sérgio Moro).

Mas não é só em momentos excepcionais como os do domingo, 8 de julho, que a mídia adota essa postura. Ela faz parte da rotina normal de trabalho.

Na televisão aberta, o veículo informativo único para a maioria da população brasileira, não se debate política. E na TV fechada os poucos que existem mantêm uma linha editorial conservadora, quando não reacionária. O contraditório inexiste.

Outro exemplo recente de parcialidade ocorreu com o programa Roda Viva, da TV Cultura que, diga-se, não é um programa de debates e sim uma espécie de entrevista coletiva, ao contrário do que afirmou o vice-presidente do Conselho Curador da emissora, Jorge da Cunha Lima, em artigo publicado num jornal da imprensa corporativa.

Nesse programa, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D’Ávila, viveu um dos momentos mais constrangedores da história da TV brasileira. Cercada de entrevistadores alinhados ideologicamente em campo oposto ao dela, quase não pôde falar, interrompida que foi por mais de 60 vezes. As perguntas eram de nível pedestre, quase sempre evidenciando a indigência cultural dos perguntadores.

Como se vê, nos raros momentos em que a TV se abre para a política, o faz de forma canhestra, não dando ao telespectador a possibilidade de formar opinião através de um debate qualificado, rico em ideias capazes de despertar o público para temas que são essenciais à sua vida.

Ao contrário, programas como o Roda Viva já há muito tempo vêm dando a sua contribuição para o desencanto com a política cujo resultado é o surgimento de “salvadores da pátria” que, em outros momentos históricos, espalharam o terror pelo mundo.

Via - Portal Vermelho
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