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terça-feira, 14 de maio de 2019

Conselho de igrejas cristãs inicia campanha nacional contra a reforma da Previdência

Ação também promove atos em todo o país no dia 14 de maio


Michele Carvalho - Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Na próxima segunda-feira (06), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) deram início a uma campanha nacional contra a reforma da Previdência, proposta pelo governo de Jair Bolsonaro.

A instituição fará publicações diários na sua página do Facebook com argumentos contra o texto que modifica as regras da aposentadoria no Brasil.

A ação também contará com a parceria da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e da Cáritas Brasileira.

Além da mobilização nas redes sociais, a campanha também promoverá, no dia 14 de maio, uma Vigília Nacional contra a reforma da Previdência. Igrejas, comunidades de fé, sindicatos, associações de trabalhadoras e trabalhadores, professores, militantes em geral devem sair às ruas de diferentes cidades do Brasil para protestar contra a retirada de direitos.

Confira aqui o roteiro proposto para a Vigília

Participação

A entidade convida toda a sociedade a participar dessa iniciativa por meio da hashtag #EuNãoAceitoEssaReformaDaPrevidência.

Edição: Luiz Albuquerque

segunda-feira, 13 de maio de 2019

UNE prevê dia 15 grandes atos no país em defesa das universidades

Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas por vídeos e fotos das mobilizações organizadas nas universidades públicas e Institutos Federais (IFs). O motivo é o corte de 30% na verba da educação, suspensão de bolsas de pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e ataques ao ensino no país, promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Via http://www.politicacomk.com.br/
Por Bruna Caetano, do Brasil de Fato

Jessy Dayane, vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), falou ao Brasil de Fato sobre as expectativas para o Dia Nacional em Defesa da Educação, 15 de maio, quando acontecerão atos em todo o país.

Até esta sexta-feira (10), já eram cerca de 80 manifestações e assembleias marcadas em universidades públicas de vários estados, organizadas por estudantes universitários, docentes, técnicos das universidades, IFs, secundaristas e professores da educação básica.

“Esse corte coloca em risco a universidade pública e, consequentemente, a possibilidade de vários jovens que estão na educação básica de acessar o ensino superior. Esse corte acaba com o sonho de uma geração, de estudar em uma universidade pública, gratuita e de qualidade”, disse Dayane.

Ela também lembrou que, além dos estudantes, a sociedade civil também é fortemente impactada, já as universidades públicas produzem pesquisas que visam o desenvolvimento social, científico e tecnológico.

Algumas universidades já iniciaram suas mobilizações, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que reuniu aproximadamente 3 mil estudantes, professores e funcionários em um ato no dia 6 de maio. No dia 8, cerca de 5 mil da Universidade Federal Fluminense (UFF) foram às ruas contra o corte de verbas.

Já nos Institutos Federais, foi criada a campanha #TiraAMãoDoMeuIF, que mobilizou alunos dos IFs em todo o país.

No dia 15, a efervescência estudantil gerada nos últimos dias deve chegar em seu auge.

“A nossa expectativa é que a mobilização seja muito grande. Sem dúvida será o maior ato desde que o governo Bolsonaro foi eleito, e há uma tendência de envolvimento do conjunto da sociedade” acredita Dayane.

Segundo a vice-presidenta, a mobilização sobre a pauta da educação brasileira deve dar fôlego também para a greve geral contra a reforma da Previdência, no dia 14 de junho.

Via – Portal Vermelho

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Governo gastará 40 milhões para convencer população sobre reforma

Para convencer a população que a proposta de reforma da Previdência é necessária e acabará com privilégios, o governo Bolsonaro anunciou que gastará R$ 40 milhões na nova campanha publicitária que fará a defesa da proposta de reforma da Previdência. As propagandas devem ser lançadas na segunda quinzena de maio e serão veiculadas em rádio, televisão, jornais e internet, com o slogan "Nova Previdência, pode perguntar".


A propaganda tentará convencer a população de que a reforma da Previdência "promoverá justiça social e ampliará a capacidade de investimentos do país, com geração de emprego".

A campanha foi formulada pela Secretaria Especial de Comunicação (Secom), a Secretaria de Governo, e produzida pela agência Artplan.

A linguagem visual terá a predominância das cores verde e amarelo da bandeira brasileira.

Para a televisão, as peças serão em formato de pergunta e resposta e terão um selo com a frase "Essa é a verdade". Foi informado ainda que terão outdoors, mas não foi anunciado em quais cidades serão exibidos.

A nota do governo diz que as mensagens da propaganda abordaram "a redução de privilégios históricos do sistema previdenciário brasileiro, que inclui a diminuição da contribuição de quem ganha menos e o aumento da contribuição de quem ganha mais; a manutenção das regras vigentes para quem já está aposentado; o aumento dos recursos para a Educação; e a economia promovida a Estados e municípios, o que vai auxiliar no equilíbrio das contas públicas", informou.

Segundo cálculos do governo, com a reforma na Previdência serão economizados mais de R$ 1 trilhão em dez anos.

A população que pagará a conta

Dificilmente será apresentado tal como são os pontos principais da proposta de reforma, como o "benefício de prestação continuada", onde o aposentado deverá continuar pagando até completar 70 anos, após isso, receberá um salário-mínimo de aposentadoria, ou a implantação do "Sistema de Capitalização", onde os benefícios serão pagos baseado nas contribuições feitas pelo próprio trabalhador aos bancos.

A proposta de reforma ainda inclui o aumento da idade mínima para se aposentar, com aumento para homens e mulheres (62 anos para mulheres e 65 anos para homens), com contribuição mínima de 20 anos e ainda há mudança na aposentadoria rural: 60 anos tanto para homens quanto para mulheres, com contribuição de 20 anos. E essa idade mínima vai aumentando. Com o passar dos anos, nessa proposta, não haverá mais aposentadoria por tempo de contribuição.


quarta-feira, 8 de maio de 2019

Contag denuncia impactos da reforma da Previdência na área rural

Trabalhadores rurais estão entre os principais afetados pela PEC 6/2019 e também pela MP 871/2019, que excluirá milhões da cobertura previdenciária e levará à falência milhares de municípios brasileiros.

Reforma vai aumentar pobreza no campo e comprometer segurança alimentar da população brasileira.
No RBA

São Paulo – “A proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo (PEC nº 06/2019 e Medida Provisória n.º 871/2019) afeta duramente os trabalhadores e trabalhadoras rurais e tem o viés de excluir a maioria desses segurados do sistema de proteção social vigente.” A denúncia é da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais e Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), em artigo publicado em 29 de abril, no Valor.

No texto, o presidente da entidade, Aristides Santos, e a secretária de Políticas Sociais, Edjane Rodrigues, lembram que estudos feitos com base no Censo Agropecuário apontam que a renda monetária líquida anual da agricultura familiar é muito baixa.

“Em 61% dos estabelecimentos agropecuários, caracterizados como agricultura familiar, a renda monetária líquida anual identificada foi em valor inferior a R$ 1.500, sendo que em aproximadamente 50% dos estabelecimentos essa mesma renda não chega a R$ 300 ano. Isso demonstra que a maioria dos agricultores familiares, denominados segurados especiais, não tem capacidade de contribuir com regularidade para a Previdência”, informa o artigo.

A Contag questiona a proposta do governo Jair Bolsonaro, de instituir uma contribuição anual fixada, inicialmente, em R$ 600 por grupo familiar. “Desde a Lei Complementar nº 11/71 e mesmo após a Constituição de 1988, os trabalhadores rurais que exercem a atividade agropecuária por contra própria têm acesso à proteção previdenciária mediante a comprovação do trabalho rural, e participam do custeio mediante a aplicação de uma alíquota de 1,5% incidente sobre a venda da produção rural.”

Desigualdade e violência: reforma de Bolsonaro fará do Brasil um país de miseráveis
A razão para isso, explicam os agricultores, deve-se ao fato de a produção de alimentos ser atividade de alto risco, “sendo comum o agricultor familiar perder a produção devido a situações de emergência ou de calamidade, como secas, excesso de chuva, ataque de pragas na lavoura, ou ainda ter de vender o produto rural por um preço que não paga o custo de produção por não dispor de sistemas de armazenagem”.

O artigo critica, ainda, a elevação do período de carência para a aposentadoria por idade para um mínimo de 20 anos de contribuição, que deixará enorme contingente de segurados rurais longe do acesso ao benefício, especialmente os rurais que vendem sua força de trabalho a terceiros. “De acordo com a Pnad/IBGE (2015), dentre os 4 milhões de assalariados rurais, aproximadamente 60% trabalham na informalidade... Exigir desses trabalhadores 20 anos de contribuição para acesso à aposentadoria significa excluí-los desse direito protetivo, não só pela informalidade das relações de trabalho, mas também pela dificuldade que terão para manter-se executando um trabalho penoso e exaustivo por período superior a 40 anos.”

A reforma tem também aspectos nocivos para as trabalhadoras rurais: a elevação de 55 anos para 60 anos para ter direito à aposentadoria, diante da penosidade do trabalho e o início precoce da atividade laboral. Sete em cada 10 mulheres do campos começaram a trabalhar antes de completar 15 anos de idade.

“Isso significa, pelas regras atuais, que a aposentadoria no valor de um salário mínimo é acessada após longos e exaustivos 40 anos de trabalho rural. Ao elevar a idade de aposentadoria para 60 anos, as trabalhadoras rurais que conseguirem ter acesso a tal direito terão cumprido 45 anos de trabalho penoso, em dupla ou tripla jornada, muitas vezes sem finais semana, feriados e férias para descansar, pois o labor rural não permite.”

Exclusão, pobreza e êxodo rural

Para os representantes da Contag, a Medida Provisória 871/2019 afeta a Previdência rural e aumenta a exclusão, diante da intenção do governo de, a partir de 2020, reconhecer direitos apenas dos trabalhadores rurais segurados especiais que estiverem cadastrados e com informações atualizadas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS-Rural).

“Tais medidas dificultarão o acesso aos benefícios previdenciários rurais, tendo em vista que a maioria dos segurados especiais não tem informações cadastrais atualizadas nas bases de dados do governo. Tampouco os segurados conseguirão comprovar o recolhimento de contribuição previdenciária devido à dificuldade que enfrentam para formalizar a venda da produção rural.”

Se as propostas do governo passarem, avaliam os agricultores, “além da exclusão de milhões de trabalhadores e trabalhadoras rurais da proteção previdenciária, haverá aumento da pobreza no campo, saídas em massa de pessoas do campo para a cidade, podendo ainda comprometer a segurança alimentar da população brasileira já que o benefício previdenciário é um estímulo para que os agricultores familiares mantenham-se no campo e na produção de alimentos – o que reduzirá a quantidade produzida e o consequente aumento dos preços, gerando inflação”.

E isso não afetará apenas os trabalhadores rurais, mas a economia de pequenos e médios municípios, dada a importância que os benefícios previdenciários rurais têm no PIB per capita dessas cidades, afirmam os dirigentes da Contag.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Evento em Nova Londrina arrecadou 2.800 quilos de alimentos


No feriado de 1º de maio, o Grupo de Amigos da entidade ecumênica “Amor ao Próximo” fez um evento beneficente no Estádio João Venâncio da Rocha, em Nova Londrina, e arrecadou 2.800 quilos de alimentos, que serão doados ao Hospital do Câncer de Maringá.


Teve disputa de jogos de futebol e show de prêmios, onde a população respondeu positivamente. No futebol feminino, a equipe da Escolinha de Futsal venceu por 1x0 a equipe Amigas da Sirley. O gol foi anotado pela Aline. No masculino, a equipe Sociedade Esportiva Máster venceu a Seleção de Nova Londrina por 1x0, gol do Deci.


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