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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Revolução Pernambucana: livro reúne textos, imagens e documentos históricos

 A movimentação contra o domínio português na então capitania é um dos mais importantes episódios da história do estado.


Recomposição feita no livro ajuda as pessoas a reconhecerem os locais da cidade onde ocorreram as lutas e conquistas - Divulgação

Com um vasto conteúdo que reúne informações sobre a Revolução de 1817, no momento em que se institui a Data Magna Pernambucana, no dia 6 de março, e se comemora o bicentenário do movimento emancipador, o livro “O Recife da Revolução Republicana 1817”, de autoria do arquiteto e pesquisador José Luiz Mota Menezes, professor emérito da pós-graduação em Arqueologia e Conservação do Patrimônio, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), remonta a história e leva o leitor ao Recife de mais de 200 anos atrás, palco de batalhas pela libertação.

O livro, que custa R$ 40, foi lançado dia (24) de agosto, durante a programação virtual da 14ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco. A publicação é uma contribuição para a história e cultura do estado, já que a Revolução, que antecede a independência, ainda não é bem conhecida por muitos. A edição tem o incentivo do Fundo de Incentivo à Cultura do Estado de Pernambuco (Funcultura). 

O projeto do livro prevê a publicação de mil exemplares, com publicação na internet de audiolivro com audiodescrição das imagens, que faz a narrativa em áudio, promovendo o acesso a pessoas com deficiência visual. 


O povo pernambucano se rebela contra o domínio colonial em 06 de março de 1817 / Internet

:: Conheça Bárbara de Alencar, uma das lideranças da Revolução Pernambucana de 1817 ::

José Luiz Mota Menezes buscou compreender e interpretar o processo do movimento revolucionário, apreendendo o essencial do episódio, um dos mais expressivos da província de Pernambuco, com repercussão em todo o cenário nacional. 

Segundo ele, ao caminhar nas ruas do Recife, principalmente nas mais antigas, as pessoas não têm como reconhecer os locais onde ocorreram as lutas e conquistas, além da morte de alguns dos revoltosos de 1817. “O Recife, ao longo de 200 anos, transformou-se consideravelmente. A ampliação das terras secas, o aterro de rios e mangues para edificar moradias e outras construções, faz com que a sociedade perca alguns referenciais dos lugares onde aconteceram os movimentos da Revolução Republicana de 1817”, comenta o autor. A história dos feitos é realizada de maneira acessível ao leitor interessado e ainda, considerando a civilização da imagem, o texto apresenta muitas ilustrações.


Imagem ilustra Revolução Pernambucana de 1817 / Reprodução

:: Revolução Pernambucana: você sabe lá o que é isso? ::

“É um projeto que pretende mostrar a memória de determinados fatos que foram desprezados ou omitidos pela história oficial. É uma forma de contribuir para que a história do país, e em um recorte especial, a de Pernambuco, seja mais conhecida por todos os pernambucanos”, aponta a produtora cultural Clarisse Fraga.

O livro também aprofunda e amplia a abordagem do tema destacando as intervenções urbanísticas e arquitetônicas ocorridas no Recife naquele período histórico. Nas páginas, o autor revisita, por meio de textos e imagens, além das reconstituições cartográficas, esses lugares urbanos.

Fonte: BdF Pernambuco

Edição: Vanessa Gonzaga


terça-feira, 14 de setembro de 2021

Livro escrito em português e guarani reúne desenhos e histórias da cultura indígena

José Verá ditou as histórias que foram traduzidas por professores da língua guarani; lançamento foi no sábado (4).


Mensagens sobre ecologia e vida em comunidade permeiam a obra de José Verá - Foto: Sérgio Guidoux

O livro Nhemombaraete Reko Rã’i: fortalecendo a sabedoria reúne desenhos, histórias e ensinamentos da cultura guarani. Foi escrito por José Verá, morador da Aldeia Yvyty Porã, terra indígena conhecida entre os não-indígenas como “Aldeia do Campo Molhado”, no município de Maquiné, litoral norte do Rio Grande do Sul.

A aldeia está em um local com um passado de resistência. A área foi retomada pelos Mbya Guarani e demarcada há cerca de 30 anos, sendo uma das maiores terras indígenas exclusivamente guarani do estado do RS.

A inauguração da campanha de lançamento do livro acontece no próximo sábado (4) às 10h, na Feira dos Agricultores Ecologistas, na banca do Meio, na Rua José Bonifácio, em Porto Alegre.

Durante o mês de setembro, o livro poderá ser adquirido pelo preço promocional de R$ 40, através do site da editora Riacho (clique aqui para conferir o livro).

Em seguida, a publicação bilíngue português/guarani estará disponível para a venda na livraria Via Sapiens e também no site do selo Riacho.

Sobre o livro


Capa do livro / Divulgação

As histórias que compõem Nhemombaraete Reko Rã’i: fortalecendo a sabedoria foram ditadas por José Verá a professores guaranis, que fizeram posteriormente a revisão e tradução  para a língua portuguesa. O livro foi composto de forma colaborativa, com visitas à comunidade com protótipos impressos e digitais para decidir o visual final da publicação.

O projeto é uma das ações da Associação de Estudos e projetos com Povos Indígenas e Minoritários (AEPIM), organização não-governamental que atua desde 2009 em parceria com povos indígenas, quilombolas, comunidades pescadoras e de agricultura familiar.

Os recursos para o livro vieram do edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc. A publicação tem edição e projeto gráfico do selo editorial Riacho, ativo desde 2016 com foco na poética e na diversidade socioambiental.

Sobre o autor

José Verá, de 71 anos, desenhista autodidata nasceu para a "contação de histórias". A Aldeia Serra Bonita (Yvyty Porã), situada entre os municípios de Caraá, Maquiné e Riozinho, serviu de inspiração e guia.

"Eu escrevi aqui, dentro dessa casa, dentro da minha aldeia, no meio da minha família", relembra o artista.

"Não saí para outro lugar. Eu recebi uma mensagem diretamente para mim", explica. Produzidos a lápis e caneta, os desenhos espelham a espiritualidade do povo Mbya Guarani e sua relação com a biodiversidade.

Mensagens sobre ecologia e vida em comunidade permeiam a obra. Com títulos como O Lua (Jaxy), O Sol (Kuaray), Nossa mãe verdadeira (Nhandexy anhetêngua), Erva-mate (KaꞋa),  Escola (NhemboꞋea), os temas do livro rendem lições para indígenas e especialmente para não-indígenas.

As histórias evidenciam a íntima relação que têm os povos indígenas com o  território. E por isso trazem à luz a relevância que teve a luta travada pelos indígenas pela autodemarcação dessa área há três décadas.

Fonte: BdF Rio Grande do Sul


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Após três anos do incêndio, Museu Nacional não alcança verba para concluir restauração

Em 2022, o público poderá voltar a visitar parte do museu, mas ainda não será uma reabertura total da instituição

Em 2022, o público poderá voltar a visitar parte do museu, mas ainda não será uma reabertura total da instituição - Tânia Rêgo/Agência Brasil/Agência Brasil

Além do financiamento, o museu precisa de doações para reabastecer seu acervo, já que 80% dos itens foram destruídos


O incêndio que deixou em destroços o Museu Nacional completa três anos nesta quinta-feira (2). A direção do museu e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pela instituição, ainda tentam alcançar a verba necessária para a restauração do palácio, que tem reabertura prevista para o ano de 2026.

Em 7 de setembro do ano que vem, o público poderá voltar a visitar parte do museu, mas ainda não será uma reabertura total da instituição. Somente estará disponível o Jardim das Princesas.

Até o momento, as doações em dinheiro recebidas pela instituição somam quase R$ 245 milhões, cerca de 65% do custo total estimado em R$ 380 milhões para a recuperação do museu inteiro, segundo informações do jornal Extra. O valor arrecadado até agora dá conta da primeira fase da restauração, que envolve a recuperação da fachada.

A UFRJ negocia o recebimento de novos repasses e doações em meio à falta de investimentos diretos do Ministério da Educação (MEC).


Bombeiros tentam apagar o incêndio que atingiu o Museu Nacional no domingo (2) / Tânia Rego/Agência Brasil

Além do financiamento, o museu também precisa de doações para reabastecer seu acervo, já que cerca de 80% dos itens foram consumidos pelo fogo. Para incentivar institutos e colecionadores a contribuir com novas peças, o museu lança uma campanha nacional e internacional para arrecadar doações nesta quinta. Além disso, serão apresentados alguns dos novos itens recentemente doados para as futuras exposições.

Até agora, a instituição já recebeu doações valiosas como 27 peças dos períodos clássicos grego e romano que pertenciam a um colecionador gaúcho. Da Áustria, virão peças feitas por indígenas brasileiros, recolhidas na Amazônia há mais de 100 anos por naturalistas europeus.

O trabalho de resgate das peças atingidas pelo fogo durou 500 dias e recuperou mais de 2 mil peças de várias coleções. Entre elas, os pesquisadores conseguiram os ossos de um dinossauro e todos os fragmentos que formam o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo da América do Sul.

Fonte: BdF Rio de Janeiro




sábado, 11 de setembro de 2021

“Foi como se tivesse roubado a carteira de um inglês”, disse Maradona

 Frase do craque no documentário de Emir Kusturica ilustra como o futebol serviu como "doce vingança" dos países pobres contra os ricos



No Socialista Morena

Cynara Menezes

Quando encontrou o craque argentino para fazer um documentário sobre ele, o diretor sérvio Emir Kusturica alardeou, sem modéstia, a ambição de fazer “o melhor filme já feito sobre Diego Maradona”. Maradona by Kusturica, que reúne a série de encontros entre o cineasta e o jogador de futebol entre 2005 e 2008, pode até não ser “o melhor” (recentemente a HBO lançou Maradona, de Asif Kapadia), mas sem dúvida é o que melhor define o astro e suas complexidades futebolísticas, políticas e humanas. Emir entendeu Diego e, visto após a partida de Maradona, o filme soa como um profético obituário, concluído 12 anos antes de a morte surpreender o jogador e seus fãs no mundo inteiro.

“Foi como se tivesse roubado a carteira de um inglês”, ri Maradona ao explicar o famoso gol de mão, a “mano de Dios” que ajudou a Argentina a expulsar a arquirrival Inglaterra da Copa do Mundo de 1986. O documentário é todo pontuado pela célebre trapaça e por animações em que Diego, canhoto dentro e fora do campo, derrota seus inimigos políticos –Margaret Thatcher, a rainha Elizabeth, Ronald Reagan, George Bush e Tony Blair– ao som dos Sex Pistols, enquanto Kusturica aponta como o futebol tem servido historicamente aos países pobres como uma espécie de revanche, “uma doce vingança”, contra os países ricos.

Maradona representou como ninguém este sentimento. Dentro de um esporte que transforma meninos pobres bons de bola em milionários, o craque nascido na miserável Villa Fiorito em uma família de 8 irmãos manteve-se fiel à sua classe de origem, ao contrário de tantos futebolistas que nem sequer retornam à favela onde cresceram. Ronaldo Nazário, por exemplo, sempre preferiu o Leblon a Bento Ribeiro; enquanto Adriano Imperador adora conviver com seus velhos amigos da favela da Vila Cruzeiro –e é criticado e até associado ao tráfico por conta disso.

No caso da Argentina, a “doce vingança” que Maradona perpetrou com os pés (e com a ajuda marota da mão, num mundo pré-VAR) foi a resposta, utilizando suas próprias armas, à guerra das Malvinas, que, quatro anos antes da partida, em 1982, levara à morte cerca de 700 jovens recrutados para o sacrifício pela ditadura militar do país. O craque conta no filme que, já famoso, se recusou a conhecer o príncipe Charles. “Um dia quiseram me apresentar a Carlos, o da Inglaterra. Jamais lhe daria a mão, com tanto sangue”, diz a Kusturica.

A consciência de classe de Diego Maradona o associaria naturalmente aos governantes progressistas da América Latina, de quem foi amigo e apoiador. O filme o acompanha no “Trem da Alba”, que, em 2005, lota cinco vagões de “esquerdopatas” até Mar del Plata no evento promovido por Hugo Chávez para fazer o enterro de Bush e da Alca (Acordo de Livre Comércio das Américas). O resultado foi a recusa dos governos de então de assinar o acordo, que beneficiaria os países mais ricos em detrimento dos pobres. As cenas em Mar del Plata provocam, nos brasileiros sobretudo, o sabor amargo de um sonho destroçado. Com tanta esperança, como chegamos a Bolsonaro?

Kusturica também explora com sensibilidade a fragilidade de Maradona em relação ao vício da cocaína, que, na opinião expressa pelo próprio jogador, o impediu de aproveitar a infância das filhas e de voar ainda mais alto no futebol. “Eu nasci dentro do futebol e sabia tudo o que ia acontecer, só não sabia que ia tomar cocaína. Eu sabia que ia comprar a casa da minha mãe, que iria casar, ter minha família, que ia percorrer o mundo, que ia ser campeão com a Argentina. Está gravado, eu sabia de tudo isso”, lamenta o jogador, se referindo a um vídeo onde, menino, diz que seu sonho é ganhar a Copa. “Emir, que jogador eu teria sido se não tivesse ingerido cocaína?”



sexta-feira, 10 de setembro de 2021

A curiosa interpretação de Kafka para o Dom Quixote de la Mancha

Afinal, era mesmo o "cavaleiro da triste figura" o real protagonista do clássico de 
Miguel de Cervantes?

Por Joaquín C.Bretel, no Pijama Surf

Tradução Cynara Menezes

Só um homem como Franz Kafka para ver o que ninguém vê e produzir a mais genial e original interpretação de Dom Quixote de la Mancha. O que define Kafka é seu olhar curioso e silencioso, sua capacidade de suportar a tensão e ver o que ninguém enxergou (porque não pôs atenção suficiente). Walter Benjamin escreveu que não sabemos se Kafka rezava, mas sua capacidade de prestar atenção recordava o que disse Malebranche: “a atenção é a oração natural da alma”.

O pequeno conto que compartilhamos a seguir foi intitulado A Verdade Sobre Sancho Pança. Kafka admirava profundamente o texto de Cervantes e produziu essa interpretação celebrada por Jorge Luis Borges, pois constitui o exato ponto em que a imaginação destes dois escritores se encontra, como dois grandes gênios da literatura fantástica e das interpretações alternativas da literatura.

A Verdade Sobre Sancho Pança*

Sancho Pança, que, por sinal, nunca se vangloriou disso, no curso dos anos conseguiu, oferecendo-lhe inúmeros romances de cavalaria e de salteadores nas horas do anoitecer e da noite, afastar de si o seu demônio –a quem mais tarde deu o nome de D. Quixote– de tal maneira que este, fora de controle, realizou os atos mais loucos, os quais, no entanto, por falta de um objeto predeterminado –que deveria ser precisamente Sancho Pança–, não prejudicaram ninguém. Sancho Pança, um homem livre, acompanhou imperturbável, talvez por um certo senso de responsabilidade, D. Quixote nas suas sortidas, retirando delas um grande e proveitoso divertimento até o fim de seus dias.

Para Kafka, o verdadeiro e único protagonista não é Dom Quixote e sim Sancho Pança. Este, atormentado pelos demônios e para sobreviver, se vê obrigado a inventar Dom Quixote

O grande editor e escritor italiano Roberto Calasso analisa esta interpretação, que lhe parece a mais bela de todas:

Para Kafka, o verdadeiro e único protagonista não é Dom Quixote e sim Sancho Pança. Este, atormentado pelos demônios e para sobreviver, se vê obrigado a inventar Dom Quixote. E o mais extraordinário é que, ao final das linhas que lhe dedica, Kafka diz que Sancho Pança é um homem livre. É a única vez que menciona a palavra livre. Nesta transferência de demônios, Kafka é como Sancho Pança. 

E esse é o ponto essencial: Kafka se identifica secretamente com Sancho Pança. Ele também criou toda a sua literatura, ele, como ninguém mais, para lidar com seus demônios, para transformá-los ou transferi-los. O que é a grande literatura senão uma forma de transferir demônios ou de capturar o espírito? A literatura de Kafka está possuída por estes demônios, alguns deles abstratos, e sempre com uma dimensão metafísica. Dom Quixote é o sonho mágico, o sonho criativo de Sancho Pança, da mesma forma que Gregor Samsa é para Kafka ou, de uma forma mais enigmática e pesadelesca, o que acontece com K em O Castelo e a Josef K em O Processo. Fica, no entanto, a pergunta: e Kafka, era um homem livre?

*Publicado no Brasil em Narrativas do Espólio pela Companhia das Letras, com tradução de Modesto Carone.

Via - SOCIALISTA MORENA

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Zé de Julião: a saga de um ex-cangaceiro de Lampião

 No JL Política

[*] Rangel Alves da Costa

A construção de“Zé de Julião: a saga de um ex-cangaceiro de Lampião”, foi um trabalho duro, árduo, demorado e até cansativo. Mas também prazeroso, motivador, instigante e de imensa satisfação.

Uma pesquisa e o desenvolvimento de tema tão instigante e importante na história sertaneja, certamente que mais anima que causa desolação.

Eu e Manoel Belarmino já tínhamos em mente o esboço, o pedestal, a estrutura, através das pesquisas que já vinham desde os escritos e anotações de Alcino Alves Costa. 

Mas como contar num livro, ou construir uma obra que percorresse toda a trajetória de vida, desde a infância à morte deste que é tido por muitos como o personagem mais importante da história de Poço Redondo? 

Como contar em detalhes, passo a passo, a grandiosa saga deste bravo sertanejo chamado José Francisco do Nascimento - Zé de Julião, ou ainda o cangaceiro Cajazeira, esposo da também cangaceira Enedina? 

Como dito, não foi tarefa fácil. Viajamos, pesquisamos pelas estradas e nos escritos, visitamos pessoas que fizeram parte de seu mundo, entrevistamos filhos, parentes e amigos. Fomos ao impossível em busca da construção de verdades. 

Sentamos, cotejamos detalhes, discutimos situações, chegamos a consensos e dissensos, tracejamos a quatro mãos. E, enfim, a obra então foi concluída. 

E, portanto, o nosso livro já prestes a chegar às mãos daqueles que desejam conhecer a saga desse grande sertanejo com tantas e múltiplas características. Sim, muitas feições, porque Zé de Julião foi um sertanejo muito diferente do que normalmente se tem notícia.

Ora foi rebelde, crítico, sonhador, mulherengo, cangaceiro, construtor, político, por duas vezes candidato a prefeito de Poço Redondo, ora injustiçado e perseguido, envolvido no mundo coronelista, morto à traição. 

A história, ou a grandiosa e triste história de Zé de Julião. Uma saga de alegria, esperança, sofrimento e dor. E você já pode adquirir o seu livro por antecipação. Basta encomendar que logo chegará às suas mãos. Fale comigo ou com Belarmino, ou entre em contato pelo telefone 79 9 9830 5644, WhatsApp.

[*] É jornalista, escritor e advogado.

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