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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Assalto ao Banco do Brasil em Querência do Norte nesta terça-feira 03/09/13

Armados de fuzis, quatro homens renderam 30 pessoas durante a ação. Assalto foi realizado na tarde desta terça-feira (3) em Querência do Norte

Luciane CordeiroDo G1 PR, em Paranavaí



Três pessoas foram levadas como reféns após quatro homens encapuzados e armados com fuzis invadirem a agência do Banco do Brasil em Querência do Norte, na região noroeste, às 15h desta terça-feira (3). Na fuga, o trio levou três pessoas, o gerente do banco e mais dois seguranças da agência, e a caminhonete do próprio gerente. Na saída, o grupo disparou vários tiros contra um carro da

Polícia Militar (PM) que estava parado em frente a única agência bancária no município.  Equipes das Polícias Militar e Civil de Loanda e Paranavaí, na região noroeste, foram chamadas para ajudar na busca. A PM afirmou que os assaltantes levaram dinheiro, mas não soube dizer qual foi a quantia levada.

Conforme os policiais de Querência do Norte, os três homens chegaram em um carro por volta das 14h50 e renderam aproximadamente 30 pessoas que esperavam por atendimento. Ainda segundo a polícia, a ação durou pouco mais de 10 minutos e os quatro bandidos seguiram rumo a Porto Natal, região portuária do Rio Paraná, em Querência do Norte.
Moradores que ouviram o tiroteio estão assustados. Uma moradora que não quis se identificar e que mora a duas quadras da agência conta que o barulho foi ensurdecedor. “O tiroteio demorou 15 minutos, nunca tínhamos presenciado algo desse tipo”, relata a moradora.

Um posto de combustíveis que fica em frente a agência também foi alvo. Confome a atendente de caixa Zélia Rosane Langenberg, sete funcionários trabalhavam no momento da troca de tiros e três clientes estavam no posto abastecendo. "Quando deu o primeiro tiro uma das frentistas começou a gritar e todo mundo veio pra dentro da loja para se esconder. Como o carro da polícia estava estacionado aqui na frente, os bandidos atiraram aqui dentro e atingiram as bombas de combustíveis, o forro e o lugar onde os carros ficam para serem lavados. Foi horrível", detalha a atendente.


As câmaras de segurança do posto registraram toda ação, e as imagens serão enviadas para a Polícia Militar. Segundo a PM, os bandidos soltaram as três pessoas 50 minutos depois em uma escola estadual que fica dentro de um assentamento do Movimento dos Sem-Terra (MST) e seguiram em direção ao Rio Paraná.

Fonte G1

Unasul diz não ao imperialismo


A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) condenou as "intervenções externas", diante da ameaça de uma incursão militar dos Estados Unidos na Síria, e defendeu uma solução pacífica para o conflito, segundo a declaração final da VII Cúpula do organismo, realizada no Suriname.

A Unasul "condena as intervenções externas incompatíveis com a carta das Nações Unidas e rejeita o desenvolvimento de estratégias intervencionistas de qualquer tipo", assinala a declaração ao analisar o conflito na Síria.

Os doze países membros da Unasul, reunidos em Paramaribo para a entrega da presidência rotativa do Peru ao Suriname, também exigiram "o fim imediato da violência e a suspensão do fornecimento de todo tipo de armamento" para as partes em conflito no país árabe.
"Um ataque à Síria iniciaria um conflito bélico incalculável. A Síria é uma nação histórica com um grande poder militar e tem muitos amigos em toda a região do Oriente Médio (...) que vão defendê-la", disse o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no encerramento do encontro.

A Unasul fez um "firme apelo à paz" e pediu ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que "mantenha suas gestões e aprofunde seus esforços para obter o fim do conflito".
O organismo pediu ainda "a todas as partes que cooperem com a missão de investigadores" da ONU, que realizará neste sábado inspeções sobre o suposto uso de armas químicas no conflito por parte de Damasco, que nega a veracidade das denúncias.

A Unasul solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que "com base no relatório (dos inspetores) contribua ao estabelecimento das condições para o fim das agressões".


http
://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2013/08/31/interna_mundo,385583/unasul-condena-intervencoes-externas-diante-de-ameaca-a-siria.shtml

Tiroteio em Nova Londrina deixa três pessoas feridas

Deu no Diário do Noroeste

Os três feridos foram socorridos e encaminhados para o Hospital Santa Rita de Cássia. Uma equipe de policiais civis de Paranavaí está auxiliando nas investigações. Indícios apontam que a violência está relacionada com outros crimes



Um tiroteio no final de semana deixou três pessoas feridas em Nova Londrina - uma mulher de 31 anos e dois homens de 28 e 21 anos. Eles foram socorridos e encaminhados para o Hospital Santa Rita de Cássia. Uma equipe de policiais civis de Paranavaí está auxiliando nas investigações. Indícios apontam que a violência está relacionada com outros crimes.
O delegado da 8ª Subdivisão Policial de Paranavaí (8ª SDP), Osmir Ferreira Neves Junior, espera que as vítimas colaborem com as investigações. “Assim que as vítimas tiverem condições, iremos colher os depoimentos para identificar os autores dos disparos”, disse Neves Junior.
Na tarde de ontem a mulher permanecia internada no hospital de Nova Londrina. Ela esperava a liberação de uma vaga para ser transferida. A vítima permanecia com uma bala alojada em um dos pés. A mulher também foi atingida em uma das pernas.
Um dos homens baleados (28 anos) fugiu do hospital na tarde do sábado, logo após receber o atendimento médico. A outra vítima, o homem de 21 anos, conseguiu transferência para a Santa Casa de Paranavaí. Na tarde de ontem permanecia internado. Ele estava em um quarto, consciente e não havia necessidade de ser realizada uma intervenção cirúrgica.

Diplomacia de Dilma segue a doutrina Chico Buarque


"Eu gosto da diplomacia do Lula porque nem fala grosso com a Bolívia nem fala fino com os Estados Unidos", definiu nos tempos do governo anterior o compositor carioca; fã de Chico Buarque, presidente Dilma Rousseff pratica a seu modo essa doutrina; depois de tratar respeitosamente com Evo Morales sobre a fuga do senador Roger Molina, governo cobra explicações por escrito da administração Barack Obama sobre espionagem nas mensagens eletrônicas da presidente; País junta provas para fazer carga na ONU, exigindo legislação internacional dura; visita a Obama está mantida para que ela possa apontar "olhos nos olhos" a vilania da atitude americana; Chico enfrentou a ditadura com a inteligência; governo procura usar mesma arma frente ao Big Brother

Olhos nos olhos, a presidente Dilma Rousseff está praticando o tipo de doutrina diplomática que o consagrado Chico Buarque de Hollanda resumiu, brilhantemente, em apenas uma frase. "Eu gosto da diplomacia do Lula porque nem fala grosso com a Bolívia nem fala fino com os Estados Unidos", disse ele, nos tempos do governo anterior.

Ao seu próprio modo, Dilma está seguindo por este caminho. Enquanto o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, manifestava o "inconformismo" do governo brasileiro sobre uma violação "inconcebível e inaceitável" praticada pelos Estados Unidos - a espionagem sobre os e-mails da presidente, ministros e assessores -, os gestos objetivos das autoridades foram coerentes ao discurso. E o que é ainda mais forte, não foram precipitados.


Do Blog BRASIL! BRASIL!  Via BLOG DO SARAIVA 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Severinas: as novas mulheres do sertão

Titulares do Bolsa Família, as sertanejas estão começando a transformar seus papéis na família e na sociedade do interior do Piauí e se libertando da servidão ao homem, milenar como a miséria.


Por Eliza Capai*, na Agência Pública



 “Cada um tem que saber o seu lugar: a mulher tem qualidade inferior, o homem tem qualidade superior.” É bem assim que fala, sem rodeios, um dos homens mais respeitados do município de Guaribas, no sertão do Piauí, pai de sete filhos (seis mulheres e um homem). “O homem é o gigante da mulher”, completa “Chefe”, como é conhecido Horacio Alves da Rocha na comunidade.

Para chegar a Guaribas são dez horas desde a capital, Teresina, até a cidadezinha de Caracol. Dali, 40 minutos de estrada de terra cercada de caatinga até o jovem município, fundado em 1997. Em 2003, Guaribas foi escolhida como piloto do programa Fome Zero. Tinha então o segundo pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, 0,214 – para efeito de comparação, o país com pior IDH do mundo é Burundi, na África com índice 0,355. Hoje, Guaribas tem 4.401 habitantes, 87% deles recebendo o Bolsa Família. São 933 famílias beneficiadas, com renda média mensal de R$ 182. O IDH saltou para 0,508.

Em todo o Brasil, o Bolsa Família atende a 13,7 milhões de famílias – sendo que 93,2% dos cartões estão em nome de mulheres. São elas que recebem e distribuem a renda familiar.

“Eu vivi a escravidão”, diz Luzia Alves Rocha, 31 anos, uma das seis filhas de Chefe. Aos três meses, muito doente, ela foi dada pelo pai para os avós criarem. Quando eles morreram, uma tia assumiu a menina. “Achei que ela não ia aguentar aquela vida de roça: era vida aquilo?”, pergunta a tia Delci. Luzia trabalhou na roça, passou fome, perdeu madrugadas subindo a serra para talvez voltar com água na cabaça. “Quando tinha comida a gente comia, se não, dormia igual passarinho”, diz. Trabalhava sem salário, sem nenhum direito trabalhista, sem saber como seria a vida se a seca não passasse e a chuva não regasse o feijão e a mandioca. Era “a escravidão”.

Quando a seca piorou, Luzia pensou em migrar para São Paulo. Foi então que chegou o programa social do governo: “Com esta ajudinha já consigo levar”, diz. Luzia decidiu ficar em Guaribas. Os filhos estudam. O marido e ela cuidam da roça.

“A libertação da ‘ditadura da miséria’ e do controle masculino familiar amplo sobre seus destinos permite às mulheres um mínimo de programação da própria vida e, nesta medida, possibilita-lhes o começo da autonomização de sua vida moral. O último elemento é fundante da cidadania”, analisam os pesquisadores Walquiria Leão Rego e Alessandro Pinzani, da Universidade de Campinas e da Universidade Federal de Santa Catarinas, no livro Vozes do Bolsa Família: Autonomia, dinheiro e cidadania. Durante a pesquisa, eles ouviram beneficiários do programa observando as transformações decorrentes do Bolsa-Família – em especial na vida das mulheres. Chegaram à conclusão que a mudança é grande: “Quando você tem um patamar de igualdade mínimo, você muda a sociedade. Claro que as coisas não são automáticas. Isto não pode ser posto como salvação da nação, mas é um começo.”

Luzia conseguiu realizar o sonho de diversas das mulheres ouvidas pela socióloga Walquiria Leão. Ela juntou R$ 50 e seguiu para o hospital da cidade vizinha, de São Raimundo Nonato para fazer laqueadura das trompas: “se tivesse mais filho a vida ia ser mais pior”. Segundo Walquíria, o desejo de controlar a natalidade foi manifestado por diversas das mulheres que ela entrevistou entre 2006 e 2011 em Alagoas, Vale do Jequitinhonha, Piauí, Maranhão e Pernambuco.

Serena, uma das filhas de Luzia, tem 8 anos e está na terceira série. Ela ajuda a arrumar a casa, já sabe cozinhar, ajuda na roça. Mas não perde suas aulas. Logo depois de cantar o alfabeto e os números, diz que quer ser “advogada e médica”. Quando perguntada sobre casamento, a pequena afirma, com a mão na cintura: “eu não vou casar, vou ser sol-tei-ra…”, diz, demorando nas sílabas.
Em maio o valor do Bolsa Família de Luzia saltou de R$ 70 reais para R$ 212. A mãe comemora: “Agora já posso comprar as coisas para minha filha: a sandália dela arrebentou e pude comprar outra”. No pé da menima, o calçado que custou R$ 7,50. “Primeiro comprei para a menina, num outro mês compro pra mim”, explica Luzia, com os pés descalços.

“Minha sina”

Do outro lado do vale que liga o centro de Guaribas ao bairro Fazenda, Norma Alves Duarte, 44 anos, vive numa casa de dois quartos. Na sala, paredes mal rebocadas mostram as marcas da massa corrida. No canto, um pequeno móvel com uma TV. A vida toda ela ajudou a mãe doente, quase não estudou – cursou até a segunda série. Como todas as mulheres dali, as atividades de criança incluíam colher feijão, pegar lenha e buscar água no olho d’água, que fica a dois quilômetros.
Norma tem 12 irmãos, 2 filhos e vive com o segundo marido – o primeiro a abandonou depois de 20 dias. “Era pau e cachaça. Aí depois arrumei o pai destes meninos. É bom mas é doido, vaidoso o velho, bebedor… Ele é bruto demais, ignorante que só. Fazer o que né? Destino é destino: quem traz uma sina tem que cumprir.”

“Esta palavra, sina, faz parte do que nós chamamos de cultura da resignação e acho que ela foi de fato rompida com o Bolsa Familia”, diz a socióloga Walquiria Leão.

No início do programa, Norma ganhava R$ 42 com seu cartão. Agora “tira” R$ 200. “Mudou, porque eu pego meu dinheirinho, compro minhas coisas, assim mesmo ele (o marido) xingando. Eu não dou ele, ele tem o dele. Ele não me dá nenhum real, bota para comer dentro de casa mas não me dá nem um real, nem dez centavos.” Para Walquíria Leão, “a renda liberta a pessoa de relações privadas opressoras e de controles pessoais sobre sua intimidade, pois a conforma em uma função social determinada, permitindo-lhe mais movimentação e, portanto, novas experiências”.

Mais divórcios

Ao saírem da miséria, “da espera resignada pela morte por fome e doenças ligadas à pobreza”, nas palavras de Walquiria, estas mulheres começam a protagonizar suas vidas.

No vilarejo de Cajueiro, a uma hora do centro de Guaribas por uma estrada de terra esburacada, a água ainda não chegou às casas. Elenilde Ribeiro, 39 anos, caminha com a sobrinha por um areial com a lata na cabeça, outra na mão. É ela quem cria a menina. “Não quero que ela sofra como eu sofri”, diz. Chegando na casa, o capricho se mostra nos paninhos embaixo de copos metálicos, na estante com fotos de família, o brasão do Palmeiras, e um gato de louça ao lado da imagem de Jesus. Do lado de fora, o banheiro – onde se usa caneca e penico –, um pátio bem varrido, uma horta suspensa, e uma pilha de lenha que Elenilde mesma coleta e quebra, apontando: “está aqui meu botijão de gás”.

Os olhos de Elenilde marejam quando conta ter sido abandonada pelo marido há treze anos, mas seu tom de voz muda ao falar do papel da renda em sua vida. “Tiro R$ 134 no meu cartão Bolsa Família mas para mim está sendo mil. Porque com este dinheirinho eu tenho o dinheiro certo para comprar (na venda) e o dono me confia. E eu sei que com isso, com ele me confiar, eu já estou comendo a mais”, explica. Elenilde também se livrou de trabalhar na roça dos outros em troca de uma diária de R$ 5. “Eu quando pego o meu dinheiro (do cartão) vou na venda, pago a conta mais velha e espero pela vontade do vindião, aí ele vai e me franqueia… E eu vou e compro de novo”. Segundo Walquíria Leão, isso tem ajudado a mulher a conquistar um novo papel na comunidade. “A experiência anterior de vida era sempre de ser desrespeitada, desconsiderada porque ela não tinha dinheiro”.

No final da mesma rua, Domingas Pereira da Lima, 28 anos, não se arrepende de ter abandonado o marido. “Ele ficava namorando com uma e com outra e eu num resisti, vim embora”. Prendendo o choro, ela continua: “Deixava eu com as crianças e se tacava no meio do mundo. A vida não é fácil mas vou levando a vida devagarzinho aqui.” Desde então, Domingas cuida dos quatro filhos com o apoio das irmãs e da mãe.

Em 2003, quando chegou o Fome Zero, foram solicitados 993 divórcios no Piauí. Em 2011 o número saltou para 1.689 casos. Dos casos não consensuais, 134 foram requeridos por mulheres em 2003; em 2011 esse número saltou para 413 – um aumento de 308%.

Ainda assim, na pequena Guaribas, a mulher ficar presa em casa em dias de festa, o alcoolismo e a infidelidade masculina são histórias contadas com naturalidade. “Vixi, aqui se conta nos dedos as mulheres que não apanham do marido”, é comum as mulheres dizerem.

Na delegacia da cidadezinha, o delegado explica que por ali o clima é sempre “muito tranquilo, sem nenhuma ocorrência. Só umas brigas de casal, coisa que a gente aconselha e eles voltam” diz.

Mirele Aline Alves da Rocha é uma das que se conta nos dedos. Aos 18 anos, a bonita jovem explica: “Apesar da minha idade já ser avançada para os daqui, eu não estou nem aí para o que eles falam. Eu quero é estudar”. A maioria das amigas se casaram aos 13 anos. Já Mirele, soteira, cursa o terceiro ano do Ensino Médio na escola estadual de Guaribas, onde vive com a tia – os pais moram no município de Cajueiro. O cartão do Bolsa Família está no nome da mãe, que recebe R$ 102 por Mirele e pelo caçula de nove anos. Ambos estudam. “Eu vejo a realidade da minha mãe e não quero seguir pelo mesmo caminho. Eu quero estudar para ter um futuro, para ser independente, para não ficar dependendo de um homem”, decreta a jovem.

No primeiro bimestre de 2013, em Guaribas, a frequência escolar atingiu o percentual de 96,23%, para crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos – o equivalente a 869 alunos – e 82,29% para os jovens entre 16 e 17 anos, de um total de 175.

Mirele vai fazer o Enem e “ver o que dá”. Para cursar faculdade ela terá que sair de Guaribas mas planeja se graduar e voltar: “Gosto mesmo é daqui”.

“Nunca é demais lembrar que nossa pobreza não é um fato contingente, mas deita raízes profundas na nossa história e na forma de conduzir politicamente as decisões estatais”, avalia Walquiria. “O Bolsa Família deveria se transformar em política publica, não mais política de um governo”. “É um processo, um avanço que mal começou. E ainda é muito insuficiente. Mas quem narra uma história tem que ser capaz de narrar todos os passos desta história”, finaliza.

No Portal Vermelho

domingo, 1 de setembro de 2013

Cientistas descobrem crosta de gelo em lua de Saturno

Especialistas estadunidenses descobriram que embaixo da densa atmosfera de metano e hidrocarbonetos que caracteriza Titã, a maior lua de Saturno, existe uma rígida crosta de gelo, informa um artigo divulgado na revista Nature.



Depois de analisar dados enviados pelos instrumentos da sonda Cassini da NASA, que orbita o planeta desde 2004, os pesquisadores observaram que o metano e outros hidrocarbonetos presentes na atmosfera caem em forma de chuva para encher grandes lagos, que se congelam até formar dunas crescentes.

Além disso, existem evidências de um oceano de água líquida, separada da superfície por uma capa de gelo, indica o estudo.

No entanto, as descobertas confundiram os cientistas. "As coisas em Titã já eram difíceis de explicar, mas isto piora ainda mais", indicou Doug Hemingway, geofísico planetário da Universidade da Califórnia, co-autor do estudo, quem acrescentou que "aumenta o mistério de um corpo [celeste] já por si estranho".

Comentou também que as regiões mais altas tinham a gravidade mais baixa. Pensamos que deveríamos revisar nossos conhecimentos da matemática, considerou.

Por outra parte, os especialistas acham que o vento e a chuva de Titã causam a erosão que transporta a massa dos picos das montanhas aos vales inferiores, contribuindo ainda mais com esta aparente conexão inversa entre elevação e gravidade.

Titã é o único dos satélites de Saturno que possui uma atmosfera importante, está composta 94% de nitrogênio, com rastros significativos de vários hidrocarbonetos, incluindo metano, etano, diacetileno, metilacetileno, cianoacetileno, acetileno, propano, junto com dióxido de carbono, monóxido de carbono, cianogênio, cianuro de hidrogênio, e hélio.

Fonte: Prensa Latina

PIB é um cala-boca nos pessimistas

Esta não é apenas uma boa notícia, como há tempos vinha procurando, é ótima: para calar a boca dos pessimistas (eu mesmo às vezes sou acometido por esta síndrome), o IBGE anunciou nesta sexta-feira que a economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, bem acima da taxa registrada nos Estados Unidos, que ficou em 0,6%, e em outros países.

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho



Escrevo apenas para registrar uma consequência importante: este número pode animar os investidores daqui e de fora, o principal entrave da economia brasileira no momento, que afeta todos os outros índices. Criou-se um clima de fim de feira que desanimou muita gente, como se o Brasil não tivesse condições de recuperar os níveis de crescimento registrados até 2010 que chamaram a atenção do mundo e atraíram novos investidores.

A economia não é feita só de números, eu sei, mas também do humor de quem decide como e onde aplicar o seu dinheiro. Por aqui, este humor andava péssimo. Após a leitura do noticiário da nova e da velha mídia dava até vontade de desistir e nem sair de casa. Agora, nem parece tão utópica a previsão de um crescimento de 4% no próximo ano feita nesta semana pelo ministro da Fazenda Guido Mantega.

Depois de tantas más notícias e trapalhadas em diferentes áreas, a semana não poderia terminar melhor para o governo porque, depois de nove trimestres consecutivos de crescimento abaixo de 1%, o Brasil inverte os sinais, o que certamente refletirá também no campo político, tornando menos indócil a tal da base aliada.

Para se ter uma ideia do que mudou, surpreendendo todos os analistas e comentaristas econômicos, em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 3,3%. Claro que não faltarão abutres para prever que estes números não representam uma nova tendência e podem não ser confirmados no próximo trimestre. Afinal, toda notícia boa por aqui sempre vem acompanhada de um inevitável "mas...".

Uma coisa é certa: o nosso País sempre nos surpreende, para o bem ou para o mal. O Brasil, positivamente, não obedece às regras dos velhos manuais.
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